Ricardo me chamou sozinho no final da tarde depois da aula ele estava inquieto falando pouco. A sala dos professores estava vazia e escura, só com a luz da mesa acesa.
— Amanhã, 18h. Shopping Midway. Estacionamento do terceiro piso, vaga B-47. Um Corolla prata. No porta-malas tem uma mochila preta comum. Você pega, sai andando normalmente e me entrega aqui às 19h30. Dentro tem R$ 50 mil em dinheiro vivo. É pagamento do vereador. Não abra. Não conte pra ninguém. Nem pro Paulo, nem pro Neguin.
Ele me entregou as chaves de um carro simples que eu deveria usar e mais R$ 400 para “despesas”.
— Essa é sua prova de fogo, Matheus. Se você entregar tudo, sem roubar um real, você sobe de nível na Seita.
Saí da sala com o coração pesado. Cinquenta mil reais. Dinheiro sujo. E eu, um aluno de 19 anos, ia buscar sozinho.
No dia seguinte, vesti o uniforme completo da escola que ninguém usava— calça cinza, camisa branca, Parecia um menino inocente indo pra aula. Peguei o carro que Ricardo arrumou e fui pro shopping.
Cheguei às 17h50. O estacionamento estava movimentado. Encontrei o Corolla prata na vaga B-47. Olhei ao redor, com o coração batendo forte, abri o porta-malas e peguei a mochila preta. Era mais pesada do que eu imaginava. Cinquenta mil reais em notas de cem e cinquenta.
Fechei o porta-malas e comecei a andar em direção à saída.
Foi quando ouvi uma voz que fez meu sangue gelar.
— Matheus?
Virei devagar.
Isabela.
Ela estava linda. Vestido floral leve, cabelo loiro solto caindo nos ombros, óculos de sol na cabeça, sacolas de compras na mão. O sorriso dela era genuíno, surpreso e caloroso.
— Que coincidência! O que você tá fazendo aqui de uniforme?
Fiquei paralisado por um segundo. A mochila parecia pesar uma tonelada nas minhas costas. Meu coração disparou.
— Eu… vim pegar uns materiais pra escola estava sem canetas cadernos — menti, tentando manter a voz firme. — E você, professora?
— Vim comprar umas coisas pro apartamento e umas roupas. Tá calor demais hoje, né?
Ela sorriu, e aquele sorriso me acertou em cheio. Isabela era tão linda… tão diferente das outras. Havia uma luz nela, mesmo trabalhando naquela escola podre. Eu admirava ela. Não só o corpo — que era incrível —, mas o jeito que ela tentava ser firme, educar, resistir ao caos.
Conversamos por quase cinco minutos. Ela me perguntou sobre minhas notas, se eu estava me adaptando, se precisava de ajuda com alguma coisa. Eu respondia mecanicamente, suando frio, com a mochila cheia de dinheiro sujo nas costas.
Em um momento, ela tocou meu ombro de leve.
— Você é um bom menino, Matheus. Diferente dos outros da escola. Não se deixe levar pelo que rola por aí, tá?
Eu engoli em seco. Quase senti vontade de contar tudo. Quase.
— Pode deixar, professora.
Ela se despediu com um sorriso lindo e seguiu para o carro dela. Fiquei olhando ela se afastar, sentindo um aperto estranho no peito.
Ela não merece isso, pensei.
Continuei andando para a saída.
Na cancela, uma blitz da Polícia Militar. Dois PMs pararam os carros. Meu coração quase saiu pela boca.
Um PM alto se aproximou:
— Boa tarde. Revistando o veículo e as mochilas. Rotina.
Mostrei a minha habilitação que ainda era provisoria e a carteirinha de estudante, falei manso, com voz de menino educado:
— Boa tarde, senhor. Sou aluno do terceiro ano. Vim comprar material escolar pro projeto da escola e algumas folhas de papel sulfite.
O PM olhou para a mochila preta. Abriu. Viu só livros, cadernos e materiais que eu tinha colocado por cima para disfarçar.
— Pode ir, garoto. Boa sorte nos estudos.
