GALERA DESCULPA A DEMORA VOU TENTAR VOLTAR A ESCREVER A CADA UMA SEMANA TEM PELO MENOS MAIA DUAS TEMPORADAS ESSA SERIE, EU NAO VOU LARGAR ELA DE MAO IREI FINALIZAR ELA
Depois de ter feito a reunião com o pessoal, eu tive que ir resolver a parte mais difícil. Pedi ao Fernandes para marcar um encontro com o amigo dele da Polícia Civil, e também pedi ao Reis para agendar uma conversa com o diretor do presídio — os dois cumpriram o que pedi. Mas antes mesmo de me encontrar com qualquer um deles, eu já havia colocado o plano em prática. Matias já estava se organizando para voltar ao Rio de Janeiro; sua esposa e os dois filhos viriam com ele, mas ele precisaria ir até os Estados Unidos para buscar as coisas que eu havia pedido. Alguns dos itens não poderiam passar pela alfândega sem complicações, mas Fernandes daria uma força para que tudo chegasse sem problemas.
Eu já tinha pedido muita coisa ao Fernandes ao longo do tempo, por isso resolvi dar a melhor parte do plano para ele cuidar. Era uma etapa que calculei levaria pelo menos três meses para ser concluída, mas para tudo isso andar, primeiro eu precisava da permissão do delegado. Fui até a delegacia; Fernandes só havia me passado o nome dele: Barbosa. Chegando lá, me apresentei, foram chamá-lo e, assim que apareceu, Barbosa já foi direto ao ponto.
— Fernandes me pediu um favor para conversar com você, mas eu já sei o que você quer e não vou poder ajudar. Da última vez que dei liberdade para ele agir, ele acabou agredindo uma menina e o pai dela.
— Só peço que leve em consideração que, desta vez, eu estou no comando. Não estava presente quando isso aconteceu, mas já trabalhei com eles há tempo suficiente para saber como fazê-los segurar os impulsos.
— O seu problema, Marcos, é que a sua presença é o que mais me deixa preocupado em deixar vocês agirem por conta própria. Você levou tiros, foi traído, humilhado e feito de bobo até o fim. Todo mundo sabe que você quer vingança. Eu mesmo investiguei seu passado e há coisas no seu arquivo que eu não tenho nem permissão para ver, mas o pouco que vi já basta para saber que você é capaz de matar esses caras facilmente. E eu não quero mortes. Não é nem porque eles mereçam piedade — esses caras são vagabundos, sem dúvida — mas o seu capitão, o Machado, é um homem muito respeitado e conhecido no Rio. Ele não quer ver você preso, porque sabe que não merece cadeia por causa de lixo como esses. Mas se você matar alguém, eu vou ser obrigado a te prender.
— É exatamente por isso que eu vim pedir sua permissão: eu não pretendo matar ninguém. Eles não merecem a morte rápida e fácil. Tenho um plano e, se tudo der certo, consigo uma apreensão que vai colocar o seu nome na história da polícia do Rio de Janeiro, e ainda fico te devendo um favor.
— Como assim, não pretende matar ninguém? Como vai resolver isso?
— Sem tiros, sem sangue derramado nas ruas e sem causar alvoroço na cidade. Eles não vão nem saber o que os atingiu primeiro. Vão sangrar, vão perder tudo e se destruir sozinhos, mas não vão morrer, e ninguém terá do que reclamar.
— Então me explica esse seu plano, passo a passo.
Contei a ele cada detalhe do que eu havia arquitetado, o que precisava dele para dar certo e como ninguém — nem eu, nem vocês — seria preso se as coisas saíssem do jeito que esperávamos. De quebra, eu entregaria nas mãos dele pessoas que realmente mereciam estar atrás das grades.
— Ok, Marcos. Você é muito inteligente, tenho que admitir. Se isso der certo como diz, está feito. Mas saiba que vou cobrar esse favor que você está me devendo logo em seguida, sem te dar um minuto para respirar.
— Pode cobrar quando quiser, senhor.
Apertamos as mãos. Ele pediu que eu enviasse fotos e os nomes de todos os que estivessem atuando na rua, e orientou que, se precisássemos de algo, era só citarmos o nome dele que ele apareceria. Mas deixou bem claro: se aparecesse alguém morto ou se tudo saísse do controle, ele iria lavar as mãos, nos levaria para a delegacia e nos prenderia sem pensar duas vezes. Concordei e saí de lá com o apoio que precisava.
Agora faltava o dono do presídio. Fui ao seu encontro; Reis já havia avisado da minha visita, mas, ao contrário da conversa com Barbosa, esse encontro foi muito mais acalorado e cheio de atritos.
Chegando na penitenciária, avisei que iria falar com o diretor Alexandre. Fiquei aguardando, e foi um tempo surreal: esperei pelo menos duas horas, ele passou por mim avisando à secretária que iria almoçar, e só depois de mais um bom tempo de espera ela me chamou até a sala. Entrei, ele me olhou, dispensou a funcionária e começou a falar todo ignorante.
— O Reis, do BOPE, marcou essa reunião com você, mas sendo sincero, sua vinda aqui é perda de tempo, garoto. Eu não tenho nada que possa fazer por você.
— Primeiro, prazer em me apresentar: me chamo Marcos. E saiba que perda de tempo seria se eu não tivesse vindo aqui. Já sei como tudo funciona, só preciso conversar com o senhor e mostrar o meu ponto de vista. E já vou pedir: retire a palavra “garoto” da sua frase quando se referir a mim.
— Você pode tentar me impor respeito, mas eu sou um diretor de respeito. Por mais que eu odeie os detentos dessa prisão, eu não posso simplesmente entregar a cabeça de um deles para você. Ainda mais o Carlos, que é o chefe de todos eles; isso só me daria dor de cabeça e problemas.
— Eu não quero a cabeça dele, quero ele inteiro. E diferente do que está pensando, eu não pretendo matá-lo.
— E ainda bem, porque eu também não deixaria. Sou um diretor sério, nunca deixei e não pretendo deixar ninguém matar um dos meus detentos aqui dentro.
— Vamos com calma: primeiro, se eu quisesse matá-lo, não estaria aqui pedindo a sua permissão. Segundo... diretor sério? Rsrs... Não me faça rir.
— Você precisa de mim, garoto, e ainda vem me insultando? Sabe muito bem que está aqui para pedir um favor.
— De novo, retire o “garoto”. E eu não estou te pedindo favor nenhum. Estou te informando o que eu vou fazer na sua prisão, por respeito ao seu cargo — embora, pela forma que me recebe, o senhor não mereça respeito algum. E, mais cedo ou mais tarde, eu vou organizar tudo isso aqui melhor do que você consegue.
Naquela altura, nós dois já estávamos com os nervos à flor da pele, falando alto, o clima estava péssimo. Ele insistia em me chamar de moleque e não tinha nenhum respeito pela minha pessoa, e eu retribuía na mesma moeda, até que ele se levantou, virou-se para mim e disparou:
— Moleque, moleque não, seu pivete! Já falei e vou deixar bem claro: na minha penitenciária, não vou deixar você fazer a sua vingança de merda nenhuma. Vai indo embora antes que eu chame a polícia e conte o que você está querendo fazer aqui.
— O senhor está certo, melhor eu ir mesmo. Mas saiba que, ao sair daqui, vou direto ao prédio da SENAPPEN conversar com eles. Vou contar que não posso contar com a ajuda do senhor para investigar um traficante que claramente está recebendo privilégios dentro da prisão com o dinheiro do povo, enquanto ele pode usufruir de regalias e, inclusive, cometer estupro dentro da própria cela dele, e ninguém faz nada.
Ele me olhou, ficou pálido, não soube responder. Virei as costas e saí andando, com muita raiva.
Chegando em casa, estavam lá a Lara, a Bianca, a Aline e o Dudu, todos conversando e jogando conversa fora. Cumprimentei eles, entrei no banheiro e tomei um banho para relaxar. Quando saí, Dudu me puxou para um canto.
— Já fui lá e estou fazendo tudo o que você me pediu, Sargento.
— Muito bem. Continua fazendo exatamente isso até o Matias voltar dos Estados Unidos. A parte dele é fundamental para que a nossa dê certo.
Estávamos conversando em voz baixa até que Aline apareceu.
— O que esses meninos ficam conversando aí tão baixinho e em segredo, hein? Posso saber?
— Nada demais, amor. É só uma coisinha que o Sargento me pediu para ajudar. Nada de mais.
— Ta bom então, vamos embora que amanhã a gente trabalha cedo.
Antes deles irem, abri a carteira e dei 200 reais para o Dudu.
— Dá para a semana toda?
— Dá sim, obrigado.
Eles saíram. Ficamos só eu, Lara e Bianca dentro de casa, até que meu telefone tocou; era o Reis.
— Fala, Pantera, rapaz! O diretor Alexandre está em choque aqui comigo. O que foi que você falou para ele? O cara tá desesperado!
— Nada de mais. Ele tentou me diminuir e me desrespeitar, mas eu coloquei ele no lugar dele, mostrei como as coisas realmente funcionam.
— Pois então, ele quer conversar com você amanhã, com urgência. Disse que é importante.
— Pode deixar que amanhã, assim que eu sair da base, passo lá.
Fui dormir. Em seguida. Acordei pela manhã e, ao contrário de tempos atrás, agora eu andava com a arma à mostra, 24 horas por dia. Mas algo ainda me incomodava, e eu precisava resolver isso antes de tudo começar.
Sai da base e fui até a autoescola. Deixei tudo pago e resolvido. Depois passei no depósito, chamei a Lara, coloquei ela dentro do carro e levei-a até lá. Ela levou os documentos para dar entrada na habilitação; foi uma surpresa para ela. Pensei que ela fosse protestar ou ficar brava por eu ter pago tudo, mas ela aceitou super de boa — só reclamou um pouco de eu ter gastado dinheiro, conversamos e eu expliquei que era importante, e ela entendeu.
De lá, segui para a penitenciária, mas antes deixei ela na casa da Bianca. Chegando lá, nem precisei esperar horas e tomar aquele chá de cadeira como da última vez: Alexandre me atendeu rápido e, diferente da outra vez, me tratou com muito respeito e educação.
— Desculpa, Marcos. Ontem, quando você esteve aqui, você me pegou num dia péssimo, eu estava com a cabeça cheia de problemas e acabei descontando em você. Me diz, em que posso te ajudar? De verdade.
— Na verdade, sou eu quem pode ajudar o senhor. Primeiro: vou deixar você, de fato, controlar a sua prisão, não ser refém dela. Segundo: vou ajudar a controlar o Carlos direitinho, deixar ele e todo o poder dele na palma da sua mão.
— Rapaz, eu não quero te desrespeitar de novo, mas você precisa saber como que funciona o mundo aqui dentro. Carlos é um homem que tem muitos contatos do lado de fora, uma amizade muito forte com a facção que comanda a favela. É difícil controlar um homem desses; qualquer coisa que acontece com ele, o problema respinga para fora, e eu não posso deixar você matá-lo aqui dentro, senão isso vira um inferno na minha mão.
— Eu estudei, pesquisei e sei exatamente como funciona. E eu já disse: não vou matá-lo. Não quero a morte dele, porque quero que ele pague por tudo o que fez. Morte é coisa simples, é livramento. Eu vou quebrar ele por dentro, acabar com a dignidade dele, e depois sim, quebro ele fisicamente. Quero que ele viva para ver tudo o que ele construiu desmoronar.
— Então o que quer que eu faça? Tire alguns privilégios dele aqui? Quer que eu troque os monitores, fique de olho em tudo o que ele faz?
— Não. Eu quero o contrário: dê mais privilégios a ele. Deixe ele solto, achando que manda em tudo, que manda em todos, e que até manda no senhor. Deixe ele se achar o dono do mundo. Depois, em determinado momento, eu vou querer cinco dias de acesso livre na sua penitenciária. Quando eu pedir, coloque ele na solitária, deixe eu ficar sozinho com ele, e até lá... segue tudo normal, como se nada fosse mudar.
— Ok, pode deixar comigo. E sobre o que você falou de visitar certas pessoas aqui dentro, ver os detentos... isso pode ficar só entre nós? Ninguém mais precisa saber.
— Assim como a minha visita e o que eu vou fazer com o Carlos ficará só entre nós.
— Fechado.
Apertamos as mãos e saímos de lá, tudo acordado.
Em seguida, eu tive que viajar e passar esses três meses fora em missão, já que estava apto para voltar ao trabalho.
Enquanto eu estava em missão na Amazônia Silva estava comigo e um certo dia tocou meu telefone e era o Barbosa cobrando o seu favor, Silva me viu perguntou o que se tratava eu expliquei e ele se ofereceu para cuidar desta parte, que eu era so para me preocupar com o plano do Carlos
Durante esse tempo, tudo foi sendo armado e preparado para que, na minha volta, eu pudesse dar o fim em tudo o que planejei.
Agora estou de volta. E a primeira coisa que fiz foi ir ver como estava o progresso de cada um da equipe.
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Me chamo Eduardo, mas muitos me chamam de Edu ou Dudu. Conheci o Sargento quando ele esteve na minha casa pela primeira vez, e o cara é o maior da hora! O que ele fez pela Larinha, pela minha família e por mim, não tem explicação — é impossível não gostar e respeitar ele.
No começo, quando descobri que ele era militar, confesso que fiquei meio cabreiro, desconfiado. Mas com o tempo, a gente vê quem é quem, e percebi logo que o cara é sangue bom, gente fina de verdade. E não era só eu que via isso: eu via a minha gordinha babando por ele, e a prima dela também, hahaha. E não é para menos, né? O cara é bonitão, tem uma postura imponente, é sério, inteligente e parece que está sempre resolvendo algum problema difícil.
Mas eu me garantia com a minha gordinha, tranquilo. Para ter ideia, eu tenho 1,85m de altura, sou mais alto que ele, sou branco, magro, tenho o cabelo grande — daquele comprimento que não dá para fazer rabo de cavalo, mas que todo mundo fala que eu preciso ir ao barbeiro cortar —, sou barbudo e vivo de boné. Ele sabia que eu gostava de fumar um baseado de vez em quando, e em vez de me prender, me tratar mal ou ficar enchendo o saco, ele sempre me tratou com respeito e me viu como pessoa, não como vagabundo.
Depois que ele levou os tiros, as meninas desabaram de chorar e sofrimento, e os amigos dele começaram a aparecer por lá. Eu gostava muito dele, mas naquela época, eu não podia fazer nada para ajudar. Briga nunca foi a minha praia, meu negócio sempre foi violão, guitarra, música e paz. Eu me sentia até meio mal, inútil, por não conseguir ajudar em nada na parte pesada.
Até que um dia ele fez uma reunião com todo mundo, contou um pouco do que precisava e pediu a minha ajuda. Eu até estranhei, achei que não ia servir para nada, mas falei logo: se eu puder ajudar, pode mandar.
Foi aí que ele me explicou:
— Dudu, quero que você vá até a boca de fumo na cidade vizinha e comece a comprar lá, sempre. Vá com calma, converse, se mostre interessado. Pode ir tranquilo, que a polícia não vai te enquadrar, nem te parar. E mais: eu mesmo vou te dar o dinheiro para você comprar.
Poxa, baseado de graça, com segurança e ainda ajudando o cara que eu gosto? Quem não iria querer?
Cheguei lá, foi o de sempre. Na primeira vez, os caras ficaram desconfiados, querendo saber quem eu conhecia, de onde eu era, o que eu fazia. A primeira semana foi difícil, olha, tive que ter muita paciência. Mas finalmente consegui confiança e comprei a primeira quantidade.
Voltei todo feliz, cheguei na casa dele e entreguei:
— Sargento, comprei a parada, está aqui comigo. Toma.
Ele olhou, nem pegou e já me deu o maior esporro:
— Se tá doido, cara? Eu não uso isso, não!
— Ué, então o que eu faço com isso, então? Foi o você quem mandou comprar...
— Fica para você, joga fora, dá para alguém, mas não revende isso e nem dê para menor de idade, senão a sua imunidade vai de arrasta pra cima, entendeu? Você está aí para me ajudar, não para se ferrar.
— Tranquilo então, entendi direitinho.
Peguei o baseado, levei para casa. Chegando em casa minha gordinha veio logo me perguntando
— Amor o que você tanto conversa com o sargento ? Não estou gostando do vocês dois muitos próximos não em
— Esta com ciúmes relaxa minha gordinha só tenho olhos para voce
— Não e isso só acho estranho queria saber o que vocês tanto conversamos
— Ele pediu para eu fazer algo para ele, mas não posso falar o que é
— Ata estou observando
— Ta observando ate demais, acha que não vi voce olhando para ele
— Ta doido ele tem namorada e...
