Descobri que Minha Namorada Era Filhinha do Papai - FIM

Um conto erótico de Pedro
Categoria: Heterossexual
Contém 2861 palavras
Data: 18/05/2026 11:45:29

Eu fiquei olhando para Bianca por alguns segundos depois que ela terminou de falar.

Não porque eu não tivesse entendido.

Era justamente o contrário.

Eu tinha entendido demais.

O silêncio entre nós ficou pesado, quase físico. Ela estava sentada no sofá, com os olhos vermelhos, as mãos apertadas uma contra a outra, esperando de mim alguma reação que talvez nem ela soubesse qual era. Uma parte dela parecia pedir perdão. Outra parte parecia apenas aguardar que eu aceitasse o peso que ela tinha acabado de colocar no meu colo.

Mas eu não conseguia.

Passei a mão pelo rosto, respirei fundo e dei alguns passos pela sala. Minha cabeça estava cheia. Cheia de imagens que eu queria esquecer, cheia de frases que eu queria não ter ouvido, cheia de lembranças que agora pareciam contaminadas.

O primeiro encontro.

O beijo no mirante.

As tardes na minha casa.

Os churrascos.

O jeito como João me tratava.

Tudo voltava com outro sentido.

Bianca me acompanhava com os olhos, em silêncio, como se tivesse medo de quebrar alguma coisa se falasse antes de mim.

- Pedro... - ela chamou, baixo.

Eu parei de andar.

- Não.

Ela engoliu seco.

- Não o quê?

Olhei para ela.

- Não me pede para entender isso como se fosse só uma parte complicada da sua vida.

Ela ficou imóvel.

- Eu sei que é difícil.

- Não, Bianca. Difícil é problema de casal. Difícil é insegurança, ciúme, diferença de rotina, família se metendo, dinheiro apertado. Isso aqui não é difícil. Isso aqui é outra coisa.

Ela abaixou o olhar.

- Eu fui sincera com você agora.

Eu ri sem humor.

- Agora.

A palavra ficou no ar como um corte.

Ela fechou os olhos por um instante.

- Eu errei em não ter contado antes.

- Você errou em me deixar entrar na sua vida sem eu saber onde estava pisando.

Bianca levantou o rosto, e dessa vez havia dor de verdade ali. Não aquela dor bonita de quem sofre em silêncio, mas uma dor feia, desesperada, de quem começa a perceber que talvez não consiga controlar o estrago.

- Eu gosto de você.

- Eu acredito.

Ela pareceu surpresa.

- Acredita?

- Acredito. Esse é o pior problema.

Ela me encarou sem entender.

Sentei na poltrona à frente dela, mas não para me aproximar. Era porque minhas pernas estavam cansadas de sustentar tudo aquilo. Apoiei os cotovelos nos joelhos e falei mais devagar:

- Eu acredito que você gosta de mim. Acredito que o que a gente viveu teve verdade. Acredito que você riu comigo de verdade, que sentiu saudade de verdade, que talvez até tenha pensado em alguma coisa séria comigo de verdade.

Ela respirou fundo, como se aquelas palavras fossem uma pequena esperança.

Mas eu continuei:

- Só que isso não basta.

O rosto dela mudou.

- Pedro...

- Não basta, Bianca. Porque gostar de mim não te impediu de mentir. Não te impediu de me levar para dentro da sua casa, me colocar do lado dele, me deixar apertar a mão dele, chamar ele de sogro, sentar naquela mesa, sem eu saber que existia uma parte inteira da sua vida que me transformava num idiota.

Ela levou a mão à boca, segurando o choro.

- Eu nunca quis te fazer de idiota.

- Mas fez.

Dessa vez ela chorou.

Eu não senti prazer nenhum ao ver aquilo. Nenhuma vingança. Nenhum alívio. Só um cansaço enorme. Porque eu ainda via a mulher por quem me apaixonei ali. E talvez fosse isso que doesse mais. Se ela fosse um monstro, seria mais fácil odiar. Mas ela não era. Era Bianca. A mesma Bianca. E, ao mesmo tempo, alguém que eu já não podia alcançar.

