SOCIEDADE SECRETA DO TERCEIRO ANO PT 1 A PROFESSORA GOSTOSA

Um conto erótico de GABRIEL SILVA
Categoria: Heterossexual
Contém 2702 palavras
Data: 01/06/2026 16:19:06

Meu nome é Matheus. Tenho 19 anos e, honestamente, nunca imaginei que minha vida fosse virar do avesso tão rápido.

Voltei pro Rio de Janeiro há pouco mais de um mês. Depois de quase dois anos morando fora com meus pais, tudo desmoronou. Meu pai perdeu o emprego, as contas atrasaram, e de repente estávamos de malas prontas, voltando pro Brasil sem quase nada. Voltamos pobres. Voltamos humilhados. E eu, que tinha perdido um ano inteiro de estudos, fui obrigado a entrar direto no terceiro ano do ensino médio — numa escola pública grande, perto da comunidade do Morro do Guri.

Era meu primeiro dia.

Cheguei cedo, com uma mochila velha nas costas, uniforme novo ainda cheirando a loja. A escola era enorme bem grande mesmo, porem velha. Paredes descascadas, pichações por todo lado, corredores barulhentos. Tinha uma energia pesada no ar, como se o lugar inteiro soubesse que ali ninguém estava de brincadeira.

Fui pra sala do terceiro ano dos repetentes. 38 alunos. A maioria com 18, 19, alguns já com 20, 21, até 23 anos. Por incrível que pareça, eram uma classe com 25 meninas. Sentei no fundo, perto da janela, tentando passar despercebido. Não conhecia ninguém. Não queria conhecer ninguém. Só queria passar logo esse ano e tentar recuperar o tempo perdido.

Logo no primeiro intervalo de 50 minutos — que parecia uma eternidade —, já deu pra sacar como as coisas funcionavam ali.

Dois caras se destacavam. Paulo, apelidado de Paulada, e André, conhecido como Neguin. Eram grandes, fortes, com aquele jeito de quem já viveu muita rua por ai. Paulo era moreno, musculoso, tatuado no pescoço. Neguin era negro, alto, dreads curtos e um olhar que fazia as pessoas abaixarem a cabeça. Eles riam alto, dominavam o pátio, provocavam os mais fracos da escola. Eram o tipo de gente que você preferia não cruzar no corredor.

Eu precisava mijar. Fui pro banheiro. Estava lotado. Todas as três cabines ocupadas. Só restava o mictório longo, onde cinco caras podiam mijar lado a lado.

Entrei, abaixei o short e comecei a mijar, aliviado. Foi quando ouvi as zoações vindo da última cabine.

— Olha o tamanhinho dessa merda, mano! — gritava Neguin, rindo.

Eles tinham puxado a calça de um garoto magrelo e estavam humilhando ele sem dó:

— Isso aí deve ter uns 10cm no máximo! Sai fora, viadinho!

O garoto saiu correndo, segurando a calça, rosto vermelho de vergonha. Foi aí que eles me viram.

Paulo e Neguin se aproximaram, parando um de cada lado de mim no mictório. Continuei mijando, fingindo calma, mas já sentindo o corpo tensionar.

Eles olharam.

Olharam mesmo.

Meu pau era grande mesmo estando mole — grosso, pesado. Quando terminei, segurei ele na mão e balancei algumas vezes pra tirar as últimas gotas. Um gesto simples, mas que, naquele momento, parecia um recado.

Eles ficaram quietos.

Paulo quebrou o silêncio primeiro, com um tom surpreso:

— E aí, novato… chegou hoje?

— É… primeiro dia — respondi seco, guardando e puxando o short.

Neguin deu um leve sorriso de canto de boca, quase respeitoso.

— Tá bom então… bem-vindo ao inferno.

Eles mijaram ao meu lado em silêncio. Notei que os dois também eram bem dotados. Não era à toa que zoavam os outros. Mas eu não me curvei. Balancei meu pau com calma, guardei e saí sem olhar pra trás.

Voltei pra sala com o coração ainda acelerado.

Alguns minutos depois, a porta abriu.

E ela entrou.

Professora Isabela.

Meu Deus…

Ela era absurdamente bonita. Cabelo loiro com luzes, bem cuidado, caindo nos ombros. Rosto delicado, mas com um ar de autoridade. Tinha uns 32 anos, no máximo. Corpo de tirar o fôlego — seios fartos, cintura marcada, quadril largo e pernas grossas. Usava uma blusa social branca justa e uma saia lápis preta que deixava claro que ela sabia o efeito que causava nos alunos.