Respirei aliviado. Saí do shopping com as pernas tremendo.
Entreguei a mochila para Ricardo às 19h45. Ele abriu, contou rapidamente por cima e sorriu satisfeito.
— Muito bom, Matheus. Você passou no teste.
Ele tirou do bolso uma quantia em dinheiro e um anel de prata simples com três riscos gravados e me entregou.
— Primeiro símbolo. Bem-vindo de verdade à Seita.
Eu peguei o anel. Não senti orgulho. Só um vazio estranho.
Enquanto voltava pra casa, só conseguia pensar no sorriso de Isabela no shopping.
E no quanto eu estava me afastando da pessoa que eu achava que era.
Cheguei em casa às 20h20. A luz da sala estava acesa, mas a casa parecia vazia. Minha mãe ainda não tinha chegado do trabalho. Joguei a mochila no sofá e fui pra cozinha pegar água quando o celular tocou.
Era Neguin.
— Matheus, tá em casa?
— Acabei de chegar. Por quê?
— Edna tá com problema sério. Ricardo mandou você ir ajudar ela agora. Ele tá esperando você na rua de trás da escola, no carro dele.
Fiquei em silêncio por dois segundos. O peso do dia ainda estava no meu corpo.
— Tá bom. Tô indo.
Peguei a moto do meu pai e fui. O vento noturno batia no rosto, mas não conseguia esfriar o que eu sentia por dentro.
Ricardo estava parado num Punto preto, vidros escuros. Parei ao lado. Ele baixou o vidro e me entregou um envelope grosso sem cerimônia.
— São R$Entrega pra ela. Diz que é parte do acordo. E fica lá até o problema ser resolvido.
— Que problema?
— O ex-marido dela. Um traficante pequeno. Tá cobrando uma dívida antiga. Resolve isso.
Ele não esperou resposta. Subiu o vidro e foi embora.
Coloquei o envelope dentro da jaqueta e segui o GPS que Neguin tinha mandado. Era um prédio simples, num bairro afastado, longe da escola e da casa dela. O tipo de lugar que ninguém imaginaria que uma professora de Artes frequentava.
Subi até o terceiro andar. A porta do apartamento 32 estava entreaberta. Ouvi vozes altas.
Entrei.
Edna estava encostada na parede, chorando, com a mão na barriga. Um homem forte, tatuado, uns 45 anos, segurava o braço dela com força. O ex-marido. Um traficante de baixo escalão, pelo que dava pra ver.
— Sua vadia, você acha que pode sumir com meu dinheiro? — ele gritava. — Eu quero os 15 mil agora!
Edna soluçava:
— Eu não tenho… eu juro… tô pagando aos poucos…
O homem levantou a mão pra bater. Eu entrei no apartamento e falei alto:
— Ei. Para aí.
Ele virou pra mim, surpreso.
— Quem é esse moleque?
— Eu vim a mando do Professor Ricardo — respondi, mantendo a voz firme.
O nome “Ricardo” funcionou como mágica. O homem soltou o braço de Edna imediatamente e deu um passo atrás, me olhando com mais respeito.
— Ricardo mandou você?
— Mandou. Trouxe parte do dinheiro. — Entreguei o envelope pra ele.
O homem abriu, contou rapidamente e viu o bilhete que Ricardo tinha colocado dentro. Leu em silêncio. Seu rosto mudou completamente. Ficou pálido, depois nervoso.
— Tá bom… — murmurou ele. — Fica com essa puta. A dívida tá paga. Agora ela deve pra esse moleque aqui.
Ele cuspiu no chão, olhou pra Edna com nojo e saiu batendo a porta.
O silêncio que ficou foi pesado.
Edna deslizou pela parede até sentar no chão, abraçando os joelhos, chorando baixinho. Eu me aproximei devagar e me agachei na frente dela.
— Professora… tá tudo bem agora. Ele foi embora.
Ela levantou o rosto. Os olhos estavam vermelhos, inchados. Havia uma marca roxa começando a aparecer na bochecha.