- Eu não queria te perder - ela disse.

- Queria me manter sem mudar nada.

Ela me olhou rápido, atingida.

- Não é justo falar assim.

- Não é?

Minha voz subiu um pouco, mas eu me segurei.

- Então me diz. Você veio aqui para me dizer que acabou? Que percebeu que isso não faz sentido? Que quer se afastar dele? Que quer procurar ajuda, sei lá, qualquer coisa?

Ela ficou em silêncio.

E naquele silêncio, eu tive a resposta.

A mais honesta de todas.

Bianca desviou o olhar.

- Eu não posso prometer isso.

Eu senti alguma coisa dentro de mim se partir de uma vez.

Não foi um estouro. Não foi raiva. Foi mais parecido com uma porta se fechando devagar. Uma porta pesada, antiga, que eu ainda tentava segurar com as duas mãos, mas que já não dependia mais da minha força.

Assenti devagar.

- Então acabou.

Ela levantou a cabeça na hora.

- Não fala isso.

- Acabou, Bianca.

- Pedro, por favor.

Ela se levantou e veio na minha direção, mas eu também me levantei e dei um passo para trás. O gesto foi pequeno, mas ela entendeu. Parou no meio da sala como se tivesse levado um tapa.

- Não faz isso comigo - ela pediu.

Eu olhei para ela, incrédulo.

- Com você?

Ela percebeu a frase no mesmo instante e abaixou a cabeça.

- Desculpa. Não foi isso que eu quis dizer.

- Mas disse.

Fui até a estante, peguei a chave da casa dela que ficava junto com as minhas e coloquei sobre a mesa de centro. O som do metal batendo no vidro pareceu alto demais.

Bianca olhou para a chave.

Depois olhou para mim.

- Você está mesmo terminando comigo?

- Estou.

- Assim?

- Não fui eu que escolhi o jeito.

Ela enxugou o rosto com as costas da mão.

- Eu te amo.

A frase entrou em mim como faca.

Porque eu queria que fosse mentira.

Mas talvez não fosse.

Talvez ela amasse mesmo. Só que o amor dela vinha com um cômodo trancado, uma regra escondida, uma condição impossível. E eu finalmente entendi que nem todo amor merece moradia dentro da gente.

- Eu também amei você - falei.

Ela chorou mais.

- Amou?

- Amei a Bianca que eu conheci.

Ela ficou parada, respirando com dificuldade.

- E eu sou quem, então?

Demorei para responder.

- Eu não sei.

Aquilo pareceu machucá-la mais do que qualquer acusação.

Mas era a verdade.

Eu já não sabia quem ela era. Não sabia onde terminava a filha, onde começava a mulher, onde entrava a mentira, onde sobrava o amor. E, principalmente, não sabia onde eu cabia naquela história sem me diminuir até desaparecer.

Ela se aproximou mais uma vez, devagar.

- Me dá um tempo. Só isso. Não decide agora.

Balancei a cabeça.

- Eu já decidi.

- Você está com raiva.

- Estou. Mas não é a raiva que está decidindo.

- Então é o quê?

Olhei para a chave em cima da mesa.

- Respeito por mim.

Bianca ficou em silêncio.

Pela primeira vez desde que entrou, pareceu entender que não havia mais negociação. Não era uma briga de casal. Não era uma crise. Não era um desses momentos em que duas pessoas se machucam, choram, dormem mal e depois tentam recomeçar.

Era fim.

Ela pegou a bolsa devagar. Caminhou até a porta, mas parou antes de abrir. Ficou de costas para mim por alguns segundos.

- Se um dia você conseguir me perdoar...

- Eu espero conseguir.

Ela virou o rosto, com um fio de esperança.

Mas eu completei:

- Só não vou voltar.

Os olhos dela se encheram de novo.

