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Instinto primitivo - A leoa escarlate

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Um conto erótico de Haedrig
Categoria: Heterossexual
Contém 4163 palavras
Data: 26/06/2026 23:56:48

No dia seguinte, acordei cedo, antes de Kendra. O quarto ainda estava meio escuro, a luz fraca entrando pelas frestas da cortina. Por alguns segundos fiquei deitado, olhando o teto, ouvindo apenas o silêncio da casa e pensando no dia anterior, no encontro com Sofia e Lana. Levantei sem fazer barulho, desci as escadas, passei pela sala e fui direto organizar o que levaríamos. Peguei as coisas que já separamos para levar e comecei a carregar o carro. Quando voltei para dentro, Kendra já estava acordada, ela apareceu na cozinha ainda com o cabelo bagunçado, vestindo uma camisa larga, esfregando os olhos como se ainda estivesse meio perdida no sono.

— Nem pensa em sair sem mim — ela afirmou, encostando na pia.

— Eu já ia voltar para te chamar.

Ela ficou alguns segundos me olhando, como se estivesse decidindo algo que nem ela mesma tinha certeza.

— Não acha melhor você ficar?

— Não, eu vou com você.

— Tem certeza?

— Tenho — ela bocejou, pegou uma caneca qualquer e encheu de água antes de continuar. — Não faz sentido ficar aqui sozinha, e depois do que aconteceu da última vez, acho melhor ir junto para garantir que você e Lana não explodam a cabeça um do outro

Rimos juntos e concordei, numa discussão mais acalorada entre eu e ela, sem Sofia ou Kendra para nos acalmar, aquilo ainda era bem possível de acontecer. Voltei para o que estava fazendo e terminei de organizar o carro enquanto ela preparava algo rápido para comer. Saímos logo após o café, aquela estrada de terra até a casa de Sofia e Lana já começava a ficar familiar. Quando a casa apareceu no horizonte, o jardim já era visível antes mesmo da estrutura principal.

Estacionei próximo a porta para facilitar a descarga dos suprimentos. Antes que eu pudesse descer, a porta da frente já tinha sido aberta, Sofia apareceu primeiro.

— Vocês vieram! — ela gritou, enérgica demais como no dia anterior.

Ela desceu os degraus quase saltando, com aquela energia exagerada de uma bateria que nunca descarregava. O sorriso continuava o mesmo, de orelha a orelha. Logo atrás dela, Lana surgiu descendo as escadas, apenas observando. O olhar dela passou por mim, depois por Kendra, depois pelas sacolas no carro. Era um tipo de avaliação silenciosa, precisa, sem pressa.

— Vocês chegaram — ela disse por fim. — E cumpriram a parte do acordo.

Ela balançou a cabeça, aparentava um pouco desacreditada, talvez duvidasse que eu levaria as coisas que combinamos. Kendra levantou a mão em um aceno breve, eu assenti para as duas em cumprimento.

— Oi — a voz da Kendra saiu um pouco tímida.

— Entrem, entrem! A gente tem tanta coisa para fazer hoje — a voz da Sofia tomou conta de todo o som do ambiente.

Começamos a descarregar os itens do carro sem muita conversa, Lana ajudava já aproveitando para bisbilhotar o interior das sacolas. Quando terminamos de descarregar a maior parte, peguei a garrafa com a água do poço, deixando em cima da mesa da cozinha.

— O que é isso? — Sofia perguntou, se curvando e observando a garrafa. — Isso é da propriedade de vocês? Água do poço?

— Lana disse que você poderia verificar se está contaminada — falei olhando também para a garrafa.

— Claro, posso conferir, mas pode levar um tempo para ter um resultado — por um segundo, os olhos dela brilharam com interesse genuíno.

Sem esperar resposta, ela já virou em direção à casa, como se aquilo fosse prioridade absoluta, Kendra olhou para mim de lado.

— Posso ficar aqui, com ela? — Kendra perguntou alternando o olhar entre mim e Lana.

