Eu e Minha Esposa Pulamos a Cerca... E o Caos Explodiu - Parte 13

Um conto erótico de Érico
Categoria: Heterossexual
Contém 9312 palavras
Data: 07/06/2026 11:25:39
Última revisão: 07/06/2026 11:28:39

CRONOLOGIA: Os eventos narrados aqui vão de 28 de julho de 2025 (segunda-feira) a 31 de julho de 2025 (quinta-feira).

O meu nome é Érico, tenho 28 anos. Minha esposa, Sarah, tem 27 anos. Esta é a história das confusões e puladas de cerca que aconteceram durante uns meses muito loucos em que inventamos de abrir o relacionamento sem saber direito como se faz isso e de como nós lidamos com isso.

Trabalho como analista em uma grande empresa de tecnologia. Meu corpo que nunca chamou muita atenção. Nem forte, nem magro demais, do tipo que parece comum até sem camisa. Moreno claro, cabelo escuros curto, olhos castanho-escuros. Aquele cara totalmente na média. Talvez por isso, quando conto que sou casado com a Sarah, muita gente ache que estou mentindo.

A Sarah é engenheira civil, com doutorado, e atualmente trabalha para uma daquelas construtoras gigantes. Sempre foi dedicada e responsável, mas com um senso de humor afiado que aparece quando você menos espera. Seus peitões, firmes e arredondados, tinham um tamanho perfeito. Eram cheios, sem exagero. O quadril seguia a mesma linha: elegante, proporcional, com uma bunda que, mesmo sem ser grande, sempre me deixou hipnotizado pelo jeito que encaixava nas roupas. As pernas, longas e finas, começavam em coxas esguias e firmes. Tudo nela passava uma mistura de delicadeza e provocação. Os braços finos, as mãos de dedos compridos, o rosto de traços suaves, os olhos castanho-escuros e os cabelos pretos, caindo em ondas até o meio do braço, com aquelas mechas na frente que emolduravam o rosto como se ela tivesse nascido pra ser retrato.

Eu nunca precisei de muito pra desejar a Sarah. Bastava olhar pra ela. Bastava vê-la se mexer, ou até mesmo só respirar perto de mim. E mesmo depois de anos de casados, era difícil não sentir aquele frio no estômago toda vez que ela passava do meu lado.

O nosso capítulo atual começa quando a Eliana fechou a porta do vestiário da sauna e anunciou que nós, homens, só entraríamos depois que as mulheres terminassem de se vestir, todos suspiramos.

Eu estava sentado entre Carlos, Jonas e Antônio, usando uma toalha pequena demais, tentando manter a coluna reta. As mulheres entraram no vestiário em fila, ainda quentes e suadinhas da sauna. A Natália foi uma das últimas a passar. Antes de atravessar a porta, olhou pra mim e apontou dois dedos pros próprios olhos, depois pra mim.

Ela não precisou falar nada. O treinamento começaria assim que colocássemos as roupas.

Como, por motivos óbvios, a mulherada não deixou que a gente pudesse pegar os celulares nos armários, conversamos sobre o treino.

— Deus me livre fazer exercícios — brincou Jonas. — Se eu fizer esse tal de cárdio, aí que eu tenho um infarto.

A porta abriu alguns minutos depois, e a Eliana apareceu já vestida, com o cabelo ainda úmido nas pontas. Vesti a camiseta e o short esportivo que tinha trazido sem saber que seriam ideias pras próximas horas. Quando terminei de amarrar o tênis, a Natália já me esperava do lado de fora, usando uma legging preta e uma camiseta curta, com o cabelo ruivo preso num rabo de cavalo alto.

A legging fazia um trabalho desnecessariamente eficiente em destacar as pernas fortes e a bunda redonda dela. A Natália era um paradoxo ambulante aquela noite. Uma mulher que era gostosa, cruel e estava fazendo tudo pensando no melhor pra mim ao mesmo tempo.

O Carlos surgiu atrás dela com uma garrafinha na mão.

— Pronto?

— Não — respondi.

— Ótimo. Vamos assim mesmo.

A Natália sorriu para mim, mas o sorriso dela não tinha deboche daquela vez. Ela tocou meu braço e falou mais baixo:

— Eu não vou deixar você se destruir, tá? A gente vai no seu ritmo.

Eu olhei para ela. A última vez que tinha ouvido essa exata frase foi antes da minha primeira transa com a Sarah. Bem, por sorte, ela ficou viciada no “meu ritmo”...

A Natália podia passar metade do dia me chamando de sedentário, mas quando ela falava de um jeito que era impossível não acreditar nela.

Fomos até a academia da esquina primeiro. O Carlos conversou com o rapaz da recepção, eu assinei a matrícula sentindo que estava entregando os direitos sobre o meu próprio corpo, e a Natália ficou do meu lado o tempo inteiro, sorrindo orgulhosa.

— Agora, você é oficialmente uma pessoa que faz academia.

— E, amanhã, vou acordar sem mover as pernas.

O Carlos bateu palmas uma vez.

— Vamos começar leve. Esteira, uns exercícios simples e depois algumas voltas no parque.

— Você disse “leve”.

A primeira meia-hora foi menos horrível do que eu esperava. O problema começou quando percebi que aquela era a parte fácil.

O Carlos estava estranhamente animado. Desde que tinha entrado na academia, ele caminhava com uma confiança nova, a camiseta assentando melhor no corpo e a barriga bem menor do que eu lembrava. Sério. Ele evidentemente barrigudinho, mas agora estava indo na rota de se tornar um cinquentão definido em, no máximo, um ano.

Ele explicava os aparelhos e falava sobre postura, respiração e repetição como alguém muito mais disciplinado do que esperava dele.

A Natália ficava perto de mim, corrigindo quando eu fazia algum movimento torto, mas sem rir de verdade. Ria um pouco, porque ela ainda era a Natália, mas não daquele jeito que me faria querer entrar numa lixeira e morar ali.

— Isso — disse ela, enquanto eu tentava puxar um peso que parecia ter sido preso ao chão. — Vai. Mais uma.

Fiz mais uma. Quando larguei o peso, as minhas mãos tremiam.

— Viu? — Ela sorriu, encostando de leve no meu ombro. — Você consegue.

Era uma frase simples. Mesmo assim, doeu num lugar estranho. Eu sabia que a Sarah acreditava em mim. Ela sempre acreditou, inclusive em momentos em que eu tinha certeza absoluta de que eu era um imbecil. Mas ouvir aquilo da Natália, depois de ela ter visto o pior da minha preguiça, fez alguma coisa dentro de mim afrouxar.

— E se eu não aguentasse e acabasse vomitando no seu tênis?

— Eu continuaria orgulhosa porque você está tentando. Você está saindo da toca.

Trocamos olhares que precisaram lembrar que eu era casado e ela, a nova melhor amiga da minha esposa.

— E você compraria um tênis novo pra mim ainda hoje.

O Carlos olhou para nós dois, meio incomodado.

— Vamos pro parque.

O parque ficava perto do condomínio, era lá que ficava o campo onde faríamos a partida na quinta. O Carlos correu num ritmo tranquilo. A Natália ficou ao meu lado, mesmo podendo facilmente acompanhar ele. Quando eu diminuía, ela diminuía. Quando eu respirava como quem teria um infarto, ela fingia que aquilo era completamente normal.

— Pode andar um pouco — disse ela, quando terminamos a segunda volta.

Caminhei por alguns minutos, sentindo as minhas pernas pulsarem. O Carlos voltou trotando até nós, sem demonstrar metade da desgraça que eu sentia. O condicionamento dele tinha mudado mesmo desde janeiro.

— Como está nosso atleta?

— Diga à Sarah que eu a amo.

— Ele está bem. Só é um drama king que adora atenção e ser bajulado — disse Natália.

