Acordei devagar, sem a menor vontade de sair da cama. Os primeiros raios de sol atravessavam as cortinas do quarto. Virei a cabeça procurando Pink por instinto, igual fazia todas as manhãs e a encontrei exatamente onde deveria estar, deitada ao meu lado. Pink estava acordada, de costas para mim, olhando para lugar nenhum.
Normalmente, quando acordava antes de mim, ela estava mexendo no celular, falando sozinha, me enchendo a paciência ou inventando algum problema que só existia na cabeça dela. Naquela manhã, porém, ela apenas permanecia em silêncio. Aproximei-me e passei um braço ao redor de sua cintura.
— Bom dia.
— Bom dia.
Ela respondeu imediatamente, sem se virar, sem aquele doce sorriso, sem nada.
— Aconteceu alguma coisa?
— Não.
Resposta rápida demais.
— Pink.
— Gabriel.
— O que aconteceu?
— Nada.
— Você está estranha.
— Eu sou estranha.
— Mais estranha que o normal.
Ela permaneceu em silêncio por alguns segundos.
— Talvez eu esteja pensando.
— Isso é preocupante.
— Muito engraçado.
Apertei-a um pouco mais contra mim.
— Fala.
— Não aconteceu nada.
— Então por que você está olhando para a parede como se estivesse planejando um assassinato?
— Porque a parede me entende.
— Certo, me conta logo o que aconteceu.
Pink suspirou, ainda demorou alguns segundos antes de finalmente falar.
— Estou um pouco chateada.
— Com o quê?
— Com você — ela hesitou.
— O que eu fiz?
— Nada.
— Pink.
— Gabriel.
— Pink.
— Faz tempo que a gente não faz nada junto — ela suspirou de novo.
— Como assim?
Ela finalmente se virou para mim, não parecia brava, parecia triste. Ou pelo menos tentando parecer.
— Eu sei que temos trabalho, eu sei que existem as gravações, eu sei que aparecem outras meninas e eu sei que isso faz parte.
Assenti, ela realmente sabia. Nunca tivemos problemas com aquilo, era a vida que construímos.
— Então qual é o problema?
Pink puxou o lençol até o queixo.
— O problema é que faz tempo que eu não tenho você só para mim.
Aquilo me pegou de surpresa, porque ela não estava reclamando, estava apenas sendo sincera.
— Faz tempo que a gente não sai, faz tempo que a gente não faz nada sem falar de vídeo, plataforma, gravação ou dinheiro, faz tempo que parece que somos sócios antes de sermos namorados.
Fiquei alguns segundos sem resposta, ela tinha razão, desde que mudamos para aquela casa, a coisa engatou, nós estávamos trabalhando sem parar. Parecia que a empresa ocupava cada espaço livre dos nossos dias. Pink me observava em silêncio.
— Eu sinto sua falta, mesmo morando juntos, dormimos juntos, passamos o dia inteiro juntos, mas isso é só profissionalmente — ela apontou para mim. — Você não olha mais para mim como namorado.
— E como eu olho?
— Como colega de trabalho.
— Isso é mentira.
— Agora sou apenas a funcionária número um da empresa.
— Você é sócia.
Não consegui segurar a risada, Pink tentou manter uma expressão séria, por aproximadamente três segundos, depois começou a rir também.
— Você está fazendo drama.
— Estou.
— Muito drama.
— Bastante.
— Quase profissional.
— Obrigada.
Balancei a cabeça, Pink se aproximou e encostou a testa na minha.
— Mas estou falando sério, sinto falta da gente.
— Então vamos resolver isso — passei a mão pelo cabelo bagunçado dela.
— Resolver como? — ela estreitou os olhos.
— Tirando um dia de folga.
— Um dia inteiro?
— Sim.
— Sem trabalho?
— Sem trabalho.
— Sem gravações?
— Sem gravações.
— Sem plataforma?
— Sem plataforma.
