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SOCIEDADE SECRETA DO TERCEIRO ANO TEMPORADA 2 CAP 1

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Um conto erótico de GABRIEL SILVA
Categoria: Heterossexual
Contém 4144 palavras
Data: 24/06/2026 12:28:34

Estacionamos em frente ao Colégio Helsing. O Corolla Cross preto que Ricardo me emprestara deslizou suavemente sobre o asfalto recém-pavimentado, as rodas rangendo levemente ao encontrar a sombra das palmeiras imperiais que margeavam o estacionamento. Eu estava no volante. Ao meu lado, no banco do passageiro, Isabela dormia de olhos fechados, o rosto ainda marcado pelo cansaço de semanas de terror. No banco de trás, Edna olhava fixamente pela janela, os dedos trêmulos segurando uma pasta de couro falso que continha seus documentos.

— Chegamos , desligando o motor.

Ninguém respondeu.

Eu sai do carro e olhei para cima. O Colégio Helsing não parecia uma escola. Parecia um centro empresarial misturado com um resort de luxo. O prédio principal tinha quinze andares, toda a fachada de vidro fumê refletindo o céu azul do Rio. Na entrada, um letreiro dourado com o nome da instituição brilhava sob a luz da manhã. Ao redor, carros importados ocupavam as vagas: Porsches, BMWs, Mercedes de último modelo. Mães elegantes de salto alto e óculos escuros de grife deixavam filhos uniformizados na porta. Crianças de rosto inocente carregavam mochilas de couro que custavam mais que o salário mensal de um professor da escola pública.

Eu me senti um intruso.

— Matheus... — a voz de Isabela saiu rouca, quase um sussurro.

Virei-me. Ela estava saindo do carro, apoiando-se na porta, as pernas ainda trêmulas. O vestido simples que ela usava — um azul marinho modesto — parecia completamente fora de lugar naquele cenário de ostentação. Ela tentou endireitar os ombros, mas o corpo traía a dor que ainda sentia. O estupro no presídio havia deixado marcas invisíveis, mas profundas.

— Você consegue? — perguntei, aproximando-me.

— Tenho que conseguir né— ela respirou fundo, os olhos castanhos fixos nos meus. — Não tenho escolha.

Edna saiu pelo outro lado. Ela estava mais composta, vestindo uma calça social preta e uma blusa branca de seda. O corpo maduro de 40 anos estava escondido sob roupas que tentavam transmitir autoridade profissional, mas os olhos denunciavam o medo. Ela segurava a pasta contra o peito como se fosse um escudo.

— Vamos — disse ela, com a voz firme apesar do tremor. — Antes que eu desista.

Caminhamos em direção à entrada principal. Cada passo parecia ecoar no silêncio pesado entre nós três. Eu estava no meio, ligeiramente à frente, como se pudesse protegê-las de algo que ainda não sabíamos que existia. A porta giratória de vidro nos engoliu.

O interior do Helsing era ainda mais impressionante. O saguão tinha o tamanho de um campo de futebol de salão, com piso de mármore branco italiano, colunas de granito negro e um lustre de cristal Swarovski que pendia do teto a quinze metros de altura. À esquerda, uma escultura abstrata de metal provocava os olhos. À direita, um painel digital mostrava notícias da escola em tempo real. Alunos de uniforme azul-marinho e dourado circulavam entre nós, alguns olhando de canto de olho, outros nem notando nossa presença.

— Eles sabem — murmurou Isabela, inclinando-se para perto de mim. — Eles sentem que não pertencemos aqui.

— Calma — respondi, tocando seu cotovelo discretamente. — Respira.

Uma mulher de uns cinquenta anos, cabelo grisalho preso em coque perfeito, terno Chanel cinza, aproximou-se de nós com passos firmes. Ela carregava uma prancheta de couro legítimo e usava óculos de armação de tartaruga que deviam custar um salário mínimo.

