Meu nome é Lauro e moro em companhia de meu único filho em uma casa de condomínio que tem suas particularidades. O vizinho de lado esquerdo é meu irmão mais novo que vive ali com sua família. Como o muro da frente e o que separa meu quintal com o do vizinho é alto, gozamos de uma privacidade que nos dá a tranquilidade para fazermos o que quiser.
O que ocorre é que, com a autorização de meu irmão Fábio, derrubamos o muro que separava nossas casas e mandamos construir uma piscina que ocupa parte dos dois terrenos que, junto com uma área para churrasco, é usado em comum pelas duas famílias.
O Fábio é mais novo que eu e vive em companhia de sua esposa Eva e sua filha Samantha, que para mim, sempre foi e sempre será a Sam.
Ele é um cara meio sem noção e somos diferentes em tudo. Se cuido da minha aparência fazendo academia e caminhadas para manter meu peso abaixo dos setenta e oito quilos, o que acho ideal para os minha estatura de um metro e oitenta e três e meus quarenta e dois anos, ele gasta esse tempo bebendo cerveja. Enquanto eu saio do trabalho e vou direto para casa, sempre indo até a dele para dar m ‘oi’ para cunhada e sobrinha, ele só chega horas depois porque fez uma parada obrigatória no boteco que existe no caminho e ter consumido mais cerveja. Outra diferença é que eu uso a piscina com frequência para praticar natação ou fazer alguns exercícios de hidro ginástica enquanto ele se julga o gerentão da churrasqueira e é difícil um final de semana em que não se dedica a fazer um churrasco que ele empurra goela abaixo com a ajuda de mais cerveja ainda.
Nessas bebedeiras, ele passa por três estágios. Depois de uma ou duas cervejas ele se torna um cara engraçado e realmente faz a todos os que estão à sua volta rirem de suas piadas ou comentários picantes. Na quarta, entra naquele estágio de se achar um grande comedor e começa a falar das fodas que já teve na vida e prova que não foram muitas, pois está sempre repetindo as mesmas histórias. Se parasse por aí, o Fábio gozaria da fama de ser um homem engraçado e agradável, porém, ele nunca para e, depois da quinta, as coisas começam a ficar complicadas. O primeiro sinal é quando começa a dar uma de machão e a implicar com a Eva, sua esposa, depois começa a se irritar com ela e daí surgem os insultos onde ela se torna a esposa gorda, sem atrativos e que não sabe agradar ao marido. E ai de quem se aventurar a defender a pobre mulher, pois já com a mente controlada pelo álcool, ele demonstra uma valentia e quer brigar a qualquer custo.
Diante dos problemas que o consumo do álcool provoca, vivo me perguntando porque sua esposa Eva aguenta conviver em um ambiente onde está sempre sendo menosprezada e sua beleza sequer é notada pelo marido. Sim, Eva é uma mulher bonita e tem um corpo maravilhoso, embora faça questão de esconder suas curvas em roupas que não lhe caem bem e não me lembro da última vez que a vi com os cabelos arrumados e uma maquiagem bem feita. Com um metro e setenta e cinco de altura, seios grandes e firmes, cintura fina e um bumbum avantajado, faria muito sucesso com os homens caso se produzisse, mesmo porque, o seu rosto moreno, olhos negros e amendoados e os cabelos longos e lisos, faz dela uma mulher linda, principalmente quando sorri e mostra seus dentes brancos e perfeitos emoldurados por lábios grossos e sensuais.
Houve um tempo em que me sentia a incentivá-la a se separar do Fábio, deixando de fazer isso quando, ao lhe dizer que ela merecia um marido melhor, ela olhou bem dentro dos meus olhos e disse com uma voz tremida:
– Fazer o que? Agora é tarde! Quem mandou eu ser burra e escolher o irmão errado!
Essa frase, por si só, já é um problema, mas dita com o olhar correndo por meu corpo e a leve mordida no lábio inferior depois de concluída, representa encrenca da grossa e isso fez com que minha cunhada passasse a fazer parte da lista de mulheres que eu classifico como fruto proibido.
Entretanto, essa determinação de não avançar sobre a esposa do meu irmão só é mantida externamente, pois mantenho em segredo guardado a sete chaves o fato de que foram muitas as vezes em que a imagem dela se retorcendo embaixo de mim povoou minha mente no momento em que uma masturbação atingiu sua plenitude e gozei falando o nome dela.
