O ar condicionado central do apartamento no 22º andar de um dos prédios mais caros de São Paulo não conseguia dissipar o cheiro de incenso barato que Gabriela insistia em queimar. Para mim, aquele lugar cheirava a hipocrisia e amaciante de roupas caro.
Entrei na sala pesando 115 quilos de músculo puro e cicatrizes. Minha altura, 1,97 m, fazia com que o teto daquele apartamento projetado por arquitetos famosos parecesse baixo, opressor. Eu me sentia um animal enjaulado em uma redoma de vidro. Meus braços, tão grossos quanto a coxa de um homem comum e cruzados por veias que saltavam como cordas de aço sob a pele retinta, pareciam deslocados naquele ambiente minimalista. As tatuagens — ideogramas, datas de audiências e símbolos de facções que eu acumulei nos anos de cárcere — eram um contraste violento com o design escandinavo dos móveis.
— Cadu, querido, está tudo bem? Precisa de algo?
A voz de Claudinho veio da cozinha, cheia de uma gentileza que me dava vontade de vomitar. Aquele verme. Claudinho tinha 29 anos, mas parecia um garoto assustado preso em ternos bem cortados. Ele era o tipo de cara que pedia desculpas por esbarrar na parede. Um corno manso, desses que a gente encontrava aos montes lá dentro, só que este aqui tinha dinheiro, o que tornava a fraqueza dele ainda mais repugnante.
— Tá tudo sussa, Claudinho. Só tô me acostumando — respondi, minha voz saindo grave e gutural, fazendo o chão parecer vibrar levemente.
Eu ainda sentia o peso da "caminhada". Vinte e um anos, os últimos cinco passados em regime fechado por um acerto de contas que me garantiu o respeito de quem conhece a lei da sobrevivência. Matei um cara que pensou que o nome do pai o salvaria. Aqui, na selva de pedra dos Jardins, o jogo era outro, mas o instinto era o mesmo.
Gabriela entrou na sala. Ela tinha 27 anos, uma pele alva que parecia feita de porcelana e um perfume que impregnava o ar, misturando-se ao meu suor. Ela vestia um vestido de seda que não escondia nada sobre sua vontade. Ela me olhou. Não com medo, como as dondocas deveriam olhar para um ex-detento, mas com uma fome que eu conhecia muito bem. Ela via em mim o que o marido dela nunca seria: um predador.
— O Claudinho vai passar a noite no banco. Fechamento de balancete — ela disse, parando a centímetros de mim. O tom de voz dela era um convite, um sussurro carregado de segundas intenções. — Vai ficar sozinho aqui, Cadu. Se precisar de qualquer coisa... *qualquer coisa mesmo*... é só me chamar.
Ela desceu o olhar, parando exatamente na altura da minha calça de moletom, onde a saliência dos meus 28 centímetros era impossível de disfarçar. Eu não me preocupei em esconder. Pelo contrário, estufei o peito e dei um passo à frente, invadindo o espaço pessoal dela. O cheiro de Gabriela era viciante, uma mistura de jasmim com luxúria.
— Eu sei bem o que eu preciso, Gabriela — respondi, deixando um sorriso de canto surgir, um que revelava o perigo que eu representava.
Claudinho apareceu na porta, segurando a pasta de couro, o sorriso idiota de quem se sente o homem mais generoso do mundo por ter "resgatado" um ex-presidiário.
— Bom, pessoal, vou indo! Cadu, fique à vontade. A casa é sua. Gabriela, não me espere acordado.
Ele deu um beijo rápido e casto no rosto da esposa. Gabriela nem se moveu para acompanhá-lo até a porta. Ela ficou ali, estática, os olhos fixos nos meus, enquanto o som do elevador descendo ecoava no meu peito.
Assim que a porta principal bateu, o silêncio do apartamento mudou de temperatura. O ar tornou-se denso, pesado, carregado de uma eletricidade estática. Eu soltei um suspiro longo, sentindo a tensão nos meus ombros diminuir enquanto eu avaliava a minha caça.
Gabriela não esperou. Ela caminhou até o bar, serviu uma dose de uísque, mas não bebeu. Ela se encostou no balcão de mármore e me observou. Eu me aproximei lentamente, cada passo fazendo o piso de madeira estalar. A cada centímetro que eu ganhava, a respiração dela acelerava.
