o aparelho da Helena, que estava jogado em cima dos livros na mesa de estudos, começou a acender e a vibrar na madeira, fazendo um barulho que cortou o silêncio da biblioteca.
O susto limpou a cara de tesão da Helena na mesma hora. Ela deu um sobressalto, ajeitando a saia social cinza com as mãos trêmulas enquanto tentava recuperar o fôlego. Afastou os fios loiros do rosto suado e olhou para a tela. Era uma notificação do WhatsApp do Tomás.
Os olhos azuis dela se arregalaram de pânico. Ela olhou para mim, com a boca entreaberta e o peito farto ainda subindo e descendo rápido por causa das estocadas que tinha acabado de levar.
— Paulo... é ele — ela sussurrou, a voz saindo num fio, trêmula de pavor. — Ele mandou mensagem.
Cheguei junto por trás, apoiei o queixo no ombro suado dela e olhei direto para a tela do celular dela sobre a mesa. A mensagem do Tomás na tela dizia:
Tomás: *"Amor, o treino extra e a reunião na igreja acabaram agora. O Pastor Gilberto liberou a gente. Estou pegando a caminhonete e indo direto aí para a sua casa para a gente jantar com a sua mãe. Chego em quinze minutos. Já está pronta?"*
A Helena começou a tremer igual vara verde, sentindo o rastro do meu sêmen ainda escorrendo por dentro das pernas grossas dela direto para a cerâmica do chão. O pânico de ser pega pelo noivo bombado limpou qualquer resto de dignidade que sobrava na professora de química.
— Meu Deus, Paulo, ele está vindo para a minha casa! — ela balbuciou, derramando lágrimas de puro desespero enquanto caçava os óculos de grau na mesa com as mãos trêmulas. — Quinze minutos... Não vai dar tempo de chegar, tomar banho e tirar o seu cheiro de mim! Se ele chega lá e minha mãe fala que eu saí... se ele me vê toda descabelada assim... ele descobre tudo!
Dei um riso cínico, aquela risada de canto bem debochada, e segurei o queixo dela com força, forçando a loira a olhar para o próprio reflexo no vidro escuro da janela da biblioteca.
— Relaxa, professora. O boi acha que está no controle porque acabou de sair da igreja, mas quem manda no tempo aqui sou eu — falei com a voz grossa, sentindo o meu pau dar aquela latejada de sempre só de ver o desespero dela. — Você vai responder agora dizendo que teve um imprevisto com o relatório de química e que já está trancada no quarto se trocando. Entra no carro, corre e dá o seu jeito de entrar pelos fundos.
Ela assentiu com a cabeça, totalmente submissa, digitando a resposta para o Tomás com os dedos batendo uns nos outros de tanto nervoso. Largou o celular na bolsa social, pegou a chave da biblioteca e começou a caminhar em direção à porta de vidro fumê, com aquele andar travado e rebolado de quem estava totalmente sem calcinha por baixo da saia justa, sentindo o peso do chifre que o noivo ia carregar sem nem desconfiar.
A Helena saiu da biblioteca quase correndo, tropeçando no salto social pelo corredor escuro do bloco B. Eu dei um tempo, ajeitei a bermuda tactel amarela e caminhei de volta para o estacionamento dos fundos com passos lentos, curtindo o vento da noite e rindo sozinho do tamanho do estrago que tinha acabado de fazer na noiva do Tomás.
Entrei no meu carro, joguei o celular no banco do carona e dei partida. O relógio no painel marcava exatamente dezenas de minutos correndo contra a loira. Enquanto eu manobrava para sair do campus deserto, o visor do meu celular acendeu de novo. Era um vídeo que a Naty tinha acabado de mandar pelo WhatsApp, direto do carro dela, no caminho de volta da igreja.
Dei o play com o celular preso no painel. A ruiva aparecia no banco do motorista, com o cabelo de fogo todo bagunçado, sem sutiã por baixo de uma blusinha branca e com uma cara de pura eletricidade. Ela olhava para a câmera com aqueles olhos verdes pegando fogo e soltava aquela risada cínica que ecoava no alto-falante.