Ela assentiu, pequena, derrotada, e abriu a porta.

Antes de sair, ainda disse:

- Eu queria que tivesse sido diferente.

Eu olhei para ela uma última vez.

- Eu também.

E então ela foi embora.

A porta fechou.

Dessa vez, eu não fui atrás.

Nos dias seguintes, eu descobri que terminar não era um ato único.

A gente termina na conversa, depois termina nas mensagens que decide não responder. Termina nas fotos que apaga. Termina nos lugares que evita. Termina quando acorda no meio da noite querendo ouvir a voz da pessoa e mesmo assim deixa o celular longe da mão.

Bianca tentou falar comigo por uma semana.

Ligou.

Mandou texto.

Mandou áudio.

Pediu desculpa.

Disse que sentia saudade.

Disse que eu estava sendo duro.

Depois disse que me entendia.

Depois voltou a pedir para conversar.

Eu li algumas mensagens. Outras, nem isso. Até que percebi que cada notificação dela era uma mão me puxando de volta para uma casa onde eu não queria mais entrar.

Então bloqueei.

Bloqueei Bianca.

Bloqueei João.

E, pela primeira vez desde aquele dia, consegui dormir algumas horas seguidas.

Mas ainda faltava uma coisa.

A casa.

Aquela casa nunca tinha sido minha de verdade. Era alugada. Era do João. Foi ali que Bianca entrou pela primeira vez com uma caixa de ferramentas na mão, sorrindo como se já soubesse que ia bagunçar tudo. Foi ali que eu fiquei parado igual idiota depois que ela foi embora. Foi ali que eu me apaixonei antes mesmo de perceber.

E agora eu precisava sair.

Não por medo.

Não por fuga.

Mas porque continuar morando ali era aceitar uma presença invisível deles em cada parede.

Procurei outro lugar. Pequeno, mais longe do centro, mais simples. Não tinha o charme da primeira casa, nem o quintal espaçoso, nem a localização boa. Mas tinha uma coisa que, naquele momento, valia mais do que qualquer conforto:

não pertencia a eles.

Duas semanas depois, com as caixas empilhadas na sala, ouvi uma batida no portão.

Eu soube antes de abrir.

João estava do outro lado.

Sozinho.

Usava uma camisa clara, calça jeans e aquele mesmo jeito de homem tranquilo que, em outro tempo, teria me feito sorrir. Mas agora a presença dele me causava uma sensação dura no estômago.

- Pedro - ele disse.

Não respondi de imediato.

Ele olhou para dentro da casa, viu as caixas.

- Vai se mudar mesmo.

- Vou.

Ele assentiu, como se já esperasse.

- Bianca está mal.

A frase me atravessou, mas não me derrubou.

- Eu também fiquei.

João baixou os olhos por um momento.

- Eu sei.

- Não. O senhor não sabe.

Ele respirou fundo.

- Rapaz, eu não vim brigar.

- Ainda bem.

- Vim pedir desculpa.

Eu fiquei olhando para ele.

Por muito tempo, eu quis ouvir aquilo. Imaginei que talvez uma desculpa me desse algum alívio. Mas, quando veio, pareceu pequena. Tarde. Quase inútil.

- Pelo quê exatamente? - perguntei.

Ele franziu a testa, desconfortável.

- Por tudo.

- Tudo é fácil demais.

João me encarou.

Minha voz saiu calma. Mais calma do que eu esperava.

- O senhor me recebeu na sua casa. Conversou comigo. Fez churrasco comigo. Me chamou de rapaz, me tratou como se eu fosse bem-vindo. E o tempo inteiro sabia que eu era o único idiota da mesa.

Ele apertou a mandíbula.

- Não era assim.

- Era exatamente assim.

Ele não respondeu.

- E sabe o pior? - continuei. - Eu nem acho que o senhor veio aqui porque se arrependeu de verdade. Acho que veio porque a Bianca está sofrendo, e o senhor quer consertar isso também.

