Como fiz minha esposa evangélica virar puta parte 12

Um conto erótico de Ricardo
Categoria: Heterossexual
Contém 1928 palavras
Data: 19/05/2026 15:30:36

O clima no carro parecia uma panela de pressão. A Helena do meu lado, com a bochecha ainda vermelha do tapa e o vestido azul amassado, olhava pela janela com um sorriso de quem tinha acabado de descobrir o verdadeiro gosto do pecado. Eu acelerava o carro, louco para chegar em casa e ver a Naty, mas meu pensamento voava longe, pensando no Tizil e na japa dele que estavam chegando para bagunçar ainda mais.

Entramos na rua e eu já vi as luzes da sala acesas. Meu pau deu aquela latejada de sempre só de imaginar o que me esperava lá dentro. Estacionei na garagem, desliguei o motor e olhei para a Helena.

— Vai entrar como professora ou como minha cadelinha? — provoquei, tirando a chave.

Ela me olhou feio, mas os olhos azuis brilhavam.

— Eu entro como eu quiser, Paulo.

— Sei bem o que você fiscaliza — ri, abrindo a porta do carro.

Subimos os degraus e, antes mesmo de eu colocar a chave na fechadura, a porta se abriu. A Naty estava parada ali. Ela usava um shortinho curto de moletom e uma regata branca sem sutiã, com os bicos acesos marcando o tecido. O cabelo ruivo estava meio solto e o rosto dela estava com aquela expressão de pura eletricidade.

— Até que enfim! — a Naty disse, puxando a Helena pelo braço para dentro de casa sem a menor cerimônia. — Eu estava roendo as unhas aqui!

A Helena tentou manter a pose, cruzando os braços, mas a Naty não deu espaço. Ela deu uma volta completa ao redor da loira, olhando de cima a baixo, parando bem na frente dela.

— Olha só para isso... — a Naty riu alto, passando o dedo na bochecha da Helena, bem onde estava a marca do meu tapa. — O Paulo te pegou de jeito mesmo, hein, santinha? O rímel todo borrado, o pescoço vermelho... e esse cheiro? Esse cheiro de sexo e suor eu conheço de longe.

— Deixa de ser vulgar, Natielly — a Helena resmungou, mas a voz saiu fraca, sem nenhuma autoridade.

— Vulgar? — A Naty chegou bem perto do ouvido da Helena, quase colando os corpos. — Vulgar é você, que queria usar o meu marido de moeda de troca e acabou babando no pau dele no motel. Mas entra, senta. O jantar está na mesa, e eu quero ouvir cada detalhe enquanto eu conto o que eu fiz com a dona Vera lá no gabinete do Pastor.

Sentamos na sala e o ambiente virou um verdadeiro tribunal da sacanagem. A Naty abriu o jogo, contando como a Vera entrou no gabinete possessa, mas em vez de armar um barraco, se ajoelhou e começou a mamar o Pastor junto com ela, dividindo o homem num transe de luxúria que ninguém ali imaginava vindo da dona da congregação. A Helena ouvia tudo de boca aberta, bebendo um copo de água para desentalar a garganta, alternando olhares de tesão entre mim e a Naty.

A Naty ainda ria da história do pastor quando o celular da Helena começou a vibrar em cima da mesa de centro. A tela acendeu com o nome “Tomás ”.

O som cortou a risada da Naty na hora. A Helena deu um sobressalto no sofá, ajeitando rapidamente a alça do vestido azul amassado, como se o namorado pudesse vê-la através da tela. Ela olhou para mim e para a Naty, com os olhos azuis arregalados, e levou o dedo aos lábios pedindo silêncio.

Ela pigarreou, tentando recuperar a voz de professora, e atendeu:

— Oi, Tomás... Oi, amor. Tudo bem?

A sala ficou num silêncio absoluto. Dava para ouvir a voz grossa e animada do Tomás saindo pelo alto-falante:

— Fala, linda! Tudo certo por aí? Cara, o treino hoje vai ser insano, o trânsito deu uma aliviada boa. Ó, acabei de sair do serviço, estou passando em casa só para pegar o whey e a minha mochila.

