A cirurgia da minha mãe estava marcada para uma terça-feira de manhã. Ela estava envelhecendo, o trabalho exigia muito, andava para lá e para cá o dia inteiro, o que resultou num desgaste no quadril. E o pior é que ela era teimosa, só foi ao médico quando não conseguiu mais levantar num dia de manhã, o que resultou nessa cirurgia.
Durante semanas ela repetiu que não havia motivo para preocupação, que o médico já tinha explicado tudo e que aquele tipo de procedimento era relativamente comum, mas eu conhecia cada uma das suas manias e sabia identificar quando estava nervosa. Ela tentava parecer tranquila para me tranquilizar, enquanto eu fazia exatamente a mesma coisa por ela. No fim das contas, nenhum dos dois enganava o outro.
Chegamos ao hospital ainda cedo. Depois da internação, tudo aconteceu rápido demais. Eu acompanhei cada etapa do processo até o momento em que a levaram para o centro cirúrgico. As horas seguintes pareceram intermináveis. Caminhei pelos corredores, tomei café sem prestar atenção no gosto e fiquei olhando para o celular sem realmente ler nada, só queria que o tempo passasse mais rápido. Minha cabeça insistia em imaginar problemas que provavelmente nem existiam. Por isso, quando o médico finalmente apareceu na sala de espera, bastou olhar sua expressão tranquila para que eu sentisse o peso sair dos meus ombros.
O médico então começou a explicar os cuidados necessários para a recuperação, repouso absoluto. Nada de esforço físico, nada de tentar carregar peso, nada de caminhar sem ajuda e, principalmente, nada de levantar sozinha.
O primeiro dia de cuidados começou, eu tinha organizado alarmes para os remédios, anotado horários, separado receitas médicas e preparado uma espécie de cronograma improvisado para garantir que nada fosse esquecido. A cada poucas horas eu aparecia no quarto para entregar comprimidos, verificar se ela precisava de água ou ajustar algum travesseiro. Também cuidei do almoço, da louça, da limpeza básica da casa e de qualquer outra coisa, como já era de costume.
Mesmo tarefas simples acabavam exigindo atenção. Levantar da cama, caminhar até o banheiro ou se acomodar em outra posição exigia ajuda. Eu passava boa parte do tempo por perto, pronto para segurar seu braço caso fosse necessário. No início da tarde, quando chegou a hora do banho, nós dois trocamos um olhar imediatamente constrangido.
— Isso me lembra da última vez — ela disse.
Eu já sabia exatamente do que estava falando. Anos atrás, após um problema de saúde menor, ela também havia precisado de ajuda durante alguns dias. Eu era mais novo, muito mais inseguro e infinitamente mais constrangido.
— Nem me lembra disso — desviei o rosto.
— Você ficou vermelho por sete dias inteiros — ela riu.
— Porque foi extremamente estranho.
— Para mim também foi.
Nós dois acabamos rindo da situação. A lembrança ainda era embaraçosa, mas o tempo tinha transformado aquilo em uma história engraçada. Foi justamente durante aquela conversa que a campainha tocou. Fui até a porta e a abri, Aiko estava do lado de fora carregando duas bolsas térmicas e um sorriso tranquilo.
— Oi.
— Oi — meus olhos foram direto para as bolsas. — O que é tudo isso?
— Soube que sua mãe voltou para casa hoje, queria fazer algo para ajudar.
Ela entrou antes mesmo de eu convidá-la, mas ela já era da casa, então sequer me incomodei. Em poucos minutos, as duas estavam conversando enquanto Aiko mostrava tudo o que havia trazido e eu ajudando a guardar na geladeira.
— Você fez tudo isso? — minha mãe perguntou.
— Fiz — ela chegou mais perto da minha mãe e sentou ao lado dela, me deixando guardando as coisas sozinho. — Achei que ajudaria um pouco.
— Ajudou e muito.