— Ele é tão previsível, não é? — a voz dela era um fio de seda cortante.
— Ele é um otário — corrigi, parando exatamente atrás dela.
Encostei meu corpo grande no dela. A diferença de tamanho era obscena. Meus dedos, calejados e marcados por cicatrizes de brigas, roçaram no ombro dela. Ela arrepiou, soltando um gemido contido que soou como música para os meus ouvidos treinados na violência.
Eu não era um convidado. Eu não era um hóspede. Eu era uma bomba relógio que ele mesmo trouxe para dentro da casa, e a esposa dele estava implorando para que eu explodisse. Eu tinha 28 centímetros de puro desejo reprimido por anos, e a noite estava apenas começando. Claudinho achava que estava fazendo caridade, mas, na verdade, ele tinha acabado de assinar a sentença de morte do próprio casamento.
— Você não tem medo de mim? — murmurei rente ao ouvido dela, deixando minha mão descer, pesada e possessiva, até a curva do seu quadril.
Ela virou o rosto, o olhar perdido, entregue, um brilho de submissão brilhando nas íris.
— O perigo é a única coisa que me faz sentir viva, Cadu.
Apertei o quadril dela, sentindo a seda do vestido ceder sob a minha força bruta. A sala de estar, com todos os seus móveis caros e sua aura de perfeição, não passava de uma cela luxuosa. E eu? Eu era o carcereiro que tinha acabado de assumir o comando. A vida de Claudinho no banco, suas planilhas e seus relatórios, não significavam nada comparado ao que eu faria com a mulher dele nas próximas horas. A caçada tinha acabado de começar, e eu nunca voltava para a cela de mãos vazias.
O silêncio do apartamento era cortado apenas pelo barulho surdo da minha respiração e pelo tilintar do gelo no copo que Gabriela largou sobre a ilha de mármore. Ela não recuou quando me aproximei; pelo contrário, quando minha mão pesada agarrou a nuca dela, puxando-a para trás, ela soltou um suspiro que soou mais como uma rendição.
— Tira isso — ordenei, a voz grossa, destilando o escárnio de quem não estava acostumado a pedir permissão.
Ela não hesitou. Com dedos trêmulos, mas ansiosos, Gabriela desfez o zíper lateral do vestido de seda. O tecido deslizou, revelando uma pele branca que parecia brilhar sob as luzes frias da cozinha gourmet. Ela estava nua em questão de segundos, parada diante de mim no meio do piso frio, exposta como uma oferenda.
A visão era um contraste violento. Ela era pequena, delicada, uma boneca de porcelana com curvas que pediam para ser marcadas. A bunda era farta, empinada, com o formato perfeito que implorava por uma mão pesada que deixasse marcas arroxeadas. Os seios eram grandes, fartos, pesados, com mamilos rosados que endureciam instantaneamente ao sentirem o ar condicionado tocar sua pele. Ela era a definição da perfeição burguesa, o tipo de mulher que Claudinho achava que merecia, sem saber que o que ele tinha em casa era uma fêmea pronta para ser domada.
Eu não perdi tempo com carícias sutis. Minha mão agarrou um daqueles seios, apertando com a força de quem não conhece o limite, sentindo a pele macia ceder sob meus dedos calejados. Ela arqueou as costas, o pescoço inclinando-se para trás enquanto um gemido alto, esganiçado, rompia a quietude da casa.
— É isso que você quer, dondoca? — rosnei, puxando-a pelos cabelos para que me olhasse. — Quer ser comida por um marginal no chão da sua cozinha de arquiteto?
— Sim... — ela sibilou, a voz rouca, sem qualquer traço da etiqueta que ela usava para servir chá para os amigos do marido. — Fode comigo. Fode agora.
Eu a virei de costas, empurrando-a contra a bancada de mármore frio. O impacto fez os copos de cristal tilintarem, um barulho estéril e ridículo diante da cena obscena que se formava. Ela se apoiou na pedra, empinando aquela bunda enorme na minha direção, o contraste da pele alva contra o meu braço escuro, tatuado e musculoso, era uma afronta àquele ambiente limpo.
Minha calça caiu no chão, liberando a fera que eu mantinha guardada. Meus 28 centímetros de carne latejavam, duros como ferro, um lembrete constante da minha natureza bruta. Eu não tive paciência para preliminares ou jogos de sedução. Com uma mão, segurei o quadril dela, cravando as unhas na carne macia, deixando marcas vermelhas que ficariam ali como uma cicatriz de posse.
