Boa tarde pessoal Segue a postagem da semana. Vou ter que dar uma pausa de duas semanas para a próxima postagem devido alguns compromissos de trabalho, logo a próxima postagem vai ser dia 28 de maio, por volta das 19:00h. O que está escrito a seguir ia ser deletado pois não foi aproveitado na postagem anterior, mas como tive o trabalho de escrever resolvi postar. Por que não? kkkkkk
Caso estejam gostando, curtam, opinem. É sempre bom saber quem está acompanhando e se devo continuar escrevendo.
Submisso Daquele Cara - um bom momento com o Renan - (Parte Única).
Passei a semana seguinte bem desanimado. O ocorrido com Fernando mexeu muito comigo e destravou lembranças bem dolorosas. Quase não vendi nessa semana e, no geral, estava sem saco de conversar. Renan notou que fiquei meio desanimado, mas ele estava bem atarefado no serviço e não tivemos tempo de nos ver durante a semana.
Mesmo me sentindo para baixo estudei as três horas diárias após o trabalho e dormi por volta das dez horas. Essa rotina havia estabelecido e hoje não me cansava mais. Sendo muito honesto me sentia bem mais seguro para fazer o concurso após meses estudando.
No fim de semana seguinte Renan queria me ver, ele disse que o ocorrido com Fernando foi uma experiência nociva para nós dois e precisávamos relaxar, talvez sair para divertir ou fazer algo diferente. Mas sendo honesto falei com ele que não queria fazer nada. Perguntei se podia ficar em casa no sábado após o trabalho e não nos encontramos, estava cansado e queria somente dormir. Ele relutou inicialmente, mas concordou.
No sábado cheguei em casa cansado do trabalho, tomei um banho demorado e quente. Meu corpo ainda estava todo marcado e Renan não havia mandado colocar o cinto de castidade novamente. Achei aquilo estranho… Eu não disse nada, nem ele. Se ele estava esperando eu falar algo provavelmente a espera vai ser longa.
As marcas de cinto da surra do sábado anterior estava roxas e doloridas. Minhas costas estavam bem marcadas. Quando Renan olhou no dia seguinte disse que havia tomado cuidado para não bater onde poderia lesionar meus órgãos internos. As cintadas foram onde tinha músculos, então poderia ficar tranquilo quando as marcas roxas surgirem. Como já disse anteriormente, ver meu corpo todo marcado daquela forma me trazia um sentimento muito forte de vergonha, angustia… era meio foda. Mas já delonguei bastante sobre isso em partes anteriores desse conto. Talvez isso somasse o meu desânimo da semana.
Quando deitei para dormir no sábado seguinte, após tomar uns remédios que havia pegado do meu irmão, o interfone tocou. Achei estranho, não estava esperando ninguém. Atendi o interfone e era Renan. Estranhei ele vir na minha casa, isso era raro.
- Boa noite, senhor, o que veio fazer aqui? - perguntei ele ao abrir a porta da sala.
Ele estava usando uma blusa de frio com capuz, calça de moletom e tênis. Eu estava somente de cueca. Logo ele entrou esfregando uma mão na outra.
- Como está só de cueca nesse frio – disse ele entrando. Logo olhou para a minha casa. - A casa sempre limpa e cheirosa. Graças a Deus não arrumei um submisso porco.
- Ah… claro – disse trancando a porta. Logo fui para o quarto e deitei. Ele veio atrás de mim.
Puxei o edredom até a altura do queixo e fechei os olhos. Logo ele deitou do meu lado. Curiosamente ele já estava pelado. Eu nem vi ele tirando a roupa.
- O senhor ainda não me disse o que veio fazer aqui – disse olhando para ele. Ele estava lindo como sempre. A barba feita, com o bigode maior. Me olhava com o semblante apaixonado.
- Vim ver você – disse ele passando a mão fria no meu rosto. - Está meio tristinho, pude perceber pela sua voz no telefone. Não gosto de te ver assim.
- Só estou desanimado – disse para ele. - É normal.
- Não… dessa vez não – disse Renan me olhando. - Quando leva um trato fica meio desanimado, meio envergonhado e até acanhado comigo. Sei bem disso, seu olhar até muda para um olhar mais submisso. Mas hoje eu consigo ver tristeza nesses olhos. É por causa do que aconteceu com o Fernando?