— E agora ta solteiro eu sempre te vi babando para ele mas agora estou de olho em voce em
Ela veio me beijar falando comigo beijando minha boca
— Amor ele a preto eu prefiro um branquinho não viaja não
— Em falar em viajar amor olha o que comprei para gente, mostrei o fininho para ela
Ela se animou pegou o isqueiro e começamos a fumar e o bagulho era do bom mesmo
A onda foi batendo eu e minha gordinha estávamos deitados na cama ela esrava vestida ela usava um vestido folgado mas curto uma.calcinha fio dental que era o tipo que ela maia gostava de cor branca e sutiã de bojo porque ela tem os peitos muito grande, ela era baixinha tinha 1,55 gordinha cabelos ate a altura do pescoço o rosto lindo com as maçãs da bochecha sempre destacava aquele sorriso dela
Ela tambem foi sentindo a onda bater ela fica com tesao rapido ela já veio subindo em cima de mim me beijando o vestido foi subindo eu já estava de pau duro com ela sentada no meu colo e fazendo movimento de pra frente e pra trás já sentindo ele duro eu coloquei o baseado na cabeceira e agarrei a bunda dela e comecei a beijar ela a cada toque eu eu dava ela gemia ela estava completamente sensível ao meu toque ela continuava ali roçando e beijando a minha boca eu fui abaixar minha bermuda mas ela não deixou segurou minha mão e entre gemidos falou
— Amor não tira não eixa assim mais um pouco ahhhhhhh
Depois que ela falou deu um gemido alto e começou a roçar em meu pau por cima da calca eu aproveitei abaixei o vestido dela e o sutiã junto e coloquei seus peitões para fora e agarrei ele chupando com vontade eu ficava revezando entre um e o outro ficamos assim por uns minutos ate que ela começar a gemer mais alto e começar a dar espasmos eu dou um beijo nela aonde nossas línguas ficam brincando uma com a outra depois de um tempo nos beijando o coração dela desacelerando eu a tiro do meu coloco e a coloco do meu lado olho para minha bermuda bege que eu usava e ela estava molhada pelo mel que saiu da sua buceta eu entao tirei a bermuda e a sunga junto e depois fui para o meio das pernas dela tirei sua calcinha com ajuda dela levantando o quadril eu fui para a buceta dela e comecei a chupar ela quando minha lingua bateu em sua buceta ela, tomou um choque e deu um gritinho
—Uiiii amor eu estou sensível vai devagar
— Pode deixar gata
Eu voltei a chupar ela com mais delicadeza fui jndo devagar ate info aumentar o ritmo aos poucos e não demorou muito ela gozou de novo na minha boca e ficou toda mole na cama com a respiração acelerada ela me olhou
— Amor essa maconha e muito boa puta que pariu eu to toda sensível gozei rapido fuas vezes nunca gozei assim
— Que bom que gostou agora eu tenho a fonte certa
— Vem ca que minha garganta esta seca preciso molhar ela me da esse pau aqui
Fui para perto da cabeça dela , me ajoelhei e dei meu pau para ela chupar, ela me abraçou pela cintura e começou o boquete chupando com vontade como ela sempre fazia ela nunca ficava so com a cabeça ela tentava engolir ele o tempo todo e sempre conseguia eu tenho um pau de 16cm e ela o engolia com facilidade eu sentia indo na sua garganta e voltando hora ela punhetava ele e teve uma hora que ela começou a chupar ele e a punhetar ao mesmo tempo eu não esrava mais aguentando e gozei mas gozei muito na boca dela , ela não conseguiu engolir todo o leite e vazou pela boca dela caiu uma gota na cama ela depojs de limpar meu pau todinho se abaixou e pegou a gota que caiu no travesseiro depois disso deitamos um do lado do outro respeitamos e nem deu tempo de mais nada ela veio me beijar eu senti o gosto do meu leite na boca dela , mas eu não erava ligando para mais nada meu pau mesmo depois de ter gozado não abaixava, ela ficava me beijando e começou a tocar uma pra mim enquanto nos beijamos ela não largava meu pau ficamos assim por um tempo ate ela subir em cima de mim encaixar meu pau na sua buceta e descer, parecia ate faca quente na manteiga de tao molhada que ela estava so escorregou para dentro quando entrou ela sou um gemido
— Ahhhhhhh que pau gostoso me fode amor por favor come essa puta
— Pode deixar comigo
Ela vinha quicando e eu socando de baixo para cima ficamos nessa posição por um tempo ate as pernas dela cansar eu nem dei tempo de ela respirar eu a coloquei no papai e mamãe agarrei os peitos dela e comecei a comer ela de novo com vontade e chupando aqueles peitos grandes, parecendo um bezerro faminto ela so gemia e fala
— Ai amor to toda sensível isso ta gostosos demais me come vai, não larga meus peitos não chupa eles, delicia
Eu não parava de comer ela ate que anuncia
— Vou gozar
— Vem goza comigo me enxergam de leite da deu na boca agora quero na buceta enxergar minha xota de leite vai seu safado, seu puto
Eu não aguentei e gozei no primeiro jato de porra dentro dela deixei meu pau la dentro pulsando
— Puta que pariu eu senti o jato la dentro seu cachorro eu to gozando seu puto
Ela começou a gozar de novo eu já estava exausto eu saí de cima dela ela esrava exausta que nem eu acabamos dormindo sem tomar banho aquele dia todos melados cheirando a sexo
Passou esse dias nos estávamos transnado o tempo todo mas só transavamos chapados aonde ela me liberou seu cuzinho coisa que raramente fazia porque falava que doia muito mas jossa vida sexual estava cada vez melhor ela desencanou de ficar querendo saber o que eu e Sargento estavamos fazendo
Depois disso, o Sargento começou a me dar mais e mais dinheiro, para eu ir comprando em quantidade cada vez maior. Eu já estava começando a ficar conhecido entre o pessoal da boca; eles começaram até a me chamar de Playboy, porque eu sempre tinha dinheiro sobrando e aparecia lá duas, três vezes por semana, sem medo de nada.
Foi então que eu descobri qual era a minha função ali de verdade. O Sargento veio conversar comigo sério:
— Dudu, se liga bem: esse dinheiro todo é para você comprar em grande quantidade, como se você fosse revender ou passar para frente. O que eu quero é que você ganhe a confiança deles, apareça que é negócio grande. Você precisa usar na frente deles ao menos uma vez, para parecer real. E tá vendo o Matias ali? Ele vai te dar umas coisas e te ensinar o que fazer. O resto é com você. Ah, e não usa tudo o que comprar, hein? O que sobrar, entrega para o Reis depois.
Cheguei lá, conheci o Matias de verdade antes so tinha visto ele poucas vezes. Ele sim parecia um playboy de verdade, mais branco do que eu, se vestia bem, sapato engraxado, relógio... tudo de primeira. Ele me mostrou uma camisa que eu até gostei, mas me falou que tinha uma câmera escondida nela, e me ensinou:
— Quando você estiver lá dentro, conversando ou negociando, evita deixar os braços na frente do peito, senão tapa a lente. Deixa os braços soltos ou apoiados na cintura.
Fui chegando lá e já falei logo que queria quantidade maior, que o pessoal do meu condomínio tinha gostado muito da qualidade daquela droga e que eu já estava comprando para todo mundo de lá. A princípio, eles ficaram cabreiros, achando estranho um cara de fora comprando tudo isso, mas com o tempo foram aumentando o fornecimento aos poucos.
Passaram-se dois meses. Eu já estava totalmente enturmado com o pessoal, comprando muito, eles já me levavam lá para dentro da sede deles, na sala reservada, e eu até tinha escolta para sair da favela, por segurança.
Até que um dia o Matias me pediu para colocar uma câmera bem escondida no esconderijo principal das drogas e aonde ficava o dinheiro. Eu não sabia como fazer, tinha medo de estragar ou de ser pego, então ele foi comigo disfarçado. Os caras estranharam ele ir comigo, claro, mas eu os acalmei:
— Relaxa, gente, ele é um primo meu. É de confiança.
E o Matias pareceu saber lidar com aquilo como ninguém, conversou, deu risada, foi simpático. Eles pediram para ele esperar do lado de fora, pois iam me levar para ver a mercadoria, mas eu falei:
— Não, ele precisa ir junto, não tem segredo não. Deixem ele ir, para vocês se conhecerem direito, porque quando eu não puder vir aqui, ele vem no meu lugar para buscar a encomenda.
Assim eles aceitaram e deixaram ele ir junto. Nem vi como foi rápido e silencioso: num piscar de olhos, o Matias já tinha colocado a câmera lá dentro. Eu estava todo suando de nervoso, olhando para ele o tempo todo, e mesmo assim não vi ele colocar a câmera. Só acreditei que tinha dado certo quando chegamos na casa do Sargento e ele me mostrou a imagem na tela: dava para ver tudo e ouvir tudo claramente. Essas tecnologias são diferentes mesmo, impressionante.
Depois disso, eu só ia lá comprar, conversar, manter a aparência e voltava para entregar as coisas para o Reis. Mas sempre segurava um pouco da mercadoria, claro, para poder fumar um e curtir com a minha gordinha em casa.
Passados os três meses que o Sargento ficou fora, ele voltou. Eu e o Matias sentamos com ele e contamos tudo: mostramos as gravações, falamos sobre cada um que trabalhava lá, como funcionava, e até descobrimos e entregamos o nome do gerente responsável por tudo.
Então Sargento me agradeceu disse que
A missão tinha dado certo, graças a Deus. Fiquei muito feliz em poder ajudar
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Reis
Depois de tudo o que aconteceu com o Pantera, quando ele finalmente acordou, ficamos sabendo da notícia da gravidez da Isis. A Bia ficou revoltada, pois mesmo depois de tudo o que aquela mulher fez, ele ainda dava atenção e preocupação a ela. Mas, apesar de qualquer ciúme ou raiva, eu e a Bia estávamos num relacionamento sério e firme. Todos já sabiam que estávamos namorando, e ela já estava praticamente morando na minha casa. Ela já não era mais de balada como antes a vida dela era juntos com as meninas elas viviam juntas
A única coisa que nunca mudou nela, desde o primeiro dia que viu o Pantera, era o desejo absurdo que ela sentia por ele. Ela falava abertamente sobre isso comigo, sem vergonha nenhuma, e no começo eu estranhava e ficava com raiva claro. Eu gostava muito dela, estava completamente apaixonado, mas com o tempo, comecei a falar também que tinha olho para outras, que também queria comer outras mulheres.
Chegamos então a um acordo: ela poderia dar para o Pantera quando quisesse, e eu poderia comer qualquer outra mulher que eu quisesse. Só não podíamos nos apaixonar por ninguém, porque paixão, amor e sentimento mesmo, só existia entre nós dois. Nessa conversa foi a primeira vez que ela disse que era apaixonada por mim e deixou claro que o que ela sentia pelo Pantera era somente Carnaval mas que mesmo que ele quisesse relacionamento com ela, ela não aceitaria porque não e via mas longe de mim
Depois que acertamos isso, tudo entre nós fluiu de uma forma que eu nem imaginava. O sexo ficava cada vez melhor, sempre apimentado, um falando do desejo do outro na frente, eu contando sobre quem eu via por aí e queria comer, ela falando do corpo e do jeito do Pantera... Era meio doentio, talvez, para quem olhasse de fora, mas para nós dois dava um tesão danado e era bom demais.
Um belo dia, estávamos conversando e ela começou a falar da visita que a Lara e a Bianca fizeram à Isis. Elas foram lá, trataram ela bem, com respeito, por causa da criança que esperava. A Bia ficou com muita raiva:
— Agora todo mundo vai tratar aquela mulher como se fosse santa, só porque está grávida? Que droga!
— Não é bem assim, Bia. — falei tentando acalmar — A criança pode ser filho do Pantera, e todo mundo gosta dele, ele é da nossa família. Claro que não vamos abandonar um filho dele, né? Seja de quem for, é sangue nosso agora.
— Você disse tudo, baby: possivelmente dele. Mas eu queria muito dar na cara daquela sonsa, por tudo que ela fez com ele, com a gente. Mas não posso, não, porque se eu bater numa grávida, eu sou a errada da história. Que ódio!
— E é melhor mesmo não fazer nada. Até porque... eu já fiz, e foi a pior coisa que eu poderia ter feito.
Ela parou, me olhou com aqueles olhos arregalados:
— Como assim, você fez? Fez o quê?
— Lembra que a investigação sobre ela deu errado, e eu te falei que não dava para ir atrás dela na época porque ela estava muito bem protegida?
— Lembro sim. O que é que tem a ver com isso?
— Então... eu fiz merda. No dia que eu fui lá, eu perdi a cabeça. Deixei o pessoal falar mais alto, criar confusão, eu mesmo bati na cara dela e ainda dei umas porradas no pai dela, que entrou na frente para defender ela. Saí de lá arrependido, achando que tinha sido um erro bater em nela.
— Mentira que você fez isso e não me contou nada, Baby?!
— Fiz e não te falei por vergonha, achei que tinha agido feito criança, que não era o meu papel...
Ela abriu um sorriso malicioso, daquele sorriso que eu conheço bem:
— Se você tivesse me falado isso no dia, eu teria te dado o meu cuzinho de tanto orgulho de você, meu amor!
— Opa, falei agora, então...
— Agora você vai ganhar só buceta! Demorou muito para falar. E lembre-se: esse cu aqui tem dono, e você sabe muito bem quem é, né?
Ela já falou isso me provocando ela vestia apenas um baby doll que deixava aquele corpo todo marcado e desenhado
Ela veio para cima de mim, me beijando estávamos na cozinha eu já apertei aqueles bundao dela a puxando para mim ela deu uma arrebitada na bunda pra eu pegar mais em cheio ainda ela beijava minha boca enroscando nossas línguas aquele beijo molhado e gostoso,eu que estava ao de cueca porque ainda era pela manha fiquei roçando meu pau na buceta dela por cima to nosso tecido eu dava chupao no seu pescoço e ela gemia e o gemido dela era gostoso aquele gemido rouco aquela mulher sabia me deixar doido com rapidez eu virei ela a coloquei encaixada na mesa abaixei seu short ate seu joelho, me ajoelhei e comecei a chupar aquela buceta e ao mesmo tempo passava a língua naquele cuzinho que não parada de piscar, teve uma hora que parei de chupar a buceta e passei só a língua aquele cuzinho parecendo um cara faminto e ela não parava de piscar ele na ponta da minha língua e falando putaria e tentando me provocar
— Isso safado língua esse cu prepara ele, sabendo que não e voce quem vai comer e sim seu amigo com aquele cacete gostosooooooo
Eu ouvia aquilo e não parava de chupar ela coloquei um dedo dentro dele entrou apertado, e comecei a chupar sua buceta com meu dedo no seu cuzinho , não demorou muito e ela gozou daquela jeito sem parar de falar putaria
— Isso safado assim eu vou gozarrrrr seu filho da puta vem aqui que quero esse rola na minha boca
Eu me afastei ela se virou ajoelhou colocou meu pau para fora e começou a me chupar dando uma boa chupada aquela boca quente eu sentindo a cabeça do meu pau bater no céu da boca dela ela chupando teve um momento que ela parou e começou a dar atenção às minhas bolas, colocando as na boca e chupando eu já estava ficando louco doido para gozar na boca dela e para provocar ela também comecei a falar enquanto ela chupava
— Continua assim mama direitinho quero ver se amarar melhor que a sua prima aquela putinha
Ela tirou a bola da boca me olhou deu um sorriso
— Não só mamo mas dou o cu melhor que ela mas isso só seu amigo sabe
Ela falou isso meu pau de um solavanco eu mesmo não entendia esse tesão que eu tinha quando ela me provocava , ela voltou a me mamar de novo e desta vez parecia mais faminta que antes eu segurei seu cabelo e comecei a enfiar o pau em sua boca como se tivesse comendo a sua buceta ela tirou a mão do meu pau e apoiou em minhas coxas e eu jogando a piroca o mas fundo que podia ate que ela empurrou minhas pernas para traz e saiu se levantou colocou os peitos sobre a mesa empinou a bunda e abriu com as duas mãos e vi aquela buceta aberta dava para ver o túnel de entrada e seu cuzinho fechadinho
— Vem come essa puta que ela precisa de pau, já que seu amigo não esta aqui, serve essa piroca ai mesmo
Eu tomado de tesao ouvindo ela me.provocando encostei atrás dela pincelei a piroca e fui colocar no seu cuzinho primeiro ela me afastou
— Já te falei esse cu tem dono, se contente com a buceta
— Quer na buceta então ta toma
Enfiei tudo de uma vez na buceta dela uma socada so empurrando tudo ckm brutalidade ela deu um grito
—AHHHHHHH SEU FILHO DA PUTA QUER ME ARROMBAR
Depois disso comecei a comer ela com vontade
— Sua prima aguenta rola de uma vez voce que ta fraquinho
Eu continuei comendo ela que só gemia ele u socando nela vendo aquela bunda grande meu pau saindo e entrando de sua buceta ela gemia me xingando me provocando
— Vai devagar seu corno que tenho que dar para o Sargento hoje e ele não tem pena da minha buceta
— Sua puta hoje vou te comer que voce não vai nem conseguir pensar em dar para outra pessoa
Eu socava nela firma ate que a virei de frente a coloquei em cima da mesa da cozinha tirei o resto do short do baby doll dela a sua camisa e ela deixou suas pernas aberta e coloquei ela no meu ombro e eu empurrei em sua buceta no frango assado eu já estava pingando de suor e ela estava suada também deixando aquele pele ainda mais bonita a buceta dela lisinha engolindo meu pau como se fosse nada aquela tatuagem de pimenta na virilha que ela tinha me deixava doido parecia ate que a buceta dela pegava fogo de tão quente que era, eu estava em transe olhando ela gemendo se masturbando e via aquele leve sorriso no rosto de quem estava adorando o momento e curtindo nos dois na pegando suor eu não estava mais aguentando de tanto tesão
— Vou gozar sua puta
— Goza agora não amor eu to quase
Eu não aguentei e comecei a gozar dentro da buceta dela
— Não eu ainda não gozei
Ela reclamando e eu já exausto depois de ter gozado
— Agora voce vai vir chupar meu peito ate eu gozar pode vindo
Eu comecei a chupar o peito dela e ela ficou se masturbando e falando
— O Sargento não me deixa na mão só goza depois de mim e voce goza na primeira oportunidade por ele que ele vai me comer e na sua frente para voce deixar de ser frouxo e ele ainda vai comer meu cuzinho voce entendeu
— Sim
— Fala mais alto que não ouvi
— SIM
— Caealhoooooooo to gozandoooooo
Ela gozou comigo chupando seu peito e falando um monte para mim depois que ela gozou m3 beijou e nós dois nos beijamos totalmente apaixonados, tiramos aquele fia para passearmos ir ao cinema e ela acabou esquecendo Isis
No dia seguinte, eu recebi todos os vídeos, fotos e relatórios de toda a movimentação, entrada e saída de drogas, tudo o que o Matias tinha gravado e me mandado. Peguei todo o material e fui direto para o batalhão informar o Coronel.