Ela me encarou por um segundo, depois abriu um sorriso tão grande que ficou impossível levá-la a sério.
— Eu te amo.
— Impressionante como foi rápido — aproximei ela um pouco mais e a beijei. — Eu também te amo.
— ESCUTOU ISSO, UNIVERSO? EU VENCI!
— Ainda são oito da manhã.
— E já está sendo um ótimo dia.
Menos de vinte minutos depois, eu já estava sendo arrastado para fora de casa, nem tentei resistir. Quando Pink colocava alguma coisa na cabeça, era mais fácil aceitar o destino.
— Bom encontrinho para vocês — Natasha fuzilou a gente com ódio. — Enquanto isso eu e a Morgana ficamos aqui trabalhando.
O cinema foi a primeira parada, ela escolheu o filme, eu nem sabia qual era o gênero. A única coisa que sabia era que Pink passou metade da sessão comentando baixinho e a outra metade roubando minha pipoca. Depois fomos almoçar, dessa vez ela me deixou escolher o restaurante, o que significava que passou o trajeto inteiro reclamando da minha escolha. Mesmo assim comeu mais do que eu.
— Você reclamou o caminho inteiro.
— Reclamar melhora o sabor da comida.
— Isso não faz sentido.
Depois veio o sorvete e então a caminhada. Sem destino, sem pressa, sem horário, sem ninguém esperando alguma coisa de nós. Fazia tanto tempo que eu nem lembrava da última vez que tivemos um dia assim, sem câmeras, contratos, gravações, problemas para resolver, apenas nós dois. Pink parecia cada vez mais leve conforme as horas passavam, o sorriso dela surgia com mais facilidade, as brincadeiras também, até o jeito como segurava minha mão parecia diferente, como se estivesse aproveitando cada minuto. Em algum momento acabamos sentados em um banco de um parque, as árvores faziam sombra suficiente para aliviar o calor da tarde, por alguns minutos apenas observamos as pessoas passando, crianças correndo, casais caminhando, cachorros puxando seus donos. Coisas simples e normais.
— Engraçado — disse Pink.
— O quê?
— Às vezes esqueço que existe um mundo fora daquela casa.
— Eu também.
— Você acha que estamos ficando malucos? — ela apoiou a cabeça no meu ombro.
— Ficando? Acho que já estamos há um tempo.
— Justo — Pink riu.
Ficamos em silêncio por alguns segundos.
— Sabe — ela continuou — eu gosto da vida que construímos.
Olhei para ela, aquela frase tinha saído mais séria do que o normal.
— Mesmo com toda a loucura?
— Principalmente por causa da loucura.
— Isso explica muita coisa.
— Não interrompa meu momento emocional.
— Desculpa.
— Eu gosto de nós — Pink me deu uma cotovelada de leve.
— Eu também.
— Gosto da Natasha.
— Isso é discutível.
— Ela é uma ótima pessoa.
— Vou dizer que ela está melhorando.
— Pequenos detalhes.
— Pequenos detalhes?
— Sim.
— Certo.
Ela riu novamente.
— E gosto da Morgana também.
— Assustadora.
— Muito.
— Às vezes acho que ela consegue ouvir meus pensamentos.
— Eu também.
— Isso não deveria ser normal.
— Não é.
O sorriso dela ficou mais suave.
— Mas gosto disso.
— Do quê?
— De não estar sozinha.
Olhei para frente.
— Eu também.
A tarde começou a desaparecer lentamente, o céu assumia tons mais alaranjados. E pela primeira vez em muito tempo, eu me senti em paz, uma paz diferente daquela que sentia após editar um vídeo e fazer o upload na plataforma. Sem preocupação, pressão. Sem a sensação de que havia alguma tarefa esperando, apenas paz. Quando finalmente voltamos para o carro, Pink parecia outra pessoa, mais animada, leve. Ela praticamente ocupou metade do meu espaço no banco do motorista.
— Você sabe que tem um banco inteiro aí, não é?
— Sei.