— Com a Sofia? — a voz de Lana saiu ríspida.

Ela assentiu.

— Melhor do que ficar esperando — tentei quebrar a tensão criada pelo olhar de Lana fitado em Kendra

— Vai lá — Lana respondeu finalmente.

Ela sorriu de leve e seguiu Sofia para dentro da casa, ficamos só eu e Lana, o silêncio entre nós não era mais desconfortável, era como dois colegas de trabalho ocupados com suas próprias coisas. Ajudei ela a organizar a maior parte das coisas até finalmente acabarmos tudo.

— Então — ela disse. — Pronto para a primeira expedição?

— Sim, já vim pronto.

Chegamos ao carro, ela abriu a porta do passageiro, entrou, ajustou o banco com rapidez e olhou para o painel. Vi o cabo do revólver na cintura, pelo menos estava armada e não precisaria protegê-la caso algo desse errado.

— Mapa — ela disse.

Peguei a bolsa e tirei o papel dobrado, abrindo sobre o colo dela.

— Primeira parada é essa aqui — ela apontou.

Casa mais próxima da rota.

— Depois essa — continuou, parando para pensar um pouco. — E então a fábrica.

Segui o dedo dela pelo mapa, a rota era simples.

— Três paradas — eu murmurei.

— Se tivermos sorte — ela respondeu.

Seguimos pela estrada em silêncio na maior parte do tempo, eu dirigia atento aos arredores e também de olho na estrada, procurando qualquer armadilha óbvia. Lana fazia o mesmo, os olhos sempre alternando entre a estrada e o mapa no colo.

— É logo depois daquela curva — ela disse, sem tirar os olhos da frente.

Reduzi a velocidade, a vegetação ao redor começava a ficar mais densa, como se a estrada estivesse sendo engolida aos poucos pelo mato. Quando a casa apareceu, não havia nada de chamativo nela, só mais uma construção isolada, velha o suficiente para ter sobrevivido por falta de importância, estacionei alguns metros antes. Desci primeiro, olhando ao redor, nenhum sinal de movimento, nenhuma trilha recente.

Lana já estava do meu lado quando chegamos à porta, empurrei a porta, destrancada. O interior confirmou o que já era esperado, poeira, móveis virados, armários abertos, aquela sensação típica de abandono apressado. Entramos devagar, separando os cômodos.

— Já limparam isso aqui antes da gente — murmurei, abrindo um armário vazio na cozinha.

— Sim — Lana respondeu, abrindo outra gaveta. — Mas continua procurando, pessoas quando saem as pressas sempre esquecem alguma coisa.

Ficamos alguns minutos revirando o que restava, praticamente nada útil, até que, no fundo da despensa, encontrei duas latas amassadas, levantei uma delas.

— Pelo menos isso.

Lana fez um som curto de aprovação, sem entusiasmo. Continuamos mais um pouco. Foi quando ela parou de repente, olhando para o chão do outro cômodo.

— Aqui.

Me aproximei, debaixo de uma mesa tombada, parcialmente coberta por poeira, havia uma caixa de madeira, não era grande, mas estava bem fechada, como se alguém tivesse feito questão de esconder. A abrimos juntos, dentro, alinhadas com uma precisão quase absurda, havia doze garrafas de vinho.

— Isso… não é nada útil — eu disse.

— Depende — Lana respondeu, pegando uma das garrafas e analisando o rótulo. — Isso aqui vale mais do que comida em alguns dias ruins.

Nos encaramos, a conclusão foi silenciosa. Voltamos até o carro carregando a caixa entre nós, sem discutir se deveríamos ou não, só colocamos no porta-malas.

— Próxima parada — Lana disse, já abrindo o mapa de novo.

E seguimos, a segunda casa apareceu depois de mais alguns minutos de estrada. Dessa vez, antes mesmo de parar, já dava para perceber diferença, havia sinais claros de uso recente, uma cerca improvisada caída, uma bicicleta enferrujada jogada perto da entrada.

