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O Silêncio da Sede

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Um conto erótico de DivoFemboy
Categoria: Gay
Contém 2456 palavras
Data: 28/06/2026 20:10:33

​O ranger da madeira velha do casarão colonial era o único som que competia com o canto insistente das cigarras no lado de fora. Renan ajeitou o short de linho claro, curto e solto nas coxas, enquanto terminava de passar o café. O aroma forte trazia um falso conforto. Olhou para as próprias mãos, limpas, com as unhas bem cuidadas, e suspirou. Aos vinte e seis anos, a falência de seu pequeno ateliê na capital o havia empurrado de volta para as suas origens: a fazenda de gado da família, no interior profundo de Minas Gerais.

​Ele se sentia um peixe fora d'água. Sua delicadeza, seus trejeitos suaves e as camisas de tons pastéis que gostava de usar pareciam uma afronta àquela terra bruta.

​A porta da cozinha foi empurrada com força, batendo contra a parede. Renan deu um sobressalto, o coração saltando no peito.

​Era Igor.

​O primo, de apenas dezoito anos, parecia ocupar todo o vão da porta. Ele exalava o cheiro forte do couro, do suor da lida e do campo. Apesar da idade, o corpo de Igor era imenso, moldado pelo trabalho pesado com o gado, os braços grossos e marcados por veias saltadas, a mandíbula sempre travada em uma expressão hostil. Seus olhos escuros e fixos pousaram em Renan, subindo dos pés calçados com meias fofas até o rosto assustado do mais velho.

​— O pai e a mãe já foram para a feira em Uberaba — a voz de Igor ecoou, grossa, sem um pingo de calor. Ele jogou o chapéu de feltro sujo sobre a mesa de madeira maciça. — Só voltam daqui a uma semana.

​Renan engoliu em seco, apertando a xícara contra o peito. A menção de ficar completamente sozinho com o primo caçula mandou um calafrio incômodo por sua espinha. Igor sempre fora um garoto agressivo, mas agora, com tamanho de homem e a brutalidade estampada no rosto, ele parecia perigoso.

​— Ah... que bom. D-quer dizer, eles avisaram que iriam cedo — Renan tentou sorrir, sua voz saindo fina, quase um sussurro inocente. — Você quer café, Igor? Eu acabei de passar.

​Igor não respondeu de imediato. Deu passos lentos e pesados na direção de Renan. A bota suja de lama contrastava violentamente com o chão limpo que Renan passara a manhã limpando. O caçula parou a centímetros dele, pairando como uma sombra. Sua presença física era sufocante.

​— Você não cansa de parecer uma mocinha, Renan? — Igor sibilou, a voz carregada de um escárnio violento. Ele esticou a mão calejada e segurou uma mecha do cabelo castanho e macio de Renan, puxando de leve, apenas o suficiente para obrigar o mais velho a olhar para cima. — Olha para você. Que tipo de homem usa uma roupa dessas no meio do mato?

​— Igor, solta... está machucando — Renan pediu, os olhos arregalados, marejados pela dor e pelo susto. Sua submissão natural o impedia de revidar.

​Igor deu um sorriso sombrio, os olhos brilhando com um sadismo puramente territorial. Ele não soltou. Em vez disso, puxou um pouco mais, aproximando o rosto do de Renan, sentindo o perfume adocicado do primo.

​— Uma semana inteira, primo. Só eu e você nesse fim de mundo. E aqui dentro, quem manda sou eu.

Igor soltou o cabelo de Renan com um solavanco, fazendo o mais velho cambalear para trás e apoiar-se na pia de mármore. Antes que o femboy pudesse recuperar o fôlego, a mão imensa e calejada de Igor fechou-se ao redor do seu pulso delicado. O aperto era como uma algema de ferro, apertando a pele alva até deixá-la avermelhada.

— Igor, por favor, me solta! Você está me machucando! — Renan implorou, a voz trêmula embargada pelo choro iminente. Seus olhos castanhos, redondos e cheios de uma inocência genuína, fixaram-se no primo, buscando um resquício de compaixão que simplesmente não existia.