Ele já tinha ciência de tudo, sabia que eu estava trabalhando em conjunto com o Delegado Barbosa e com a Polícia Federal. Deixou claro que eu poderia usar a minha equipe, mas que eu teria que o informar de cada passo dado: seria uma operação conjunta e com total sigilo. Meu Capitão viu tudo, analisou as provas e deu a autorização total para eu ajudar a nossa equipe e tocar o plano.
Passei todas as informações para os meus homens, organizamos tudo e tínhamos o prazo de um mês para executar toda a operação. Agora, a minha parte estava toda feita, as provas estavam nas mãos certas. Eu só precisava agora da confirmação do Fernandes e do próprio Pantera para poder agir e dar o bote final.
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Fernandes
Me chamo Douglas Fernandes. Sou loiro, tenho o cabelo estiloso, sempre com um topete bem arrumado, uso apenas um bigode bem feito, e tenho o braço direito todo fechado de tatuagem. Tenho um metro e oitenta centímetros de altura. A turma pode até falar o contrário, brincar, mas na boa? Eu sou o mais bonito de todos. Malhado de academia. Mas casar, ter filhos, construir família... isso nunca foi para mim.
Sempre me dei bem aonde eu ia, afinal, 26 anos, bonito, bem resolvido e ainda sendo Policial Federal? Não existe mulher que resista. Meus amigos sempre falaram que o meu único defeito era o meu ego, e talvez seja verdade, mas eu também sempre fui muito estudioso e inteligente. Sou carioca da gema, nascido e criado na Pedra do Sal, o berço do samba. Sempre me movimentei entre Ipanema e Copacabana, vim de uma família bem estruturada, e como meus irmãos eram de famílias mais simples, Tirando o Matias , eles me chamavam de Playboy por eu gostar de me vestir bem e ter meus luxos.
Acho que foi exatamente por tudo isso — meu jeito, minha lábia, minha confiança — que o Marcos me deu essa missão. Ele sabia que eu era o único que conseguiria cumprir ela sem grandes esforços. E apesar de eu achar que seria fácil, foi muito mais complicado do que imaginei, tomei cada canseira, mas no final, consegui. Deu certo.
A minha carga de trabalho deu uma abaixada quando informei meus superiores que eu estava em uma missão conjunta com a Polícia Civil. Com mais tempo livre, aproveitei: comprei umas roupas novas, coisas bacanas, e numa sexta-feira à noite, saí para curtir. Fui direto a um pagode famoso, cheio de gente bonita e animação.na favela
E foi lá que eu vi ela. Aquela pretinha, sambando no meio da roda, tirando onda, ela era uma preta linda cabelos cacheados ate o ombro tinha 1,60 centímetros tinha coxa grande bunda bem empinada, ela usava um shortinho jeans e um tomara que caia, tinha os pelos do corpo tingido de loiro e um sorriso largo mostrando que era dona de si. Mas o estranho é que ninguém chegava perto dela, ninguém tinha coragem. Eu estava vestido simples mas com estilo: camisa preta sem estampa, bermuda de linho, tênis branco, óculos para dar aquele charme de intelectual (só estilo, não era de grau) e relógio no pulso. Na mão, uma batida de maracujá gelada.
Fiquei só observando. Ela tinha peito pequeno... aquele padrão de mulher de periferia, de rabetao e peitinho pequinininho, que sabe ser mulher. O rosto era delicado, mas tinha um sorriso safado, provocante, que desafiava qualquer um. Ela sambava solta, às vezes descia até o chão, rebolava, e eu continuava lá, de longe, admirando a obra prima.
Depois de tomar dois copos de batida, peguei uma cerveja e comecei a me soltar também, sambando, sorrindo, chamando atenção das meninas ao redor. Mas ela, que era quem eu realmente queria chamar a atenção, nem me olhava. Parecia estar num mundo só dela, sem dar confiança a ninguém.
Até que o grupo que estava cantando começou a tocar Velocidade da Luz, da Revelação. Foi a minha deixa. Fui até eles, pedi licença e pedi para dar uma palhinha no cavaquinho. Eles pararam tudo, achando que eu era só um playboyzinho querendo aparecer, e pensando em me envergonhar na frente de todo mundo, o vocalista pegou o microfone e falou alto:
— Calma aí, galera! Espera aí, o Playboy aqui quer tocar uma conosco!
O pessoal todo caiu na gargalhada, zoando muito.
— Você sabe tocar isso mesmo, Playboy? Ou é só pose?
— Eu arranho um pouco, vamos ver.
— Então tá, Edinho, passa o cavaco pro Playboy aí.
Ele me entregou o instrumento. Assim que toquei a primeira nota, já foi diferente. Comecei a tocar Brasileirinho, com toda a raiz, fazendo o cavaco "chorar". O pessoal parou de rir e começou a aplaudir, foi uma loucura.
— Não é que o Playboy sabe tocar mesmo?! — gritou um.
— E ainda sei cantar também, quer ver? — respondi.
— Agora ele quer roubar nosso emprego também, é possível? — zoou o vocalista.
Pedi para ele deixar eu tocar mais um. E então fui direto na clássica: “O Meu Lugar”, do Arlindo Cruz. Cantei, toquei, me apresentei. Quando terminei, foi só aplausos e elogios. Desci do palco, e fui andando devagar, me aproximando cada vez mais dela.
Ela me olhou de baixo para cima, analisando cada detalhe. Eu a encarei firme, cheguei mais perto ainda e falei baixinho:
— Não olha muito não, que sou maduro, vou acabar caindo de amores por você.
— Maduro, é? Você é verde ainda, menino. Pra ser maduro de verdade, tem que ser bem experiente na vida.
— Se eu sou verde e sem experiência, então não vou brigar com você, não. É sempre bom ter o que aprender.
Ela sorriu, deu uma pequena abertura. Eu fui na deixa:
— E já que eu quero aprender mais um pouco... me diz: o que você pode me ensinar?
— A primeira coisa que vou te ensinar é: olha direito onde você está e com quem está falando, moleque.
— Eu estou num samba gostoso, envolvente, conversando com a professora mais linda que já tive na vida.
— Só que essa professora linda não está disponível para alunos novatos, não.
— Eu sou paciente. Espero até o dia que ficar “EXPERIENTE “
— Pode esperar sentado, porque nunca vou estar disponível. E nem você experiente o suficiente
— Que bom, eu adoro um desafio.
— Garoto, você sabe com quem está falando, né? Sabe quem eu sou?
— Sei. Com a mulher mais bonita desse pagode.
— Exagerado! Isso tudo é cantada para me ganhar? Melhor tentar outra, que essa não cola.
— Te ganhar só falando verdades é o objetivo. E eu não me contento com pouco. As outras até podem ser bonitas, mas não são você.
Ela começou a rir, gostou da ousadia. Ficamos nesse bate-papo, eu atacando na lábia, ela rindo e me provocando, até que ela soltou:
— Aluno, você realmente não sabe quem eu sou, né? Mas pela sua inocência e coragem, eu vou te alertar.
Ela apontou com o olhar para uns 13 meninos que estavam ali, perto da saída, todos com a cara fechada, olhando tudo.
— Tá vendo eles? Quando eu sair de perto de você, eles vão vir aqui e te dar uma surra de pau que você nunca vai esquecer.
— Só por eu estar aqui conversando com você?
— Sim. Aqui tem regra, tem dono.
— Então... se eu fizer isso agora?
Não esperei resposta. Cheguei bem perto, segurei o rosto dela e lasquei um beijo na boca dela. Um beijão mesmo, demorado, onde a minha língua passeou pela sua boca toda, sem cerimônias, com desejo. Quando eu soltei ela, ela estava sem fôlego, arregalou os olhos, tentando respirar.
— Agora eles vão te matar, seu louco! Corre
— Então valeu a pena. Se eu morrer agora, já posso dizer que a minha missão na terra foi concluída com sucesso. Toquei os lábios de um anjo.
— Garoto, você é doido! Corre daqui, vai logo, sai da frente antes que eles vejam!
— Não vou sair não... antes, me passa o seu número.
— Não dá tempo, eles já estão vindo!
— Dá sim, só fala os números, tenho memória fotográfica.
— Então tá... (xxxx-xxxx).
— Seu nome, meu anjo? Jéssica?
Um menino colocou a mão forte no meu ombro. Eu vi que ele estava armado, com a arma visível na cintura. Ele falou sério:
— Beijando a mulher a força, irmão? Aqui talaricagem não passa batido, não.
— Perdão, senhores... eu não vi aliança na mão da oitava maravilha do mundo, e pensei que poderia ao menos chamar de minha por um minuto.
Ela sorriu de canto, sem graça, mas gostando. Um dos meninos deu um soco forte na minha barriga, o pagode todo parou para ver. Outro gritou de longe, girando a arma para o alto:
— Pode continuar o pagode, galera! É só um corretivo que vamos dar aqui no Playboy, depois volta ao normal.
A música voltou, tudo continuou como se nada tivesse acontecido. Eles me puxaram, me empurrando para ir na frente. Saímos do meio da galera, entrei numa rua estreita, depois me levaram para um beco escuro. Eu já sabia exatamente onde estava, já tinha decorado tudo com o Matias. Parei de andar, comecei a falar um monte de coisa, me desculpando, enrolava para ganhar tempo, e eles me empurravam cada vez mais forte.
Chegando numa curva do beco, eles me empurraram de novo, mais forte ainda. Na hora que eu senti o empurrão, já disparei correndo para o lado. Ouvi um disparo atrás de mim, mas não pegou, passando longe.
— Você está maluco?! Quer matar alguém cheio de casas aqui? A bala pode pegar em qualquer morador a essa hora da noite! — gritou um deles, assustado.
Eu corri feito louco, pulei um muro que dava num quintal com cachorro — que latiu muito, mas eu já esperava por isso — e rapidamente pulei o muro da casa de trás, caindo num terreno baldio. Saí de lá correndo, cheguei na pista principal, e lá estava o Matias com o carro parado, porta aberta. Entrei, ofegante.
— Rapaz, pelo disparo que ouvi, achei que tinha acontecido algo feio! — disse ele já ligando o carro.
— Sei lá, quase tomei um tiro de novo, kkkk. É a minha vida, né?
— Mas deu tudo certo? Conseguiu o número?
— Consegui, sim. Agora só esqueceu de me avisar que na primeira casa tinha cachorro, hein?
— Eu não sabia, só passei a visão do que tinha no vídeo que analisei. Mas ainda bem que deu tudo certo.
— Sim, deu sim. Agora preciso de um banho e de um uísque. Amanhã eu te aciono para começarmos a parte dois do plano.
— Valeu, irmão.
Ele me deixou em casa. Tomei um banho quente, relaxei um pouco, e por volta da 3 horas da manhã, mandei mensagem para o número que ela me passou:
— Oi, boa noite. Sei que já é tarde, mas dizem que anjos não dormem, né?
Ela demorou horas para responder, visualizou e nada. Até que:
— Oi. Você mandou mensagem para o número errado.
— Duvido muito. Não esqueceria do número que aquela pretinha linda me passou hoje.
— Eu não passei número nenhum, garoto. Se tá doido?
— Tá bom então. Amanhã eu te ligo novamente. Se não me atender, irei no pagode semana que vem de novo, e dessa vez vou ficar mais tempo.
Ela não respondeu mais. Fui dormir. Acordei por volta das 9h30 da manhã, liguei para o Alef Silva. Nós tínhamos essa mania: ou chamávamos pelo sobrenome, ou por apelido de animal. Eu preferia chamar pelo primeiro nome, e eles me chamavam de Fernandes ou de Papagaio — por causa da minha lábia. Eles tinham essa coisa de militar na veia. Eu só entrei na polícia porque dava dinheiro bom e podia atirar quando precisava, apesar de eu quase nunca trocar tiro de verdade; as minhas operações eram sempre bem resolvidas na conversa.
— Fala, irmão! Como está a vida por aí? Você e o Marcos estão aí, juntos, muito de conchinha? — perguntei para o Alef.
— Rapaz, aqui você sabe como é: horrível. Cada coisa que a gente vê aqui é para deixar qualquer um doido, sem condições.
— Sim, eu sei. Mas como o nosso irmão está lidando com tudo o que houve? A ex, o suposto filho, esse inferno todo com tudo isso na cabeça?
— Irmão, ele está aqui, presente, mas ele está... diferente. Está muito focado em voltar aí para o Rio e pegar esse Carlos. Ele não quer saber de mais nada, só disso.
— Ele não pode se agarrar a isso de um jeito doentio, senão ele vai endoidar.
— Eu só vou deixar ele sentir o gosto da vingança dele, mas isso não é mais para ele, Fernandes. Ele parece até o cara que conhecíamos no início: sozinho, calado, sempre sem falar direito com as pessoas, só passando ordens para todos e seguindo em frente.
— Entendo... Manda um abraço nele aí. Eu vou para a academia, botar essa cachaça de ontem para fora.
Desliguei o telefone, fui malhar. Quando deu 13 horas, chegou mensagem dela:
— Menino... como você escapou ontem? Eu fiquei preocupada, achava que tinham te pego.
— Hum... agora já está preocupada e lembrou de mim? Que bom!
— Desculpa... é que pensei que tinham roubado seu telefone e estavam me testando, mandando mensagem no seu nome.
— Entendi. Mas não é teste não, sou eu mesmo.
— Percebi agora... me diz, como escapou deles? Ninguém nunca consegue sair de lá ileso.
— Simples: beijei um anjo e fiquei abençoado. Nada me acontece depois de tocar os lábios de uma pessoa especial.
— Garoto bobo... para com isso e me conta direito.
— Te conto, mas antes quero saber uma coisa...
— Lá vem... fala.
— Gostou do beijo?
— Garoto, para com essa graça, pelo amor de Deus.
— Então não respondo nada, nem falo como fugi.
— Tá bom, tá bom... O beijo... não deu para eu dizer que gostei, porque fui pega desprevenida, você me roubou o beijo.
— Então temos que repetir, para você avaliar melhor e com calma.
— Você quase morreu ontem! Tem medo do perigo, não, é?
— Um dia eu vou morrer de qualquer maneira. Então, por que não morrer por algo que vale a pena?
— Você é muito cafajeste!
— Do jeito que você gosta.
— Como sabe que eu gosto?
— Sei porque você aí está doida para me beijar novamente, e sabe que é verdade.
— Convencido!
Ficamos conversando o dia todo. No dia seguinte também. Ela dizia que gostava da minha loucura, que gostava de ver que, mesmo sabendo que poderia morrer, eu tinha coragem. Disse que ninguém nunca havia desafiado o mundo dela daquele jeito, e isso mexia com ela.
Depois de muitas conversas, eu falei que iria no pagode da outra semana. Ela ficou desesperada, disse que eu não poderia ir, que eles estavam doidos para me pegar, querendo me matar. Mas eu dei um jeito.
O pagode começou. Eu estava doido para entrar lá, mas não entrei. Mandei mensagem para ela com uma foto minha, olhando para o pagode lá de cima, da janela de uma das casas dos morros ao redor.
— Garoto, você é doido! Onde você está? Sai daí agora!
— Acha mesmo que eu iria ficar longe do meu anjo? Quero te beijar. Como faz? Eu vou até aí ou você vem até mim?
Eu vi ela falando com umas amigas, depois elas saíram. Uma das meninas foi falar com os meninos armados, distraindo eles. Ela subiu a casa, e assim que abri a porta, puxei ela para dentro e fechei rápido. Já lhe dei um beijo de língua novamente, só que dessa vez ela retribuiu com tudo o que tinha. Ela usava um short jeans que valorizava aquela bunda e um parte de cima parecia ser de biquini , rio de janeiro calor daqueles. Se entregou naquele beijo, com vontade, me agarrou forte. Quando soltei ela para respirar:
— Meu Deus... você é muito louco. Você está aqui dentro? Como entrou nessa casa?
— Um amigo meu alugou ela já tem um tempo. Gostou da surpresa?
— Se eles te verem aqui, eles te matam, Douglas!
— Esquece eles por um segundo. Fala da surpresa: gostou ou não? Eles não me matam, não, nem conseguem chegar perto.
— Claro que gostei da surpresa... estou até tremendo de nervoso e emoção.
A ataquei novamente em mais um beijo daqueles, com tudo. Ela parou e disse que tinha que ir embora, que já estava demorando muito.
— Tenho que ir... se não eles vão sentir minha falta e virão procurar.
— Ah, fica mais um pouco... só mais um pouquinho.
— Não dá, gato... é muito arriscado.
— Então, se é arriscado aqui... vamos marcar em outro lugar? Longe daqui.
— Longe daqui? Tudo bem... pode ser.
— Tá bom, então marcado.
Dei outro beijo nela, apertei a sua bunda com vontade, e ela até deu um gemidinho manhoso no meu ouvido. Soltei ela devagar, ela se virou para sair, olhou para mim com aquele olhar de desejo:
— Seu louco...
