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Brasil x Haiti

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Um conto erótico de Contos LV
Categoria: Heterossexual
Contém 4886 palavras
Data: 25/06/2026 09:16:34

Brasil x Haiti

A casa de Ricardo transpirava uma energia pré-jogo que misturava expectativa futebolística, álcool e… algo mais. No sofá, Lívia vestia um justíssimo macaquinho amarelo, conversando alegremente com Mila, outra beleza trajada num conjuntinho azul escuro de short saia e top extremamente decotado com o escudo do Brasil.

A amizade entre elas começou em uma faculdade que nenhuma das duas tinha grande interesse em fazer; as coxas grossas e o bumbum grande e empinado, resultado de incontáveis horas na academia que Ricardo bancava, fizeram de Mila o centro das atenções já nos primeiros dias de aula, e os cabelos tingidos de castanho avermelhado garantiram que saísse das vistas de Lívia nem mesmo quando os alunos se acotovelavam para sair para o intervalo.

O estilo de vida de Mila intrigou Lívia, dando início a uma amizade rápida. Em pouco tempo, a jovem passou a usar o pretexto de "não querer ir sozinha" para incluir a nova amiga em sua rotina de privilégios. Suítes cinco estrelas, festas em coberturas e lanchas deslizando pelo mar que Lívia tanto amava; tudo bancado por Ricardo, o “namorado” de Lívia, um homem negro e rico, dono do próprio nariz, bem diferente dos meninos da faculdade; o que, obviamente acendeu um alerta na mente de Marcelo.

Mas, como não tinham nada oficial, Lívia se divertia com as novas amizades; nos provadores de butiques de luxo, Mila lhe ensinava: "Este seda da Índia cai melhor assim, mais justo nos seios", e enquanto o dizia, seus dedos ajustavam o tecido no corpo da amiga, o toque casual carregado de uma intenção mal contida. Mais do que Ricardo, Lívia suspeitava que Mila é quem era o real perigo, mas isso ela não diria ao “primo”.

De fato, ela sentia uma mistura de repulsa e fascínio pelo relacionamento deles. Era óbvio como Mila manipulava o homem mais velho com sorrisos doces e toques calculados, mas apostava que ele também adorava a o tipo de manipulação do qual aquela ruiva lindíssima era capaz; no entanto, mais de uma vez, movida pelo álcool, ela a ouviu confessar, os dedos deslizando pelas bordas da taça de vinho: "Às vezes, durante o sexo, eu imagino que estou com outra pessoa; um galã lindo e loiro…”, então ria, completando a ideia: “Mas com um pau grande que nem o dele!”

Para além do que Mila achava que entendia de Ricardo, ele não era um homem ciumento por natureza. Na verdade, o que despertava seu interesse eram justamente as possibilidades, e o corpo flexível dela lhe oferecia muitas, não obstante, nos últimos meses, havia mesmo percebido a crescente intimidade entre Mila e Lívia, os olhares demorados, as brincadeiras que nem sempre pareciam inocentes, e a ideia de aproximá-las ainda mais nunca lhe pareceu um problema. Pelo contrário. Ora, já vira as duas bêbadas demais para respeitar certos limites, e mal podia esperar para meter um belo par de chifres naquele moleque que não sabia a loira que tinha.

Mas como sua saúde atual mal lhe permitia dar conta da própria mulher, Ricardo jazia reto em uma poltrona, preocupado que o menor milímetro de inclinação fizesse sua lombar fisgar violentamente; os médicos chamavam sua condição de Lombalgia Aguda, mas Mila a batizou de "Dor nas Costas de Velho": como estava, movimentos bruscos de quadril, que eram os favoritos de Mila, lhe faziam ver estrelas de dor; a recomendação era de repouso absoluto na base do anti-inflamatório. Sexo? Nas próximas três semanas, nem pensar. Hoje, ele não seria mais que um adereço de fundo, mas ainda havia o futuro…

Por enquanto, coube a Mila bancar a enfermeira dedicada por todo esse tempo, presa em casa para atender suas necessidades… ocasionalmente passando pomada nas costas dele de calcinha e sutiã, sabendo muito bem que o coitado não podia esboçar um único movimento sem grunhir de dor. Finalmente, um caprichado e intenso boquete depois e tanto Lívia quanto Marcelo foram convidados à cobertura dele para assistir ao jogo, solucionando as queixas de Mila de que estava com saudades da amiga.

