Eu percebi que havia algo diferente em Marcelo já fazia algum tempo.
Os comentários surgiam discretamente, quase como brincadeira. Quando viam um casal na televisão, ele perguntava o que eu acharia de ser desejada por outro homem. Às vezes, durante a noite, confessava fantasias que nunca tivera coragem de revelar nos primeiros anos de casamento.
Aos 49 anos, Marcelo parecia excitado não apenas pelo meu corpo, mas pela ideia de me ver despertando desejo nos outros.
Eu, aos 43, fingia não levar a sério. Mas a curiosidade começou a crescer dentro de mim também.
Tudo mudou numa festa de casamento em uma chácara elegante no interior de São Paulo. Luzes penduradas nas árvores, música ao vivo e mesas espalhadas perto da pista de dança criavam um clima quente e descontraído.
Eu usava um vestido vinho justo, daqueles que Marcelo adorava me ver vestir. Durante toda a noite, ele parecia me observar mais do que o normal.
Foi perto do bar que conhecemos Rafael, um rapaz jovem, talvez na casa dos vinte anos. Simpático, sorriso fácil, conversa leve. Ele me elogiou discretamente logo nos primeiros minutos.
Marcelo percebeu.
E, ao invés de se incomodar, pareceu gostar.
Enquanto conversávamos, eu sentia o marido cada vez mais silencioso, observando os olhares trocados entre eu e Rafael. Havia tensão ali. Uma tensão permitida.
Depois de algumas bebidas, Rafael perguntou se eles queriam continuar a conversa em outro lugar mais tranquilo.
Eu olhei imediatamente para Marcelo.
Esperava hesitação.
Ciúme.
Arrependimento.
Mas encontrei apenas desejo.
Foi ele quem me segurou pela mão e respondeu:
— Vamos.
O trajeto até o motel aconteceu em silêncio, interrompido apenas pela música baixa do carro e pela mão de Marcelo acariciando lentamente a minha perna.
Eu sentia o coração disparado.
Não era apenas atração.
Era a sensação de atravessar uma fronteira secreta do casamento.
No quarto iluminado por luz baixa, o nervosismo inicial logo deu lugar à curiosidade. Marcelo observava cada aproximação minha com Rafael, estava com atenção quase hipnótica.
Para mim, o mais intenso não era apenas o toque do outro homem, mas perceber o quanto aquilo mexia com o marido.
Marcelo parecia fascinado ao me ver sendo desejada, admirada, tocada com intensidade. Como se estivesse me vendo novamente pela primeira vez.
Entre beijos demorados, olhares cúmplices e a adrenalina daquela noite inesperada, nós três mergulhamos numa fantasia que durante anos existira apenas em conversas sussurradas no escuro do quarto.
Rafael, foi tirando meu vestido, beijando meus seios nus, passando suas mãos em cada parte do meu corpo. Somente com uma minúscula calcinha, me ajoelhei na frente de Rafael e abaixei sua calça e sua cueca. Seu pênis saltou com um vigor de menino, e olhando fixamente para meu marido, fui beijando e depois chupando deliciosamente tudo aquilo.
Ele me pegou pela mão, me levantou, me colocou debruçada na cama, lentamente foi abaixando minha calcinha. Marcelo não perdia um movimento. Então eu empinei minha bunda para Rafael, onde me penetrou com uma vontade enorme. Minha buceta escorria de tesão, e estava fudendo sempre olhando para meu marido. Então deitei Rafael na cama e comecei a cavalgar como louca, meus seios com os bicos escuros e pontudos subiam e desciam na cara do menino. Gozamos muitas vezes juntosHoras depois, já deitados e exaustos, eu encarei Marcelo em silêncio.
Esperava culpa.
Mas ele apenas sorriu, me acariciando o rosto.
— Acho que nunca te vi tão linda quanto hoje.
Eu percebi que o casamento entrou numa fase completamente nova.