— Aqui alguém ficou por mais tempo — comentei.

— Ou ficou tempo demais — Lana respondeu.

Entramos com mais cautela, e dessa vez, não estava vazio. A casa tinha sido abandonada às pressas, mas não saqueada completamente. Armários ainda cheios, caixas no chão, comida esquecida em cantos que ninguém teve tempo de vasculhar direito.

— Isso aqui é melhor do que parece — Lana disse, já abrindo uma despensa.

Latas de comida empilhadas, pacotes secos, algumas ferramentas ainda embaladas. Começamos a separar tudo de forma automática, quase sem conversa, Lana trabalhava rápido, abrindo, testando, organizando, eu carregava e acumulava tudo no carro. Foi quando encontramos o carro, ou o que sobrou dele. Um veículo parado atrás da casa, parcialmente desmontado, portas abertas, peças espalhadas pelo chão, o motor exposto como se alguém tivesse começado a desmontá-lo e simplesmente desistido no meio.

— Isso aqui é ouro — Lana disse, pela primeira vez com um tom mais vivo.

Ela já estava dentro do capô, puxando fios, avaliando peças.

— Bateria ainda pode estar boa — murmurou.

Fomos separando o que dava, ferramentas, cabos, uma bateria quase intacta, dois galões de gasolina escondidos atrás de uma lona. Quando terminamos, o sol já estava mais baixo, Lana fechou o porta-malas.

— Estamos indo bem, mas ainda falta a fábrica — ela olhou o relógio improvisado no pulso.

— Se voltarmos agora, vai ser gasolina desperdiçada — comentei olhando o horizonte.

— Sim, voltar para casa, ir para a fábrica e voltar de novo — ela concordou. — Não vai ser nada prático.

Voltamos ao carro, concordamos mutuamente e não verbalmente que era melhor ir para a fábrica do que voltar para casa. A estrada até a fábrica ficou mais longa do que deveria ser, a luz mudou rápido demais, quando finalmente vimos a estrutura ao longe, o céu já começava a perder cor. A fábrica era grande, um bloco industrial antigo, parcialmente cercado por árvores e ferrugem. Algumas janelas quebradas, outras ainda intactas. Estacionei.

— Isso não foi saqueado completamente — Lana disse.

Desci sem responder, o portão lateral estava aberto. Entramos, algumas áreas claramente limpas, outras intocadas há meses. Carrinhos industriais parados no meio do caminho, prateleiras ainda cheias em alguns setores.

— Medicamentos — Lana disse, já mudando o ritmo.

A partir dali, ela ficou mais rápida, abrindo portas, verificando caixas, organizando tudo, eu acompanhei. Encontramos itens de higiene primeiro, depois caixas de remédios, alguns ainda lacrados. Ela parou de repente diante de uma prateleira, pegou um pacote, absorventes. Por um segundo, a expressão dela mudou, uma sensação de alívio como se aquilo tivesse um peso diferente de tudo o resto. Ela rapidamente colocou no saco. Recolhemos o máximo que conseguimos carregar, enchemos o carro sem perceber.

Quando saímos da área principal, o céu já estava escuro.

— Não dá para voltar hoje — Lana olhou ao redor.

— Já esperava.

— Vamos dormir aqui.

Entrei no carro e estacionei ele dentro da fábrica, passando pelo portão principal, deixei ele mais escondido. Depois de escolhermos um canto mais isolado, próximo a uma parede interna sem janelas quebradas, improvisamos um espaço simples com caixas empilhadas e mantas encontradas no próprio depósito. Não era confortável, mas era seguro o suficiente. Lana pegou madeira dos móveis quebrados e improvisou uma fogueira para pelo menos não ficarmos no escuro absoluto.

Ela sentou primeiro, encostando as costas na parede. Eu fiz o mesmo do outro lado, deixando um espaço entre nós.