A frase atingiu.

João desviou o olhar.

- Eu amo aquela menina.

- Eu sei.

- Você não entende a nossa história.

- Não preciso entender para saber que não quero fazer parte dela.

Ele ficou em silêncio.

Pela primeira vez, vi João sem resposta. Sem pose de homem vivido, sem aquele ar de quem sempre sabia resolver tudo com calma. Na minha frente havia apenas um homem envelhecido, preso a uma escolha que talvez nem ele tivesse coragem de encarar pelo nome.

- Ela gosta de você - ele disse.

- Gosta.

- Muito.

- Talvez.

- Então por que ir embora?

Eu quase ri. Mas não ri.

- Porque ela gostar de mim não muda o lugar que vocês me deram.

João me olhou sério.

- E que lugar foi esse?

Peguei as chaves da casa no bolso e mostrei.

- Do lado de fora.

Ele não disse nada.

Fui até o pequeno chaveiro, tirei a última chave que ainda me ligava àquela casa e entreguei a ele.

João olhou para a chave na palma da mão.

- Você não precisa sair assim.

- Preciso.

- Posso te dar um tempo para organizar melhor as coisas.

- Não quero favor.

Ele assentiu devagar.

- Você é um bom rapaz, Pedro.

Aquilo me irritou mais do que deveria.

- Não fala isso.

Ele ergueu os olhos.

- Por quê?

- Porque o senhor falava isso quando eu ainda não sabia de nada.

João fechou a mão em volta da chave.

Por um momento, achei que ele fosse dizer mais alguma coisa. Talvez insistir. Talvez tentar justificar. Talvez usar a idade, a dor, a viuvez, a história deles como escudo.

Mas não disse.

Apenas guardou a chave no bolso e deu um passo para trás.

- Cuida de você - ele falou.

Eu fechei o portão antes de responder.

Naquela noite, dormi no colchão no chão da casa nova.

Não tinha geladeira ligada, não tinha internet instalada, não tinha cortina nas janelas. As caixas estavam espalhadas pelos cantos, metade das minhas coisas ainda dentro de sacos, e o silêncio parecia maior do que o lugar.

Mesmo assim, pela primeira vez em muito tempo, o ar parecia meu.

Fiquei olhando para o teto escuro, esperando a dor vir.

Ela veio.

Veio com força.

Veio com o rosto de Bianca, com a risada dela, com a primeira tarde, com o cheiro dela no corredor estreito, com a sensação idiota de que eu tinha encontrado alguém raro.

Eu chorei.

Não muito. Não bonito. Chorei do jeito que homem chora quando não tem ninguém olhando: com raiva de estar chorando, respirando errado, tentando engolir o próprio orgulho junto com a tristeza.

Mas depois passou.

Não a dor toda.

Só aquela onda.

E, quando passou, eu ainda estava ali.

Inteiro o bastante.

Nos meses seguintes, pensei nela menos do que imaginei e mais do que gostaria.

Às vezes, uma música lembrava. Às vezes, uma mulher de cabelo preto na rua fazia meu peito apertar. Às vezes, no meio do trabalho, eu me pegava lembrando de alguma frase dela e precisava levantar para beber água.

Mas eu não desbloqueei.

Não procurei.

Não voltei.

A vida, que parecia ter acabado dentro daquela cozinha, foi voltando aos poucos. Sem espetáculo. Sem grande vitória. Só voltando.

Um café numa manhã qualquer.

Uma risada com um amigo.

Um sábado sem pensar nela até o fim da tarde.

Uma noite inteira de sono.

Depois outra.

E outra.

Até que um dia, quase quatro meses depois, encontrei Bianca por acaso.

Foi no mercado.

Eu estava parado na fila do caixa com poucas coisas na cesta quando ouvi meu nome.

- Pedro.

Meu corpo reconheceu a voz antes de mim.

Virei.

Ela estava ali.