Pensei um pouco antes de responder.
- Sim… - disse para Renan. - O ocorrido com ele mexeu comigo.
- Eu imagino – disse Renan me puxando. Logo ele me trouxe para o peito dele. Eu fiquei com o rosto entre os peitos musculosos dele. Eram grandes e duros e o cheiro gostoso do Renan tomou conta de mim. O braços dele me envolveram confortavelmente e logo ele acariciou minha cabeça. Eu estava com o corpo frio e senti um alivio imenso quando o corpo quente do Renan se colocou ao meu. As pernas dele, os braços, até a respiração dele acima de mim, tudo estava quente e gostoso e naquele frio, ficar nos braços dele era a melhor sensação do mundo.
Ficamos um tempo sem falar nada. Eu havia tomado clonazepam então estava quase caindo no sono.
- Eu quase perdi o controle quando o Fernando começou a falar daquele jeito com você – disse Renan baixo.
- Eu vi – disse para ele. - Eu fiquei com medo na hora.
- Nunca senti tanta raiva de alguém – disse Renan reflexivo. - Não faz ideia de como eu fico quando alguém tenta te fazer mal.
Eu sorri naquele momento, mesmo não sendo apropriado.
- Por que ficou tão mexido? - perguntou Renan. - Eu sei que a cena foi bem… meio que coisa de filme. Eu puído de raiva, aquele monte de raio caindo, o Fernando com os olhos arregalados. Depois aquele choro de lamento dele… confesso que até eu fiquei com pena dele – disse Renan, com a última frase sendo mais reflexiva. - Mas me parece que o motivo de estar assim é outro.
Fiquei um tempo calado, não sabia se falava ou não com ele.
- E então… o que se passa nessa cabecinha? – questionou Renan.
- Bem… meio que tive uma experiência passada bem traumática que me lembrou – disse para Renan. - Não fui babaca nem nada, mas conheci um dom bem tóxico que me deixou algumas feridas. Isso tem muitos anos sabe, tinha até esquecido tudo que aconteceu, mas esse ocorrido com o Fernando trouxe tudo de volta.
Renan ficou calado.
- Ele te agrediu? - perguntou Renan, o tom de voz compreensivo e carinhoso mudando para algo seco e indiferente.
- Ele era meu dom, então sim – disse tentando quebrar o clima, mas não deu muito certo. - Mas a relação com ele foi bem traumática. Não haviam limites e ele não era cuidadoso como o senhor. Dentro do que possa dizer que é possível, a relação com ele era abusiva. Imagina uma relação como a nossa abusiva. Depois dele pensei seriamente se voltaria a ser submisso. Quase abandonei o BDSM.
- Eu imagino – disse Renan me apertando. - Um dominador tem que cuidar do seu submisso, não fazer mal a ele. Se um submisso não se sente realizado na relação o dominador falhou.
Eu concordava totalmente com isso.
- Quer falar como foi? - perguntou Renan.
- Prefiro não – disse para ele. - Sinceramente quero esquecer essa história.
- Ok… - disse Renan me apertando nos braços dele. - Agora você é meu, posso ser bruto e rígido, mas jamais colocaria você em perigo.
- Acho que é rígido de mais as vezes – disse com ares de reclamação. Renan pegava pesado comigo. Não podia fazer praticamente nada sem autorização dele.
- Tem que manter na rédea curta com você – disse ele, não negando o que eu disse.
- Nem minhas redes sociais deixou eu ativar – reclamei novamente, fechando os olhos. Sono pesando.
- E nem vai até fazer seu concurso – disse Renan.
Suspirei...
- O Fernando deu notícias? - perguntei para ele.
- Não – disse Renan respirando fundo. - Todas as redes sociais dele sumiram do ar, inclusive a profissional com mais de cento e dois mil seguidores – Renan deu uma pausa. Logo respirou fundo. - Procurei saber se ele foi no ensaio fotográfico que tinha essa semana. Ele não foi e pelo que descobri ele cancelou toda a agenda do mês. Ninguém tem noticias dele.
- Será que ele tá…
- Vivo? Sim! - respondeu Renan com o habito irritante de saber o que estou pensando. - Ele não faria esse tipo de coisa.
