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A armadilha de Benício

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Um conto erótico de Thiago P.
Categoria: Gay
Contém 2481 palavras
Data: 29/06/2026 14:19:35

O café da tarde na Fundação era o único momento em que os ponteiros do relógio pareciam desacelerar. Para Benício, era o momento de armar a teia.

​Benício era miúdo, de pele clara que denunciava qualquer lampejo de vergonha com um tom rosado nas bochechas, e uma delicadeza nos gestos que fazia as pessoas subestimarem sua persistência. Há três semanas, seu foco tinha nome, sobrenome e dois metros de uma presença magnética: Otávio, o novo coordenador administrativo. Um negão de ombros largos, voz que reverberava no peito e uma postura de quem estava acostumado a comandar qualquer sala onde entrasse.

​Benício o queria. Mas sabendo da própria timidez, e lendo o orgulho natural na postura de Otávio, entendeu que a única forma de tê-lo seria fazendo Otávio acreditar que a caça era dele.

​O cerco começou geográfico. Benício descobriu que Otávio tomava café pontualmente às quatro da tarde. Quinze minutos antes, Benício já estava lá, sentado na mesa de canto, com um bloco de desenho e um lápis 4B esquecido entre os dedos. Não olhava para a porta. Esperava o som dos passos pesados, o cheiro de loção de barbear amadeirada que anunciava a chegada do outro.

​No terceiro dia, o primeiro laço da armadilha foi tensionado. Otávio pegou sua xícara e, ao girar o corpo para procurar um lugar, encontrou Benício olhando fixamente para ele. Não era um olhar de desafio; era um olhar de admiração quase infantil, desarmado. No segundo em que os olhos escuros de Otávio o flagraram, Benício sentiu o rosto arder. Sustentou o contato por um segundo crucial — o tempo de um suspiro — e desviou o rosto rapidamente para o bloco de papel, baixando a cabeça e mordendo o lábio inferior, como se tivesse sido pego cometendo um crime delicioso.

​Pelo canto do olho, Benício viu o peito de Otávio inflar de leve. O homem deu dois passos em sua direção, mas hesitou e sentou-se na mesa vizinha. O controle ainda estava com Otávio, ou assim ele pensava.

​Na semana seguinte, Benício refinou a tática: a vulnerabilidade encomendada.

​A fotocopiadora da sala dos professores era um monstro antigo que vivia travando. Benício esperou ver a silhueta de Otávio cruzar o corredor de vidro para iniciar o teatro. Apertou três botões errados de propósito, fazendo a máquina apitar um bipe agudo de erro, e soltou um suspiro frustrado, audível o bastante. Ficou ali, paralisado diante do painel, parecendo a criatura mais indefesa do mundo diante da tecnologia.

​— Problemas aí, professor? — a voz de Otávio flutuou acima dele, grave, densa.

​Benício deu um leve sobressalto, encolhendo os ombros como uma corça assustada. Olhou para cima, os cílios longos batendo devagar, fazendo-se parecer ainda menor diante da estatura do outro.

​— Eu... eu sou um desastre com isso — sussurrou Benício, a voz quase sumindo, enquanto dava um passo para trás, cedendo o espaço físico inteiramente para Otávio. — Ela simplesmente travou e não quer me devolver as folhas.

​Otávio deu um sorriso de canto, aquele sorriso de quem sabe que tem a força e a solução.

​— Deixa comigo. Essas máquinas precisam de um trato firme — disse Otávio, aproximando-se.

​Ao abrir a tampa lateral, o braço forte e escuro de Otávio roçou de leve no ombro de Benício. Um toque acidental, mas que fez a respiração de Benício travar por um segundo. Benício não recuou. Ficou ali, mantendo o corpo ligeiramente inclinado na direção de Otávio, numa postura de pura submissão e expectativa.

​— Pronto. O papel estava engatado no rolo — Otávio puxou a folha com uma facilidade quase teatral e entregou a Benício, olhando-o de cima. — Mais alguma coisa que eu possa resolver para você?

