Open house, churrasco e uma gozada

Um conto erótico de July
Categoria: Heterossexual
Contém 667 palavras
Data: 20/05/2026 15:36:02
Assuntos: Heterossexual

O frio daquela tarde de sábado já avisava que seria uma noite de decisões imprudentes.

Fomos convidados para o churrasco na casa da minha prima que acabou de casar — um open house, daqueles em que a lista cresce e encolhe conforme o termômetro cai. E o termômetro caiu bastante. Alguns convidados desistiram, mandaram mensagem com desculpas educadas. Nós não. Eu estava de vestido longo, uma concessão ao frio que não foi suficiente para me dissuadir de pegar uma garrafa de vinho enquanto o meu esposo pegava outra. Duas garrafas para dois adultos decididos a se descontrair num sábado frio. O cálculo parecia razoável naquele momento.

Chegamos ao sobrado — e que sobrado. Uma construção bonita numa região encantadora de Campinas, daquelas ruas arborizadas que fazem você entender por que as pessoas escolhem essa cidade para construir vida. Os recém-casados nos receberam na porta com aquele brilho de quem ainda está vivendo nos primeiros meses do casamento, quando tudo parece possível e o sofá ainda é arrumado. Entramos, fomos apresentados aos cômodos um a um, e eu, claro, fiz questão de identificar todos os banheiros. Quem me conhece sabe: álcool e bexiga têm um acordo que não me consultaram.

A área de churrasco já estava no ritmo certo quando chegamos — brasa firme, cheiro de gordura queimando, garrafas de vinho suadas sobre a mesa. O frio na barriga que senti ao encher a taça pela primeira vez não era só do vinho gelado.

Foi quando os outros convidados começaram a aparecer.

E entre eles, Rafa.

Para quem não leu o conto do casamento — leia — basta saber que Rafa e eu temos uma história que cabe mal em apresentações formais. Ele apareceu pela portão com a esposa ao lado, e nossos olhares se encontraram antes que qualquer um de nós pudesse preparar uma expressão adequada. Que surpresa. Que surpresa mesmo.

Nos cumprimentamos como dois desconhecidos que por acaso frequentam os mesmos círculos. Um aperto de mão, um sorriso calibrado, o tipo de cordialidade que exige mais técnica do que qualquer coisa que aprendi na vida adulta. Ele estava bem. A esposa era bonita. Eu estava de vestido longo com duas garrafas de vinho no organismo a caminho.

Seguimos para a churrasqueira.

A noite se instalou sobre o quintal como só o inverno de Campinas sabe fazer — aquela escuridão azulada que aperta os grupos em volta do calor. Conversas cruzadas, risadas soltas, o som dos copos batendo. Eu bebi mais do que planejei, como toda vez que planejo beber moderadamente.

Em algum momento entre a segunda e a terceira taça, percebi que o frio na barriga tinha virado calor. E que Rafa estava do outro lado da churrasqueira, fingindo estar muito interessado em como o churrasqueiro virava a carne.

Algumas histórias não terminam. Elas só mudam de endereço.

A festa começa a esvaziar, os casais tomaram rumos um em seguida ao outro, ficando apenas 3 casais, quase 3, meu esposo já se esticava no sofá, e eu ainda ali, tomando meu vinho.

Resolvemos entrar e ficar na sacada da casa, os 5 bebendo e conversando e toca do viola, eu como sempre com as crises de banheiro, descia para ir ao banheiro, de 15 em 15 minutos, já estava fora de mim, as garrafas já haviam acabado e tomava shots de pinga, o violeiro começa a tocar a música que amo, me deu uma vontade de ir ao banheiro, mas já não tinha condições, então o Rafa pede licença e fala que vai me acompanhar, bingo, sem talvez intensão, me acompanha até a porta do banheiro, assim entro e menos de um minuto eu já sentada na privado olho e vejo aquele homem, com pau na minha cara, e não precisa falar nada, com pouca habilidade começo a chúpalo que de forma frenética, fode minha boca, e não demora goza, sem uma palavra se quer, guarda o pau, se vesti e me ajudando a levantar, aproveita para passar a mao em

Mim, assim voltamos para a sacada, como se nada havia acontecido.

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