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O Brinde e as Sobras

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Um conto erótico de CornoFeliz
Categoria: Heterossexual
Contém 3713 palavras
Data: 29/06/2026 00:05:53

​POV: Igor

​Ajeitei o nó da gravata escura diante do reflexo do vidro da adega, enquanto ouvia o som do choro abafado e sôfrego de Helena diminuindo. Ela ainda estava de joelhos no chão de mármore, com o vestido preto de seda puxado até a cintura, tentando recuperar o fôlego. O rastro do meu sêmen escorria lento pela parte interna das suas coxas bronzeadas, um contraste gritante de sujeira e luxo.

​Peguei a garrafa de Barolo de três mil reais da bancada. Olhei para baixo, encarando a deusa de um metro e setenta e cinco totalmente desarmada, com a maquiagem borrada e o traseiro visivelmente vermelho pelas palmadas e pelo impacto das minhas bolas na sua bunda.

​— Se limpa logo. O corno está esperando — ordenei, a voz fria, sem qualquer resquício de carinho. Na cadeia, você aprende a não amolecer o coração por nada. Ela era a patroa, mas ali embaixo, agia como minha propriedade.

​— Você... você me destruiu... — ela sussurrou, com a voz rouca, mas os olhos castanhos brilhavam com uma submissão doentia. Ela pegou um lenço de linho da bancada e limpou o excesso entre as pernas, ajeitando a calcinha inexistente e puxando o vestido longo para cobrir as marcas do crime.

​Saí da adega primeiro, carregando a garrafa de vinho como se tivesse passado os últimos dez minutos apenas procurando a safra certa. Voltei para a sala de jantar climatizada com a minha melhor postura de segurança. Marcelo continuava rindo alto, gesticulando para o investidor americano, Sr. Davis, enquanto a esposa do gringo parecia entediada.

​— Ah, finalmente! O bom filho à casa torna! — Marcelo exclamou em português, batendo palmas quando me aprocheguei da mesa. — Conseguiu achar, Igor?

​— Sim, Dr. Marcelo. Estava no lote do fundo, como o senhor previu — respondi, mantendo a expressão de pedra. Aproximei-me e servi o líquido escuro na taça de cristal dele, depois na dos convidados.

​Logo em seguida, a porta de serviço se abriu discretamente e Helena retornou. Ela caminhava devagar, um pouco mais rígida do que o normal — o preço de ter o traseiro arrombado na mesa de mármore —, mas mantinha a cabeça erguida. O rosto dela estava levemente ruborizado, as bochechas quentes e o batom sutilmente refeito, mas ainda um pouco desalinhado para quem soubesse ler os sinais.

​— Meu amor! Onde você estava? — Marcelo perguntou, estendendo a mão curta para ela assim que ela se sentou na outra ponta da mesa de vidro. — Liguei para a adega e o Igor disse que você estava ajudando a procurar.

​— Sim, querido... — Helena sorriu, aquele sorriso plástico de socialite que me deu vontade de rir. Ela olhou de relance para mim enquanto eu terminava de servir a taça dela. — A adega estava fria... e confusa. Mas o Igor é muito... eficiente. Ele achou exatamente o que precisávamos.

​— Esse rapaz é de ouro! — Marcelo ergueu a taça, olhando para o americano. — Mr. Davis, a toast to our partnership! And to efficiency!

​Todos ergueram as taças. Olhei para a mesa de vidro. Por baixo dela, as pernas longas de Helena tremiam sutilmente. A cada movimento que ela fazia na cadeira de couro importado, o sêmen que eu havia despejado no fundo do seu canal estreito ameaçava vazar. Ela me encarava fixamente por cima da borda da taça, bebendo o vinho com uma sede que não era de bebida. O marido dela comemorava o sucesso de milhões de dólares, completamente cego, brindando com o homem que tinha acabado de marcar o território na sua esposa.