Proibido de beber e com o corpo entorpecido pelo coquetel de relaxantes musculares, seus olhos acompanhavam cada movimento das meninas, quando Ricardo achou por bem chamar Mila para si, batendo nas coxas como faria a uma cadelinha.

"Se o Brasil não ganhar hoje, é melhor nem classificar", resmungou, passando a mão pelos cabelos da beldade que sentava em seu colo.

"Calma, amor. A Seleção vai dar um show hoje." Ela deu uma piscadela para Lívia e, de sua parte, Marcelo apoiou os braços nas costas do sofá, bem pertinho da loira, mas não menos atento ao modo como Mila se contorceu sensualmente para se acomodar com o namorado:

"Espero que o Brasil não demore demais para marcar", comentou Marcelo, tentando desviar a conversa. "Seria um vexame. Temos que fazer saldo."

"Saldo, é?" Lívia debochou, ajustando o macaquinho amarelo justo. "Se ganhar, não fazem mais que a obrigação! Viram que o Neymar ainda nem entrou em campo e já fez até filho? Parece que quanto mais dinheiro eles ganham, mais querem povoar o mundo."

"Ah, mas você entendeu errado, querida", corrigiu Mila, seus olhos brilhando de malícia. "EU acho que a Virginia estava passando muito bem com o Vini, por exemplo. Viu o tamanho dos jogadores do Haiti?”, para ilustrar o que dizia, ela mostrou uma medida suspeita, as mãos distantes uma das outras para indicar… “Tô mostrando o tamanho do pé deles, não faz essa cara, Lili!” Ricardo ergueu uma sobrancelha.

“O tamanho do pé?”

"É! Pra jogar bola, seu bobo!” A risada dela foi interrompida por um grunhido de dor do namorado, e Marcelo engoliu em seco, sentindo o rosto esquentar.

"Não adianta tamanho se não souber jogar." Só depois que falou ele percebeu como aquilo soava em voz alta.

"Técnica é bom, mas tamanho também conta", retrucou Mila, consolando o namorado com um cafuné e uma discreta reboladinha. "Não é assim, amor? Você é a prova viva disso." Ricardo a beijou nos lábios, meio sorrindo.

"Você parece um pouco tenso, Marcelo", comentou Lívia, sua mão subindo pelo braço dele. "Precisa relaxar. Talvez eu possa ajudar com isso depois."

Na TV, a transmissão mostrava as escalações, com os jogadores se aquecendo no campo, provocando um suspiro em Mila, “Aiai…”

“O quê?” perguntou Ricardo. Com os dedos deslizando pelo peito dele, ela fez que nada. “Conheço esse "nada". Mila olhou para a amiga:

“Só tava pensando que eu seria cancelada se falasse o que passou pela minha cabeça.”

Ricardo resmungou novamente, tentando se ajustar na poltrona para conter a excitação crescente entre as pernas. "Essa dor está me matando. E vocês não estão me ajudando com essa conversa."

"Ah, coitado", disse Mila, com uma falsa preocupação. "Quer que eu passe mais pomadinha nas suas costas depois do jogo? Acho que tenho uma especial que vai te fazer esquecer a dor."

"Ou criar outra", sussurrou Lívia no ouvido de Marcelo, que engoliu em seco.

Mila se levantou do colo de Ricardo, ignorando a careta de dor que ele fez por causa disso, e esticando o corpo de forma deliberadamente provocante. "O jogo vai começar. Vou pegar mais bebidas. Alguém quer algo?"

"Eu vou com você", Lívia se levantou, ajustando o macaquinho, e seguiu Mila em direção à cozinha, deixando Marcelo e Ricardo sozinhos na sala, com a transmissão do jogo prestes a começar.