— Você… você também faz parte disso? — perguntou, voz falhando. — Vocês são só crianças… como podem fazer isso comigo?
Sentei no chão ao lado dela. Não sabia o que dizer. Mas tentei ser sincero.
— Eu não queria isso, professora. Eles me obrigaram. Eu entrei nessa… e agora não sei mais como sair. Desculpa pelo que fiz no motel. Eu fui obrigado… mas eu também quis. Não vou mentir pra você.
Edna ficou em silêncio por um tempo, chorando. Depois falou, quase num sussurro:
— Vocês me destruíram… eu tenho filhos, Matheus. Tenho uma vida. E vocês me transformaram nisso… numa puta que transa com alunos por dinheiro.
Eu estendi a mão e toquei o ombro dela com cuidado. Ela se encolheu no começo, mas depois relaxou um pouco.
— Deixa eu te ajudar — disse eu. — Você tá com dor na barriga?
Ela assentiu. Eu a levantei devagar e deitei ela na cama do apartamento. Comecei a fazer uma massagem leve na barriga dela, tentando aliviar. Edna fechou os olhos, ainda chorando.
Depois de um tempo, ela murmurou:
— Tudo bem… eu aceito. Mas não precisava ter comido meu cu com tanta força naquele dia… doeu pra caralho.
Eu parei a massagem por um segundo. Depois sorri de leve, quase sem graça.
— Desculpa, professora. É que… a senhora é muito gostosa. Fica difícil se controlar.
Edna abriu os olhos e me olhou. Havia surpresa, vergonha e algo mais no olhar dela.
— Você acha mesmo? — perguntou baixinho, quase incrédula. — Que eu ainda sou gostosa… mesmo com 40 anos?
Eu assenti, sem desviar o olhar.
— Acho sim. Muito.
Ela ficou em silêncio, olhando para o teto. Uma lágrima escorreu pelo canto do olho.
— Você disse que eu sou gostosa… Ninguém me fala isso há cinco anos. Nem meu ex quando me batia.
Ela pegou minha mão com delicadeza e puxou para sua cintura. Não foi um gesto sexual. Foi carente. Doentio. Como se precisasse sentir que alguém ainda a via como mulher.
— Se eu tenho que ser de alguém… prefiro que seja você.
Fiquei parado, sentindo o calor da pele dela na palma da minha mão. Aos 19 anos, eu nunca tinha visto uma mulher tão destruída e ao mesmo tempo tão entregue. Edna me olhava com uma mistura de medo, vergonha e uma necessidade desesperada de afeto.
Ela se aproximou devagar, montou no meu colo e me beijou. Não foi um beijo quente. Foi um beijo triste, lento, quase suplicante. Suas mãos tremiam enquanto tiravam minha camisa. Eu deixei. Não conseguia dizer não.
Edna desceu beijando meu peito, minha barriga, até chegar no pau. Ela olhou pra mim por um segundo, como se pedisse permissão, depois abriu a boca e me chupou com uma mistura de desespero e carinho. Não era a chupada gulosa do motel. Era mais profunda. Mais humana. Ela lambia devagar, passava a língua na cabeça, olhava pra cima como se quisesse ver se eu ainda a achava bonita.
— Você gosta? — perguntou baixinho, voz falhando.
— Gosto… — respondi, sincero.
Ela subiu de novo, posicionou meu pau na entrada da buceta e desceu devagar, gemendo baixo. Dessa vez ela tomou a iniciativa. Rebolava devagar, segurando meus ombros, olhando nos meus olhos. Não era só sexo. Era ela se entregando. Se rendendo. Tentando sentir que ainda tinha algum controle, mesmo sendo usada.
Eu segurei a cintura dela, mas deixei ela ditar o ritmo. Edna acelerou aos poucos, gemendo no meu ouvido, o corpo suado colado no meu. Os seios grandes pressionavam meu peito. Ela me beijava enquanto cavalgava, lágrimas caindo no meu ombro.
— Me usa… se precisar… mas não me abandona… — sussurrou ela, voz quebrada.
