Sabe aquele vacilo besta? Você tá atarefado no trabalho, o celular na mesa ao lado, vai pegar um documento e sem querer bate nele com o cotovelo. O desgraçado cai no chão, tela estilhaçada, nem liga mais.
Foi o que aconteceu comigo.
A sorte é que meu melhor amigo é técnico de celular. Imediatamente pensei: vou levar pra ele trocar essa tela. No horário do almoço mesmo ele resolve. E não tem problema, não tem nada comprometedor no aparelho.
Bom, "nada comprometedor" é mentira. Depois de dezenove anos de casado, eu tenho milhares de fotos e vídeos da Simone pelada. O negócio começou como uma brincadeira de casal, uma maneira de apimentar a relação. Mas com o tempo foi ficando mais intenso.
É que eu sempre tive um desejo estranho, uma vontade louca de ver ela transando com outro homem na minha frente. Era um desejo que me corroía por dentro. Um dia criei coragem e contei pra ela. Ela entendeu, até entrou na fantasia. Na cama, ela me chama de corno, fala que vai dar pra outro, que vai me fazer assistir. O tesão que dá quando ela sussurra essas putarias no meu ouvido é indescritível.
Mas na vida real, ela nunca teve coragem. Diz que me ama demais, que não consegue.
O que a gente faz, e adora fazer, é fotografar. É o nosso fetiche secreto. Tenho mais de três mil registros. Alguns são leves, ela só de calcinha no sofá, um sorriso malicioso. Outros são pesados. Ela de quatro mostrando a buceta bem aberta. Ela quicando no vibrador, os peitos pulando. Ela gemendo baixinho enquanto se toca e me chama de corno, os olhos revirando de prazer.
Mas nada disso estava no celular, nosso maior medo sempre foi os nossos filhos mexerem nos aparelhos e verem algo. Então eu guardo tudo no meu notebook pessoal, com senha. O celular fica só com as coisas do dia a dia.
Então tudo estava seguro, pelo menos eu achava que sim.
O que eu esqueci é que a Simone adora me provocar quando estou no trabalho. Ela manda foto escondida, vídeo rápido, mensagens picantes. E eu não tinha contado pra ela que a tela do celular tinha quebrado.
Já dá pra imaginar o que aconteceu?
Rodrigo é meu melhor amigo. A gente cresceu junto, jogou bola na infância, tomou a primeira cerveja juntos. Ele tem uma lojinha de conserto de celular perto do meu trabalho. Confio nele como confio em irmão.
— Troco essa tela rapidinho — ele disse, abrindo o celular com uma ferramentinha amarela. — Volta daqui uma hora.
Saí tranquilo. Fui almoçar enquanto ele consertava o aparelho.
Quando voltei, o celular já estava ligado. Tela nova, brilhando, um pouco mais vívida que a antiga. Peguei meu cartão pra pagar, mas ele fez uma cara estranha. Uma mistura de constrangimento e alguma outra coisa que não consegui identificar na hora.
— Escuta... — ele coçou a nuca, desviando o olhar. — Quando fui testar o touch, chegou uma notificação no seu WhatsApp. Juro que não queria bisbilhotar nada, foi inevitável. Um acidente.
— Não, tudo bem — falei, já sentindo um frio na barriga.
— Cara, é que... Era a Simone.
Meu coração quase parou. Na hora me liguei que tinha dado merda. Pois apesar desse meu desejo enorme em ser corno, nunca contei a ninguém além da minha esposa, é que maior que o desejo é a vergonha. Tenho um constrangimento do caralho com isso. É o meu segredo mais sujo.
— Minha esposa? E o que tem?
— É que... na hora do teste chegou uma notificação, ela te chamou de "corninho" na mensagem... e mandou umas fotos... pelada. Desculpe cara, não era minha intenção ver aquilo, mas a notificação apareceu na tela do nada, e eu acabei... enfim, tenho que te contar porque somos amigos.
Até hoje eu me pergunto se ele me contou por ser meu melhor amigo ou porque já tinha aberto e visualizado a conversa inteira com minha esposa antes de me falar qualquer coisa.
O fato é que eu podia ter pegado o celular e ido embora. Devia ter feito isso, guardado a vergonha pra mim e seguido a vida.
Mas algo me segurou.
A vergonha estava tão grande que transbordou. Eu tinha que me justificar pra ele. Explicar. Mostrar que não era um maluco, que aquilo era uma fantasia nossa, algo que a gente construiu junto. E aproveitando que estava só nós dois ali, e que temos intimidade pra caralho, acabei confessando tudo.
Contei do meu desejo. Contei que ela não tem coragem. Contei que a gente fantasia na cama, que ela me chama de corno enquanto goza, que eu fico louco quando ela faz isso. Contei como a buceta dela fica melada quando ela sussurra "vou dar pra outro na tua frente". Contei como eu gozo mais forte quando ela fala essas coisas.