Saiu e fechou a porta. Em seguida, já coloquei minha roupa de motoqueiro, capacete, desci, subi na moto e fui embora de lá sem deixar rastro.
No dia seguinte, já acordei com mensagem dela:
— Bom dia, gato. Olha, o que você fez ontem foi loucura... mas eu adorei. Ninguém nunca fez isso tudo só para me ver. Você sabe fazer uma mulher se sentir especial, sabia?
— O que fiz até agora foi o mínimo. Quero passar mais tempo com você, de verdade. Mas você vive fugindo de mim.
— Eu não corro não, você sabe disso. É que a minha vida é complicada.
— Pode passar um final de semana fora? Sair do Rio, conhecer outro lugar?
— Posso... mas tenho que inventar algo para poder sair. Por quê?
— Quero te levar em um lugar lindo, para passar só nós dois. Sem perigo, sem ninguém, sem regras.
— Que lugar é esse?
— Espera, vou te mostrar.
Mandei o link que o Matias tinha preparado, um site de viagem e pousada de luxo. Ela aceitou o link, viu as fotos do lugar, da praia, do quarto.
— Gato... isso não é caro, não? Deve ser muito dinheiro.
— Preta... para ficar um tempo com você, isso é barato. É quase de graça.
— Tá bom... eu vou dar um jeito de fugir daqui e nós vamos, sim. Com certeza.
Ficamos nos falando por um tempo, depois paramos para eu resolver meus afazeres do trabalho. Em seguida, liguei para o Matias:
— E aí, irmão? Como estamos?
— Entrei agora no sistema... e tudo é nosso. Já temos acesso a tudo.
— Show de bola. Informa ao Marcos, ele precisa saber que a fase 1 está concluída.
Fui ver os preços: alugar a lancha em Búzios saiu 5 mil, mais 1.600 de hospedagem, fora o que eu iria gastar com ela, roupas, passeios... eram coisas de uns 10 mil reais. Fiz os cálculos, olhei para minha conta e pedi ajuda ao pessoal da equipe, pois eu estava quase sem dinheiro. Mas segui o plano perfeitamente.
À noite, o Matias veio até mim e me mostrou todas as conversas do WhatsApp dela. Ele hackeo o celular dela pelo link que enviei a ela. Eu perguntei como ele tinha conseguido entrar, só com o link que enviei. Ele me explicou sobre as técnicas de hacker, como duplicar o celular da pessoa e ter acesso a tudo, inclusive contas bancárias, mensagens antigas, tudo.
Ele ligou para a esposa, disse que iria passar a noite na minha casa porque tínhamos muitas coisas para ver. E lá vimos coisas impressionantes: várias mensagens antigas, até mensagens que ela já tinha enviado para a Isis, meses atrás. Pegamos as mais importantes, provas de tudo, e enviamos tudo para o Marcos.
Depois, vimos uma conversa recente dela com uma amiga chamada Andressa:
— Amiga, você vai ter que me cobrir nessa, hein?
— Não, você está doida! Se descobrirem que te ajudei, eu acabo morta e você apenas careca, meu bem. Cabelo cresce de novo, eu não.
— Mas ninguém vai saber, só eu e você. É só falar que vamos na casa de uma tia sua, passar um final de semana. Eu fico te devendo essa vida toda.
— Isso tudo é só para dar essa buceta para o tal Douglas? Não é você que vive se gabando falando que seu macho está preso, mas tem a fome de uns 10 homens?
— Sim, mas... esse Douglas... ele mexeu comigo, amiga. Não sei explicar, acho que ele me ganhou de verdade. Eu não sei... eu penso nele e já fico toda mole, querendo ver ele.
— Você é doida, mulher! Sabe que isso pode acabar matando ele, né?
— Ele sabe disso também, mas... você viu as loucuras que ele faz por mim... ele não tem medo.
— Tá bom, eu vou pensar...
Ali acabou a conversa. Vi outras com a família, amigos, parentes, mas nada tão relevante. Tudo isso só me ajudou a entender os gostos dela, o que ela pensava, e isso facilitou muito o meu trabalho.
Ficamos nos falando o tempo todo. Tudo o que ela falava de mim para essa amiga, todas as fotos minhas que eu enviava e ela mandava para Andressa, tudo ficava registrado, arquivado, para usarmos depois.
Até que chegou o grande dia. Aluguei uma Hilux nova e fui buscar ela no ponto marcado. Ela entrou no carro já maravilhada com o carro, com tudo. Partimos para Búzios.
No primeiro dia, assim que chegamos, nos hospedamos num hotel luxuoso, bem próximo à praia. Ela adorou tudo, ficou deslumbrada com cada detalhe. Eu parecia um bobo apaixonado, fazendo tudo por ela. Fui tirar uma foto nossa juntos, mas ela saiu na hora:
— Se tá doido! Posso tirar foto assim, não, e se alguém ver?
— Que isso, amor... é para guardar, para mostrar pros nossos filhos um dia, o nosso primeiro final de semana juntos.
Ela sorriu, me deu um beijo doce:
— Olha, não fala assim não, senão eu acredito que é verdade...
— Pode acreditar. É o que eu quero para a gente.
Os olhos dela encheram de lágrimas. Ela veio me beijando, e dessa vez foi diferente, mais profundo, mais sentimento. Parou de me beijar, olhou nos meus olhos:
— Eu sei que o plano era só chegarmos e curtirmos... mas podemos ficar só mais um pouco aqui dentro, no quarto? Só eu e você?
— Claro, gata. Esse final de semana é seu. Você quem manda em tudo.
— Só vou ao banheiro rapidinho, já volto.
Ela foi no banheiro. Eu já deixei tudo preparado, imaginando o que ia acontecer. Quando ela saiu, ainda com a mesma roupa da viagem: camisa preta, calça legging preta e sandália rasteira. Ela veio na minha direção, me deu um beijo e nos beijamos gostoso, com fogo. Eu a peguei com carinho, deitei ela na cama e comecei a beijar sua boca os lábios dela eram carnudos eu fui com suavidade com a mão em seu rosto eu deitado por cima dela, ela tirou minha camisa eu em seguida passou as mãos no meu peito e abdômen e de uma chupada nos dentes em seguida deu um sorriso eu visitei a beijar ela sem pressa para as coisas beijei seu pescoço ela já dava pequenos gemidos e eu fui tirando a sua camisa com ela me ajudando ela já estava sem sutiã fui descendo do seu pescoço depois para seus peitinhos pequenos e os chupei revezando de um para o outro com ela segurando a minha cabeça ate que teve uma hora que eu parei de chupar seus peitos e lhe beijar e a encarei olhando em seus olhos não sei a cara que fiz mais ela fez um carinho no meu rosto e voltou a me beijar estamos os dois sem pressa sem desespero parecia que tínhamos todo o tempo do mundo,ate que ela me empurrou abriu meu cinto depois o zíper da minha calca e lá estava meu pau para fora deu um pulo que ela olhou e soltou
— Uau gato ! Isso tudo e pra mim
—Todo seu exclusivamente seu
Ela então me afastou e começou o boquete colocando a cabeça rosada na boca eu senti aquela boca quente que deu maia tesão ainda ela chupou somente a cabeça e depois olhou para cima para minha cara eu abaixei segurei o rosto dela com as duas mãos e lhe dei um beijo depois me ajeitei ficando em pé fora da cama ela e sentou na beirada da cama e esticou o braço segurou meu pau e começou a me chupar de novo ela estava chupando com muito gosto passou chupar além da cabeça a cada descida dela ela ia pegando cada vez mais meu pau, ele não era grande tinha 16 cm mas todas sempre gostavam dele falando que eu estava na média teve uma hora que ela já estava engolindo tudo ficamos nisso por uns 10 minutos ate que ela começou a ficar chupando só a cabeça e comecou a punhetar eu já não estava aguentando mais
— Para se não vou gozar
Ela continua chupando e fez um som
—hum run
Eu não aguei mais segurei sua cabeça e gozei inundando sua boca de leite do qual ela fez questão de engolir tudo depois pegou meu pau passou a língua nele limpando o resto de porra que ficou nele e depois abriu a boca colocando a lingua para fora so para mostrar que engoliu tudo e deixou meu pau limpo eu não podia perder tempo depois que ela fez uma cara de safada eu empurrei ela na cama ela caiu de costas segurei as sua calca e puxei junto com a calcinha ela me ajudou a tirar tudo movimentando o corpo e levantando as pernas depois que tirei joguei a roupa dela para o lado e li ela ali deitada pelada a buceta dela bem pequena mal dava pra enxergar seu clitóris era apenas um corte bem pequeno eu olhei e foi a minha vez de dizer
—Uau
Ela me olhou
— Para de mentir voce teve mulheres mais bonitas que sei
— Já falei você é um anjo e eu sou privilegiado de ter um anjo desses comigo
Depois de dizer isso já abaixei e comecei a chupar aquela buceta quando abri com dois dedos já dava pra ver a baba ela toda melada e eu já cai de boca dela chupando ela não demorou mais que 5 minutos e ela já eAtava segurando minha cabeça anunciando que ia gozar e gozou mas eu não me dei por satisfeito e continuei chupando e também porque meu pau ainda não estava no ponto de bala para a próxima fiquei ali chupando ela mais um pouco enfiando o dedo na sua buceta ela tinha uma buceta muito quente pegando fogo eu continuei ali lingando ela e dedando ate ela explodir em mais um gozo, depois do segundo orgasmo dela ela ofegante disse
— vem me come agora quero pica
O pau já estava do jeito que eu queria peguei a camisinha coloquei subi na cama e no papai e mamãe eu a penetrei ela deu um gemido manhoso colocando a cabeça entre meu ombro e pescoço e me abraçou em seguida cruzando as pernas atrás de mim eu comecei a começar me movimentar ritmado e o gemido dela manhoso no meu ouvido eu parar beijava ela ficamos no papai e mamae os dois por uns 10 minutos e ela já estava anunciando que ia gozar de novo
— Por favor não para que eu to gozandooooooo
E gozou dei tempo de ela recuperar o folego sai de cima dela ela ficou um.pouco parada por uns 2 minutos depois voltou a me beijar e foi se virando de costas para mim se empinou de lacinho levantou uma perna pegou meu pau e colocou na buceta dela de novo e eu dei uma abaixada para ficar melhor na penetração eu já comia comia ela a abraçando beijando seu pescoço e ela começou a movimentar a bunda de encontro as minhas metidas e acabou gozando de novo daquele jeito mas ao contrário das outras vezes ela saiu sem perder tempo subiu em cima de mim e começou a sentar não deu nem 3 minutos e eu acabei gozando dando um gemido mas alto não deu nem tempo de avisar a ela que eu ia gozar ela abaixou o corpo e me deu um beijo
— Desculpa gata estava muito gostoso não consegui resistir
— Relaxa gato esse final de semana é nosso e daqui a pouco voce esta pronto para outra
Depois do sexo incrível, nos olhamos, demos mais um beijo demorado e resolvemos sair um pouco. Ela se pendurou no meu braço e não saiu mais de perto. Aonde íamos, parecíamos até um casal recém-casados, e todos nos tratavam como marido e esposa. Ela amou passear à beira da praia à noite, onde eu fiz de brincadeira, ajoelhei na areia e perguntei se ela queria casar comigo. Ela pareceu muito emocionada, falou que aceitava, mesmo sabendo que era brincadeira.
— Olha... eu não sei o que você fez comigo, mas eu estou me apaixonando por você de uma maneira tão rápida... e isso é assustador, Douglas.
— Que isso, gata... é só o meu charme. Fica assustada não, isso é normal. Estamos tendo uma experiência muito boa e pretendo levar essas experiências para todo o lado onde eu for.
Depois de passearmos, tomarmos um sorvete, eu ia registrando tudo, tirando fotos e falando que era para o álbum de "nós dois". Voltamos para o hotel e fizemos amor novamente, com mais calma ainda a gente não estava so transando estávamos fazendo amor
No dia seguinte, ela acordou mais cedo que eu. Quando acordei, ela já estava vestida de biquíni, pronta para sair, e me deixou louco só de ver ela.
Alertei ela que tínhamos um passeio de lancha programado, iríamos almoçar em alto mar. Descemos para tomar café da manhã, saímos para o centro de Búzios, curtimos bastante pela manhã, entre beijos e declarações, tudo em perfeita harmonia.
Deu a hora da lancha. Fomos até o píer e já estava tudo preparado, como tinham me prometido. Ela ficou doida de felicidade. Era só nós dois e o piloto. Ela pegou sol, almoçamos camarão, peixe fresco, tudo na brasa, mil maravilhas.
Dei o sinal para o Matias, que estava acompanhando tudo. Ele era o piloto se recolheu para a cabine, nos deixando à vontade. A lancha parada, no meio do mar azul. Eu a puxei para mim e comecei a beijar ela, passar a mão em seu corpo colocava meus dedos na buceta dela jogando a parte de baixo da calcinha pro lado
— Não, gato... o menino, o piloto, está aqui também! Ele pode ver! — falou ela, envergonhada mas querendo.
— Relaxa, gata. Ele já se recolheu, não está vendo nada. Agora tudo é nosso.
— E se ele nos pegar aqui, assim?
— Vai apreciar o nosso show e vai ficar para sempre na sua memória, porque ele nunca viu duas pessoas tão lindas transando em sua frente.
— Você é doido, garoto... e convencido!
Nos começamos a nos pegar com vontade não eu tempo de preeliminares ela já subiu em cima de mim e sentou a buceta dela estava quente e molhada demais desceu que nem faca quente na manteiga ela quicava com vontade e eu já me segurando para não gozar ela que parecia com vergonha a vergonha já tjnha ido embora ela sentar com forca fazendo aquele barulho de estalo eu com medo de gozar dentro levantei tirei ela de cima de mime colocou ei ela de 4 no meio da lancha com a bunda empinada e a cara no chao e comecei a comer ela de cima pra baixo ela já estava gemendo bem alto parecia querer que o Matias ouvisse eu já não estava aguentando mais eu estava preste a gozar
— Eu vou gozar preta
— goza na minha cara seu puto
Ela se levantou ficou de joelhos e dei um banho de leite na cara dela
Depois de eu gozar ela ficou com vergonha de descer e o piloto ver ela daquele jeito
Então peguei ela e mergulhei no mar ela não sabia nada mas eu ajudei ela ajnda tentou dar um pouco na agua mas eu já estava exausto precisava de tempo para me recuperar acabei reinei ela na mão
Acabou o passeio, voltamos para o hotel. Estávamos mortos de cansaço. No domingo pela manhã, ela queria fazer um bronze a jato que tinha visto na rua. Fomos lá, ela fez, passeamos mais um pouco e deu a hora de voltar. Voltei para o Rio, deixei ela no lugar que ela pediu, e ela foi embora para casa cheia de sorrisos. Eu segui para a minha, exausto.
Na segunda-feira, devolvi a Hilux. Ela me mandou mensagem agradecendo pelo final de semana maravilhoso e perguntando quando iríamos repetir. Pensei comigo mesmo: "Essa mulher é doida de me fazer gastar 10 mil reais assim, como se fossem 10 reaisá... mas valeu cada centavo pelo resultado".
Respondi que em breve nos veríamos. Passou a semana, ela me mandava mensagem o tempo todo e eu respondia, sempre alimentando o sentimento. Ela queria me ver nesse final de semana, marcamos sábado ou domingo. Mas no sábado não deu, porque eu tinha que resolver umas coisas do serviço, estudar o próximo alvo, pegar informações.
Marcamos para o domingo. Mas chegou a hora, o Marcos me ligou e falou comigo rapidamente, pedindo para adiar. Ela não veio, me deu um bolo. Mandei mensagem, ela não respondeu. Passei duas semanas mandando mensagem de bom dia, perguntando como ela estava, sem pressionar.
Só fui receber mensagem dela de volta após duas semanas, querendo conversar, dizendo que precisava muito me ver, perguntando se podia vir até a minha casa.
Liguei para o Matias, ele resolveu tudo rápido. Me levou para a casa do Eduardo, que já estava tudo no esquema, pronto para gravar tudo. Fui para lá, mandei o endereço para ela.
A ordem Matias e de Marcos era para seu tomar o tadala que deixaram na gaveta e não era apara eu questionar
Quando ela chegou, me falou tudo sobre o marido, tudo o que havia acontecido na vida dela, que só tinha feito escolhas erradas e que agora queria sair daquela vida, queria viver por mim, por nós.
Eu conversei com ela, abri o jogo na mentira:
Falei que tinha uma ex que eu estava em processo de divórcio e meus bens estavam todos congelados por isso
— Gata, eu sei que é errado... mas eu queria matar ela, a minha ex, só para encerrar essa história de vez e te dar a vida boa que você merece, sem ninguém no caminho.
— Te entendo, gato... mas por que não mata logo? Ficaríamos só eu e você sabendo disso.
— Eu não tenho coragem de contratar ninguém, sabe como é... Você não conhece ninguém não que... que teria coragem, mas não pode ser ligado a mim. Tem que ser serviço limpo.
— Olha... tem uns meninos que já fizeram um serviço desses para o meu marido uma vez. São bons, discretos. Mas eles cobram bem caro.
— Mas depois disso, é só eu e você para sempre, sem barreiras, meu amor.
— Sim. Procura saber quanto eles cobram, que eu dou um jeito.