Naty: *"Paulinho, você não tem noção do que foi esse altar! O Tomás é um monstro de forte, me destruiu na mesa do gabinete enquanto o Pastor batia punheta olhando tudo! O bombado descarregou o estoque inteiro na minha buceta no pelo e saiu de lá achando que é o rei da congregação. Ele me deu um tapa na raba e falou que ia correndo para a casa da noiva 'santa' dele jantar com a sogra! Mal sabe o corno que a Helena dele é a sua cadelinha de luxo! Como foi aí na biblioteca? Já rasgou a loira?"*
Dei um riso seco e joguei o pé no acelerador, cortando as avenidas da cidade para chegar em casa logo. Esse jogo de chifre trocado tinha virado um negócio doentio, e o tesão de corno estava me deixando maluco.
Quando estacionei na minha garagem, as luzes da sala já estavam acesas. Entrei batendo a porta da frente e dei de cara com a Naty jogada no sofá de canto, completamente nua, com as pernas abertas e o suco do Tomás ainda brilhando na pele branca das coxas dela. O cheiro de sexo e do óleo de unção da igreja tomava conta da sala inteira.
O Tizil e a Akemi desceram as escadas do quarto de hóspedes bem na hora, ouvindo a bagunça. O Carlos estava só de bermuda, e a japa vinha nua, rebolando aquela bunda com o plug de metal que ainda piscava contra a luz da sala.
— E aí, Paulo? Limpou o estoque da professora no meio dos livros? — o Tizil deu um riso malandro, pegando uma lata de cerveja do balde de gelo.
— A loira foi enquadrada na mesa de madeira, Carlos. E o Tomás mandou mensagem pro celular dela no meio das estocadas, avisando que estava indo correndo para a casa dela — respondi, tirando a bermuda amarela e deixando o meu pau pular para fora, completamente duro de novo só de ver a Naty ali escancarada.
A Naty deu aquela risada gostosa e maligna, se arrastando pelo tapete até ficar de quatro bem na minha frente.
— O Tomás acha que está quebrando a banca porque me detonou na igreja, mas quem manda nessa porra somos nós — a ruiva gemia baixo, olhando para mim com os olhos verdes brilhando de malícia. — Vem, Paulo. Bota esse pau melado da Helena na minha buceta agora. Deixa o boi jantar com a sogra achando que é homem, enquanto a gente termina de quebrar a banca aqui na sala.
A Akemi não perdeu tempo: engatinhou para o lado da Naty, segurou o cabelo ruivo dela por trás e as duas se colaram num beijo de língua bruto, trocando saliva e suor, enquanto o Tizil chegava por trás da japa na cerâmica. O cabaré estava totalmente aberto de novo, e o chifre do Tomás ia virar o assunto da semana.
Eu parei no meio da sala, com o pau duro latejando, e olhei fixo para a Naty, que ainda estava de quatro no tapete se lambendo inteira com a Akemi. Uma dúvida bateu forte na minha cabeça e o tesão de corno deu aquela balançada na adrenalina.
— Ô Naty, espera aí — falei, a voz grossa, segurando o quadril dela para afastar a ruiva da japa por um segundo. — Como é que você sabia que eu estava na biblioteca com a Helena? Eu não te mandei nenhuma mensagem dizendo para onde eu ia quando saí de casa.
A Naty virou o rosto para mim, com o cabelo de fogo todo bagunçado na cara, e soltou aquela risada cínica e debochada que ecoou pela sala inteira. Ela sentou nos calcanhares, completamente nua e suada, esticou o braço até a mesa de centro e pegou o celular dela.
— Paulo, você realmente acha que tem algum segredo nesse parquinho? — a ruiva riu alto, destravando a tela com o dedão e virando o visor direto na minha cara. — Olha o print que a própria santinha me mandou no WhatsApp enquanto eu ainda estava no carro saindo da igreja!
Olhei para a tela e o sangue ferveu na hora. Era o print de uma conversa da Helena com a Naty. A professora de química tinha mandado uma mensagem desesperada para a minha mulher logo depois que eu fiz a cobrança no direct. O texto da Helena dizia:
Helena: *"Natielly, pelo amor de Deus, segura o Tomás aí na igreja mais um pouco! O Paulo descobriu tudo e ficou com um tesão doentio. Ele acabou de me mandar mensagem exigindo a chave da biblioteca e disse que quer me foder de quatro no meio das estantes agora! Estou saindo correndo de casa sem calcinha nenhuma porque o meu dono mandou. Não deixa o Tomás sair daí, por favor!"*
O Tizil deu um riso seco da cadeira, virando a lata de cerveja na boca e batendo palma, achando a maior perversão do mundo.