Falando em fruto proibido e lista imaginária, logo em seguida vem a Samanta, filha de Fábio e Eva, a quem todos chamamos de Sam. Minha sobrinha, com dezoito anos, tem o mesmo tom de pele de sua mãe, sendo apenas mais magra e com seios menores com a bundinha arrebitada completando o quadro, o que lhe dá uma silhueta de mulher desejável. Também é alta e durante algum tempo parecia uma vara pau por causa da sua estatura e a ausência de curvas, porém, com o tempo, seu corpo foi tomando as formas que faz dela hoje a segunda colocada da minha lista, embora esteja se aproximando da mãe na contagem de punhetas batidas em sua homenagem.
O outro membro dessa família, completando o quinteto, é o meu filho Lauro Junior, para nós, apenas Junior que, apesar da semelhança comigo em estatura e peso, é ainda mais bonito por ter herdado os olhos azuis e os cabelos loiros de sua falecida mãe.
Descrever meu filho não é uma tarefa fácil. Em uma palavra, ele é irritante e costumo vê-lo como um aparelho de 220 Volts plugado em uma tomada de 110, ou seja, tem potencial, mas falta uma energia para fazer com que ele desenvolva o seu verdadeiro potencial. Outra definição, também só para mim mesmo, é que ele fica em um meio termo entre um nerd e um atleta esforçado, pois quando não está na academia ou praticando algum esporte, está lendo ou fazendo pesquisas no computador. O que mais me irrita é a mania que ele tem de gostar de dar explicações e, como se fosse um Google em carne e ossos, adora ficar explicando coisas difíceis e complicadas. Com relação a isso, o Google leva vantagem, pois as respostas só acontecem quando a gente faz a pergunta, o que não acontece com Junior que adora mostrar o quanto é inteligente, quando na verdade é apenas bem informado.
De história da humanidade a astronomia, ele entende de tudo e se sente realizado quando demonstra isso. Explicar como funciona um computador internamente ou informar que existe uma tal de estrela de nome Betelgeuse que vai explodir nos próximos cem mil anos e que, quando isso acontecer, vai aparecer para nós aqui da terra como se fosse uma segunda lua.
Bom, cem mil anos passa depressa e quem viver verá.
E assim íamos vivendo. Entre um cara movido a álcool, um que falava muito e agia pouco e duas mulheres lindas embora menosprezadas, estava eu curtindo meus prazeres solitários pensando nas duas e agindo na presença delas como se fosse o homem mais respeitável do mundo.
Para mim, era uma situação que, se não a ideal, pelo menos não prejudicava ninguém e o mundo seguia seu curso com cada um vivendo seus problemas e eu assistindo a tudo como um torcedor de arquibancada que grita, xinga e briga, mas nunca influi nos resultados.
Só que não. Seguindo a Lei de Murphy que defendia o princípio de que, quando uma coisa não está boa, ela pode sim ficar pior, apareceu o sexto participante dessa tragicomédia. E não foi alguém que veio para ser mero coadjuvante, mas sim para ocupar o centro do palco e ter sobre si todas as luzes dos refletores. Seu nome é Cássia e sua descrição pode ser dada apenas em duas palavras: Puro pecado.
A comparação que posso fazer com a Cássia é com um ‘pitéu’. Segundo o Google, o significado dessa palavra é Pitéu uma comida muito apetitosa, saborosa ou um quitute refinado. É popularmente usado para descrever um petisco especial ou, informalmente, uma pessoa muito bonita.
Lendo essa definição, fico imaginando que quem alimenta essas informações no aplicativo de busca, conheceu a Cássia, pois ela é tudo o que diz a definição: apetitosa, saborosa, refinada, especial e uma mulher muito bonita.
Para começar ela deve ter tido algum ancestral oriental, pois seus olhos repuxados e negros, assim como os cabelos também negros, lisos e aparados na altura do ombro, indicava ser isso uma verdade. Mas ela não se limitava a isso. Sua pele era clara e, apesar da baixa estatura, tinha um corpinho escultural, com tudo no lugar. De seu rosto lindo com traços harmoniosos até as pernas grossas e roliças, passando pelos seios pequenos e empinados, uma cintura fina que dava a impressão que era possível se quebrar a qualquer momento e um bumbum redondo e empinado, a garota era uma obra de arte.