— Então por que está quase sentada no meu colo?
— Porque eu quero.
Ela entrelaçou os dedos nos meus, depois apoiou a cabeça no meu ombro, depois começou a sorrir sozinha.
— Você está estranha de novo.
— Estou feliz.
— Ah.
— Faz diferença.
Fiquei observando-a por alguns segundos, Pink percebeu.
— O quê?
— Nada.
— Mentira.
— Só estava pensando.
— Em mim?
— Talvez.
— Excelente resposta.
Ela se aproximou e me deu um beijo rápido, depois outro e mais um.
— Pink.
— Sim?
— Estamos em um estacionamento.
— Eu sei.
— Tem pessoas olhando.
— Problema delas.
Balancei a cabeça, olhei para os lados antes de agarrá-la ali mesmo, beijei sua boca com voracidade logo descendo para o pescoço.
— Gabriel.
— Hum?
— Tem pessoas olhando.
— Problema delas — minha voz saiu abafada, ocupado demais beijando aquela pele macia.
Ela puxou meu rosto para cima e me beijou de novo, foi ali que percebi que fazia muito tempo que não tinha um tempo desses com a Pink, mal me lembrava quando foi a última vez que transamos sem as câmeras apontadas para nós dois. Um caos de pernas entrelaçadas e respirações ofegantes tomavam o ambiente apertado do carro. A boca dela devorando a minha, uma luta de línguas, e aquele cheiro.
O cheiro da Pink sempre me deixava louco, era doce, tão doce que impregnava na minha cabeça e não me deixava ver nada na minha frente além dela. O suor já começava a escorrer pela pele dela, o carro no sol, carro trancado, com certeza iríamos precisar de um banho depois.
Minhas mãos percorreram todo o corpo dela, apertando e massageando sua bunda por baixo da saia, subi um pouco e apertei a cintura dela, puxei um pouco o cabelo dela, tudo isso sem desgrudar nossas bocas. Joguei o cabelo dela de lado para expor mais seu pescoço, mordi mais, beijei mais.
Com um movimento brusco, afastei o banco do motorista para trás, para ter mais espaço, ela deu um sorriso ao perceber. Sem quebrar o beijo, minhas mãos desceram até a barra da saia rosa, puxei sua calcinha de lado e me levantei um pouco, abaixando o short e deixando meu pau pular para fora, batendo na buceta melada de Pink.
Guiei meu pau, ela se levantou um pouco, quando senti a cabeça alinhada à entrada, ela devagar, engolindo meu pau aos poucos enquanto gemia no meu ouvido. Eu prendi a respiração, meu corpo sempre precisava se adaptar ao calor dela, era confortavelmente perfeito a ponto de me fazer gozar na hora se eu me descuidasse. Comecei a foder ela ali mesmo, no banco, mesmo com os movimentos limitados tentava chegar o mais fundo possível nela.
Por um momento, o mundo lá fora desapareceu. As pessoas passando no estacionamento, os carros, o risco de sermos vistos. Quando estava com ela, nada disso importava, só o cheiro de sexo tomando conta do carro, os nossos gemidos abafados e ela me olhando apaixonadamente enquanto desesperadamente tentava fodê-la.
— Vamos lá para trás — ela disse e num pulo, já estava no banco de trás.
Sorte que os vidros do carro eram escuros, menos chance de sermos pegos. Menos chances, eu não disse que as chances eram zero.
A mudança de posição foi uma maratona desajeitada e cheia de risadas baixas quando me enrosquei entre os bancos, desesperado tentando chegar até ela.
O espaço era maior, mais livre. Ela se deitou de costas e fui logo para cima, cobrindo o corpo dela com o meu. Sem aviso, meti de novo, dessa vez brutalmente, sem dó, comecei a meter forte, rápido. Um grito alto escapou da Pink enquanto ela fazia aquela cara de puta que me enlouquecia. Me inclinei e a beijei de novo, silenciando qualquer grito, abafando qualquer gemido.