— Estou próximo da morte.

— E, mesmo assim, vai continuar — respondeu ela, olhando pra mim. — Quinta-feira, você vai entrar naquele campo. Talvez não jogue o jogo inteiro, mas vai fazer a sua parte. Se você ficar cansado e precisar sair, eu vou estar lá pra te substituir.

Não respondi de imediato. Tinha suor escorrendo pelo rosto e minhas pernas pareciam feitas de gelatina ruim. Mesmo assim, consegui voltar a trotar.

— A Sarah vai rir quando me vir entrando em casa carregado por vocês.

— Ela vai ficar impressionada — disse Natália.

O Carlos soltou uma risada e aumentou um pouco o ritmo. Eu fui atrás, porque naquela altura desistir na frente da Natália tinha virado uma impossibilidade moral. Ela acreditava tanto em mim que eu ficaria com vergonha de destruir aquilo.

Quando finalmente voltamos pro condomínio, me sentia como se tivesse corrido uma maratona. Tinham sido uns 5 ou 6 quilômetros. O Carlos passou meu braço sobre os ombros dele pra me ajudar a atravessar o hall.

— Amanhã, melhora.

— Não minta pra mim, por favor.

— O primeiro dia é o pior.

— Outra mentira.

A Natália apertou o botão do elevador e ficou do meu outro lado. Quando a porta abriu, eu entrei sustentado pelos dois, como um herói de guerra sendo ajudado após salvar o mundo, não um sedentário que estava morrendo porque fez exercícios de surpresa.

— Imagina a reação da Sarah quando vir isso — comentou Natália.

— Ela vai pedir divórcio para não ser obrigada a cuidar de inválido.

— Ela vai te beijar e dizer que está orgulhosa.

Paramos no meu andar. A Natália segurou meu braço enquanto o Carlos me ajudava até a porta. Tirei a chave do bolso com a coordenação motora de alguém tentando desmontar uma bomba no escuro, mas a porta abriu antes.

A Sarah apareceu de shortinho cinza e uma regata larga, com o cabelo escuro preso de qualquer jeito. Ela estava sem sutiã. A regata marcava os seios grandes com uma clareza que me fazia recuperar uma parte pequena da força vital. Ela olhou para mim apoiado nos dois e arregalou os olhos.

— Meu Deus. Vocês mataram o meu marido? SEM MIM?

— Ainda não — disse Natália, entrando comigo. — Mas trouxemos ele moribundo pra você finalizar.

— Eu corri — falei, soltando o braço do Carlos e quase caindo no sofá. — Corri muito.

A Sarah levou a mão à boca para não rir, falhando na mesma hora.

— Amor, você está acabado. — Imediatamente, ela se virou pros dois na porta. — Vocês filmaram. Eu realmente queria ver essa cena. Ele caiu?

— Eu fui valente.

— Ele foi mesmo — disse Natália, séria. — Reclamou desde o primeiro minuto, mas fez tudo.

A Sarah mudou a expressão. O riso ficou mais carinhoso. Ela veio até mim, se abaixou na frente do sofá e beijou minha testa suada.

— Estou orgulhosa. Para você, sair do sofá e se matricular na academia já foi um evento histórico.

O Carlos deixou escapar uma risada e a Sarah o acompanhou até a porta. Quando a porta fechou, a Natália voltou pra sala e se jogou ao meu lado, ainda com a roupa de exercício colada ao corpo pelo suor. Muito cruel o jeito como aquilo a deixava mais gostosa. A camiseta marcava a linha dos seios firmes, e a legging abraçava as coxas grossas e a bunda arredondada.

A Sarah percebeu o meu olhar.

— Você está quase morto e ainda encontra energia para secar a Natália?

— Certas funções do organismo são automáticas.

— Deixa ele — disse Natália, que encostou a perna na minha. — Hoje, ele merece olhar um pouco.

— Tarado — respondeu Sarah, mas sorria.

Ela foi buscar água para nós. Quando voltou, entregou um copo pra Natália e outro pra mim, depois se sentou na poltrona em frente ao sofá. Daquele ângulo, a regata subia um pouco na barriga e o short curto deixava as pernas completamente expostas. A minha esposa era peituda, linda e tinha uma bundinha menor que a da Natália, mas firme o suficiente pra eu nunca passar por ela sem querer encostar. Ela pegou o celular e suspirou.

— Já que estamos todos aqui, eu preciso falar sobre amanhã. O encontro com o Miguel.

Bebi metade da água de uma vez, fingindo naturalidade. Eu tinha concordado com aquilo. Mais do que concordado, eu queria que a Sarah aproveitasse. Desde que abrimos o relacionamento, ela precisava pegar um homem gostosão que a deixasse sonhando acordada. E o Miguel parecia esse tipo de cara e pareceu bastante gente boa e ético.

O problema era que o Miguel era gostosão DEMAIS. E fisicamente parecido demais com os ex’s da Sarah. Parte de mim tinha medo de que ele deixasse ela tão alucinada na cama que, se quisesse, pra tomar ela de mim bataria estalar os dedos.

— Você está nervosa? — perguntou Natália.

— Com a possibilidade real de acabar em sexo amanhã? Bastante.

— Você quer?

— TÁ LOUCA? É CLARO QUE QUERO!

Eu precisava lembrar de não reclamar porque, além de ser importante, seria uma puta hipocrisia da minha parte. Eu sempre soube que a Sarah tinha trauma com ruivas desde que o primeiro namorado a largou pra namorar e casar com uma ruiva (e a chamou pra ser madrinha de casamento). E, agora, tinha uma ruiva ao meu lado no sofá gritando “time de fora” pra transar comigo assim que a Sarah dar pra um homem.

Ou talvez fosse o meu desejo, porque a Natália parecia bem curiosa.

— Ele é tão bonito assim?

A pior pergunta possível. A Sarah imediatamente se animou, abriu o Instagram. Eu a conhecia o suficiente para saber exatamente o que vinha.

— Aqui — disse ela, entregando o aparelho pra Natália. — Essa foi de uma trilha que ele fez mês passado.

O rosto da Natália mudou rápido. Aquela expressão de mulher olhando pra um homem querendo ter visão de raio-x pra ver ele sem camisa.

— Caralho, Sarah — disse ela. — Esse é o Miguel?

— É.

— Bonito pra porra.

— Eu sei.

— E gostoso.

— Muito.

— Ele é solteiro mesmo?

— Solteiro, médico, lindo, inteligente, esportista, trilheiro. Perfeito pros teus padrões.

As duas ficaram olhando a foto como se eu não estivesse presente. Ela fuçou até achar uma foto do Miguel sem camisa, na praia com uma prancha de surfe, com aquele corpo atlético sem exagero, sorriso torto de homem que nunca precisou ser engraçado para chamar atenção e barba arrumada no ponto exato pra argumentar que nem mexeu nada.

Eu odiava tudo aquilo com uma força muito madura. E o pior era que a Sarah tinha percebido.

— Ficou com ciúme.

— Só um pouquinho. Normal.

A Natália virou de lado no sofá, aproximando o rosto do meu.

— Você também é gostoso.

— Você fala isso porque tem pena de mim.

— Eu dei o cu pra você no primeiro encontro porque tinha pena de você?

Aquilo me calou. A Sarah abriu um sorriso enorme, alternando o olhar entre nós.

— Ótimo argumento.

A Natália apoiou a mão na minha coxa. Ela continuava olhando para mim sem qualquer traço de brincadeira.

— Eu não fico do seu lado por pena, Érico. Eu fico porque gosto de você. E hoje você foi bem. De verdade.

A Sarah observou aquilo em silêncio, colocou o celular sobre a mesa e veio sentar do meu outro lado. Ela passou a mão no meu cabelo molhado de suor e encostou a boca no meu rosto.