- A gente sempre acha que as pessoas não vão fazer as coisas, é por isso que elas fazem – reclamei.
- Sempre uma resposta na ponta da língua – disse Renan me apertando ainda mais nos braços. Como era bom estar com ele. - Vou procurar saber e te falo. Mas sendo honesto com você acho que não vamos ouvir falar do Fernando por um bom tempo.
- Entendi… - disse pensando no que Renan disse. - O cara tem cento e dois mil seguidores?
- Sim… muito coisa não é? - questionou Renan.
- Estou impressionado, nunca conheci alguém com tantos seguidores – disse para Renan.
- O Fernando é bem conhecido na área dele – disse Renan. - Agora vai dormir. Você parece cansado.
Não disse mais nada, apenas me acomodei nos braços dele, com a cara ainda enterrada nos peitos dele e fechei os olhos. Logo o remédio, que fazia seu efeito, me fez adormecer. O sono, diferente do habitual sono leve, foi pesado ao ponto de não despertar durante a noite. Renan puxou o edredom nos cobrindo por completo, o corpo dele também era muito quente então não senti frio algum. O sono foi gostoso e revigorante...
[...]
Acordei no dia seguinte, havia amanhecido e o sol batia nas minhas pernas, era mais ou menos umas nove da manhã, o que implica que eu dormi mais de dez horas. Estava sozinho na cama e não fazia ideia de onde Renan estava.
Quando levantei vi que a porta estava fechada e havia um papel preso na maçaneta escrito. “Se veste!”
Renan acordou com as esquisitices dele. Vesti a calça de moletom dele e coloquei uma camisa qualquer que encontrei. Logo sai do quarto sonolento e fui para a cozinha e…
- MÃE!
Minha mãe estava sentada na mesa da cozinha tomando café. Renan estava escorado na pia com uma xícara na mão.
- Bom dia meu amor – disse minha mãe alegre. Ela era uma mulher gorducha, bem baixinha, algo em torno de um metro e cinquenta e cinco, com o tom de pele marrom claro como o meu, cabelos encaracolados presos e um rabo de cavalo. No auge dos seus quarenta e cinco anos anos tinha um olhar gentil e alegre, com olhos castanhos bem claros como os meus. - Estou conhecendo esse rapaz bonito aqui.
- Mãe! Já disse para avisar antes de vir aqui em casa – disse chamando atenção dela. Ainda bem que Renan mandou vestir algo, imagina ela vê esse tanto de marca de cintada.
- Ah pelo amor de Deus. Você saiu de dentro de mim – disse ela colocando café para mim. - Eu venho aqui a hora que eu quiser.
- Eu sei disso, e hoje se deparou com o Renan – disse olhando ela sério. - Poderia me encontrar em uma situação constrangedora.
- E qual seria? - perguntou ela sarcástica. - Da próxima vez atende a sua mãe ou eu vou vir de novo.
Eu suspirei cansado. Não tinha muito para onde correr.
- Que café gostoso – disse para ela.
- Está ótimo mesmo – disse Renan.
- E seu “amigo” hein – disse minha mãe olhando para Renan, que ficou um pouco sem graça.
- É meu namorado – disse para ela mostrando a aliança. - Ele não te falou?
- Eu… não sabia que ela sabia… - disse Renan um pouco constrangido.
- Não sabia o que? - perguntou minha mãe incrédula. - Que é gay?
Renan fez um sinal positivo.
- Ele dançava Lady Gaga de frente para a televisão – disse minha mãe. Renan soltou uma risada e eu fiquei com vergonha. - Desde sempre houve sinais, só não via quem não queria.
- Ah mãe! - disse me sentando constrangido. - Não era como eu queria te apresentar o Renan.
Na verdade o Renan não via nossa relação como namoro, logo eu nem queria apresentar eles. A última coisa que queria era um discurso do Renan sobre não ser meu namorado e sim meu dominador.
- Eu acho que foi uma ótimo o encontro – disse Renan sorridente. - Sua mãe é muito gente boa e engraçada.
- Ele é policial – disse minha mãe lançando um olhar. - Bom que dá para mexer no celular na rua perto dele. Ninguém rouba a gente.
- Vantagens – disse Renan sorrindo para ela.
Suspirei.
