Quando acordamos naquele domingo, nenhum de nós mencionou o que havia acontecido na noite anterior. Era como se tivéssemos feito um acordo silencioso para seguir em frente,sabiamos muito bem o que queriamos, fingindo que nada havia mudado. Mas, por trás das conversas casuais e dos sorrisos discretos, o desejo e o tesão entre nós continuava presente só aumentando.
Enquanto ajudávamos nos preparativos do almoço, comentei que precisava passar em casa para tomar banho. Aproveitei a oportunidade para convidá-lo, junto com meu namorado e um outro cunhado para conhecer minha casa nova, onde moro com meu namorado. Ele aceitou sem hesitar.
O trajeto foi tranquilo, mas carregado de uma expectativa difícil de ignorar. Quando chegamos, mostrei cada cômodo da casa. Enquanto eu tomava banho, ele aguardou em silêncio. Pouco tempo depois, retornamos para a casa da minha sogra, onde o restante da família já nos esperava.
Durante o almoço, mantivemos as aparências. Conversávamos normalmente, participávamos das brincadeiras e acompanhávamos as conversas à mesa. Mas, longe dos olhares atentos, nossos gestos revelavam uma história diferente, pequenos toques e provocações discretos por baixo da mesa alimentavam uma conexão que insistíamos em não interromper.
A tarde passou lentamente. Todos permaneciam reunidos na sala, assistindo televisão, conversando e aproveitando o domingo em família. Eu tentava agir com naturalidade, mas bastava um olhar para que toda a intensidade voltasse à superfície.
Quando o dia já se aproximava do fim e todos estavam distraídos com alguns jogos, fui ao banheiro. Poucos instantes depois, ele apareceu atrás de mim. Ficamos sozinhos por um breve momento. A proximidade, o silêncio e tudo o que vinha acontecendo nos últimos dias falaram mais alto. Sem pensar nas consequências, nos beijamos rapidamente.
Foi um instante curto, mas intenso. Ao sairmos, percebi que meu namorado havia passado muito perto de nos ver. Por alguns segundos, senti o coração acelerar e o peso da situação cair sobre mim. O risco tinha sido enorme, e pela primeira vez a realidade do que estávamos fazendo pareceu impossível de ignorar.
Depois daquele fim de semana, as consequências não demoraram a aparecer. Meu namorado percebeu que havia algo errado. Talvez fossem os olhares, a forma como eu agia ou simplesmente a intuição de quem conhece alguém há tempo suficiente para notar quando algo mudou.
A desconfiança rapidamente se transformou em uma grande discussão. Houve questionamentos, acusações e momentos de muita tensão.
No meio de toda a confusão, a única solução que encontramos foi nos afastar. Bloqueamos um ao outro nas redes sociais e cortamos qualquer forma de contato. A distância parecia necessária naquele momento. Era uma tentativa de colocar ordem em uma situação que ainda não havia saído do controle.
Os dias se transformaram em meses e em alguns momentos, achei que o tempo seria suficiente para apagar todo o desejo,tentei seguir minha rotina, focar em outras coisas e acreditar que aquela história tinha chegado ao fim.
Mas a realidade foi diferente, mesmo sem conversarmos, os encontros e as lembranças dele continuava presente. Pequenos detalhes do dia a dia despertavam desejo que eu insistia em guardar. E, pelo que mais tarde descobri, ele sentia exatamente a mesma coisa, não para de pensar um no outro.
Até que, depois de algum tempo, a vontade de estarmos juntos falou mais alto do que o medo, a culpa e as circunstâncias que nos separavam. O que tentamos sufocar durante meses reapareceu com ainda mais força, ele ja tinha tentado me ligar e ate mesmo falar comigo nas redes sociais e bastou uma oportunidade uma troca de olhares para entender o que queriamos e eu tomei coragem e mandei mensagem de bom dia para o Sr.Zimmerman.
No próximo capitulo vou contar como me tornei a puta do meu Sr. Zimmerman.