Como fiz minha esposa evangélica virar puta parte 9

Um conto erótico de Ricardo
Categoria: Heterossexual
Contém 2176 palavras
Data: 12/05/2026 07:27:06

O som da respiração da Natielly no banco do passageiro era música para os meus ouvidos. Ela estava com o rosto corado, os cabelos ruivos saindo do coque, e aquele brilho de quem tinha acabado de descer ao inferno e voltado com um sorriso no rosto. Eu liguei o carro, mas não saí do lugar. Queria o relatório completo.

— Conta, Nati. Como foi? O Marcos descontou a raiva do Pastor?

perguntei, sentindo meu pau pulsar.

Ela se ajeitou no banco, cruzando as pernas e deixando a saia de couro subir até o limite.

— Paulo... ele estava um animal. Ele me jogou naquela parede de espelhos e me obrigou a olhar. Ele disse que ia tirar o "gosto de incenso" de mim. Ele levantou minha saia com tanta força que quase rasgou e, sem nenhum aviso, ele entrou. Mas não foi como o Gilberto, que treme de medo. O Marcos socava com um ódio gostoso, sabe? Ele segurava meu pescoço e dizia que eu era a "putinha acadêmica" dele. Eu via o reflexo de tudo no espelho: a brutalidade dele, o meu corpo sendo sacudido... no final, ele me virou de frente, me levantou no colo e me prensou contra o vidro frio enquanto descarregava tudo. Eu saí de lá sem pernas, amor.

Eu ouvia tudo imóvel, a "barriguinha de cerveja" apertada contra o volante. Mas o clima mudou quando eu peguei o celular e mostrei a mensagem da Vera. O rosto da Naty empalideceu por um segundo.

— A Vera? Quer me dar um presente? Paulo, aquela mulher tem olhos de raio-X. Se ela me cheirar, ela descobre até o que eu comi no café da manhã.

— É o risco, Nati. E tem mais

eu disse, encarando-a.

— Você saiu da sala do Marcos sem se recompor direito?

Ela mordeu o lábio, preocupada.

— Aí é que tá... Quando eu estava saindo do corredor, tentando ajeitar o cabelo e limpar o batom borrado, eu dei de cara com a Helena, a professora de quimica.

A professora Helena é o tipo de mulher que parece ter saído de um comercial, mas com uma voltagem de perigo escondida. Com apenas 24 anos, ela é o prodígio. É uma loira de traços delicados, olhos azuis que parecem escanear cada erro alheio, e um corpo que, mesmo escondido sob roupas sociais caríssimas e comportadas, denuncia curvas impecáveis e uma postura de quem nunca cometeu um pecado. Ela é a "fiscal de moral" da universidade; se a Naty é a professora que provoca o desejo, Helena é a que provoca o julgamento.

— Ela me olhou de cima a baixo, Paulo

continuou Natielly, a voz trêmula de adrenalina.

— Eu estava descabelada, com a saia de couro toda amassada e aquele cheiro de Marcos que não sai fácil. A Helena não disse nada, só deu um sorriso de canto, daqueles que dizem: "Eu sei exatamente o que você estava fazendo atrás daquela porta". Ela é conservadora ao extremo, vive falando de ética... Se ela abre a boca no conselho ou fala com alguém da igreja, a gente tá frito.

— Ou...

eu interrompi, um plano novo começando a desenhar na minha mente de advogado

— ...ou ela é o ingrediente que faltava. O julgamento dela é o que te deixa mais molhada, não é? Saber que ela está te vigiando.

A Naty me olhou e, lentamente, um sorriso safado voltou ao rosto dela.

— Você é doente, Paulo. E eu amo isso. Mas agora temos um problema real: a Vera às 19h e a Helena na minha cola amanhã.

— Primeiro a Vera

decidi, dando partida no carro.

— Vamos ver que "presente" é esse que a morena do Pastor tem pra você. Mas antes, vamos em casa banhar. Não quero que a Vera sinta o cheiro da Educação Física na pele da Pedagogia.

Chegamos em casa e a Naty voou para o chuveiro. Eu fiquei na sala, relendo a mensagem da Vera. O perigo ali era diferente do Marcos; não era físico, era social. Um deslize e a reputação da "irmã Natielly" virava pó.

Quando ela saiu do banho, parecia outra pessoa. Vestiu um vestido, fechado, sem decote, e prendeu o cabelo num coque tão firme que os olhos azuis pareciam ainda mais puxados. Passou um perfume de lavanda, suave, bem "cheiro de crente".

— Como eu estou?

perguntou ela, ajeitando a saia.

— Parece que nunca sentiu o peso de um homem na vida

respondi, levantando e pegando a chave do carro.

