11. Dia 12 (sábado) - Eloi
Cristina disse que o casal de veados eram uns tipões de macho, fiquei puto, nunca a vi entusiasmada por homem algum e agora tava ali, entusiasmada pelos coroas, sinceramente eu também estava, mas não estava mostrando pra meu futuro marido que a nossa vida sexual era um desastre, eu era o melhor namorado que ela poderia querer. Tina e eu fomos criados juntos e eu sei que ela não me ama, ela só é acomodada por ser amada por um sujeito bonitinho, trabalhador que a adora, eu gosto tanto de Tina que às vezes tenho medo de a colocar na frente do Salvador.
Somos evangélicos e vivemos em pecado duplamente, a primeira parte por transarmos como se já fossemos casados, a segunda parte por mentir. Mentimos na igreja que ela mora com um trio de meninas que trabalham como manicure como ela, eu e ela moramos em um buraco, de nossa cama vemos a pia e sobre ela está a pilha de roupas que nem ela e nem eu tivemos tempo de passar, ela ontem pediu algo estranho, ela passou um óleo no meu corpo e pediu para eu fazer o mesmo, o edredom estava pra ser lavado então desencanei de sujar ou não essa coisa velha que ganhei usado da mãe dela. Tina pediu para eu untar seu corpo e ela ficou lisa, brilhante, cheirosa, parecia mais viva, mais saborosa e bonita, o cabelo cacheado amarrado em um arranjo no topo da cabeça, eu achei que ia ser um papai e mamãe, não foi.
Sou magro e não sou feio, mas não ganho peso, diferente de meus irmãos, ela me acha bonito, mas ficou de quatro e perguntou se os coroas que casaram naquela sexta ficariam de pau duro se a vissem assim, eu não sei o que senti, raiva dela, medo de perdê-la e também vontade de ver o que ela descrevia, o preto enfiando o pau na cara dela e o galego metendo no cuzinho dela, ela apertava os peitos com força, eu sempre com medo de machucar, mas ela queria machucar aqueles peitos grandes demais para serem pequenos e pequenos demais para precisarem de sutiã, ela puxava os bicos e perguntava se eu ia aprender com eles a tratar dela como uma vadia.
Ela não deixava eu virar o rosto, mandava eu olhar e eu obedecia, ela mandava, eu não tocar o corpo dela, me mostrava seu sexo, dizia que macho chama de xereca, boceta, xoxota, tabaco, estacionamento de pica, carne mijada, xibiu, racha, tesouro, sovaco lascado e um monte que me fez esquecer que eu lambia e chupava sua perseguida, mas perseguida ela era, ela deu um tapa nem tão forte nela e a coisa pareceu engrossar, ficou mais carnuda, me deu vontade de morder aquele Big Mac. E eu batendo uma punheta pesada, mas nem notava.
Tina falava em dar para os dois e eu ficar vendo, mandou eu imaginar os dois ao lado dela batendo uma e chupando seus peitos, ela me autorizou chupar sua xoxota e apertava os peitos com força, eu chupei com raiva, mordi o capô de fusca e ela gemeu, fingindo não gostar, estava como uma bacia furada, a vadia vazava. apertei o peito dela para machucar, para fazer ela sentir dor, mas aí foi o oposto, ela acendeu, parecia que era gasolina nas veias dela e estava queimando, eu não sei, mas eu descolei dela e meti a rola com tudo de uma vez e ela gemia e me pedia para ser um bom corninho e dar o nome dos caras. eu segurei seu pescoço para esganar e quando ela parou de respirar, eu soltei com medo, ela riu forte, tossindo e recuperando o ar. Pediu mais, pediu de novo, dei um tapa mas foi fraco, me senti um idiota e bati, queria deixar a vagabunda marcada e ela gargalhava e rebolava em minha rola, estava delicioso, eu não conseguia segurar o corpo dela no meu, era preciso força, energia.