— A gente conseguiu bastante coisa — alonguei as costas e me acomodei.

— Uhum, como vamos dividir a caixa de vinhos?

— Não sei, metade para cada casal?

— É justo — ela encarou o teto. — O absorvente podemos dividir um terço para cada mulher.

— Ok, faz sentido — comecei a contar nos dedos quantas latas de comida conseguimos. — As latas podemos dividir meio a meia.

— As peças de carro podem ficar comigo?

— Sim, pode tentar consertar sua caminhonete.

— A gasolina também? Posso ficar?

— Pode, ainda tenho alguns galões em casa.

Ela sorriu e então, o silêncio veio, durou por alguns minutos.

— Então — ela disse, quebrando a quietude. — Qual é a de vocês dois?

— Kendra e eu? — olhei para ela por um instante, sem entender de imediato.

— Isso, vocês dizem que são “amigos” — ela fez o sinal de aspas com os dedos. — Mas parecem mais do que isso, como foram parar naquela casa sozinhos?

— Eu fiquei isolado em casa por um tempo, quando tudo começou — respirei fundo. — Eu só fiquei lá, tentando ter notícias dos meus pais.

Lana não interrompeu, ficou em silêncio apenas escutando. Continuei.

— Quando percebi que não teria mais notícia deles, eu decidi vir para cá — cocei a cabeça, aquilo era uma coisa que evitava pensar. — Kendra é minha amiga de infância e também vizinha, ela viu eu saindo e pediu para vir junto.

— E os seus pais, alguma notícia? — ela perguntou, sem suavizar o tom.

— Não — olhei para o chão por um segundo. — Em um certo ponto eu parei de me preocupar.

Silêncio.

— Sinto muito por isso — ela disse depois de um tempo.

— Não precisa sentir — inclinei a cabeça levemente, mudando o foco. — Eu queria te fazer uma pergunta.

— Se eu souber responder.

— Uma coisa que a Sofia falou… sobre vocês estarem num “tesão incontrolável”.

— Eu não vou deixar você comer a minha namorada — Lana soltou uma risada curta.

— Não é isso — respondi rápido.

— Eu sei — ela respondeu, ainda rindo. — Estou te zoando.

O ar ficou um pouco mais leve.

— Eu me senti assim com a Kendra desde que chegamos aqui — continuei.

Lana me observou por um segundo a mais do que o normal.

— Se você vai me perguntar o porquê, nem perde seu tempo — ela disse. — Eu também não faço a mínima ideia.

Outro silêncio.

— Você também fica pensando sacanagem o dia todo? — ela perguntou de repente.

Pisquei, sem responder, mas já concordando internamente.

— Porque eu fico. — ela respondeu direto. — É involuntário, desde o momento em que acordo, até nos sonhos.

Fiquei alguns segundos sem resposta.

— É… sim. Isso acontece comigo também.

Ela assentiu devagar.

— Não vai tentar dar em cima de mim? — ela perguntou.

— Por que eu faria isso? — franzi a testa.

— Porque eu sou uma mulher, você é um homem, estamos sozinhos aqui.

— E a sua namorada?

— Deixa que eu me preocupo com ela — ela respondeu, sem hesitar.

A frase ficou no ar por alguns segundos.

— Nesse momento acho melhor a gente descansar — eu disse por fim. — E tentar voltar vivo para casa amanhã.

— Eu te daria uma chance — Lana encostou a cabeça na parede, com um sorriso curto.

— Eu aproveitaria essa chance — respondi na hora.

Eu não queria ter falado aquilo, mas simplesmente saiu.

Porque?

— Certeza? E a sua namorada? — ela soltou uma risada baixa, o sorriso aumentou um pouco.

— Kendra não é minha namorada.

— Ah, verdade… esqueci — ela disse, divertida. — É que vocês agem como namorados.

— Que seja.

Silêncio de novo. Lana virou um pouco o rosto na minha direção.

— Você tá com aquele “tesão incontrolável” agora? — perguntei, retribuindo o olhar.

