Alguém aí bota fé no “toque-de-rola”? Eu boto! Maioria das vezes dá certo, pinta sintonia... Os gestos, mais discretos que sejam, podem ser mais eloquentes que discursos verbais enormes.
Manhã dessa, estava eu me deslocando pelo corredor quase deserto da universidade em que sou assessor, em direção a uma pequena sala, onde iria me instalar isoladamente do barulho, para elaborar um relatório chato – quando passei por um rapaz lindo, de seus vinte anos, sentado num banco, olhos aparentemente enfiados no celular.
Lindas coxas brancas exuberantes na bermuda folgada, entreabertas, apresentando auspicioso volume que denunciava certa excitação. De longe já percebi e minha própria pica se manifestou, estufando minha calça jeans apertada, pressionando o fio-dental que eu usava.
Ao me aproximar, toquei discretamente na minha rola, mudando-a ligeiramente de posição; passando pela frente daquela imagem de luxúria masculina, sua mão, como teleguiada pelo meu gesto, também fez seu toque-de-rola, arrumando o pacote sob a bermuda.
Reforçando o interesse, cravei os olhos sobre sua vara e renovei o meu próprio toque, seguindo adiante na minha caminhada. Os venenos libidinosos haviam sido lançados, as faíscas disseminadas. Se nada mais rolasse, já era o suficiente para fazer sentir aquela sensação boa de sangue agitado...
Rolou, entretanto. Segundos depois de fechar a porta da saleta atrás de mim, ouvi um discreto toque na madeira. Abri e o deus grego entrou em silêncio. Girei a chave, e ali mesmo, contra a porta fechada, sem que fosse preciso qualquer palavra, avancei suavemente sobre o corpo do garoto, catando seus lábios e sentindo o fervor de sua língua em guerra com a minha.
Nossos paus rígidos se roçavam, nossos corpos se esfregavam, enquanto nos beijávamos e nossas mãos vadiavam pelos recíprocos corpos. Mostrando explicitamente o que desejava, desci minha mão por dentro da bermuda e catei a rola duraça para fora, ela mostrando-se palpitante e voltada para cima.
Com uma rapidez e habilidade natas, desatou meu cinto e em segundos minha calça estava nos meus joelhos, a tanga vermelha inflada de minha pica e o fio enfiado no meu entre-nádegas. Senti-lhe a mão enfiar-se em conflito com o fio e os dedos penetrarem meu cu, que já piscava terrivelmente.
Larguei sua boca e fui me agachando suavemente, até que aquela tora torta para cima enveredasse pela minha boca e eu sentisse o gosto alucinante de pica babando de tesão. Suguei com vontade, enquanto suas mãos agora pressionavam minha nuca a engolir todo seu falo – senti-o roçar minha garganta.
Ao reconhecer o líquido salgadinho do prenúncio, levantei-me, beijei-o novamente e fui lhe dando as costas. Ele abraçou-me firmemente por trás e a dureza de seu mastro buscou o caminho de me penetrar. Até que achou. E encaixou-se deliciosamente. Gemi com prazer por receber sua rola; gemeu com prazer por enfiá-la toda e com gosto dentro do meu cu.
Suas estocadas delicadas, cadenciadas, sua boca em minha nuca, a sussurrar obscenidades, elogios rasteiros e originais a minha bunda macia, ao meu cuzinho apertado, ao meu rebolado de cadela vadia, e eu somente ganindo como uma catraia entregue à tarefa de proporcionar o máximo prazer ao macho que me comia.
Uma pressão mais forte, uma rola pulsando dentro de mim e a explosão líquida, sonorizada por um gemido longo e grave junto ao meu ouvido. Cada jato se deslizando pelas minhas entranhas fazia-me viajar a todos os céus do prazer. Gozado, trêmulo e agitado, retirou-se silentemente de mim, sua seiva escorrendo aos borbotões por entre minhas coxas, e o cheiro de sexo inundando o ambiente.
O rapaz virou-me novamente de frente para ele, agarrou meu pau com sua mão macia e passou a punhetá-lo, enquanto me beijava. Depois repetiu meu ritual: abandonou minha boca e sua boca desceu até minha pica, tomando-a aos poucos, primeiro passando a língua sobre e ao redor da cabecinha, depois engolindo-a e chupando-a, numa cadência enlouquecedora.
Em segundos, minha rola atingiu o máximo de dureza e a insistência de sua língua a acariciá-la fez com que em segundos eu sentisse toda a força da energia prazerosa que se reunia em mim se encaminhar para uma detonação composta de jorros impetuosos, que se arrojavam diretamente na garganta do rapaz.
Após a última golfada, ele voltou a minha boca, com toda a intensidade do sabor do meu mel e nossas línguas mais ainda se beijaram, misturando nossos gostos. Nossos corpos, de tão forte nosso abraço, pareciam querer se fundirem num só, depois de terem se fodido. O calor de nossas peles nos incendiava, pedindo mais carícia, mais gozos. Mas esses mesmos corpos reconheciam o final daquele momento mágico.
Em silêncio, sorrisos estampados nos rostos, saímos dos braços um do outro, ele recolheu a bermuda, arrumou-se de forma breve, enquanto eu girava a chave e nossas bocas ainda se experimentavam uma última vez. Ele se foi, e ainda sentindo pinicões na pele gozada, recompus-me, limpei como pude o chão e respirei forte, a vontade maior do mundo de pular e gritar insanamente...
E de nenhuma palavra racional fez-se esse encontro. Não sei seu nome nem se o verei de novo. Ele também não. Nossos corpos, nossos toques-de-rola foram o bastante para recebermos a visita da plena felicidade daquele momento. Sem palavras...