Quando terminei de falar, senti um medo desgraçado. Qual seria a reação dele? Ele iria me julgar? Me chamar de doente? Mas ao mesmo tempo um alívio, uma sensação estranha de que talvez finalmente tivesse alguém para compartilhar essa parte tão íntima de mim.
— É sério isso? — Ele parecia não acreditar, a boca entreaberta, os olhos arregalados.
— É sério. Eu sei que é estranho.
Ele ficou em silêncio por um momento. Meu coração batia forte. Depois ele balançou a cabeça, devagar.
— Porra, cara... tenho o maior respeito por isso. Se te faz feliz, vai fundo. Eu apoio cem por cento.
Senti um nó na garganta de alívio. A gente terminou o assunto, eu paguei o conserto e fui embora. Mas aquilo ficou no ar. Um negócio não dito, uma porta que tinha sido aberta.
Nos dias seguintes, nossa amizade evoluiu de um jeito que eu não esperava. Ele começou a perguntar sobre o fetiche com naturalidade, como quem pergunta o que você vai comer no almoço. Queria saber como começou, como era na cama, o que ela falava. Eu respondia, e cada resposta me deixava mais excitado. Era como se ao compartilhar, o tesão ficasse maior.
Num desses papos, ele soltou:
— Com todo respeito, sabe o que penso? A Simone sempre foi uma gata. Gostosa pra caralho. Desde a época do colégio, eu sempre sonhei com ela. Nunca te falei isso, mas é verdade.
Meu pau deu uma latejada quando ele disse isso. Um negócio errado, mas gostoso. Uma onda de calor subiu pelo meu corpo. Eu conseguia imaginar ele adolescente batendo punheta pensando nela. Conseguia imaginar ele olhando pra ela agora, do jeito que ela está, mais mulher do que nunca.
— E se um dia você quiser ajuda com essa fantasia... — ele completou, dando um sorriso safado — ...amigo é pra essas coisas.
Depois contei tudo pra Simone. No início ela ficou com uma vergonha do caralho, o rosto vermelho, querendo se enfiar num buraco. Mas com o tempo ela entendeu. Até achou engraçado, de um jeito nervoso. O que eu não contei pra ela foi que, depois daquele dia na loja, eu comecei a mandar as fotinhas e os vídeos dela do jeitinho que veio ao mundo pra ele.
Foi aos poucos. Primeiro uma foto mais leve: ela na praia de biquíni, o sol pegando na pele branca. Depois uma mais ousada: ela no quarto, usando fio dental, deixando o rabo todo a mostra.
Quando ele respondeu com um "caralho, que mulher", eu perdi o freio.
Mandei ela pelada no banho. Mandei ela abrindo a buceta com os dois dedos, mostrando o rosinha por dentro. Mandei ela de quatro no espelho, os peitos balançando. Mandei vídeo dela se tocando, gemendo baixinho, chamando o "corno" que nem ela faz comigo.
Cada vez que eu mandava algo, o tempo de resposta dele diminuía.
Depois disso o negócio desandou de vez.
Hoje é assim: conversamos sem pudor nenhum sobre a Simone. Ele me diz como vai comer ela se um dia tiver a oportunidade. Diz os detalhes. Como vai lamber a buceta dela devagar pra ela implorar por mais. Como vai meter gostoso, puxar o cabelo dela, fazer ela gemer alto. Como vai gozar dentro da bucetinha dela deixando cheia pra mim limpar depois.
E eu fico duríssimo ouvindo cada palavra.
Toda vez que tiro uma foto nova dela ou gravo um vídeo novo, mando pra ele. Pode ser ela se arrumando pro trabalho, o decote mostrando um pouco demais. Pode ser ela dormindo de calcinha, a bunda redonda empinada. Pode ser ela deliberadamente pelada, a buceta bem aberta, os dedos lambuzados.
Demora no máximo cinco minutos. Chega uma foto ou um vídeo dele. O pau dele tá sempre duro, grosso, com a cabeça roxa de tesão. Ele bate uma pensando nela, a mão subindo e descendo rápido, o fôlego ofegante. Quando goza, o leite escorre pelos dedos, pela cabeça do pau, às vezes espirra longe e suja a tela do celular.
No fim, sempre tem uma mensagem:
"Fala pra ela que eu ainda vou comer ela bem gostoso."
Ou: "Sua mulher é uma puta gostosa, corno."
Ou: "Mostra essa foto pra ela e pergunta se ela quer sentar na minha rola."
Eu amo assistir os vídeos dele batendo punheta pensando nela. Vejo repetidas vezes, reparo em cada detalhe — no jeito que ele aperta, na veia pulsando, no momento exato do gozo. Gozo nas calças igual um adolescente, muitas vezes antes mesmo de terminar de ver.
Se você gostou do conto e quer participar da brincadeira, conversar sobre minha esposa, receber fotos e vídeos dela nua e me mandar fotos e vídeos batendo punheta pra ela, me chama: rodrigocorninho.1984@gmail.co