— O Claudinho tá lá no banco, pensando no lucro do mês, né? — falei, aproximando meu rosto do ouvido dela, sentindo o perfume caro dela se misturar ao cheiro do meu suor. — Enquanto isso, a mulher dele tá aqui, suja e babando por um cara que ele nunca teria coragem de encarar.
Eu a penetrei de uma vez, um golpe seco que a fez gritar, a voz ecoando pelas paredes daquela cozinha cara. Ela era apertada, quente, uma sensação que me fez trincar os dentes. Eu comecei estocando sem dó, com a violência de quem recupera anos de confinamento em cada movimento. Cada estocada era um aviso, um lembrete de quem mandava naquela casa agora. Aquele apartamento, com sua decoração de revista, agora servia de cenário para a nossa sujeira, e eu não ia ter pena nenhuma de destruir a paz que o corno do marido dela tanto se orgulhava de construir.
A cozinha, antes um santuário de minimalismo e ordem, transformou-se em um cenário de caos desenfreado. O mármore frio da ilha agora servia de apoio para a luxúria mais sórdida que aquele apartamento de luxo já tinha visto. Eu estava atrás dela, um leão sobre uma presa que não só aceitava o abate, como o pedia com cada músculo do corpo trêmulo.
Minha mão direita, grande e calejada, envolveu a garganta dela, não com carinho, mas com a pressão exata para cortar o ar e elevar o desespero. Senti a pulsação dela acelerar contra meus dedos, um tambor de pavor e prazer misturados. Com a outra mão, agarrei aquele cabelo loiro e sedoso, enrolando as mechas nos meus dedos grossos e puxando sua cabeça para trás, forçando-a a olhar para o teto enquanto eu a possuía.
— Sente o tamanho da desgraça, Gabriela? — rosnei, cada estocada sendo um golpe profundo que a fazia engasgar. — O Claudinho, com aquela mãozinha de gerente de banco, nunca te encheu desse jeito, né?
Ela respondeu com um gemido gutural, uma mistura de dor e êxtase que saía abafado pela forma como eu prendia seu pescoço. Eu não estava apenas transando; eu estava demarcando território. Cada centímetro daquele pau de 28 centímetros encontrava o ponto mais fundo dela, rasgando o que restava daquela fachada de "esposa perfeita".
Parei o movimento apenas por um segundo, o suficiente para desferir um tapa estalado, seco e violento, na curva daquele glúteo perfeito. O som ecoou pelas paredes, e a marca da minha mão grande ficou vermelha instantaneamente contra a pele branca. Ela soltou um grito, as unhas arranhando o mármore, tentando encontrar ancoragem em meio ao furacão que eu provocava.
— Fala, vadia — ordenei, soltando um pouco a pressão do pescoço para que ela pudesse soltar os gemidos que eu queria ouvir.
— Por favor... Cadu... mais forte... — ela gemia, a voz picotada pelo impacto das minhas estocadas que não davam trégua.
Eu a virei bruscamente, forçando-a a encarar o reflexo no vidro da geladeira de aço escovado. Ela estava com o rosto vermelho, os lábios entreabertos e o olhar viciado. Sem aviso, minha mão esquerda, pesada como um martelo, desferiu um tapa forte no rosto dela. Não foi uma agressão gratuita; foi um choque para trazê-la ainda mais para o meu mundo, para mostrar quem era o dono daquela casa. A cabeça dela girou, mas ela não baixou os olhos.
Eu me curvei, prendendo os braços dela atrás das costas com uma mão só, e ataquei seu pescoço com beijos gulosos, sugando a pele até deixar marcas escuras. Depois, desci para a boca, um beijo brutal, selvagem, onde eu não buscava conexão, mas sim a invasão. Eu lambia, mordia, sentia o gosto do batom caro que ela usava para esperar um marido que ela desprezava.
— Você gosta de ser tratada como um bicho, não gosta? — sussurrei, minha respiração quente batendo no rosto dela, enquanto eu a esmagava contra a ilha novamente.
Voltei a estocar com uma cadência assassina. O corpo dela balançava como um boneco nas minhas mãos. Cada impacto entre nossos corpos produzia um som úmido e constante. Ela estava desfeita. A loira sofisticada, a mulher que frequentava os salões mais caros dos Jardins, agora era apenas um receptáculo para a minha fúria.
