“Tempestade de Desejo”
O som dos grasnidos dos Neckys foi diminuindo à medida que Tiago e Denis corriam ladeira abaixo, afastando-se da clareira ensolarada. A trilha de terra batida logo deu lugar a uma descida mais íngreme, cercada por raízes expostas que pareciam garras gigantescas saindo do chão. O calor e a umidade da floresta estavam cobrando seu preço; ambos respiravam de forma arfante, o suor cobrindo suas peles impecavelmente depiladas e brilhando sob a penumbra que começava a se adensar.
— Acho que... nós os despachamos — disse Denis, parando e apoiando as mãos nos joelhos robustos para recuperar o fôlego.
Sua gravata vermelha pendia frouxa sobre o peito largo. O peitoral volumoso subia e descendo rapidamente, e gotas grossas de suor escorriam pela linha profunda que dividia seus músculos peitorais, descendo pelos gomos do abdômen trincado e sumindo no cós da cueca vermelha.
— Tomara — Tiago apoiou-se em uma árvore rústica, sentindo o tecido de sua camiseta vermelha colado ao peito gordinho e à barriga fofa devido à transpiração. — Aquelas coisas eram enormes. Se um daqueles bicos nos pega...
— Eu não ia deixar — Denis garantiu, erguendo o corpo e caminhando até Tiago. Ele estendeu a mão e, com um toque incrivelmente suave, limpou um rastro de terra misturada com suor que cobria a bochecha do rapaz. Os dedos grandes e calejados de Denis acariciaram a pele clara e macia por um segundo a mais do que o necessário. — Eu disse que sou o seu protetor aqui, lembra?
Tiago engoliu em seco, sentindo o coração acelerar ainda mais, e não era pelo cansaço da corrida. A proximidade de Denis, exalando aquele cheiro viril e quente de esforço físico, era quase hipnótica.
— Olha — Denis apontou para o lado da trilha. — Aquilo parece um bom lugar para descansar um pouco antes de continuarmos.
Escondida atrás de uma cortina de cipós grossos e folhas largas, havia a entrada de uma pequena caverna natural, esculpida na rocha e na base de uma árvore colossal. O interior parecia seco, fresco e, acima de tudo, seguro contra os perigos da selva.
Eles se esquivaram pelas folhagens e entraram. O ambiente ali dentro era acolhedor, iluminado apenas pela luz suave que filtrava pela entrada vegetal. O chão de terra estava coberto por uma camada espessa de folhas secas e macias, formando um tapete natural perfeito.
Denis sentou-se primeiro, encostando as costas largas na parede de rocha macia e esticando suas pernas grossas e musculosas. Tiago sentou-se logo ao lado, abraçando os próprios joelhos, de onde as meias amarelas haviam escorregado um pouco.
— Cara... isso tudo é tão louco — Tiago quebrou o silêncio, olhando para os próprios tênis vermelhos. — Se alguém me dissesse ontem que eu estaria preso dentro de um jogo de Super Nintendo com um cara que parece um modelo de fisiculturismo, eu diria que a pessoa estava delirando.
Denis soltou uma risada baixa e vibrante, o som ecoando suavemente nas paredes da caverna.
— Modelo de fisiculturismo? Gostei do elogio — brincou Denis, os olhos castanhos brilhando na semi-escuridão. Ele se virou um pouco mais de lado para encarar Tiago. — Mas me conta... o que você faz da vida lá fora? Quero dizer, no mundo real.
— Eu sou estudante de Ciência da Computação — Tiago respondeu, sentindo as bochechas esquentarem. — Basicamente, passo o dia programando, jogando e comendo besteira. Nada muito emocionante. Meu corpo é o reflexo disso... — ele deu um tapinha tímido na própria barriga fofinha sob a camiseta. — Bem longe do seu padrão.
Denis franziu a testa, seu olhar tornando-se sério e focado, mas de uma forma extremamente acolhedora. Ele se arrastou para mais perto, diminuindo o espaço entre eles até que seus braços se tocassem. O calor da pele lisa de Denis era reconfortante.
— Não fale assim do seu corpo, Tiago — a voz de Denis desceu para um tom suave e intimista. — Eu trabalho como personal trainer em São Paulo. Vejo corpos esculpidos o dia todo, homens que passam horas na academia obcecados por músculos... E quer saber de uma verdade?
Tiago olhou para ele, curioso.
— Eu sempre achei a perfeição fria — Denis continuou, estendendo a mão e tocando a lateral da cintura de Tiago, apertando de leve a carne macia por cima da camiseta amarela. — Esse seu corpo fofinho, essa pele clara, incrivelmente lisa e macia... para mim, isso é muito mais atraente do que qualquer abdômen definido de academia. Você é gostoso, Tiago. De verdade. Desde o momento em que te vi na plataforma da cabana, eu não consigo parar de olhar para você.
As palavras sinceras e carregadas de desejo direto de Denis fizeram a mente de Tiago girar. Ninguém nunca havia falado com ele daquela forma, com tanta segurança e admiração por suas curvas macias. A insegurança que ele carregava há anos pareceu derreter sob o olhar fixo e quente daquele homem monumental.
— Você... está falando sério? — Tiago sussurrou, a voz quase falhando.
— Completamente sério — Denis respondeu.
