Eu estava exausta depois de um dia longo. O sofá da sala estava quente do sol da tarde que entrara pela janela, e eu tinha adormecido de bruços, vestindo apenas uma camisola fina de algodão que mal cobria minhas coxas. Meu namorado havia prometido vir mais tarde, mas o cansaço me venceu. Não ouvi passos. Não senti o perigo.
Acordei devagar, com uma sensação estranha nos pulsos. Algo macio, mas firme, prendia meus braços atrás das costas. Tentei me mexer e percebi que minhas pernas também estavam amarradas, os tornozelos juntos, forçando meu corpo a arquear levemente. Um pano escuro e sedoso cobria meus olhos. O coração acelerou.
— Amor...? — murmurei, ainda grogue, a voz rouca de sono.
Não houve resposta verbal. Apenas um dedo quente traçando a curva da minha coluna, descendo devagar pela camisola até a barra. Arrepios explodiram pela minha pele. O toque era leve, quase reverente, mas possessivo. Eu sorri, ainda confusa. Meu namorado adorava essas brincadeiras surpresa. Deve ter entrado em silêncio.
— Você me assustou... — sussurrei, já sentindo o calor subir entre as pernas.
O dedo virou mão inteira, grande e quente, apertando minha bunda por baixo da camisola. Um gemido escapou dos meus lábios quando senti a palma subir, puxando o tecido para cima e expondo minha calcinha. O ar frio bateu na pele quente. Então veio a boca — lábios macios, úmidos, beijando a parte de trás da minha coxa, subindo devagar, lambendo com a ponta da língua.
Meu corpo reagiu instantaneamente. Eu puxei as amarras, mas elas eram firmes. A excitação misturava-se ao medo gostoso de estar completamente à mercê. A boca chegou à minha calcinha, mordiscando o tecido sobre o meu sexo já úmido. Senti o cheiro da minha própria excitação no ar.
— Por favor... — pedi, empinando o quadril sem querer.
Dedos hábeis puxaram a calcinha para o lado. Uma língua quente, lenta e experiente deslizou entre meus lábios molhados, encontrando meu clitóris inchado com precisão. Circulou devagar, pressionando, depois sugou com força. Eu gritei, o corpo se contorcendo contra as amarras. O prazer era intenso, quase demais. Aquela língua conhecia exatamente como me tocar — lambidas longas, depois curtas e rápidas, dois dedos grossos entrando em mim devagar enquanto a boca não parava.
Gozei pela primeira vez com violência, os músculos internos apertando aqueles dedos invasores, meus gemidos abafados contra a almofada do sofá. Mas não parou. A boca continuou, mais faminta agora, bebendo meu gozo enquanto os dedos me fodiam mais fundo, curvando-se para acertar aquele ponto que me fazia ver estrelas mesmo de olhos vendados.
— Amor... você tá tão bom hoje... — gemi, a voz trêmula.
A segunda onda veio mais rápido. A pessoa atrás de mim (eu ainda achava que era ele) virou meu corpo de lado, mantendo minhas pernas amarradas, e atacou meu clitóris com sucção forte enquanto enfiava três dedos. Eu tremia, suando, a camisola colada nos seios. Meus mamilos estavam duros, roçando no tecido. Gozei novamente, mais forte, jorrando um pouco, encharcando a mão e o sofá.
O terceiro orgasmo veio com a boca no meu seio. A camisola foi rasgada na frente. Lábios quentes sugaram um mamilo com força, dentes roçando, enquanto a mão voltava entre minhas pernas, esfregando meu clitóris inchado e sensível. Eu choramingava, implorando para parar e para não parar ao mesmo tempo. O prazer era quase doloroso de tão intenso. Gozei pela terceira vez soluçando, o corpo inteiro convulsionando.
Foi então que senti o pano sendo desamarrado dos meus olhos.
Pisquei, a visão embaçada de lágrimas de prazer. E congelei.
Não era meu namorado.
Era ela. Minha mãe adotiva. A mulher que me criou desde os doze anos, agora com os lábios brilhando do meu gozo, os olhos escuros fixos nos meus com uma fome que eu nunca tinha visto. Seus dedos ainda dentro de mim, movendo-se devagar, prolongando as contrações.
— M-mãe...? — minha voz saiu um sussurro quebrado, horrorizada.
Tentei me afastar, mas as amarras me mantinham aberta, exposta, vulnerável. Meu corpo ainda tremia com os resquícios do último orgasmo, traindo minha mente.
Ela tirou os dedos lentamente, levando-os à boca e lambendo meu gosto com um gemido baixo.
— Shhh, minha linda... — murmurou, a voz rouca, maternal e ao mesmo tempo carregada de desejo. — Eu te observei por tanto tempo. Dormindo aqui, tão inocente, tão molhada nos sonhos. Você merece ser tocada por quem realmente te ama. Não por aquele garoto.
Eu tremia, lágrimas escorrendo. O choque misturava-se ao calor ainda pulsando entre minhas pernas.
— Isso é errado... você é minha mãe...
Ela se inclinou, beijando minha barriga com ternura, subindo até meus seios, depois meu pescoço. Seu corpo quente pressionava o meu.
— Eu te criei. Te alimentei. Te protegi. Eu te amo mais do que qualquer um jamais amará. E seu corpo... olha como ele responde a mim. Três orgasmos, filha. Seu corpo já sabe o que sua cabeça ainda nega. Eu posso te dar tudo. Segurança, prazer, amor incondicional. Deixa eu cuidar de você de verdade.
Seus dedos voltaram ao meu clitóris, circulando devagar. Eu gemi contra a vontade, ainda sensível.
— Eu... eu não posso...
— Pode sim. Rendição é liberdade, meu amor. Deixa a mamãe te amar como ninguém mais pode.
Seu beijo veio então — profundo, possessivo, cheio de anos de desejo reprimido. E eu, exausta, amarrada, ainda pulsando de prazer, senti minha resistência ruir.
Com um soluço baixo, abri a boca para ela, entregando-me.
Minha mãe adotiva sorriu contra meus lábios, sabendo que tinha vencido. E eu, pela primeira vez, me permiti sentir o quanto aquilo era certo para o meu corpo traidor.