A chuva caía pela manhã no bairro Caiçara, Região Noroeste de Belo Horizonte. O início daquela segunda-feira prometia muito. Jaqueline, 32 anos, loira, olhos verdes que se destacam, com 1,66m de altura, corpo curvilíneo e marcante, seios médios e siliconados proporcionais ao seu corpo, cintura definida e pernas fortes, cabelo levemente ondulado.
Jaqueline construiu a vida que sempre sonhou no bairro Caiçara. Aos 32 anos, ela vive em uma casa de dois andares numa rua tranquila do bairro, cercada por vizinhos antigos, padarias tradicionais e famílias de classe média que se conhecem há anos. Dentista formada, a doutora Jaqueline Vasconcelos continua trabalhando no posto de saúde da região por escolha própria. Muitos colegas da faculdade foram para clínicas particulares luxuosas, mas Jaqueline acredita que seu trabalho ali “faz diferença de verdade”. No posto, ela é conhecida por atender os moradores do bairro com atenção e carinho, ser ótima no atendimento de crianças e ajudar idosos, além de nunca negar atendimento a ninguém.
Casada há 10 anos com Maurício, de 32 anos, especialista em TI, que trabalha grande parte do tempo de casa, cercado por telas, servidores, fones de ouvido e canecas de café espalhadas pelo escritório no segundo andar da casa no Caiçara. Ele tem um estilo nerd bonito que poucas pessoas percebem de primeira: 1,83m de altura, corpo naturalmente forte sem exagero na academia, barba sempre baixa e alinhada, cabelos escuros bagunçados de maneira leve, usa óculos de armação fina e é bem tímido com as pessoas.
Jaqueline, ou Jaque como é conhecida, há uns 3 anos passou a postar sua rotina nas redes sociais: a vida profissional, seus hobbies preferidos, andar a cavalo, idas ao shopping e aproveitar a piscina da casa. Casa esta que ela praticamente postou toda a reforma, de uma casa pequena a uma bela casa de dois andares com piscina e tudo. Maurício a apoia, mas sente ciúmes dos comentários que ela recebe: “dentista gostosa” e outras cantadas.
Naquela segunda-feira, Jaqueline desceu até a cozinha. Maurício estava lá já pronto para mais um dia de trabalho. Eles se beijam e ele diz à loira, que usava um pijama curto que destacava cada curva do seu belo corpo:
— Jaque, meu amor, preparada para o primeiro dia de trabalho na ONG com a Marina?
Jaqueline beijou o marido e disse:
— Sim, meu bem.
Ela tomou seu café, se vestiu com uma calça jeans, uma camisa branca de alça que realçava seus seios siliconados e médios, colocou seu jaleco particular que ganhou de presente de aniversário e saiu com seu carro. No caminho, ela ligou para Marina, 20 anos, 1,66m, cabelo loiro liso, olhos castanhos, corpo definido naturalmente, seios firmes, bunda média que chama a atenção, sorriso bonito e espontâneo. Estagiária odontológica há 2 anos no posto de saúde onde Jaqueline trabalha, as duas são vistas pelos colegas e pacientes como mãe e filha.
Marina cresceu num orfanato na Pedreira Padre Lopes, onde foi criada, e atualmente ajuda a ONG que a acolheu após completar 18 anos, morando por lá e ajudando os moradores da comunidade. Marina havia convidado Jaqueline para trabalhar na ONG durante suas férias de 14 dias. Jaqueline aceitou.
Marina atende o telefone:
— Oi, Jaque, eu estou na ONG te esperando. Você vai demorar?
Jaqueline responde:
— Não, estou chegando.
Marina diz:
— Ótimo! Quero te apresentar dois amigos meus.
Vinte minutos depois de sair de casa, ela chega na Pedreira Padre Lopes, uma comunidade que ainda sofre com desigualdade social e criminalidade. Ela chega até a ONG Novo Horizonte, para o carro na rua íngreme. Um morador simpático diz à loira para colocar uma pedra para evitar que o carro desça na ladeira. Ela coloca a pedra.