A cozinha de Ricardo era um santuário de mármore branco e aço inoxidável, tão impecável que parecia nunca ter sido usada. Enquanto Mila se movia com uma familiaridade arrogante, já pegando uma garrafa de vodka gelada, Lívia se encostou no balcão, o macaquinho amarelo contrastando vividamente com o ambiente frio.

"Ele está dopado, não está?", comentou Lívia, observando Mila encher dois copos com gelo. "Dá pra ver que ele não tá legal."

"Mais ou menos; está com dor o tadinho", respondeu Mila, com uma risadinha maldosa. "Mas é perfeito. Me dá carta branca para o que eu quiser."

Ela entregou um copo para Lívia, seus dedos roçando os dela propositalmente. "E o Marcelo? Parecia tenso demais. Você precisa ensinar a ele a relaxar."

"Ah, o Marcelo...", suspirou Lívia, dando um gole na bebida. "Ele é tão... ciumento, inseguro. Acha que não percebo quando ele me encara com aquele olhar de cachorrinho com raiva só porque não topei assistir ao jogo a sós com ele de novo."

"Mas ele é gostoso", admitiu Mila, seus olhos percorrendo o corpo de Lívia. "E jovem. Tem energia. Diferente do meu velho doente aí."

Ela se inclinou sobre o balcão, o top azul escuro revelando ainda mais o decote. “Vocês não deviam brigar tanto. Ele parece pronto para explodir."

Lívia riu, tocando de leve o braço da amiga, como quem a convida a uma brincadeira: "Ah, mas até que é divertido vê-lo assim. Quem mandou demorar tanto a decidir o que fazer no dia de jogo?"

Mila piscou para ela: “É bom que ele saiba que esse teu bumbum grande não é só dele não, aliás, ele que se cuide!”

"Se ele não quer, tem quem queira, amiga!”, brincou, os olhos brilhando de malícia. "Mas eu sei que ele quer sim. Viu a maneira como ele me olha?"

"Eu vi", concordou Mila, sua mão subindo para afastar um fio de cabelo do rosto de Lívia, os dedos com unhas perfeitamente feitas roçando levemente a pele da amiga. "E Ricardo também viu. Por sinal, ele não pareceu incomodado."

A loira não percebeu o gesto, ou talvez tenha só fingido não entender. "Por que ele se incomodaria? Ele tem você. E você... bem, você é tudo que um homem poderia pedir."

Os olhos dela percorreram o corpo da amiga, que se afastou apenas o bastante para se mostrar, toda faceira, exibindo as coxas grossas, o bumbum grande e empinado, a cintura fina que contrastava com os quadris largos… então se aproximou de novo, agora muito mais direta, a ponta do dedo traçando a linha do decote do macaquinho da loire.

"E você? Você é tudo que um homem precisa. Alguém que o desafie, que o provoque, que o mantenha na ponta dos pés." Seus olhos se fixaram nos seios firmes de Lívia, visíveis através do tecido justo, mas ela decidiu mudar levemente de assunto: "Sabe, hoje na faculdade, os seguranças não tiravam os olhos de mim."

"Imagino o que estavam pensando", sussurrou Lívia.

"Não precisa imaginar. Com certeza estavam pensando em me comer. Como seria me colocar de quatro e enfiar o pau nesse bumbum grande que Ricardo tanto adora." Ela deu uma risadinha maldosa. "E o mais engraçado é que eu gosto disso. Gosto de saber que eles desejam o que só Ricardo pode ter."

Lívia gemeu suavemente, sentindo o corpo responder às palavras dela. "Você é perversa."

"Não, sou honesta", corrigiu, sua mão subindo e afagando o cabelo de Lívia. "E você também é. Sabe que gosta de ser desejada, de ser cobiçada. Sabe que gosta quando Marcelo olha para você com aquele olhar de fome, pronto para te devorar."

Lívia cerrou os dentes, sentindo o calor se acumular entre as pernas, a mente viajando para a semana passada, quando o desentendimento deles começou. "Às vezes eu gostaria que ele fosse mais decidido." Não. O problema não era falta de interesse; se fosse, seria fácil esquecê-lo. Marcelo a desejava, ela sabia disso, mas demorava demais a agir, e ela se culpava por isso: talvez tivesse sido fácil demais, talvez o tivesse deixado mal acostumado… talvez ele merecesse sofrer um pouco por tê-la deixado esperando.