— Você sabe que eu amo você, né?

— Sei.

— E sabe que amanhã não muda nada entre nós?

— Sei também.

— Mesmo assim, você vai ficar emburrado se eu disser de novo que o Miguel é gostoso?

— Vou. Mas prometo virar a cara pra você não ver.

Ela riu, beijou a minha boca. Quando se afastou, a Natália continuava com a mão na minha coxa, assistindo a nós dois.

Eu sentia o calor das duas encostadas em mim, e o cansaço da corrida começou a disputar espaço com outra coisa muito mais interessante.

— Natália — disse Sarah, sem sair do meu lado. — Obrigada por cuidar dele hoje.

— Eu gosto de cuidar dele.

— Eu sei.

As duas se olharam. Havia uma intimidade nova ali, mas também tinha confiança. Ver as duas daquele jeito mexeu comigo. A Sarah tocou a ponta dos dedos no braço da Natália.

— Você está linda desse jeito, toda suada.

Natália sorriu de canto.

— Você também não está ajudando com essa regata.

Eu devia ter feito algum comentário engraçado. Era o meu papel oficial na relação. Em vez disso, fiquei quieto, olhando as duas. A Sarah com os seios grandes marcados sob a roupa fina, pernas longas dobradas no sofá e o rosto bonito ficando vermelho. A Natália com a camiseta grudada no corpo, a bunda comprimida contra a almofada e aquele sorriso que sempre me fazia perder qualquer argumento.

— Eu estou aqui, tá? — falei, depois de alguns segundos.

A Sarah voltou a me beijar, agora rindo contra minha boca. Em seguida, a Natália encostou os lábios no meu pescoço, num beijo leve que me fez prender a respiração.

Eu me arrepiei todo.

A Sarah percebeu minha reação e o sorriso dela ganhou um pouco de maldade. Ela me beijou outra vez. Dessa vez, não houve pressa em interromper. A Natália ficou perto, passando a mão pelo meu braço e pela minha nuca, até a Sarah se afastar um pouco para olhar pra ela.

— O que você acha? — perguntou Sarah. — Vocês dois estão liberados depois da partida, pra não cansar nosso jogador.

A Natália assentiu.

— Mas acho que ele pode se esforçar um pouco hoje e descansar amanhã...

— Sim.

Eu olhei de uma pra outra. A Sarah se levantou do sofá e estendeu a mão para mim. Fui colocado de pé pelas duas.

Caminhamos até o quarto. A Sarah foi na frente, e eu inevitavelmente olhei para a bundinha dela dentro do shortinho, com aquele balanço suave que eu conhecia melhor do que qualquer coisa. Quando virei o rosto, a Natália caminhava ao meu lado.

No quarto, a Sarah parou perto da cama e virou para nós. A animação dela tinha uma camada de nervosismo. Se amanhã ela sairia com Miguel, hoje ela estava ali comigo e com a Natália.

Foi quando vi uma cena inesquecível, quando a Sarah e a Natália trocaram um selinho pela primeira vez. Não acreditava que elas tinham isso em mente. Quando elas se separaram, a minha esposa veio até mim e puxou minha camiseta pela barra.

— Hoje não, seu tarado — disse Sarah.

— Hoje, eu só vou assistir — confirmou Natália.

— E você precisa tomar banho.

— Você está fedido.

— Banho rápido — disse Sarah. — Nós esperamos.

Tomei o banho mais rápido da minha vida. As minhas pernas doíam até para ficar parado debaixo da água, mas eu não ia desperdiçar aquela noite choramingando no box. Quando voltei para o quarto usando só uma toalha na cintura, Sarah já tinha tirado a regata. Estava de shortinho, cobrindo os seios com o braço numa timidez que não combinava com o sorriso safado dela.

A Natália tinha soltado o cabelo ruivo. A camiseta dela estava sobre a cadeira, e ela ainda usava a legging e o top esportivo. Os seios firmes comprimidos pelo tecido, a barriga lisa e a bunda marcada daquela forma tornavam difícil não me excitar.

— Por que vocês ainda estão de roupa? — perguntei.

— Para te ver sofrer um pouco — respondeu Natália.

A Sarah veio até mim e soltou a toalha da minha cintura sem cerimônia. Eu levei um susto na hora. Ela riu, tirou o short e ficou nua na minha frente. Eu já tinha visto a minha esposa pelada incontáveis vezes e ainda assim meu corpo reagia como se fosse a primeira vez. Os seios grandes caíam naturais sobre o peito, a cintura suave descia pra a bundinha redonda e as pernas longas pareciam ainda mais lindas depois de todo o clima daquela sala.

Ela percebeu que eu a admirava e ficou mais segura. Aproximou-se da Natália, segurou a barra da legging dela e perguntou com o olhar antes de puxar. A Natália permitiu e a Sarah puxou com calcinha e tudo. Assim, a nossa amiga ruiva também estava nua, com os seios firmes, a cintura marcada, os pelinhos pubianos ruivos e aquela bunda gigantesca que já tinha arruinado a minha concentração em várias ocasiões.

Eu devia ter dito alguma coisa romântica. Só consegui respirar fundo.

— Meu Deus.

A Natália veio até mim e puxou a toalha, que eu ainda segurava. Ela olhou pra mim com um carinho que me deixou mais abalado do que qualquer provocação.

— Continua acreditando que eu tenho pena de você?

— Estou revendo essa teoria.

A Sarah passou os braços ao redor do meu pescoço e me beijou. A Natália chegou perto pelas minhas costas, encostando a boca no meu ombro. Eu fiquei entre as duas, sentindo a pele delas na minha, tentando assimilar a sorte que eu tinha em ter a minha esposa e a nossa melhor amiga me puxando pra cama.

Caímos juntos nos lençóis. A Sarah riu quando meu joelho reclamou ao dobrar. A Natália me ajudou a deitar, ainda com aquele cuidado que tinha usado durante o treino.

A Sarah passava a mão pelo meu rosto enquanto a Natália deitava do outro lado. Por alguns instantes, ninguém avançou além de beijos lentos e carícias, como se todos estivéssemos aceitando que aquela noite tinha mudado algo no contrato social dos três.

A Natália beijou minha boca e as duas se olharam. Antes que eu pensasse o que viria agora, elas me levantaram da cama e me levaram pra sentar na poltrona que tínhamos no quarto. Deduzi o que ia vir, sentei, abrindo mais as pernas. O meu pau já estava meio duro.

A Sarah se ajoelhou entre minhas pernas e pegou meu saco com cuidado. Quando os dedos dela passaram pela pele lisa, eu senti uma descarga subir pela barriga. Olhou pra Natália de um jeito bem safado. A ruiva, encostada nos travesseiros, uma das mãos já descendo pela própria barriga, respondeu:

— Vai. Eu quero ver.

A Sarah sorriu e lambeu uma das minhas bolas, depois a outra, devagar, como se estivesse testando uma maldade nova. Segurei o braço da poltrona com força. Meu pau endureceu de vez, e a cabeça ficou quase na altura da boca dela.

— Caralho, Sarah...

Ela continuou lambendo o meu saco, alternando com beijos curtos na base do pau. A língua dela era quente, e o jeito como olhava para cima me fez esquecer qualquer resto de cansaço. A Natália soltou um suspiro na cama. Quando virei o rosto, vi que ela tinha aberto as pernas e já se tocava, os dedos deslizando pela buceta enquanto observava a minha esposa brincar comigo.

Aquilo mexeu comigo num lugar muito específico, mas já estava ocupado demais tentando não gozar antes de qualquer coisa começar.

A Sarah segurou meu pau e passou a língua pela cabeça. Depois colocou na boca, descendo aos poucos. Eu não tinha o pau gigante dos mitos ambulantes do condomínio, mas ele era grosso, e eu sabia pelo esforço no rosto dela quando tentou engolir mais fundo. Ela foi até onde conseguiu, voltou, chupou a cabeça de novo e desceu mais uma vez, babando na base.

