Meu nome é Joel. Todo mundo que me conhece sabe que eu sou aquele cara leal pra caralho. Amigo desde a época da escola do meu parceiro, o Rafael – ou melhor, o “corno” que todo mundo já comentava pelas costas, menos eu. Eu nunca fui de espalhar fofoca. Mas tem coisas que a gente não consegue segurar. E o que eu vi hoje na Praia do Janga, bem ali perto do Armazém Coral, foi o tipo de cena que ninguém aguenta calar. Vou deixar os LINKS para as FOTOS E VÍDEOS nos comentários abaixo.
Era uma tarde quente pra porra, daquelas que o sol bate direto na pele e a brisa do mar mal refresca. Eu tava sentado numa mesinha de plástico do bar famoso da beira-mar, aquele mesmo que tem as cadeiras brancas, as sombrinhas com propaganda de cerveja e o tira-gosto de polvo e camarão que desce com Skol geladinha. Tava eu ali, de chinelo, short de praia, camisa regata, curtindo meu momento sozinho depois de um dia de trabalho. Cerveja na mão, petisco no prato, olhando o movimento. Turista, gente local, casalzinhos, família… o de sempre no Janga.
Aí eu vi ela. Luana. A noiva do Rafael.
Ela chegou andando de mãos dadas com um cara moreno, alto, corpo definido, daqueles que malha todo dia e gosta de exibir. Ela tava com um biquíni amarelo minúsculo, daqueles que o laço da calcinha mal cobre a bunda empinada. Cabelo loiro preso num rabo de cavalo, óculos escuros, brincos dourados balançando. O cara tava sem camisa, só de bermuda preta, pele bronzeada, tatuagens no braço. Eles pareciam donos do pedaço, rindo, se encostando. Ele com a mão na cintura dela, descendo um pouco mais, apertando de leve a carne macia logo acima da virilha.
Eu congelei com a garrafa na boca. Caralho. É ela mesmo. A mesma Luana que o Rafael me mostrava foto toda semana, falando “mano, ela é a mulher da minha vida, vou casar, vou ter filho, confio nela pra tudo”. O cara que paga as contas, leva ela pra viajar, manda mensagem de bom dia todo dia. E ela? Todo mundo do grupo já comentava há meses: “A Luana dá a bunda faz tempo”. Diziam que ela comia o rabo do Rafael em casa e saía pra foder com outros. Inclusive falavam de um cara novo, que ela ia direto pra casa dele, passava a tarde toda lá, voltava com cara de quem levou porrada de pica. Eu nunca acreditei 100%, achava exagero de inveja. Até hoje.
Ela não me viu. Graças a Deus. Eu não tenho muita intimidade com ela, só converso quando o Rafael tá junto. Pra ela, eu sou só “o amigo do Rafa”. Sentei mais pra trás na cadeira, disfarçando, mas o coração já tava disparado. Peguei o celular devagar, abri a câmera e comecei a gravar. Discretamente, como se estivesse filmando o mar.
Eles sentaram no banco de concreto ali na frente, bem no meio do movimento. O cara encostou nela, passou o braço por trás, puxou ela pro colo dele. Luana riu, aquele riso safado que ela deve dar quando tá excitada. Ele inclinou o rosto, deu um beijo no pescoço dela, depois subiu pra boca. Beijo de língua, daqueles demorados, molhados, sem vergonha nenhuma. A mão dele subiu pelas costas dela, desceu, apertou a bunda por cima do biquíni. Ela não afastou. Pelo contrário, abriu um pouco as pernas, sentou melhor em cima dele.
Eu gravei tudo. Zoom discreto. O sol batendo nos corpos suados, o barulho das ondas ao fundo, gente passando e nem ligando pro casal se pegando em público. Depois ele ficou mais ousado. A mão direita subiu pela barriga dela, por baixo do top do biquíni amarelo, e apertou um seio bem ali, na frente de todo mundo. Luana gemeu baixinho – eu vi a boca dela abrir – e encostou a testa na dele, rindo. Ele apertava, massageava o mamilo por cima do tecido fino. Dava pra ver o bico endurecendo. Ela mordia o lábio, olhava pros lados rapidinho, mas não parava.
Meu Deus. O Rafael tá em casa agora, provavelmente mandando “te amo” pra ela, achando que ela tá com as amigas ou sei lá qual mentira que ela contou.
Eu pensei muito. Fiquei uns minutos só gravando, coração na boca. Será que eu mando? Será que eu me meto? Mas o Rafael é meu irmão. A gente já passou por muita coisa juntos. Ele merece saber. Não é justo ele ser o palhaço da história que todo mundo já sabe, menos ele.