— Vocês devem ser os novos — disse ela, o tom de voz educado mas distante. — Sou Sônia Braga, secretária acadêmica. O senhor Ricardo já nos informou da chegada.

— Matheus — apresentei-me, estendendo a mão. — Aluno transferido.

Ela apertou minha mão com dois dedos, como se me tocar fosse um ato de caridade. Depois olhou para Isabela e Edna, seus olhos fazendo uma varredura rápida que parecia catalogar cada imperfeição.

— As professoras Isabela e Edna, presumo — ela não esperou confirmação. — Sigam-me. O diretor as espera.

Caminhamos atrás dela por corredores que pareciam galerias de arte. Quadros de artistas renomados enfeitavam as paredes. Entre uma sala e outra, vitrines exibiam troféus de competições internacionais: robótica, xadrez, natação, debate, nenhuma de futebol. O Colégio Helsing não era apenas uma escola. Era uma fábrica de elites.

Paramos diante de uma porta de madeira de lei com a placa "Diretoria". Sônia bateu duas vezes.

— Entrem — a voz de Ricardo saiu de dentro, grave e autoritária.

A sala era enorme, com janelas do chão ao teto que revelavam uma vista panorâmica da Lagoa Rodrigo de Freitas. Ricardo estava sentado atrás de uma mesa de mogno que parecia ter sido esculpida de uma única árvore. Ele não usava mais o terno modesto da escola pública. Agora vestia um terno Armani azul-escuro, gravata de seda italiana, relógio de ouro visível no pulso. Parecia outro homem.

— Matheus — ele sorriu, mas o sorriso não alcançou os olhos. — Sente-se. Vocês também, professoras.

Sentamo-nos nas cadeiras de couro preto posicionadas frente à mesa. O ar-condicionado soprava frio intenso, fazendo meus braços se arrepiarem.

— Sejam bem-vindos ao Colégio Helsing — Ricardo abriu as mãos em gesto teatral. — Aqui as regras são diferentes. Aqui a Seita não opera abertamente. Aqui somos discretos. Sofisticados. Entenderam?

Nós três assentimos.

— Matheus — ele me encarou. — Você será matriculado no terceiro ano. Bolsa de estudos integral, conforme combinado. Vai receber os cinco mil mensais de ajuda de custo pra roupas estas coisas. Mas aqui, você é um zero à esquerda ainda. Não tem história. Não tem nível. Vai começar do zero.

Engoli em seco. — Entendi.

— Isabela e Edna — ele virou o olhar para elas. — Vocês foram contratadas como professoras temporárias de Literatura e Artes, respectivamente. Salários compatíveis com o mercado de classe alta, benefícios completos. Mas saibam: aqui os alunos são filhos de embaixadores, juízes, desembargadores, CEOs de multinacionais. Um erro profissional não é demissão. É escândalo na certa. E escândalo é algo que a Seita não tolera.

As duas mulheres assentiram em silêncio.

— Agora, sobre o que realmente importa — Ricardo baixou a voz, apoiando os cotovelos na mesa. — O Núcleo. Eles já estão aqui. Infiltrados. Não sabemos em quem, não sabemos quantos. Mas estão. E estão interessados em você Matheus.

Meu sangue gelou. — Em mim? Por quê?

— Seu Augusto não conta tudo — Ricardo sorriu de canto. — Mas você tem algo que eles querem. Ou temem. Ainda não sabemos qual das duas opções.

Ele tirou um envelope da gaveta e o deslizou sobre a mesa até mim.

— Primeira missão. Hoje à noite. Endereço dentro. Não abra até as 18h. Vá sozinho.

Peguei o envelope. Era pesado, com algo rígido dentro além do papel.

— Agora podem ir — Ricardo fez um gesto de dispensa. — Sônia vai mostrar os alojamentos. Sim, vocês vão morar aqui. Apartamentos funcionais no anexo dos fundos. É mais seguro e também temos 2 apartamentos pra sua mãe Matheus e pra Sarita precisamos delas por perto.

Levantamos. Quando cheguei à porta, Ricardo chamou:

— Matheus.