​Benício pegou o papel, cuidando para que as pontas de seus dedos frios tocassem a pele quente da mão de Otávio por um milésimo de segundo a mais. Olhou para o homem com os olhos brilhando em uma gratidão exagerada, quase devota.

​— Não... você salvou meu dia, Otávio. Obrigado. Eu realmente não saberia o que fazer.

​O uso do nome próprio, dito naquele tom suave e quase reverente, agiu como um comando silencioso. Otávio endireitou a postura, sentindo-se o senhor da situação. O controle era dele. O poder era dele. O homem tímido e delicado diante dele estava entregue.

​— Quando precisar de ajuda com qualquer coisa pesada por aqui, Benício... é só me chamar. Eu cuido disso — Otávio disse, a voz descendo um oitavo, os olhos fixos nos lábios de Benício.

​— Vou lembrar disso — Benício respondeu, baixando os olhos com um sorriso tímido, antes de dar as costas e caminhar devagar pelo corredor.

​Enquanto se afastava, Benício sentia o peso do olhar de Otávio queimando em suas costas, seguindo cada movimento de seus quadris. Sorriu para a parede. A armadilha estava aberta, e o predador achava que estava caçando.

O plano avançava no ritmo das sombras. Nas duas semanas seguintes, Benício não forçou nenhum encontro, mas garantiu que sua presença fosse um sussurro constante na mente de Otávio. Ele dominava a arte de se fazer notar pela ausência: às vezes deixava de ir ao café às quatro horas, apenas para ver, no dia seguinte, o alívio e a fome no olhar de Otávio quando finalmente reaparecia.

​A oportunidade perfeita para o xeque-mate surgiu em uma sexta-feira chuvosa, no final do expediente da Fundação. O prédio estava quase vazio. Um silêncio denso, quebrado apenas pelo som da água batendo nas janelas de vidro, engoliu os corredores.

​Benício estava na sala de desenho. As luzes principais estavam apagadas; apenas a luminária de mesa articulada iluminava a tela onde ele misturava tons de tinta a óleo. Ele sabia que Otávio faria a ronda de fechamento do bloco administrativo.

​Quando os passos firmes ecoaram no corredor, Benício não se mexeu. Continuou com o pincel firme, mas sua respiração acelerou.

​A silhueta massiva de Otávio emoldurou a porta aberta. Ele já estava sem o paletó, com as mangas da camisa social branca dobradas até os antebraços robustos, contrastando intensamente com a pele escura.

​— Ainda aqui, Benício? — a voz de Otávio ecoou, mais baixa do que o normal, adaptando-se à penumbra da sala.

​Benício fingiu um leve susto. O pincel borrou de leve a borda da tela. Ele olhou para trás, a luz da luminária recortando seu perfil delicado, deixando os olhos ligeiramente brilhantes.

​— Ah... Otávio. Desculpe. Eu me perdi no tempo com a mistura das cores — Benício disse, a voz mansa, quase um sussurro que convidava o outro a se aproximar para ouvir. — Já estou limpando tudo.

​Otávio não recuou. Deu passos lentos para dentro da sala, a presença dele parecendo diminuir o oxigênio do ambiente. Ele parou logo atrás de Benício, cruzando os braços. O calor que emanava do corpo dele era palpável.

​— O que você está pintando? — Otávio perguntou, inclinando-se ligeiramente para ver a tela. O cheiro de chuva misturado à loção amadeirada dele envolveu Benício como uma névoa.

​— É um estudo de contrastes — Benício respondeu, mantendo a voz trêmula na medida exata para parecer vulnerável, embora seu coração estivesse sob controle absoluto. — Luz e sombra. Como a escuridão faz a luz parecer mais forte... e como a luz se entrega para a sombra.

​Benício virou o rosto para cima, lentamente. Pela proximidade, seus lábios ficaram a poucos centímetros do peito de Otávio. A diferença de tamanho entre os dois era desenhada perfeitamente pela luz da mesa.

​Otávio desceu o olhar para Benício. Havia uma intensidade nova ali, uma urgência que ele vinha reprimindo há semanas. O controle que ele achava que tinha sobre o homem tímido estava prestes a se transformar em posse — ou assim ele acreditava.

