As duas faces do meu marido Parte 8

Um conto erótico de Marina
Categoria: Heterossexual
Contém 2041 palavras
Data: 15/05/2026 02:08:35

Havia saído de casa desesperada, totalmente fora de mim. Se depois de tudo, Diego estivesse me traindo, eu não sei mais o que eu faria. Uma onda de pensamentos começou a passar pela minha cabeça, coisas do passado, do presente.

Eu estava no carro de aplicativo, indo direto para o motel que a Débora havia mencionado. Segurava o celular com tanta força que os meus dedos doíam, enquanto a minha cabeça estava a mil. Eu simplesmente não conseguia acreditar no que estava acontecendo, e, principalmente, que o Diego teria a coragem de me trair... e logo com a Débora, depois de tudo o que eu tinha contado a ele. O carro praticamente freou na porta do motel. Eu desci e fui a passos duros em direção à recepção. Antes mesmo que eu pudesse entrar, meu telefone começou a tocar. Era o Diego. O que esse filho da puta queria? Me despistar? Já era tarde, eu estava na porta do motel.

— Amor, boa tarde! Preciso de um favor seu — ele disse, com a voz mais normal do mundo.

— Boa tarde uma ova, Diego! Onde você está? — eu disparei, com a voz completamente descontrolada.

— Estou em casa, Marina. Cheguei faz uns vinte minutos, estou procurando um pen drive que estava espetado no notebook. Você não viu?

Fiquei em silêncio por alguns segundos, parada do lado de fora do motel, respirando fundo para tentar não surtar. Como ainda não havia entrado, decidi pressioná-lo:

— Diego, para de brincar comigo! Você tá com ela, né?

— Com ela quem, Marina? Eu não estou com ninguém. Estava no escritório e acabei de vir para casa porque esqueci o pen drive — ele respondeu.

Tentando processar o que estava acontecendo, apenas falei que não estava em casa e que precisava desligar. Assim que encerrei a chamada, entrei na recepção do motel, abri a galeria do celular e mostrei uma foto do Diego para o atendente.

— Moço, por favor... esse cara aqui... alguma vez ele já esteve aqui?

O recepcionista olhou para a tela e balançou a cabeça.

— Eu trabalho aqui faz três anos, e nunca vi esse cara, pelo menos não no meu turno. Eu já vi muitas pessoas por aqui, mas ele, não.

Eu apenas agradeci e dei meia-volta para ir embora. Assim que pisei na rua, a porta de um carro estacionado do outro lado se abriu, e de lá saiu a Débora. Olhei para ela e, possessa de raiva, acabei indo com tudo para cima da minha ex-amiga.

— Sua desgraçada, o que você quer, hein?!

— Oi, boa tarde para você também, Marina — ela respondeu, com a cara mais cínica e debochada do mundo.

— Eu posso ter caído na sua provocação, mas eu acabei de chegar aqui e tirei a prova. O meu marido não está aqui, ele está na nossa casa! Não acredito que caí na sua provocação!

— Ai, amiga, você tinha que ver a sua cara de idiota achando que eu estava com o seu marido aqui... Hahaha! — ela riu, escandalosamente.

Aquilo foi a gota d'água. Eu avancei para cima da Débora, mas ela logo esticou as mãos, recuando.

— Eu acho melhor você não partir pra cima de mim, fica na sua. Ainda mais com esse barrigão ai!

— O que você quer então, sua vagabunda?! Você tá pensando o quê?!

Ela apenas deu de ombros e fez menção de voltar para o carro, abrindo a porta, mas ainda mantendo os olhos cravados em mim.

— Nada. Eu só queria ver a sua cara de desespero vindo até aqui, achando que ia pegar nós dois no flagra.

— Eu não quero ver a sua cara nunca mais! E eu não sei o que você ainda faz ou deixa de fazer no Grupo Valente, mas é bom você não se meter com a minha família! — eu esbravejei.

— Infelizmente para você, eu tenho contatos no Grupo Valente, e tão pouco vou embora de lá, ou eles irmão me demitir. Esses contatos precisam de mim. Então, querida, pode se acostumar... até mesmo com o seu maridinho no meio das minhas pernas.

Antes que eu pudesse gritar ou protestar, ela entrou no carro, deu a partida e foi embora.