Antes de entrar, ela olha o prédio. O prédio tem três andares, pintura azul-clara já desgastada pelo tempo e grades reforçadas nas janelas. Foi reformado aos poucos através de doações, mutirões e ajuda de antigos moradores da comunidade. Em frente há também um mural pintado pelos artistas locais.
Ao entrar, ela dá de cara com o térreo: recepção simples, cozinha industrial, refeitório comunitário, sala de computador e quadra coberta, uma pequena biblioteca. Ali crianças fazem refeições, moradores recebem ajuda social, adolescentes usam computadores e voluntários organizam campanhas.
Ela então vê Marina usando um top preto e short curto. Linda, com seu sorriso bonito, Marina chega perto de Jaqueline, a abraça e diz:
— Bom te ver aqui, Jaque! Cadê o Maurício? Achei que ele viria...
Jaqueline fechou a cara na hora. Ela tem ciência que Marina fica se jogando para cima de Maurício. A loira percebeu as investidas da estagiária no seu marido na festa de final de ano no posto de saúde e no seu aniversário, no pequeno jantar organizado por ela em casa.
Ela, disfarçando, pede a Marina para levá-la para conhecer o restante da ONG. No segundo andar, ela se depara com um espaço voltado para a educação e saúde: salas de aulas, espaço de reforço escolar, pequena academia comunitária e um consultório de odontologia improvisado, e uns dois consultórios de clínica em geral. As paredes são cheias de cartazes motivacionais, fotos antigas e certificados de jovens que conseguiram entrar na faculdade.
Marina então diz à sua chefe:
— Vamos subir para o último andar. Vou lhe apresentar meus amigos que cresceram comigo no orfanato e que me ajudam aqui na ONG.
O terceiro andar era mais reservado. Ali ficam quartos simples onde alguns jovens sem família ou em situação vulnerável moram temporariamente, corredor estreito, quartos divididos, banheiros coletivos, lavanderia improvisada, pequena varanda com vista parcial para a comunidade.
Marina entra no seu quarto e lá apresenta seus amigos: Henrique, 20 anos, negro, 1,85m, corpo forte e seco, braços definidos, maxilar forte, olhar intenso, cabelo baixo, abdômen marcado, sem camisa, usando apenas um short jeans; e Gegê, 20 anos, negro mais magro que Henrique, olhos pretos expressivos, sorriso raro, postura calma e cabelo curto bem cuidado.
Marina informa que Henrique dá treinos na academia da ONG e Gegê dá aula de matemática para crianças. Os dois olham Jaqueline de cima a baixo.
A primeira semana ocorreu de maneira tranquila. Das 7 horas da manhã às 18 horas da noite, ela atendia idosos, crianças e algumas pessoas que não conseguiam atendimento no posto de saúde local, sempre com entusiasmo. Na segunda, quarta e sexta, Marina estava sempre ao seu lado.
No primeiro sábado de seu trabalho na ONG veio sua primeira emergência: uma criança de 7 anos com cárie. A pequena se contorcia de dor. Jaqueline anestesiou o local, fez o procedimento necessário com Marina ao seu lado. Aquilo lhe dava energia: ajudar as pessoas que não têm condições de procurar uma clínica particular.
Mas algo lhe chamou a atenção naquela semana. Dentre os vários voluntários, ela ficou mais próxima de Gegê, Henrique e, lógico, de Marina. Cada um dos jovens tinha um modo de se comportar de maneira estranha. Gegê era extremamente inteligente, observador e sarcástico. As poucas interações de Jaque e Gegê eram conversas sobre a ONG, Marina e odontologia, pois Gegê é extremamente curioso. Já Henrique era emocionalmente intenso, uma hora protetor (quando um bêbado vinha até a ONG fazer graça), territorial, odiava que invadissem seu espaço e, claro, desconfiado. Diferente de Gegê, ele não falava muito, mas ela sempre o via, após suas aulas na academia comunitária, vindo até seu consultório observá-la.
