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O Beijo na Despedida

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Um conto erótico de Caio Valença
Categoria: Heterossexual
Contém 584 palavras
Data: 22/06/2026 12:43:25

Após algumas horas com aquela calcinha, eu já tinha me acostumado.

Nos minutos (raros) em que ficava a sós com ela, Camila pedia que eu provasse que ainda estava usando a peça. Eu apenas mostrava a alça lateral da calcinha, ela dava um sorriso malicioso e continuávamos normalmente. Eu já não ficava tão nervoso com a situação.

Seguimos a rotina. Dormi com a calcinha, acordei, tomamos café e meus pais foram trabalhar. Rodrigo e Camila trabalhavam na área da saúde em uma escala 12x36. Nos dias de folga, faziam corridas por aplicativo para complementar a renda.

Naquele dia era a vez deles trabalharem como motoristas. Depois que meus pais saíram, Camila fez questão de perguntar se meu irmão sabia onde estava a calcinha dela e ainda deu alguns detalhes da peça que estava comigo. Eu não fazia ideia de qual seria a próxima atitude dela. Fiquei quieto e voltei a sentir incômodo com a situação.

Meu irmão, às vezes, fazia algumas piadas e perguntou se ela não teria esquecido a calcinha com algum passageiro. Ela apenas sorriu e disse que não se lembrava, mas acreditava que não.

Quando eles saíram, corri para o banho, tirei a calcinha, lavei a peça, estendi no varal e fui para a faculdade. Os garotos continuavam perguntando sobre a Camila e se eu estava ficando com ela. Eu dizia que era apenas uma amiga. Não contei que era minha cunhada nem mencionei nada do que tinha acontecido.

No final da aula, aconteceu a mesma coisa: Camila estava me esperando. Dessa vez, usava uma roupa menos chamativa. Eu nunca prestava muita atenção nessas coisas, mas Lucas percebeu na hora. Depois que eu disse que ela era apenas uma amiga, ele começou a brincar demonstrando interesse nela.

— Olha lá, sua amiguinha veio te buscar de novo.

Fomos até o carro. Gustavo se despediu e foi embora. Lucas, mesmo sabendo que eu iria com ela, continuou ali. Camila perguntou se ele queria uma carona e abriu a porta da frente para ele. Naquele momento, senti uma raiva inesperada, mas não havia nada que eu pudesse fazer.

Fui no banco de trás e fiquei mexendo no celular. Mesmo assim, percebia que, às vezes, ela tocava nele da mesma forma que já tinha feito comigo.

Passamos na casa dele para deixá-lo. Quando chegamos, os dois se despediram com um beijo demorado. Fiquei com ciúmes, mas tentei não demonstrar. Ela voltou para o carro e seguimos em direção à nossa casa, ainda em silêncio.

No caminho, comentou que aquilo ficaria entre nós e que Rodrigo não precisava saber de nada.

Fiquei sem jeito, mas apenas concordei. O clima não estava dos melhores, então ela tentou quebrar o gelo dizendo que não havia motivo para ciúmes e que ninguém estava tomando o lugar de ninguém.

Chegamos em casa antes de todo mundo. Por mais estranho que pareça, eu estava começando a enxergar Camila como alguém que fazia parte apenas do meu mundo. Por isso senti raiva ao vê-la com Lucas. Ao mesmo tempo, aquilo também me deixou excitado.

Fui tomar banho sem me preocupar em fechar a porta. Enquanto lembrava da cena, acabei me masturbando. Em determinado momento, percebi que ela observava tudo da porta do banheiro. Depois me troquei e o restante do dia seguiu normalmente.

Naquele momento, eu ainda acreditava que aquilo tinha sido apenas um episódio de ciúmes e provocação. Não fazia ideia de que a situação estava longe de acabar. Em breve, eu descobriria que Camila sempre tinha uma nova surpresa preparada.

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