​— Você é muito observador, Benício — Otávio disse, a voz descendo para um tom rouco, quase um comando. — E muito silencioso. Às vezes acho que você está me estudando.

​Benício engoliu em seco, um movimento sutil que chamou a atenção de Otávio para seu pescoço claro. Ele baixou os olhos, os cílios tremendo de leve, encostando as costas na borda da mesa de desenho, encurralando-se de propósito.

​— Eu... eu não queria ser inconveniente — sussurrou Benício, as mãos compridas e sujas de tinta segurando o pano com força contra o próprio corpo. — É que você... você ocupa muito espaço, Otávio. É difícil não olhar.

​Aquela confissão, dita com uma timidez que parecia dolorosa, quebrou a última barreira de Otávio. O ego e o desejo do homem explodiram.

​Otávio deu o passo final. Ele descruzou os braços e apoiou as duas mãos espalmadas na mesa de desenho, uma de cada lado do corpo de Benício, prendendo-o naquele espaço milimétrico. A camisa branca de Otávio quase roçava no peito de Benício. Ele olhou de cima, com o queixo erguido, sentindo-se o predador absoluto que finalmente encurralou a presa.

​— E o que acontece quando eu decido ocupar o seu espaço, Benício? — Otávio desafiou, a respiração quente batendo no rosto do outro.

​Benício respirou fundo, permitindo que seus ombros subissem e descessem devagar. Ele não tentou fugir. Em vez disso, inclinou a cabeça ligeiramente para trás, expondo a linha do pescoço, e olhou nos olhos de Otávio com uma entrega absoluta, os olhos marejados de uma expectativa submissa.

​— Acho que eu não teria como te impedir... mesmo se quisesse — Benício sussurrou, a voz morrendo nos lábios.

​Otávio sorriu, um sorriso carregado de triunfo e posse. Ele estendeu uma das mãos grandes e escuras, tocando o queixo de Benício com os dedos firmes, forçando-o a olhar diretamente para ele enquanto iniciava uma aproximação lenta, ditando o ritmo, saboreando cada segundo daquela rendição.

​Preso entre a mesa e o corpo monumental de Otávio, Benício relaxou os músculos. Sob o disfarce da timidez, ele assistia, em silêncio, o homem cair exatamente onde ele havia planejado.

A sala de desenho estava mergulhada na penumbra, o som da chuva forte contra as janelas misturando-se ao ritmo acelerado das respirações. Otávio, com o corpo imenso dominando o espaço, segurou o queixo de Benício com firmeza, inclinando o rosto delicado para cima. Seus olhos escuros ardiam de desejo acumulado.

— De joelhos — ordenou Otávio, a voz rouca e grave ecoando baixa.

Benício obedeceu imediatamente, os joelhos tocando o chão frio enquanto suas mãos tremiam de excitação contida. Ele abriu o cinto de Otávio com dedos ágeis, puxando a calça e a cueca para baixo. O pau do homem saltou pesado, grosso como o pulso de Benício, veias salientes pulsando ao longo de quase vinte e cinco centímetros de carne escura e quente. A cabeça larga brilhava com pré-gozo, o cheiro almiscarado e viril enchendo as narinas de Benício.

Sem hesitar, Benício abriu a boca o máximo que conseguiu e engoliu a cabeça grossa. O gosto salgado e forte invadiu sua língua. Otávio grunhiu, segurando a cabeça dele com as duas mãos grandes, e empurrou devagar no início, depois com mais força. Benício sentiu a garganta se abrindo à força, o pau invadindo fundo, esticando seus lábios até doerem. Lágrimas escorreram pelos seus olhos enquanto Otávio fodia sua boca com estocadas profundas e ritmadas, os ovos pesados batendo contra o queixo dele.

— Isso... engole tudo, caralho — rosnou Otávio, os quadris avançando.

O pau entrava até o fundo da garganta de Benício, fazendo-o engasgar e babar copiosamente. Saliva escorria pelo queixo, pingando no chão, misturada com o pré-gozo que vazava sem parar. Otávio acelerou, segurando a cabeça dele preso, fodendo sua boca sem piedade. Os sons molhados e obscenos enchiam a sala — gluck, gluck, gluck — enquanto Benício sentia a mandíbula latejar, os lábios inchados e vermelhos, a garganta destruída pelo tamanho monstruoso. Ele gemia ao redor do pau, vibrando, os olhos marejados olhando para cima em total entrega.