Ela bateu a porta com força e já começou:

— Silêncio absoluto! Eu não tô aqui pra brincadeira. Quem quiser fazer bagunça, pode ir pra coordenação agora mesmo. Aqui é terceiro ano. Se comportem como gente grande.

A sala inteira ficou quieta. Até Paulo e Neguin se ajeitaram nas cadeiras.

Ela começou a passar a matéria, uma voz firme, postura imponente. Mas eu mal conseguia prestar atenção no conteúdo. Só conseguia olhar para ela. Para o jeito que ela andava, para o movimento dos seios quando gesticulava, para a curva da bunda quando virava pro quadro.

Senti um calor subindo pelo corpo.

A professora Isabela continuou a aula com firmeza, mas eu mal conseguia me concentrar no que ela dizia. Meu coração ainda batia acelerado por causa do que tinha acontecido no banheiro. A presença de Paulo e Neguin ali, me medindo, me deixou com um pé atrás. Não era medo exatamente… era aquela sensação incômoda de quem sabe que acabou de chamar atenção das pessoas erradas.

Ela andava pela sala explicando gramática, a voz clara e autoritária. De vez em quando parava perto de alguma carteira, gesticulava, e a blusa social branca marcava discretamente o volume dos seios. A saia lápis preta desenhava perfeitamente o quadril e a curva da bunda. Era impossível não olhar. Ela era linda de um jeito que não combinava com aquela escola velha e bagunçada.

Em certo momento, ela parou na frente da minha carteira.

— Matheus, você está conseguindo acompanhar? — perguntou, com um tom mais suave.

Levantei o olhar rapidamente. Ela tinha olhos castanhos claros, quase mel. Por um segundo, esqueci completamente onde estava.

— Sim, professora. Estou conseguindo — respondi, tentando soar normal.

Ela sorriu de leve, um sorriso cansado, mas genuíno.

— Se precisar de ajuda pra recuperar o que perdeu, pode me procurar depois da aula.

— Obrigado.

Quando ela virou de costas para voltar ao quadro, senti um arrepio. Não era só atração. Era algo mais. Como se aquela mulher carregasse um peso que ninguém ali conseguia ver.

Foi então que senti os olhares.

Paulo e Neguin, sentados três fileiras à frente, viraram o rosto quase ao mesmo tempo. Não era um olhar agressivo, mas também não era amigável. Era avaliador. Como se estivessem decidindo se eu era presa, ameaça ou uma oportunidade.

A aula continuou. Eu tentava anotar, mas minha mente estava longe. O sino do intervalo tocou. A maioria dos alunos saiu correndo pro pátio. Eu fiquei na sala, fingindo organizar minhas coisas. Não queria dar mole.

Paulo e Neguin se aproximaram devagar. Neguin encostou na carteira ao lado da minha, cruzando os braços. Paulo ficou em pé na minha frente, bloqueando um pouco a passagem.

— E aí, novato — disse Paulo, com a voz baixa. — Tá achando o quê da escola até agora?

— Tá… diferente — respondi, mantendo o tom neutro.

Neguin deu um sorrisinho de canto.

— Diferente é foda em. Aqui as coisas funcionam de um jeito próprio. Quem entende o jogo, vive bem. Quem não entende… se fode.

Paulo inclinou a cabeça, me olhando de cima a baixo.

— Você não parece trouxa. No banheiro a gente viu que você também é bem servido e não tem medo. Isso aqui é raro. A maioria dos caras se borra todo quando a gente chega perto.

Fiquei em silêncio, sustentando o olhar. Não queria demonstrar fraqueza, mas também não queria bancar o valentão.

Neguin continuou, voz mais baixa:

— A gente tá sempre de olho em quem é diferente. Quem tem potencial sabe. Se quiser, a gente pode te mostrar como as coisas funcionam de verdade por aqui. Sem pressão… por enquanto.

O “por enquanto” ficou pairando no ar como uma ameaça disfarçada de oferta.

Antes que eu pudesse responder, a professora Isabela, que ainda estava apagando o quadro, virou-se e olhou na nossa direção. Paulo e Neguin imediatamente mudaram o tom, sorriram e se afastaram, como se nada estivesse acontecendo.

— Algum problema aí? — perguntou ela, franzindo a testa.

— Nenhum, professora — respondeu Paulo, já saindo da sala com Neguin.

Fiquei sozinho com ela por alguns segundos. Isabela me olhou com uma expressão que parecia quase… preocupada.