— Caralho, eu te amo — ela disse quando nossas bocas se separaram enquanto me olhava daquele mesmo jeito apaixonado.
— Você me ama, ou ama o meu pau? — perguntei sorrindo, não parando de meter um segundo sequer.
— Amo os dois — ela sorriu, um sorriso cansado e satisfeito.
— Então fica de quatro — rebati me afastando um pouco dela.
Num pulo, ela obedeceu, apoiou os joelhos no estofado e arrebitou a bunda, com aquela visão, mal me aguentei, caí de boca em seu cuzinho rosa e na buceta inchada. Degustei cada pedaço, lambi, chupei, até me levantar de novo e meter tudo nela agarrando o quadril com força. Aquela posição a deixava completamente exposta, vulnerável, tanto eu quanto ela amávamos isso.
A cada pancada, ela gemia um pouco mais alto mais prolongado, me olhando por cima do ombro com o cabelo escorrido. Impressão minha, ou ela estava ficando um pouco mais apertada?
Eu mal me aguentava com ela naquela situação, entrelacei meu braço nela até minha mão fechar em seu pescoço.
— Isso... — ela tentou falar ao sentir o aperto, mas logo cortando o fôlego.
Apertei com força, ao mesmo tempo, metendo sem dó, com tamanho brutalidade que fazia o carro balançar como se estivesse num terremoto. Buceta dela sempre ficava molhada, Pink gostava de ser fodida com força, mais do que ela conseguia aguentar. Logo, ela gozou, ela tentava gemer, mas nada saía, só sentia seu corpo tremer, o suor escorrendo e ela ficando mais vermelha, quase roxa.
Lembra quando eu falei que perdia o controle com ela? Então, soltei a mão de seu pescoço e então ela puxou o ar.
— Um dia... você vai acabar me matando — ela dizia aquilo com um sorriso no rosto. — Agora quero sentar em você.
Ela sempre falava aquilo com um sorriso safado. Me afastei e sentei logo ao lado, ela veio por cima passando as pernas até encaixar meu pau em sua buceta novamente, logo, começando a sentar violentamente. Ela usava o peso do corpo para ir mais fundo, subiu e descia, o carro balançava cada vez mais, num ritmo frenético que não teria como passar despercebido por quem visse pelo lado de fora. Nós tínhamos esquecido completamente que estávamos em um estacionamento público. Só existia nós, o suor misturado com saliva e fluidos, os gemidos altos e o furioso desejo de foder.
Sentia que não iria aguentar muito mais, comecei a apertar a cintura dela para me concentrar, erro meu. Ela sempre percebia quando estava chegando perto e não deixava eu me controlar. Nessa ocasião, ela saiu de cima tão rápido que mal pude ver, só me dei conta quando a boca dela engoliu todo o meu pau, chupando e punhetando ao mesmo tempo.
Nunca tive chances contra aquela boquinha habilidosa, em instantes eu já gozava, presenteando-a com o meu esperma, ela sempre chupava com tanta dedicação, aquele era o prêmio dela. Prendi o cabelo dela com as mãos e não deixei ela sair até a última gota de porra entrar na boca dela.
Finalizado, a liberei. Na hora que ela tirou meu pau da boca, um pouco do esperma escorreu pelo rosto. Ela engoliu tudo, com a ponta do dedo, recolheu o pouco de esperma que havia escapado e chupou. Enfim, silêncio, exceto pelo som pesado das nossas respirações, enquanto ela ajeitava as roupas.
Lembrei da nossa situação e subitamente comecei a ajeitar as roupas também. Fomos para os bancos da frente. Levamos alguns minutos antes de ligar o carro, principalmente porque Pink insistia em arrumar o cabelo pela terceira vez.
— Está torto.
— Seu cabelo está perfeito.
Ela puxou o espelho do quebra-sol para baixo e ajeitou mais um pouco.
— Agora está perfeito.
— Você falou isso cinco minutos atrás.