— E então? Vocês precisam de alguma coisa? — Aiko olhou para mim.
— Não precisa, estou cuidando de tudo — respondi como um filho orgulhoso.
— Está mesmo, mas isso não significa que não podemos aceitar ajuda — minha mãe riu.
— Mãe...
— Gabriel, você está correndo pela casa desde cedo.
— Eu dou conta.
— Eu sei que dá — ela então apontou para Aiko. — Mas para o banho ela vai ser muito mais útil do que você.
Não respondi, apenas abaixei a cabeça, Aiko levou a mão à boca para esconder o sorriso, na época minha mãe havia contado para ela, o que me deixou mais envergonhado ainda, ela com certeza lembrava daquilo. Observei as duas trocando olhares cúmplices e fiquei quieto, aceitar a ajuda dela era bem melhor do que ver minha mãe sem roupa novamente.
A presença de Aiko mudou completamente o clima da casa. Enquanto eu passava o dia correndo de um lado para o outro tentando lembrar horários, remédios e instruções médicas, ela parecia fazer tudo parecer simples. Acompanhou minha mãe durante o banho, ajudou a separar roupas confortáveis para os próximos dias, reorganizou os travesseiros até encontrar uma posição que não causasse desconforto e ainda ajustou a cama diversas vezes.
Percebendo que a situação estava sob controle pela primeira vez desde a cirurgia, resolvi me refugiar no meu quarto. Liguei o computador, respondi algumas mensagens acumuladas, organizei algumas tarefas de trabalho e tentei aproveitar aquelas horas de descanso inesperado. Ainda assim, de tempos em tempos minha atenção era desviada pelas vozes vindas do outro quarto. As conversas pareciam não ter fim, se houvesse alguma competição de fofoca, as duas iriam disputar o primeiro lugar, com certeza.
As horas passaram sem que eu percebesse, o sol já havia ido embora há algum tempo e eu nem tinha percebido. Pouco tempo depois, ouvi a porta se fechar, na hora pensei que Aiko havia ido embora, o que era estranho, conhecendo ela, pelo menos viria até o quarto me avisar.
Abri a porta do quarto para sair para o corredor, dei de cara com ela, portava um sorriso malicioso que estava sentindo falta de ver.
— Achei que você tinha ido embora — falei baixo.
— Eu estava indo — ela deu uns passos para frente.
— E mudou de ideia? — agarrei a cintura dela.
Seu sorriso aumentou ligeiramente, ela respondeu com um beijo, quando nossos lábios finalmente se encontraram, foi um beijo breve no início, quase tímido. Logo os braços dela envolveram meu pescoço e minhas mãos encontraram sua cintura. Ela sorriu contra meus lábios.
— Sentiu minha falta?
— Muito.
— Que bom, porque eu também senti.
Antes que eu pudesse responder qualquer coisa, ela me empurrou até eu cair na cama, logo subindo em cima.
— Sua mãe está no quarto ao lado — ela sussurrou.
— Consegue não fazer muito barulho? — sussurrei de volta.
— Não sei — ela me beijou novamente. — Contigo, não consigo me controlar muito bem.
Rimos juntos, o mais baixo possível, ela deslizou a boca pelo meu pescoço até chegar na minha boca novamente, nos beijamos com mais desejo, apertei sua cintura, descendo as mãos até seu quadril. As mãos dela foram direto para o meio das minhas pernas, apertando meu pau por cima da bermuda, ela não abaixou de imediato, ficou massageando enquanto meus beijos desceram até seu pescoço e posteriormente, até seus peitos, mesmo por cima da camisa fina que ela vestia. Foi ali que percebi, sem sutiã.