Entretanto, não era só a beleza de Cássia que me atraia. Seu jeito extrovertido, sempre falando besteiras e provocando a todos atraía para ela muita admiração. Para mim, era pior e eu não acreditava que ninguém novata que por trás das besteiras que ela falava, existia uma insinuação que me fazia sonhar, principalmente porque, quando na minha presença, a cada bobagem que falava voltava seu rosto para mim e me olhava de cima abaixo em um misto de avaliação e desafio e depois, me encarando nos olhos, me presenteava com o sorriso que mais parecia um convite para avançar o sinal.
Eu estava diante de uma ninfeta de dezenove anos que sabia como agir, pois podia parecer uma criança nos momentos de descontração e, em meio a isso, dar um jeito de me encarar e sorrir como se estivesse me provocando.
Meu filho me deu uma nora linda. Mas, mais que isso, ele acrescentou um terceiro elemento à minha lista de frutos proibidos e, ao mesmo tempo, a terceira mulher nas minhas opções de fantasiar quando batia minhas punhetas.
O primeiro ato de Cássia foi se aproximar de Sam. Não se passaram duas semanas antes que o ciúme inicial de Sam que viu sua posição de garota mais nova e a mais atraente entre todos os membros daquela família, o que a colocou na defensiva, logo se rendeu aos encantos da namorada de seu primo, o que fez com quem se tornassem amigas e confidentes uma da outra. Para piorar, talvez para tentar fugir das inconveniências de meu irmão Fábio, elas estavam sempre em minha casa.
E foi isso que deu ensejo ao primeiro ato de uma nova peça de teatro, tendo como atrizes principais a duas ninfetas: Cássia e Samanta.
Foi em um domingo a tarde. Tínhamos, como sempre, participado do sempre presente churrasco do Fábio. O clima não estava para piscina, pois fazia frio e, depois de almoçar, dei a desculpa de que estava sonolento e fui para o meu quarto em uma tentativa de me livrar da chatice que reinava no ambiente, com meu irmão repetindo as mesmas piadas de sempre e já derivando para o segundo estágio quando Eva se tornava a vítima da falta de noção dele e meu filho tentava despertar o interesse de Cássia e Sam explicando a proporção de tamanhos entre os planetas do sistema solar. O ar quentinho do meu quarto e o silêncio quebrado apenas pelos murmúrios das conversas que chegavam até mim, peguei no sono e tirei uma longa soneca.
Quando acordei, o silêncio na casa era total. Eu já sabia de antemão que naquela tarde o Junior estaria participando de um jogo de futebol e acreditei que sua namorada tinha ido junto com ele e muito provavelmente arrastado a Sam junto com ela. Meu irmão nessa altura devia estar em seu quarto, já desmaiado, roncando e com a baba escorrendo e molhando o travesseiro e a Eva em qualquer outro lugar, até quem sabe deitada ao lado dele pensando na vida.
Minha casa é térrea e, para ir do meu quarto até a cozinha tenho que percorrer um longo corredor. Achando que estava sozinho, sai andando naquela direção porque o churrasco me deixara com sede e, sem me preocupar em ser visto, fui do jeito que estava vestindo, usando apenas uma camiseta polo e uma cueca.
Como estava descalço, andei pelo carpete sem fazer nenhum barulho até que ouvi vozes vindo da sala e me encostei na parede para descobrir quem estava lá, muito embora já soubesse que seriam minha nora e minha sobrinha. Logo descobri que estava certo, pois ouvi a Cássia reclamando do Junior para a Sam:
– Sabe Sam. O seu primo é muito devagar. Tem horas que sou obrigada a reclamar para ele ser mais, mais... sei lá, eu queria que ele tivesse mais pegada.
– Como assim, pegada? Vocês não transam?
– Lógico que a gente transa. Mas ele é muito de fazer amor e tem momentos em que eu queria mesmo era ser fodida com força. Além disso, aquela mania que ele tem de usar as palavras que aprendeu em livros de ciências é foda viu.
– Uai! E tem outros nomes?
Cássia deu uma gargalhada ao ouvir a pergunta de Sam que reclamou:
– Não ria de mim. Você sabe que eu ainda sou inexperiente e só transei duas vezes.