Puxei o cabelo dela de novo, com força, fazendo-a gemer com o couro cabeludo repuxado, enquanto eu a submetia a um ritmo que nenhum homem "normal" aguentaria. Eu a girava, apertava, batia e forçava. O ambiente era de um contraste obsceno: o apartamento impecável, caro, moderno, sendo manchado pelo suor e pelo cheiro de sexo bruto.
Cada vez que eu a pegava, ela se entregava mais, abandonando qualquer resquício de moralidade. Eu sentia cada contração interna dela, um aperto que tentava segurar o meu tamanho, mas eu a vencia pela força, pela bruta insistência.
— O Claudinho chega que horas? — perguntei entre um golpe e outro, sentindo o prazer subir como uma onda negra.
— Não importa... — ela soluçou, o corpo totalmente entregue, os olhos revirados. — Não importa... ninguém importa... só você...
Eu não parei. Não havia misericórdia ali. A cada tapa que eu desferia na bunda dela, o som era um combustível. Eu estava destruindo o patrimônio do corno de uma forma que ele jamais entenderia. Ele via em mim a redenção, a caridade, a "boa ação". Mal sabia ele que eu era o pesadelo que ele próprio convidou para dormir no quarto ao lado.
Minhas mãos percorriam o corpo dela, deixando marcas onde eu passava. Apertei os seios, puxei os mamilos, senti o calor dela se espalhar por toda a minha pele escura. Ela estava completamente sob o meu domínio, uma submissa de luxo nas mãos de um ex-detento que sabia exatamente como quebrar qualquer vontade que não fosse a dele.
O clímax se aproximava como uma tempestade. Eu aumentei a velocidade, empurrando-a contra a bancada até que ela estivesse quase sem fôlego. O cheiro de sexo preenchia cada canto daquela cozinha gourmet. Eu não estava apenas tirando o prazer dela; eu estava marcando o corpo dela como se fosse propriedade minha, algo que o Claudinho nunca ousaria tocar com a mesma intensidade.
Eu a virei novamente, agora ficando de frente, e a levantei, encaixando as pernas dela na minha cintura. Ela se enroscou em mim, os pés saindo do chão, as mãos cravadas nos meus ombros tatuados. Eu a beijei novamente, um beijo de posse, de quem conquistou um território que já deveria ser seu. A cozinha, o apartamento, a mulher, o dinheiro do marido otário... tudo era meu.
E, enquanto eu a penetrava com a última medida da minha força, observei o rosto dela. Não havia arrependimento. Havia apenas a fome de quem finalmente encontrou algo que a fizesse sentir viva, algo sujo, algo proibido, algo que o marido dela, com toda a sua elegância e "boas intenções", jamais seria capaz de proporcionar. A vida de Claudinho tinha acabado, e ele nem sabia. A minha, agora, estava apenas começando.
Eu a peguei pela cintura, com suas pernas se enroscando em mim instintivamente enquanto ela buscava ar. O corpo dela parecia leve, uma boneca de porcelana que eu poderia esmagar ou manter — tanto fazia. Eu a carreguei para a sala de estar, passando pelos móveis de design e pelos tapetes caros que Claudinho provavelmente passou meses escolhendo. Eu não estava nem aí para a decoração dele. Eu queria transformar aquele lugar em uma cova de pecado.
Joguei-a no sofá de couro branco. Ela caiu com um baque, sem fôlego, com o cabelo loiro espalhado contra a superfície impecável. Antes que ela pudesse se ajeitar, eu estava em cima dela. Eu não queria mais a frente. Eu queria a entrada apertada e proibida. Virei-a de bruços, pressionando o rosto dela contra as almofadas, com a bunda apontada exatamente para mim. Era branca, redonda e perfeita, e eu ia destruir aquilo.
Não perdi tempo com lubrificante. Agarrei os quadris dela, minhas mãos deixando marcas vermelhas na pele pálida, e empurrei. Ela soltou um grito agudo e sufocado quando enterrei meu pau grosso de 28 centímetros naquele cuzinho rosa e apertado. Ela estava tão estreita que parecia que eu estava rasgando seda, mas não parei. Empurrei mais fundo, estocando até que meus testículos batessem contra a pele dela a cada impacto agressivo e úmido.