A pergunta saiu direta, sem vergonha nenhuma.

— Sim — ela sussurrou. — Desde que a gente saiu da casa.

Ela gentilmente engatinhou até mim, me senti como um rato sendo acuado por aquela leoa escarlate. Ela se aproximava devagar, até se ajoelhar no chão, na minha frente

— Faz muito tempo que não fodo com um homem — ela admitiu quando chegou perto de mim. — Estou um pouco nervosa, para ser honesta.

Ela começou a passar a mão na minha coxa, apenas me olhando de baixo para cima, um sorriso malicioso no canto da boca.

— Fica de pé — ela ordenou.

Obedeci sem questionar, como se tivesse uma arma apontada para a minha cabeça. Ela permaneceu ajoelhada, os dedos desabotoando minha calça com tanta rapidez que num piscar de olhos, meu pau já estava latejando no ar.

Lana respirou fundo ao ver, a mão quente dela envolveu minha pica, sentindo a textura e as veias saltadas, apertou firme. Então começou a punhetar devagar, enquanto uma mão trabalhava meu pau, a outra desceu pelo próprio corpo, por baixo da calça e afundando os dedos na buceta molhada, consegui ouvir o barulho obsceno.

Ela continuou me masturbando, tudo isso com os olhos fixados nos meus, então finalmente inclinou a cabeça e abocanhou meu pau de uma vez, colocando a língua para dançar ao redor da glande. A cabeça dela logo começou a se mover, chupando com vontade. Mesmo ela afirmando que fazia tempo que não fazia aquilo, ainda assim as habilidades com a língua eram muito boas. Sentia as bochechas sugando com força, criando um vácuo perfeito e enquanto me chupava, os dedos dela continuavam trabalhando a própria buceta, os gemidos abafados vibrando contra meu pau.

Depois de alguns minutos, ela se afastou, deitou na cama improvisada ao lado ao mesmo tempo em que tentava tirar a calça apertada. Se aquele rabo parecia duro e definido por baixo das roupas, ele desnudo era bem mais chamativo. Vi a calcinha descendo junto com a peça de roupa, completamente babada, fiquei parado por um momento só admirando o corpo dela exposto.

Ela sorriu para mim, não disse nada, mas na hora entendi o convite, caí de boca entre as coxas dela, o cheiro intenso de mulher excitada inundando minhas narinas. A língua logo encontrou o clitóris inchado, senti a ponta do nariz roçando nos pelos ruivos, fazendo ela arquear as costas na hora. Chupei com fome, saboreando o gosto do desejo dela. Os dedos entraram enquanto minha língua trabalhava, encontrando o ponto G e massageando em círculos.

Quando não aguentava mais esperar, subi pelo corpo dela, alinhando meu pau na entrada molhada de sua buceta. Olhamos nos olhos um do outro, sem palavras, apenas a respiração ofegante de ambos, empurrei com certa delicadeza, ainda sentia a mira de uma arma na minha cabeça, qualquer movimento errado e aquela mulher me matava com uma mata leão. Entrei devagar, mas o suficiente para fazer ela gemer alto, as unhas cravando nos meus braços, com força, parecia rasgar minha carne.

Quando senti as bolas batendo em sua buceta, passei a meter devagar, cada estocada era mais concentrada, com uma certa força, mas devagar. Até que chegou uma hora em que perdi o medo, puxei uma de suas coxas contra mim e a outra agarrei por trás do joelho, forçando-a se dobrar, meti fundo, com força, os barulhos obscenos tomaram o nosso quarto improvisado.

É, perdi completamente o medo mesmo, quando percebi, a virei abruptamente de lado, ela não protestou, apenas ergueu uma das pernas para facilitar a entrada do meu pau em sua buceta enquanto continuava fodendo-a freneticamente. Nossas bocas ficaram perigosamente próximas quando ela virou para trás, nos encaramos por um momento enquanto ela gemia e enquanto tentava me concentrar em não gozar rápido com aquela buceta fogosa me apertando.