- Vim ver como você estava meu amor, senti que não estava bem – disse minha mãe me olhando fundo nos olhos. - Uma vozinha triste e desanimado no telefone. Mãe sente essas coisas. Mas pelo visto eu acho que estava enganada.
- Eu estou bem, como pode ver – disse para ela. Renan me olhou curioso por um tempo.
- Trouxe algumas coisas – disse ela empolgada. - Frutas, uma torta de liquidificador de sardinha que fiz ontem a noite, pão de queijo e churrasco que fizemos ontem também.
Enquanto ela falava eu ia olhando as coisas. Tinha banana, kiwi, maçã, uma torta de sardinha que eu provei e uma vasilha de plástico com churrasco pela metade.
- Tão pouco churrasco? – reclamei para ela.
- É que eu comi – disse Renan sem graça, olhando para o lado. O rosto corando. Acho que foi a primeira vez na vida que o vi constrangido com algo.
- Se soubesse que estava aqui tinha trazido mais – disse minha mãe arrependida.
- Ah – disse rindo. - Não tem problema Renan.
Nesse momento a porta da cozinha abriu e meu irmão entrou. Renan voltou o olhar para ele e se surpreendeu com mais uma visita repentina. Meu irmão era mais velho que eu, poucos anos somente. Mas ele era muito diferente. Ele era mais alto, algo em torno de um metro e oitenta, tinha cabeça raspada, barba fechada, tinha o corpo definido, olhos verdes. Mas por incrível que pareça, ele e eu éramos muito parecidos. Eu não tinha olhos verdes, era baixo, não tinha o corpo definido e minha barba não era tão fechada, mas quando as pessoas nos viam sempre falavam: “você e seu irmão são muito parecidos”. Claro, ele levou oitenta por cento da beleza com ele. Estava usando camiseta regata, short, e chinelo de dedo.
Ele passou por mim, fez um cafuné e disse.
- Bom dia Pequeno – disse ele. - Namorado? - disse olhando Renan.
- Renan esse é o irmão Fred – disse olhando Renan. - Fred esse é o meu namorado Renan.
Renan sorriu e o cumprimentou.
- Pequeno? - perguntou Renan achando graça.
- Igual nossa mãe – disse Fred me olhando. - Tão pequenininho e estressado quanto.
- Vai pro inferno! - disse para ele.
- Está vendo! - disse Fred.
Fred olhou as coisas que minha mãe trouxe, abriu a vasilha e foi mexer no churrasco, minha mãe deu um tapa na mão dele.
- Não come as coisas dele – disse ela em tom repreensivo.
- “Não come as coisas dele” – disse Fred imitando a minha mãe fazendo uma careta tirando a mão. Todos nós rimos, inclusive ela falando que ele era péssimo.
Ficamos mais um tempo conversando. Minha mãe e o Fred aparentemente gostaram bastante do Renan, que foi muito simpáticos com eles. Fred fez questão de falar coisas constrangedoras a meu respeito, além de situações na escola. Ele contou me defendia na escola e ninguém mexia comigo quando ele estava lá. Eu contei que eu fazia as coisas e os deveres dele – algo que me arrependo pois ele ficou burro por causa disso.
Renan não parava de rir das coisas que ele e minha mãe contavam a meu respeito.
Percebi que Renan e Fred conversaram como se fossem velhos amigos. Pareciam dois héteros conversando, só faltou começar a falar de mulher. Os dois fazem jiu-jitsu e percebi que parte do assunto era esse.
- Vivo falando para o pequeno fazer Jiu-jitsu comigo, mas ele nunca vai – disse Fred me olhando.
Sabia que Renan era contra essa ideia. Na cabeça dele eu que tinha de ser defendido e não saber me defender. Nesse quesito Renan era, vamos dizer, conservador. E acho também que ele não gosta da ideia de mim com outros homens se enroscando e atracando no chão.
- Nunca pensei na possibilidade dele faz uma luta – disse Renan sendo simpático.
- Eu já tentei ensinar – disse Fred de braços cruzados. - Mas pensa num homem reclamão – disse Fred voltando o olhar para mim.
- Visualizo perfeitamente – disse Renan achando graça.
Virei os olhos para os dois.
Logo eles tiveram de ir embora. Minha mãe disse que precisava ir embora para fazer almoço. Antes de saírem Fred veio até mim e deu um peteleco forte na minha testa.