Virei-me.

— Não se esqueça: aqui você é peixe pequeno. Nade com cuidado. Os tubarões já estão de olho.

O apartamento que me foi designado era pequeno mas confortável: um quarto com cama de casal, escrivaninha, armário embutido e banheiro privativo. Janela com vista para o pátio interno da escola. Isabela e Edna ficaram em um apartamento maior, dois quartos, no mesmo corredor, algumas portas à frente.

Deixei minha mochila na cama e fui até a janela. O Colégio Helsing tinha uma arquitetura que enganava. Da frente, parecia um prédio corporativo moderno. Dos fundos, onde ficavam os alojamentos da equipe, revelava-se um complexo maior: quadras de tênis, piscina olímpica, campo de golfe, heliponto. Tudo cercado por muros altos com câmeras e seguranças armados.

Eu estava em uma prisão de luxo.

Uma batida na porta me fez girar. Abri.

Isabela estava no corredor, sozinha. Ela trocara de roupa — agora usava um pijama simples de calça e camisola branca, cabelo molhado de banho. O rosto sem maquiagem revelava olheiras profundas, a pele pálida, os lábios ressecados. Mas havia algo diferente em seus olhos. Uma determinação que não estava ali antes.

— Posso entrar? — perguntou ela, a voz baixa.

— Claro.

Ela entrou e fechou a porta. Por alguns segundos, ficamos em silêncio, ela olhando para o quarto, eu olhando para ela. O ar-condicionado zumbia baixo.

— Eu preciso te perguntar uma coisa — ela finalmente disse, virando-se para mim. — E preciso que você responda com a verdade.

— Pergunte.

Ela respirou fundo. Os olhos castanhos se encheram de lágrimas que ela segurou com força.

— No dia que você subiu para o nível 4... você podia ter me escolhido. Como sua puta particular. Eu ouvi falar das regras. Seu Augusto te explicou. Mas você escolheu Edna. Por quê?

O golpe foi direto no estômago. Eu sabia que essa pergunta viria, mas não esperava que fosse tão cedo, tão direta.

— Isabela...

— Não — ela levantou a mão, a voz falhando. — Não me dê desculpas. Eu preciso saber. Porque desde o primeiro dia, você disse que entrou nisso tudo por mim. Que se apaixonou por mim. Que queria me proteger. E na hora que podia... você salvou ela. A professora de Artes. A mulher de 40 anos que você ajudou a destruir a vida.

Ela deu um passo mais perto, o corpo tremendo.

— Eu fui estuprada por vinte homens, Matheus. Vinte. No cu, na buceta, na boca. Desmaiei. Minha mãe ficou lá, viciada em droga, querendo mais. E você... você estava lá. Supervisionando. Distribuindo camisinhas. E depois, quando podia me tirar daquilo... você escolheu outra.

As lágrimas finalmente escorreram. Ela não fez questão de escondê-las.

— Então me diga — ela sussurrou, a voz destruída. — O que eu sou para você? O que Edna é? Porque eu não aguento mais não saber.

Eu senti o chão sumir sob meus pés. Aquela pergunta carregava semanas de dor, humilhação e confusão. Eu precisava ser honesto. Pela primeira vez, completamente honesto.

— Senta — pedi, indicando a cama.

Ela hesitou, depois sentou na beirada, as mãos entrelaçadas no colo, esperando.

Eu me ajoelhei na frente dela. Não por submissão, mas para que nossos olhos ficassem no mesmo nível.

— Isabela... quando eu te vi no primeiro dia de aula, eu vi luz. Eu vi força. Eu vi uma mulher que tentava fazer o certo num lugar podre. E eu me apaixonei. De verdade. Não foi mentira. Não foi um jogo.

Engoli em seco.

— Mas quando a Seita começou a te destruir... eu percebi que amar você não era suficiente. Eu era um novato. Sem poder. Sem nível. Eu não conseguia te proteger de nada. E quanto mais eu te amava, mais perigoso ficava para você. Ricardo me observava. Aline me observava. Se eu demonstrasse que você era minha fraqueza, eles teriam usado isso contra nós dois.