Na manhã seguinte ao primeiro jogo, Lívia acordou com a boceta ansiosa pelo convite de Marcelo. Ela adorava provocar, e adorava chupar o pau dele, mas havia uma grande distância entre o fetiche da sedução e uma boa foda; portanto mal podia esperar por um próximo encontro ou aposta, como vinham fazendo.

Marcelo, por sua vez, passou o dia inteiro remoendo o que não fez, o pau duro à mera lembrança de Lívia, mas não queria ceder e se mostrar ansioso demais, por isso deliberadamente evitou falar com ela e, quando finalmente ligou, na quinta feira véspera do segundo jogo, a voz dela soou estranhamente distante. "Ah, Marcelo... que bom que ligou. Mas já combinei de ir na casa Mila hoje... vou falar com ela e, se quiser, pode vir também. Acho que ela não vai se importar."

O convite era uma cortesia, e ambos sabiam. Desde que chegou, Marcelo se sentiu um intruso, observando Lívia enquanto ela conversava animadamente com a amiga, ele próprio quase um estranho a Ricardo, mas Lívia sentiu algum prazer vingativo com isso.

Mila riu, um som baixo e sedutor que trouxe a mente da amiga de volta à cozinha. "Sabe como eu consigo tudo que quero do Ricardo?" Ela se inclinou mais perto, sua voz um sussurro quente no ouvido de Lívia. "Quando eu quero algo, como o cartão de crédito dele pro fim de semana, uma viagem de férias ou uma visita de uma amiga, eu espero o momento certo. Geralmente quando ele está trabalhando, todo concentrado."

Os olhos de Lívia brilharam de interesse. "E o que você faz?"

"Eu me ajoelho entre as pernas dele, devagarinho, sem dizer nada", continuou, sua mão subindo pelos braços de Lívia. "Primeiro só olho pra ele, com aquele olhar de inocente que faz ele perder o juízo. Aí eu desabotoo a calça dele com a boca, só os dentes e os lábios. Ele já fica duro só disso."

Lívia respirou fundo, sentindo o corpo tremer. "E depois?"

"Depois eu começo com beijinhos na cabeça do pau dele, bem molhadinhos", sussurrou, seus dedos fazendo círculos nos cabelos da amiga. "A língua girando em volta, bem devagar, enquanto olho nos olhos dele. Ele fica ofegante, esquece o que estava fazendo."

"Mila...", a outra gemeu.

"Eu continuo, lambendo da base até a ponta, bem devagar, sentindo cada veia pulsando", continuou, sua voz ainda mais baixa. "Quando ele está bem duro, eu engulo tudo, até a garganta. Ele gosta de sentir meu queixo roçando as bolas dele. Aí eu começo a sugar com força, enquanto massageio as bolas com as unhas compridas."

Lívia cerrou os dentes, sentindo o calor úmido entre suas pernas. "E ele goza?"

"Ah, quando eu quero, ele goza", Mila riu. "E muito, porque eu não paro; continuo mamando até a última gota, só que nem sempre eu quero."

“Como assim?”

"Quando eu quero algo realmente importante dele, eu levo um lubrificante e passo no pau dele, bem devagar. Ele logo entende o que eu vou fazer e fica tenso, excitadíssimo. Quando ele está quase explodindo, aí sim eu me viro, fico de quatro na frente dele, com o bumbum empinado, a calcinha enfiada no meio da bunda. Aí eu pergunto: 'O que você quer, Ricardinho? Quer esse cuzinho?'"

Lívia cerrou os dentes, sentindo a buceta formigar. "E ele..."

"Ele sempre diz que sim", riu Mila. "Aí eu tiro a calcinha e começo a lubrificar meu cu, na frente dele. Com dois dedos, abrindo bem, mostrando tudo. Ele fica ofegante, esquece completamente o que estava fazendo."