Gozei dentro dela, forte, segurando sua bunda. Edna gozou junto, tremendo, cravando as unhas nas minhas costas. Ficamos abraçados por um tempo, respirando pesado.
Depois ela deitou ao meu lado, de lado, olhando para a parede. O silêncio voltou. Ela puxou o lençol para cobrir o corpo, como se de repente sentisse vergonha.
— Tá tudo bem… — murmurou ela, voz quase sumindo. — Eu sei que sou só uma velha que você usa quando quiser um pedaço de carne. Pode me usar. Eu aguento tudo.
Senti um aperto forte no peito. Passei o braço por baixo dela e a puxei para mais perto.
— Não… você não é isso — falei, sério. — Você é uma mulher muito linda. Me fez gozar igual um louco hoje, professora. Sei que a Seita vai sugar muito de você… mas o que eu puder fazer pra te proteger a partir de hoje, eu vou fazer.
Edna ficou em silêncio por um longo tempo. Depois virou o rosto pra mim. Os olhos dela estavam cheios de lágrimas, mas havia algo diferente neles. Uma mistura de gratidão e medo.
— Você é só um menino… — sussurrou ela. — Como pode prometer isso?
— Porque eu entrei nisso junto com você. E eu não quero que você sofra sozinha.
Ela encostou a testa no meu peito e chorou baixinho. Não era choro de desespero. Era um choro diferente. De alívio misturado com dor.
Fiquei ali, abraçando uma professora de 40 anos que eu tinha ajudado a humilhar dias antes, sentindo o peso de tudo que estava acontecendo.
No dia seguinte, Ricardo me chamou novamente para a sala dos professores no final da tarde. Entrei sozinho. Ele estava sentado atrás da mesa, com um sorriso satisfeito no rosto.
— E então, Matheus? Como foi com a Edna ontem?
Respirei fundo antes de responder:
— Resolvi. Entreguei o dinheiro. O ex-marido dela não vai mais incomodar.
Ricardo assentiu devagar, claramente impressionado.
— Bom trabalho. Rápido e limpo. Você tem sangue frio, garoto. Melhor do que eu esperava pra um novato. Continue assim e vai subir rápido na Seita.
Ele me deu um tapa leve no ombro, quase paternal. Por um segundo, quase senti orgulho.
Saí da sala com o peito apertado. O elogio de Ricardo pesava mais que uma ameaça.
Estava quase chegando em casa quando meu celular tocou. Era minha mãe.
Atendi rápido.
— Mãe? Tá tudo bem?
A voz dela saiu entrecortada, chorosa:
— Matheus… eu passei mal no trabalho… caí… me trouxeram pro hospital… o médico disse que preciso fazer uns exames urgentes… custa três mil reais… eu não tenho… nem sei como vou pagar…
Ela começou a chorar de verdade do outro lado da linha.
Senti o mundo girar. Só tinha R$ 700 no bolso — o resto do dinheiro da última missão.
— Calma, mãe. Eu tô indo praí agora. Vou dar um jeito.
Desliguei o telefone com a mão tremendo. Fiquei parado na rua, olhando para o nada. Três mil reais. Eu não tinha. Nem perto disso.
cheguei no hospital foi quando o celular tocou de novo. Número desconhecido.
Atendi.
Era Ricardo.
— Matheus. Sua mãe passou mal, né? Hospital Bom Samaritano. Exames caros né. Eu sei de tudo.
Fiquei gelado.
— Como você…
— Eu sei de tudo que acontece com vocês — cortou ele. — Te dou os 5 mil agora. No PIX. Mas tem uma condição.
Engoli em seco.
— Qual?
— Hoje à noite, 20h, cobertura do Edifício Horizontes. Você traz a Edna arrumadinha. Tem clientes pesados querendo ela. Aline vai mandar mais uma menina pra ajudar. Quero você lá supervisionando. Entregue ela direitinho e faça tudo que eles mandarem.
O silêncio ficou eterno.
— Ricardo… ela tá destruída. Acabamos com ela ontem.