— Assim — murmurei, passando a mão no cabelo dela. — Chupa esse pau gostoso.

Ela obedeceu sem pressa, fazendo um barulho molhado, enquanto a Natália se tocava cada vez mais rápido na cama. Eu estiquei a mão e puxei Sarah para mais perto pelos ombros. Com a outra, apalpei seus seios grandes. Os mamilos ficaram duros entre meus dedos, e ela gemeu com meu pau ainda na boca.

A visão era ridícula de tão boa. A minha esposa ajoelhada entre minhas pernas, chupando meu pau, com a Natália nua na minha cama se masturbando e olhando praquilo como se estivesse assistindo à melhor coisa do mundo.

Depois de alguns minutos, senti que estava perto demais. Puxei a Sarah pela nuca e tirei meu pau da boca dela.

— Vem cá.

Ela se levantou, e eu a beijei. O gosto da boca dela misturado com o meu só piorou a minha situação. Fui descendo pelos seios, chupando um mamilo e depois o outro, mordiscando sem força demais. A Sarah gostava daquele limite, daquela dor pequena que virava tesão. O corpo dela respondia rápido. Ela se apoiou nos braços da poltrona e abriu um pouco as pernas.

Deslizei a mão pela barriga dela até chegar na buceta. A Sarah estava depiladinha, com aquele risquinho de pelos que eu adorava, e já estava muito molhada. Passei os dedos pela fenda, sentindo o calor dela, e ouvi a Natália gemer baixo no fundo.

— Está toda molhada — falei.

— Então faz alguma coisa.

Abaixei a cabeça e beijei a parte interna da coxa dela. Sarah tremeu. Afastei mais suas pernas e lambi a buceta dela de baixo pra cima, devagar no começo, só para sentir o corpo dela perder a postura. Ela segurou o meu cabelo. Quando a minha língua passou pelo clitóris, a mão dela fechou mais forte.

Eu sempre amei chupar a Sarah. Talvez por conhecer cada reação dela. Talvez porque era minha esposa ali, se abrindo para mim, gemendo na frente de outra mulher sem fingir controle. Enfiei um dedo nela enquanto chupava o clitóris, depois outro, metendo num ritmo que fez a respiração dela ficar curta.

— Mais rápido — pediu.

Acelerei. Chupei com mais vontade, metendo os dedos fundo na buceta apertada dela. Sarah começou a se mexer contra a minha boca, perdendo a vergonha. Quando gozou, empurrou a minha cabeça contra a buceta e gemeu alto. Eu senti tudo na boca, no queixo, na cara inteira. Precisei me afastar um pouco pra respirar.

Olhei pra Natália. Ela estava deitada de lado, com uma perna aberta, a outra dobrada, esfregando a buceta com força. Os seios dela se mexiam a cada gemido, e a bunda redonda ficava marcada contra o lençol. A ruiva parecia completamente tomada pelo tesão.

A Sarah ainda estava ofegante quando eu a puxei pra cama. Ela veio sem resistir, rindo um pouco, com o rosto vermelho e os seios balançando. Deitei-a de costas, abri suas pernas e passei a cabeça do meu pau pela buceta molhada. Ela gemeu antes mesmo de eu entrar.

— Enfia logo — disse Natália, com a voz rouca. — Mete o caralho na buceta dela. Fode ela.

A Sarah fechou os olhos e abriu mais as pernas.

— Mete... Fode a minha buceta.

Aquilo foi gasolina em incêndio. Empurrei o pau para dentro dela de uma vez, até o fundo. Sarah arqueou o corpo e soltou um gemido alto. Fiquei alguns segundos parado só para sentir a buceta dela apertando o meu pau. Depois comecei a meter.

No começo, fui mais lento. A Sarah me olhava com aquela mistura de carinho e safadeza que só ela conseguia fazer. Eu segurava seus seios, chupava os mamilos, mordia de leve quando ela pedia com o corpo. A Natália assistia tudo ao lado, com os dedos na buceta, totalmente entregue ao que via.

— De quatro — pediu Sarah, quase sem fôlego.

Tirei o meu pau dela e a ajudei a virar. As minhas pernas protestaram por causa do treino.

Fiquei atrás dela, de joelhos, segurando sua cintura. A bundinha da Sarah ficava empinada para mim, menor que a da Natália, mas perfeita no corpo dela. Passei a cabeça do pau pela entrada molhada e enfiei de novo. A Sarah gemeu, e eu comecei a meter com mais força.

A cama rangia. Os seios grandes dela balançavam a cada estocada. Eu segurava a cintura dela e puxava o corpo dela contra o meu, sentindo a minha pélvis bater na bunda dela. A Natália se sentou um pouco mais perto, abrindo as pernas para nós. Ela se masturbava olhando direto pro meu pau entrando na buceta da Sarah.

— Não pense que não vimos, seu safado! — disse Sarah, entre gemidos. — Você secando todas as outras!

Dei uma estocada mais forte.

— Eu estava numa sauna cheia de gente pelada.

— Eu disse que as minhas amigas estavam fora de cogitação.

— E estão — respondi, metendo fundo. — Eu estou comendo você.

A Natália riu, mas o riso morreu num gemido quando acelerou os dedos. A Sarah tentou virar o rosto pra ela, mas eu puxei seus quadris e continuei socando.

— Eu nem fiquei olhando para o Antônio pausudo naquele dia, em respeito a vocês dois — reclamou Sarah, ainda gemendo. — Safado.

— Amanhã você vai sair com o Miguel — falei, sentindo meu ciúme aparecer no pior momento possível. — Em vez de me imaginar como o Miguel, você quer brigar.

— Brigar é mais divertido.

A resposta dela me fez rir. Aumentei o ritmo, metendo mais forte. A Sarah enterrou o rosto no travesseiro por um instante e depois voltou a gemer alto, sem esconder nada. A Natália abriu mais a buceta com os dedos e se tocou rápido, olhando a metida.

— E depois do Miguel? — perguntei, ofegante. — Já tem alguém em mente?

A Sarah riu com dificuldade.

— Homem, eu levei semanas para achar o Miguel. Acha que é fácil outro? Vale repetir?

— Vale. Mas em troca de sete reprises livres e exclusivas com a Natália, eu aceito fazer qualquer coisa que você quiser.

A Natália soltou um gemido mais alto. Aquela frase mexeu com os três. Eu segurei Sarah com mais força e continuei metendo. O corpo dela vinha contra o meu a cada estocada, a buceta quente apertando meu pau como se não quisesse soltar.

— O que você quer por sete reprises? — perguntou Natália, com a voz falhando de tesão.

A Sarah demorou a responder. Eu senti a buceta dela contrair no meu pau, e ela soltou um gemido fundo, quase engasgado.

— O seu Raimundo! — respondeu Sarah, no momento de sinceridade mais autovergonhosa da vida dela. — Eu quero que o seu Raimundo coma nós três só para ver o que acontece!

O quarto ficou em silêncio.

Eu parei de meter. Fiquei com o pau enterrado na buceta da minha esposa, olhando para a nuca dela como se ela tivesse de enlouquecer. A Natália também parou a mão por alguns segundos.

— O seu Raimundo? — perguntei.

A Sarah enfiou o rosto no travesseiro.

— Eu falei no calor do momento.

— Você falou que quer dar pra um senhor de 73 anos no meio da transa.

— Você perguntou!

A Natália voltou a se tocar devagar, com um sorriso que misturava choque e tesão.

— Se esse é o preço pelas sete reprises, o que você quer em troca de só seis reprises livres?