Mila se aproximou mais, sua voz ainda mais baixa. "Quando ele finalmente enfia o pau no meu cu, eu gemo alto, como se fosse a primeira vez. Aí eu começo a rebolar, a apertar o cu em volta da rola dele, sugando, mamando... até ele estar completamente louco de prazer."

"Funciona sempre?", perguntou Lívia, sua voz rouca de desejo.

"Sempre", confirmou Mila. "Quando ele goza no meu cu, fica completamente vulnerável. Aí eu me viro, olho nos olhos dele e peço o que quero. Cartão de crédito, carro novo, viagem... ele não consegue dizer não."

Ela se afastou ligeiramente, mas não antes de deixar sua mão deslizar pelo bumbum de Lívia, apertando-o firmemente, daquele jeito que só a intimidade entre amigas permite. "Agora vamos voltar. Acho que os meninos estão começando a sentir nossa falta." Lívia assentiu, ainda processando as informações, alheia a como a amiga gostava de simplesmente ver o circo pegar fogo… em especial se sobrasse algum fogo para elas duas.

Quando voltaram para a sala, Ricardo, proibido de beber, puxou Mila para seu colo, um movimento que lhe causou certo desconforto, mas que era compensado pelo calor e maciez do corpo dela, conforme sua mão se acomodava nas coxas da ruiva, enquanto Marcelo se ajustava no sofá, seu olhar fixo em Lívia, aceitando a latinha que ela lhe oferecia.

"Por que demoraram?", perguntou Ricardo, sua voz baixa e carregada.

"Coisas de menina", respondeu Mila com um sorriso petulante, seu corpo se ajustando no colo dele, de forma deliberadamente provocante.

Marcelo apertou os dentes para a cena, mais incomodado do que gostaria de admitir. Ricardo não precisava disputar atenção, não precisava correr atrás, não precisava provar nada para ter aquela putinha ruiva se esfregando nele… inferno, com certeza ele esperava no mínimo um boquete duplo dela e de Lívia, caso ele não tivesse vindo aos 45 do segundo tempo.

Lívia sentou-se ao lado dele, mais perto do que antes, seu calor corporal quase palpável. Apesar de desconhecer o real estado de excitação da moça, Marcelo engoliu em seco como fosse apenas um garoto inseguro: o sorriso provocador, o corpo colado ao dele, os olhares que prometiam mais do que entregavam… imaginar que ela pudesse compará-lo a Ricardo era insuportável.

Talvez tivesse mesmo cometido um erro ao demorar tanto a se manifestar, mas agora era tarde, e ele havia de fazer alguma coisa. Sentindo o cheiro doce de Lívia, ele resmungou, tentando disfarçar o ciúme. "Eu queria ficar a sós com você hoje."

Ela riu, um som que antes o excitava, mas agora soava como zombaria. "Ah, é? E quando ia me convidar? Depois de amanhã? Quando a Copa acabar? Você não pode querer me guardar na gaveta e só tirar quando dá na telha, Marcelo."

Na TV, o juiz apitou o início da partida e o Brasil começava a pressionar, com Vini Júnior correndo pela ponta esquerda. Mila, sentada no colo de Ricardo, batia palmas animadamente. "Vai, Brasil! Vai! Faz esse gol!" Ela gritou, infantil e sensual.

Lívia cruzou as pernas e focou no jogo, lutando para ignorar o fogo no rabo que Mila acendeu nela. Após um lance ruim de Raphinha, Marcelo se moveu e ela sentiu um arrepio de satisfação ao perceber a tensão dele em encostar nela.

Provocá-lo era divertido, mas não era só isso. Ela gostava dele. Gostava de ver como, mesmo depois de já tê-lo chupado tantas vezes, de ter rebolado na pica dele com o cu até gozar, de ter dormido em sua cama melada no gozo seco dele, ainda conseguia essas reações juvenis dele.

Só que, naquele momento, o que falava mais alto era a vontade de provocar, de vê-lo parar de hesitar e finalmente agir. Mas o jogo não lhe deu tempo para continuar pensando nisso: foi só ela piscar, Bruno Guimarães deu uma assistência de cavadinha para Raphinha, que dominou dentro da área e chutou na saída do goleiro Placide.