Bonita como sempre. Talvez um pouco mais magra. O cabelo preso, uma expressão cautelosa, como se tivesse medo de chegar perto demais. Por um instante, a Bianca do primeiro dia apareceu diante de mim: os olhos azuis, a postura firme, aquela presença impossível de ignorar.

Mas alguma coisa tinha mudado.

Em mim.

Meu coração acelerou, claro. Eu não era feito de pedra.

Só que não desmoronei.

- Oi, Bianca.

Ela pareceu surpresa com a minha calma.

- Você está bem?

Pensei antes de responder.

- Estou melhor.

Ela assentiu, olhando para a própria cesta.

- Fico feliz.

O silêncio veio.

Antigamente, eu teria tentado preenchê-lo. Teria feito uma piada, puxado assunto, procurado um jeito de ficar mais alguns segundos perto dela.

Agora não.

Ela respirou fundo.

- Eu sinto sua falta.

A frase doeu.

Mas já não mandava em mim.

- Eu também senti.

Os olhos dela brilharam.

- Sentiu?

- Senti. Muito.

Ela deu um pequeno passo para frente.

- Pedro...

Eu a interrompi com suavidade:

- Mas sentir falta não é motivo para voltar.

Ela parou.

A esperança sumiu devagar do rosto dela.

- Eu queria ter feito diferente.

- Eu também queria que você tivesse.

Ela mordeu o lábio, segurando o choro.

- Você me odeia?

Balancei a cabeça.

- Não.

Era verdade.

Eu já tinha odiado. Ou achei que tinha. Mas o ódio era só a forma mais barulhenta da dor. Quando a dor baixou, sobrou outra coisa. Uma tristeza limpa. Um luto. E talvez uma saudade que eu carregaria por um tempo, até ela também cansar de mim.

- Eu não te odeio, Bianca.

Ela respirou tremido.

- Então o que sobrou?

Olhei para ela por alguns segundos.

- Distância.

Ela fechou os olhos.

A fila andou. O caixa chamou. Eu coloquei minhas compras na esteira, paguei e peguei a sacola.

Antes de sair, olhei para ela uma última vez.

- Se cuida.

Bianca assentiu, quase sem voz.

- Você também.

Saí do mercado sem olhar para trás.

Do lado de fora, o fim da tarde estava quente, abafado, parecido com o dia em que ela apareceu na minha porta pela primeira vez. Por um segundo, achei curioso. A vida tinha dessas crueldades pequenas. Repetia cenários só para mostrar que a gente já não era o mesmo.

Caminhei até o carro.

Não era mais o mesmo HB20. Também não era nada demais. Um carro usado, simples, que eu tinha comprado depois de reorganizar minha vida. Entrei, coloquei as compras no banco do passageiro e fiquei alguns instantes parado antes de ligar.

Pensei em Bianca.

Pensei em João.

Pensei na casa antiga.

Pensei no homem que eu fui, parado no portão depois da primeira visita dela, acreditando que o destino tinha acabado de me fazer um favor.

Talvez tivesse feito mesmo.

Só não do jeito que eu imaginava.

Bianca entrou na minha vida para bagunçar tudo.

E saiu dela deixando uma coisa que, por mais dolorosa que fosse, talvez eu precisasse aprender:

amor nenhum vale o preço de se abandonar.

Liguei o carro.

A rua à frente estava livre.

E, pela primeira vez, eu não senti vontade de voltar.

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Comentários

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Senti falta de um ultimo ato sexual observado, como em uma noite que ele podesse não ter resistido e ido la e visto João consolando Bianca na cama, com sexo, como um conto erótico deveria ser, mas talvez seja pq eu sinto falta de como eram esses contos eroticos ate antes de 2015, onde depois qualquer fanfic ou drama policial ou novelesco é postado aqui ne, mas vai se fazer oque.

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Um final melancólico mas acertado. Pedro fez o certo. E Bianca, por mais bizarro que sejam seus sentimentos, nunca iria deixar o seu padrasto, no que quer que eles entendam a relação deles.

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