Ainda tremendo de raiva e confusão, chamei o carro de aplicativo e fui embora de volta pra casa, no meio do caminho, fiquei de cara com o que tinha acontecido, e principalmente como eu havia caído. Só que tudo ainda não tinha terminado.

Cheguei em casa, e joguei a minha bolsa em cima do sofá, ainda na esperança de achar Diego ali. Chamei o meu marido na cozinha, na sala... mas ninguém respondeu. Imaginei então que o Diego já havia voltado para o trabalho. Por um momento, fiquei aliviada, pois ele realmente não estava com a Débora. No entanto, algo denso pairava no ar, e eu tentava a todo custo captar o que estava acontecendo.

Eu me sentei para tentar me acalmar, mas logo me lembrei de um detalhe que havia esquecido completamente por conta do nervosismo: a tal pinta de nascença do Diego. Como a Débora poderia saber daquilo? Voltei a pensar no pior. Peguei o meu celular, decidida a ligar para ele e tirar essa história a limpo. Comecei a discar o número, mas parei no mesmo instante quando ouvi o som de uma notificação de WhatsApp. Olhei a tela do meu aparelho e não havia nada. Logo depois, ouvi o barulho tocar de novo.

Foi então que observei que, bem ao meu lado, em cima de uma mesinha, havia um notebook aberto. Era o notebook pessoal do Diego.

"Ele esqueceu de desligar?", me perguntei. Fui até o computador e vi que as mensagens estavam chegando pelo WhatsApp Web. Respirei fundo e resolvi abrir. O que eu encontrei ali fez o meu estômago revirar completamente. A janela ativa era uma conversa do Diego com a Débora... e eles estavam conversando exatamente naquele momento.

—O que essa sirigaita vagabunda já quer com o MEU marido? — Perguntei, enquanto me ajeitei para ver melhor as mensagens. Selecionei a janela, e abri com pressa. Eu rolei as mensagens um pouco para cima para entender o que os dois estavam falando. Eles pareciam estar discutindo.

— Oi Diego.— Ela dizia inicialmente.

— Eu já disse que não quero que me mande mais mensagens. — Ele respondeu. Passou alguns segundos, e ela disse.

— Eu irei parar quando você finalmente se tocar e assinar os papéis que te enviamos pra assinar faz três meses e você está enrolando. Será que teremos que chegar na sua esposa e contar nosso segredinho?

— Você não se mete comigo e nem com a Marina. Eu não vou assinar porra nenhuma! Não quero saber de nada.

— Você já assinou uma vez e ganhou uma boa bolada com isso. Ninguém vai descobrir. — Aquelas palavras de Débora soavam mais com alguma chantagem, algo que eles queriam que ele fizesse. Diego não respondeu por alguns minutos, até que vi uma outra janela se abrindo. O meu coração palpitou com o nome e a mensagem.

— Os dois estão me pressionando, eles querem que eu participe dessa sujeira de novo. O que eu faço? — Disse diego. O número do outro lado, era um desconhecido. Ele disse.

— Ganhe tempo, não assine nada. Quando eu mandar, você diz que vai assinar, e eu vou te instruir o que fazer. Apague nossa conversa, por favor.

No mesmo instante, Diego apagou a conversa ali, e voltou a responder a Débora.

— Vou pensar nisso, e depois assino.

— Você não ta na condição de negociar, Diego. Queremos sua assinatura, ou você quer que seu casamento acabe?

— Você não vai me chantagear mais — escreveu o Diego. — Hoje eu vou contar tudo para a Marina. Vocês dois não vão mais controlar a minha vida. Além disso, o que estão fazendo é assédio, isso é crime.

Li aquela mensagem e, de repente, não entendi mais nada. Havia muitas outras mensagens enviadas além daquela, e então chegou mais uma. Da Débora.

— Você realmente é uma piada né? — ela respondeu. — Faça isso e sua vida será arruinada também, e você ainda por cima vai preso, e nós? Acha mesmo que não temos como escapolir daqui? Lembre-se que o documento ta no seu nome, não no meu.

— Maldita hora que eu fui confiar em você e no Otávio. — Um nome piscou na tela, o do Otávio. O homem de quem o Diego sempre falava com tanta empolgação, mas que, nos últimos tempos, ele vinha evitando sequer chegar perto. De repente, a Débora mandou algo que me fez gelar até os ossos.

— E na Marina, você confia? Será que ela já te contou o segredinho dela? — ela digitou.

— Como assim? — o Diego perguntou.