— Vamos. O "leão" está esperando na cova.

Às 19h cravadas, estacionamos na frente da igreja. O templo estava vazio, exceto por uma luz acesa nos fundos, na sala da congregação feminina. Entramos e lá estava ela. Vera estava sentada, com a postura ereta de uma rainha. O cabelo preto liso estava impecável no coque, e os olhos castanhos dela brilharam quando nos viu.

— Irmão Paulo, irmã Natielly... que alegria que puderam vir

a voz dela era firme, mas tinha um tom de autoridade que fazia qualquer um baixar a cabeça.

— A Paz, irmã Vera. Como a senhora está?

Naty perguntou, com a voz mais doce do mundo.

Vera levantou e caminhou até a Naty. Ela não a abraçou de imediato. Ela parou a poucos centímetros, e eu juro que vi o nariz dela dar uma leve tremida, como se estivesse farejando o ar.

— Estou melhor, graças às orações. O Gilberto ficou muito preocupado. Ele me disse que você foi um anjo, entendendo que ele precisava sair correndo daquele aconselhamento...

Vera deu um passo para trás, mas os olhos afiados não saíam do rosto da Naty.

— Sabe, Natielly, eu sempre admirei sua discrição. Tão jovem, tão bonita, mas tão dedicada à obra.

Ela pegou uma sacola de papel de cima da mesa.

— Trouxe um presente. É um tecido que comprei para fazer uma saia nova, mas quando vi, achei que combinava mais com você. É um azul bem profundo, quase da cor dos seus olhos.

A Naty pegou o presente, as mãos tremendo de leve.

— Obrigada, irmã Vera. Não precisava...

— Imagina. Precisamos cuidar umas das outras

Vera sorriu, mas o sorriso não chegava aos olhos.

— Ah, e Natielly... o Gilberto me disse que o aconselhamento de vocês não terminou. Ele quer que você passe lá na segunda-feira novamente. Ele disse que sua "luta espiritual" é muito complexa.

O clima ficou pesado. Eu senti que a Vera estava jogando uma isca. Ela sabia? Ou estava apenas testando o território?

No dia seguinte, a adrenalina da Vera ainda não tinha baixado quando deixei a Naty na universidade. Mas o perigo mudou de cor do castanho vigilante da Vera para o azul da Helena.

A Naty entrou no faculdade lá estava a loira, sentada na mesa dela, revisando uns papéis. Helena não levantou a cabeça de imediato. Ela esperou a Naty sentar, abrir o notebook e começar a trabalhar.

— Bom dia, Natielly

a voz da Helena era limpa, sem sotaque, curta.

— Dormiu bem? Parecia bem exausta ontem quando saiu da sala do professor Marcos.

A Naty sentiu o sangue subir.

— Tive uma reunião longa sobre o novo projeto de pesquisa, Helena. Muita papelada.

Helena finalmente levantou os olhos. Aquele azul atravessou a Naty. Ela deu um sorrisinho de canto, aquele que a Naty tinha me contado.

— Imagino. O professor Marcos é conhecido por ser muito... exigente com seus colaboradores. Mas tome cuidado, querida. O corredor tem ecos. E as câmeras de segurança do bloco às vezes pegam ângulos que a gente nem imagina.

Ela fechou a pasta e levantou. Antes de sair, ela se inclinou sobre a mesa da Naty, o cabelo loiro caindo como uma cortina.

— Eu sou uma defensora da moral nesta instituição, você sabe. Se eu ver algo que fira a ética do nosso departamento, serei a primeira a relatar ao conselho. Mas...

ela fez uma pausa, olhando para o pescoço da Naty, onde um pequeno roxo do Marcos começava a aparecer

— ...eu também sou uma mulher de segredos. Quem sabe a gente não conversa sobre esse seu "projeto de pesquisa" em um café qualquer dia desses?

A Helena saiu, deixando a Naty paralisada.

À noite, em casa, a Naty me contou tudo, andando de um lado para o outro.

— Paulo, eu estou cercada! A Vera me deu um tecido que parece uma corda pro meu pescoço e a Helena me ameaçou com as câmeras! Aquela loira sabe de tudo! Ela viu o Marcos me detonando naquela sala, eu tenho certeza!

Eu puxei a Naty pela cintura, rindo por dentro.

— Você não percebeu, Nati? A Helena não quer te denunciar. Ela quer participar. Ela é conservadora porque é o papel dela, mas aquele olhar azul... aquilo é curiosidade. Ela quer ver a professora ruiva caindo em pecado.

— E a Vera?

Naty perguntou, encostando a cabeça no meu peito.