Alcancei o pescoço dela e envolvi com a mão. Apertei o suficiente apenas para restringir o ar, forçando-a a focar na pressão sufocante da minha pegada e na sensação lancinante de ser preenchida até o talo. Ela começou a se contorcer embaixo de mim, com as mãos arranhando o couro caro do sofá.
— Olha só para você — rosnei, minha voz vibrando através dela. — Uma esposa da alta sociedade, implorando para ser tratada como pedaço de carne por um ex-presidiário. O teu marido faz ideia da podridão que tem dentro de você agora?
Ela não conseguia responder, com a boca aberta, ofegante. Aumentei o ritmo, com uma cadência brutal e impiedosa. O som de pele batendo contra pele preenchia o quarto, um estalo úmido, rítmico e obsceno que ecoava pelas paredes altas do apartamento. Mantive minha mão firme ao redor da garganta dela, me alimentando da luta dela, do jeito que seus olhos reviravam conforme o prazer e a dor colidiam.
Recuei um pouco, minha garganta roncando, e cuspi. Uma golfada grossa de saliva caiu exatamente na bochecha dela, escorrendo pela pele de porcelana. Fiz de novo, cobrindo o rosto dela, observando enquanto espalhava ao passar a palma da mão pelas feições dela, esfregando a saliva na pele até que ela ficasse toda melada de fluidos e calor. Ela parecia exatamente o que era: meu brinquedo.
— Você não passa de uma vadia suja — cuspi, minha voz pingando desprezo e luxúria. — Uma puta de uma receptáculo. Você pertence às ruas, Gabriela, não a essa gaiola estéril.
Agarrei o cabelo dela, puxando a cabeça para trás para que ela pudesse encarar o cômodo escuro, cheio de sombras. Eu estava fundo nela, atingindo a próstata dela a cada estocada selvagem, sentindo-a tremer e espasmar enquanto lutava para gozar sob o peso da minha mão na sua garganta. Eu estava afogando-a na minha presença, ocupando cada centímetro dela, marcando-a com meu suor, meu cuspe e a pura violência do meu ritmo.
Ela soluçava e gemia ao mesmo tempo, uma sinfonia de colapso total. O contraste era insano — o bairro caro e silencioso lá fora, o apartamento impecável e sem alma, e ela, jogada no sofá, sendo completamente destruída pelo homem que o marido dela achava que estava salvando.
Abaixei-me, sussurrando no ouvido dela enquanto continuava a socar dentro dela: — Ele está lá fora bancando o gerente, contando o dinheiro dele, enquanto eu estou aqui dentro gravando meu nome nas tuas tripas. Amanhã, você vai acordar, vai colocar tuas joias e vai agir como se nada tivesse acontecido. Mas toda vez que ele te tocar, você vai lembrar do gosto do meu cuspe e da sensação da minha mão apertando teu pescoço.
Eu não me segurei. Deixei o animal dentro de mim assumir o controle total. Cada estocada era uma declaração, uma reivindicação de posse que Claudinho, com suas mãos macias e seu coração fraco, jamais seria capaz de apagar. Mantive minha mão na garganta dela até o rosto dela ficar num vermelho vivo, o pânico nos olhos dela se misturando com o desejo carnal bruto que há muito tempo tinha substituído qualquer senso de moralidade.
Ela era minha. Não porque ela queria ser, mas porque eu tinha tirado tudo e não restava nada para ela voltar atrás. O quarto ficou mais escuro, a noite mais profunda, e eu continuei penetrando nela, forte e rápido, até que o mundo se reduzisse apenas ao atrito, ao suor e ao som de uma mulher sendo completamente destruída por um homem que não sabia o que significava piedade.
As luzes da sala permaneciam apagadas, mas a lua, atravessando as cortinas de linho caro, iluminava o cenário de destruição. Já se passavam quatro horas. O apartamento, que antes exalava um ar de "casa de revista", agora cheirava a suor, fluidos e ao cheiro acre do sexo sem limites. O couro do sofá estava úmido, a pele de Gabriela estava marcada por uma constelação de hematomas em tons de roxo e vermelho, e o silêncio que reinava era o de uma presa que já não tinha mais forças para lutar, mas que, curiosamente, ainda se mantinha ali, viciada na própria ruína.