Ouvir da boca de minha adorada Sam a confissão de que não era mais virgem fez com que eu não evitasse suspirar alto e minha presença só não foi descoberta pelas duas porque a admiração de Cássia também foi grande e ela falou alto, abafando o ruído que provoquei:
– Duas vezes só! Em que mundo você vive garota?
– Não ria de mim. Eu não sei direito como fazer quando os garotos se aproximam de mim e fujo deles. Além disso, não foram só duas vezes. Tem outras, mas essa eu não vou contar para você nem que você me mate porque você vai ficar pensando que eu sou uma doida.
– Ah não! Começou agora fale. Mas antes, me conte como foram essas duas vezes.
– Não sei. Na primeira não aconteceu quase nada. Foi com um carinha do colégio e a única coisa que ele fez foi enfiar o pau na minha boca.
– O nome disso é boquete, Samantha! E daí? Ele gozou na sua boquinha?
– Lógico que não, Cássia! Isso é nojento.
– Ah hã! Nojento, eu sei. Mas depois falamos mais sobre isso. E a outra vez, como foi?
– Foi esse mesmo menino. Ele queria me fazer amor comigo, mas eu não deixei. Só depois de ele ter insistido muito que aconteceu, mas só deixei atrás.
– O que? Você está me dizendo que ele fodeu o seu cuzinho?
– Credo Cássia! Não fala desse jeito. É tão vulgar.
– Ah! Vulgar. Eu entendo. Dar o rabo para o colega da escola é o que então?
– Está vendo só? Por isso que eu não queria contar. Você fica aí rindo de mim.
– Não. Prometo que não vou rir de você. Mas, pensando bem, você só foi penetrada por um pau na boquinha e no cuzinho. Isso quer dizer que, tecnicamente, você ainda é virgem.
– Então. É que… tem as outras vezes.
Do meu esconderijo, fiquei assustado, embora estivesse extremamente excitado. A minha sobrinha já tinha tido algumas experiências e eu, entre a decepção de saber que ela já tinha transado e o tesão que sentia, ansiava por ouvir o resto da história.
– Ok. Vamos falar dessas outras vezes. Pelo jeito, nessas você transou pra valer, não foi?
– Bom. Antes de contar, preciso saber. Dedo também conta?
– Hummm. Acho que não. Um dedo enfiado com jeito pode até manter a virgindade intacta. Mas então quer dizer que além de dar o cuzinho e fazer um boquete a senhora também levou umas dedadas? E quem foi? O mesmo menino?
– Não. Foi… Ah! Desculpe, mas não dá para falar. O que você vai pensar de mim?
– Nada demais. Quer dizer, vou ficar pensando que a minha amiga tímida e santinha não é nada disso. Só que isso não vai fazer com que eu fique pensando mal de você. Como vou pensar mal se já fiz tudo isso que você falou e muito mais.
– É que foi muito errado. Acho até que você nunca fez nada disso.
– Não aposte nisso. E tem mais. Eu não sou de ficar julgando as pessoas. Vamos, fale logo. Eu posso até te dar umas dicas que vão te ajudar daqui pra frente.
– É que não foi com menino. Foi uma amiga. Ela… Bom, já que falei isso, vou te contar tudo.
– Isso. Conta vai.
– Tem uma menina na minha classe que é assim, igual a você. Ela fala muitas besteiras e gosta de deixar os meninos loucos por ela. Então, um dia eu estava na casa dela fazendo um trabalho de Ciências, só nós duas e de repente ela começou a me elogiar e a passar a mão nos meus cabelos e no meu rosto. Depois ela foi descendo a mão e quando menos eu esperava, puxou a alça da blusa que eu usava e, como estava muito calor, eu estava sem sutiã. Quando ela viu meus seios ficou maluca e começou a apertar os bicos dos dois.
– E o que você fez?
– Eu pedi para ela parar, mas eu fui ficando muito quente, sabe. Parecia até que eu estava com febre. Aí eu não consegui evitar e deixei escapar um gemido.
– Isso é normal. E o que aconteceu depois? – A curiosidade que a Cássia demonstrava era tão grande como a minha.
– Eu não sei direito. Acho que fechei os olhos. Só me lembro de ter sentido a boca dela sugando um de meus peitos enquanto com a mão ela apertava o outro mamilo. Fiquei assustada e pedi para ela parar, mas ela não obedeceu. Em vez disso, foi deslizando sua mão pelo meu corpo até que a enfiou por baixo do moletom que eu estava usando e da calcinha. De repente, senti os dedos dela me tocando lá e tudo ficou escuro. Acho que eu desmaiei porque tudo ficou escuro e eu gritava. Depois ela me explicou que eu tinha gozado.