— Pergunte à sua linda esposa quando você chegar em casa. Ou, se quiser, venha pra minha casa. Te espero de lingerie, como da última vez, e te conto o que eu descobri — respondeu a Débora.

— VAI TOMAR NO CU — o Diego digitou, mantendo o Caps Lock ativado. — O QUE TEM A MARINA QUE EU NÃO SEI?

— Não sei, meu amor — provocou a Débora, e logo emendou: — Mas quem tá escondendo segredos dela, né, por acaso é você... Você já pensou no que vai acontecer com a sua linda esposinha quando ela descobrir o que você fez durante a viagem, enquanto ela estava inaugurando o livro dela?

— Você não passa de uma vagabunda desgraçada — ele finalizou.

Depois disso, eles ficaram cerca de meia hora sem trocar mensagens. Eu comecei a rolar o histórico ainda mais para cima. Notei que eles já estavam há um bom tempo sem se falar, porém, uma imagem em especial fez o meu sangue sumir. Acabei achando uma foto da Débora, enviada diretamente para o Diego, dois dias antes daquela maldita viagem dele. Ela estava apenas de calcinha, exibindo os seios para ele, com a seguinte legenda: "Pra você imaginar bem antes de colocar seu pau nos meus seios".

Comecei a juntar as peças e a entender tudo. Eu tinha quase certeza de que havia sido traída. Embora tudo indicasse que aquele caso extraconjugal já tinha acabado, isso não mudava o fato de que o Diego havia me enganado. Ele me traiu. Eu estava completamente arrasada com aquilo tudo. O Diego era o meu grande amor, a pessoa a quem eu havia confiado a minha vida. Aquele homem que conheci quando não tinha nada, quando era apenas um motoboy, agora havia se transformado em um homem perdido, corrompido pelo mundo em que decidiu entrar.

Levei as mãos ao rosto e comecei a chorar copiosamente. Uma dor aguda e esmagadora tomou conta do meu peito, e logo passou a se espalhar por todo o meu corpo. Eu soluçava, às vezes quase perdendo o ar, sentindo uma dificuldade imensa para respirar. Num ímpeto, tentei procurar as antigas conversas entre o Diego e o Otávio, mas não constava absolutamente nenhum histórico dos dois no WhatsApp. Tudo havia sido apagado. E as conversas com a Débora, também acabaram sendo apagadas.

Passadas mais duas horas de puro tormento, a porta da sala se abriu. O Diego entrou e tudo o que encontrou foi a mim, sua Marina, sentada ali, completamente despedaçada. Ele havia chegado cedo naquele dia. Foi então que eu olhei pra ele, com o rosto encharcado de lágrima, e comecei a disparar.

— DIEGO... SEU CANALHA... COMO PODE FAZER ISSO COMIGO?

Diego tentou se explicar: — Marina, eu... Quero, preciso te falar uma coisa. — E eu o interrompi.

— Diego, eu te conheci no pior momento da minha vida. Você me deu abrigo, me dê um abraço, você me deu sentido para vida e me fez deixar de sentir raiva de coisas que eu não sabia se um dia iria conseguir superar. Tudo isso para me enganar para me trair... E ainda por cima com aquela desgraçada da Débora! Como você pode fazer isso?

— Mas meu amor, eu confesso. Eu acabei traindo sim, mas foi só uma vez e eu tô pagando por isso até hoje! — Respondeu Diego. Eu continuei.

— Por que você não me contou na hora, Diego? Por que você teve que esperar eu descobrir sozinha? Nesse estado?

De repente, a raiva começou a fazer eu sentir uma dor, uma pulsação muito forte. Eu comecei a sentir a pressão cair, e os olhos começaram a escurecer. Eu não sabia o que estava acontecendo, eu só senti que estava ficando fora de mim.

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Comentários

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Pessoas eu peço desculpas pela demora

A postagem do último capítulo para este mas é que eu estava sem internet então eu não estava conseguindo vir para cá Acabei tendo alguns problemas mas já consegui resolvê-los.

Então estou postando o capítulo hoje então espero que vocês gostem.

Entendo que alguns vão reclamar que o capítulo de hoje não teve nenhum tipo de cena sexual, mas eu não estou aqui pra agradar, e sim pra escrever a minha história e quem se sentir feliz lendo, eu agradeço e quem não se sentir feliz lendo, procure outros autores e é isso.

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