Eu falando com ela o efeito do tadala já estava fazendo efeito eu de pau duro e eu avancei para cima dela ela usava uma calca jeans apertada e uma camisa frisa de alça fina, mas por baixo depois ela usava um lingeria branca parte de cima rendada a calcinha cintura alta a coisa mais linda do mundo ela já veio para cima de mim nos beijando eu dando chupao no pescoço sem me importar com nada ela gemia eu já coloquei a calcinha dela pro lado fiquei passando a maos na bunda dela enquanto eu a beijava ate que toquei no seu cuzinho e ela comecou a buscar ele no meu dedo enquanto se esfregava no meu colo, eu abaixei o short que eu estava afastei maia ainda a calcinha para o lado e ela já veio sentando no meu pau e o meu pau estava mais duro que nunca ela sentava e me beijando começou a rebolar ela gemia na minha boca enquanto eu comecei a socar de baixo para cima ela saiu da minha boca e começou a gemer mais alto
—AHHHHH isso seu cachorro mete na minha buceta mete que ela vai ser somente sua
— E rola que voce quer sua puta então tomar
—Isso me chama de outa que sou sua puta mesmo, to aqui te dando do jeito que voce gosta
Ela sentava cada vez mais forte ela sentava eu socando não demorou muito ela gozou e eu tambem em seguida enchendo a buceta dela de leite ela respirou
— nossa amor que aconteceu com voce hoje
— Voce sendo esse tesao todo
—voce hoje tava mais selvagem do jeito que gosto
—Do jeito que voce gosta então toma
Meu pau ainda estava duro dei uma estocada de baixo pra cima
— Nossa ele vai abaixar não?
— so depois que voce ficar satisfeita
Ela então voltou a rebolar e voltando aquele sexo gostosos depois que gozei sem tirar de dentro,ela rebolando sentando de novo eu estiquei a maos e enfiei o dedo no seu cuzinho aquilo fez ela dar um gemido mais alto
— Uiiiii filho da puta que meu cuzinho é ?
—Muito já que vai ser minha mulher vai ter que me dar o cu sempre
— Eu dou seu safado sem vergonha, mas vai ter que comer ele do jeito que gosto de 4
— delicia
A tirei de cima de mim ela ficou de 4 e eu empurrei na buceta dela ela gemeu falando que delicia e eu dizendo que primeiro iria comer so a buceta o cu depois e comecei a socar firme na buceta dela puxando seu cabelo ela já estava aguentando mais e gozou de novo enquanto eu não estava nem perto de gozar e estava a todo vapor fiz ela gozar assim umas tres vezes depois de ela esrava bem ofegante ela respirava
—amor minha buceta ta ardendo muito tempo que não fico ardida assim puta que pariu
— Agora eu vou no seu cuzinho
—Vai devagar que to exausta amor
Eu não perdi tempo passei a mão na buceta dela que já estava toda sensível ela chega deu uma recuada quando sentou minha mão
Mas aproveitei toda minha porra o meu da buceta dela passei no seu cu cuspi no meu pau e comecei a enfiar primeiro foi a cabeça, estava apertado mas nem tanto aquela safadinha já era acostumada a dar o cu então sem me preocupar com aquele carinho todo como se fosse a primeira vez eu fui enfiando a piroca no rabo dela e ela foi gemendo baixinho toda manhosa quando já estava tudo dentro ela sentiu eu encostando na bunda dela
— Calma não faz nada fica parado ai um pouco
Eu fiquei parado e ela depois de um tempo começou sozinha indo para frente e para tras de 4 mesmo e hora parava dando umas reboladas ficando nessa repetição por alguns minutos e eu parado ate que ela virou olhando por cima do ombro e falou
— Vem amor me fodi
Eu não perdi tempo comecei a comer ela com vontade segurei su cintura o efeito do tadala me fez ter mais vigor e duração ainda eu socava sem.pena já ela gritava passou um bom tempo eu metendo sem.tregua e ela gritou
— Puta que pariu eu não aguento mais fuder goza meu amor por favor goza
Eu segurei sua cintura mais forte ainda e soquei tudo que podia mais bruto e gozei quando tirei meu pau vi o estrago que fiz nela me.deu remorso eu a abracei e a beijei fiquei abraçado com ela o plano era mandar Ela ir embora mais não consegui eu fui pedir desculpas
— Não precisa de desculpas isso foi so sexo eu já já fico boa e eu me sinto segura nos seu braços, eu nunca me senti assim sem medo
Ela dormiu comigo, sentindo-se segura. No dia seguinte, ela foi para casa. Umas horas depois, ela me liga:
— Amor, tá podendo falar?
— Tô, amor, mas manda mensagem, tem gente perto aqui.
Ela desligou e mandou mensagem:
— Falei com os garotos. Eles cobraram 20 mil reais para fazer o serviço, bem feito, sem deixar rastro.
— Amor, é muito dinheiro... eu tô quebrado, sem grana. Só vou ter acesso a dinheiro grande quando o divórcio sair de vez.
— Não consegue pegar com nenhum amigo, não?
— Se eu pegar com algum amigo, vão desconfiar logo quando ela morrer. É arriscado.
— Verdade, amor... não tinha pensado nisso.
— Mas os meninos são bons mesmo? São de confiança?
— São sim! Sempre falam que são bons, mas na hora correm e somem com o dinheiro. Mas esses são de confiança, pegaram um militar há uns tempos atrás, serviço bem feito, até hoje ninguém desconfiou de nada.
— Ok, então pode ser eles mesmos. Mas amor... você não consegue com ninguém não esse dinheiro? Ela morrendo, descongela tudo, fica só nós dois e o dinheiro todo, que a gente pega de volta dela.
— Eu não tenho, amor... estou sem condições agora.
Ficamos conversando, procurando uma "solução", eu sempre me declarando para ela, falando que a amava, que queria passar o resto da vida com ela, falando dos países que iríamos conhecer juntos.
Ficamos nisso até o dia que ela marcou de me encontrar novamente. Fomos até a casa do Eduardo. Chegando lá, ela me deu 25 mil reais em dinheiro vivo, numa sacola, e disse que era para eu dar aos meninos, que não poderia ser ela a entregar, para não ligarem ela ao fato.
Eu aceitei o dinheiro, falei que ia ligar para os meninos, mas antes eu iria pegar todos os dados da "minha ex mulher" e iria passar para eles.
Falei com ela que era para ela ficar ali morando comigo até as coisas se ajeitarem, mas ela disse que precisava voltar para casa e era para eu guardar os 5 mil que sobrou, para caso rolasse alguma emergência após os acontecimentos.
Dei um beijo nela, ela foi embora falando que me amava e que daria tudo certo.
Sentei na cama, olhei para o dinheiro. Passou um pouco do tempo, liguei para o Matias:
— Feito, irmão. Ela caiu totalmente.
— Ok. O alvo chega semana que vem. A hora da verdade está chegando.
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MARCOS
Cheguei da missão e a Lara foi me buscar no aeroporto, dirigindo toda feliz, sorrindo por eu ter voltado. Ela me deu um abraço apertado, daqueles que só de olhar já se sabe que ali havia muita saudade e alívio. Ela ia direto para casa, mas pedi para irmos a alguns lugares, pois eu estava com muita fome. Ela virou o carro e foi direto para o Shopping. Fomos comer no Outback.
— Outback, dessa vez você paga — falei brincando.
— Pode deixar, Sargento. Você merece cada mordida — respondeu ela sorrindo.
— Olha que acostumo mal, hein?
— Pode acostumar à vontade.
Seguimos comendo, conversando amenidades, até que eu fui direto aos assuntos que precisava tratar com ela.
— Como você está, Lara? De verdade.
— Ansiosa, com todas essas mudanças, com o que está por vir... mas eu entendo o que você quer de mim e o porquê de me pedir tudo isso. E vou aceitar, vou fazer do jeito que achar melhor.
— Muito obrigado por entender. Eu vou mexer num vespeiro agora, e preciso ter certeza absoluta que você não vai ser atingida, nem de leve.
— Eu conversei com a Isis. Ela não queria tudo isso, também não imaginava que chegaria a esse ponto, mas ela também aceitou o que está acontecendo.
— Se o filho for meu mesmo, ela também vai estar em perigo. Mas me conta, como foi a conversa entre vocês duas?
— Eu fui até a casa dela, mas não pedi desculpas, não. Pelo contrário, eu falei que faria tudo de novo se precisasse te proteger. Ela entendeu o meu lado, me pediu desculpas, e... ela parece bem arrependida de verdade, Marcos. Eu vejo isso nos olhos dela. Pelo abuso que ela passou, pelo que ela foi obrigada a viver, com certeza ela se arrependeu de tudo. Mas... Sargento, eu não posso pedir para você voltar com ela ou dar uma chance. Não posso, porque eu errei quando incentivei vocês a ficarem juntos lá no começo, e não vou cometer o mesmo erro de novo.
Ela estava com os olhos cheios de água, se sentindo culpada. Segurei a sua mão:
— Lara, relaxa, você não errou. Você só viu que eu poderia ser feliz ali, e eu fui feliz com ela por um tempo, sim. Independente do que aconteceu depois, não dá para controlar as pessoas. Ela errou, eu também errei, escondi segredos dela, coisas que se eu tivesse te ouvido antes, talvez não tivéssemos chegado a esse ponto. A culpa não é sua.
— Mesmo assim... eu me sinto tão culpada por tudo o que passou.
— Lara, você está abrindo mão de muita coisa por mim. Sua vida vai mudar drasticamente, está deixando sua casa, sua rotina...
— Eu sei, Sargento. Mas é por você, por nós.
— Agora... você tem mais alguma coisa para me falar? Sobre o que aconteceu enquanto eu estava fora? Os meninos me contaram algumas coisas, mas eu os interrompi. Você precisa me dizer por conta própria, assim como você sempre me deu oportunidade de me abrir com você nos momentos que eu me sentisse confortável. Agora eu faço o mesmo com você.
Ela sorriu de canto, abaixou a cabeça:
— Desde quando o aprendiz virou mestre?
— Eu sempre fui mestre, Lara. Mas como sábio, eu deixei o aprendizado me moldar para saber lidar com tudo e com todos.
— Até parece... Kkkkk.
Acariciei o seu rosto:
— Adoro quando você sorri assim. É o melhor motivo para eu sorrir também.
— Sargento, para com isso... já estou ficando com vergonha.
Ela ficou vermelha na hora, e eu comecei a rir dela, como nos velhos tempos.
— Então, vamos ao que interessa. Não vou mentir para você: meu pai apareceu aqui. Saiu o boato que eu tinha morrido na operação, e ele veio atrás de vingança contra mim, ou contra quem eu amava. Ele me ameaçou, falou que queria dinheiro, e... ele me deu um tapa no rosto. Mas foi só isso. Os meninos do depósito viram, expulsaram ele, ameaçaram bater nele se chegasse perto de novo.
Sorri, mas meu olhar ficou sério.
— Lara, sabe que sou um homem de palavra, né?
— Sim, eu sei.
— Eu falhei com você uma vez, quando deixei ele chegar perto. Mas não vou falhar com ele.
— Como assim?
— Eu prometi a você que ele nunca mais encostaria um dedo em você. E também falei que, se ele encostasse o dedo em outra mulher, eu iria resolver com ele de outra maneira.
— Sargento, não faz isso... por favor.
— Eu te amo, Lara. E por eu te amar, como eu iria conseguir te olhar nos olhos sabendo que tem uma pessoa lá fora que tocou em você dessa maneira, que te machucou?
— Só... não mata ele, por favor. Não suja a sua mão com a sujeira dele. Não vale a pena, não vale o seu futuro.
— Eu sou limpo, fica tranquila. Agora vamos lá, que tenho coisas a resolver e planos para executar.
Fomos para casa. O acordo que tínhamos era: ela iria se mudar do Rio de Janeiro. Compramos uma casa em Rio das Ostras, no interior, um lugar calmo, seguro. Lá, ela já tinha os planos de tocar o depósito de bebidas, iríamos só fingir que vendemos os dois depósitos que tínhamos aqui, colocar faixas de “Nova Direção” neles para despistar os inimigos, e deixar os meninos de confiança trabalhando lá. O Felipe era o responsável, e tudo o que precisasse ser resolvido, ele relatava diretamente para mim, para o Fernandes, o Reis ou o Matias — já que o Silva tinha ido morar na Amazônia, longe de tudo, como ele queria.
Estávamos terminando de empacotar as coisas, quando recebemos a ligação: a Isis foi para trabalho de parto.
Corremos para lá. A criança nasceu, uma menina linda. Não precisava de teste de DNA, eu já sabia, sentia no peito: era minha. A Isis viu a menina depois de todo o sofrimento, de tudo o que ela passou, e ela só chorava, agradecendo a Deus por aquela vida.
Passou mais uma semana. Mesmo assim, a Lara tomou a frente e fez o teste de DNA escondido. A Isis concordou com ela. Eu era o único que não queria fazer, achava desnecessário, mas o resultado deu POSITIVO. Eu era o pai.
Sentei na cama, com a Isis já na casa nova que arrumamos para ela, segurei a minha filha no colo. Colocamos o nome dela de Íris. Eu chorei bastante, chorei de verdade, como nunca tinha chorado antes.
— Marcos... ela é nossa filha. Por Deus, deixa isso para lá... esquece essa história de vingança, de justiça. Vamos ser felizes, nós três... — pediu a Isis, com a voz fraca.
Olhei para ela, beijei a testa da minha pequena:
— Desculpa, Isis... mas já é tarde demais. Não dá para voltar atrás. O que foi feito, está feito. Eu preciso ir.
Dei um beijo na testa dela, outro beijo na minha filha, e segui para o tão sonhado momento. A hora da verdade havia chegado.
REUNIÃO DA EQUIPE
Reuni todos os cinco na minha casa. Sentamos, brincamos, sorrimos, e naquele dia eu bebi para descontrair, deixar todos mais leves. Estávamos nós cinco já bem bêbados, um zoando a cara do outro. Quem começou a falar do plano foi o Matias:
Matias: — Pantera, o Eduardo foi o primeiro ser humano quase a ter a mente abalada com tanta maconha que levou para o depósito, hein?
Dudu: — Em minha defesa: a parada era da boa, e vai fazer falta, kkkkk.
Eu: — Sabia que você iria acabar fumando tudo sozinho e não ia se aguentar, por isso te proibi de ficar com o estoque.
Dudu: — Por isso você mandou eu dar a parada toda para o Reis e o Matias... covardia!
Reis: — Claro! Acha que ele iria confiar no novato? Mas até que você se saiu bem, cumpriu o papel direitinho.
Fernandes: — É, o novato tem muito a aprender ainda, kkkkk.
Matias: — Ta falando o quê, seu Pegador? Você transa mal pra caramba, irmão! Se não fosse a nossa ajuda e o nosso plano, você não ia conseguir laçar a mina de jeito nenhum.
Fernandes: — Pô, aquele azulzinho que eu tomei na casa me deixou forte
Matias: — Mesmo assim, transa mal demais, cara. Transa feia!
Fernandes: — Fala isso, mas eu vi você olhando a minha performance no hotel todo interessado, hein?
Dudu: — Cara, a gente ficou foi rindo. Na lancha, no quarto de hotel, lá em casa... até as câmeras que o Matias colocou no teto choraram de vergonha alheia.
Todos começaram a rir, pegando muito no pé dele.
Fernandes: — Marcos, você não vai me defender não? Eu estou em minoria aqui, me ajude!
Eu: — Irmão, você vacilou feio. A mina queria pica pegamos a conversa dela com a amiga , mas em sua defesa a mina esta completamente apaixonada por voce mas demos só um empurrãozinho
Fernandes: — Um empurrãozinho? Como assim?
Aí eu peguei o celular e mostrei a conversa dela com a amiga Andressa, que o Matias tinha capturado:
Jéssica: — Amiga, fui ver o Carlos hoje, e ele percebeu algo diferente em mim. Mesmo depois de eu ter inovado no bronze e me arrumado toda para ele...
Andressa: — Como assim, amiga?
Jéssica: — Ele perguntou sobre o tal Douglas, daquele dia do pagode. Os meninos falaram para ele, né? Que eu tinha dado um beijo nele. Eu falei que ele me beijou de surpresa, comigo distraída, ele ficou relutante mas aceitou, meio bravo.
Andressa: — Amiga, você está mexendo com fogo! Larga isso de vez, antes que seja tarde.
Jéssica: — Eu sei, amiga... mas o pior aconteceu.
Andressa: — O quê? Você está grávida?
Jéssica: — Não... eu estou apaixonada por ele.
Andressa: — Amiga, isso é amor de "pica", é passageiro, vai passar.
Jéssica: — Pior que não, amiga. É mais forte. Seria fácil ser só atração física pelo Carlos, mas o que esse Douglas está fazendo comigo... está me deixando louca, querendo ele o tempo todo. Pica o Carlos da o Douglas me da amor mas não sei se conseguiria viver so de amor
Andressa: — Já pensou se o Carlos descobre? Ele mata os dois, sem dó nem piedade.
Jéssica: — Você está certa... eu vou me afastar dele. Não vou mais responder, vou cortar contato.
O Fernandes leu a conversa, riu todo convencido e se gabou:
— Viu?! A mina já estava gamada, rendida aos meus pés, viu?
Eu: — Sim, estava... mas tive que mandar mensagem para o Alexandre, lá no presídio, para ele bloquear as visitas íntimas dela com o Carlos. Se eles tivessem transado naquela semana, ela tinha te esquecido.
Matias: — É verdade! A pretinha ficou duas semanas sem sentar, sem contato com o marido, e partiu logo para a "pica mais fácil" que era a sua, kkkkkkk.