Quando a bola balançou a rede, Lívia explodiu do sofá num grito de pura alegria, "Eu sabia!", vibrou, os braços erguidos como quem estava no estádio, numa felicidade espontânea e contagiante.

Mila aproveitou o instante sem hesitar. Rindo, agarrou a cintura da amiga por trás e se apertou contra ela na comemoração, compartilhando a euforia mais pelo contato do que pelo gol. As duas giraram por um segundo, entre gargalhadas e gritos, porém, a alegria da sala morreu quando o árbitro levou a mão ao ouvido e, segundos depois, veio a confirmação do impedimento.

"Claro que foi anulado", Ricardo resmungou. "Esse puto passou o jogo inteiro errando." Marcelo balançou a cabeça. "Eu já estava achando estranho ele acertar uma."

De volta a si, Lívia, mais ou menos constrangida, mas ainda sorrindo pela adrenalina da jogada, arrumou os cabelos e aproveitou o retorno ao sofá para deslizar para o colo de Marcelo, tocando-o casualmente. "Ansioso?”. A verdade era que aquilo lhe parecia natural demais; por mais que estivesse irritada com ele, gostava de tê-lo assim, pertinho de si.

"Não é a linha de impedimento do Haiti que é boa, somos nós quem estamos errando", Marcelo explicou, tentando manter a conversa no futebol, e Lívia sorriu de canto, observando a seriedade dele.

“Tá fazendo análise técnica agora? Achei que seu trabalho era torcer contra o Brasil só para me irritar.”

“Sou só realista.”

“Aham. Realista.”, para deixar claro onde queria chegar com aquela conversa, ela apertou com a mãozinha o pênis dele por cima da bermuda, mas ficou alguns segundos olhando para a televisão, imaginando como deveria continuar brincando com ele, então, finalmente, soprou, bem baixinho:

“Então… que tal nossa aposta de sempre?” Marcelo olhou para ela, surpreso.

“Sério?”

“Por que não?”, Lívia deu de ombros, escondendo o sorriso. "Se o Brasil vencer por três gols ou mais, você me dá o que eu quiser", propôs, largado o pau dele apenas para roçar a bunda redonda em seu colo. "Se o Brasil não conseguir fazer três gols ou empatar, eu te dou o que você quiser."

A proposta não estava explicitamente lá, mas ela sabia o que ele queria e Mila havia lhe dado uma sede grande pela sodomia…

Marcelo riu, mas seus olhos mostravam interesse. "Três gols? E o que você quer, se ganhar?"

Lívia sorriu, seus olhos encontrando os de Mila por um breve instante, quando percebeu que, diferente de Ricardo, ela estava bastante atenta aos sussurros deles. "Se eu ganhar, você me dá seu cartão de crédito pelo fim de semana. Sem limites."

“Ah, não. Nem fodendo!”, lá estava a falta de atitude que ela começava a detestar.

“Covarde…”

“Ah, nem vem. A outra vez foi você quem não quis liberar esse bumbum aí!”

"Mas primo… o que você acha que eu tô propondo?”

Marcelo tentou manter os olhos na TV, mas a proposta tinha acertado exatamente onde ela sabia que acertaria. A vontade de dizer “sim” veio antes mesmo de ele pensar nas consequências.

Ele conhecia Lívia. Conhecia aquele sorriso, aquele jeito de transformar provocação em desafio… e conhecia também aquela bunda. Ela não estava oferecendo algo novo entre os dois; não que ele não amasse meter forte no cu dela, caralho, como ela gemia gostoso! Mas perder era outra história.

E o problema nem era a aposta em si. Era Mila. A ideia de entregar o cartão parecia exatamente o tipo de loucura que Mila acharia divertida, e podia muito bem ter sido o conteúdo da conversa das duas há pouco, na cozinha.

Marcelo olhou para Lívia e percebeu que ela esperava uma resposta. Parte dele queria provar que não era inseguro, que não iria recuar outra vez. A outra parte gritava que ele estava prestes a aceitar uma aposta em que o prêmio poderia custar muito mais do que imaginava. Ele engoliu em seco, sentindo o pau responder à proposta. "Aceito."