Eu segurei as mãos dela, que estavam geladas.

— Edna foi diferente. Ela entrou na Seita comigo. Ela foi destruída junto comigo. E quando eu subi de nível... ela já estava quebrada. Já estava dentro e eu tinha prometido isso a ela. Escolhê-la não era escolher entre você e ela. Era tentar salvar alguém que ainda podia ser salvo, enquanto eu me fortalecia para poder te salvar depois meu plano era te ter como namorada não como puta.

Eu apertei as mãos dela com força.

— Eu sei que parece egoísta. Eu sei que parece cruel. Mas eu nunca parei de lutar por você, Isabela. Nunca. A noite que você foi presa... eu enlouqueci. Eu fui atrás de você. Eu te tirei dali. E eu vou continuar te tirando. De tudo. Sempre.

Isabela me olhou por longos segundos, o rosto molhado de lágrimas. O silêncio entre nós era denso, carregado de emoções reprimidas. Então, devagar, ela soltou uma das mãos e tocou meu rosto, os dedos trêmulos percorrendo minha mandíbula.

— Eu queria te odiar — ela sussurrou. — Tentei. Nos últimos dias, tentei odiar você. Porque odiar é mais fácil que... isso.

— Que o quê?

Ela não respondeu. Em vez disso, inclinou-se para frente e me beijou.

Não foi um beijo de paixão. Foi de desespero. De necessidade. De duas pessoas que passaram pelo inferno e precisavam sentir que ainda existia algo de bom no mundo. Eu respondi com a mesma fome, o mesmo medo. Nossas bocas se encontraram em um ritmo desesperado, línguas se buscando, dentes batendo levemente de tanta urgência.

Isabela se deitou na cama, me puxando junto. Eu subi sobre ela, cuidadoso com seu corpo ainda dolorido. As mãos dela tiraram minha camisa por cima da cabeça. As minhas subiram pela camisola dela, sentindo a pele quente, os seios firmes, o coração batendo acelerado.

— Devagar — ela pediu, as lágrimas ainda molhando o rosto. — Ainda dói um pouco. Mas eu preciso sentir... algo bom. Algo seu.

Eu entendi. Eu tirei a camisola dela com delicadeza. O corpo nu de Isabela estava marcado — hematomas roxos nas coxas, marcas de dedos na cintura, o corpo ainda carregando as violências do presídio. Mas para mim, ela era perfeita. Linda. Sagrada.

Beijei cada marca. Desci pelo pescoço, pelos seios, chupando os bicos com cuidado, sentindo ela arquear sob mim. Continuei descendo, a barriga, o ventre, até chegar à buceta. Ela estava molhada, mas tentei ser gentil. Lamber devagar, circulando o clitóris, sentindo as mãos dela segurarem meus cabelos.

— Matheus... — ela gemeu, o corpo tremendo não de dor, mas de prazer real.

Eu continuei, a língua trabalhando com paciência, reconstruindo o que havia sido destruído. Ela começou a rebolar contra minha boca, gemendo mais alto, as pernas envolvendo minhas costas. Quando senti que ela estava perto, parei. Subi sobre ela novamente, olhando em seus olhos.

— Eu te amo — disse eu, sincero. — Desde o primeiro dia. E vou provar isso todos os dias da minha vida.

Ela não respondeu com palavras. Puxou minha calça para baixo, libertando meu pau duro, e guiou-o para a entrada dela. Eu entrei devagar, centímetro por centímetro, sentindo a buceta apertada, quente, pulsando ao meu redor. Ela fechou os olhos, uma lágrima escapando, mas era de alívio, de conexão, de amor.

— Tudo... — ela pediu, a voz rouca. — Quero sentir você todo.