Todos rimos muito. Mas então o Fernandes parou, ficou sério e começou a sentir pena dela:
— Cara... mas olha, a garota está super apaixonada, de verdade. É certo ferrar com ela assim?
Reis: — Olha só, o nosso pegador ficou com pena do alvo... Matias, mostra a segunda parte da conversa para ele, vai.
O Matias abriu o arquivo e mostrou a continuação da conversa, dias depois:
Jéssica: — Amiga, não sei o que fazer... apareceu a oportunidade perfeita para eu sair daqui e sumir com a vida.
Andressa: — Como assim, amiga?
Jéssica: — O Douglas, meu namoradinho... ele tem dinheiro, lembra? Aquele final de semana que eu falei, ele gastou 10 mil comigo fácil, ainda pagou meu bronze e tudo.
Andressa: — Nossa! Eu quero um desses para mim, arruma onde?
Jéssica: — Ta doida, menina? Querendo sentar nos meus ovos de ouro?
Andressa: — Ovos de ouro?
Jéssica: — Sim! Ele tem dinheiro, é bonito, é bobo... agora eu comecei a chamar ele de "Ovo de Ouro". Vou chocar ele até virar a minha galinha, vou tirar tudo o que eu puder dele.
Andressa: — Mas você não tinha dito que estava apaixonada?
Jéssica: — Eu estou... mas agora que sei que ele é rico e vai me levar para rodar o mundo, eu estou apaixonada ainda mais pelo dinheiro dele.
O Fernandes leu aquilo tudo, parou, olhou para a gente com cara de decepção:
— Caramba... agora ferrou. Acabou a pena, pode ferrar com ela mesmo.
Dudu: — Espera, deixa eu ver se entendi: vocês deram 10 mil reais para ele gastar assim, de mão beijada?
Matias: — 10 mil é detalhe, Dudu. Parte desse dinheiro foi para ela fazer um bronze e dar pro Carlos na cadeia. Ela gastou o dinheiro da gente para agradar o marido.
Dudu: — Pô Fernandes, você gastou 10 mil com a mina, fez o papelão, e no final ela ainda fez você pagar para dar pra outro.
Reis: — Ai é foda... quem bancou tudo, pelo jeito que o Fernandes vive, ele não tem um puto no bolso, sempre gastou tudo.
Matias: — Quem bancou foi o próprio Carlos. Depois que entrei no telefone da Jéssica, foi fácil entrar no dele, hackear as contas, transferir o dinheiro... tudo nosso.
Dudu: — Vocês não brincam em serviço mesmo... ainda bem que sou amigo de vocês, senão já era.
Bebemos, conversamos, a resenha foi até de madrugada. Ali também havia a irmandade da qual nós tínhamos desde o tempo de recrutas, e dessa vez o recruta era o Eduardo. Ele sabe chegar, sabe ficar perto da gente, conquistou seu espaço.
Depois da festa, partimos enfim para o PLANO FINAL.
SEGUNDA-FEIRA
Acordei pela manhã, coloquei tudo no caminhão de mudanças e me despedi da Lara. Ela estava pronta, linda, com a sua mala pequena.
— Tem certeza que quer Rio das Ostras? Poderia ser em outro lugar, mais longe...
— Tenho, Sargento. Tenho certeza.
— Quero saber depois por que escolheu logo lá.
— Quando você chegar lá, eu te conto o motivo.
— Ta bom... e juízo, hein?
A Bianca iria junto com ela, para fazer companhia e dar segurança. Eu pedi para uma cuidar da outra. Mas antes de entrar no carro, a Lara chamou todos os meninos, deu aquela bronca de Capitã:
— Não deixe ele matar ninguém, em hipótese alguma. E cuidem bem dele, viu? Se algo acontecer com ele, vocês vão se ver comigo.
— Sim, senhora Capitã! — respondeu o Reis, todo respeitoso.
Fernandes: — Rapaz, eu já vi essa garota com raiva uma vez, quando o Marcos levou aqueles tiros... eu não quero estar na frente dela de novo, não.
Dudu: — Nem fala, irmão. Ela é braba mesmo.
Reis: — Marcos, as meninas: a Beatriz e a Aline, vão com elas também. E o Dudu também vai mais tarde, para dar cobertura.
Dudu: — Pensei que eu ia ficar com vocês para a ação final...
Eu: — Não dessa vez, amigão. Só confio em você para cuidar delas lá, e da minha filha também. Você é o mais simpático, sabe chegar e sair de qualquer lugar sem levantar suspeita. E se acontecer algo com elas, qualquer coisa, você me avisa que nós corremos para lá na hora.
Reis: — E a Isis? Ela vai morar com elas?
Eu: — Não, mas vai morar na outra rua. Compramos uma casa para ela lá. Ela mesma decidiu que eu devo ficar perto da minha filha, independente do que aconteça entre nós dois. E eu concordo com isso, porque não vou ficar longe da Íris por nada nesse mundo.
Reis: — Ta certo, irmão. Melhor assim.
O Dudu aceitou, se despediu de nós e foi na frente.
Primeiro Passo: O Matias limpou a conta bancária toda do Carlos, zerou tudo, antes a gente vinha pegando somente dinheiro picado e ficou no monitoramento pelo celular.
Não passou 5 minutos e o Matias me chamou:
— Marcos, cola aqui, ouve isso.
— O que foi?
— Gente que mexe com coisa errada fica 24 horas olhando o saldo na conta, preocupado. E esse merda não foi diferente. Em menos de 5 minutos, ele já viu que zeramos a conta do laranja dele. Agora escuta a conversa gravada:
Carlos: — Rodolfo, seu merda! Você pegou o meu dinheiro?!
Rodolfo: — Como assim, Carlos? Que dinheiro? Eu não peguei nada!
Carlos: — O meu dinheiro, seu ladrão! Minha conta está lisa, não tem nada! Você me roubou!
Rodolfo: — Se acalma, eu vou olhar isso agora mesmo, vou entrar no sistema do banco... espera aí.
Carlos: — Melhor você ver mesmo, Rodolfo... ou eu acabo com a sua vida e com a sua família, seu merda.
Desligou na cara. Eu fui com o Matias até o presídio, instalar as câmeras que eu pedi a ele, com a autorização do Alexandre. A primeira parte do plano já estava concluída.
Segundo Passo: Foi a vez do Fernandes. Ele ligou para os meninos de confiança do Carlos, marcou o local de entrega do "dinheiro do serviço", na Quinta da Boavista. Os meninos foram, apareceram na hora combinada. Ficamos escondidos no mato, e o Fernandes deu a cara, apareceu sozinho, calmo.
Os dois chegaram meio cabreiros, desceram da moto e foram até ele:
— Você que é o tal Playboy?
— Acredito que sim. Vocês são os contratados?
— Sem nomes, sem conversa fiada. Nós somos os donos do serviço. Ta tudo certo aqui?
— Ta sim. Podem olhar.
Fernandes jogou a bolsa para eles. Eles abaixaram, viram o dinheiro, sorriram.
— Cadê a foto dela e o endereço do local que podemos encontrar?
— Ta aqui no envelope. Mas só olha ao chegar em casa, aqui é muito perigoso, muita polícia rondando.
— O seu fanfarrão... nós sabemos como fazer nosso trabalho, não ensina o nosso. Agora vaza daqui.
Fernandes virou, deu dois passos, fingindo ir embora. Eles começaram a abrir o envelope. Quando viram o que tinha dentro — a foto deles mesmos e escrito "PERDEU" —, já era tarde. Eu, Matias e Reis saímos de trás das árvores, apontando a arma diretamente para a cara deles.
— Fanfarrão é o cu de vocês! — disse o Fernandes, dando um tapa forte na cara de cada um. — Perderam, e não vou mentir: eu to doido para vocês reagirem, só para eu ter uma desculpa.
— Nós perdemos... perdemos... — gaguejaram, brancos de medo.
Quando eles me viram, ficaram paralisados. Um deles foi tentar se explicar:
— Senhor, não foi nada pessoal... a gente não queria...
— Ei, relaxa. Vou ser justo com vocês. Eu não quero e não vou esculachar vocês. Sei que fizeram isso a mando do Carlos, o mesmo que acabou de entregar vocês, dar de bandeja para mim.
— Você vai nos matar?
— Não. Eu vou entregar vocês para a polícia, mas vou dar a chance de vocês se vingarem do Carlos. Vocês vão para o mesmo presídio que ele, vão fingir que continuam leais a ele, e vão fazer um serviço para mim. Topam?
— Qual serviço?
Eu expliquei tudo o que precisava ser feito. Eles relutaram, mas aceitaram, pois era a única forma de sobreviver. Acionei o Barbosa, que estava esperando por mim, para vir buscar eles. O meu pedido era simples: colocar eles na mesma penitenciária que o Carlos, mas em alas diferentes, e convencer o juiz a deixar eles lá. Eles toparam na hora.
Fui para casa dormir. Os dois primeiros planos estavam concluídos. Durante a semana, a gente colocava o resto em prática.
TERÇA-FEIRA
Amanheceu. Passei na casa do Matias, tomei café com a família dele. A esposa dele era gente boa demais, os filhos então, eram uma graça. Em seguida, peguei o notebook e fui para a delegacia.
Chegando lá, pedi para falar com os dois rapazes que tínhamos prendido: um se chamava Natan e o outro Moisés. Sentei na frente deles, abri o notebook e mostrei para eles as gravações, as mensagens adulteradas pelo Matias — mostrando claramente que o Carlos tinha traído eles, tinha dado a localização deles para mim, tinha falado mal deles. O Matias era o cara, ele sabia mexer com essas coisas como ninguém, até eu acreditei nas mensagens e nas imagens, pareciam 100% reais.
Eles ficaram transtornados, sentiram-se usados. O Moisés, que era o mais velho deles, estava possesso de raiva:
— Pode deixar, senhor. Nós vamos fazer o que você pediu para nós. Não vou ter pena daquele desgraçado, não.
Chamei um oficial da delegacia, o Roberto, no canto:
— Parceiro, sabe que eu estou trabalhando com autorização, numa missão confidencial para o Barbosa, né?
— Sei sim, Capitão. Quer alguma ajuda?
— Então, cara... me falaram que você é a pessoa certa para resolver coisas discretas.
— Pode falar.
— Fica só entre nós, mas preciso de uma arma branca, limpa, que ninguém ligue ela a mim. Preciso deixar uma "marca" em alguém, mas não pode ter a minha digital, nem a minha ligação.
— Mas o Barbosa sabe disso?
— Então... vai ficar só entre nós dois. Eu vou passar uma ordem, mas não posso ficar ligado a isso, senão vai acabar com toda a operação.
— Amanhã você me liga, que eu levo para você.
— Fechou, irmão.
Sai de lá com mais um passo dado.
QUARTA-FEIRA
Acordei pela manhã, fui à casa do Matias e de lá fomos juntos à casa do Reis. O Matias entregou o resto das filmagens, mapeou tudo o que tinha na favela, todos os pontos, todas as rotas, e entregou tudo para o Reis.
O Reis pegou todo o material, levou para o Batalhão. Chegando lá, ele nos apresentou, eu e a equipe, junto com o Barbosa para o Capitão responsável. Mostramos como seria a operação, todos os riscos e vantagens.
O Capitão adorou o trabalho do Matias. Tanto ele quanto o Barbosa... rolou até meio que uma briga entre eles, querendo contratar o Matias para trabalhar exclusivamente para eles. O clima ficou até leve com a discussão, apesar da tensão da operação.
O Capitão concordou em nos deixar ir com eles, mas ficaríamos na retaguarda, como observadores. Mas dissemos que precisávamos do Fernandes lá na frente, pois ele fazia parte do plano principal. Eles aceitaram, mas tivemos que passar por uma grande burocracia para liberar a entrada de um civil.
Quarta-feira à noite: Chegou o Reis, subiu junto com a sua equipe. Passaram duas horas lá em cima, na comunidade. Desceram junto com o Fernandes e o gerente do depósito de drogas que tínhamos pego vivo. Eu fiquei só como espectador.
O Fernandes desceu admirado, falando com a gente:
— Galera, vocês perderam feio! Esses caras são super treinados, disciplina de ouro. Marcos, o que você consegue fazer naquela mata fechada, esses caras fazem aqui no meio das casas, cheio de gente. Teve poucos tiros, foi tudo na base da estratégia. Eu mesmo quase não consegui acompanhar a velocidade deles.
— Mas e aí, fez o que era para fazer? Entrou na casa dela?
— Fiz. Entrei dentro da casa da Jéssica, ela ficou meio assustada, mas eu disfarcei bem, falei que estava tudo sob controle. Deu certo, ela acreditou em mim.
— Ok, irmão. Hoje à noite você vai lá em casa, a gente se reúne e deixa tudo pronto para o Domingo, dia do acerto final.
Foi feita a prisão de vários traficantes, pegamos o esquema todo do local. A operação foi para o Jornal Nacional, tudo com a cara do Barbosa, que ficou famoso. Teve três mortos em confronto, pegamos até 3 toneladas de drogas, tiraram fotos, tudo conforme o planejado. Acabamos com toda a estrutura deles.
Passamos por toda a burocracia para registrar tudo. Pela manhã, o Barbosa deu várias entrevistas, sorrindo, vitorioso. Cheguei em casa tarde da noite, já era quinta-feira.
Passei na delegacia para falar com o Barbosa já de tarde. Falei com ele que ele poderia jogar os dois meninos — Natan e Moisés — para dentro da penitenciária, colocar na mesma ala que o Carlos. Avisei aos meninos que era para eles ficarem quietos, não confrontar o Carlos de cara, fingir amizade com ele, ganhar a confiança dele.
Em seguida, aproveitei e encontrei o Roberto na delegacia. Ele me entregou a arma que pedi, embrulhada num pano, e veio com a velha frase de sempre:
— Se alguém te pegar com isso... você nem me conhece, nunca me viu.
— Pode deixar, irmão.
Encontrei o pessoal lá em casa. O Dudu já tinha ido com as meninas para Rio das Ostras, então ficou só eu, Matias, Reis e Fernandes.
Passamos aquela noite ouvindo a conversa do Carlos. Ele sabia que tudo tinha ido para o brejo, estava desesperado. Ouvia a entrevista do Barbosa na televisão, falando que foi uma pessoa de dentro do próprio esquema que deu todas as informações, alegando que tinha um X9 entre eles.
O Carlos caiu que nem um pato, já tinha vítima: começou a culpar o Advogado, o Rodolfo, falando para outras chefias de outras favelas e cidades que o advogado tinha roubado ele, limpado a conta e entregado tudo para a polícia.
Aí, o telefone tocou. Era a Jéssica ligando para o Fernandes. Ele colocou no viva voz para nós ouvirmos tudo:
Jéssica: — E aí, amor? Estamos livres? Você conseguiu se livrar daquela mulher, da sua ex?
Fernandes: — Amor, os meninos sumiram com o dinheiro e não fizeram o serviço. Eles não eram de confiança nenhuma.
Jéssica: — Nossa, amor... eu tinha certeza que eram de total confiança. Que merda!
Fernandes: — Vou tentar entrar em contato com eles de novo, mas acho que foi tudo perdido. Até agora aquela piranha da minha ex ainda está viva, livre, leve e solta.
Jéssica: — Vou ligar para eles agora e já te retorno, amor. Não vamos desistir não.
Fernandes: — Ta bom, amor.
Ele desligou. Tudo estava dando certo como um relógio.
— Ela tá na minha mão, totalmente — falou o Fernandes, todo orgulhoso.
— Ta mas me diz agora, como foi lá na casa dela, quando você invadiu com a polícia?
— Quando ela me viu, tomou um susto enorme, né? Mas eu falei que vi a polícia subindo o morro e fui correndo conferir para ver se ela estava bem, se tinha acontecido algo com ela. Ela acreditou piamente que eu estava lá preocupado , depois que saí da casa coloquei o colete de novo
Virei para o Matias:
— E aí, Matias, como ficaram as fotos que eles tiraram?
— Perfeitas! A melhor de todas foi ela beijando ele na porta da casa dela, se despedindo, abraçados, bem na hora que a polícia chegava. Ficou nítido que eles são cúmplices.
— Show de bola, senhores. Amanhã é sexta-feira, dia de deixar as coisas calmas, dia de descansar. E Fernandes... agora é hora de você fazer a pressão nela, apertar o cerco. E outra pergunta: quem conseguiu o remédio azulzinho para o Fernandes? Vou precisar de mais umas doses.
Reis: — E qual é, Pantera? Não esta conseguindo dar mais no coro agora, ou é para continuar melhorando a performance? Já ta bem do jeito que você esta precisando disso não
Fernandes: — Ué como voce sabe da performance dele esta boa ?
Começaram a zoação para cima de Reis por ele ter se enrolado eu ri tambem mas logo em seguida cortei
— Calma, galera... isso faz parte de outro plano. Na Segunda-feira vocês vão ver o porquê, né Matias?
Matias: — Rapaz... me lembre de nunca fazer mal a você, Marcos. Porque eu preferiria levar um tiro de 12 na cara do que receber uma vingança sua. Você é frio, calculista... assusta.
SEXTA-FEIRA
O dia estava calmo, tranquilo. Eu fui até a casa do meu pai, conversei com ele, pedi para ele ir para Rio das Ostras ajudar as meninas e também conhecer a neta dele. Ele topou na hora, estava todo orgulhoso.
Terminamos de nos organizar com todo o dinheiro que tiramos da conta do Carlos. Compramos a casa para a Isis morar com minha filha, toda a equipe concordou com isso, já que ela foi muito prejudicada pelo que ele fez com ela. Depois de concluir tudo, eu iria para lá também, para junto da minha família.