Otávio puxou o pau para fora com um pop molhado, fios grossos de saliva ligando a boca arruinada de Benício à cabeça brilhante. O rosto do rapaz estava vermelho, lágrimas escorrendo, lábios inchados e brilhantes.

— Levanta e vira — mandou Otávio, virando Benício contra a mesa de desenho.

Benício apoiou os braços na mesa, empinando o rabo pequeno e redondo. Otávio cuspiu na mão, espalhando saliva generosamente, e pressionou um dedo grosso contra a entrada rosada. Benício soltou um gemido agudo quando o dedo entrou, quente e invasivo, abrindo caminho. Logo veio o segundo, depois o terceiro, esticando as paredes macias do cu. Otávio girava e abria os dedos, fodendo fundo, tocando bem no fundo do cu de Benício, fazendo o corpo dele tremer inteiro.

— Ahh... Otávio... tá tão fundo... — choramingou Benício, a voz rouca da garganta destruída.

Otávio curvou os dedos, massageando com pressão firme, sentindo o cu apertar e pulsar ao redor deles. Benício rebolava contra a mão, gemendo cada vez mais alto, o pauzinho dele vazando no chão.

— Por favor... me fode... eu quero seu pau — suplicou Benício, a voz falhando.

Otávio tirou os dedos com um som molhado e posicionou a cabeça grossa do pau contra o cu piscando. Empurrou devagar no começo, mas o tamanho era demais. Benício berrou quando a cabeça forçou passagem, abrindo-o ao meio.

— Aaaahhh! Dói... tá rasgando... — gritou Benício, as unhas cravando na mesa.

Mas Otávio não parou. Segurou os quadris estreitos e empurrou mais, centímetro por centímetro, enchendo o rabo apertado de Benício com aquele monstro. O cu dele esticava ao limite ao redor da grossura, uma queimação intensa misturando-se ao prazer profundo. Quando Otávio estava todo enterrado, os ovos pesados pressionando contra as bolas de Benício, ele começou a meter com força.

Estocadas longas e pesadas, o pau saindo quase todo e voltando até o fundo do cu, batendo fundo a cada vez. O som de carne contra carne ecoava alto — plap, plap, plap — misturado aos berros de Benício.

— Ai, caralho! Tá muito grande... me enchendo inteiro... aaaahhh! — ele gritava, o corpo sacudindo, lágrimas de dor e prazer escorrendo pelo rosto.

Cada estocada fazia o cu dele pulsar, o pau de Otávio roçando fundo, enchendo o rabo completamente, pressionando contra as paredes sensíveis. Benício rebolava de volta, pedindo mais, a voz rouca e quebrada:

— Mais forte... me fode mais fundo... me enche com esse pauzão... porraaa!

Otávio grunhia como um animal, as mãos grandes apertando os quadris de Benício, deixando marcas vermelhas, metendo cada vez mais rápido e fundo. O suor escorria pelos corpos, o cheiro de sexo pesado dominando a sala. Benício sentia o pau gigante inchando ainda mais dentro dele, esticando-o ao máximo, o prazer subindo em ondas violentas.

— Vou gozar... — rosnou Otávio, acelerando brutalmente.

Benício berrou alto quando sentiu o pau pulsar forte, jatos quentes e grossos enchendo seu rabo até transbordar, escorrendo pelas coxas. O orgasmo dele próprio veio logo depois, o corpo convulsionando, gozando sem nem tocar no pau, o cu apertando ritmicamente ao redor da grossura ainda enterrada.

Os dois ficaram ali, ofegantes, o pau de Otávio ainda latejando fundo no cu destruído e cheio de Benício. A chuva continuava lá fora, mas dentro da sala só havia o som das respirações pesadas e o cheiro de sexo satisfeito. Benício sorriu fracamente contra a mesa, o corpo tremendo. A armadilha tinha se fechado perfeitamente.

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