Ela do nada enfia dois dedos bem fundo na boca, engasga, cospe na minha cara, eu a beijo, quero chupar sua língua e engolir não só sua saliva, eu queria engolir ela, eu queria entrar nela pela boceta a dentro, faxer ela entrar em mim pela minha boca, devorar a puta, mordi seu pescoço, ela enfia dois dedos de vez no meu cu, manda eu rebolar, pensar nos nossos machos me enrabando enquanto eu fodia ela, ela diz que finalmente aprendi a comer uma biscate como ela, uma biscate.
O pior é que eu rebolei, empinei o cu para ela meter mais dentro, senti um prazer sem tamanho, uma boceta no pau e dedos no rabo, delícia, eu rebolava em seus dedos, mordia seu rosto, fodia sua xoxota e apertava seus peitos e mandava ela gemer baixinho, era puta, era uma piranha, mas era uma vadia de família, ela gozou, ela parecia estar em transe, exorcizando um demônio ou o convidando pra sua carne, despejei litros de porra dentro dela, os dedos dela sendo expulsos porque meu cu se cotraia pesado, e eu querendo uma invasão em mim, acho que voltei, eu tenho convicção de que morri. Tina me virou de lado e eu fiquei meio mole, morto. Ela disse para eu não surtar, ia para a farmácia quando amanhecesse e tomaria uma pílula, ou abortaria, daria para adoção. Eu a olhei e a desconheci.
Acho que dormi não sei, ela me acordou com um boquete, chupou meu cu, disse que agora estava dona de meu cu como eu já me intitulei dono do cu dela, dois dedos dentro de mim, que prazer! Cristina roda, puxa e empurra seus dedos em mim, diz que agora era assim, viu que curto ser submisso e tudo bem, viu que fico maluco quando descubro que sou corno, era só uma fantasia, queria muito dar para os dois, mas são gays, felizes e casados, mas ia usar os dois em nossas fodas, me fazer imaginar os dois. Marcelo e Felipe, disse seus nomes, ela sabia, só não lembrava, ela abriu um sorriso e eu gozei na boca dela, eu achei que ela tinha engolido, mas eu bebi um leite que colava na boca, um gosto amargo e salgado, um cheiro ácido no nariz, ela perguntou se eu gostei, eu lhe dei um tapa do outro lado, mandei a gente tomar banho e virar um casal careta e convencional, ela me beijou e disse que agora era impossível, foi rebolando depois que vi sangue em suas coxas e nas minhas, a vampira limpou hoje de manhã meu pau sujo de virgindade.
Eu tinha um monte de trabalho na imobiliária, ela no salão, saímos atrasados sem comer nada, eu estava bem havia comido uma boceta e ela comeu meu cu, tudo bem. ela veio dormindo com a cabeça em meu ombro, desceu antes de mim, eu a amo, sei que não sou suficiente para ela, nem como macho provedor e nem como macho, ela merece mais, está próximo da minha parada e me levanto, sinto o cu arder, entendo as reclamações dela depois de me dar o cu, desço.
Entro em uma padaria na hora do almoço e vou para a fila do self-service, encontro os dois que logo me chamam para sentar na mesa dele, são gente boa, resolvem pagar meu almoço quando digo que não tenho grana para pagar por esse restaurante na frequência que eu mereço, conversamos, então lixando as paredes, como um idiota me ofereço para ajudar, na verdade para aprender como se faz, digo que ej queria fazer fisioterapia mas é faculdade para quem tem quem banque um adulto que não trabalha. Minha noiva está fazendo faculdade de computação a tarde, trabalha todas as manhãs, o sábado inteiro, e eu trabalho para manter nós dois, morando próximo a uma favela, eles me olham de um jeito esquisito. Pergunto o que fazem, sei que um é professor do ensino médio, o outro fala que é militar reformado. Pergunto o que faziam nas horas livres, antes de pintar paredes, Marcelo gargalha e diz que estavam estudando a arte de fazer gemer. Morro de vergonha e eles riem. Abraçam o padrinho de casamento.