— Cuidado com aqueles dois, Matheus. Eles não são tão amigáveis quanto parecem.

— Eu percebi — respondi baixo.

Ela assentiu, como se quisesse dizer mais, mas acabou apenas pegando suas coisas e saindo da sala.

Fiquei sentado, olhando para o quadro apagado.

Aquele primeiro dia mal tinha terminado e eu já sentia: aquela escola escondia algo muito maior do que brigas de corredor e zoação no banheiro.

E eu, sem querer, já tinha chamado atenção das pessoas erradas.

No segundo dia de aula, o clima na escola já parecia diferente. Eu ainda me sentia um estranho, mas algo tinha mudado. As pessoas olhavam mais para mim. Principalmente Paulo e Neguin. Eles não me provocavam abertamente, mas eu sentia que estavam me observando, avaliando.

A primeira aula era de História. Quando o professor entrou na sala, o burburinho parou quase imediatamente.

Seu nome era Professor Ricardo. Um homem alto, por volta de 1,85m, pele morena escura, cabelo raspado e uma cicatriz fina que cortava a sobrancelha esquerda. Tinha uns 45 anos, ombros largos e um olhar que fazia qualquer um abaixar a cabeça. Não precisava gritar. Bastava entrar e o silêncio se instalava.

Ele era o tipo de professor que os alunos respeitavam por medo, não por admiração.

— Bom dia — disse ele com a voz grave, sem sorrir. — Quem bagunçar hoje vai sair da sala na hora.

Ninguém ousou falar nada. Até Paulo e Neguin se ajeitaram nas cadeiras.

Ele começou a explicar sobre a Ditadura Militar, andando entre as carteiras com passos lentos e pesados. Sua presença era intimidadora. Quando ele parava ao lado de alguém, a pessoa quase parava de respirar.

Em determinado momento, ele parou perto da minha carteira. Olhou para mim por alguns segundos, como se estivesse me medindo.

— Você é o novo, né? Matheus.

— Sim, professor.

— Veio de onde?

— Morei dois anos nos Estados Unidos.

Ele ergueu uma sobrancelha, interessado.

— Então você deve saber bem inglês.

— Mais ou menos — respondi, tentando ser discreto.

Ele deu um meio sorriso que não chegou aos olhos e continuou a aula.

Durante a explicação, notei que ele citou o nome de outra professora:

— Amanhã vocês vão ter prova de Inglês com a professora Aline ela mandou avisar. Prestem atenção, porque ela não perdoa quem não estuda.

Aline era a professora de Inglês. Eu ainda não tinha tido aula com ela, mas já tinha ouvido falar. Diziam que era uma mestiça linda, com traços fortes, pele morena clara, cabelo cacheado e corpo bem feito. Pelo que os meninos comentavam no intervalo, ela era uma das professoras mais desejadas da escola.

A aula de História terminou. Quando o sino tocou, Ricardo recolheu suas coisas devagar. Antes de sair, ele parou na porta e olhou para a sala inteira, especialmente para Paulo, Neguin e alguns outros repetentes mais velhos.

— Lembrem-se do que eu falei na semana passada. Disciplina. Respeito. E boca fechada.

Ele saiu.

Fiquei pensando naquela última frase. “Boca fechada.” Parecia mais uma ameaça do que um conselho.

No intervalo, fiquei sentado na sala novamente. Não queria circular muito. Foi quando a professora Isabela passou pelo corredor. Ela me viu pela porta aberta e parou.

— Matheus, pode vir aqui um segundo?

Fui até ela. Isabela estava com uma pilha de provas na mão, parecendo cansada.

— Você realmente sabe inglês? — perguntou baixinho.

— Sei sim, professora. Morei dois anos lá e estudei em escola particular antes.

Ela olhou para os lados, como se não quisesse que ninguém ouvisse.

— Então acho que você deve achar a aula de Inglês muito fácil, né?

— Um pouco ainda não tive— admiti.

Ela sorriu de leve, mas havia preocupação em seus olhos.

— Toma cuidado com o que você demonstra por aqui. Às vezes é melhor ficar quieto. Entendeu?

Antes que eu pudesse perguntar o que ela quis dizer, ela já tinha virado e continuado andando pelo corredor.

Fiquei ali, parado, sentindo um arrepio na nuca.

Aquela escola tinha algo muito errado. E eu estava começando a perceber que não era só coisa de valentão de corredor.

Paulo e Neguin apareceram no final do corredor, encostados na parede, me olhando de longe. Não disseram nada. Apenas observavam.