Eu fiquei sem resposta. De todas as possibilidades do universo, aquela era uma que nunca imaginaria. E a minha esposa tinha soltado aquilo com meu pau dentro dela. Era absurdo. Era tão errado que dava a volta duas vezes e ficava errado de um jeito cômico.

— Vocês duas vão me colocar num hospício — murmurei.

— Depois — disse Sarah, levantando o rosto. — Agora continua.

Voltei a me mexer, primeiro devagar, só pra recuperar o ritmo. A Sarah respirou fundo, relaxando de novo. A buceta dela estava tão molhada que meu pau deslizava fácil, e cada estocada fazia um barulho obsceno. A Natália assistia de perto, deitada ao lado da Sarah, com a mão trabalhando entre as pernas.

Virei Sarah de barriga para cima. Ela abriu as pernas pra mim sem que eu precisasse pedir. O risquinho de pelos acima da buceta estava molhado, as coxas longas tremiam, e os seios grandes estavam espalhados no peito, com os mamilos duros. Entrei nela de novo e segurei suas pernas abertas enquanto metia.

— Mete, amor — ela pediu. — Mete fundo.

Eu meti. O corpo dela sacudia na cama, e a Natália se aproximou o suficiente para ver meu pau sumindo dentro da Sarah. A ruiva estava linda daquele jeito, com a buceta aberta pelos próprios dedos, os seios firmes subindo rápido, o rosto vermelho de tesão.

— Goza nela — disse Natália. — Goza nessa gostosa.

A Sarah me puxou pelo pescoço e me beijou. O beijo veio molhado, bagunçado, cheio de gemidos. Senti que estava perto. Tentei segurar um pouco mais, mas a Sarah apertou as pernas ao redor da minha cintura.

— Vai — sussurrou. — Goza!

Continuei metendo até o corpo inteiro avisar que não dava mais. Tirei o pau da buceta dela no último segundo, porque a Sarah se mexeu rápido, ajoelhou na cama e levou meu pau de volta à boca. Ela chupou com força, olhando pra mim. A Natália gemeu alto ao lado.

— No rosto dela — disse Natália.

A Sarah abriu a boca e passou a língua na cabeça do meu pau. Aquilo acabou comigo. Segurei meu pau e gozei no rosto dela, jorrando na boca, no queixo e descendo pelos seios. Foram jatos fortes o bastante para me deixar sem perna, o que era injusto, porque as minhas pernas já estavam em greve desde o parque.

A Sarah ficou parada, ofegante, com minha porra escorrendo pelo rosto. A Natália gozou quase junto, tremendo na cama, os dedos ainda na buceta. O gemido dela saiu mais baixo no final, como se tivesse perdido força de uma vez.

Eu sentei entre as duas, tentando respirar. A Sarah passou um dedo pelo canto da boca e olhou para mim com uma cara safada demais para alguém coberta de porra do próprio marido. A Natália deitou de costas, vermelha e suada, com as pernas ainda abertas.

Ninguém falou nada por um tempo. Só ficamos ali, os três nus no quarto, com a cama bagunçada e a vergonha chegando atrasada. Olhei para Sarah.

— Seu Raimundo?

Ela cobriu o rosto com as mãos.

— Não começa.

A Natália riu, ainda sem fôlego.

— Eu achei uma proposta interessante.

— Claro que você achou — respondi. — Ele provavelmente só vai ter fôlego pra ela e você escapa dele.

A Sarah tirou as mãos do rosto e me encarou, tentando parecer séria enquanto a porra ainda escorria até um dos seios.

— Eu falei “só para ver o que acontece”.

— Essa frase já destruiu civilizações.

A Natália se virou de lado e encostou a perna na minha.

— Pelo menos, agora você sabe que o encontro com Miguel nem é o maior problema.

Olhei pra minha esposa, depois pra Natália, depois pro teto. Eu estava exausto, dolorido e excitado de novo num nível que deveria ser proibido por alguma comissão médica.

Depois daquilo, as duas foram tomar um banho, cada uma de uma vez, e dormimos juntos na mesma cama pela primeira vez. Não foi algo conversado ou planejado. Só aconteceu.

Na terça-feira, descobri que o Carlos era um mentiroso do caralho e o primeiro treino não era o pior. O pior era acordar no dia seguinte e sentir as dores musculares. Fui e voltei do trabalho doído, mas aos poucos me acostumando.

Às 19h, estava na academia de novo, usando camiseta larga e short esportivo. A Natália me esperava perto dos aparelhos, com o cabelo ruivo preso num rabo de cavalo e uma legging escura que marcava as coxas fortes e a bunda arredondada. Ainda lembrava muito bem dela nua na minha cama na noite anterior e ver aquela bunda coberta por tecido grudado, com a obrigação de pensar em exercício, devia ser um castigo por não ter esse tipo de pensamento pela minha esposa.

Ao lado dela, a Rebecca segurava uma garrafinha e sorria com doçura. Ela usava uma legging cinza e uma camiseta justa por cima do top. Os cabelos castanho-claros estavam presos, deixando o rosto delicado livre. A Rebecca tinha o corpo mais enxuto que o da Natália, com cintura marcada, peitinhos firmes sob o tecido e uma bunda compacta, bem empinada, que aparecia ainda mais quando ela apoiava as mãos na cintura.

— Boa noite, Érico — disse Rebecca. — Preparado?

— Não. Mas estou começando a perceber que ninguém respeita essa resposta.

A Natália cruzou os braços.

— Hoje, o Carlos não vai poder vir. Então, você vai ter que obedecer nós duas.

— Esse sonho de novo? Faz uma semana desde a última vez. Por favor, sejam gentis...

A Rebecca ficou vermelha e baixou os olhos, mas a Natália riu.

— Guarda energia das piadas pra correr mais.

Ela apontou pra esteira. Subi nela e a Rebecca ajustou a velocidade, explicando que eu precisava aquecer sem gastar tudo logo de cara. A Rebecca tinha uma voz calma que passava credibilidade. O problema era que as duas tinham decidido que eu realmente precisava de um intensivão.

Depois de 10 minutos, eu já suava. Depois de 15, a Natália aumentou a inclinação sem pedir minha opinião.

— Ei.

— Continua.

A Rebecca tentou não rir enquanto anotava algo no celular. A Natália tentava incentivar.

— Sua respiração está melhor que ontem.

— Isso é elogio ou você quer que eu sobreviva mais tempo pra sofrer mais?

— Os dois — respondeu Natália.

Saí da esteira com as coxas pesadas e fui direto fazer agachamentos.

A Rebecca ficou na minha frente para mostrar o movimento. Quando ela desceu, a bunda empinada ficou desenhada na legging de um jeito que atrapalhou totalmente minha disciplina. A Natália percebeu que eu tinha desviado os olhos para onde não devia.

— Concentra, Érico. Ou vou mandar mensagem pra Sarah contando que você olhou pra bunda da amiga dela.

A Rebecca fechou a boca, rindo vermelha ao ouvir a denúncia. Ela levou a sério, mas eu e a Natália sabíamos que a Sarah não ia ler ou se importar porque estava, naquela hora, mais interessada nos minutos que faltavam pra ela enfiar a cara na barriga tanquinho do tal Miguel.

Comecei os agachamentos. No quinto, minhas pernas reclamaram. No décimo, Natália mandou fazer mais cinco.

— Tem certeza de que você gosta de mim?

Ela ficou atrás de mim pra corrigir a postura, usando a própria posição como exemplo.

— Você sabe que eu te amo. Por isso mesmo, quero você arrasando na quinta.

Aquela resposta me calou. Ainda bem que a Rebecca não ouviu, ou se ouviu não levou muito a sério.

Depois que terminei, a Rebecca me entregou água. Ela tinha um jeito carinhoso, quase tímido, até dar a próxima ordem.

— Agora vamos para a quadra. Você precisa correr com a bola.