- Ai! - reclamei olhando ele.
- Cuida bem desse idiota aqui, ele dá trabalho – disse Fred olhando Renan.
Olhei estarrecido para o Fred, ele era quem dava trabalho desde sempre.
- Pode deixar, já estou cuidando – disse Renan olhando para mim cheio de si. E estava mesmo… de um jeito meio rígido de mais eu diria.
[...]
Depois que eles foram corri para deitar novamente, mas Renan me repreendeu, falando que já tinha dormido de mais. Logo voltei para a sala e sentei no sofá com ele. Estávamos procurando algo para assistir e comer, visto que recusei o convite de almoçar na casa da minha mãe. Seria informação de mais na cabeça do Renan e ele deixou claro que “não é um namoro, eu sou seu dominador”.
Fiz mais uma garrafa de café e me enfiei debaixo das cobertas enquanto ele procurava alguma série. O dia estava cinzento agora, com um frio típico da época. Dia perfeito para transar e dormir, mas confesso que estava sem tesão. Estar ali quieto com ele já era suficiente para o dia. E ele respeitou isso, ao menos nesse momento, poise se fosse deixar por ele agora mesmo estávamos transando.
- O que achou da minha família?
- Gostei muito deles – disse Renan se cobrindo até o queixo, deitado no sofá. - Sua mãe é muito engraçada e seu irmão parece ser bem protetor.
- Como já sabe, quem cuida dele sou eu – disse para Renan.
- De fato – concluiu ele, provavelmente se lembrando do trabalho semelhante ao do João que ele deu há alguns anos.
- E a sua família – perguntei a ele. - Não sei praticamente nada deles. Acho que nem sei se você tem irmãos. Só sei que contrataram um detetive para de seguir e descobrir que você ficava com homens. Mas disso até o senhor mudar de estado e seguir carreira militar… não faço ideia do que aconteceu.
Renan não disse nada, seus olhos se voltaram para os meus. Seu rosto era inexpressivo, mas seus olhos brilhavam intensamente. Ele era uma mascara de indiferença, sempre com a mesma impressão facial. Ele pareceu ter treinado isso a vida toda. Mas os olhos não, os olhos entregava tudo que ele tava sentindo, ao menos eu tinha percebido isso. Aquele par de olhos azuis mostravam sentimentos intensos naquele momento.
- Não tem muito de interessante – disse Renan depois de um tempo, suspirando. Mentalmente ele parece ter ponderado sobre falar ou não sobre a família. - A minha família muito religiosa e homofóbica.
Pensei a respeito por um instante. Aquilo era muito superficial.
- Disso eu sei – disse para ele. - Mas quero saber mais coisas.
- Realmente quer saber, Estressadinho? - perguntou ele desanimado. - Minha família não e unida e alegre como a sua. Na verdade eu não os vejo há um bom tempo.
- Minha família é alegre e unida, mas temos vários problemas. Fred já deu trabalho de mais, acho que para duas vidas. São problemas que toda família tem.
- Hmm – Renan pareceu pensativo. - Nunca me disse como de fato resolveu o problema com seu irmão, digo o transtorno de boderline, as crises. Dos problemas até o diagnóstico e a estabilidade, bem… leva tempo e sinceramente, gasta um pouco. Tratamento para saúde mental no SUS é bem moroso e particular é muito caro.
- Foi bem complexo sabe… mas – disse para ele, e ele havia mudado de assunto, ou seja, não queria falar de si e eu também não queria falar do meu irmão.
Ficamos um tempo calado ambos respeitando seus espaços.
- Um dia te conto tudo que quiser saber, não hoje não meu Estressadinho – disse Renan.
- Ok… - disse dando os ombros. - Vamos comer algo fora, acho que não tem nada interessante para pedir.
- Vamos – disse ele espreguiçando. - Vou te levar em um restaurante bem legal.
[…]
Quando voltamos estava anoitecendo, aproveitamos para ir no cinema e depois sentamos numa choperia. Cheguei em casa cansado, mas nada bêbado. Sentei na beirada da cama e tirei a sandália, um chulezão subiu. Eu estar com chulé era talvez a coisa mais estranha dessa relação. Sempre fui muito cuidadoso.