— Exatamente por isso. Ela precisa entender que não tem escolha. E você precisa entender as regras da Seita.
Ele fez uma pausa.
Fiquei mudo. O dinheiro para salvar minha mãe… ou proteger Edna.
Ricardo continuou, voz calma e fria:
— Te mando o PIX agora. Mas só se você confirmar que vai trazer ela. Decida rápido.
Desliguei o telefone e sentei no meio-fio, cabeça baixa.
Minha mãe no hospital, chorando, precisando de mim.
Edna, destruída, implorando para eu não a usar mais.
E eu, no meio. Com 19 anos. Segurando a vida de duas mulheres nas mãos.
Olhei pro celular. A mensagem do Ricardo chegou: “R$ 5.000,00 enviados.”
Fechei os olhos com força.
E respondi:
— Vou levar ela.
O carro cortava a noite do Rio como uma lâmina. Edna estava sentada no banco do passageiro, maquiada de forma exagerada — batom vermelho forte, sombra escura, blush que tentava esconder o cansaço e o medo. Usava um vestido preto curto e justo que Aline havia escolhido, daqueles que mal cobriam as coxas e marcavam cada curva do corpo dela. O decote era profundo, os seios fartos quase saltando. Ela parecia uma boneca quebrada que alguém tentou consertar com maquiagem cara.
Eu não conseguia olhar para ela.
Minhas mãos apertavam o volante com força. O GPS indicava mais dez minutos até o Edifício Horizontes. O silêncio era tão denso que chegava a doer.
— Professora… — murmurei finalmente, voz baixa, quase engolida pelo barulho do motor. — Quando chegarmos, finja que passa mal no meio da noite. Eu tento tirar você mais cedo.
Edna não respondeu.
Apenas uma lágrima solitária escorreu pelo rosto dela, descendo devagar pela maquiagem, deixando um rastro fino. Ela continuou olhando pela janela, como se o mundo lá fora fosse menos doloroso que o de dentro do carro.
Eu me senti um monstro.
Chegamos à cobertura do Edifício Horizontes às 23h10. O elevador privativo subiu em silêncio. Quando as portas se abriram, o luxo me acertou como um tapa: móveis modernos, luzes baixas, vista panorâmica da cidade.
Aline já estava lá.
Linda e fria, usando um vestido vermelho colado ao corpo, cabelo cacheado solto, maquiagem impecável. Parecia uma rainha controlando o tabuleiro.
Ao lado dela, sentada no sofá com as pernas cruzadas, estava Tamires.
Uma aluna da minha própria sala. 18 anos. Cabelo castanho longo, corpo delicado, rosto inocente que eu via todos os dias na aula. Agora estava maquiada de forma vulgar, com um vestido curto demais, decote exagerado, parecendo uma versão barata e apavorada de si mesma. Os olhos dela estavam vermelhos. Ela me reconheceu imediatamente e baixou o olhar, envergonhada.
Aline sorriu ao nos ver, um sorriso que não chegava aos olhos.
— Chegaram. Os clientes já estão no quarto principal. São quatro. Homens importantes. Querem Edna e Tamires juntas. você vai supervisionar.
Nada de besteira. Gravem tudo. Ricardo quer material.
Eu senti o estômago revirar.
Tamires. Uma menina que sentava três carteiras atrás de mim. Que me pedia ajuda com matéria às vezes. Agora ali, vestida como puta, tremendo, prestes a ser entregue para quatro desconhecidos.
Edna olhou para Tamires, depois para mim. O desespero no rosto dela era palpável. Ela parecia à beira de um colapso.
Aline fez um gesto com a cabeça em direção ao corredor.
— Vamos. Eles estão esperando.
Caminhamos em silêncio. Meus passos pareciam pesados. Edna andava como se cada movimento doesse. Tamires ia atrás, cabeça baixa, abraçando o próprio corpo.
Paramos em frente à porta do quarto principal.
Aline abriu devagar.
Lá dentro, quatro homens de meia-idade, bem vestidos, com taças de whisky na mão, esperavam sentados em sofás de couro. Um deles, calvo e com barriga proeminente, sorriu ao ver Edna.