— Puta que pariu, Paulo! A loira entrega o relatório completo para a sua mulher antes de ir dar a buceta! — o Carlos gritou, dando risada.
A Naty jogou o celular no sofá, deu aquela rebolada descarada no tapete e colou o corpo dela na minha perna, olhando para cima com os olhos verdes brilhando de pura malícia.
— A santinha estava tão molhada de medo que precisou pedir arrego para mim, Paulinho — a ruiva sussurrou, passando a língua no meu quadril. — Agora chega de conversa. Bota esse pau logo na minha buceta que o Carlos já está querendo o segundo round na japa aqui do lado.
Eu segurei os quadris da Naty com força, travando o movimento dela no tapete, enquanto o meu pau continuava pulsando duro. Olhei para o lado e vi o Tizil só de bermuda, rindo com a lata de cerveja na mão, sem demonstrar a menor surpresa com toda aquela história da biblioteca.
— E você, Carlos? — perguntei, virando o rosto na direção dele com a voz grossa. — Como é que você já sabia de toda a foda com a Helena antes mesmo de eu abrir a boca quando cheguei?
O Tizil deu um riso curto, bem malandro, e apontou com a lata de cerveja para a Naty.
— Pergunta para a sua ruiva aí, Paulo. Ela não consegue guardar um segredo desse cabaré nem por cinco minutos — o Carlos respondeu, dando mais um gole.
A Naty soltou aquela risada cínica de sempre, jogando a cabeça para trás e me olhando com os olhos verdes cheios de deboche. Ela passou a mão na minha coxa e abriu o jogo na hora.
— Ai, Paulinho, você é muito inocente — a Naty falou, dando um tapinha na minha bunda. — Assim que a Helena me mandou aquele print desesperada pedindo para eu segurar o Tomás, eu já mandei uma mensagem direto para o celular do Tizil no quarto de hóspedes. Avisei para ele e para a Akemi ficarem acordados, porque o Tomás estava me detonando no altar e você já estava correndo para a faculdade para rasgar a noiva dele no meio das estantes.
A Akemi, que continuava de quatro no tapete com o plug de metal enfiado na bunda, deu uma risadinha mansa e olhou para mim por cima do ombro, com aqueles olhos puxados cheios de malícia.
— A gente acompanhou o chifre do Tomás em tempo real daqui de dentro, Paulo... — a japa sussurrou, passando a ponta da língua nos lábios. — Enquanto você estava no escuro com a loira, o Carlos estava aqui me pegando na sala e comentando o tamanho da zona que a sua vida virou.
O Tizil largou a cerveja na mesa de centro, veio caminhando na nossa direção com o pau já apontado para o teto e segurou a Akemi por trás de uma vez.
— O parquinho está todo conectado, meu irmão — o Carlos rosnou, metendo o pau com tudo no rabo da japa ali mesmo no tapete. — Agora chega de conversa e entra na Naty de uma vez, que o chifre do Tomás hoje foi histórico e eu quero ver o final desse show.
O Carlos não quis saber de brincadeira. Ele segurou firme com as duas mãos na raba da Akemi, deu um puxão seco e arrancou o plug de metal do rabo dela de uma vez só, jogando o brinquedo longe, que saiu rolando e batendo na cerâmica da sala. A japa soltou um gemido agudo com o estalo, mas já empinou a bunda com mais vontade ainda, mostrando o rabo vermelho que piscava no mormaço.
O Tizil mirou os dezenove centímetros bem na risca e afundou o pau com ódio no cuzinho dela, sem nenhuma delicadeza.
— Ahhhhhhh! — a Akemi deu um berro feio, cravando as unhas no tapete e jogando a cabeça para trás, enquanto as costas com o desenho do dragão vermelho chegavam a suar com a violência da botada.
O Carlos pegou o ritmo na hora, socando que nem um bicho e fazendo a carne bater com força: *plact, plact, plact.*
Ouvir o grito da japa e ver o meu amigo de infância arrombar o rabo da esposa dele na minha frente me deu um tesão de corno tão doentio que o meu juízo sumiu de vez. Olhei para a Naty, que já estava de quatro bem embaixo de mim, olhando para trás com aqueles olhos verdes pegando fogo, babando de tanta safadeza por causa do print da Helena e do chifre do Tomás.