Levei meu pai até a rodoviária, ele foi viajar. Avisei a Lara que meu pai estava indo, perguntei como estavam as coisas lá. Ela estava muito animada, parecia que tinha ganhado na Mega Sena. Falava que não arrumaram nada ainda, só foram toa praia, passearam no centro, tinha bar com música ao vivo e o interior era muito calmo e tranquilo. Eu ouvi as histórias dela, e pelo jeito a Bianca estava animada também. Fiquei feliz.
Ela me perguntou como estava a situação aqui, eu falei que estava tudo dando certo, os planos no ponto, e que depois de tudo acabar eu iria contar para ela cada detalhe. Ela me perguntou do meu pai, eu disse que tinha ido visitá-lo hoje. Ela ficou apreensiva, mas eu confirmei a ela que não iria matar ninguém, que tinha feito a minha promessa e iria cumprir.
Anoiteceu. Chamei o Fernandes para me acompanhar até Nilópolis. Chegando lá, fui direto à casa da mãe da Lara. Ela atendeu o portão, e eu vi que ela estava com o olho roxo, inchado, com marcas de dedos no braço.
Eu não sei o que deu em mim, mas perguntei direto:
— Seu marido fez isso?
— Sim... — respondeu ela, baixa a cabeça.
— Desde quando ele vem fazendo isso?
— Desde quando ele pensou que você tinha morrido... ele tinha melhorado um tempo, mas agora ele voltou com tudo, está pior do que antes.
— Vai viver nisso até quando? Até ele matar a sua filha mais nova, ou até ela acostumar com isso e achar que bater em mulher é certo?
— Eu não tenho para onde ir, filho... não tenho condições.
— Então agora tem. Pega suas roupas e as da sua filha, arruma o que é mais precioso a vocês, documentos, dinheiro... tudo. Ele está no bar, né?
— Sim, ele saiu agora pouco...
— Ok. Faça o que pedi, e rápido.
Mandei o Fernandes ficar lá com elas, ele ajudou a arrumar as malas. Diferente da primeira vez que vi aquela mulher, dessa vez foi diferente. Eu via nela uma pessoa que não conseguia sair de lá porque não tinha apoio, ninguém para ajudar. A Lara já havia falado comigo a respeito outrora, mas não dei muita atenção, achava que era coisa de família. Mas agora eu tinha mais empatia pelas pessoas, depois do que houve comigo, com a Isis... eu comecei a pensar no pior que poderia acontecer a outras pessoas se ninguém interviesse.
Enfim... Cheguei no bar com esses pensamentos. O dono do bar me viu, me reconheceu, e já sabia a quem eu estava procurando. O forró tocava alto, e o safado estava lá, dançando com uma mulher que na cara dava para ver que é aquele tipo de mulher que cola com o cara a noite só para tomar uma cerveja e curtir.
Eu fui me aproximando devagar, segurei na gola da sua camisa e o puxei de uma vez só, com força, que a mulher quase veio junto, mas ela saiu de lado rápido, assustada.
Quando ele me viu, ele ficou pálido, sem reação.
Eu virei para o dono do bar e falei alto, para todo mundo ouvir:
— Não vim arrumar confusão, só vim pegar o que é meu. Podem continuar a festa, aproveita a música.
— Aonde você vai levar ele, moço?
— Eu falei que eu ia voltar se ele fizesse merda. Não falei?
Arrastei ele para fora do bar. O pessoal todo veio para fora ver o que acontecia, celular na mão para filmar. Então eu não poderia fazer muita coisa ali, senão iria parar na delegacia. Continuei caminhando com ele seguindo em direção à sua casa.
Chegando lá, o Fernandes já estava com a mãe e irmã da Lara dentro do carro, prontas. Mandei ele me esperar no carro e entrei com ele para dentro da casa deles, fechei a porta.
Ele já estava me implorando, chorando, para não matar ele. Puxei a arma que peguei com o Roberto, unicamente para esse momento, e apontei para ele:
— Junta as mãos, junta tudo e reza... reza muito, vai que Deus resolve te atender.
Ele juntou as mãos, ajoelhou-se no chão, tremendo todo. Apontei a arma para o meio das duas mãos juntas e dei um tiro certeiro, fazendo um buraco nas palmas das duas mãos.
Ele deu um grito de dor que ecoou na rua. Eu me aproximei, olhei no fundo dos seus olhos:
— Agora, sempre que olhar para as suas mãos, para as suas cicatrizes, você vai se lembrar de nunca mais bater em uma mulher. Se eu ficar sabendo que chegou perto de qualquer uma delas, ou de qualquer outra mulher na vida... da próxima vez, o buraco vai ser na sua cabeça. Entendido?
Saí de lá. A rua já estava cheia de gente, só se ouvia os gritos de dor dele lá dentro. Entrei no carro com o Fernandes e seguimos viagem.
No caminho, comecei a conversar com a mãe da Lara:
— Olha, senhora... a senhora vai pegar um ônibus e descer na Rodoviária de Rio das Ostras. Lá, a Lara vai pegar a senhora e a sua filha. Quando eu chegar lá, eu vejo o que faço, arrumo um emprego, uma casa, uma vida nova para vocês.
Seguimos para a Rodoviária Novo Rio. Chegando lá, comprei as duas passagens e comprei comida para elas irem comendo algo na viagem. Dei 200 reais a elas caso acontecesse algum imprevisto na estrada. Elas partiram no ônibus, aliviadas, livres.
Liguei em seguida para a Lara:
— Lara, faz um favor para mim? Vai chegar uma encomenda aí na rodoviária para mim, chega daqui a umas três horas. Pega aí para mim?
— Claro, Sargento! Pego sim. Mas o que é?
— Chegando você vê. Devo desligar o telefone hoje e só ligo novamente na Segunda-feira. Qualquer problema, liga para o Silva, ele sabe resolver.
— Ta bom, pode deixar comigo.
Eu e Fernandes partimos para a Lapa, ficamos lá um tempo. Até que o telefone dele tocou. Ele colocou no viva voz, e era a Jéssica novamente:
Jéssica: — Amor, não consegui falar com os meninos de jeito nenhum. Eles sumiram do mapa.
Fernandes: — Sumiram? Com o dinheiro todo?
Jéssica: — Sim! Eles eram de confiança, não sei o que aconteceu, onde foram parar. Que raiva!
Fernandes: — Amor... eu tenho aqueles 5 mil que sobrou dos 25 mil que você me deu, lembra? Deixei guardado.
Jéssica: — Sim, deixa aí com você, não gaste.
Fernandes: — Então... um amigo de um amigo meu ta preso, conhece o sistema, e ele tem um contato que pode conseguir uma pessoa de fora para fazer o serviço. Garantido.
Jéssica: — Então vamos conseguir, amor! Precisamos disso.
Fernandes: — Só tem um problema... eles cobram 15 mil reais. Eu consegui juntar 5 mil. Juntando com os seus 5 mil, fica faltando 5 mil para fechar o valor.
Jéssica: — Ferrou... 5 mil a mais...
Fernandes: — Sim. Você não consegue emprestado aí não? Com agiota, alguma coisa... depois que a gente fizer o serviço, eu pago tudo em dobro.
Jéssica: — Aqui ta difícil, amor. Depois da operação da polícia naquele dia, o bairro ficou ruim de dinheiro, todo mundo escondido, sem grana.
Fernandes: — E aonde conseguiu aqueles 25 mil tão rápido? Consegue 5 não? É só o restante...
Jéssica: — Consigo não, amor... como eu disse, tudo escondido, não tenho mais ninguém para pedir.
Fernandes: — Logo agora... eu já estava quase tudo certo, eu pensando em nós dois juntos, sem essas amarras, sem ninguém no caminho...
Jéssica: — Eu acho que vou conseguir, amor... vou tentar no Domingo, lá na visita. Vejo se consigo esse dinheiro com ele. Eu quero logo viver com o meu homem, longe disso tudo.
Fernandes: — Tem certeza, amor?
Jéssica: — Tenho sim. Eu vou atrás dessa grana. Eu te amo.
Fernandes: — Também te amo, meu amor.
Ele desligou o telefone. Eu virei para ele, sorrindo:
— Pronto. Agora, depois de todos fazerem a sua parte, eu vou fazer a minha. Agora sim, chegou a hora da verdade.
— Marcos, vai com cuidado... não se dê para confiar nessas pessoas, elas são traiçoeiras.
— Cara, eles não toleram traição. E qualquer coisa, o Matias estará comigo, olhando tudo de cima.
SÁBADO
Já pela manhã, segui para o presídio. Já deixei o Alexandre em alerta há dias. Preparei a minha cara de bobo, o meu disfarce de "corninho fraco", e fui para uma sala reservada do presídio.
Passou um tempo, quem entra é o Carlos. Ele me viu, ficou confuso, franziu a testa, mas mesmo assim teve a coragem de perguntar, com aquele ar de deboche e superioridade que ele sempre tinha:
— Quem é você? O que veio fazer aqui, o que quer comigo?
Me levantei devagar, mantendo a postura calma, os olhos fixos nos dele, sem desviar:
— Eu sou o Marcos. Prazer, o marido da Isis.
Ele abriu um sorriso largo, de escárnio, deu uma gargalhada seca e bateu palmas devagar, zombando:
— Agora sei quem é, o corninho! Pensei que você tinha morrido naquela operação, que o bando tinha resolvido o problema. Que pena, né? Ainda está aí, respirando, me incomodando. Corninho frouxo!
Meu sangue ferveu nas veias, cada palavra dele era uma facada no peito, cada sílaba me dava vontade de quebrar ele ali mesmo. Mas respirei fundo, engoli o orgulho, e lembrei do plano: eu precisava fazer ele perder a cabeça, não eu. Ele tinha que se achar o rei, o dono do mundo, para cair com mais força depois.
— Pois é... parece que uns caras muito burros tentaram me matar, mas não deu muito certo não. Erraram o alvo, foram incompetentes. Coisa de quem não sabe o que faz.
— Não se pode mandar meninos fazer serviço de homem, não é mesmo? — respondeu ele, se aproximando mais, invadindo o meu espaço. — Eles não dão conta de um corno frouxo desses, mesmo. Deveria ter vindo pessoalmente resolver comigo.
— Pois é, acontece... — falei, dando de ombros, fingindo indiferença.
— Veio fazer o que aqui, então? Veio saber se eu ainda to comendo aquela piranha japonesa que você chamava de esposa? — ele sorriu, maldoso, gostando de me provocar.
— Hoje eu só vim ver sua cara. Ver de perto toda essa sua arrogância que falam por aí.
— Sei... a cara e a arrogância que você quer ver é a mesma que a sua japonesa vinha aqui ver toda semana, né? Ela adorava ver isso aqui, pegar para você, levar nesse seu rabo preto... Só não vai gritar que nem ela em, Marcos? Você é homem forte, deve aguentar mais que ela. Ela não aguentava, não tinha estrutura.
Ele deu um passo para frente, achei que ia me bater ali mesmo. Eu só continuei olhando, mantendo a postura de quem estava sendo humilhado.
— Aguentar? — perguntei baixo, controlando a raiva.
— Sim! Isso aqui tudo... — em seguida ele segurou as suas partes íntimas com a mão e balançou, me olhando nos olhos, com nojo. — Você não dava conta dela, todo mundo sabia. Ela vinha aqui, chorando, reclamando que você era fraco, que não fazia ela sentir nada. E adivinha? Eu sou maior, eu sou melhor. Ela mesma disse que foi a melhor coisa que aconteceu na vida dela. Que pena que você não consegue satisfazer nem uma mulher direito, quanto mais comandar alguma coisa.
Eu sorri de canto, um sorriso frio, calculista.
— Tem razão... pelo jeito estamos quites então. Porque o seu irmão e o seu cunhado também não aguentaram uma dança comigo, né? E pelo visto, você é o poderoso chefão, mas é mão de vaca, não é não? Senão eles não estariam tentando dançar com quem não aguenta, lá fora, passando vergonha.
Ele ouviu aquilo, percebeu a indireta, e ficou furioso de vez. Veio para cima de mim com tudo, deu um empurrão que eu fingi quase cair, recuei dois passos. Ele começou a me bater, socos no peito, empurrões, gritando coisas sem sentido. Eu só me defendia, protegia meu rosto, deixava ele descarregar a raiva dele.
Na mesma hora os carcereiros entraram na sala, seguraram ele, o arrastaram para trás enquanto ele se debatia, rindo alto, gritando para todo lado ouvir:
— É FROUXO MESMO! ALÉM DE COMEREM SUA MULHER AINDA TE DÃO UMAS PORRADAS, SEU BABACA! TRAS ELA AQUI DE NOVO QUE EU VOU COMER AQUELE CU DE NOVO NA FRENTE DE TODO MUNDO, SEU CORNO FROUXO!
Eu interpretei bem o meu papel de ator. Fiz cara de medo, de derrota, de quem tinha sido humilhado. Ele se cresceu ainda mais, achou que tinha ganhado, que eu não valia nada.
O Alexandre apareceu na porta, olhou para mim, perguntou com o olhar se estava tudo bem. Eu fiz sinal de positivo com a cabeça.
— Está tudo bem, Marcos? Ele não machucou você? — perguntou ele, fingindo preocupação.
— Tudo certo, Alexandre. Apenas conversando, não foi mesmo, Carlos? — olhei para ele que ainda era segurado pelos agentes. — Amanhã eu volto aqui para o próximo passo. E... entrega isso aqui para os meninos, o Natan e o Moisés. Eles ainda estão separados dele, né? Não se falaram ainda?
— Sim, eles estão em alas diferentes, ele nem sabe que eles estão aqui.
— Então entrega esse envelope aqui para eles. Diz para tomarem o remédio que tem lá dentro assim que eu chegar amanhã. E... preciso de um favor: quero a área da solitária dele livre, sem câmeras ligadas, sem ninguém passando, a partir das 10h da manhã. Desliga tudo da entrada da cela, por favor. Ninguém precisa ver o que vai acontecer.
— Sim, pode deixar. Tudo como você pediu.
Sai de lá. Caminhei até o carro, mas não consegui dormir de ansiedade essa noite. O dia seguinte seria o dia final, o dia de acertar todas as contas.
DOMINGO - O GRANDE DIA
Na manhã seguinte, eu cheguei cedo no presídio, mal tinha dado 7 horas da manhã. O Alexandre nem tinha chegado ainda. A secretária me recebeu, já me conhecia, e pediu para eu esperar ele na sala dele mesmo, como combinado. Aproveitei que estava sozinho e coloquei uma câmera escondida depois agi naturalmente
Fiquei lá, olhando para o nada, repassando cada detalhe do plano na minha cabeça, para não errar nada. O Alexandre chegou, ficou até surpreso de eu estar lá tão cedo. O Matias chegou logo depois dele, com o notebook na mão, pronto para monitorar tudo.
Ficamos conversando, olhando as telas de segurança que ainda estavam ligadas, esperando o momento certo. Até que a primeira isca apareceu: a Jéssica chegou no presídio.
Ela desceu do carro, toda arrumada, cheia de joias, perfumada, como se fosse encontrar o amor da sua vida. Como combinado , a ordem dê Alexandre para levá-la diretamente para a cela da solitária, dizendo que era ordem superior, que tinha assunto reservado. Ela não desconfiou de nada.
Eu peguei o meu tablet, verifiquei se todas as gravações estavam lá, se tudo estava carregado, e fui caminhando devagar em direção à cela também.
Chegando lá, eu destranquei a porta pesada de ferro e a abri devagar. Quando eu abri, eles olharam e me viram.
A Jéssica ficou pálida, gelada, deu um passo para trás assustada. O Carlos, ao contrário, se encheu de orgulho, levantou a cabeça, sorriu debochado, se achando o rei do pedaço.
— Quero conversar com vocês dois. Essa cela é pequena demais para o assunto que temos, vamos para a cela maior ali do lado, mais confortável — falei, com uma voz calma, firme, que não admitia recusa.
Entramos na cela maior, espaçosa, onde só tinha uma cama de cada lado e uma mesa no meio.
— Primeiro eu quero conversar. Depois vem a ação. Tudo bem por vocês? Sem gritaria, sem confusão, só palavras?
— Não quero papo com corno frouxo! — gritou ele, já se levantando. — Trouxe a japonesa como eu pedi? Quero ver ela também aqui, para eu mostrar para você como é que se faz um homem de verdade!
— Calma, relaxa, Carlos. Não é sobre a Isis. É sobre o Rodolfo, o seu advogado. É sobre o dinheiro que sumiu. É sobre o seu interesse em tudo isso.
Ele abriu os olhos, tirou toda aquela expressão de superior do rosto e me olhou como se agora ele estivesse realmente interessado. Dinheiro era o ponto fraco dele.
— Ta bom, fala. Cadê o X9? Quem foi que me entregou? Foi ele?
— Eu vou te falar tudo. Mas podemos conversar antes de tudo isso? — virei-me para ela. — Jéssica, você quer falar?
Ela respondeu rápido, com medo:
— Sim! Podemos conversar sim, claro que podemos. O que você quer saber?
— Então tá. A primeira pergunta é bem simples: Jéssica, você sabia que ele iria estuprar a Isis?
Carlos deu uma risada alta:
— Ele não estuprou ninguém! Ela veio, deu para ele, gostou! Com ajuda e um empurrãozinho, mas deu. Ela fez a própria escolha, ninguém obrigou.