Fomos até uma pequena quadra na praça. Eu já estava com a camiseta colada nas costas. A Natália pegou uma bola, colocou no chão e começou a passar pra mim devagar. Eu devolvia como dava. A Rebecca ficou mais longe, recebendo os passes quando eu acertava algum.

— Usa a parte de dentro do pé — disse Natália. — Não precisa tentar matar a bola.

A Natália chutou outra vez e, dessa vez, eu dominei melhor. O passe ainda foi feio, mas chegou na Rebecca, que devolveu.

A brincadeira acabou quando começaram os tiros curtos. A Natália colocava a bola alguns metros à frente, e eu precisava correr, alcançar e tocar pra Rebecca. Fôlego eu tinha, mas foi um espetáculo da falta de coordenação motora.

A Natália correu ao meu lado, acompanhando meu ritmo com facilidade. As pernas dela eram fortes de um jeito irritante. A bunda redonda balançava pouco, firme sob a legging, enquanto ela parecia ter fôlego de sobra pra conversar.

— Não para de uma vez. Diminui e continua andando.

A Rebecca chegou perto e colocou as mãos nos próprios joelhos, respirando mais rápido do que antes, mas ainda inteira.

— Última sequência. Depois, alongamento.

Ela riu, e eu fiz a última sequência. Alcancei a bola com dificuldade, consegui tocar pra Rebecca e fiquei curvado, puxando ar. A Natália parou na minha frente.

— Levanta um pouco o tronco. Respira.

Obedeci, mais por falta de força para discutir do que por disciplina. Ela sorriu, estava mesmo feliz comigo.

— Viu? Deu tudo certo.

A Rebecca se aproximou e bateu de leve as palmas, sem encostar em mim.

— Quinta vai ser melhor do que você acha.

— A minha esperança é passar pouca vergonha.

O alongamento foi uma experiência cruel. A Rebecca sentava no chão com as pernas estendidas e alcançava os pés sem esforço, o corpo esguio dobrando com facilidade. A Natália fazia o mesmo, com as coxas fortes e a bunda grande pressionada contra o piso da sala de exercícios. Eu tentei imitar as duas e descobri que a minha flexibilidade terminava pouco depois dos joelhos.

Quando terminamos, eu já estava fraco demais até pra admirar a bunda das duas como deveria. Saímos da quadra. A Natália carregava a bola debaixo do braço. A Rebecca caminhava do outro lado, ainda sorrindo.

No elevador, a Natália apertou o botão do meu andar e ficou ao meu lado enquanto eu fingia não sentir o corpo gritando que queria voltar ao sedentarismo.

— Amanhã tem o último treino antes do jogo.

— “Último” é uma palavra bonita.

— Depois do jogo, você vai continuar. Você vai ficar em forma. Agora vai tomar banho e dormir.

Foram umas quatro ou cinco horas entre exercícios e treinos com bola. Tomei banho quase sem dobrar as pernas, comi qualquer coisa e caí na cama.

De madrugada, quase acordei com a porta abrindo e a Sarah entrando e se trocando pra um pijama. Ela tinha ido se encontrar com o senhor perfeição, Miguel, e a noite parecia ter sido muito boa e cansativa. Continuei deitado e “dormindo”, tanto por sono quanto por não saber o que falar. Ela se deitou ao meu lado e, achando que eu estava no sétimo sono, sussurrou no meu ouvido:

— Eu te amo e sempre vou te amar. Do jeito que você é.

Aquilo fez um quentinho no coração. Cara, eu amava aquela mulher. Faria tudo por ela.

Na quarta-feira, acordei um pouco melhor. Isso me deu esperança até sentir as coxas e lembrar dos exercícios da noite anterior.

Passei o dia trabalhando sentado, evitando levantar pra qualquer coisa que pudesse ser resolvida sem ter que fazer isso. De noite, peguei a garrafa de água e fui pra academia ainda sentindo as coxas reclamarem antes mesmo do aquecimento.

A academia estava mais cheia do que na terça. O Carlos já me esperava perto da entrada, usando camiseta esportiva e short. A Natália estava ao lado dele, linda e ruiva. A Rebecca conversava com a Eliana perto dos colchonetes.

Eu parei alguns passos antes de chegar nelas. A Eliana usava uma calça esportiva ajustada e um top coberto por uma camiseta fina. Os seios enormes continuavam impossíveis de esconder, pesados e muito marcados sob o tecido. As pernas eram torneadas, a pele bronzeada brilhava de suor do aquecimento, e a bunda redonda, larga e cheia deixava claro por que até as mulheres do prédio perdiam a compostura perto dela.

A Rebecca, ao lado, parecia mais delicada, com os peitinhos firmes e a bunda empinada dentro da legging. A Natália tinha a bunda mais volumosa e as coxas fortes, com aquele corpo esportivo. O Carlos seguiu meu olhar e, quando eu saí da Natália e olhei pras outras duas, deu um tapinha no meu ombro.

— Fecha a boca antes que entre mosquito.

A Eliana me viu e sorriu.

— A Natália disse que você foi bem ontem. Hoje, a gente para cedo pra você chegar inteiro amanhã.

— Finalmente alguém sensata.

— Não confunde isso com passeio — disse Natália.

Eu sabia que estava ferrado.

O Carlos assumiu o aquecimento. Caminhamos na esteira e depois fizemos movimentos simples pra soltar as pernas. Ele ficava de olho em mim o tempo inteiro, perguntando sobre dor e reduzindo quando eu sentia a coxa endurecer. Essa parte calma acabou quando fomos para a quadra.

A Natália colocou a bola no centro. A Rebecca ficou perto de uma das laterais. A Eliana se posicionou mais à frente, prendendo o cabelo comprido num rabo de cavalo. O movimento levantou a camiseta por alguns centímetros e deixou a cintura marcada aparecendo. Tentei não olhar pro corpo delas, mas falhei bastante.

— Você vai receber do Carlos e tocar em uma de nós — explicou Natália. — Sem inventar chute bonito.

Como eu iria inventar um chute bonito?

O Carlos passou a primeira bola. Eu dominei mal, e a Rebecca conseguiu recuperar com uma facilidade humilhante. Ela riu, mas pediu desculpa logo depois, como se roubar a bola de um homem sem coordenação fosse pecado.

— Não pede desculpa — disse Natália. — Rouba de novo até ele aprender.

Na tentativa seguinte, consegui dominar e passei pra Eliana. Ela recebeu com a parte de dentro do pé, girou o corpo e tocou de volta. A bunda dela se movia dentro da calça esportiva com uma firmeza que me fez perder meio segundo. Meio segundo bastou pra Natália tomar a bola.

— Érico! Olho na bola. — disse apenas pra eu ouvir.

O Carlos tocou de novo. Aos poucos, comecei a acertar mais. Meu passe ainda era fraco. Minha corrida ainda parecia a de um cara tentando chegar ao banheiro com urgência. Mesmo assim, eu consegui receber do Carlos, escapar da Natália e tocar pra Rebecca antes de perder a bola.

A Rebecca devolveu rápido. A bola veio na minha frente e chutei sem pensar muito.

Ela bateu na trave e entrou. Por alguns segundos, fiquei parado, olhando pro gol sem acreditar. A Natália foi a primeira a comemorar.

— Aí, porra! Viu? Esse gol foi seu.

— Eu fiz isso mesmo?

— Fez. Agora guarda essa lembrança para amanhã.

Eu comecei a rir, ofegante, com uma alegria ridícula para um gol numa quadra vazia. Até então, eu estava treinando para não virar peso morto do time. Pela primeira vez, pensei que talvez conseguisse participar.

O treino continuou. A Eliana defendia pouco, mais preocupada em me fazer tocar a bola sem entrar em pânico. Ela incentivava sem debochar, chamando meu nome quando eu tinha espaço para receber.