​Por volta da meia-noite, o jantar finalmente acabou. Dirigi o SUV blindado de volta ao Copacabana Palace para deixar os gringos e retornei para a mansão da Barra da Tijuca. Guardei o carro na garagem subterrânea — que ainda tinha o cheiro sutil do sexo na Ferrari mais cedo — e subi para o meu alojamento de serviço, que ficava nos fundos da propriedade, perto da lavanderia.

​Tirei o terno que me apertava os ombros, joguei a camisa branca na cama e fiquei apenas de calça de moletom, fumando um cigarro na janela enquanto olhava para as luzes da suíte master no andar superior. Eu sabia exatamente o que estava acontecendo lá em cima.

​POV: Helena

​O silêncio do quarto principal era quase ensurdecedor após o barulho do jantar. Eu estava de pé em frente ao espelho do enorme closet planejado, tirando as joias de diamantes. Minhas mãos ainda tremiam. Meu corpo inteiro protestava; a região do meu traseiro ardia a cada movimento, uma dor deliciosa e quente que me lembrava de cada estocada violenta de Igor.

​— Que noite fantástica, Helô! — Marcelo entrou no closet, já vestindo um pijama de seda azul-marinho. Ele parecia uma criança hiperativa, com os olhos brilhando por causa do álcool e do ego inflado pelo contrato. — Os Davis ficaram impressionados. O faturamento da holding vai disparar no próximo trimestre.

​Ele caminhou até mim e me abraçou por trás. Senti as mãos dele, pequenas e sem calos, pousarem na minha cintura. Ele tentou se roçar em mim, mas o volume entre as pernas dele era ridículo. Mesmo através do pijama fino, os três centímetros de masculinidade dele pareciam uma piada de mau gosto. Senti uma onda instantânea de nojo.

​— Você estava tão linda naquele vestido, querida... — Marcelo sussurrou, subindo as mãos para o meu decote, tentando beijar o meu pescoço.

​Quando ele se aproximou, parei de respirar por um segundo. Eu estava apavorada de que ele sentisse o cheiro. O quarto estava perfumado com essência de lavanda, mas entre as minhas pernas, por baixo do roupão de cetim, o cheiro de suor bruto, graxa leve e o sêmen de Igor era forte. Era o cheiro de um homem de verdade.

​— Marcelo... eu estou muito cansada, de verdade — falei, me esquivando do toque dele com um sorriso forçado, fingindo guardar os brincos na gaveta. — A recepção me esgotou, e a minha cabeça está explodindo.

​— Ah, sério? Poxa... — ele fez uma careta de garoto mimado, desapontado. Ele olhou para baixo, para a própria nudez frustrante dentro do pijama. — Eu achei que a gente podia comemorar... Sabe como é, o dinheiro entrando dá uma energia.

​"Energia", pensei. Ele não tinha energia nem para me manter acordada por cinco minutos. Olhar para o meu marido depois de ter sido prensada contra o mármore por um ex-presidiário de um metro e noventa era quase humilhante. Marcelo era um projeto de homem. Um boneco que assinava cheques.

​— Amanhã, querido. Prometo — menti, dando um selinho rápido e frio nos lábios dele para acalmá-lo.

​— Tudo bem, tudo bem... Você tem razão, o dia foi longo — ele cedeu facilmente, como sempre fazia. Marcelo não tinha a dominância de exigir nada. Ele aceitava o que eu dava, contentando-se com as migalhas.

​Ele caminhou até a cama King Size, deitou-se e puxou o edredom egípcio até o peito. Em menos de dez minutos, o efeito do vinho cobrou o preço e ele começou a roncar baixo, um som irritante que me dava vontade de travesseiro na cara dele.

​Fiquei deitada ao lado dele, olhando para o teto de gesso iluminado pela luz da lua. Meu corpo ainda pulsava. Senti uma gota quente escorrer lentamente pelo meu quadril, sujando o lençol de mil fios. Era o rastro de Igor saindo de dentro de mim.