— Cala a boca e anda — rosnou o caçula, arrastando Renan sem o menor esforço pelo corredor escuro do casarão.

Os passos pesados das botas de Igor ecoavam como uma sentença, enquanto os pés descalços de Renan mal tocavam o chão de tábua corrida. O bruto empurrou a porta do quarto do primo com o pé, fazendo-a estrondar contra a parede. O cômodo era o único vestígio de delicadeza naquela fazenda rústica: a cama arrumada com lençóis claros, o perfume adocicado no ar e as malas de Renan ainda meio abertas no canto, revelando suas roupas de linho, tons pastéis e tecidos suaves.

Igor jogou Renan na cama com brutalidade. O corpo frágil do mais velho afundou no colchão, os olhos arregalados de pavor enquanto assistia ao primo trancar a porta e guardar a chave no bolso da calça jeans surrada.

— Vamos ver que tipo de lixo você trouxe da cidade — disse Igor, um sorriso sádico desenhando-se em seus lábios grossos.

Com um chute bruto, Igor virou a mala de Renan de cabeça para baixo. Roupas delicadas, shorts curtos, suéteres de tricô fofos e meias coloridas espalharam-se pelo chão. O brutamontes pisou em cima de uma camisa de seda rosa, sujando-a de lama com desdém. Ele se aproximou da cômoda, onde Renan havia organizado seus produtos de cuidado pessoal.

— O que é isso aqui? Creme? Perfuminho de mulher? — Igor pegou um frasco de vidro caro e o cheirou, fazendo uma careta de nojo. — Você fede a florzinha, Renan. Homem de verdade na fazenda fede a suor e a terra.

Com um movimento rápido, Igor jogou o frasco contra a parede. O vidro se estilhaçou em dezenas de pedaços, inundando o quarto com um aroma doce e sufocante. Renan soltou um grito abafado, encolhendo-se na cama, puxando os joelhos contra o peito e cobrindo os ouvidos, trêmulo.

Igor não parou. Ele abriu as gavetas, arrancando de lá os hidratantes e os protetores solares, jogando-os no chão e pisando em cima com toda a força de suas botas, estourando as embalagens plásticas e espalhando os cremes pelo assoalho de madeira.

— Não... por favor, para... — Renan soluçava alto, a imagem da pura vulnerabilidade. Ele parecia uma criança assustada, um femboy completamente indefeso diante de uma força predatória.

Igor caminhou lentamente até a cama. O cheiro de suor, couro e o perfume adocicado quebrado criavam uma atmosfera densa e tóxica. Ele subiu no colchão, ajoelhando-se entre as pernas de Renan e segurando os braços do primo, prendendo-os acima da cabeça do mais velho. O peso do corpo massivo de dezoito anos esmagava Renan, tirando-lhe o ar.

— Essa palhaçada acabou, ouviu bem? — Igor sibilou, o rosto a centímetros do de Renan, os olhos escuros brilhando com uma possessividade doentia. — A partir de hoje, você não usa mais essas roupas de viado. Não vai passar essas porcarias na pele. Você vai ser o meu brinquedo nessa semana, primo. E brinquedo meu faz o que eu quero, na hora que eu quero.

Renan soltou um gemido de dor e submissão, incapaz de lutar, completamente quebrado pelo terror psicológico e pela força física esmagadora do primo caçula.

— Responde, porra! — Igor apertou ainda mais os pulsos dele, arrancando um choro agudo do mais velho.

— S-sim... Sim, Igor... Eu faço o que você quiser... — Renan balbuciou, entregando-se completamente ao seu papel de submisso, as lágrimas correndo livres pelo rosto pálido.

Igor sorriu, um som baixo e perigoso saindo de sua garganta. Ele soltou os pulsos de Renan, desceu da cama e caminhou até a porta. Antes de sair, olhou para trás, contemplando a destruição do quarto e o primo trêmulo na cama.