Eu enterrei até o fim devagar pra não machucá-la. Ficamos imóveis por um momento, conectados, respirando juntos. Depois comecei a me mover. Devagar. Profundo. Cada estocada era uma promessa, uma reparação, uma declaração. Isabela rebolava contra mim, os braços envolvendo meu pescoço, as unhas cravando nas minhas costas.

— Mais forte — ela pediu, surpreendendo-me. — Eu aguento. Me faz sentir viva.

Eu acelerei, mas mantive o controle. Metia com força, mas sem brutalidade. O som de nossos corpos se encontrando encheu o quarto. Ela gemia meu nome, uma e outra vez, como um mantra. Eu sentia o orgasmo subindo, mas segurei. Queria que ela gozasse primeiro.

— Vem pra mim — sussurrei no ouvido dela. — Goza, Isa. Goza no meu pau.

Ela arqueou as costas, o corpo inteiro se contraindo, e soltou um grito abafado, o rosto contorcido em prazer. A buceta apertou meu pau em espasmos ritmados, sugando-me. Eu não aguentei. Gozei forte dentro dela, jatos quentes enchendo-a, gemendo seu nome no pescoço dela.

Ficamos abraçados depois, suados, ofegantes, o coração dela batendo contra o meu peito. Por um momento, o Colégio Helsing não existia. A Seita não existia. O Núcleo não existia. Existia apenas nós dois.

— Eu te perdoo — ela finalmente sussurrou, a cabeça no meu ombro. — Não porque você merece. Mas porque eu preciso. E porque... aperas de saber que nunca ficaremos juntos eu também te amo.

Eu apertei o abraço, sentindo os olhos queimarem.

— Eu vou te proteger — prometi. — De verdade. De agora em diante.

Ela não respondeu. Apenas fechou os olhos, exausta, e adormeceu em meus braços.

Eu fiquei acordado, olhando para o teto, sentindo o peso da promessa que fizera enquanto ela saia....

O envelope que Ricardo me entregara continha apenas um endereço e um horário: 19h30, Motel Lumina, suíte presidencial. Nada mais. Eu sabia exatamente quem estaria me esperando — e sabia também que não tinha escolha.

Cheguei pontualmente. O Motel Lumina não era como os outros que eu frequentara para as missões da Seita. Era um estabelecimento de alto luxo, discreto, com fachada de vidro fumê e jardim vertical que escondia a entrada dos clientes. O manobrista — um homem de terno impecável que não me olhou nos olhos — pegou o Corolla Cross sem fazer perguntas, como se transferir veículos de alunos para suites presidenciais fosse a coisa mais natural do mundo.

Subi pelo elevador privativo. O carpete engolia o som dos meus passos. Quando a porta da suíte se abriu, o ar que saiu de dentro cheirava a perfume caro, álcool e algo mais denso — o odor inconfundível de sexo antecipado.

Lucia abriu a porta vestindo apenas um robe de seda preto, curto o suficiente para deixar entrever que não usava nada por baixo. O cabelo loiro caía solto sobre os ombros, ainda molhado de um banho recente. A maquiagem estava perfeita — batom vermelho escuro, sombra esfumada, aquele olhar faminto de quem já esperava há horas.

— Finalmente — disse ela, e sua voz saiu rouca, carregada de uma impaciência que tentava disfarçar de desejo. Ela puxou-me para dentro pelo colarinho da camisa, e eu deixei que me arrastasse, sentindo o tecido de seda deslizar contra meu pescoço.

A porta se fechou com um clique suave, automático, e ela já estava em cima de mim. O beijo foi brutal desde o início — não havia preliminares, não havia dança de sedução. Dentes batendo, línguas lutando pelo domínio, ela mordeu meu lábio inferior com força suficiente para eu sentir o gosto metálico do sangue.

— Hoje eu quero o animal que esta em você— sussurrou ela no meu ouvido, a respiração quente e acelerada. — Não quero carinho não. Quero que você me foda como se me odiasse. Como se eu fosse a última pessoa que você vai destruir nessa vida.

