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2/5: Ouro e Adrenalina

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Um conto erótico de Juju
Categoria: Trans
Contém 3102 palavras
Data: 29/06/2026 13:30:41

A manhã no Rio de Janeiro não era apenas quente; era elétrica, vibrante e impiedosa, com o sol a refletir-se no asfalto da Avenida Delfim Moreira como se fosse um espelho líquido e ondulante que desafiava a visão. Enquanto Juju corria pela orla do Leblon em direção ao Arpoador, ela sentia cada fibra do seu novo corpo responder com uma eficiência que beirava o sobrenatural, uma harmonia perfeita entre tendões, músculos e oxigenação. Joaquim, no seu antigo corpo de 60 anos, cansava-se ao subir dois lanços de escadas, sentindo o peso esmagador da gravidade e do tempo em cada articulação desgastada, cada vértebra comprimida e cada pulmão sobrecarregado pelo sedentarismo. Juju, no entanto, era puro movimento, ritmo e elasticidade — uma máquina biológica de precisão, forjada no azul do desejo e desenhada especificamente para a glória estética.

Ela sentia as suas coxas grossas e musculosas, agora revestidas por uma pele canela impecável e luminosa, impulsionarem-na contra o chão com a potência de uma mola de aço de alta tensão. O impacto dos ténis de última geração, fornecidos pela Nike como parte do seu novo império mediático, era totalmente absorvido pela estrutura perfeita dos seus joelhos e tornozelos, que pareciam não conhecer o conceito de fadiga. Ela sentia o suor morno escorrer pelo "V" profundo do seu abdómen trincado, uma sensação estranhamente prazerosa e carnal que realçava a sua vitalidade e a fazia sentir-se mais viva do que nunca; cada batimento cardíaco era uma celebração rítmica da sua existência física, uma batida de tambor interna que anunciava a sua chegada triunfante ao mundo dos vivos.

Os seus longos cabelos loiros, da cor de ouro polido e com ondas naturais que pareciam ter sido esculpidas por um artista renascentista obsessivo, estavam presos num rabo de cavalo alto para a corrida. Mesmo presos, eles balançavam de um lado para o outro como uma bandeira de vitória, pesados, densos e brilhantes, exalando um perfume inebriante de coco e brisa marinha. O sol do meio-dia refletia-se nos fios loiros, criando flashes dourados que cegavam momentaneamente e atraíam os olhares de todos os que cruzavam o seu caminho — de turistas boquiabertos a surfistas experientes e outros corredores que pareciam entrar numa órbita involuntária em torno da sua luz gravitacional. A cada quilómetro percorrido, a sensação de "possuir" aquele corpo aumentava; ela não estava apenas a habitar uma casca externa, ela estava a fundir-se com a própria definição de performance estética moderna. O briefing da Nike estava a ser executado com uma perfeição cinematográfica: o videomaker, seguindo-a de perto numa bicicleta elétrica, capturava a oscilação rítmica, poderosa e hipnótica dos seus glúteos sob a lycra rosa bebê — que realçava cada curva e volume de forma quase indecente — e a expressão de foco absoluto no seu rosto de deusa, criando um conteúdo visual que o algoritmo do Instagram e do TikTok devoraria com uma voracidade selvagem.

Contudo, ao parar num quiosque para beber uma água de coco gelada, Juju sentiu o primeiro amargo da sua nova identidade. Ao tentar comentar com o atendente sobre a humidade relativa do ar e como isso afetava a performance cardiovascular e a osmolaridade do suor humano através da glândula écrina, o homem apenas sorriu de forma condescendente e paternalista. Os seus olhos estavam fixos e famintos na transparência do top suado de Juju e na curvatura perfeita dos seus seios firmes. "É isso aí, lindinha. Só continua correndo que o visual tá ótimo, não precisa se preocupar com a ciência da coisa", ele disse, piscando o olho com uma familiaridade ofensiva que indicava que, para ele, ela era fisicamente incapaz de formular um pensamento complexo. Juju sentiu um nó na garganta, uma frustração intelectual que Joaquim nunca sentira daquela forma. Joaquim fora um homem lido, culto, um burocrata respeitado que entendia de leis, estatísticas, filosofia clássica e latim. Juju, para o mundo exterior, era apenas uma embalagem bonita, cara e, aparentemente, desprovida de qualquer conteúdo cerebral. A "loirinha burra" era o rótulo invisível que vinha de brinde com o colágeno renovado e as curvas monumentais; uma criatura feita para ser olhada, fotografada e desejada, mas nunca verdadeiramente ouvida, consultada ou respeitada.