- O chulé veio agora – disse cheirando a sandália.
Renan sorriu. Ele estava me olhando da porta, com os braços cruzados. Estava usando uma camisa de botão verde e um short curto preto, acima do joelho, que valorizava suas coxas grossas.
Deitei na cama, deixando os pés quentes tocando o chão frio. Olhei o teto branco cansado.
- Está com a carinha feliz agora – disse Renan.
Deitado olhei para ele, que ainda estava escorado na porta. Estava com os braços cruzados na altura do peito. Alguns botões estavam abertos e o antebraços grosso pressionava o peito com pelos aparados. Ele sorria para mim.
- Desse jeito vou achar que está apaixonado – disse para ele sorrindo.
- Só estou feliz – disse Renan ainda sorridente. - Não gosto de te ver triste. A não ser quando te passo um corretivo, ai sei que vai ficar sério e sem falar um tempo – completou ele rindo. - Fica pensado no que fez de errado e fica emburrado.
Virei os olhos.
Ele sorriu novamente e ficou me olhando.
- Agora o chulé pegou no meu pé mesmo – disse para ele. - O senhor vai ter que aguentar.
- Hummm – disse Renan vindo na minha direção. - Deixa eu ver esse pezinho.
Ele pegou meu pé e levantou na altura do rosto dele. Um mão segurava o dedinho e a outra o dedão.
- Que pezinho lindo – disse ele colocando ele bem no meio da cara dele. Senti o bigode grosso dele na sola do meu pé. Ele cheirou fundo e fechou os olhos. - Depois de quase sete meses está do jeito que eu gosto – disse ele praticamente namorando meu pé. Ele passou ele no rosto com a barba feita e depois deu uma lambida nele. Eu arrepiei quando a língua quente dele passou no meu pé frio. A língua subiu pela sola do pé até chegar nos meus dedos e ele enfiou a boca. Na hora me revirei na cama. Que delicia.
Ele passou o rosto no peito do meu pé senti a barba feita dele arranhar o que me fez arrepiar ainda mais. Ele namorava meu pé com os olhos fechados. A rola marcando o short dele. Com o outro pé, enquanto me revirava na cama, passei no peito dele, pela camisa aberta, sentindo o peito musculoso dele contra meu pé, puxando os pelos do peito dele com os dedos.
Logo ele voltou a chupar meu pé com os olhos fechados, cheirando forte, lambendo entre os dedos, chupando quando podia.
Então ele lambeu meu tornozelo, depois desceu beijando, lambendo e chupando a minha perna, raspando o bigode dele pelo caminho, passando a barba feita na minha perna. Ao chegar na parte de dentro da coxa ele deu um chupão que quase me fez saltar da cama. Logo ele me colocou de frango na ponta da cama, depois tirou meu short e minha cueca. Meu pau estava duro.
Meus olhos encontraram os dele. Aquele olhar de quem estava prestes a me foder muito. Queria levantar para chupar a rola dele, mas ele segurava pelo tornozelo. Ele ainda usava a camisa, com alguns botões abertos.
Ele colocou meu dois pés no rosto dele novo e ficou um tempo parado. Cara que sensação maravilhosa foi essa. O sentimento que tive de pertencimento nessa hora. Dava para ver que o Renan era louco comigo, que sentia um tesão absurdo em mim. E isso me dava uma satisfação que não sei explicar.
Apoiava a sola do outro pé no peito dele, por dentro da camisa aberta, com alguns pelos curtos entre meus dedos. Sentia na sola do pé a textura dos pelos dele, o músculo duro do peito. Logo ele pegou meu outro tornozelo e afastou, me deixando de pernas abertas. Depois me puxou pela coxa ainda mais para a ponta da cama.
O pau dele duro igual uma rocha mirando meu cu. Aquela rola imensa, com cabeça grande, toda babada de tesão. Ele cuspiu no pau. Vi o cuspe caindo em cima da cabeça da rola dele. Olhei para o teto do quarto esperando as estocadas brutas dele. Depois passou a cabeça do pau bem na entrada do meu cu, espalhando o cuspe. Toda vez que ele passava a cabeça da rola na entrada do cu ele contraia, eu sentia um tesão imenso com isso. Meu pau apenas babava.