— Vai, Paulo! Me rasga também! Entra com tudo na sua puta! — a ruiva gritava, rebolando a raba gigante na minha direção.
Segurei firme nos quadris dela, cravando os dedos na pele branca que ainda tinha a marca dos tapas que o noivo da Helena tinha deixado na igreja, mirei na buceta encharcada e enfiei os 19 cm, até o osso.
— Ahhhhh! — a Naty soltou um ganido alto, enterrando o rosto no sofá enquanto eu comecei a socar com toda a força que eu tinha na frente, no pelo.
O som da sacanagem tomou conta da sala inteira. Era o Carlos detonando a japa por trás do lado e eu esbofeteando a bunda da Naty a cada estocada na frente. As duas mulheres, no meio daquela foda violenta, esticaram os braços no chão e se puxaram pelos cabelos, colando as bocas num beijo de língua bruto, trocando o suor e a saliva enquanto levavam pancada por baixo.
O mormaço da tarde deixava tudo com cheiro de sexo pesado. Eu socava com ódio, lembrando que o Tomás estava aquela hora jantando com a sogra sem saber que a noiva estava com o útero cheio do meu leite e a ruiva que ele comeu no altar estava sendo dividida na minha sala.
Aumentei a velocidade até o limite selvagem, fazendo a Naty quicar contra a minha pica com força. A buceta dela começou a dar aqueles espasmos surreais, me esmagando por dentro junto com as botadas do Carlos na Akemi.
— Eu vou gozar, Paulo! Solta tudo dentro de mim! — a ruiva urrou, revirando os olhos.
Não deu para segurar o rojão. Afundei o pau até o osso na Naty e descarreguei um jato grosso e quente de porra, enchendo a minha mulher por completo na frente, enquanto o Tizil, na mesma hora, deu as últimas três estocadas brutas e encheu o rabo da japa de leite. Desabamos os quatro ali no tapete, grudados de suor e leite, bufando feito animais cansados no meio daquela zona completa.
O silêncio do cansaço bruto pós-foda na sala foi quebrado pelo toque estridente de um celular. O barulho cortou o mormaço do ambiente, batendo na cerâmica molhada de suor. O Tizil, que ainda tentava puxar o ar deitado de costas na fresta do sofá, esticou o braço com a cara fechada e tateou a mesa de centro até achar o aparelho. Era o telefone dele.
Quando bateu o olho na tela, a expressão de malandro sumiu do rosto do Carlos na hora.
— É o meu pai, Paulo... — ele falou, a voz mudando de tom, ficando séria de uma vez só.
Ele atendeu e botou no viva-voz, com a mão trêmula. Pelo alto-falante, a voz do velho veio embargada, com um choro abafado e o som de fundo de uma ambulância distante.
— Carlos? Meu filho... Corre para cá agora! A sua mãe teve um troço feio no coração aqui no interior. O médico disse que o caso é gravíssimo, ela está muito doente e estão transferindo ela de urgência. Você precisa vir direto para cá, meu filho, antes que seja tarde!
O rastro de sacanagem que estava desenhado na sala evaporou no mesmo segundo. O choque foi tão grande que a Akemi sentou no tapete assustada, cobrindo o corpo com a camiseta preta do marido, enquanto a Naty puxava a almofada para se cobrir, com os olhos verdes arregalados.
— Calma, pai! Estou saindo agora mesmo! — o Tizil gritou para o telefone, já pulando do sofá totalmente nu, esquecendo a canseira e a foda. — Qual hospital ela vai ficar?
— Estão levando ela para o hospital regional do outro interior, Carlos. Aquele a 200 km daí, na subida da serra. Corre, meu filho, pelo amor de Deus! — o velho chorou e desligou a ligação.
O Carlos jogou o celular na mesa e olhou para mim com o rosto pálido. A realidade tinha batido na porta do cabaré com força total.
— Paulo, meu irmão... fudeu tudo. São 200 km de estrada de chão e asfalto ruim até o outro interior. Com esse trânsito do final de tarde, vou levar mais de três horas para chegar lá — o Tizil falou, a voz atropelada, catando a bermuda no chão com pressa.