— Limpa essa bagunça. Quero a casa brilhando e o jantar na mesa às sete. Se eu ver uma gota de creme ou uma roupa dessas no seu corpo quando eu voltar do pasto... a punição vai ser bem pior.

A porta se fechou com força e o som da chave girando na fechadura selou o destino de Renan. Ele estava trancado, isolado do mundo, e agora pertencia inteiramente ao seu primo bruto.

O som das engrenagens do relógio de parede da sala parecia uma contagem regressiva para o inferno. Quinze para as sete. Renan esfregava a última mancha de hidratante que havia grudado entre as frestas do assoalho de madeira, as mãos trêmulas e os olhos vermelhos de tanto chorar. Seu quarto, antes um refúgio de lençóis macios e aromas doces, agora parecia uma cela violada. Ele havia conseguido recolher os pedaços de vidro do frasco de perfume que Igor quebrara, mas o cheiro ainda pairava no ar, forte, sufocante, como um fantasma de sua dignidade estraçalhada.

Com o corpo doendo pelo esforço e pelo medo, Renan levantou-se e foi até o banheiro. Olhou-se no espelho. Seu rosto pálido contrastava com os olhos inchados. A mandíbula de vinte e seis anos parecia frágil, as bochechas coradas pelo pânico. Seguindo as ordens violentas do primo caçula, ele havia se despido de seus shorts curtos e camisas de linho. Agora, vestia uma calça de moletom cinza desgastada e uma camiseta branca lisa, três tamanhos maior que o seu corpo esguio, que ele encontrara esquecida no fundo do armário. Sentia-se apagado, despido de sua identidade, exatamente como Igor queria. Um femboy reduzido à obediência.

Na cozinha, o fogão a lenha estalava, mantendo o arroz, o feijão e a carne de panela aquecidos. O vapor subia, misturando-se ao cheiro de gordura e tempero caseiro. Às sete em ponto, o barulho pesado das botas de couro ecoou na varanda.

O coração de Renan deu um salto violento contra as costelas. O pânico paralisou seus músculos por um segundo antes que o instinto de sobrevivência o forçasse a se aproximar da mesa, de cabeça baixa, as mãos unidas à frente do corpo em uma postura de pura submissão.

A porta abriu-se. Igor entrou. Ele exalava o cheiro forte do pasto, de esterco, suor e da brutalidade da lida. A camisa de botão xadrez estava suja de terra e desabotoada até o meio do peito largo, revelando os pelos escuros e a pele bronzeada pelo sol inclemente do interior. Ele jogou o chicote de couro que usava para conduzir o gado sobre o balcão. O estalo do couro contra a madeira fez Renan sobressaltar-se.

Igor não disse uma palavra de imediato. Seus olhos escuros, predatórios e frios, fixaram-se na figura encolhida do primo mais velho. Ele caminhou lentamente até a mesa, puxou a cadeira de madeira maciça com o pé e sentou-se, abrindo as pernas de forma imponente, dominando o espaço.

— Serve o meu prato — ordenou Igor, a voz grossa vibrando no silêncio da cozinha.

— S-sim, Igor... — Renan balbuciou, a voz quase sumindo.

Com os dedos pecando pela trepidação, Renan pegou o prato de cerâmica pesada. Suas mãos andróginas, com as unhas curtas e limpas, contrastavam terrivelmente com a bruteza do ambiente. Ele colocou uma porção generosa de comida, cuidando para não deixar nada entornar. Sabia que qualquer erro seria o estopim para a violência do bruto de dezoito anos. Aproximou-se da mesa com cuidado e colocou o prato diante do primo, dando um passo para trás logo em seguida, mantendo os olhos cravados no chão de cimento queimado.

Igor pegou o garfo e começou a comer com avidez, mastigando de forma ruidosa, sem tirar os olhos de Renan. O silêncio era quebrado apenas pelo som dos talheres e pela respiração pesada do caçula. Renan permanecia estático, o estômago embrulhado pelo nó do medo. Ele queria sumir, queria acordar daquele pesadelo, mas a presença física esmagadora de Igor no cômodo o ancorava à realidade cruel.