As horas seguintes na escola foram estranhas. Eu tentava passar despercebido, mas era difícil. Paulo e Neguin não me abordavam diretamente, mas sempre estavam por perto — um olhar no corredor, um aceno de cabeça no pátio, um comentário baixo quando eu passava. Era como se estivessem me cercando, devagar, testando o terreno.

Na quarta-feira, a terceira aula era Educação Física. Chegamos no ginásio e descobrimos que o professor titular estava doente. Quem veio substituir foi a professora Aline, de Inglês.

Quando ela apareceu no campo vestida com um short preto de academia e uma camiseta da escola, quase deu para ouvir o suspiro coletivo dos meninos. Aline era uma mestiça linda: pele morena clara, cabelo cacheado preso num rabo de cavalo alto, corpo definido, pernas grossas e bem torneadas, cintura fina e seios médios que marcavam o tecido da camiseta. Tinha uns 29, 30 anos e um jeito ao mesmo tempo firme e feminino.

— Hoje vamos jogar futebol — disse ela, batendo palmas. — Dividam em dois times. Eu vou ser a árbitra.

Paulo e Neguin assumiram o comando naturalmente. Paulo me olhou de longe e, sem hesitar, apontou para mim:

— Você, novato. Tá no meu time.

Eu assenti e fui para o lado dele. Neguin fez os outros times. Aline marcou o campo com cones velhos e apitou o início.

Logo nos primeiros minutos, percebi que eu ainda tinha jeito com a bola. Mesmo depois de um ano parado, o futebol estava no sangue. Driblei um repetente grandalhão, passei por outro e fiz um lançamento preciso para Paulo, que chutou forte pro gol. 1 a 0.

Aline apitou, anotando o ponto. Ela me olhou por um segundo a mais, como se estivesse surpresa.

O jogo foi ficando quente. O sol batia forte, a terra vermelha subia com os carrinhos, e o suor escorria. Eu corria bastante, roubava bolas, dava passes. Em uma jogada, recebi a bola no meio de campo, driblei dois e chutei de fora da área. A bola fez uma curva bonita e entrou no canto.

Gol meu.

Os meninos do meu time gritaram. Paulo veio e bateu na minha mão, sorrindo de verdade pela primeira vez:

— Caralho, novato… tu joga bola pra porra!

Neguin, do outro time, só me olhou de longe, sério, avaliando.

Aline apitava com firmeza, mas eu sentia que ela também me observava. Quando eu passava perto dela, sentia seu perfume misturado com o cheiro de suor. Era uma mistura estranha… gostosa.

No final do jogo, meu time venceu por 4 a 2. Eu tinha feito dois gols e dado duas assistências. Enquanto todo mundo bebia água, Paulo se aproximou, suado, e colocou a mão no meu ombro.

— Tu é bom pra caralho, hein? — disse ele, voz baixa. — Não só com a bola. No banheiro a gente viu que tu também não fica atrás.

Neguin apareceu do outro lado, bebendo água.

— Aqui na escola as coisas funcionam de um jeito diferente, Matheus. Tem gente que manda… e gente que obedece. Tu parece ser do tipo que pode escolher de que lado ficar.

Eu limpei o suor do rosto, respirando pesado.

— E qual é o lado certo? — perguntei, olhando direto pra eles.

Paulo sorriu de canto.

— O nosso. Sempre foi o nosso.

Aline apitou o fim da aula e mandou todo mundo pro vestiário. Enquanto caminhávamos, Neguin falou mais baixo:

— Amanhã tem um bagulho depois da aula. Só os caras certos. Se quiser aparecer, te mostramos como as coisas realmente funcionam por aqui.

Não respondi. Apenas assenti levemente.

No vestiário, enquanto trocava de roupa, eu sentia o olhar deles. Não era mais só curiosidade. Era interesse. Eles estavam me avaliando. Me medindo.

E eu, pela primeira vez, senti que estava entrando num jogo muito maior do que imaginava.

Enquanto saía do vestiário, vi a professora Aline conversando com o Professor Ricardo perto da quadra. Eles falavam baixo. Ricardo olhava ao redor, como se não quisesse ser ouvido. Quando me viram, pararam de falar imediatamente.

Aline me deu um sorriso rápido, quase forçado.

Ricardo apenas me encarou.

Eu continuei andando, mas a sensação não saía da minha nuca.

Algo estava muito errado naquela escola.

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Comentários

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Caraca essa escola dever ser sinistra! A algo bem pesado que se esconde nos bastidores.

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Esta´começando muito bem, suspense .....

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