Marcas da Obsessão

Um conto erótico de Lucas (Por Mark da Nanda)
Categoria: Heterossexual
Contém 1371 palavras
Data: 12/05/2026 11:02:10

Meu nome é Lucas. Sou um homem normal, bom tamanho, bom peso, bom salário, boa vida. Só normal. Tenho 34 anos e, até aquela noite, acreditava que conhecia tudo o que precisava para dominar bem uma mulher.

Helena, minha esposa, lia um livro quando saí de casa. Beijei sua testa, disse que ia encontrar uns amigos para um uísque. Ela murmurou algo sobre não demorar e sequer desviou a atenção do livro que lia. O perfume dela ainda estava no meu pescoço quando entrei no bar escuro do centro, um lugar que frequentava só quando precisava sentir que ainda era perigoso, um macho, alguém.

Sentei no balcão à espera dos meus amigos e pedi um Bourbon. Estava distraído, vendo um casal sorrindo um para o outro, quando, pouco tempo depois, ela se sentou ao meu lado.

Num ambiente escuro, eu até poderia confundi-la com Helena. Mas não era ela. Não podia ser. O cabelo era mais curto, um tom de preto bem parecido, mas cortado num Chanel que minha mulher nunca usaria. A pele era mais branca, bem mais branca, quase pálida. Ela usava um vestido bordô colado, com um decote profundo, e tinha uma cicatriz fina, prateada, logo abaixo da clavícula esquerda, uma marca que Helena nunca teve.

Mas o corpo... a boca... eram idênticos aos de Helena. Se ela me dissesse ali que era uma irmã perdida da minha mulher, eu acreditaria. Até o jeito de morder o canto do lábio inferior quando sorria de lado, parecia o dela:

— Você parece alguém que quer esquecer o próprio nome esta noite. — Disse ela como uma voz rouca, mais baixa que a de Helena, como se tivesse fumado ou gritado muito antes de chegar.

— Só vim encontrar uns amigos. Beber, esquecer um pouco dos problemas do dia a dia...

— Que pena! Eu já vim para lembrar que ainda estou viva. Isso não te faz falta?

— Mas estou vivo. Aliás, estamos, não é? Senão não estaríamos conversando...

— Eu não queria estar conversando, se é que me entende? — Disse e me olhou de soslaio, enigmaticamente.

Não trocamos nomes. Ela me chamou de “Lobo”. Eu a chamei de “Vermelha”. Conversa curta, carregada de insinuações. Olhares fugidios. Quando ela cruzou as pernas no banco alto, o vestido subiu o suficiente para eu ver a liga preta e a pele nua acima dela.

Meus amigos chegaram, mas não ousaram se aproximar. Benavides parecia não acreditar na sorte que eu estava tendo. Alencar foi ainda mais descarado, batendo uma mão na outra, um claro sinal do que eu deveria fazer.

E fiz. Saímos dali em não mais que quinze minutos.

Ela estava hospedada no hotel ao lado do bar. No elevador, ela me empurrou contra o espelho, abriu minha camisa e mordeu meu peito com força. Ela não beijou, mordeu. Ainda desceu a mão e apertou meu pau por cima da calça, gemendo baixinho como se já estivesse molhada há horas, apenas aguardando um predador, um “Lobo”.

No quarto, não acendi as luzes. A luminosidade da cidade que entrava pela janela enorme já bastava, além de criar um clima ainda mais intimista.

Vermelha tirou o vestido devagar, de costas para mim. A bunda era mais empinada, mais redonda que a de Helena. As coxas mais grossas, trabalhadas, coisa de fisiculturista. Quando se virou, seus seios encheram meus olhos, cheios, pesados, mamilos escuros e duros. A cicatriz brilhava como uma joia.

Ela me deu um tapa, como se quisesse me trazer de volta à Terra. Eu a joguei na cama. Tentei abrir suas pernas, mas ela as manteve fechadas, rindo do meu desespero. Abri suas pernas com os joelhos e mordisquei seu seio. Depois desci a boca por sua barriga. Enfiei, dois dedos em sua buceta e a vi gemer alto. Eu estava certo, ela estava encharcada.

O gosto era forte e doce ao mesmo tempo, diferente de Helena, mas tão delicioso quanto. O odor quase me entorpeceu. Ela não se depilava completamente e eu esfreguei meu nariz naquele tapetinho, pedindo licença para continuar. Chupei seu clitóris inchado enquanto curvava meus dedos como um anzol, sentindo as paredes pulsarem. Ela gozou rápido, agarrando meus cabelos, xingando baixo, o quadril se debatendo contra minha cara.

Ela se recuperou rapidamente e me montou. Desceu devagar, sentindo cada centímetro, cada milímetro, cada sensação, até eu estar completamente enterrado. Passou a rebolar com uma precisão quase cruel, apertando, soltando, girando... Parecia saber exatamente como fazer meu pau latejar mais forte dentro dela. Teve um momento em que ela se inclinou para frente e sussurrou no meu ouvido:

— Goza só quando eu mandar.

Eu quase gozei só com a frase. Mas me mantive forte, concentrado, predador. Afinal, o Lobo ali era eu.