– Certamente foi isso mesmo. Quando foi que isso aconteceu?
– Faz uns dois anos já. Então, ela falou isso e eu disse que era mentira, mas quando ela tirou a mão de dentro da minha roupa e mostrou seus dedos melados, passei a achar que ela tinha razão. Foi tão nojento, ela encostava e afastava seu dedo polegar do indicador e entre os dois aparecia um fio de baba. Nem quis saber o que era aquilo, mas a Lu é doida mesmo e disse que aquilo era o mel da minha bu… da minha vagina. Naquele dia eu não acreditei. Só depois, nas outras vezes que ficamos, que ficou provado que era isso mesmo.
– Então vocês transaram outras vezes? – Perguntou Cássia para o meu alívio, pois era exatamente o que eu queria saber.
– Sim. Várias vezes. Ela ficou insistindo para que eu fosse estudar na casa dela e eu estrava curiosa porque, apesar de achar nojento, depois fui invadida por uma sensação boa. Então voltei lá e voltamos a ficar. Na segunda vez que fui, ela tirou toda a minha roupa e me fez gozar com a língua. Foi tão bom que, quando ela pediu para eu fazer o mesmo com ela, não pensei duas vezes e foi quando ela estremeceu toda enquanto gritava que meu rosto ficou todo lambuzado e eu acreditei que tínhamos gozados. Depois disso, voltei lá várias vezes e fizemos muitas coisas e ela começou a enfiar o dedo na minha va…
– Buceta, Sam. Vagina é quando você vai ao ginecologista. Na hora de transar é buceta, xoxota, xota, xana. Use as palavras certas.
– Ela chamava minha va… minha buceta de xaninha. Então comecei a chamar dela assim também. Qual desses nomes você usa mais?
– Sei lá. Eu sou do tipo que gosto de falar quando estou sendo fodida e acho que uso todos esses que citei e mais alguns. Mas então, quer dizer que vocês transaram várias vezes?
– Foi sim. A primeira vez foi no mês de setembro e até terminar o ano acho que estive umas cinco ou seis vezes na casa dela.
– E por que parou? Você não quis mais?
– Não foi isso. Eu até queria. Só que o pai dela é militar e vive mudando. No ano seguinte ela não voltou para o colégio que eu estudava.
– E depois dela aconteceu com outra garota?
– Não. Foi só com ela. Mas o segundo garoto, aquele que comeu o meu cu, foi depois disso. Acho que eu estava com saudades da Lu.
– E foi bom dar o cu? Você gozou?
– Acho foi bom não. Doeu muito. Se eu soubesse que doía tanto não tinha nem tentado.
– É porque no começo dói mesmo. Depois vai ficando gostoso,
– Deve demorar para ficar gostoso. Quando ele gozou ainda estava doendo!
– Ou então ele foi muito afobado e gozou muito depressa. Isso sempre acontece, principalmente quando se trata de meninos. No dia em que você foder com um homem de verdade vai ver como é bom.
– Será que é? Não sei não, hein! O cuzinho é muito apertadinho para um pau entrar sem causar dor.
– Nossa Sam! Você ficou aí contando essas coisas e eu já fiquei meladinha aqui. Que tesão, amiga.
– Acredito em você. Eu também estou ensopada aqui. Mas o que incomoda mesmo são os mamilos, eles chegam a latejar e doem um pouquinho.
– Isso é fácil de resolver. Eu posso te ajudar se você quiser,
– Como? O que você está pensando em fazer.
– Vem comigo. Vamos até o quarto do Junior. Ele vai demorar a voltar e lá ficaremos mais à vontade.
A iniciativa da Cássia foi a minha perdição. Não estava preparado para aquilo e estrava na iminência de ser flagrado escutando a conversa delas. A porta mais perto de onde eu estava era a do banheiro social e venci a distância até ela em dois passos, mas quando fechei a porta, a Cássia que vinha na frente puxando a Sam pelas mãos olhou naquela direção e não conseguiu disfarçar um sorriso.
Fechado no banheiro, era consumido pela dúvida: “Será que ela me viu?” E se viu, por que não fez nada a respeito?