De repente, ela se virou, me forçando a deitar de costas e sem tirar o meu pau de dentro, se posicionou em cima de mim.

— Minha vez — ela disse com um sorriso no rosto.

Lana começou a sentar com violência, quase esmagando meus ossos, senti chegando cada vez mais fundo quando seu útero apertava a cabeça do meu pau. Não sei descrever tudo aquilo que passei, era como se eu fosse um pedaço de carne que havia acabado de cair no prato de uma canibal. Os gemidos dela também aumentaram, ela chegava a gritar, rosnar, grunhir e fazer qualquer som que um ser humano faz quando está em êxtase.

A cavalgada dela quase custou minha vida, aquilo tudo era selvagem. Lana era selvagem.

— Vou gozar... — anunciei, o tom de voz baixo.

Ela ficou de pé de imediato, meu pau bateu na minha barriga e senti a porra quente no meu abdômen.

— Até que você durou bastante — ela brincou, caçando a roupa no chão e se vestindo.

— Achei que você ia quebrar meus ossos sentando desse jeito.

— Peguei pesado, é? — ela riu um pouco alto. — Prometo que a próxima vai ser pior.

— Próxima?

Ela só riu, não me respondeu.

— Você me deve mais um favor — ela falou enquanto se deitou na cama improvisada, já vestida.

— Por ter deixado eu foder você?

— Não, por você ter gozado antes de mim.

Consegui apenas rir. Era verdade, ela não havia gozado, talvez fosse minha culpa. Me deitei em cima do monte de papelão e respirei fundo.

— A gente conversa sobre isso depois.

O sono veio tão rápido quando o amanhecer, Lana e eu acordamos e nos preparamos antes do sol surgir. Quando saímos da fábrica, o ar ainda estava frio, o carro já estava carregado com os suprimentos que conseguimos reunir, cada espaço livre ocupado de forma quase metódica.

Nenhum comentário sobre a noite anterior. O silêncio entre nós não era desconfortável, era apenas um silêncio sem arrependimentos. Depois de algum tempo, a paisagem começou a ficar mais familiar, o desvios das casas, a estrada de terra e finalmente o jardim bem cuidado surgindo à frente da casa.

Estacionei, descemos juntos e começamos a descarregar as coisas do carro. Começamos a levar os itens para dentro sem muita conversa. Kendra não estava à vista, Sofia também não nos recebeu, o que era estranho, pelo menos seríamos agraciados com o belo sorriso da baixinha loira enérgica. Eu estava voltando com mais uma sacola quando ouvi o som, não era alto, vinha da casa. Lana também pareceu ouvir ao mesmo tempo que eu, ela reagiu primeiro, o corpo dela mudou sutilmente de postura, como se algo tivesse ativado um instinto automático.

Corremos juntos para dentro da casa, percebi que os barulhos eram gemidos prolongados, gemidos femininos, vinham do andar de cima, a porta do quarto estava aberta e foi ali que achamos a origem do barulho. Kendra e Sofia estavam nuas, as duas esfregando a buceta uma na outra. Kendra foi a primeira a perceber nossa presença, os olhos arregalaram por um instante, ela se afastou rápido, tentando recompor a roupa. Sofia, por outro lado, apenas ajeitou a postura, tranquila, como se nada tivesse acontecido de errado, se ajeitou e abriu as pernas na frente de todos, como se não fosse nada.

Lana deu mais alguns passos, entrando no quarto, não disse nada, apenas encarava Sofia que ostentava um sorriso devolvendo o olhar. Kendra terminou de se recompor rapidamente e saiu quase atropelando o próprio passo em direção a mim.

— Não é o que você tá pensando — ela disse baixo, já perto.

Eu não respondi de imediato, pois parecia exatamente o que eu estava pensando.