— A Vera é o perigo real. Ela é a dona do território. Segunda-feira você vai voltar para aquele gabinete. E você vai levar o tecido que ela te deu. Vamos ver se o Pastor Gilberto consegue orar com a saia que a própria mulher escolheu para a amante.

O clima em casa estava pesado, uma mistura de medo e tesão que parecia eletrificar o ar. Eu estava na sala, tentando focar em um processo, quando ouvi o som do celular da Natielly apitar. Ela estava no quarto, terminando de se arrumar para um jantar que tínhamos planejado.

De repente, um silêncio absoluto. Depois, o som dos passos rápidos dela vindo em minha direção. A Naty apareceu na porta com o rosto pálido, segurando o aparelho como se fosse uma granada.

— Paulo... você não vai acreditar. A Helena. Ela perdeu completamente a noção.

Ela me entregou o celular. A mensagem era direta, escrita com aquela frieza que só uma loira conservadora de 24 anos consegue ter:

Helena: "Natielly, vamos pular as apresentações. Eu vi você saindo da sala do Marcos e vi o estado do seu pescoço. Eu também sei que o Pastor Gilberto não estava apenas 'aconselhando' você na igreja. Eu tenho acesso a mais coisas do que você imagina. Eu não contaria nada para ninguém, o sigilo seria absoluto... com uma condição: você me 'empresta' o seu marido por uma noite. Quero o Paulo só para mim."*

Eu li aquilo e senti o sangue pulsar nas têmporas. A ousadia daquela loira dos olhos azuis era algo que eu não esperava. A Naty já tinha respondido, os dedos tremendo de raiva:

Natielly: "Helena, você enlouqueceu? Está doida? Do que você está falando? Isso é assédio, é loucura!"

A resposta da Helena veio segundos depois, visualizada em tempo real:

Helena: "Doida? Pelo contrário, sou muito lúcida. Eu gosto de sigilo, Natielly. E o que é mais sigiloso do que o marido da minha própria colega de trabalho? Pense bem... o silêncio da 'moralista' do departamento custa caro, mas o prazer de corromper o que é seu parece valer o preço. Se você não concordar, amanhã o conselho universitário e a irmã Vera recebem um arquivo bem interessante."

A Naty sentou no sofá, com as mãos na cabeça.

— Paulo, ela quer você! Aquela loira falsa, que vive falando de bons costumes, quer me chantagear usando você!

Ela me olhou, e eu vi uma faísca diferente nos olhos azuis dela.

— Ela disse que 'gosta de sigilo'... ela quer sentir o que eu sinto, quer entrar nesse nosso jogo, mas do jeito dela. Ela quer te usar para me punir ou para se libertar, eu não sei!

Eu me aproximei da Naty, pegando o celular da mão dela e jogando no sofá. A situação era perversa: o Marcos queria a posse, o Pastor queria o pecado, a Vera queria o controle, e agora a Helena... a Helena queria o meu corpo como pagamento pelo silêncio dela.

— Nati, olha para mim

eu disse, baixando a voz.

Ela acha que está no comando. Mas ela acabou de confessar que é tão suja quanto nós. Ela não quer te denunciar, ela quer o que você tem. Ela quer o "marido da colega" porque isso é o ápice do proibido para ela.

A Naty respirou fundo, o peito subindo e descendo rápido sob o vestido bege.

— E o que a gente faz? Se eu disser não, ela acaba com a minha carreira. Se eu disser sim... eu vou estar entregando você para aquela loira gelada.

— A gente joga, Nati. A gente sempre joga

respondi, sentindo o tesão de corno se transformar em algo novo, o tesão de ser a moeda de troca.

— Segunda-feira você tem o gabinete com o Pastor e o tecido da Vera. Talvez a Helena precise de uma "reunião particular" antes disso para alinhar os termos desse acordo.

Naty mordeu o lábio, um sorriso de puro perigo começando a aparecer.

— Você quer ir, não quer? Quer ver o que tem por baixo daquela máscara de conservadora da Helena.

— Eu quero ver até onde essa rede de pecados vai nos levar, Nati. Amanhã, você vai dizer para ela que aceita conversar... mas que o encontro vai ser nos nossos termos. Vamos ver se a loira tem coragem de sustentar esse olhar azul quando estiver cara a cara comigo.

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Foto de perfil de Casal hotCasal hotContos: 28Seguidores: 79Seguindo: 34Mensagem Somo um casal bem safado

Comentários

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Parece que a irmã Vera é esperta,ela esta desconfiada ,e esse tecido provavelmente é para passar ao marido algum recado indiretamente.E essa Helena ,acha que vai se dar bem mas vai cair na armadilha do casal e deduzo que vai ser uma Marionete deles.

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