Como que esperando o aval de Marcelo, Vinicius Júnior encontrou Matheus Cunha em posição privilegiada. O atacante finalizou com precisão para abrir o placar para o Brasil aos 22 minutos.

"Gol!", Ricardo ergueu os braços num grito, a televisão tomada pela narração e Mila deu um pulo do sofá.

Lívia piscou, confusa, voltando os olhos para a tela. O replay já mostrava a bola cruzando a linha.“Não acredito!”, ela exclamou, levantando-se às pressas. “Eu perdi o gol!”. A indignação durou menos de um segundo. Logo estava sorrindo, comemorando junto com os outros.

Aos poucos, a agitação da comemoração deu lugar à expectativa e o jogo entrou numa fase de trocas rápidas e ataques constantes. O Brasil continuava pressionando, e a cada ataque, Lívia sorria um pouco mais. Marcelo tentava manter a tranquilidade, mas agora havia mais em jogo do que apenas a classificação. Sempre que os olhos dos dois se encontravam, a aposta parecia ocupar mais espaço que a própria partida.

Aos 35 minutos, Matheus Cunha apareceu novamente. Em mais uma jogada bem trabalhada, o atacante aproveitou a oportunidade para marcar seu segundo gol na partida.

"Dois a zero!", gritou Marcelo, animado apesar da aposta.

O olhar de Lívia brilhou maliciosamente, deslizando a mão pela coxa dele até encontrar o membro já duro. "Dois a zero, primo. Só mais um pra você ficar sem o cartão esse fim de semana."

Quando o primeiro tempo já caminhava para o fim, veio o lance que incendiou de vez a torcida. Lucas Paquetá encontrou um espaço improvável entre as linhas haitianas, lançou Vinicius Júnior em velocidade e o camisa 7 demonstrou toda sua categoria ao tocar na saída do goleiro.

O terceiro gol praticamente definiu o confronto antes mesmo do intervalo.

"Três a zero!", gritou Marcelo, frustrado. "Merda."

Lívia riu, sua mão apertando o pau dele por cima da bermuda. "Parece que alguém vai me dar seu cartão de crédito. E talvez mais do que isso..."

Ela se inclinou para sussurrar em seu ouvido, o calor do hálito fazendo Marcelo estremecer. "Sabe, conversei com Mila na cozinha... Ela me ensinou algumas coisas sobre vocês, homens. Coisas que vocês adoram.” Parte dela ainda queria puni-lo pela falta de consideração dele antes do jogo, por deixá-la em segundo plano e fazê-lo sofrer um pouco parecia justo.

Marcelo engoliu em seco, sentindo o corpo responder imediatamente. "Que tipo de coisas?"

"Ah, nada demais", sussurrou Lívia, sua mão deslizando mais para cima, até a cintura dele depois entrando em sua bermuda. "Ela me ensinou que homens como você e Ricardo não conseguem resistir a um cuzinho bem apertado. Principalmente quando a mulher sabe como usar."

A mão dela envolveu o membro dele diretamente. "Ela me ensinou até como preparar. Com lubrificante, com os dedinhos... abrindo bem devagar, na frente do homem, só pra ele ver."

Marcelo cerrou os dentes, o pau latejando nas mão dela. "Lívia..."

"Acho que hoje vou experimentar", continuou ela, ignorando o apelo dele. "Talvez não com você, claro, já que perdeu a aposta."

Ela se virou para Mila, que observava a cena com um sorriso de satisfação. "Que tal a gente sair depois do jogo?"

Mila riu, concordando com a cabeça. "Você deixa, Ricardo?"

“Desculpe, deixo o que, amor?”, ele piscou, confuso por causa dos remédios. “Preciso ir ao banheiro”, Ricardo se levantou com dificuldade, então Mila fez uma careta e o acompanhou, deixando Lívia e Marcelo sozinhos na sala.

"Você não vai fazer isso", disse Marcelo, sua voz tensa.

"Vou sim", respondeu Lívia, se aproximando dele. "A menos que você me dê uma razão pra não fazer."

Ela se sentou em seu colo, agora de frente para ele, as pernas envolvendo suas cinturas. "Você sabe que eu gosto de você, Marcelo. Mas você precisa aprender a decidir o que quer."