Apertei seu corpo contra o meu e afundei meu rosto entre seus peitos, não eram tão grandes, mas mesmo assim era uma sensação prazerosa fazer aquilo. Ela riu tentando controlar os gemido, enquanto agarrava meu cabelo, apertando cada vez mais forte meu pau. Eu contive a respiração quando ela tirou meu pau da bermuda, começando a punhetar, logo inspirei o ar, sentindo o aroma doce da pele dela, dos peitos esfregando no meu rosto. Mordi um dos mamilos duros por cima do tecido fino. Ela gemeu baixo, tentava acima de tudo se controlar. Ela se afastou um pouco e retirou a camisa, finalmente, podia ter uma visão privilegiada do seu corpo atlético que há tempos não contemplava. A agarrei com mais força, chupando seus peitos com mais desespero em sentir o gosto dela.
— Vai devagar — ela sussurrou entre gemidos. — Desse jeito um de nós vai acabar fazendo barulho.
Um de nós, ela disse. Aiko era fácil de perder o controle e gemer, aprendi isso nas diversas vezes que fui na casa dela para foder, não me inocentando de nada, ela também sabia muito bem como tirar alguns grunhidos e reações minhas. Aiko se afastou, me empurrando ao mesmo tempo, desesperadamente procurando meu pau com a boca. Ela deu uma longa chupada na cabeça, deslizou os lábios pelo tronco até chegar nas bolas. Quase não consegui segurar os gemidos quando senti o calor da boca dela nas minhas bolas. Ela punhetava ao mesmo tempo, o que me colocou numa situação meio complicada. A língua dela fazendo círculos lentos antes de sugar com uma delicadeza que só uma mulher madura tem, ela soltou com um estalo molhado e quase inaudível, e passou para o outro, repetindo os círculos.
A pressão era perfeita, nem de mais, nem de menos. Então, ela abriu a boca e tomou os dois de uma vez, o calor, a língua macia envolvendo as duas bolas. Um gemido baixo escapou da minha garganta, e eu mordi o lábio para me conter. Ela soltou, a língua subiu por todo meu pau até a cabeça, rapidamente engolindo meu pau com voracidade, indo quase tudo de uma vez. O movimento foi lento, deliberado, delicado, ela não estava com pressa por mais faminta que estivesse. Cada centímetro era explorado, cada movimento da língua era calculado para me levar à loucura, e eu me esforçava ao máximo para não fazer nenhum tipo de barulho, nem para agarrar o cabelo dela e foder a garganta, isso arruinaria os nossos planos.
Eu não aguentava mais, com um movimento que quebrou a cadência dela, eu a agarrei pelos ombros e a puxei para cima, ela caiu sobre mim, e eu a rolei, invertendo nossas posições. Agora eu estava por cima, meus olhos se fixaram na calça de moletom que ela vestia. Eu a puxei pelo cós, e ela ergueu os quadris para me ajudar. O tecido deslizou pelas pernas dela, revelando a pele macia e adivinhem, sem calcinha.
— Já veio pronta?
Ela assentiu com um sorriso safado, logo agarrando meu cabelo e forçando até o meio de suas pernas. Caí de boca, ela estava encharcada, quente, inchada, o cheiro era intenso, intoxicante, um perfume feminino e animal que mexeu com os meus sentidos, me deixou tonto. Eu passei a língua ao longo dos lábios dela, provando o mel, Aiko se contorceu na cama, os quadris se pressionando contra o meu rosto. Eu encontrei o clitóris dela e o suguei, usando a ponta da língua para fazer movimentos rápidos e firmes, em conjunto a uma pequena pressão. As pernas dela se fecharam em volta da minha cabeça, prendendo-me no lugar. Ouvi ela ofegante, mas abafado, a vi pegar o travesseiro ao lado e afundar o rosto, mordendo o tecido com força. O corpo dela se tensionou todo, tremeu, senti as contrações dela. Num movimento firme, agarrei as pernas por trás do joelho e as abri, segurei com força enquanto ela tentava fechá-las de novo. Chupei seu clitóris usando língua, lábios, muita saliva e, às vezes roçando, a barba. Contra a minha boca, ela gozou silenciosamente com o rosto afundado no travesseiro.