​Marcelo dormia o sono dos inocentes, orgulhoso do seu bilhão de reais, abraçado à esposa troféu. Ele não tinha a menor ideia de que, a poucos metros dali, no alojamento dos fundos, o homem que ele contratou por caridade era o verdadeiro dono da mulher dele. Fechei os olhos, sentindo a ardência no meu traseiro, sorrindo no escuro enquanto planejava a minha próxima descida até a garagem.

​POV: Igor

​Eu ainda estava na metade do meu terceiro cigarro na janela do alojamento quando ouvi o estalo da fechadura da porta de serviço. Não precisei acender a luz. Pelo farfalhar do tecido e pelo ritmo do passo vacilante, eu já sabia quem era.

​Helena entrou no meu quarto de concreto pintado, calçando apenas chinelos de pano, vestindo aquele roupão de cetim preto que o dinheiro do marido pagava. A iluminação fraca dos refletores do jardim entrava pela janela, desenhando a silhueta da modelo de 1,75m. Ela estava com o cabelo loiro bagunçado e os olhos úmidos, com aquela cara de cadela castigada que sabe que fez besteira, mas quer mais.

​— O corno dormiu? — perguntei, sem tirar o cigarro da boca, mantendo os braços cruzados sobre o peito nu.

​— Dormiu... — ela sussurrou, a voz sumindo no canto do quarto. Ela caminhou até a beirada da minha cama de solteiro com colchão duro. — Ele tentou me tocar, Igor. Com aqueles 3 centímetros ridículos... Me deu nojo. Eu precisei inventar uma desculpa e esperar ele apagar para vir aqui. Eu não consegui dormir com o seu cheiro no meu corpo.

​Dei a última tragada e joguei a bituca pela janela. Caminhei até ela devagar. Minha calça de moletom cinza deixava bem claro o tamanho do problema que a esperava. Parei bem na frente dela, cobrindo completamente a luz que vinha de fora com o meu um metro e noventa.

​— Você achou que eu ia te dar carinho porque você fugiu da cama do doutor, Helena? — perguntei, a voz saindo como um rosnado grave. — Aqui nos fundos não tem ar-condicionado central nem lençol de grife. Se veio até aqui, veio para ser tratada do jeito que eu bem entender.

​Em vez de responder, ela desamarrou o cordão de cetim do roupão. O tecido escorregou pelos ombros dela, caindo no chão de cimento queimado. Helena ficou completamente nua na minha frente. A luz da lua batia nas curvas perfeitas dela, mas os meus olhos foram direto para as marcas vermelhas dos meus dedos que já estavam arroxeando nos quadris dela, e para a leve dilatação no seu traseiro, o rastro do arrombamento de uma hora atrás na adega.

​— Eu não quero carinho, Igor... Eu quero que você termine o que começou — ela pediu, a voz manhosa de quem estava implorando pelo abate.

​Segurei-a pelos cabelos loiros com força, puxando a cabeça dela para trás até ela soltar um gemido de dor.

​— Fica de joelhos — ordenei, apontando para o chão frio ao lado da cama.

​Ela não hesitou um segundo. A socialite rica da Barra da Tijuca, que os gringos olhavam com respeito no jantar, ajoelhou-se no cimento áspero, olhando para cima com a boca entreaberta. Puxei a minha calça de moletom para baixo, liberando minha masculinidade que saltou completamente rígida, latejando de veias estufadas.

​Helena nem esperou meu comando. Ela agarrou a minha base com as duas mãos e engoliu tudo o que pôde de uma vez só. O tamanho bruto a fez engasgar de imediato, as lágrimas escorrendo pelos olhos enquanto o fundo da garganta dela tentava acomodar a minha espessura. Segurei firme na nuca dela, ditando o ritmo, enfiando fundo, sem me importar com o choro abafado. Eu a forcei a engolir até o talo, sentindo o queixo dela bater contra os meus pelos pubianos.

​Depois de alguns minutos de puro sufoco, eu a puxei para cima pelos cabelos e a joguei de bruços na minha cama estreita.

