Após um dia exaustivo de palestras e metas que martelavam nossas mentes, o ambiente corporativo deu lugar à urgência da noite. O barzinho foi apenas o prelúdio para o êxtase da boate, onde a exaustão se dissolveu em álcool e ritmo. O retorno ao hotel foi um borrão, encerrado apenas pelo aviso do motorista, e, de repente, lá estava eu: acordando no colo reconfortante do Paulão, pronta para incendiar o que restava de sanidade.
A suíte tornou-se o nosso território proibido. Entre goles de cerveja e o frenesi da música, despi-me de qualquer resquício de profissionalismo. Suzane já não existia; apenas uma mulher entregue ao fogo que consumia meu corpo, fiquei só de calcinha , a vestimenta eu joguei logne, Com a garrafa na mão, transformei o frigobar em um palco particular. Paulo se entusiasmou, despido de qualquer barreira, exibia uma virilidade que me desafiava; João, em sua cueca cinza, completava o cenário de perdição.
O clima atingiu o ápice quando nos fundimos. Beijos triplos, corpos roçando, uma coreografia de desejo absoluto. O que mais me excitou, contudo, foi o interlúdio que me permiti: afastei-me para assistir aos dois. Ver meus colegas de trabalho, homens que, horas antes, discutiam números, agora entregues a uma intimidade crua e visceral, foi eletrizante, nunca imaginei que pudesse assisti aquilo, não foi combinado, tudo espontâneo e regado a somente álcool.
O espumante, escorrendo pelo meu corpo, tornou-se o lubrificante perfeito para as línguas que exploravam cada centímetro da minha pele.
Precisava retribuir tanto carinho, Paulo abusou me dando dedadas e o João me xingou de puta, logo eu sua chefe, me permiti a agachar aos gritos dos machos e passei a chupar, alternando entre um e outro, sentindo o calor dos dois paus enquanto me perdia na cena.
A dinâmica tornou-se ainda mais voraz. Paulo, em uma demonstração de domínio, pegou o meu amigo pelo pescoço, e jogou na parede e o penetrou, assistir àquela entrega — o gemido abafado do João, o olhar faminto do Paulo direcionado a mim, como se eu fosse a próxima vítima do seu tesão — elevou o nível da adrenalina, eu fui até ele e disse no teu ouvido
_ vai me comer igual ?
Não havia espaço para pudor. Só assistir não era legal, passei me dedicava ao João, mão masturbando o pobre coitado que era penetrado, sentindo cada centímetro da sua virilidade na boca, meus olhos acompanhavam o espetáculo de carne e potência de Paulo penetrando-o com firmeza. Era uma coreografia de poder e rendição. Quando meu momento chegou, posicionei-me de quatro. Pedi, sussurrando no ouvido do Paulo, que ele me reivindicasse com a mesma brutalidade. Enquanto era preenchida por ele, envolvia o corpo do João em um abraço de suor e desejo, sabendo que, naquela noite, as metas de trabalho haviam sido soberbamente superadas.
Fui penetrada pelos dois em uma Dupla Penetração maravilhosa, gozei horrores, deixei os dois abusarem do meu corpo, e vá saber que horas paramos, só sei que acordei entre eles dois.
A manhã chegou trazendo a luz do sol através das cortinas da suíte, um contraste gritante com a penumbra e o caos de prazer que vivemos. Olhei para os dois, adormecidos e exaustos, e senti que, na segunda-feira, quando nos sentássemos à mesa de reuniões, nunca mais nos veríamos da mesma forma. O segredo entre nós não era um peso; era uma tatuagem invisível, um pacto silencioso de que, a partir daquele momento, a nossa produtividade teria um sabor muito mais picante.
Bjs até a próxima