Eu a empurrei contra a parede com força. O robe se abriu completamente, revelando o corpo escultural — seios siliconados perfeitos, cintura fina, quadril largo. Segurei os seios com as duas mãos, mas não com ternura. Apertei com brutalidade, torcendo os bicos até ela arquear as costas, gemendo não de prazer, mas de dor bem-vinda.

— Isso… — ela ofegou, as unhas cravando na minha nuca. — Machuca… me machuca mais…

Eu a virei de frente para a parede. O mármore frio contrastava com a pele quente dela. Puxei o robe até o chão, ele caiu em volta dos tornozos como uma poça de tinta preta. Abri suas pernas com o pé, posicionando-me atrás. Não havia preliminares, não havia carinho — apenas necessidade brutal e autodestrutiva de sexo.

Cuspi na mão, passei no pau duro e meti na buceta dela de uma vez, até o talo. Lucia gritou — não um gemido de prazer, mas um grito agudo, animal, de algo sendo ocupado à força. As unhas arranharam a parede, deixando marcas .

— Caralho… — ela ofegou, o corpo tremendo contra o frio da parede. — Que pau grosso da porra… me rasga muleque…

Eu comecei a socar com violência. Cada estocada era um ato de violência contida, não contra ela, mas contra tudo — contra a Seita, contra o destino, contra a impotência que eu sentia desde que Isabela fora destruída naquela cela. O som da minha pelve batendo contra a bunda dela ecoava pela suíte, ritmado, brutal, quase militar.

Segurei o cabelo loiro dela como rédea, puxando a cabeça para trás, forçando-a a olhar para o teto enquanto eu metia.

— Isso! — ela gritou, com a voz quase falhando de tesão. — Me fode como uma puta! Mais forte! Me arrebenta!

Eu dei um tapa forte na bunda dela. O som ecoou seco. Depois outro. E outro. A pele clara ficou vermelha rapidamente, marcada pela palma da minha mão. Lucia gemia como uma louca, empinando mais, pedindo mais violência, como se através da dor ela pudesse sentir que ainda estava viva — ou talvez como punição por estar ali querendo mais.

Eu a carreguei até a cama king-size, joguei-a de bruços sobre os lençóis de mil fios. Ela se apoiou nos cotovelos, ofegante, o cabelo espalhado sobre o rosto. Eu subi atrás, segurei a cintura com força e meti novamente, agora profundamente, sentindo o pau entrar e sair molhado, batendo fundo contra algo essencial dentro dela.

Ela gozou pela primeira vez gritando — não um gemido bonito, mas um grito rouco, destruído, o corpo convulsionando sob mim. Mas eu não parei. Continuei socando, cada vez mais rápido, mais bruto, como se pudesse através da carne dela alcançar alguma verdade que me escapava.

— No cu… — ela pediu, a voz falhando, quase um lamento. — Quero no cu agora… me arromba…No cu.

Eu cuspi no cu dela, usei a própria baba para lubrificar, e forcei a entrada. Lucia soltou um grito longo, dilacerado, quando a cabeça grossa passou pelo anel apertado. Eu não dei tempo para ela se acostumar — meti fundo, até as bolas, sentindo o calor intenso do cu apertado ao redor do meu pau.

Comecei a foder o cu dela com força, dando tapas ritmados na bunda grande, deixando marcas vermelhas que se sobrepuziam às anteriores.

— Isso! — ela gritou, o rosto pressionado contra o travesseiro de penas de ganso. — Me arromba meu cu! Me come! Me faz sentir alguma coisa!

O sexo foi selvagem, animalesco, mas havia algo de desesperado nele — dois corpos colidindo não por desejo, mas por necessidade de aniquilação mútua. Eu metia no cu com força, puxava o cabelo com força, apertava os seios até deixar hematomas, mordia o pescoço dela deixando marcas roxas. Lucia gozou várias vezes — o corpo inteiro tremendo, convulsionando, a voz rouca de tanto gritar, até que os gritos se tornaram soluços silenciosos.