Ela cavalgou mais forte, as unhas cravadas no meu peito, arranhando sem piedade, os seios balançando perto da minha boca. Mas ela não me deixava tocá-los. Quando eu tentava, ela apenas ria e dizia:

— Outro dia, quem sabe.

Eu estava ficando alucinado com aquela mulher. Quando senti que não aguentaria mais, ela pareceu entender e apertou a boceta em volta do meu pau, ordenando:

— Goza. Agora!

E eu? Eu obedeci. Gozei tão forte que vi estrelas. Ela gozou junto, tremendo inteira e berrando como se estivessem a oferecendo como um sacrifício a um deus pagão qualquer. Mas o sangue foi o meu, colhido através de uma mordida no ombro que ela me deu.

Ficamos em silêncio por um tempo, suados, colados. As respirações disputando o oxigênio que parecia pouco naquele quarto. Eu a acariciava distraidamente, até que passei os dedos na cicatriz dela:

— Como conseguiu isso? — Perguntei.

Ela sorriu no escuro, mas eu vi o sorriso, um que eu conhecia desde os meus 22 anos.

— Você me deu. Naquela viagem para o Chile, há oito anos, lembra? Quando escorreguei na pedra e você me segurou. O corte foi fundo. Você chorou mais do que eu no hospital.

Meu sangue gelou.

Ela levantou o queixo, expondo melhor a cicatriz e o seu olhar que agora estava fixo no meu:

— Fiz uma plástica no nariz, implante de silicone nos seios, lipoaspiração nas coxas e malhei muito. Mudei a cor do cabelo, engrossei a voz com fonoaudióloga. Levei quase um ano até estar pronta. Queria ver se ainda despertava sua atenção. Queria sentir você desesperado por alguém que não fosse a “Helena”.

Toquei seu rosto. Agora eu via: os olhos, sempre foram eles. A curva do lábio. O jeito de respirar depois do gozo:

— Laura. Mas... por quê? — Minha voz saiu rouca.

Ela sorriu. Um sorriso lento, perigoso, satisfeito:

— Até que demorou, né? — Murmurou, ainda com meu pau amolecendo dentro dela: — Achei que você fosse me reconhecer antes de gozar. Mas parece que você continua o mesmo bobo de sempre, né? Basta uma boceta, que você esquece do mundo...

Senti um frio na espinha misturado com uma nova onda de tesão doentio. Laura não era uma desconhecida, era uma ex-namorada, justamente a mulher que eu tinha abandonado de forma cruel sete anos atrás, quando conheci Helena e vi que, embora mais nova, era mais estável, mais “aceitável” na minha família e na sociedade.

Laura, alheia aos meus pensamentos e dúvidas, passou o dedo na cicatriz, como se mostrasse um troféu:

— Você que me deu isso no Chile. E eu me dei o resto do corpo todo… só pra ver se você era realmente apaixonado pela perfeitinha da Helena.

Fiquei em silêncio, atordoado com toda aquela revelação. Meu pau, ainda dentro dela, deu uma estranha pulsada involuntária.

Laura riu baixinho ao sentir aquilo e rebolou de leve, como se testasse minha resiliência:

— Calma, Lobo! Sua esposa deve estar dormindo agora. Mas eu… eu estou aqui e bem acordada. E vamos ficar acordados a madrugada inteira, porque eu quero e você não tem escolha.

— O que está acontecendo aqui, Laura?

Ela se inclinou, mordeu meu lábio inferior com força e sussurrou:

— Nada, e também tudo.

Ela se levantou só o suficiente para me encarar e disse:

— Eu voltei. E tenho planos.

OS NOMES UTILIZADOS NESTE CONTO SÃO FICTÍCIOS E OS FATOS MENCIONADOS E EVENTUAIS SEMELHANÇAS COM A VIDA REAL SÃO MERA COINCIDÊNCIA.

FICA PROIBIDA A CÓPIA, REPRODUÇÃO E/OU EXIBIÇÃO FORA DO “CASA DOS CONTOS” SEM A EXPRESSA PERMISSÃO DO AUTOR, SOB AS PENAS DA LEI.

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 12 estrelas.
Incentive Mark da Nanda a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.
Foto de perfil de Mark da NandaMark da NandaContos: 355Seguidores: 723Seguindo: 17Mensagem Apenas alguém fascinado pela arte literária e apaixonado pela vida, suas possibilidades e surpresas. Liberal ou não, seja bem vindo. Comentários? Tragam! Mas o respeito deverá pautar sempre a conduta de todos, leitores, autores, comentaristas e visitantes. Forte abraço.

Comentários

Foto de perfil de rbsm

Vai ser outro conto delicioso do Mark

0 0
Foto de perfil genérica

Ela esperou 7 anos para chegar aqui, então se preparem porque vem um furacão categoria 5 por aí

0 0
Foto de perfil de Velhaco

Pois é, o cara já demostrou ser um canalha, uma pessoa sem caráter, sem respeito algum por sua esposa, vai cair numa armadilha das grandes por ser um pilantra

1 0
Foto de perfil genérica

A Laura veio para provar que é e sempre foi melhor que perfeitinha da Helena?

0 0