Ainda segurando meus tornozelos ele começou a enfiar a rola. Senti aquela dor gostosa na mesma hora. Sempre doía quando ele me comia, principalmente quando aquela rola imensa entrada tomando meu cu para si. Renan não dava nenhuma trégua, eu apenas aguentava calado até a rola chegar no ponto para iniciar as estocadas.
Quando senti a rola entrar fundo ele começou a meter, forte como sempre. A rola entrou ardendo, mas, ao mesmo tempo, era muito gostoso.
Ele metia forte, dando uns dois segundos a cada metida. Era como se quisesse invadir ainda mais meu cu. Como se quisesse ver até onde ia aquela rola grossa. Cada estocava me fazia sentir fundo o pau dele. Nessa hora que ele mostrava que era meu macho.
- Olha como entra fácil agora – disse dando outra socada forte no meu cu. - Arrombei tanto esse cu que agora posso me soltar – disse dando mais uma socada. Meu rosto contorcido entre dor e prazer.
Renan começou então a meter forte, bruto como sempre, rápido, eu com o rosto todo vermelho só aguentando aquelas estocadas fundas. Cada estocada mais forte que anterior, ele não se segurava, agora sim meu cu ia ser arrombado de vez. Ardia muito, mas eu aguentava calado, do jeito que ele sempre mandava.
- Agora te fodo como deve – disse Renan socando a rola. - E quando morarmos juntos, vai ser assim todo dia.
Cada socava balançava minha cabeça, o que fazia parecer um sim. E as roladas não paravam. Meu pau babando de uma forma que nem usando cinto ficava.
- Vai peidar frouxo amanhã – disse Renan socando forte.
Pus a mão no pau, queria muito tocar uma, tinha que aproveitar que estava sem cinto.
Ele apenas olhou ainda metendo e eu tirei a mão.
- Nada de tocar uma – disse ele metendo. - Seu prazer e no cu. Só aguenta seu macho aliviar.
Renan começo a meter mais forte e mais rápido. Doía, ardia, me dava tesão, meu pau babava, eu via o teto com tudo destorcido.
Enquanto metia ele colocou um dos meus pés bem na cara dele e começou a cheirar. A rola socava e sentia a a língua dele na sola do meu pé.
- Quase seis meses para o meu cheiro ficar impregnado no seu – disse Renan metendo e cheirando meu pé ao mesmo tempo.
Tentei pegar na rola novamente mas fiquei com medo.
As rola entrava e saia, Renan mordia e beijava meu pé e agora metia mais forte, mais rápido, ele ia gozar. Ardia de mais e agora, ainda mais naquela velocidade. Comecei a ouvir os gemidos másculos dele. Aquele som de macho no momento do gozo. Ele urrou e tacou leite fundo em mim. Nessa hora também gozei, sem por a mão no pau. A porra só esguichou do meu pau voando por todo meu peito.
Renan urrou novamente despejando mais porra dentro de mim. Meu pau ainda soltando porra.
- Caralho – disse olhando o teto com os olhos entreabertos. A respiração ofegante.
Renan me olhava como se estivesse ponderando se ia me foder de novo.
- Que bagunça – disse ele olhando o tanto que eu gozei.
- Não consegui segurar – disse para ele ainda ofegante. - Nem precisei tocar uma.
Ele tirou a camisa toda molhada de suor e deitou ao meu lado. Ficamos curtindo o silêncio. O cheiro de macho dele sobrepondo o meu – do jeito que deve ser, sempre. Aquele cheiro era a marca dele em mim. Mesmo suado me aconcheguei no peito dele e acabei sujando ele de porra, mas ele não se importava com isso, tinha zero frescura. Ele me olhou primeiramente, depois me puxou com o braço.
Ficamos em silêncio um tempo. Aqueles minutos após gozar eram os melhores.
- Morar juntos um dia… - disse baixo fechando os olhos, depois de um tempo.
- Claro, vai acontecer um dia. E não estou te perguntando se quer ou te pedindo permissão – disse Renan me aconchegando ainda mais no peito dele. - Quero o dia que vou chegar do trabalho e te encontrar em casa. Acordar de noite e te ver dormindo do meu lado. Quero o dia muito chegar no dia que você não vai embora pra casa.
Apenas sorri. Era tudo que eu mais queria.