​— Igor, a minha bunda... ainda está doendo muito... — ela choramingou, olhando de lado, tentando amolecer o meu jogo.

​— Ótimo. É para doer mesmo — respondi, sem a menor piedade.

​Subi na cama, ajoelhando-me atrás dela. Não usei lubrificante, não usei cuspe, não usei nada. Segurei as duas bandas da bunda dela, abrindo o caminho que eu já havia desbravado na adega, e mirei o cano grosso direto no mesmo lugar.

​Empurrei com toda a minha força.

​O grito de Helena foi abafado contra o travesseiro barato da minha cama. O corpo dela esticou inteiro, os dedos das mãos cravando no colchão velho enquanto eu entrava rasgando, laceando aquela carne estreita na marra. A dor inicial fez o corpo dela travar, mas a brutalidade do encaixe era o que fazia aquela gostosa delirar.

​Comecei a socar sem dó. O ritmo era rápido, pesado, violento. A cama de solteiro rangeu alto contra a parede do alojamento, a estrutura de madeira estalando a cada investida. Eu não estava ali para fazer amor; eu estava ali para castigar a esposa do playboy. Segurei-a pela cintura, erguendo o quadril dela para que o ângulo ficasse ainda mais cruel, e continuei o massacre.

​Tapa, tapa, tapa.

​O som das minhas bolas batendo com força contra as nádegas dela ecoava pelo quarto abafado. Helena chorava alto, um choro misturado com gemidos estridentes, completamente entregue àquela humilhação física. A pele dela estava suada, colando na minha, e o cheiro do sexo bruto tomou conta do alojamento de serviço.

​— Fala de quem é essa bundinha, Helena! — rosnei, desferindo uma palmada violenta na nádega esquerda dela, deixando a marca da minha mão acesa na pele clara. — Fala! É do doutor que está dormindo lá em cima?

​— Não! Não! É sua... ahnn... é toda sua, Igor! — ela gritava no travesseiro, os espasmos de prazer começando a tomar conta do corpo dela. — O Marcelo é um frouxo... ele não é homem... me quebra, Igor! Me arromba!

​Aquela confissão da patroa me deu o estalo final. Segurei os dois braços dela para trás, imobilizando-a por completo na cama, e desferi as últimas estocadas com o máximo de violência que o meu corpo aguentava, afundando até o osso pubiano bater na carne dela. O cuzinho dela apertou o meu membro com uma força absurda, sugando tudo no momento em que ela entrou num orgasmo anal violento, gritando alto no quarto escuro.

​Não segurei. Soltei um rugido baixo e descarreguei tudo o que tinha, uma porrada quente e volumosa bem no fundo do canal traseiro dela. Senti cada jato pulsar lá dentro, enchendo a gostosa até transbordar.

​Caí por cima das costas dela por alguns segundos, sentindo o coração de ambos batendo no mesmo ritmo acelerado. Helena continuava soluçando baixinho, o corpo mole, totalmente destruída sob o meu peso.

​Devagar, saí de dentro dela e me sentei na beira da cama, pegando outro cigarro. Helena rolou de lado, respirando com dificuldade, com o sêmen escorrendo grosso pelo lençol áspero do alojamento. Ela me olhou com submissão absoluta, esticando a mão trêmula para tocar a minha perna.

​— Você me trata feito um bicho... e eu amo isso — ela sussurrou, a voz quase sumindo.

​— Agora levanta, se limpa e volta para a sua mansão. O seu expediente aqui embaixo acabou — falei, soltando a fumaça do cigarro sem olhar para ela.

​Helena sorriu, exausta. Juntou o roupão de cetim do chão, usou uma ponta do tecido para se limpar mal e porquamente, e saiu do meu quarto pisando devagar, com as pernas visivelmente tortas pelo estrago. Ela ia voltar para a cama King Size, deitar ao lado do bilionário de 3 centímetros e dormir com o meu leite escorrendo pelo seu traseiro. E o Marcelo, no dia seguinte, continuaria achando que era o dono do mundo.