Helena engoliu em seco, limpando o canto do olho onde o rímel ainda estava levemente borrado.

— Ah... que bom, amor. Você... você já está vindo?

— Já, já! Em vinte minutos eu encosto aí na casa da sua mãe pra gente ir direto pra academia. Você já trocou de roupa? Não vai esquecer a garrafinha de água, hein? — Do outro lado da linha, ouviu-se o barulho da chave do carro e do motor ligando. — Tô focado hoje, hein? Quero ver se você vai aguentar o treino de perna comigo.

A Naty, que não aguenta ver uma oportunidade de bagunçar, cobriu a boca com a mão para não soltar uma gargalhada. Ela se inclinou para frente, passou a mão de leve pela bochecha vermelha da Helena e desceu os dedos pelo pescoço dela, fazendo a loira arrepiar inteira no sofá.

Eu só fiquei observando da poltrona, com um sorriso de canto, sabendo o tamanho do malabarismo que a Helena ia ter que fazer.

— Não... claro, eu aguento sim — a Helena gaguejou de leve, tentando se esquivar dos dedos da Naty sem fazer barulho. — Só que... Tom, eu tive um imprevisto na escola. Eu não estou em casa ainda.

— Ué, sério? Mas você já saiu de lá?— o tom do Tomás mudou para uma leve confusão.

— Saí, saí sim! Estou... resolvendo uma coisa de um relatório com uns colegas de trabalho. Mas é rápido! Pode ir indo para a casa da minha mãe, me espera lá que eu chego num instante.

— Beleza, então. Não demora, se não a gente vai pegar a academia lotada no horário de pico. Te amo, beijo.

— Também te amo. Beijo.

Helena desligou o celular e o jogou no sofá como se o aparelho estivesse queimando. Ela soltou o ar com força, jogando a cabeça para trás.

A Naty não aguentou e caiu na gargalhada, deitando a cabeça no meu colo.

— Vinte minutos, santinha! — a Naty provocou, olhando para o relógio na parede. — Vinte minutos para tirar esse cheiro de motel, consertar essa cara e ir malhar perna com o bombado. Como é que faz agora?

— O Tomás não pode sonhar, Naty! — Helena desabou, com as mãos cobrindo o rosto, enquanto o peito subia e descia numa respiração acelerada. — Se ele me vê assim, ele mata o Paulo e depois me mata!

— Ah, deixa de ser dramática, Helena — a Naty desdenhou, sentando-se de volta no sofá e cruzando as pernas com aquela calma irritante de quem adora ver o circo pegar fogo. — O Tomás é pura casca. Muito músculo e pouco reflexo. Mas ó... se você quiser, o Paulo te dá uma carona de volta até a esquina da casa da sua mãe. Dá tempo de você entrar pelos fundos, tomar um banho de gato e fingir que estava se trocando.

Eu mudei de postura na poltrona, sentindo a adrenalina do momento. Olhei para o relógio: dezenove minutos.

— Eu levo — falei, pegando a chave do carro de cima da mesa de centro. — Mas você vai ter que ir se ajeitando no banco do carona. Esse batom borrado não vai rolar.

Helena olhou para mim, depois para a Naty, dividida entre o pânico de ser pega e o tesão que ainda reverberava no ambiente. Ela se levantou num salto, tentando ajeitar o vestido azul que insistia em subir pelas coxas.

— Vocês são doentes, sabia? Os dois — ela resmungou, mas apressou o passo em direção ao espelho do corredor. — Cadê a minha bolsa? Natielly, onde você jogou a minha bolsa?

— Tá ali perto da porta, santinha — a Naty riu, levantando-se e indo até ela. A ruiva parou logo atrás da Helena, segurando-a pela cintura por trás enquanto a loira tentava limpar o rímel com a ponta dos dedos molhados de saliva. — Vai lá malhar com o seu bombado. Gasta essa energia que sobrou.

