Meu nome é Beatriz. Tenho 32 anos e nunca imaginei que uma simples visita à casa do meu irmão terminaria assim.
Lucas e Helena estavam casados há quatro anos. Eu adorava Helena — era divertida, carinhosa, sempre me tratava como irmã de verdade. Naquela noite, Lucas tinha viajado a trabalho e eu fiquei para fazer companhia a ela, que andava com enxaqueca forte há dias.
— Bia, você pode pegar aquele vidro rosa pra mim? — pediu ela do sofá, apertando as têmporas. — O médico trocou o remédio. É mais forte.
Eu peguei o vidro do armário do banheiro e deixei na mesinha. Nem olhei direito. Ela tomou um comprimido, agradeceu e subiu para deitar. Fiquei na sala assistindo TV, até que, uns quarenta minutos depois, ouvi o primeiro gemido.
Não era um gemido de dor.
Era baixo, abafado, quase um miado preso na garganta. Subi a escada devagar, o coração já acelerado sem saber por quê.
— Helena? Tá tudo bem?
A porta do quarto estava entreaberta. Empurrei.
Ela estava ajoelhada no tapete, só de camisola fina, as mãos entre as coxas. O rosto vermelho, suado, os olhos vidrados. A camisola tinha uma mancha úmida visível na frente. O cheiro no quarto era forte — doce, íntimo, inconfundível.
— Bia… — a voz dela saiu rouca, desesperada. — Eu peguei o remédio errado. Não era o de enxaqueca… era o da sua mãe. Aquele que ela usa quando… quando fica sozinha.
Eu congelei. Sabia exatamente qual era. Minha mãe tomava um medicamento para ansiedade e libido que, em doses erradas, virava uma bomba hormonal. Helena tremia inteira.
— Tá queimando… — ela soluçou. — Eu já gozei três vezes e não para. Tá doendo de tão inchado. Eu não consigo parar de me tocar. Por favor… me ajuda.
Minhas pernas ficaram moles. Aquilo era errado em tantos níveis. Ela era a mulher do meu irmão. Eu era a cunhada. Mas o jeito como ela me olhava — como se eu fosse a única salvação — me desmontou.
— Helena… eu não posso…
Ela engatinhou até mim, agarrou minha perna e encostou o rosto quente na minha coxa.
— Por favor, Bia… eu tô implorando. Se você não me ajudar eu vou enlouquecer. Não quero ligar pra ninguém. Não quero hospital. Só você. Só até passar…
Eu fechei a porta. Tranquei. Meu coração batia tão forte que doía.
Sentei na beira da cama. Helena subiu no meu colo imediatamente, pernas abertas, montando minha coxa. A camisola subiu até a cintura. Ela estava encharcada — a virilha brilhando, o clitóris inchado e vermelho, pulsando visivelmente. Começou a se esfregar em mim como se estivesse possuída.
— Assim… assim… — gemia no meu pescoço.
Eu segurei a cintura dela, tentando controlar o ritmo. Minhas mãos tremiam. Ela cheirava a desejo puro. Sem pensar direito, desci uma mão e toquei. Estava quente, escorregadia, inchada demais. Assim que meus dedos roçaram o clitóris, ela deu um grito abafado e gozou violentamente, o corpo inteiro convulsionando, unhas cravadas nos meus ombros.
Mas não parou.
— Mais… — pediu, voz quebrada. — Coloca os dedos. Por favor…
Eu obedeci. Entrei com dois dedos devagar. As paredes internas dela apertavam forte, sugando, pulsando. Helena começou a cavalgar minha mão, quadris se movendo em círculos desesperados. Eu curvei os dedos, procurando aquele ponto. Quando encontrei, ela jogou a cabeça pra trás e gozou de novo, jorrando um pouco na minha palma.
Eu estava molhada também. Não conseguia evitar. O tabu, o cheiro, os sons molhados dos meus dedos entrando e saindo… tudo me afetava.
Mudei de posição. Deitei ela na cama, abri suas pernas bem abertas e me ajoelhei entre elas. Usei a boca. Chupei o clitóris inchado enquanto enfiava três dedos. Helena agarrou meu cabelo, empurrando meu rosto contra ela, gemendo meu nome entre soluços.
— Bia… Bia… não para… eu tô gozando de novo…
Ela gozou na minha boca. Forte. O corpo arqueado, coxas tremendo ao redor da minha cabeça.
Continuamos por quase duas horas. Eu perdi a conta de quantas vezes ela gozou. Em certo momento ela me pediu para tirar a roupa também. Acabei nua com ela, nossos corpos suados colados. Ela roçou a boceta molhada na minha coxa enquanto chupava meus seios. Depois me fez deitar e se sentou no meu rosto, se esfregando na minha língua até gozar mais uma vez, tremendo inteira.
Quando o efeito finalmente começou a baixar, por volta das três da manhã, Helena desabou em cima de mim, exausta, chorando baixinho.
— Me perdoa… — sussurrou contra meu peito. — Eu nunca quis te colocar nessa situação…
Eu acariciei o cabelo dela, ainda sentindo o gosto dela na minha boca.
— Não foi culpa sua. Foi o remédio. Mas… isso nunca mais pode acontecer, Helena. Nunca.
Ela assentiu, mas apertou o abraço.
Ficamos em silêncio por um longo tempo, pele contra pele, ouvindo a respiração uma da outra. Eu sabia que, a partir daquela noite, toda vez que olhasse para ela na frente do meu irmão, eu me lembraria do jeito que ela gemeu meu nome, do jeito que gozou na minha boca, do jeito que implorou pela cunhada.
E o pior é que uma parte pequena e perigosa de mim… não se arrependia.