— Sim, da primeira vez, com a ajuda e o empurrão daqui — apontei para ela —, mas da outra vez que ela veio sozinha, quando ela já tinha parado tudo, ele a levou para o quarto, bateu nela, segurou ela, e estuprou. E ainda falou que iria largar você para ficar com ela.
— Ela mentiu para você, seu idiota! — gritou ele, vermelho de raiva. — Ele não a estuprou, ele nem precisava disso. Ela queria, ela implorava! Você viu os vídeos, né? Onde ela estava toda feliz?
— Sim, eu vi os vídeos. Então... podemos acreditar em tudo que vemos, não é mesmo? Se está gravado, é verdade, certo?
— Claro que é! Você pensa que sou mentiroso?
Olhei diretamente nos olhos da Jéssica, que já estava suando frio:
— Olha, Jéssica... eu poderia te dar uma surra aqui, quebrar seus braços, arrancar seus dentes, fazer você sofrer muito. Mas eu não bato em mulher, essa regra eu tenho e não quebro. Porém... eu não ligo se ele te der umas porradas, ou se te matar. Eu só não vou me meter, não vou ajudar. Então isso não coloca eu como um agressor de mulher, entendeu? O que acontece aqui, fica entre vocês dois.
Ela me olhou sem entender, confusa, sentindo o perigo chegar.
Carlos perguntou, rindo:
— Porque eu bateria nela? A surra aqui quem leva é você, seu otário. Ela é minha, ela me ama, ela faria tudo por mim.
Ele se levantou, todo convencido. Eu peguei o tablet, girei a tela para ele ver, e apertei o play.
— Você queria o X9, Carlos? Aqui está o X9.
O vídeo começou a rodar. Era ela, Jéssica, completamente nua, dando para o gerente do tráfico, na sala onde eles guardavam as drogas e o dinheiro. Ela sorria para ele, ele segurava ela... tudo filmado pela câmera escondida que o Matias tinha colocado. E depois pega ela roubando dinheiro da sala
Carlos viu, arregalou os olhos, a veia do pescoço dele saltou de tanta raiva. Ele olhou para ela, deu um tapa tão forte na cara dela com as costas da mão que ela caiu na cama, chorando, com a boca sangrando.
— SUA PUTA! — gritou ele, possesso. — ALÉM DE ME CORNEAR COM ESSE AQUI, VOCÊ AINDA ME ROUBA, TRAIÇOEIRA!
— Amor... eu posso explicar... não é o que você está vendo... eles montaram tudo... — ela tentou falar, gaguejando, assustada.
— Sim, ela pode explicar te roubando, dando pro seu braço direito, e depois se planejando para fugir com outro! — falei eu, calmo, apertando o próximo arquivo.
Mostrei a segunda parte: ela, beijando o Fernandes, abraçados, saindo juntos, conversando sobre o plano de viverem juntos , eles curtindo em buzios.
— Deixa eu adivinhar... Ela veio aqui te pedir 5 mil reais , né?
Ele parou, olhou para ela, percebendo tudo.
— A sua piranha, Carlos. Esses 5 mil não eram para seus pais... era para fugir com o outro, para ir embora com o Fernandes. Como sou bonzinho, eu já cuidei disso para você, já deixei tudo preparado. Ela estava te usando, Carlos. Você era só o dinheiro, a proteção... nada mais.
— Ele está querendo nos colocar um contra o outro, Carlos! Não acredita nele! Ele é o inimigo! — ela tentou corrigir, mas já era tarde.
— Você me roubou, você me traiu, você me fez de idiota! — ele rugiu, e foi para cima dela de novo.
Dessa vez foram socos, na cara, na barriga. Depois começou a enforcar ela, com as duas mãos, querendo matar ali mesmo. Ela se debatia, olhando para mim, pedindo socorro com os olhos, mas eu só observava, parado, imóvel.
Deixei ele chegar no limite, deixei a fúria tomar conta, e com um puxão forte, joguei ele para o outro lado da cela, longe dela.
— CHEGA! Já foi o suficiente por hoje. Ta vendo, Jéssica? Esse é o seu marido. O homem que você ama, que você defendeu, que você traiu todo mundo por ele... um abusador, um covarde, que estuprou uma mulher inocente, e quer matar você agora que descobriu a verdade.
Ele se levantou, cuspindo no chão, ódio nos olhos:
— Seu corno... eu estuprei sim, e faria de novo! Ta com inveja, quer também? É só pedir, ela gosta de quem manda!
— Ao contrário de mulheres que tem menos estrutura, eu sou homem, Carlos. Então só tenta chegar perto de mim, então.
Ele veio para cima de mim, louco de raiva, querendo me bater. Dessa vez eu não me defendi mais. Eu ataquei.
Ele veio com um soco na cara, eu desviei rápido, e dei uma cotovelada forte na costela dele, seguida de um soco reto bem no meio do peito. Ele recuou, veio com tudo de novo, me deu um soco na cara, outro na barriga. Quando ele tentou me segurar, agarrei a sua mão, virei para trás, dei um joelho bem dado na sua cara, que ele recuou tonto.
Distribui socos rápidos em suas costelas, um atrás do outro, sem dar tempo de respirar. Depois lhe dei uma rasteira, ele caiu no chão. e comecei a chutar o rosto, o corpo, tudo, com toda a força que eu guardei por meses.
Eu fazia isso soltando toda a minha fúria, gritando, lembrando de cada lágrima da Isis, , de cada momento de dor que eles causaram.
Quando dei por mim, ele estava desmaiado no chão, todo quebrado, rosto inchado, sangue escorrendo.
Virei-me para a Jéssica, que estava sentada na cama, assustada, desorientada, chorando alto, apavorada com o que tinha visto.
Tirei as algemas do meu bolso, amarrei os pulsos dela na grade da cama. Depois amarrei os pulsos e os pés dele no chão, imóvel.
— Agora vai começar o verdadeiro show. — falei baixo.
Olhei para o canto superior da parede, onde eu sabia que estava a micro câmera escondida do Matias, e falei:
— Pode mandar os garotos entrarem.
A porta abriu, e entraram o Natan e o Moisés, os dois homens que ele tinha traído, que ele tinha entregado para a polícia, que ele tinha mandado matar. Isso foi o qhe falei para eles
Eles entraram com sorrisos largos, estava dando para ver que erls ssravam de pau duro os dois , olhando para ele desmaiado no chão, para ela amarrada, com ódio nos olhos.
Eu saí da cela, tranquei a porta do lado de fora, e deixei eles lá.
A ordem era não tocar nela
Eles então pegaram ele o jogaram na cama arriaram a roupa dele no chão ele ainda desmaiado o Moisés veio sem pena e enfiou o pau no rabo dele foi a hora que ele acordou ele foi tentar se levantar então o Nathan segurou ele e soltou
—Vocês entregaram a gente e pediu para nos matar, estamos sabendo também que voce é estuprador vai sofrer na nossa mao. Kkkkk mão não tola mesmo
E Moisés socava no rabo dele com força os dois fazendo forca para segurar ele para ele não conseguir se livrar deles e eu via Carlos um homem alto branco ele estava vermelho sangrando a vida nos olhos deles indo embora a cada socada que Moisés dava no rabo dele que chegou um momento que ele parou de tentar se soltar mas mesmo assim os meninos seguravam ele e comiam ele ate a hora que foi a vez de Nathan que quando foi comer ele Carlos tentou novamente lutar e foi em vão porque eles eram dois estava bem e Carlos com corpo todo dolorido depois da surra que dei nele e Nathan diferente de Moisés parecia esta curtindo muito a ponto de pegar Carlos colocar ele de frente para Jessica na cama que ela estava presa e comer ele xingando ele
— Quem diria o chefe do trafico o todo poderoso Carlos dando o cu na frente da rainha puta dele toma nesse seu rabo branco de traidor sei filho da puta
E comia ele com vontade judiando do rabo de Carlos
— Olha sua puta olha pro seu macho tomando no cu na sua frente vai fala para eu comer ele fala, se não voce será a próxima
A Jessica chorava o Nathan gritando mandando ela falar e ela com medo em meio ao choro mandou
— Come ele
Disse ela bem baixinho, Nathan inconformado gritou
—FALA ALTO PRA ESSA PUTA AQUI OUVIR
—COME O CU DELE
Nathan então se empolgou e começou a bombar forte e dando tapas e socos nas costas de Carlos não aguentando Carlos percebeu que ia tomar leite dentro do rabo se debateu tentou tirar ele de cima mas Moisés o o segurou ainda maia forte já era tarde Nathan encheu o rabo dele de leite em seguida o Moisés pediu para segurar ele firme e e Nathan depois de gozar ainda com o pau cravado no rabo de Carlos o segurou bem forte o enforcando Moisés foi em sua frente começou a tocar punheta so se ouvia os gritos de Carlos e sem mas... Moisés gozou em sua cara eu do lado se fora ouvia tudo e assistia aquela cara todo macho achando que era dono de tudo quebrado não só fisicamente como mentalmente e em todos os sentidos
Depois de tudo, quando o silêncio voltou, eu abri a cela novamente.
Jéssica estava horrorizada, paralisada pelo que tinham feito com ele. Ele estava lá no chão, quebrado, envergonhado, humilhado, nu, sujo de sangue e de merda. Porque comeram ele sem limpar
Em seguida mandei os meninos embora para cela deles eles foram xingando Carlos e falando que iam matar ele
Eu caminhei até ele, abaixei as calças, e simplesmente urinei nele, em todo o seu corpo, na sua cara, enquanto ele gemia de dor e vergonha.
Terminei, virei-me para ele, que quase não conseguia falar, e perguntei:
— Aonde estão os vídeos? Onde está o celular com os vídeos da Isis, e com quem você compartilhou?
Ele, com medo de levar mais, falou tudo, entregou o lugar, falou que tinha enviado para poucos contatos, que tinha uma cópia escondida.
— Melhor que o vídeo dela nunca mais apareça, Carlos. Se eu ver uma imagem sequer da Isis, na internet, ou em qualquer lugar... o seu vídeo, esse que eu gravei aqui hoje, vai rodar o mundo todo. Vai ser famoso, você vai ser o homem que apanhou, que foi humilhado, que foi comido , que foi traído e que foi mijado. Entendeu?
Ele fez que sim com a cabeça, chorando de dor.
Olhei para Jéssica. Ela chorava, tremia, pensando que ela seria a próxima.
Eu me aproximei dela. Ela abaixou a cabeça, fechou os olhos, como se esperasse que eu fosse bater nela, ou pior. Eu só tirei as suas algemas, soltei ela.
— Eles queriam você de brinde, para fazer o mesmo que fizeram com ele... mas eu não sou a favor de fazer isso com mulheres, não sou como vocês. Mas... — eu segurei o tablet novamente — ... aqui está o vídeo da operação na favela.
Mostrei para ela: imagens do Fernandes invadindo a favela juntos vom a bope e depois indo a casa dela, conversando com os policiais, as fotos dele sem colete, sem identificação, beijando ela na porta, abraçados, provando que ela sabia de tudo, que ela era cúmplice, que ela era informante.
Ela olhou, horrorizada, desesperada:
— Se eles verem isso... eles vão me matar! Todos lá vão pensar que eu sou X9, que eu entreguei eles! Vão me caçar! A minha família vai ser assassinada
— Sim. Isso é exatamente o que você merece. Você pensou na família da Isis, ou na minha, quando armou tudo isso para ela? Você pensou nos filhos das pessoas que vocês mataram? Agora sim... vocês dois são os nossos X9. Qualquer coisa que vocês falarem, qualquer passo que vocês derem, qualquer tentativa de fugir... eu vou atrás de vocês, e eu mato vocês, um por um, sem dó. Entenderam?
Ela me olhava, tremendo toda, sem reação.
Eu me aproximei mais dela, ela se encolheu:
— Agora... você e ele estão quites. Você viu quem ele é. Ele não é nenhum herói, nenhum poderoso. É só um homem fraco, que usa a força para bater em mulher, que trai, que mente, que se acha melhor que todo mundo. E ele sabe quem você é também: interesseira, traidora, mentirosa. A partir de hoje, vocês vão ter que conviver com a verdade um do outro. Vão ter que se olhar nos olhos sabendo exatamente quem o outro é. E isso é pior do que a morte.
Soltei as algemas dele também
— Pelo jeito agora você é corno, viado e vítima da sociedade, Carlos. Porque foi abusado, foi humilhado, foi destruído. E vai ficar um tempo aqui na solitária, mijado, com o bumbum ardendo, para aprender a se comportar como homem de verdade. E não pense que isso acabou... ainda tem mais por aí.
Saí da cela, tranquei tudo, entreguei as chaves para o agente que esperava do lado de fora.
— Vocês tem mais 5 minutos de visita. Mas Jéssica vai ficar aí dentro com ele, sozinha, desta vez. Não estou mais aí para te defender, Jéssica. Se ele te bater, se ele te matar... o problema é seu.
Ela arregalou os olhos, correu para a porta, batendo, gritando para eu voltar, para não deixar ela lá, mas eu virei as costas e fui embora. E falei para os homens tirar ela de la antes d ele fazer algo com ela
Saí do presídio, respirei o ar livre, sentindo um peso enorme sair das minhas costas. O Matias me esperava na porta, sorrindo, e me deu um abraço forte, de irmão.
— Pronto, irmão. Tudo feito, tudo resolvido. E agora? O que faremos?
— Agora precisamos ir para a delegacia. Eu estou devendo um favor que o Barbosa me pediu, e chegou a hora de cobrar a dívida.
— Então vamos lá, resolver isso de uma vez por todas.
— Alexandre pode nos acompanhar? Precisa ir junto para informar o delegado de que ninguém morreu, que foi tudo "briga de presos", ninguém tem nada com isso.
— Posso sim, vamos com vocês.
Chegamos na delegacia. Lá estavam o Reis, o Fernandes, o Silva e o próprio Barbosa. Eles começaram a comemorar, a aplaudir, achando que nós tínhamos ido só para festejar a vitória da operação.
Eu juntei todos na sala, chamei o Roberto também, o policial que me arrumou a arma, e falei alto para todos ouvirem:
— Quero agradecer a todos vocês pela ajuda que tive. Sem vocês, eu não conseguiria fazer nada sozinho.
Virei-me para cada um:
— Matias, você foi a peça mais importante de todas. Fotografando, colocando câmeras, invadindo sistemas, montando as provas... tudo impecável. Muito obrigado, irmão.
— Reis, a sua operação, o seu comando, a forma que você entrou na favela, tirou o perigo, prendeu os caras sem colocar inocentes em risco... você é o melhor naquilo que faz.
— Fernandes, até que o seu jeito de playboy rendeu algo de útil, hein? Você entrou, conquistou, brincou, fez o papel direitinho. Tirou onda, irmão.
— Silva, se não fosse você investigar o passado de cada um, arquitetar o plano, saber onde pisar... eu não teria chegado até aqui.
Fernandes: — Espera... e o Alef? O que o Alef fez? Ele não ajudou em nada, né?
Reis: — Desculpa aí, Alef... mas nessa você foi o maior água de salsicha de todos. Serviu pra porra nenhuma, só atrapalhou.
Todos riram, menos o Alef que ficou emburrado no canto. O Matias só riu, não falou nada.
Aí foi a minha deixa. Virei-me para o Barbosa, que sorria confiante.
— Barbosa... como prometido, o seu pedido está cumprido. Agora chegou a hora de eu pagar o favor que eu estava te devendo.
— Rapido assim, Marcos?
— Quando você me pediu ajuda para montar essa operação, falei que voce iria aparecer bem na mídia... eu coloquei o Silva para investigar tudo. E com tudo isso, eu descobri muita coisa. Para você, sobre a operacoes das melicias e pessoas em nossa volta envolvidos e peguei os dois primeiros o Alexandre, e o Roberto...
Ele parou de sorrir, ficou tenso.
— Muito obrigado, Marcos. Agora estamos quites. Foi uma honra trabalhar com você.
— Eu é quem digo isso. — respondi seco.
Então eu me virei para os policiais da Civil que já estavam na porta, esperando o meu sinal, e apontei para eles:
Então o Barbosa soltou
— Alexandre Bonfim e Roberto Torres... vocês estão presos por corrupção, formação de quadrilha, obstrução de justiça e auxílio ao tráfico. Vocês tem o direito de permanecer calados e tudo o que disser pode e será usado contra vocês no tribunal.
Eles ficaram pálidos, surpresos. Os agentes entraram, algemaram os dois, que gritavam inocência, e os levaram embora.
Eu peguei a arma que o Roberto tinha me dado, a que usei na mão do pai da Lara, e entreguei a um agente que passava:
— Leve isso para a perícia, por favor. Encontrei abandonada numa operação.
O Barbosa me olhou, sem entender, assustado:
— E estou surpreso voce fez duas coiss ao mesmo tempo me investigou tambem ?
— Você está limpo, Barbosa. Dessa vez. Você só não sabia o que estava acontecendo debaixo do seu nariz. Mas da próxima vez... pense bem antes de confiar em quem trabalha com você.
Nós saímos da delegacia, deixando todo mundo lá dentro confuso, assustado, resolvendo a bagunça que deixamos.
Depois disso, eu ainda tinha mais uma coisa para fazer antes de me juntar às meninas em Rio das Ostras. Tinha que ir até a casa da Isis, ver a minha filha, ter certeza que tudo estava bem, e dar o último aviso a ela: agora sim, os inimigos estão derrotados, a vida de vocês vai ser só paz.
E segui viagem, rumo ao meu novo recomeço, rumo à minha família, rumo à Lara, que me esperava com um sorriso no rosto, pronta para viver a nossa vida nova, longe de todos