— Vocês dois, podemos separar os suprimentos depois? — a voz da Lana quebrou o silêncio constrangedor, a voz estava diferente, bem parecia com a Lana da noite anterior. — Preciso ter uma conversa com a minha namorada.

Kendra e eu não discutimos, apenas saímos, terminei de descarregar tudo e deixei na sala. Antes de entrar na sala pude escutar um barulho de tapa e um gemido, o mesmo gemido prolongado e feminino vindo do quarto das duas.

Comecei a dirigir, não disse nada por um momento, tentava processar aquilo tudo.

— Me explica isso — finalmente falei.

— O quê?

— Isso tudo, o que deu em você?

— Sério, eu não quis...

— Parecia que queria, trepada com a Sofia daquele jeito.

— Eu sei o que eu fiz, só não foi do jeito que você está pensando.

— Kendra, por um momento achei que Lana ia sacar a arma e atirar em você, tem noção de quão perigoso foi isso? Transar com a namorada dela? — comecei a subir o tom, ainda incrédulo pela cena que havia presenciado. — A gente conheceu elas faz menos de dois dias e vocês já estavam assim?

— Eu sei, mas...

— E desde quando você transa com outras mulheres?

— Que merda — Kendra gritou. — Deixa eu falar!

Fiquei em silêncio, confesso que me assustei um pouco.

— Primeiro, Lana não ia atirar em mim coisa nenhum.

— Como pode ter tanta certeza?

— A Sofia me falou.

— Ah, sim, ótimo. A Sofia falou.

— Antes que me julgue — ela respirou fundo. — Ela me explicou como a relação das duas funciona.

— E o que tem de especial?

— As duas se provocam o dia inteiro e acabam colocando outras pessoas no meio disso.

— E?

— Em resumo, as duas fazem ciúmes uma na outra, isso esquenta as coisas entre elas, é o combustível do relacionamento delas.

— Isso não faz sentido — falei.

— Eu sei, não fazia para mim também.

— Então por que você acreditou nela?

— Paguei para ver — ela deu de ombros. — E Lana não me parecia nada surpresa.

Aquilo me fez pensar, de fato, quando entramos no quarto, a reação de Lana tinha sido esquisita, nem em choque ela ficou, ela simplesmente olhou, e Sofia foi a mais esquisita, continuou com um sorriso no rosto.

— Agora que você falou isso... — murmurei.

— Viu? — ela me deu um soco fraco no ombro. — E você percebeu a reação da Sofia, certo?

— Sim, eu vi também.

— Bom, isso prova que ela não mentiu para mim.

— Ainda assim, eu não teria a coragem de ter apostado nisso.

— Pois é, mas sabe aquele tesão incontrolável? — ela suspirou. — Acho que me deixei levar.

O silêncio voltou por alguns segundos.

— Ok, também preciso contar algo — falei, um pouco envergonhado.

— Hum? — ela virou o rosto para mim. — O quê? Não vai dizer que você fodeu a Lana também?

Não respondi, Kendra me encarou.

— Não...

Continuei olhando para a estrada.

— Não acredito.

Ela explodiu numa gargalhada. Demorou alguns segundos para ela se recompor, de fato era engraçado, parecia mais o tipo de mentira que um amigo contaria para outro somente para se gabar.

— E como foi? Como era o gemido dela? — Kendra começou as perguntas incessantes. — Ela te dominou? Fez você limpar o sapato dela com a língua?

— Kendra...

— Ela tem cara de quem gosta dessas coisas, com toda aquela marra, aquele corpo definido... — ela voltou o olhar para a estrada, a voz ficou mais baixa e pareceu mais pensativa. — Ai, Deus, está ficando quente aqui, não é?

Ficamos em silêncio por um tempo, logo chegamos em casa. Guardei o carro e quando entrei, foi banho e cama, direto. Kendra entrou no quarto logo depois de mim, me encarou em silêncio, aquele olhar safado de sempre. E lá se foi mais uma noite intensa de sexo, sem espaço para o sono.

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