Ele aproximou o rosto. Tiago podia sentir a respiração quente de Denis contra seus lábios. Sem resistir mais, Denis envolveu a nuca de Tiago com sua mão grande, os dedos se enroscando nos cabelos pretos e lisos que escapavam por baixo do boné vermelho, e selou seus lábios nos dele.
O primeiro contato foi um toque suave, uma experimentação de lábios macios e quentes que rapidamente se transformou em algo muito mais profundo. Tiago soltou um suspiro contra a boca de Denis, abrindo os lábios para permitir que a língua do mais velho entrasse.
O beijo tornou-se úmido, profundo e urgente. As línguas se encontraram em uma dança lenta e exploratória, saboreando um ao outro com uma intensidade acumulada desde o primeiro momento em que se viram. Tiago levou as mãos até os ombros de Denis, apertando a musculatura firme e lisa do trapézio, maravilhando-se com a dureza daquele corpo que contrastava tão deliciosamente com a sua própria maciez.
Denis soltou um gemido baixo no meio do beijo. Ele puxou Tiago para mais perto, fazendo o rapaz gordinho sentar-se de lado sobre suas coxas musculosas. A sensação do bumbum redondo e fofinho de Tiago pressionando contra as coxas rígidas de Denis fez a ereção de ambos pulsar simultaneamente.
Por baixo da bermuda amarela de Tiago, seu membro de 12 centímetros já estava completamente rígido, vazando um leve líquido seminal que marcava o tecido da cueca vermelha. Do mesmo modo, o monumental dote de Denis — aqueles 18 centímetros pesados e grossos — erguia-se como uma rocha sob a bermuda marrom curta, pressionando a lateral do quadril de Tiago com uma força descomunal.
Denis desceu a mão por baixo da camiseta de Tiago, acariciando a pele quente de suas costas lisas e, em seguida, trazendo a mão para a frente, massageando a barriga fofa e redonda do jovem com movimentos circulares e possessivos.
— Ah, Tiago... você é tão macio... — Denis arfou entre os beijos, distribuindo mordidas leves e chupões molhados ao longo do maxilar de Tiago, descendo até seu pescoço sensível.
— D-Denis... humm... — Tiago jogou a cabeça para trás, os olhos semicerrados de puro prazer enquanto as mãos grandes de Denis o apertavam com paixão. — Isso é tão bom...
Denis desceu a mão ainda mais, enfiando os dedos por baixo do elástico da bermuda amarela e da cueca de Tiago, alcançando a pele sedosa de sua bunda redonda. Ele apertou as nádegas cheias e macias do rapaz com força, fazendo Tiago arfar alto e se esfregar involuntariamente contra o volume colossal que pulsava na virilha de Denis.
A fricção entre os dois dotes rígidos, separados apenas pelo tecido de suas bermudas, era uma tortura deliciosa. Denis deu uma leve sarrada para cima, pressionando sua ereção de 18 centímetros diretamente contra o pau de 12 centímetros de Tiago. O impacto elétrico fez Tiago contrair os dedos sobre o peito musculoso de Denis, cravando as unhas de leve na pele depilada.
Antes que perdessem totalmente o controle, um som distante de trovão ecoou fora da caverna. O céu, visível pela fresta de cipós, começou a escurecer rapidamente com nuvens carregadas de tempestade. O vento tropical soprou mais forte, trazendo as primeiras gotas pesadas de chuva que batiam contra as folhas gigantescas.
Denis parou o movimento, a respiração muito curta e os olhos dilatados de luxúria. Ele olhou para fora e depois voltou-se para Tiago, com um sorriso de canto repleto de malícia e cumplicidade.
— Parece que o tempo vai fechar lá fora — sussurrou Denis, acariciando o rosto corado de Tiago com o polegar. — Se a física do jogo seguir o padrão... a próxima fase deve ser na tempestade.
Tiago ajeitou o boné vermelho que havia entortado durante o amasso, tentando acalmar o próprio coração que parecia querer sair pelo peito.
— Sim... a próxima fase é Ropey Rampage — Tiago disse, a voz ainda rouca de excitação. — É uma floresta sob uma tempestade terrível, cheia de cordas e abismos. Nós precisamos estar muito focados se quisermos passar sem perder vidas.
Denis deu mais um selinho demorado nos lábios de Tiago e, com cuidado, ajudou-o a descer de seu colo, embora sua mão tenha deslizado carinhosamente pela coxa grossa do rapaz antes de se afastar.
— Você tem razão, parceiro — Denis concordou, respirando fundo para tentar acalmar o volume colossal que ainda se destacava visivelmente em sua bermuda marrom. — Vamos descansar um pouco enquanto a tempestade não aperta de vez. Mas saiba de uma coisa...
Denis inclinou-se e sussurrou bem perto do ouvido de Tiago:
— Assim que passarmos por essa tempestade e encontrarmos outro lugar seguro... eu vou querer terminar o que começamos aqui. E eu não vou aceitar um não como resposta.
Tiago sentiu um arrepio delicioso percorrer toda a sua espinha. Ele sorriu, encostando a cabeça no ombro largo e firme de Denis, sentindo-se incrivelmente protegido e, pela primeira vez na vida, completamente desejado.
Eles ficaram ali, abraçados na penumbra da caverna, ouvindo o som da chuva que começava a desabar sobre a selva de Donkey Kong Country, sabendo que a tempestade lá fora era apenas uma amostra do fogo que queimava entre os dois.
Continua...