Ao meio-dia, o treino terminou com um mergulho rápido no mar do Arpoador — uma quebra de protocolo deliberada que Ricardo, o seu empresário e amigo gay inseparável, adorou pelo seu valor estético incalculável. "É o 'lifestyle' carioca puro, Juju! O povo quer ver a sereia saindo da espuma com esse bumbum de ouro!", gritava ele enquanto filmava cada ângulo possível para os Stories, celebrando a forma como a água salgada escorria pelas curvas esculpidas de Juju. De volta à penthouse luxuosa no Leblon, o almoço foi um ritual de manutenção quase religioso, realizado sob a luz clara que inundava a sala de jantar. Sobre a mesa de mármore da cozinha americana, uma Salada Caesar leve e sofisticada: folhas de alface romana crocantes, lascas de parmesão regadas com um fio de azeite trufado e tiras de frango grelhado no ponto exato de suculência. Juju comia com uma consciência nova, disciplinada e quase cirúrgica; ela entendia agora que aquele "shape" era um templo que exigia oferendas específicas e sacrifícios alimentares rigorosos para se manter impecável. Cada garfada era calculada para sustentar a musculatura poderosa sem esconder a definição extrema da sua cintura de vespa, que parecia quase irreal, uma anomalia anatómica de tão fina em contraste com os seus quadris largos e pernas musculosas.

A tarde trouxe uma dimensão de vida social que Joaquim nunca ousara sequer sonhar no seu isolamento burocrático. Logo após o almoço, o apartamento encheu-se com o seu "grupinho": três meninas — Bia, Carol e Tati — todas influenciadoras e modelos que pareciam ter saído de um catálogo de moda internacional de alto luxo. Elas trouxeram consigo uma energia de risos agudos, fofocas sobre festas em iates e fragrâncias francesas caras que impregnaram o ar da sala. O apartamento de Juju tornou-se, por algumas horas, o epicentro de uma superficialidade cintilante, ruidosa e estranhamente viciante.

— Menina, a tua pele está um absurdo de seda! O que é que tu ta usando? — Bia perguntou, passando a mão com curiosidade pelo braço liso de Juju enquanto se atirava para o sofá de veludo amarelo. — Tu não fazes nada, né? Só nasce assim e pronto. Que inveja, Amapô!

Juju tentou explicar a importância da hidratação celular profunda e da síntese proteica acelerada que o gênio mencionara como parte do processo de metamorfose, citando até alguns artigos científicos que Joaquim lera no passado, mas as meninas apenas riram, trocando olhares cúmplices de quem acha a amiga "meio maluquinha" ou excessivamente nerd para a sua aparência. "Lá vem a Juju com as palavras difíceis dela de novo! Esquece isso, amiga, só passa o gloss, balança esse rabo e brilha no camarote!", disse Carol, retocando a sua própria maquilhagem no espelho da sala. Juju percebeu, com um misto de tristeza intelectual e aceitação pragmática, que até no seu círculo mais íntimo de amizade, a sua inteligência era vista como uma excentricidade fofa, um pequeno erro de software no sistema da loira perfeita, e não como algo a ser levado minimamente a sério. Para elas, Juju era a "mascote" suprema: a mais bonita, a mais curvilínea, a mais baixinha e a que tinha os cabelos mais incríveis da cidade, mas cujo cérebro era considerado apenas um acessório decorativo e desnecessário.