No final, eu a virei de costas na cama. O rosto dela estava destruído — maquiagem borrada, olhos vermelhos, lábios inchados. Segurei as pernas dela abertas, forcei-as contra o peito dela, e meti fundo agora na buceta, socando com tudo o que tinha. Os olhos dela se arregalaram, fixos nos meus, e por um segundo, no meio da brutalidade, houve uma conexão — dois seres quebrados reconhecendo um no outro.

Gozei forte dentro dela, jatos grossos enchendo-a, enquanto ela gozava novamente, unhas cravadas nas minhas costas, arranhando a pele até sangrar.

Caímos exaustos, suados, ofegantes. O ar-condicionado gelado batia em nossos corpos quentes, criando uma névoa de vapor quase visível. Por minutos, não houve som além da respiração pesada.

Depois, quando o silêncio já parecia eterno, Lucia passou os dedos trêmulos no meu peito, subindo e descendo, quase acariciando. E então soltou, quase sem pensar, a voz saindo sonolenta, distante:

— Sua mãe era tão bonita quando jovem igual você…

Eu congelei. O sangue gelou nas veias.

— Como assim?

Ela percebeu o que tinha dito imediatamente. Seus olhos se arregalaram, a sonolência evaporando, dando lugar ao pânico. Ela tentou se sentar, cobrir o corpo nu com os lençóis.

— Nada… — ela balbuciou, desviando o olhar. — Esquece. Coisa antiga. Não é nada.

Eu sentei na cama, o coração acelerado batendo nos templos. A sensação pós-sexo evaporou instantaneamente, substituída por um frio profundo.

— Lucia — minha voz saiu baixa, perigosa. — O que você sabe sobre a minha mãe?

Ela se fechou completamente, enrolando-se no lençol como se fosse um escudo. Não respondeu. Não quis olhar nos meus olhos. O mistério ficou pairando no ar denso da suíte, pesado como fumaça de incêndio.

Saí do motel com a cabeça fervendo, o corpo ainda marcado pelas unhas dela, mas a mente completamente em outro lugar.

Voltei para o Colégio Helsing já de noite. O complexo estava iluminado por spots de LED que faziam o jardim parecer uma instalação de arte moderna. No corredor dos alojamentos, encontrei Neguin e Paulo sentados no chão de mármore, encostados na parede, parecendo perdidos em território inimigo. Os dois estavam com olheiras profundas de tentar estudar, uniformes novos ainda com vinco de loja, mas com aquela cara de quem não está entendendo em que nível do inferno foi parar.

— E aí, Matheus… — disse Neguin, com a voz baixa, rouca, sem a arrogância de antes. — Isso aqui é loucura, cara. Os alunos olham pra gente como se fôssemos lixo que entrou pela porta errada. As professoras… nem te conto o desprezo.

Paulo completou:

— A gente tá com medo, irmão. Aqui é outro nível. Todo mundo tem dinheiro, influência, pai juiz, mãe desembargadora… a gente não sabe como se comportar. Não sabe as regras. Me dá uma dica, vai. Como a gente sobrevive aqui sem ser devorado?

Eu sentei no chão com eles, encostando as costas na mesma parede fria. Olhei para os dois . meus antigos parceiros , os valentões da escola pública que agora estavam tão perdidos quanto eu, talvez mais.

— Aqui é diferente — Aqui a gente tem que ser invisível… mas ao mesmo tempo útil. Observem tudo. Não falem demais. Nunca perguntem demais. E o mais importante: nunca mostrem fraqueza. Fraqueza aqui é como sangue na água com tubarão.

Eles assentiram, mas eu via o medo real nos olhos deles — o medo de quem finalmente entendeu que estava jogando em uma liga para a qual não estava preparado.

Enquanto isso, na minha cabeça, três coisas martelavam sem parar, criando um ritmo obsessivo:

O que Lucia sabia sobre a minha mãe?

Onde estava meu pai?

E o que diabos era O Núcleo — e por que eles estavam interessados em mim?

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