A Rebecca era mais rápida do que parecia. A bunda pequena e empinada ficava ainda mais evidente quando ela mudava de direção, e ela tinha um jeito cuidadoso de me pressionar sem me derrubar. A Natália, por outro lado, roubava a bola com prazer pessoal. A ruiva vinha sorrindo, batia de lado e saía carregando a bola.

— Você gosta muito disso, né? — perguntei, depois que ela tomou a bola pela quarta vez.

— Muito.

O Carlos interrompeu antes que minhas pernas começassem a falhar de vez. Olhou o relógio e chamou todo mundo para perto.

— Já chega. Amanhã, ele precisa ter alguma força guardada.

Apoiei as mãos nos joelhos, respirando pesado. Estava suado, dolorido e feliz com aquele gol idiota. A Rebecca pegou a própria bolsa no banco.

— Também preciso ir. Combinei uma coisa e já estou quase atrasada.

O Carlos assentiu.

— Eu também.

A Eliana veio se despedir e me deu um abraço rápido. A Rebecca sorriu e acenou pra mim. A Eliana foi pouco depois, dizendo que ainda precisava se arrumar pra viagem. A Natália foi andando no meu ritmo até o condomínio.

— Você melhorou muito. Aquele gol foi seu.

Ela me deixou na porta e foi embora.

Entrei sozinho, larguei a mochila e caí no sofá. Pouco depois, a Sarah se arrumou como a mais bela e gostosa mulher do mundo e foi pra um encontro com a Rebecca. Estava quase dormindo no sofá quando a campainha tocou. Era a Natália com uma sacola pequena na mão.

— Trouxe fruta. Achei que você precisava de uma vitamina pós-treino.

— Obrigado.

Ela entrou e foi direto pra cozinha. Ainda usava a roupa suada do treino. A camiseta grudava na cintura, e a legging marcava suas coxas fortes e a bunda grande, redonda, gostosa pra caralho. Depois da noite de segunda, olhar pra bunda dela fazia meu corpo acender mais rápido. A gente estava liberado pra transar depois da partida. A Natália estava sem sexo desde a nossa transa, meses atrás. Estava subindo pelas paredes. Por isso mesmo, estávamos ambos cuidadosos. Sem a Sarah ali, mantínhamos uma pequena distância.

A Natália despejou a vitamina no copo que estava na mesa.

— Bebe. Sem piadinhas.

— A parte difícil é não fazer piadinhas. Acaba com meu brand.

A vitamina estava boa. Tomei quase metade de uma vez. A Natália sentou na poltrona.

— Gostei do seu gol — disse ela. — Sua cara foi a melhor parte.

— Eu gostei de não ter caído depois.

— Amanhã, você não precisa jogar melhor que ninguém — disse Natália. — Entra e faz o teu melhor. Ninguém vai te julgar, ninguém vai te comparar com os outros homens. Só queremos o teu melhor.

Por “ninguém”, ela estava dizendo especificamente ela e Sarah. As duas que importavam.

— Obrigado pela vitamina. E por ter voltado.

— Eu gosto de cuidar de você.

— Essa frase fica complicada sem a Sarah aqui.

— Por isso estou sentada longe.

Rimos baixo. Tomei mais um gole e fiquei pensando no jogo.

— É uma pena que não pudemos chamar os funcionários. Aposto que o seu Geraldo e o Zé Maria torceriam por nós.

Ao ouvir o nome do Zé Maria, a Natália perdeu o sorriso. Ela baixou os olhos e mexeu na barra da camiseta.

— O que aconteceu?

Ela hesitou.

— A Larissa me contou uma coisa semanas atrás. Que meses atrás, pouco depois do carnaval, ela passou mal na piscina, entrou no banheiro masculino sem querer e encontrou o Zé Maria lá. Segundo ela, ele ficou secando ela enquanto ela estava vulnerável e depois coagiu ela a fazer um boquete pra não espalhar a história da diarreia no banheiro masculino.

Quase engasguei com a vitamina.

— Ela te contou isso?

— Sim. Pra me alertar a não confiar no Zé Maria. O Zé tentou negar, mas ficou tão nervoso que pareceu ainda mais culpado. Eu não tinha como ignorar uma acusação dessas. Desde então, eu mantenho distância dele.

Apoiei o copo na mesa. Contar a verdade significava admitir uma coisa que me deixava bem mal naquela história.

— Natália, isso não aconteceu desse jeito. Eu estava lá.

Ela levantou o rosto na hora.

— Como você estava lá?

Passei a mão no rosto, tentando organizar a vergonha.

— Meses atrás, eu vi a Larissa indo pro banheiro masculino da piscina com o Enéias. Na época, eu era louco pra comer ela. Estava com ciúme, curioso e sendo meio babaca. Fui atrás, entrei no reservado ao lado e fiquei olhando por cima os dois transando.

— Meu Deus do céu, Érico.

— A Larissa não entrou no banheiro por engano ou por diarréia. Ela foi transar com o Enéias. Depois que terminaram, o Zé Maria entrou e pegou os dois no flagrante. Ele falou que aquilo era contra as regras do condomínio e que podia dar problema.

A Natália ficou imóvel na poltrona.

— E o boquete?

— Foi o Enéias que ofereceu a Larissa pra ele em troca do silêncio. A Larissa ficou irritada, mas acabou aceitando e chamou o Zé Maria. Ele aceitou o boquete. Foi errado, eu sei. Mas o Zé Maria não coagiu ninguém.

A Natália apertou os lábios.

— Então, o Zé Maria aceitou sexo em troca de esconder uma infração.

— Sim.

— E você ficou escondido vendo tudo.

Meu silêncio respondeu. Ela ficou calada por alguns segundos. Já me preparava para ver a Natália levantar e ir embora. Em vez disso, ela respirou fundo e apontou o dedo pra mim.

— Primeiro: nunca mais faça uma porra dessas.

— Certo.

— Não estou pedindo sua opinião. Estou mandando. A Sarah me deu plenos poderes pra, na ausência dela, ser a sua consciência. E eu digo que você foi um stalker nojento, seguindo uma mulher escondido pra ver ela transar. Não importa se você está com ciúme, com tesão ou se o caralho do Enéias irrita você porque ele irrita todo mundo.

— Justo.

— Segundo: você vai manter distância da Larissa.

— Hein?

— Você não vai se engraçar com ela, não vai tentar comer ela. Vai esquecer completamente esse tesão por ela. Ela é vetada! E eu vou falar com a Sarah pra ela assinar embaixo. Então, acabou essa fantasia de querer comer a Larissa!

— Eu nem queria mais...

Ela ergueu uma sobrancelha.

— Érico.

— Larissa proibida.

A Natália ainda estava séria, só que não parecia magoada comigo. Parecia irritada, mas só o suficiente para me dar bronca.

— Eu vou falar com o Zé Maria. Tratei ele como um criminoso sexual. Se foi assim que aconteceu, preciso reconhecer isso.

Ficamos quietos por um instante.

— Por que a Larissa inventaria essa versão? — perguntou ela.

— Porque podia. Ela sabia que seria fácil jogar tudo nas costas do Zé Maria.

A Natália me olhou com reprovação.

— Não pense sempre o pior das pessoas. Talvez essa tenha sido a forma que ela encontrou de lembrar aquilo sem encarar a parte dela e sem ter que culpar o Enéias. Claro, o Enéias que foi o maior culpado, ele quem entregou ela pra outro homem sem nem perguntar nada pra ela. Mas, se ela gosta dele, precisava de uma desculpa pra desescrotizá-lo. Culpar só o Zé Maria devia ser mais fácil.

— Se eu tivesse a cara e o corpo do Enéias, então poderia fazer qualquer coisa e ganhar passe livre das merdas que fiz?