Sua mão desceu novamente, desta vez desabotoando a bermuda dele. "Se você me pedir agora, bem bonitinho, talvez eu te dê mais uma chance, independente de aposta."

Marcelo respirou fundo, o pau já saltando para fora da roupa. "Lívia, por favor..."

"Por favor o quê?", perguntou ela, os dedos envolvendo o membro dele. "Por favor, pra te deixar comer meu cuzinho? Por favor, pra não sair com outros homens? Você precisa ser mais específico."

Ela se inclinou, os lábios quase tocando os dele. "Se você me pedir agora, eu posso reconsiderar. Mas você precisa me mostrar que quer de verdade."

Marcelo não hesitou. Ele agarrou a nuca dela, puxando para um beijo voraz, enquanto sua outra mão descia até o bumbum dela, apertando firmemente.

"Eu quero você", sussurrou ele entre beijos. "Só você. E eu quero seu cuzinho, agora mesmo."

Lívia riu contra os lábios dele, a mão continuando a massagear o pau dele. "Ainda bem que você disse isso. Porque eu também quero…", os dois se entregaram em um beijo quente, corpos colados uns nos outros em um movimento de serpente, porém, logo Lívia deslizou para fora do colo de Marcelo e arrumou os cabelos, tentando esconder o sorriso satisfeito, para surpresa de Marcelo: “Mas ainda tem o segundo tempo.”

“Foda-se essa aposta idiota!”, Marcelo grunhiu.

“Ah, não”, ela, cruzou os braços. “Quando achava que ia comer minha bunda, você parecia bem disposto a seguir as regras. Você só gosta da brincadeira quando acha que vai ganhar!”

“Não é isso.”

“Então o que é?”. Marcelo passou a mão pelo rosto, frustrado. O problema era que nem ele sabia responder. Parte dele queria esquecer o jogo, a aposta e qualquer discussão. Outra parte estava irritada por perceber o quanto Mila parecia ter influenciado aquela ideia do cartão. “Onde estava essa preocupação toda com as regras quando eu te chupei de graça semana passada?”

“Ah, Lívia, desde que vocês saíram daquela cozinha, parece que estou disputando contra duas pessoas. Você pelo menos costumava jogar comigo. Agora tenho a impressão de que a Mila fica soprando no seu ouvido e eu sou o idiota que paga a conta.”

“É mesmo, é?”.

“É.”, ele bateu o pé.

“Então o que você acha de incluir ela na próxima aposta?”. Pego de surpresa, Marcelo ficou sem palavras, sem saber se aquilo era uma provocação, uma ameaça ou uma proposta real. “Mas sem cuzinho pra você hoje, tá ficando muito chato!”.

Por um instante, eles permaneceram imóveis, presos naquela tensão que vinha se acumulando desde o início da noite. Então a voz de Mila surgiu do corredor, acompanhada pelos passos lentos de Ricardo voltando do banheiro, e a realidade voltou de uma vez.

“O jogo já voltou?”

“Mais ou menos. Vamos ver no que vai dar.”

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Comentários

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Antes de mais nada, preciso confessar uma coisa: se vocês ficaram irritados com Marcelo, a culpa é de vocês! Brincadeiras à parte, a indecisão dele foi consequência direta da mecânica da história. No capítulo anterior, não tivemos comentários para definir qual decisão Marcelo tomaria, então ele acabou preso na própria indecisão: enquanto vocês não escolhiam, ele também não escolhia.

Mas agora a situação mudou: no próximo capítulo, teremos Brasil x Escócia, e Marcelo terá uma nova oportunidade de fazer uma aposta com Lívia. A pergunta é: o que Marcelo deve colocar em jogo? O que deve pedir dela?

Ele deveria tentar recuperar o controle da situação? Fazer uma aposta ousada? Apostar algo romântico? Algo humilhante? Algo que envolva Mila? Ou alguma ideia completamente inesperada?

Deixem suas sugestões nos comentários, afinal, se Marcelo continuar sem decidir nada sozinho, alguém vai precisar decidir por ele.

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