— Agora está mais perfeito.
Desisti da discussão, liguei o carro. O ar-condicionado começou a funcionar quase imediatamente, preenchendo o interior com uma corrente gelada que parecia maravilhosa depois de um dia inteiro andando pela cidade. Pink afundou no banco e soltou um suspiro satisfeito.
— Eu preciso de um banho.
— Eu também.
— Um banho muito longo.
— Concordo.
— E talvez dormir umas duas horas.
— Concordo também.
— E depois comer alguma coisa.
— Continuo concordando.
— Nossa, você está cooperativo hoje.
— Estou cansado demais para discutir.
Pink sorriu, o restante do trajeto foi tranquilo. Quando chegamos na casa, a paz acabou no instante em que abrimos a porta, a mesa da sala estava completamente tomada, documentos, pastas, contratos, notebooks. Natasha estava sentada diante de uma pilha absurda de papéis, Morgana ocupava o outro lado da mesa com três monitores ligados ao mesmo tempo, as duas levantaram os olhos quando entramos.
— Eu quero um aumento — eu quero um aumento.
— Boa noite para você também — respondi.
— Enquanto vocês estavam brincando de casal feliz, eu estava trabalhando.
— Eu também — acrescentou Morgana.
— Sem parar — continuou Natasha.
— Sem parar — confirmou Morgana.
— Nem para almoçar.
— Nem para almoçar.
— Nem para respirar.
— Isso é um exagero.
— É força de expressão.
— Entendi — Morgana abaixou a cabeça.
Natasha apontou para nós.
— E outra coisa.
— O quê?
— Vocês estão com cheiro de sexo.
Silêncio, Pink piscou algumas vezes, depois abriu um sorriso.
— O carro também.
Natasha apoiou o rosto nas mãos.
— Eu odeio essa casa.
— Você mora aqui agora.
— Esse é exatamente o problema.
Morgana apenas voltou a digitar. Pink então bateu palmas três vezes, captando a atenção de todo mundo.
— Certo! Tenho uma novidade.
Aquilo imediatamente me deixou preocupado, Pink estava feliz demais, animada demais. Pelo olhar de Natasha, ela também percebeu. Quando Pink falava sobre novidades ou ideias, era oito ou oitenta, ou era uma maravilha, ou era desastroso.
Pink foi correndo para o quarto e voltou na mesma velocidade, colocou uma pasta grossa sobre a mesa, o impacto fez alguns papéis escorregarem.
— O que é isso? — Natasha franziu a testa.
— Eu estava absorvendo tudo isso, mas essa é a nossa passagem para evoluir muitos níveis na empresa, vamos ficar milionários!
Natasha puxou a pasta, seu rosto ficou ainda mais preocupado quando viu a quantidade de páginas.
— Por que tem tantas folhas?
— Porque é importante.
— Contratos longos sempre são ruins.
— Depende do contrato.
— Não. Não depende.
— O que é isso exatamente? — me aproximei.
Pink apenas sorriu, Natasha abriu a primeira página e começou a ler. Morgana permaneceu sentada digitando, nem dando atenção. Eu observava sem entender, Pink continuava sorrindo.
Natasha passou a primeira página, a segunda, a terceira. A expressão cansada começou a desaparecer, substituída por concentração, folheou mais algumas páginas, as sobrancelhas se fecharam, mais algumas, o sorriso desapareceu completamente. O ambiente foi ficando estranhamente silencioso, aquilo, de algum jeito, fez meu peito apertar, um pressentimento ruim.
Natasha chegou ao final, ela leu a última página e então, fechou o contrato lentamente. Natasha olhou para o teto, respirou fundo, coçou a cabeça, passou as duas mãos pelo rosto tão forte que parecia que iria arrancar a própria pele. Permaneceu imóvel por alguns segundos e então voltou a olhar para o documento.
— Ah... merda — ela falou finalmente, dando um longo suspiro. — Estamos fodidos de verdade agora.