— Se você fosse um Enéias, poderia ser 10 vezes mais gostoso, eu não estaria aqui com você agora — disse Natália. — Eu sei que você não é perfeito, e nem espero isso. Mas você não hesitou em confessar uma das maiores merdas que fez só pra corrigir uma injustiça.

O clima estava ficando carregado. Era hora dela sair logo de casa. Eu fui pra cozinha levar o copo e lavar o liquidificador. Ela foi pra porta.

— Boa sorte amanhã. Pode passar vergonha. Só não desiste antes de começar.

— Prometo dar o meu melhor.

— Não é muito, mas é de coração — brincou Natália, que sorriu antes de sair.

Fiquei no sofá, dolorido e jogando futebol no videogame até a Sarah. Não escondi nada dela do que houve naquela noite.

Na quinta-feira, o dia demorou mais do que devia. Mesmo o trabalho parecia não demandar minha atenção. A partida estava parada na minha cabeça, me cobrando com antecedência.

No começo da noite, coloquei o uniforme sobre a cama. Camiseta, short e meiões. A Sarah apareceu na porta do quarto já arrumada para sair, usando short jeans curto e uma camiseta folgada presa de um lado na cintura. O tecido marcava seus seios grandes e deixava parte da barriga à mostra. As pernas longas ficavam lindas daquele jeito.

— Você está muito gostosa para alguém que só vai assistir ao marido sofrer.

— Eu me arrumei pra motivar você. Está nervoso?

— Muito.

— Lembra do acordo: se vocês vencerem, hoje rola com a Natália. Se você fizer um gol, rola ménage com tudo que você quiser e sonhar. TUDO!

— Agora, estou em pânico.

— Se você fizer gol contra, eu ligo pro Miguel e pergunto se ele topa o ménage com a Natália no teu lugar.

— Nada vai me fazer recuar a bola pro goleiro.

— Você nem sabe quem é o goleiro do seu time, criatura.

Ela veio até mim, ajustou a gola da minha camiseta e passou a mão pelo meu cabelo.

— Relaxa. Eu não me importo se você errar ou cansar antes dos outros. Você treinou e está indo. Faz o melhor que conseguir. Para mim, isso basta.

A campainha tocou, e a Sarah abriu a porta. A Natália entrou usando uma camiseta do time e uma do Londrina presa na cintura de um short esportivo. O cabelo ruivo estava solto, caindo pelas costas. A camiseta acompanhava seus seios firmes, e o short deixava as coxas fortes expostas. Quando virou pra fechar a porta, a bunda grande e redonda ficou marcada o bastante para piorar minha concentração.

— Olha só. Parece jogador — ela disse.

— Parecer já é minha maior conquista.

— Está bonito. Não tenta acompanhar quem joga há anos. Corre enquanto der e faz o que treinou.

A Sarah colocou minha mochila no meu ombro.

— Mesmo que você passe vergonha, a gente vai torcer por você e estaremos aqui esperando por você.

Infelizmente, ao final da partida, a Sarah não estava entre nós. Ela estava no mesmo lugar onde o Miguel estava. Uma longa história, mas vai fazer sentido no contexto.

A Natália olhou pra Sarah antes de se aproximar. A minha esposa assentiu, e só então ela segurou meus braços e me deu um beijo no rosto.

— Boa sorte, Érico.

— Obrigado. Eu vou tentar não morrer no primeiro pique.

— Já serve.

Olhei pras duas. Eu era um cara sortudo, apesar de tudo. Ainda estava com medo de vacilar com meus amigos e por tudo a perder. Mas eu precisava tentar.

Respirei fundo. A Sarah saiu primeiro segurando a minha mão e a Natália veio logo atrás, levando a garrafa que eu quase esqueci. E fomos pra partida.

Pois bem, leitor. No próximo capítulo, teremos a partida de futebol e um diabo ruivo na cama do Érico.

As perguntas são:

1) O seu Raimundo merece tirar a sorte grande ou deve se dar mal?

2) Quais mulheres vocês torcem pro Érico comer?

3) Quais homens vocês torcem pra quem a Sarah dê?

Coloquem nos comentários para o que vocês torcem que aconteçam nos próximos capítulos. Em breve, teremos a continuação.

==

NOTA DO AUTOR

Adiantei esta história em vez da prometida Alessandra 01 porque notei que seria uma repetição temática publicar duas histórias em sequência com mulheres da turma da academia usando coleiras e guias no sexo. Dar uma folga de uma semana deve ajudar a tirar o ranço de repeteco.

E essa história do Érico é uma boa rima com a da Jéssica 20. Ambas são simultâneas ao capítulo do cônjuge, mas narram eventos diferentes e só marginalmente se encontram.

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 3 estrelas.
Incentive Alberto Roberto a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.
Foto de perfil genéricaAlberto RobertoContos: 143Seguidores: 313Seguindo: 0Mensagem Em um condomínio de classe média alta, a vida de diversos moradores e funcionários se entrelaça em uma teia de paixões, traições e segredos. Cada apartamento guarda sua história, no seu próprio estilo. Essa novela abrange todas as séries publicadas neste perfil. Os contos sempre são publicados na ordem cronológica e cada série pode ser de forma independente. Para ter uma visão dos personagens, leia: Guia de Personagens - "Eu, minha esposa e nossos vizinhos"

Comentários

Foto de perfil genérica

Conto delicioso, amei. Esse casal é demais. A transa foi fenomenal. Conto muito dinâmico e envolvente. Érico é um tipo bonitinho, o feio não tão arrumado, mas extremamente charmoso.

Uma coisa a defender aqui, mesmo tempo que foi uma transa deliciosa, fiquei com pena da Natália o conto todo. Aparentemente, ela não é uma das suas personagens favoritas, pois ela sempre esta relegada a ser o segundo plano de todos. Claramente, ela fica a mendigar as sobras do Érico e é correto, pois ele e Sarah se amam e ela é um fantasia e distração para os dois. Tirando Zé Maria que tem fetiche por ela, ela não se dá bem com Nenhum cara. Em toda transa (rara) ou cortejo ela fica em segundo plano, e foram raras as vezes que ela fez sexo. Até na futura transa no acampamento com Miguel, tenho a impressão que ela pegará o que sobrar da Sarah. Miguel a pegando por fantasia de ter duas mulheres e não porque ela seria uma escolha dele. Ela é um personagem tã o legal e ficar a na maioria dos contos a esperar, não seria justo com ela. Sinceramente, ela nunca terá a mesma igualdade com Érico que o trisal Eliana e Rebeca tem com Carlos. O trio iniciou juntos, ela foi uma fantasia do Érico e da Sara, e continua sendo uma brincadeira fofinha pra os dois, vc só pode transar quando eu permitir. Se ela realmente está gostando do Érico isso deve doer. Natália merece um amor verdadeiro e ser a primeira escolha de um homem na série! Pode parecer babaca, mas essa é minha percepção com os desfechos dela.

1)Seu Raimundo fazer sexo com os três.. pegar duas gostosas é meio fora da realidade. Porque geralmente vc descreve que eles ficarão tão saciadas e realizadas que seria uma das melhores transas da vida delas. O velho já pegou mais mulheres gostosas e e bonitas que nem o Enéias, Antonio pegou no condominio. Mas vele a pena testar o erotismo, ele ensinando o Érico da dar prazer no oral e com os dedos...

2) A Lorena, antes dela iniciar o namoro com Miguel, a Tia da Sarah e da Carolina, e a minha preferida seria com a Rebeca!

3) O nosso maior garanhão novamente Sr. Geraldo, e o Jonas, as cenas de sexo com o Jonas são deliciosas, e criar uma tensão com a Carolina seria interessante. Jonas tendo que penar pra conseguir o arrependimento da Carolina e prometendo que nunca mais vai comer a Sarah.

0 0