O celular vibrou na bancada, interrompendo o som da água do banho. Eram várias chamadas perdidas. Quando finalmente atendi, a voz dela veio com aquela mistura de saudade e urgência.
— Me esqueceu? Me abandonou? — ela cobrou. — Parece que não quer mais me ver.
Eu expliquei que estava no banho, mas ela já estava com o plano traçado. A vontade de me ver era maior que o medo, mas ela sabia dos riscos.
— Tem um problema... as câmeras — ela sussurrou, a voz ficando séria. — Mas eu vou dar um jeito. Eu vou desligar tudo, cada uma delas. Fica esperando meu sinal. Quando eu avisar, o portão já vai estar aberto. É só você entrar direto.
Fiquei na espera, sentindo a eletricidade no ar. O risco de entrar na casa de um homem casado, sabendo que o lugar é monitorado, transforma o tesão em algo perigoso. Quando o celular brilhou com a mensagem confirmando que o sistema estava "cego" e o caminho livre, eu fui.
Estacionei longe, nas sombras, e caminhei até o portão. Quando entrei, o silêncio da casa era absoluto. Saber que ela tinha desligado as câmeras só para me receber me dava uma sensação de domínio absurda. Eu atravessei a sala como um fantasma e, quando a encontrei, o cheiro do perfume dela já dizia que a noite seria longa.
Ela estava deslumbrante, cheirosa, com a pele quente do banho. O abraço foi um encontro de almas famintas. Dali para o quartinho das crianças foi um pulo, e o que começou naquele colchão no chão logo escalou para a ousadia final: a cama dele, onde o perigo e o prazer se tornaram uma coisa só. O peso do proibido nunca foi tão real. Eu estava deitado na cama dele, sentindo o perfume dela se misturar ao cheiro do perigo. Ela estava por cima, cavalgando com uma fúria que parecia querer extrair cada gota de prazer de mim. Eu a segurava pela cintura, olhando no fundo daqueles olhos entregues, e a provocação saía natural, carregada de domínio:
— Quem é o seu homem? — perguntei, sentindo o calor dela me apertar.
— Você... só você! — ela respondeu, ofegante, o corpo tremendo em cima da minha pica.
— Quem está te comendo gostoso hoje? Quem está te arrebentando de verdade?
— Só você sabe me foder assim... só você! — o grito dela era contido, mas a intensidade era total.
Ela confessou que já tinha gozado três vezes seguidas ali, naquela cavalgada insana. Eu sorri, sentindo o poder da situação: "É por isso que você gosta de dar para mim, né? Vou deixar essa b***** toda arrombada pro corno ver que um macho de verdade cuidou bem dela".
Um barulho no corredor gelou o sangue por um segundo. Ela parou, o corpo suado congelado no ar. Foi conferir se eram as crianças, o coração na boca. Mas o susto só serviu como combustível. Quando ela voltou, o desejo estava mais nervoso. Eu a joguei de quatro na cama — na cama dele, sob o olhar das câmeras que pareciam testemunhar nossa audácia.
— Não perde tempo... — ela implorou, a voz brava, querendo o ápice. — Goza dentro de mim agora, por favor! Eu quero sentir você!
Eu comecei a bater forte, sem dó. O som do impacto ecoava no quarto enquanto eu pensava: "Estou aqui, na casa dele, com a mãe dos filhos dele". A pressão foi demais. Eu descarreguei tudo, inundando-a por completo, sentindo cada contração daquela b***** que parecia não querer me soltar.
Fui ao banheiro, limpei o rastro do pecado e tomei um banho rápido, mas o tesão não tinha ido embora. Voltei e a encontrei na cabeceira da cama. Sentei-me e, enquanto meus dedos trabalhavam o grilinho dela com precisão, ela me chupava com uma fome desesperada. Quando senti que ia explodir de novo, tirei da boca dela e finalizei com força, cobrindo seu rosto e sua boca com meu prazer.
— Que safada... uma casada dessas se deliciando assim — eu sussurrava.
Para encerrar a noite, eu queria o golpe final. Voltei para dentro dela, buscando o ponto G com estocadas curtas e violentas. Ela entrou em transe. O corpo dela arqueou de um jeito que eu nunca tinha visto, e um jato de líquido inundou tudo, molhando o chão e o tapete em um orgasmo jorrante. Ela desfalceu nos meus braços, entregue, sem forças, como se a alma tivesse saído junto com aquele prazer.
Saí de lá com o gosto da vitória e o peso da saudade. Olhando para trás hoje, entendo por que esse vício não passa: não era só sexo, era a conquista total do que era proibido.A gente não conseguia se soltar. Ela estava ali, deitada naquela cama que não me pertencia, vestindo um babydoll leve que mal escondia o que eu já conhecia tão bem. Eu puxava aquele shortinho curto de lado, o tecido deslizando pela pele quente, e voltava com os dedos nela. O toque era um convite, e ela recebia cada centímetro com um suspiro que parecia vir da alma.
O que me deixava mais louco era ver a metamorfose: aquela mulher, que lá fora era a esposa e a mãe dedicada, ali dentro se transformava na mulher mais liberta e intensa que eu já vi. Naquela cama, sob o teto do "mansinho", ela perdia todos os filtros. Era uma entrega visceral, sem vergonha, sem limites.
Ficamos ali, entre beijos molhados e carícias lentas, aproveitando cada segundo daquela posse. Eu olhava para ela e sentia o peso da conquista; era mais do que prazer, era o domínio total de um território proibido.
Hoje, a saudade bate forte. Fica aquele gosto de "quero mais" e a lembrança da conexão elétrica que a gente tinha. Quem sabe o que o destino reserva? Uma química dessas nunca morre totalmente, e a vontade de ver aquela laqueadinha de babydoll mais uma vez, pronta para ser minha, continua queimando aqui dentro. Vocês gostaram? Quer continuação?