12. Dia 14 (segunda) - Marcelo
Um telefonema. Jonas ligou e pediu para despachar as malas dele no aeroporto, disse que havia uma proposta indecorosa de emprego, mercado editorial, procurar pelo mundo autores e, claro, escrever de onde estivesse… Perguntou se eu não gostaria de ir, perguntei se isso era uma proposta para três, como Felipe ia lidar com essa possibilidade de abandonar o magistério, Jonas ficou um tempo em silêncio, eu podia ver seu rosto enrubescer, tratei de dizer que levaria as malas e telefonaria quando as despachasse, ele agradeceu, ficamos em silêncio que eu quis prolongar pelo máximo de tempo possível, em uma voz sussurrada ele agradeceu por tudo, por todo esse tempo, acho que ele percebeu que era a nossa penúltima interação, eu ainda iria telefonar do aeroporto, iria mandar as malas.
Não falei sobre isso quando Felipe ligou na hora do almoço e agradeceu por eu ter feito a sua marmita, salada e macarrão que sobraram do almoço do domingo, Eloi e Cristina foram nos ajudar a pintar o apartamento, trabalhadores, ficamos até tarde e depois fomos para nossa casa alugada, tomaram banho e jantamos por cá, no dia seguinte foram descansar em casa, mandei um almoço de agradecimento a eles, eles moram longe, mais de hora de ônibus. Felipe e eu ficamos elogiando os dois a ruivinha de cabelos cacheados e sardas, dos peitinhos jovens e pequenos, e o negro de cabelo quase liso, magricela e forte, disposto e com cara de anjo de Botticelli, a bunda de ambos, músculos lindos nas pernas e coxas; mas perguntei a Lipe se a gente podia dividir espaço com os dois, casa de dois quartos, Lipe disse que não a gente estava comprando o partamento pra nós dois, talvez jonas, quem sabe, mas esse casal que era uma gracinha…
Eu gargalhei, disse a meu marido que eu estava falando de os dois virem para a casa alugada, ficava a vinte minutos de ônibus de nosso apartamento e do trabalho de ambos, duas semanas podendo dormir por mais uma hora era a se considerar. Felipe riu com a própria confusão e disse estar morrendo de vergonha. Concordou e eu liguei depois para Eloi, expliquei e perguntei se eles queriam, a gente nem se conhecia, mas ele tinha passado o dia conosco e talvez tenha visto que rolava um sentimento mais de pai pra filhos que qualquer outra coisa; ele disse que sim, mas antes ia falar com a mulher dele, era aquilo, uma mulher dentro da casa de dois homens desconhecidos. Concordei e disse que esperava a resposta sem pressa. Mas fiquei pensando: todo aquele material que eu estava mandando embora e que despertou em Lipe e eu a vontade de experimentar o sadismo e a dominação, eu via Eloi e Tina como possíveis submissos, fora que eu tinha carinho por eles, talvez fosse a parte do carinho que não fosse conveniente.
Aeroporto, depois centro da cidade, mesa para seis lugares e quatro cadeiras, ver alguma coisa de varão para cortinas, e dar conta da lista de coisas de cozinha que Felipe pediu e não quis comprar pela internet. Tarde cansativa, agitada, encontrei com Cristina em uma loja no centro, ela não me viu e eu fiz o possível para não ser notado, a observei de longe, pela câmera do celular, de costas para ela, ela estava de braços dados a um homem mais velho talvez uns quarenta anos, mas já careca, ela apontava para coisas e ria, ela lhe dava beijos no braço com um paletó apesar do calor da cidade, ele lhe retribuia com beijos nos lábios.
