O Mundo Paralelo - parte 05 - Sentimento conflitantes

Um conto erótico de Brandevick
Categoria: Heterossexual
Contém 794 palavras
Data: 01/06/2026 14:00:03

Eu estava dormindo lá no quarto e sonhava estar na minha Terra novamente, curtindo minha casa, conversando com pessoas normais. Que saudade de meu mundo. Acordei com arranhões na porta e um choro fino e leve. Fui ver quem era...Mauz estava do outro lado da porta.

— O que você quer, Mauz?

Ele me olhava com cara de pidão.

— Você quer ficar aqui no meu quarto? Se você se comportar, pode ficar — disse, sem pensar muito sobre isso.

Deitei novamente na cama, e Mauz deitou no chão. Tentei dormir novamente. Até consegui, mas algo me fez acordar. Senti algo úmido tocando em meu seio. Abri um dos meus olhos e percebi que Mauz estava em cima de mim e lambia um de meus seios com aquela língua úmida e quente. Não sei o que deu em mim, mas deixei que ele continuasse, fingi que estava dormindo. Ele continuou a beijar e mordiscar um de meus mamilos, e apertava de leve o meu outro mamilo com sua mão esquerda. Aquilo estava me deixando excitada, fazia tempo que eu não ficava assim. Senti algo macio tocando minha parte sexual, era o membro dele. Ele devia estar bem excitado tambem. Mauz queria cruzar comigo, mas isso seria perigoso, porém eu estava sem forças, eu não queria que ele saisse de cima de mim. Era estranho. Essa não era eu, mas estava tão bom ficar assim...mas isso era errado.

A porta da sala se abriu, e era Rodolpho. Ele chamou o Mauz pra comer. Aquele humano saiu de cima de mim e foi até o encontro de seu dono. Graças aos céus. Isso não poderia mais acontecer, não poderia deixar isso acontecer novamente. Eu estava com muito calor, meu corpo estava quente, toquei na minha parte intima, e ela estava molhada. Não sei o que deu em mim, mas comecei a me tocar...aquilo estava muito bom. Eu deveria estar muito na seca para estar desse jeito agora. Mas eu tinha que parar com isso. Parei de me tocar e me levantei. Precisava ir ao banheiro pra me lavar. Sai do quarto, e no caminho ao banheiro, encontrei com o Rodolpho. Ele me cumprimentou, e eu dei um sorriso bobo pra ele e cumprimentei de volta. Ele começou a cheirar algo com o focinho dele, e depois deu um sorriso pra mim enquanto voltava para a cozinha. Foi algo meio estranho.

Corri para o banheiro e abri o chuveiro na água fria para tirar esse sentimento impuro dentro de mim. Comecei a me lavar. Lavei a cabeça, meus braços, meus pés, minhas pernas e minha parte intima, comecei a esfrega-lá, parecia que isso me dava prazer. Não conseguia tirar aquela cena da minha cabeça. "Bia, pare com isso, você é uma cientista", pensei comigo. Parei de me esfregar. Fechei o chuveiro, porém não havia alguma toalha para me enxugar. Chamei o Rodolpho, e pedi uma toalha pra ele. Passou alguns minutos e ele a trouxe.

— Aqui está a toalha — disse ele.

— Obrigada.

— Quer que eu te enxugue? É que é meio normal a gente enxugar os humanos, já que eles não conseguem se enxugar sozinhos.

— Eu sei me enxugar sozinha — disse, meio ríspida.

— Mil perdões, não queria te deixar com raiva.

— Desculpa, Rodolpho. Não é você. Sou eu. É que aconteceu algo que me deixou toda confusa, meio perdida em meus sentimentos e pensamentos.

— A culpa é do Mauz?

— Como...?

— Como eu sei? Bem, quando eu cheguei, vi Mauz saindo do seu quarto, e depois quando te encontrei, eu senti um cheiro, podemos dizer, específico em você.

— ..., você sentiu? Que vergonha — disse, tapando meu rosto com as mãos.

— Não fique assim — disse ele, tirando minhas mãos de meu rosto. — É normal o que você está sentindo. Todos os seres vivos sentem o mesmo. Podemos dizer, que seria seu corpo falando que quer acasalar com alguém. Isso não é errado.

— Mas para mim é. Esse não é meu mundo, Mauz não é o tipo de humano que eu sairia, e eu sonho em conhecer a pessoa certa, namorar, casar, e ai, sim, fazer isso que você falou.

— Entendo. Você é bem diferente de qualquer humano que eu já conheci. Os humanos daqui não fazem isso que você disse. Se um humano quer e a outra humana quer, eles vão lá e fazem. Seria estranho pra mim ver um humano namorando e casando — disse ele, rindo. — Mas eu sei que você é diferente. Você fala. Nunca pensei que conheceria uma humana que falasse.

— É, né... — disse, meio encabulada. — Isso deve ser bem estranho pra você.

— É sim. Mas estou gostando da experiência — disse, rindo.

— Obrigada pela conversa. Estou bem melhor agora.

— Que bom. Fico feliz. Vou deixar você se secar sozinha.

— Rodolpho...

— Sim?

— Se quiser me secar, eu deixo...

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