​Capítulo XVII: A Promessa da Bancada ​(E o café que esfria)

Um conto erótico de Entre fogo e agua
Categoria: Heterossexual
Contém 1024 palavras
Data: 16/05/2026 14:58:12

​[Perspectiva de Malik]

​Acordei tateando o vazio.

​Minha mão buscou o calor da pele de Ayandara no lençol, mas encontrou apenas o tecido frio. Abri os olhos, sentindo aquele segundo de pânico de quem acha que sonhou tudo, mas então o cheiro me atingiu: café fresco sendo passado.

​Sorri. Um sorriso bobo, de quem acorda com a certeza de que a vida mudou.

​Levantei-me e caminhei em direção à cozinha, seguindo o aroma. Parei no batente da porta, em silêncio, para admirar a vista.

​Lá estava ela. Ayandara usava apenas a minha regata branca, que nela virou um vestido curto e indecente. O tecido mal cobria a curva da bunda, deixando as pernas grossas e a pele preta expostas à luz da manhã. Ela cortava o pão na bancada, cantarolando baixo, movendo o quadril num ritmo que era só dela.

​A cena era doméstica, mas o efeito em mim foi visceral.

​Cheguei de fininho, sem fazer alarde. Meus pés descalços no piso frio não fizeram som. Aproximei-me das costas dela, sentindo o calor do corpo dela irradiar antes mesmo do toque.

​Agarrei a cintura dela com firmeza.

​[Perspectiva de Ayandara]

​A faca de pão tremeu na minha mão.

​Eu não o ouvi chegar. Estava perdida no cheiro do café e na sensação estranha e deliciosa de estar "em casa" num lugar que não era meu. Mas quando as mãos grandes de Malik prenderam minha cintura e a boca quente dele pousou no meu pescoço, meus joelhos cederam.

​— Bom dia, minha mulher... — ele sussurrou, a voz rouca de sono vibrando na minha pele.

​Meu corpo amoleceu instantaneamente. A postura de "mãe eficiente fazendo café" desmoronou, dando lugar à fêmea que ele acordou na noite anterior.

​— Malik... o pão... — tentei dizer, mas ele não estava interessado em pão.

​Ele tirou a faca da minha mão com cuidado e a pousou na pia. Num movimento rápido, ele me girou e me içou do chão como se eu fosse feita de plumas.

​Senti o mármore frio da bancada contra as minhas coxas e a bunda, um choque térmico que me fez arfar. Ele se encaixou entre as minhas pernas, dono de si, dono de mim, domando o ambiente com a presença dele.

​Ele me olhou nos olhos, desafiador.

​— Vamos testar sua teoria — ele disse, lembrando da videochamada. — A altura parece perfeita.

[Perspectiva de Malik]

​Ela estava linda ali, elevada, entregue.

​Ajoelhei-me diante dela. Não era submissão; era adoração.

​Comecei pelos pés, que balançavam no ar. Beijei o peito do pé direito, depois o esquerdo. Subi beijando a canela, o joelho, sentindo a pele dela arrepiar sob meus lábios. Ayandara jogou a cabeça para trás, as mãos agarrando a borda da bancada para não cair.

​Cheguei às coxas.

​Afastei as pernas dela devagar. Beijei a parte interna da coxa, a pele macia e sensível, sentindo o cheiro dela — uma mistura de banho, sono e desejo — ficar mais forte.

​Subi mais. Encontrei o monte de Vênus, coberto pelos pelos que eu já conhecia de cor. Beijei o triângulo sagrado, soprando ar quente, vendo cada fio da buceta dela se arrepiar com a proximidade da minha boca.

​O corpo dela não resistiu. Ela arqueou as costas, oferecendo-se.

​Minha boca encontrou o que procurava.

​Beijei o grelo dela, brincando com a língua, provocando.

Abri os lábios com os dedos, beijei a carne escura e roxeada, exposta, e chupei devagar. Senti a buceta dela verter líquidos de pré-gozo, o "mel" da manhã, temperando minha língua.

​Olhei para cima sem parar o movimento. Vi a excitação tomar a face dela, o rosto contorcido num prazer que beirava a dor.

[Perspectiva de Ayandara]

​Eu estava perdendo o controle.

De novo.

​A boca de Malik era uma arma de destruição em massa. A língua dele sabia exatamente onde tocar, onde pressionar. Minha mão, sem que eu percebesse, voou para a cabeça dele, segurando os fios curtos, puxando-o mais contra mim, ou talvez tentando afastá-lo antes que eu enlouquecesse.

​Senti a mão dele subir pelo meu abdômen, quente e áspera, até encontrar meu peito por baixo da regata. Ele segurou meu seio com posse, os dedos brincando com o mamilo rígido, criando uma corrente elétrica que ligava meu peito à minha buceta.

​A língua dele tocou meu interior, no meu ponto mais íntimo, e a explosão foi inevitável.

​— Ahhh! — gemi alto, a voz ecoando na cozinha, sem me importar com vizinhos ou com o mundo.

​Meu corpo estremeceu, arrepiado da nuca ao dedão do pé. Um fio de saliva escapou pelo canto da minha boca aberta enquanto as ondas de prazer me atravessavam, violentas e doces.

Eu era dele. Inteira.

​[Perspectiva de Malik]

​Senti ela gozar na minha boca, tremendo, apertando minhas orelhas com as coxas.

​Não parei até sentir o último espasmo dela.

​Subi devagar, beijando o abdômen contraído dela, os seios duros, o pescoço suado, até chegar à boca. O beijo teve gosto de café e sexo.

​— Teoria comprovada — sussurrei contra os lábios dela.

​Ayandara riu, uma risada solta e feliz.

​Terminamos de fazer o café entre beijos e risadas, esbarrando um no outro de propósito. O clima pesado da paixão deu lugar a uma leveza doméstica. Fizemos planos para o dia — talvez um parque, talvez apenas ficar na cama — enquanto o cheiro de pão tostado enchia a casa.

​Sentei-me à mesa com a minha xícara. Havia uma cadeira vazia ao meu lado, mas Ayandara a ignorou.

​Ela veio até mim com o prato de pão com mortadela na mão e, sem cerimônia, sentou-se no meu colo.

​Ela se ajeitou, rebolando levemente para encontrar conforto. Era uma Rainha assumindo seu trono. Ela estava feliz, radiante.

​Ela beijou meu pescoço, mordiscando de leve, e subiu até encontrar minha boca novamente.

​Enquanto ela comia o pão, senti o corpo dela relaxado sobre o meu. Mas, lá embaixo, a proximidade da bunda dela acordou meu pau novamente. Ele latejou, duro e insistente, pressionando contra as nádegas dela.

​Ayandara parou de mastigar.

Ela sentiu.

​Ela se afastou um pouco para me olhar nos olhos, um sorriso malicioso se formando nos lábios sujos de migalhas.

​— Parece que alguém ainda está com fome, Malik... — ela sussurrou. — E não é de pão.

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