— Finalmente… a famosa professora de Artes. Ouvi dizer que você é bem obediente.
Edna parou na porta, o corpo inteiro tremendo. Tamires ficou atrás dela, quase escondida.
Eu fiquei parado na porta, como Ricardo havia ordenado. Supervisionando.
E pela primeira vez, senti que estava realmente vendo o fundo do poço.
Tamires foi a primeira.
Um dos homens, de cabelo grisalho e relógio caro, apontou para ela:
— Tira tudo. Devagar.
Tamires tremia. Com as mãos inseguras, tirou o vestido curto, ficando só de calcinha e sutiã. O corpo dela era jovem, delicado, ainda com traços de menina: seios médios, cintura fina, mas com uma bunda bem grande, cheinha, redonda — o tipo que chamava atenção mesmo ela sendo magra. Ela tirou o sutiã e a calcinha, cobrindo os seios com um braço, a outra mão na frente da bucetinha depilada. Estava apavorada.
Edna, ao lado, parecia uma boneca quebrada. Sem que ninguém mandasse, ela tirou o vestido preto sozinha, como um robô programado. Sem expressão. Sem resistência. Ficou nua, seios grandes um pouco caídos, corpo maduro, marcas recentes de mãos na bunda. Olhos vazios.
Um dos homens riu baixo:
— Olha só… uma novinha e uma professora madura. Hoje vai ser bom.
Eles mandaram as duas ficarem de quatro, uma de costas pra outra, no tapete macio. Tamires e Edna ajoelharam, bundas empinadas, rostos virados para os homens.
Os quatro se levantaram, tiraram as calças. Os paus variavam: pequenos a médios. O maior devia ter uns 17cm, grosso, de um homem careca que parecia ser o líder.
Eles começaram colocando os paus na boca das duas.
Edna chupava roboticamente, mas com habilidade de quem já tinha feito aquilo muitas vezes. Sugava, lambia, engolia até a metade, sem gemer alto, só uns sons abafados. Como uma profissional exausta.
Tamires mal sabia o que fazer. Engasgava toda hora, olhos lacrimejando, saliva escorrendo pelo queixo. O pau entrava pouco e ela já tossia, rosto vermelho de vergonha e medo.
O líder, com o pau de 17cm, segurou o cabelo de Tamires e enfiou mais fundo. Ela engasgou forte, lágrimas escorrendo.
— Calma, novinha… vai aprender hoje.
Ele mandou Edna ficar de quatro no sofá. Os três outros homens formaram uma fila atrás dela. Colocaram camisinha e começaram a foder ela, um atrás do outro, revezando. Edna gemia baixo, quase sem força, corpo balançando a cada estocada. A bunda grande tremia. Eles metiam sem piedade, um atrás do outro, trocando de buraco.
Enquanto isso, o líder colocou Tamires deitada na cama, seios pra cima. Chupou os bicos dela por um tempo, passando a mão na bucetinha virgem. Depois abriu as pernas dela e esfregou o pau grosso na entradinha.
— Você é virgem mesmo? — perguntou ele, rindo de canto.
Tamires acenou com a cabeça, tremendo.
— Hoje vai perder isso, garota.
Ele meteu devagar, sem camisinha. Tamires deu um gritinho tímido, apertando os lençóis. Ele foi enfiando pouco a pouco, abrindo ela. Tamires gemia alto, uma mistura de dor e algo que começava a virar prazer contra a vontade dela.
Eu estava parado na porta, assistindo tudo.
Meu pau estava duro dentro da calça. Duro pra caralho. E isso me fez questionar tudo. Eu estava ali, vendo uma aluna da minha sala sendo deflorada e uma professora sendo usada como puta, e meu corpo reagia. Senti nojo de mim mesmo.
Um dos homens, o de cabelo grisalho, se aproximou de mim enquanto os outros continuavam fodendo as duas. Ele olhou para o volume na minha calça e sorriu.
— E aí, garoto? Tá gostando do show? O homem de cabelo grisalho sorriu ao ver o volume na minha calça.