O quarto principal transformou-se então num camarim caótico, glamoroso e perfumado, cheio de batons de marcas famosas, sapatos de salto agulha espalhados e o som incessante de secadores de cabelo. Juju sentou-se diante do espelho de luzes LED enquanto Carol ajudava a soltar os seus cabelos do rabo de cavalo da manhã. Quando os fios dourados foram finalmente libertados, eles caíram em ondas pesadas, luxuosas e densas, ultrapassando largamente a linha da cintura e cobrindo as suas costas nuas como um manto real de seda. Era uma cascata de ouro líquido que emoldurava perfeitamente o seu corpo curvilíneo, baixo e compacto.

— Tu é baixinha, Juju, mas tem uma presença que assusta qualquer homem, e até a nós — comentou Tati, com uma ponta de admiração genuína e talvez um pouco de medo, enquanto aplicava um iluminador corporal nas clavículas, no colo e no superior das coxas da amiga para realçar a definição muscular sob a pele canela. — Esse contraste do teu cabelo longo com essas curvas... é covardia pura. Tu é o pecado original em forma de gente. Ninguém vai conseguir olhar para mais nada naquela boate hoje à noite. Tu vais parar o trânsito da Barra.

Para a noite, Juju escolheu a sua arma de destruição maciça, selecionada criteriosamente no seu closet repleto de marcas de luxo: um vestido preto de paetês, tão curto e justo que cada movimento mínimo parecia um risco calculado, mal conseguindo esconder o início da curvatura generosa da sua bunda monumental. O tecido brilhava intensamente sob as luzes, colando-se ao seu corpo como uma segunda pele feita de luz e sombra, evidenciando cada contorno que o azul do desejo lhe proporcionara. Por baixo, para garantir que nada marcasse a silhueta perfeita e a pele imaculada, ela vestiu uma calcinha fio dental vermelha, um segredo de cor vibrante, íntimo e provocante escondido sob a sobriedade elegante do preto. Ao calçar os saltos agulha altíssimos, ela ganhou a altura necessária para que as suas pernas parecessem quilométricas e poderosas, realçando a musculatura das coxas que tanto chamava a atenção por onde passava.

A chegada à boate mais exclusiva da Barra da Tijuca foi um evento sísmico de proporções épicas. A fila da área VIP abriu-se instantaneamente, como se uma realeza internacional tivesse chegado ao local sob escolta invisível. Lá dentro, o som grave das batidas eletrônicas reverberava no seu peito e nas paredes de vidro, fazendo o vestido de paetês cintilar ritmicamente com cada movimento provocante de quadril. Juju não precisou procurar atenção; os homens vinham até ela como mariposas atraídas por uma chama mortal. Muitos tentavam impressioná-la falando com ela como se estivessem a falar com uma criança pequena ou um animal de estimação de raça rara, usando tons simplistas, piadas óbvias e elogios superficiais sobre a perfeição do seu corpo. Ela sorria e balançava a cabeça, fazendo com perfeição absoluta o papel que o mundo esperava daquela loira deslumbrante e limitada, mas por dentro, a consciência de Joaquim observava tudo com uma ironia amarga, uma frieza burocrática e uma crescente fome de poder e retribuição.

Foi então que os seus olhos cruzaram-se com os de um desconhecido no bar de mármore iluminado. Ele era alto, de ombros largos, com um olhar que não a subestimava, mas que a devorava com um sorriso predatório. Não houve qualquer tentativa de conversa intelectual ou trocas de ideias profundas; a química entre eles era puramente física, visceral e animal, uma urgência de pele contra pele que Juju nunca sentira naquela intensidade no seu passado reprimido, cinzento e solitário. O desejo dele era algo palpável, uma pressão no ar que fazia os pelos da sua nuca eriçarem, e o dela era uma descoberta voraz, sem qualquer freio moral ou culpa residual. Sem sequer um "boa noite" formal, o beijo ardente dos dois já esquentava o entorno da boate, ignorando a música e as pessoas à volta. Eles pegavam-se virando um só ser movido por pulsão. As mãos grandes do homem desenhavam caminhos por suas coxas musculosas e abraçavam a sua nuca, puxando os seus cabelos dourados como quem quisesse devorar a garota ali mesmo. Os corpos eram opostos complementares: Ju, pequena e baixinha, encaixava-se naquele homem alto e largo como peças de um lego perfeito, uma simetria de luxúria e poder.