Helena olhou para o reflexo da Naty no espelho, soltando um suspiro pesado que misturava cansaço e rendição.

— Eu preciso ir. Agora, Paulo! — ela chamou, a voz subindo um tom pelo nervosismo.

Abri a porta da sala, sentindo o vento frio da rua. O clima de "panela de pressão" tinha saído do carro e agora tomava conta da noite. Dei um tapinha na bunda da Naty ao passar por ela e pisquei.

— Não fecha a porta com a chave, volto em dez minutos — avisei.

— Corre, Paulinho. Não vai querer fazer o Tomás esperar — a Naty piscou de volta, encostando-se no batente da porta, assistindo a gente descer os degraus da garagem quase correndo.

Entramos no carro e eu bati a porta, girando a chave na ignição antes mesmo de terminar de puxar o cinto. O motor roncou na garagem escura e eu dei a marcha ré com tudo, jogando o carro na rua deserta. Olhei para o relógio no painel: dezessete minutos. O tempo estava voando.

Do meu lado, a Helena era o próprio retrato do desespero. Ela tinha abaixado o quebra-sol e usava o espelhinho com a luz interna acessa, tentando freneticamente consertar os estragos.

— Merda, merda, merda... — ela resmungava, esfregando o dedo embaixo dos olhos para sumir com o borrão preto do rímel. — Paulo, corre! Se o Tomás chegar antes e minha mãe disser que eu não apareci lá o dia todo, eu estou frita!

— Relaxa, professora — brinquei, engatando a terceira marcha e pisando fundo na avenida principal. — O trajeto eu faço de olho fechado. Mas foca em dar um jeito nesse colarinho aí. O Tomás pode até ser meio lerdo, mas pescoço vermelho não tem como errar.

Ela soltou um gemido de frustração, puxando o espelho mais para perto. Com a mão trêmula, Helena tentou ajeitar o cabelo loiro, puxando os fios para a frente para tentar cobrir as marcas que eu tinha deixado no pescoço dela. O perfume dela, misturado com o cheiro da adrenalina e do suor recente, tomava conta de todo o interior do carro.

— A Naty é uma peste, sabia? — Helena falou, sem tirar os olhos do espelho. — Ela faz de propósito. Ela adora me ver no limite.

— E você adora o limite, se não não estava aqui — respondi de canto de olho, vendo a expressão dela mudar pelo reflexo do espelho. Ela não respondeu, porque sabia que era verdade.

Dobrei a penúltima esquina, cantando pneu de leve. A vizinhança da mãe dela já aparecia logo à frente — um bairro mais calmo, residencial, bem diferente do caos que tínhamos deixado para trás. Apaguei os faróis altos do carro para não chamar atenção e fui reduzindo a velocidade conforme nos aproximávamos.

— Para aqui, na altura do muro alto! — ela pediu, a voz num sussurro tenso. — Daqui eu consigo entrar pelo portão lateral sem que a minha mãe me veja pela janela da frente.

Estacionei colado no meio-fio, na sombra de uma árvore. O relógio marcava exatamente dez minutos restantes. Olhei para a Helena: o rímel estava aceitável, o cabelo jogado para o lado disfarçava o pescoço, mas a bochecha ainda tinha um leve tom rosado. Ela parecia uma adolescente fugindo de casa, o que só deixava a situação toda ainda mais excitante.

Antes de abrir a porta, ela parou e me olhou. Os olhos azuis ainda tinham aquela eletricidade que a Naty tinha notado.

Antes de abrir a porta, ela hesitou por um segundo, olhou para os lados para garantir que a rua continuava deserta e se inclinou na minha direção, me puxando pela nuca para um beijo demorado, daqueles profundos e urgentes que misturavam o pânico do flagrante com o gosto da cumplicidade. Quando nossos lábios finalmente se separaram, ela me deu um último olhar intenso, abriu a porta do carro num movimento rápido e correu em direção ao portão lateral, sumindo na escuridão do corredor da casa da mãe enquanto ajeitava o vestido azul.

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