— Dizem por ai que você tem um pau grande.
Eu fiquei parado por um segundo, sentindo o peso de todos os olhares. Depois respondi, voz rouca:
— Dizem que sim.
Ele riu, apontando para o centro do quarto.
— Então fica pelado e vem participar. Quero ver você fodendo a sua professora pra gente.
O quarto ficou em silêncio por um instante. Eu não queria. Mas recusar não era uma opção. Não ali. Não com Ricardo esperando um relatório.
Tirei a camisa, depois a calça, ficando completamente nu. Meu pau estava duro, pesado, latejando. Os quatro homens arregalaram os olhos.
— Porra, rapaz… — murmurou um deles. — Vem foder a sua professora pra gente ver.
Edna estava de quatro no sofá, já exausta, gozo escorrendo da buceta e do cu, o corpo tremendo. Ela me olhou por cima do ombro, olhos vermelhos, suplicantes.
Eu me aproximei. Segurei a cintura dela com cuidado no começo, passando a cabeça do pau na entrada da buceta. Ela estava molhada, inchada, destruída.
— Vai com calma… — sussurrei só pra ela.
Meti devagar, tentando dar algum prazer no meio daquilo tudo. Edna soltou um gemido baixo, misturado de dor e exaustão. Eu comecei a meter com ritmo controlado, segurando a bunda dela, tentando ser menos bruto.
Os homens reclamaram imediatamente:
— Vai forte, garoto! Não é pra namorar!
— Mete nessa professora vadia!
Eu cerrei os dentes. Edna estava no limite. O corpo dela mal aguentava.
— Ela não está aguentando mais… — falei, voz rouca.
Um dos homens, que tinha acabado de gozar dentro de Tamires, se aproximou, limpando o pau.
— Vem aqui então. Já acabei com a novinha.
Tamires estava deitada na cama, pernas abertas, gozo escorrendo, gemendo baixinho, quase desmaiada.
Edna segurou minha mão com força, olhos desesperados.
— Não pode vir em mim de novo… eu aguento… deixa a menina…
Eu sabia que ela não aguentava. Mas os homens riram.
— Não, a gente quer na menina agora. Mete nela. Forte.
Eu me afastei de Edna e fui pra Tamires. Ela me olhou com medo, olhos marejados.
— Matheus… por favor… — sussurrou ela.
Os homens queriam espetáculo. Eu segurei as pernas dela, abri bem e meti com violência, como eles pediam. Tamires gritou, gemendo alto, corpo arqueando. Eu tentava ser menos bruto, beijando o pescoço dela, tentando dar algum carinho no meio daquela selvageria, mas eles não deixavam.
— Mete mais forte! Arromba essa novinha!
Tamires chorava e gemia ao mesmo tempo. Eu metia fundo, sentindo culpa e tesão misturados de forma doentia.
Foi quando a porta se abriu.
Aline entrou.
Linda, fria, usando o vestido vermelho. Olhou a cena sem surpresa.
— Como estão as putas? — perguntou ela.
Um dos homens respondeu, ainda metendo em Edna:
— Essas duas não aguentam porra nenhuma. O menino tá mandando bem, mas as vadia tão moles.
Aline riu, cruzando os braços.
— Podem forçar. Elas aguentam.
Aquilo me deu um ódio profundo. Olhei para Aline e falei, voz carregada:
— Aquela ali aguenta — apontei para ela. — A professora Aline.
Aline me olhou com puro ódio. Os homens riram alto.
— Vem, Aline! Queremos ver!
Aline recusou no começo:
— Hoje eu não estou aqui pra isso.
Mas o líder, o de pau maior, falou firme:
— Então não é pacote completo. Se você não participa, o acordo cai.
Aline ficou em silêncio por alguns segundos, fuzilando-me com o olhar. Depois, com raiva, tirou o vestido vermelho. O corpo mestiço era lindo pra caralho — pele dourada, seios firmes, bunda grande e empinada, cintura marcada.