Após terminar metade do prato, Igor largou o garfo com força, produzindo um tilintar agudo que fez o corpo de Renan tencionar.

— Vem cá — o brutamontes comandou, recostando-se na cadeira.

Renan hesitou por um milésimo de segundo, o suficiente para Igor desferir um soco na mesa, fazendo os pratos chacoalharem.

— Eu mandei vir cá, porra! Tá surdo, caralho?

O femboy deu três passos rápidos, aproximando-se da lateral da cadeira de Igor. Suas pernas tremiam tanto que ele mal conseguia se sustentar. Igor esticou o braço musculoso e, com uma rapidez assustadora, segurou Renan pela cintura, puxando o corpo frágil do mais velho contra o seu flanco. O cheiro rústico e agressivo de Igor invadiu as narinas de Renan, deixando-o tonto.

— Vamos ver se você aprendeu a lição ou se vai precisar que eu quebre mais alguma coisa — murmurou Igor, a voz agora perigosamente baixa, quase um sussurro no ouvido do primo.

A mão calejada e imensa de Igor começou a tatear o corpo de Renan, iniciando uma inspeção física humilhante. Ele apertou as coxas de Renan por cima do moletom grosso, avaliando a maciez da carne que nunca havia conhecido o trabalho duro. Subiu a mão pelo quadril estreito, apertando os ossos da biqueira com força desnecessária, arrancando um gemido abafado de dor do mais velho.

— Sem creminho na pele hoje, né? — Igor deslizou os dedos ásperos pelo pescoço de Renan, subindo até o queixo, forçando-o a erguer o rosto. A pele de Renan, sensível, ardia sob o toque bruto do caçula. — Ainda tá cheirando a viado por causa daquele quarto, mas pelo menos tá vestido feito gente. Ou melhor... vestido com as minhas roupas velhas. Ficou largo. Parece uma bonequinha perdida.

As lágrimas que Renan tanto tentara segurar finalmente transbordaram, correndo quentes pelas bochechas pálidas. Ele fechou os olhos, incapaz de encarar o sadismo estampado nas feições do primo.

— Por favor, Igor... me deixa ir pro quarto... — Renan suplicou, a voz quebrada, o peito subindo e descendo em espasmos de choro.

Igor usou o polegar para esmagar uma das lágrimas no rosto de Renan, pressionando a pele com força até deixar uma marca vermelha. Um sorriso sombrio e satisfeito cruzou seus lábios. Ele adorava ver o primo de vinte e seis anos, que deveria ser o homem feito da história, reduzido a uma poça de lágrimas e total submissão sob o seu comando.

— Você só vai para onde eu mandar, Renan. Esquece a sua idade, esquece a cidade. Aqui você é meu. Entendeu bem? Meu.

Renan assentiu freneticamente com a cabeça, os soluços escapando por entre os lábios trêmulos.

— Entendi... Eu sou seu, Igor... por favor...

Igor soltou-o com um empurrão de desdém, fazendo Renan cambalear. O bruto voltou a pegar o garfo, terminando de comer como se nada tivesse acontecido.

— Limpa a mesa quando eu acabar. Depois, vai pro seu quarto e me espera lá. Eu vou tomar um banho e vou passar lá para ver se você limpou o chão direito. E é bom o chão estar brilhando, primo. Se eu achar um pedaço de vidro daquela sua porcaria de perfume... você vai descobrir o quão violento eu posso ser.

Renan apenas assentiu, encolhendo-se contra o balcão da cozinha, o terror absoluto tomando conta de sua mente. A primeira noite daquela semana estava apenas começando, e ele sabia que o verdadeiro inferno nas mãos de seu primo bruto ainda estava por vir.

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Comentários

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Que delícia!! Adoro machos como Igor, novinhos, fortes,mandões e sádicos. Um macho que me pega,levanta, faz tudo que quiser com meu corpinho e me faz parecer uma mulherzinha nos seus braços...viro sua cadelinha facinho.

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