Eu me levantei rápido, limpando o resto de suor da coxa com a bermuda tactel amarela, e bati no ombro dele para dar um apoio firme.
— Vai se vestir, Carlos. Junta as tuas coisas e as da Akemi. Eu vou ali na garagem conferir o óleo e a corrente da moto para você não ter erro na estrada. Se joga na rodovia com tudo e qualquer coisa me liga — ordenei com a voz grossa, cortando o clima de perversão e assumindo o comando da situação.
O Carlos correu para as escadas em direção ao quarto de hóspedes para se arrumar com a japa, enquanto a Naty ficava na sala recolhendo o biquíni e o plug que tinha voado longe, com a cabeça rodando com a velocidade em que o parquinho tinha fechado as portas por causa daquela notícia.
Fui direto para a área externa com a chave na mão. Abri o portão lateral da garagem, onde a minha moto estava estacionada sobre o piso de cimento. O mormaço da tarde continuava pesado, e o cheiro de pneu e combustível se misturou ao suor que ainda secava no meu corpo. Acelerei o passo, puxei a ferramenta e comecei a checar o óleo, a pressão dos pneus e o esticador da corrente. Em uma viagem de 200 km de estrada de chão e asfalto quebrado para o outro interior, qualquer vacilo mecânico significava ficar na mão no meio do nada.
Enquanto eu apertava os parafusos com força, ouvi o barulho dos passos apressados vindo de dentro da casa. O Carlos apareceu na garagem vestindo uma calça jeans, bota e uma jaqueta preta de couro, já com o capacete debaixo do braço. A cara dele era de puro pânico e urgência; o semblante de safadeza de minutos atrás tinha sumido por completo. A Akemi vinha logo atrás, com uma mochila pequena nas costas, calça justa e os cabelos chanel ainda meio úmidos do banho corrido que tomou para tirar o rastro do leite.
— Tudo pronto aqui, Tizil. Óleo no nível, corrente regulada e pneu calibrado. Pode meter o pé no acelerador sem medo que a máquina aguenta o rojão da serra — falei, batendo no banco da moto e entregando a chave direto na mão dele.
— Valeu, Paulo. Você é irmão de verdade. Se eu for de carro com aquele trânsito da BR na saída da cidade, não chego a tempo de ver a velha no hospital. De moto eu corto tudo pelo corredor — o Carlos falou, a voz firme, mas com o peito subindo e descendo de nervoso. Ele jogou a perna por cima do banco, deu a partida e o motor roncou forte, ecoando nas paredes da garagem.
A Akemi subiu na garupa com agilidade, travando as coxas grossas no quadril do marido e segurando firme na cintura dele. Antes de fechar a viseira do capacete, ela olhou para mim de relance por cima do ombro. Não tinha mais espaço para provocação ou cinismo; o olhar dela era de pura preocupação com a sogra, embora os nossos corpos ainda estivessem quentes da foda violenta no tapete da sala.
A Naty apareceu na porta da cozinha, usando um short jeans e uma camiseta larga, com os braços cruzados.
— Vai com Deus, Carlos! Avisa a gente assim que pisar no hospital do outro interior! — ela gritou, tentando abafar o barulho do motor.
O Tizil apenas assentiu com a cabeça, engatou a primeira marcha e saiu cantando pneu no asfalto da rua, sumindo em direção à rodovia principal em questão de segundos, deixando apenas o eco do escapamento e o cheiro de borracha queimada no ar.
Fechei o portão de ferro com um estalo seco e voltei para a sala. O ambiente parecia estranhamente enorme e silencioso agora. O tapete ainda estava meio bagunçado, com as marcas do suor das duas mulheres desenhadas no tecido. Olhei para a Naty, que estava sentada no braço do sofá, olhando pro chão com a cabeça longe.
— Que reviravolta da porra, Paulo... — a ruiva murmurou, passando a mão pelo cabelo de fogo. — O parquinho desmoronou em dois minutos.
— A vida real cobra o preço, Naty. Agora limpa essa sala e vai tomar um banho que eu preciso passar no escritório ainda hoje para organizar uns processos antes que o Felipe chegue amanhã cedo — respondi com a voz grossa, pegando o meu celular em cima da mesa.
No que liguei a tela, vi que tinha uma nova mensagem visualizada no direct, vinda direto do celular da Helena.