Eu subi, alinhando meu pau com a entrada dela, sem esperar qualquer sinal de recuperação, empurrei. A cabeça do meu pau rompeu a resistência inicial e deslizei para dentro em um único movimento profundo. Aiko soltou um suspiro que era metade prazer, metade alívio. Eu comecei a me mover, devagar, querendo meter o mais forte que conseguia, mas pelas circunstâncias, me controlei ao máximo. A puxei contra mim, beijei sua boca compartilhando os resquícios do seu próprio sabor. Passei a meter um pouco mais rápido, evitando ao máximo a bater pele com pele, aquilo alertaria minha mãe no quarto ao lado e seria uma catástrofe se ela soubesse o que o filho anda fazendo com a melhor amiga dela.
O ritmo foi aumentando, as vezes acidentalmente nosso corpos se chocavam, gerando um som suave e controlado. Os minutos se passaram, muitos, na verdade, ela já havia gozado uma ou duas vezes no meu pau, tentávamos manter a respiração baixa, mesmo ofegantes. O esforço de me conter era uma tortura, uma deliciosa tortura se assim posso dizer.
Precisava de mais, eu puxei meu pau para fora e a rolei de lado, ficando atrás dela. Ergui uma das pernas dela e meti novamente, agora na posição de ladinho. Esse ângulo permitia que eu metesse mais fundo, comecei a foder com mais força, mais rápido. O som da pele batendo na pele era mais alto agora, mas ainda abafado pelo meu auto controle. A mão dela se agarrou no lençol, torcendo o tecido, enquanto eu mantinha o auto controle, ela pedia o dela, se desfazendo na medida que mais um orgasmo se aproximava.
Então, aconteceu. Um gemido alto e claro escapou dos lábios dela. Nós paralisamos, meu pau pulsava dentro dela, duro como aço. Ela me olhou enquanto eu sequer ousava respirar, esperava que minha mãe me chamasse ou fizesse algum som, mas nada. O alívio no rosto dos dois foi engraçado. Mas a adrenalina também havia disparado, misturado com o tesão, eu não podia parar.
Voltei a meter, agora com uma fúria contida, cada estocada era funda, forte, rápida. A mão dela voltou a se agarrar no travesseiro. Eu senti o corpo dela começar a tremer de novo, senti as primeiras contrações do orgasmo dela se aproximando, da sua buceta me apertando, eu soltei uma das mãos do quadril dela e a levei até a boca da Aiko, pressionando firmemente. O grito dela veio, mas ficou abafado pela minha palma, uma vibração quente e úmida que percorreu meu braço, ela chegou até morder um pouco a minha mão. O corpo dela se contorceu contra o meu, a buceta dela pulsando e apertando meu pau de uma forma que me tirou o controle.
Eu empurrei com uma força final, enterrei nela o mais fundo que consegui, então eu gozei, jorrando a porra quente dentro dela. Eu continuei metendo um pouco mais, liberando os últimos jatos de porra enquanto o corpo dela tremia sob o meu. Lentamente, eu tirei a mão da boca dela. A única coisa que se ouvia era a nossa respiração cansada se misturando. O silêncio havia voltado, o quarto cheirava a sexo e a orgasmo feminino. Aiko riu baixo, se levantou e começou a recolher as roupas, me dando um beijo final.
— Nos vemos amanhã — ela afirmou.
Assenti e então, ela foi embora. Também me vesti e fui conferir minha mãe, dormindo feito pedra. Lembrei que o médico havia dito que os medicamentos da noite eram mais fortes e podiam apagá-la, devido as dores que ela poderia sentir durante o sono.
Voltei para a cama, o lençol estava um pouco úmido de saliva, orgasmo e porra. Voltei para o computador e retomei o trabalho. Mas aquele cheiro de sexo me desconcertava. Desconcertava e muito!