Eu me posicionei atrás dela, pau latejando, duro como pedra. Segurei a cintura dela com força, quase com raiva, e esfreguei a cabeça grossa na buceta dela.
— Vamos ver se você aguenta — rosnei baixo, só pra ela ouvir.
Empurrei com violência. Entrei de uma vez, quase todo, abrindo ela sem piedade. Aline soltou um gemido abafado, apertando os dentes, mas não gritou. Eu comecei a meter forte, socando fundo, as coxas batendo na bunda dela com força.
— Isso, garoto! Mete nessa vadia! — gritou um dos homens, rindo.
Eu acelerei, segurando a cintura dela com as duas mãos, metendo como se quisesse machucar. Cada estocada era bruta, profunda, sem ritmo, só força. Aline tentava se segurar na beira da cama, mas o corpo dela balançava violentamente. Os seios sacudiam pra frente e pra trás.
— Porra… que delícia… — murmurou outro homem. — Olha como o novato tá arrebentando ela!
Eu metia cada vez mais forte, o pau entrando até o talo, saindo quase todo e voltando com força. A buceta de Aline estava molhada, mas apertada de raiva e resistência. Eu queria vingança. Por Edna. Por Tamires. Por tudo.
Edna, ainda de quatro no sofá, exausta, gozo escorrendo dela, levantou o rosto e olhou pra mim. Mesmo acabada, com os olhos vermelhos, ela sussurrou:
— Vai, Matheus… mete nela… acaba com essa vadia…
Isso me deu mais raiva e tesão ao mesmo tempo. Segurei o cabelo cacheado de Aline, puxei pra trás como rédea e comecei a socar com tudo. Aline gemia alto agora, voz rouca, tentando segurar os gritos.
— Isso… assim… arromba ela! — incentivavam os homens.
Depois de uns minutos arrebentando a buceta dela, eu tirei o pau, cuspi na mão e passei no cu de Aline.
— Não… aí não… — ela tentou resistir, voz falhando.
Não dei ouvidos. Segurei a bunda dela aberta e empurrei a cabeça grossa no cuzinho. Aline soltou um grito abafado quando eu forcei a entrada. Entrei devagar no começo, mas depois meti com força, abrindo o cu dela sem piedade.
— Aaaahhh! Porra… tá doendo! — gritou ela, cravando as unhas no lençol.
Eu comecei a meter no cu dela com brutalidade. Cada estocada era para machucar. Fundo, forte, sem parar. A bunda dela tremia a cada impacto. Os homens aplaudiam, rindo.
— Olha o novato destruindo o cu dela! Isso aí, garoto!
Aline gemia alto, voz rouca de dor, mas o corpo dela traía — a buceta pingava, escorrendo no chão. Eu metia sem parar, segurando o cabelo dela, puxando pra trás, socando o cu com raiva acumulada.
Edna, ainda no sofá, olhava a cena com uma expressão quase vingativa, mesmo exausta:
— Mete mais… acaba com ela… como eles fizeram comigo…
Eu acelerei ainda mais. O cu de Aline estava aberto, vermelho, meu pau entrando e saindo com força bruta. Ela mal conseguia se sustentar. O corpo tremia inteiro. Eu sentia ela apertando, resistindo, mas eu não parava.
Depois de longos minutos arrebentando o cu dela, eu gozei fundo, enchendo tudo, gemendo alto. Aline soltou um grito longo, gozando também apesar da dor, o corpo convulsionando.
Quando tirei o pau, o cu dela ficou piscando, aberto, gozo escorrendo. Aline desabou na cama, ofegante, pernas tremendo. Mal conseguia se mexer. Os olhos dela, quando me olharam, estavam cheios de ódio puro, vingativo.
Os homens aplaudiram, rindo.
— Porra, novato… você destruiu ela!
Aline tentou se levantar, mas as pernas falharam. Ela caiu de joelhos, respirando pesado, olhando pra mim com ódio mortal.
Eu fiquei ali, pau ainda duro, gozo escorrendo, sentindo o peso de tudo que tinha feito.
E pela primeira vez, entendi que não havia mais volta.