A noite culminou num motel de luxo de frente para a Praia da Reserva, um refúgio de vidros fumados, espelhos no teto e luzes neon suaves que criavam uma atmosfera de sonho erótico. No quarto, Juju entregou-se totalmente ao prazer de ser adorada e, principalmente, ao prazer inebriante de dominar. Ela viu-se nos reflexos de todos os ângulos possíveis das paredes espelhadas: a cascata de cabelos loiros ondulados espalhada pelos lençóis de cetim branco, o contraste gritante e erótico da calcinha fio dental vermelha com a sua pele canela, e o corpo dele reagindo a cada curva sua como se estivesse diante de uma divindade carnal encarnada. Ela não apenas participou; ela comandou o ato com uma ferocidade, uma audácia e uma competência técnica que a surpreendeu, usando o seu novo corpo como um instrumento de prazer absoluto e exploração sensorial sem limites. Cada toque, cada gemido e cada movimento eram uma confirmação eufórica de que o Joaquim estava morto, enterrado e esquecido, e que Juju era a nova e absoluta senhora do desejo carioca.

Juju, com o seu corpo leve e compacto, foi jogada na cama king-size com uma urgência masculina que a fez arfar. O seu vestido de paetês sumiu com a mesma facilidade mágica com que eles se beijavam no corredor. Marcos, o nome que ela descobriu ao pedirem o carro por no valet, abocanhou os seus seios com uma volúpia selvagem, chupando-os como se a sua vida dependesse daquele néctar, alternando entre carícias suaves e mordidas leves que a faziam arquear as costas. Ela sentia um prazer arrebatador, uma corrente elétrica que percorria a sua espinha, algo que nunca tinha sentido na vida anterior, onde o sexo era uma obrigação burocrática ou um desejo distante. Viu então a boca de Marcos descer pelo seu abdómen trincado, deixando um rastro de humidade, até arrastar a sua calcinha vermelha de lado com os dentes. Não que ela quisesse esconder algo, mas ele queria acesso total ao seu tesouro. Quando a língua dele encostou no seu clitóris, foi como se alguém despejasse fogo líquido em todo o seu corpo; o calor e os sentidos de Juju explodiram numa supernova de tesão. Ela gozou como nunca havia gozado em sessenta anos de existência, desmanchando-se na boca daquele homem, sentindo as pernas tremerem violentamente, só para ele acelerar a língua ainda mais, aprofundando o prazer até ao limite da consciência.

Foi então que ele se levantou, ficando de pé ao lado da cama, uma silhueta imponente contra as luzes neon. Juju sentou-se com dificuldade, a respiração ainda entrecortada depois daquela descarga de dopamina. Ao sentar-se na beira do colchão, ficou exatamente à altura da cintura dele. A calça dele saiu juntamente com a cueca box preta, já babada pelo desejo. Na sua cara saltou um pénis médio grande, de 17cm, com uma cabeça rosada e veias pulsantes que indicavam o seu estado de alerta. Ela tinha sonhado muito com aquele momento, até mesmo quando era mais nova e estudava secretamente como deveria agir se algum dia tivesse aquela oportunidade. A sua boca agasalhou o pénis com uma naturalidade assustadora, sentindo cada veia com a ponta da língua, explorando a textura e o calor. Ela chupava-o com uma vontade carnívora de devorá-lo, de o tornar parte dela. Com a mão pequena, ela usava as unhas bem feitas para acariciar os testículos grandes e pesados dele, sentindo os pelos do macho, pretos e duros, roçando a sua cara e o seu nariz. Cada vez que afundava a boca até à base, sentia-se maravilhada com a sua própria capacidade de dar e receber prazer, até que Marcos, puxando-a pelo cabelo delicadamente mas com firmeza, a colocou de volta na cama.