Eu não tinha parado. Não havia compaixão no meu sistema, apenas a vontade visceral de marcar, de possuir, de destruir. Eu a movia como um objeto, trocando de posições, usando cada cômodo como uma extensão da minha dominação.
— Quatro horas, Gabriela — murmurei, minha voz saindo rouca, pesada, quase um rosnado enquanto eu a mantinha curvada sobre a mesa de jantar de vidro, onde um vaso de flores caras jazia quebrado no chão, um lembrete do caos que eu trouxe para a vida deles. — Quatro horas que o Claudinho deve estar achando que você está lendo um livro ou tendo uma noite de sono tranquila, né?
Ela não respondeu. Ela mal conseguia manter os olhos abertos. A cabeça dela pendia, o cabelo loiro desalinhado, preso entre os dedos da minha mão esquerda, que eu usava para controlar cada movimento da sua nuca. Com a direita, eu a atingia, estocada após estocada, sentindo-a vibrar com cada impacto. Ela estava tão acostumada ao meu tamanho, tão esticada pelo meu pau, que a cada investida eu sentia o calor interno dela me engolindo como se eu fosse a única coisa real naquele mundo falso.
Eu a puxei pelos cabelos com uma força brutal, obrigando-a a levantar o rosto. A maquiagem que ela usava mais cedo já era história, borrada pelo suor e pelas lágrimas que ela nem sabia mais por que chorava. O rosto dela estava inchado, com a marca da minha mão ainda visível na bochecha, uma assinatura da minha posse.
— Fala comigo, vadia — ordenei, dando um tapa seco e audível na bunda dela, deixando a palma da minha mão marcada na pele alva. O estalo reverberou pelo silêncio da casa, um som que, para o ouvido treinado de um criminoso como eu, era o som da vitória. — De quem é essa casa agora? De quem é essa pele?
— Sua... — ela sussurrou, a voz saindo como um fiapo de som, trêmula. — É tudo sua, Cadu.
— Mais alto! — ruge, aumentando a cadência, batendo com ainda mais força, transformando o ato em um espancamento erótico.
— É tudo sua! A casa é sua! Eu sou sua! — ela gritou, o desespero finalmente rompendo as barreiras daquela educação burguesa.
Eu a virei bruscamente, jogando-a contra o chão, sobre o tapete persa. Eu a submeti a tudo. A brutalidade era o meu idioma. Eu a penetrei de todas as formas que a minha imaginação doentia permitia, sem dar a ela um segundo de respiro, sem um único carinho que não fosse agressivo. Eu cuspia nela, usava meu corpo como um chicote, e ela, a esposa perfeita, a boneca de porcelana que o Claudinho ostentava para os amigos, estava ali, reduzida a nada, implorando por mais.
Eu via o reflexo dela no vidro da varanda: uma mulher estilhaçada. E eu? Eu era o dono daquela destruição. Enquanto Claudinho, lá fora, talvez estivesse assinando papéis e pensando em como seria o café da manhã com a esposa exemplar, eu estava no ápice da minha brutalidade, garantindo que aquela mulher nunca mais fosse capaz de olhar para o marido da mesma forma.
O relógio na parede marcava quase quatro da manhã. O apartamento estava em frangalhos, o cheiro de sexo era insuportável para qualquer um que não estivesse envolvido naquela podridão. Eu me ajoelhei atrás dela, prendendo suas mãos atrás das costas, e a forcei a ficar de quatro. Cada estocada era um lembrete de que eu era o dono do território. A cada vez que eu batia nela, a cada vez que ela gritava meu nome em um misto de dor e êxtase, eu sabia: o Claudinho poderia ser o dono do título daquele imóvel, mas o verdadeiro dono de tudo o que importava ali, o que fazia o coração dela bater e a vida dela ter sentido, era o ex-detento que ele teve a burrice de convidar para entrar.
A noite estava longe de acabar. E, na minha cabeça, eu já planejava como faria isso durar até o sol nascer, quando ele voltasse para casa e encontrasse o cenário de guerra que a sua "boa ação" tinha criado. Eu não ia esconder nada. Eu queria que ele visse. Eu queria que ele soubesse que, durante aquelas quatro horas, o mundo dele tinha sido desintegrado, e que a sua esposa não era mais dele — ela era minha propriedade, marcada, usada e possuída até a medula.