​POV: Igor

​O sol das sete da manhã bateu na janela do alojamento, trazendo aquele abafamento típico do Rio de Janeiro. Levantei, tomei um café preto forte feito na cafeteira elétrica de duas xícaras que eu tinha no quarto e vesti meu macacão de brim. Minha musculatura ainda estava um pouco rígida do esforço da madrugada. Olhei para o lençol da cama de solteiro; a mancha escura e seca no meio do tecido era o testemunho do que eu tinha feito com a patroa ali poucas vezes antes.

​Subi para a garagem principal por volta das oito. O dia prometia ser tranquilo, mas, antes mesmo de eu abrir a maleta de ferramentas para mexer no radiador do Porsche, o elevador panorâmico apitou.

​As portas de vidro se abriram e Marcelo saiu de lá de dentro.

​Ele vestia um terno azul-claro sob medida, a gravata perfeitamente alinhada e o sapatênis de salto interno brilhando. Mas o que realmente chamava a atenção era o sorriso no rosto do playboy. Ele parecia ter rejuvenescido uns dez anos. Andava com o peito estufado, os braços balançando com uma energia leve, quase flutuando nos seus 1,70m de altura.

​— Igor! Meu grande amigo! Bom dia! — ele exclamou, a voz ecoando alegre pelo concreto da garagem.

​— Bom dia, Dr. Marcelo — respondi, largando o pano de estopa na bancada. Mantive a postura firme, encarando-o de cima com o meu um metro e noventa.

​Marcelo parou na minha frente e, para a minha surpresa, me deu um tapa amigável nas costas — o braço dele precisou esticar bem para alcançar meu ombro.

​— Rapaz, eu precisava descer aqui pessoalmente para te dar um abraço. Que contratação fantástica eu fiz! Você não é apenas um mecânico e um motorista excepcional, Igor. Você trouxe uma energia nova para essa casa. Uma vibração de... de ordem, de eficiência!

​— Fico feliz que o senhor esteja satisfeito com o serviço, doutor — comentei, limpando o canto da boca com o polegar, segurando o riso que queria brotar.

​— Satisfeito? Eu estou radiante! — Marcelo começou a andar de um lado para o outro, gesticulando com as mãos curtas. — Você sabe como é o casamento com mulheres bonitas e jovens como a Helena, Igor... Elas são temperamentais, artísticas, às vezes entram numa névoa de mau humor que dinheiro nenhum resolve. Há meses a Helena andava tensa, reclamando de dores de cabeça, distante na cama... Uma apatia que estava me preocupando, confesso.

​Fiquei imóvel, apenas escutando o relatório do corno.

​— Mas hoje? — Marcelo parou, os olhos brilhando. — Ela acordou uma nova mulher! Você precisava ver, Igor. Ela desceu para o café da manhã radiante, com um sorriso de orelha a orelha. Até o jeito de ela andar mudou! Estava meio... dengosa, andando devagar, com as pernas um pouco travadas, sabe? Ela me disse que era o reflexo de relaxamento profundo de uma noite bem dormida. Ela elogiou o jantar, elogiou o vinho que você buscou... Enfim! Há muito tempo eu não via a minha esposa tão... preenchida de alegria.

​"Preenchida" era exatamente a palavra certa. Senti o peso do meu membro dar um pulso dentro do macacão de brim ao lembrar do sêmen que tinha transbordado do traseiro dela no meu colchão poucas horas atrás. Ela devia estar andando torta porque o cuzinho ainda estava pegando fogo.

​— Que bom, Dr. Marcelo. Mulher bonita precisa de atenção constante para não perder o brilho — falei, jogando a verde com a maior cara lavada do mundo.

​— Exatamente! Você entende das coisas, Igor! — Marcelo bateu com o punho na palma da outra mão, encantado com a minha "sabedoria". — E como eu sou um homem de negócios justo, eu sei reconhecer quem agrega valor à minha vida e à minha família. O seu trabalho ontem à noite, assumindo o controle da situação com os americanos, sendo prestativo com a Helena na adega... Tudo isso merece recompensa.