Tirei algumas fotos boas – uma dela de costas, o cara abraçando, outra deles se beijando, a mão dele claramente pegando nos peitos. Depois mandei pro Rafael no WhatsApp. Escrevi só: “Mano… desculpa. Vi isso agora no Janga. Acho que você precisa ver.” E anexei as fotos e um vídeo curto.
Enviei e fiquei olhando pra tela, arrependido e aliviado ao mesmo tempo. O celular vibrou logo depois. Ele tinha visualizado. Nada ainda. Eu continuei no bar, pedi outra cerveja, fingindo que tava normal.
Dois minutos depois, o celular da Luana tocou. Eu vi ela tirar do saquinho, olhar o nome na tela e ficar branca. Atendeu, voz já tremendo:
— Alô? Amor… oi… tá tudo bem?
O cara do lado dela ficou quieto, mão ainda na coxa dela. Ela se levantou um pouco do colo dele, olhos arregalados, olhando pros lados desesperada. Eu mudei de posição rapidinho, sentei numa mesa mais afastada, mas ainda com visão boa. Continuei gravando discretamente, fingindo que tava no celular com outra pessoa.
— Não… não é nada disso… eu tô com as meninas… sim, na praia… quem te mandou isso? Rafa, por favor… para de gritar… eu tô chorando aqui, amor… foi um mal-entendido…
Lágrimas já escorrendo. O choro veio forte, daquele desespero genuíno de quem foi pega no pulo. Ela olhava pra todo lado, tentando identificar quem tinha fotografado. O cara ao lado dela ficou com cara de tacho, mão no cabelo, olhando pro chão. Ele murmurava algo baixo, tentando acalmá-la, mas dava pra ver o pânico na cara dele também.
Luana andava de um lado pro outro no calçadão, biquíni molhado de suor, corpo tremendo. O choro aumentava:
— Eu juro que não é o que você tá pensando… ele é só um amigo… a gente tava conversando… por favor, Rafa, não faz isso… eu te amo…
O cara se aproximou, tentou abraçá-la. Ela afastou ele com a mão, ainda chorando no telefone. Eu gravei isso também. O desespero dela era quase cinematográfico. Todo mundo no bar começou a olhar. Alguns riam baixo, outros fingiam que não viam. Praia do Janga é assim: todo mundo se conhece, todo mundo fala.
Eu sabia que as fofocas já corriam há tempos. Dizem que Luana trai o Rafael desde o começo do noivado. Que ela gosta de dar pra homem mais velho, mais novo, casado, solteiro… não importa. Que na casa do tal cara novo ela já passou noites inteiras, saindo só de manhã com a buceta inchada e marcas de chupão escondidas com maquiagem. Que ela senta gostoso, rebola pra caralho, e depois volta pra casa fazer papel de noiva santa. Todo mundo do rolê comenta. Os amigos do Rafael já tavam até fazendo aposta de quando ia explodir.
Agora explodiu. E eu fui o estopim.
Fiquei mais uns vinte minutos ali. Ela desligou o telefone, sentou de novo, mas agora chorando no ombro do cara. Ele acariciava as costas dela, mas dava pra ver que tava cagado de medo também. Provavelmente o cara que fode ela na casa dele, o tal “amigo” que todo mundo fala. Luana olhava pro celular o tempo todo, respondendo mensagens, lágrimas caindo no biquíni amarelo.
Eu saí de fininho, ainda gravando um pouco de longe. O sol já tava baixando, o céu ficando laranja, as ondas batendo nas pedras do Janga. Um lugar lindo pra um flagra tão feio.
Agora tô em casa. Rafael ainda não me respondeu direito. Só mandou um “obrigado mano, tô destruído”. Eu vou ligar pra ele daqui a pouco, ouvir o que ele tem pra dizer. Porque a história não para aqui. Eu sei que ele vai confrontar ela. Quero saber se ela vai negar até o fim, se vai chorar mais, se vai tentar chupar o pau dele pra voltar, ou se vai assumir que gosta de dar a bunda pra outro.
Vou gravar a ligação se ele deixar. Vou contar pra vocês o que rolou depois. Porque isso aqui vai virar o maior barraco de Recife. Todo mundo que conhece o casal tá esperando esse dia. A Luana safada, o biquíni amarelo, o banco de concreto da Praia do Janga… tudo registrado.
Aguarda o próximo capítulo. Porque o corno do meu amigo merece justiça. E eu, como amigo de verdade, vou entregar.
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