Fui breve naquela loja precisava comprar os varões e deixe-os lá até perto da hora de ir pra casa, saí para comprar o restante das coisas, será que ela estava tendo um caso ou era só um esquema? Por que ela estava traindo o namorado? Ou ele não era corno coisa nenhuma e era um relacionamento aberto, será que ela e ele tinham os mesmos amantes ou os conheciam sem se envolver na vida do outro, ou eram completamente anônimos? Felipe e ele haviam conversado sobre isso, podiam ter casos extraconjugais, sempre tiveram em seus relacionamentos anteriores. Mas a esposa dele nunca quis saber, sempre se orgulhava de o marido ser santo, ou de fazer as coisas de forma a ela poder jurar que ele era santo de verdade; as mulheres que Felipe teve sabiam, ele as comia contando no ouvido delas como as fez de cornas, dizia com quem, onde e como havia sido, o que havia feito e como voltaria a fazer, elas sofriam e gozavam loucamente, se sentiam humilhadas e desprezadas e mais se davam a ele.
Ele e eu combinamos de sermos livres, de dizer tudo e de desde o início da pegação deixar claro o esquema, se fodeu com um de nós dois, ia ter de, obrigatoriamente, foder com o outro, assim seremos dois putos e nenhum corno. A questão da infidelidade sempre nos sensibilizou, não era a questão de dar ou não dar uma fora de casa, mas de haver uma vida clandestina paralela a nossa que não podia ser exposta para a gente. Helena jamais demonstrou interesse em ter um caso extraconjugal e quando teve, eu fingi procurar com ela entre as amigas dela uma que pudesse fazer isso, ‘escolhemos’ uma querida que era não tão bonita, mais moça que ela, cheinha e casada, eu fodia ela na frente do corno, esse gostava de ser tratado dessa forma, limpava a boceta da esposa quando minha porra escorria dela, depois limpava meu pau, foi com eles que fui acabando com minha homofobia aos poucos.
Mas uma pica pra comer Helena tinha de ser de alguém de minha confiança, eu tinha de me sentir seguro, expliuei e Felipe veio me ajudar, pegou uma semana no trabalho e veio, deixou a atual ex surtando porque ele não quis trazê-la e nem explicar o motivo da viagem, ele só veio e foi meu melhor amigo, disse que pretendia ficar na cama conosco, mas de calção, passar a mão e falar umas putarias, não, dele eu não sentia medo ou insegurança, sabia que ele me respeitava e me amava e que nunca falaríamos sobre isso, que ele iria esquecer, ele me olhava quando Helena lhe chupava o pau, eu sentei ao lado dele e passei meu braço sobre seus ombros, mandei ele fazer Helena de putinha, ele era o padrinho de minhas filhas e meu irmão, era a pessoa que eu amava talvez tanto quanto Helena, ela mandou a gente se beijar e nossos lábios se tocaram, mas foi só isso, por ela, mas eu faria mais se eu soubesse que ele teria permitido.
Cheguei em casa e contei sobre Jonas, e Lipe respirou fundo, perguntou como eu me sentia a respeito, eu não tive tempo de pensar sobre aquilo, contei sobre Cristina e ele ficou pálido, depois o sangue lhe deixou vermelho e ele falou que a gente ia saber sobre como era o esquema, perguntar a Eloi como ele estava no casamento, mas queria colocar meu pau e o dele na mesma bocetinha, e transformar em um bocetão, o buracão de Tina, ele fica animado e tira o pau bem duro da calça, estava cheirando a rola guardada no suor, ressentida de mijadas e calor de uma jornada de trabalho, cheirei aquele saco peludinho que eu amo, brinquei com a tromba grossa parecida com a minha, esfreguei em minha barba, ouvi ele dizer que minha cara de alegria lhe dava uma felicidade que ele jurava que nunca mais teria, eu pedi para ele ir para o sofá, chupei ele rapidamente, fiz o melhor trabalho para deixar babado o máximo possível, tirei o calção e a cueca, me posicionei para dar a bunda de frente para ele que cuspia e masturbava meu pau, que gostoso era ter ele me comendo, dor alguma, entra rasgando, foda-se.