​Marcelo enfiou a mão no bolso do paletó e puxou um papel dobrado. Era um cheque administrativo do banco dele. Ele estendeu o papel para mim.

​— Estou dobrando o seu salário fixo a partir deste mês, Igor. E aqui está um bônus de dez mil reais em dinheiro pelo gerenciamento de crise de ontem. Continue cuidando bem da nossa garagem, dos nossos carros... e mantendo essa eficiência que faz a engrenagem da casa rodar tão bem. Se a Helena está feliz e o ambiente está leve, eu trabalho melhor e ganho mais dinheiro. É o ciclo do sucesso!

​Peguei o cheque com a minha mão calejada. Olhei para o valor. O playboy estava me pagando uma fortuna para eu continuar quebrando a esposa gostosa dele de quatro no alojamento de serviço.

​— Agradeço o reconhecimento, Dr. Marcelo. Pode ter certeza de que, no que depender de mim, a Dona Helena vai continuar... muito bem cuidada. Vou continuar dando assistência total aqui embaixo.

​— Eu sei que vai, meu rapaz, eu sei que vai! — Marcelo sorriu, orgulhoso da sua própria "visão de liderança". Ele olhou para o relógio de ouro no pulso. — Bom, preciso ir para o escritório na Avenida Chile. Tenho uma reunião sobre o novo fundo imobiliário. Tenha um bom dia de trabalho, Igor!

​— Bom trabalho para o senhor também, doutor.

​Marcelo virou as costas e entrou no elevador, subindo de volta para o topo do seu império de papel. Guardei o cheque no bolso do macacão, soltando uma risada curta e grave que ecoou pela oficina vazia. O dinheiro daquele otário era incrivelmente fácil de ganhar.

​Voltei a me inclinar sobre o Porsche, mas não demorei dez minutos trabalhando até ouvir o som sutil de chinelos de pano estalando contra o porcelanato cinza.

​Virei-me devagar. Helena estava descendo as escadas laterais da área de serviço. Ela vestia um vestido de linho branco soltinho, sem sutiã, com os faróis acesos marcando o tecido. O caminhar dela era exatamente como o marido tinha descrito: lento, com as coxas um pouco afastadas, protegendo o traseiro que eu tinha massacrado no cimento e na madeira.

​Ela trazia uma caneca de porcelana com café expressionista e um sorriso sacana nos lábios bem desenhados.

​— O meu marido passou por aqui? — ela perguntou, parando a dois metros de mim, escorando-se na bancada com um gemido baixo de dor ao apoiar o peso.

​— Passou — respondi, puxando o cheque do bolso e mostrando para ela. — Acabou de me dar um aumento e dez mil de bônus porque você acordou feliz e relaxada hoje, madame.

​Helena olhou para o cheque e depois subiu os olhos para mim, soltando uma gargalhada deliciada, cobrindo a boca com a mão livre.

​— Eu não acredito... Ele é muito idiota, Igor! — ela sussurrou, aproximando-se mais, o calor do corpo dela me alcançando. — Ele veio me dar um beijo antes de sair e disse que o meu semblante estava mais "leve". Mal sabe ele que eu passei a manhã lavando o seu leite do meu lençol e que mal consigo sentar na cadeira da mesa de jantar.

​— É bom você se acostumar com a dor, Helena — segurei o queixo dela com os dedos sujos de graxa, apertando com força, fazendo-a olhar nos meus olhos. — Porque agora que o doutor aumentou o meu salário, o meu nível de exigência com a mercadoria dele vai ser ainda maior.

​Os olhos dela dilataram na hora, o corpo tremendo de excitação com a minha ameaça.

​— Me usa, Igor... Gasta cada centavo do bônus dele no meu corpo — ela pediu, entregue, roçando os lábios na minha mão suja.

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