Ela arfava, os olhos perdidos no teto espelhado, sabendo que era a hora da verdade. Juju apenas ergueu as suas pernas, demonstrando uma mobilidade e flexibilidade invejável que o novo corpo lhe proporcionava, colocando os calcanhares nos ombros largos dele, expondo-se totalmente, esperando ser penetrada com a mesma força que sentia dentro de si. Ele não teve dó, e ela também não queria misericórdia; queria ser preenchida. A foda dos dois foi intensa, rítmica e barulhenta. Marcos metia na garota que trocava olhares profundos com ele, mas que também, ao olhar para o espelho no teto, via os seus seios balançando freneticamente com o movimento e as costas dele se contraindo a cada metida profunda. Juju gozou de novo no meio de gemidos gritados que ecoavam pelo quarto luxuoso; o prazer era avassalador, desligando até o seu cérebro por segundos de puro nirvana físico. Ao voltar a si, sentiu a ejaculada quente de Marcos dentro dela, enquanto ele metia com mais força do que nunca num espasmo final, para então desabar exausto em cima da garota, que agora parecia mole e pequena sob o seu peso. Os dois, cobertos por uma fina camada de suor, trocavam beijos lentos e satisfeitos, saboreando a vitória da carne sobre a razão.

Horas depois, as luzes da manhã começavam a tingir o céu do Rio de Janeiro de tons sublimes de rosa, violeta e laranja quando Juju finalmente saiu do motel. Caminhando em direção ao carro de luxo que a esperava na saída, ela sentia-se saciada, plena e absolutamente triunfante, com os músculos relaxados e a mente mergulhada num estado de êxtase químico e hormonal persistente. Sentia-se como uma loba alfa que acabara de caçar e dominar o seu território com sucesso, deixando para trás um rastro de destruição sensorial e desejo insaciável. Ao entrar no veículo e ver o seu reflexo no retrovisor — o batom levemente borrado que contornava os seus lábios inchados, os cabelos loiros ainda volumosos e desordenados, agora presos num coque bagunçado que dava um charme irresistível e selvagem ao seu rosto de menina-mulher, e o brilho animal nos olhos de quem foi profundamente possuída e que possuiu com igual força — uma ideia fixou-se na sua mente com a força de um mandamento divino: apesar do preço surreal que pagara ao gênio, apesar de ninguém levar a sua mente culta a sério e de ser rotulada por todos como a "loirinha burra" e fútil, ela iria aproveitar cada milímetro daquela carne jovem, cada gota de prazer orgásmico e cada olhar de cobiça que o mundo lhe lançasse.

Ao chegar à sua penthouse silenciosa e atirar o vestido de paetês pesado para o chão de mármore frio da sala, Juju percebeu que a luz de notificações do seu computador de secretária estava a piscar freneticamente no escritório escuro. Ela não foi até lá de imediato. Em vez disso, ao abrir o telefone ainda no sofá, ela olhava as notificações que não paravam de chegar: eram milhares de pessoas querendo ser ela, algumas querendo apenas estar perto dela, e muitas outras, como Marcos, querendo devorá-la por inteiro. No meio daquela torrente de ego e vaidade digital, mais do que nunca, ela sentia-se desejada, validada e poderosa, ignorando por breves momentos que toda aquela adoração era dirigida a uma imagem que escondia um segredo azul e profundo.

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Foto de perfil de Sayuri MendesSayuri MendesContos: 129Seguidores: 76Seguindo: 5Mensagem uma pessoa hoje sem genero, estou terminando medicina e resolvi contar a minha vida e como cheguei aqui, me tornei que sou depois de minhas experiencias, um ser simplismente inrrotulavel

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