Naquela semana toda vez que voltava para casa, Maurício sempre lhe perguntava sobre seu dia, os atendimentos e impressões. No sábado, após o trabalho na ONG, Jaqueline se despediu de Marina, Gegê e Henrique, que só acenou com a cabeça. No caminho para casa, cerca de 10 minutos sem trânsito, ela chega e é surpreendida com Maurício acendendo a churrasqueira. Ali os dois se beijam enquanto a carne vai assando. Jaqueline posta sobre a surpresa do marido. Maurício ama Jaqueline de forma intensa e silenciosa. Depois de 10 anos de casamento, continua olhando para ela como se ainda estivesse apaixonado pela dentista loira que conheceu na faculdade, mas sente um leve ciúme ao ver sua esposa postar uma foto de biquíni.
Após o churrasco e algumas garrafas de refrigerante diet, pois o casal não consome bebida alcoólica, Jaqueline e Maurício sobem até o quarto se beijando calorosamente. Mas na hora H o casal não consegue ter relação sexual. Mesmo filme das últimas semanas. Ela já não entendia o porquê o casamento tinha caído naquela rotina.
No domingo o casal manteve a rotina normal, mas no fim da manhã, após o almoço, Jaque teve uma ideia. Ela chamou Maurício e disse:
— Amor, você não topa ir conhecer a ONG? Já que hoje é domingo e você não trabalha...
Maurício, bem tímido, diz à esposa:
— Não, amor, eu não conheço ninguém de lá.
Jaque se levanta já indo trocar de roupa e diz ao marido:
— Esteja no carro daqui a dez minutos.
Maurício obedece à esposa. Dez minutos depois o casal está na porta da ONG. Uma criança de uma família que estava abrigada por lá abre o portão e Maurício a cumprimenta. Subindo as escadas, passando pelo segundo andar, no corredor estreito do terceiro andar, Jaqueline e Maurício chegam no quarto de Marina. Jaque bate na porta e Marina abre com um top azul que deixa seus seios firmes quase saltando para fora e um short jeans pequeno que mostrava a polpa da bunda média. Com seu sorriso ela diz:
— Jaqueline e Dr. Maurício, o que vocês fazem aqui?
Sorrindo, Jaque diz:
— Viemos visitar e Maurício veio conhecer a ONG.
Os olhos castanhos de Marina brilham enquanto ela olha para Maurício, o que deixa Jaque desconfortável. Mas ela interrompe Marina, que olhava fixamente para seu marido, e pede:
— Mari, chama os meninos.
Marina sai apressada. O quarto de Marina é pequeno e organizado: livros de odontologia, cama de solteiro, perfumes baratos, araras de roupas à mostra, luzes decorativas na cabeceira da cama e um espelho grande.
Então chegam os três. Henrique à frente e Gegê ao lado dele. Maurício se levanta e aperta as mãos dos jovens. Durante a tarde eles conversam sobre a semana que passou na ONG. Marina contou sobre a semana no posto de saúde (já que só Jaqueline estava de férias). Maurício falou com Marina, que estava super interessada no papo dele, e com Gegê sobre o trabalho em TI. Henrique sempre calado. Maurício timidamente pergunta a ele:
— Henrique, né? Você é calado. Como vocês se conheceram? Jaque não me contou.
Henrique se virou e, antes de falar, a voz de Marina tomou a frente. Os três foram deixados no mesmo orfanato em fases diferentes da infância. Marina aos 5 anos, sua mãe e seu pai não tinham condições de criar mais uma filha, já que tinham outros 7 filhos. Gegê havia sido abandonado em outro orfanato aos 2 anos, nunca soube dos pais, e aos 8 anos foi transferido. Henrique aos 10 anos, após seu pai falecer num acidente de carro e sua mãe ser muito nova — ele mal a conheceu.
A tarde foi intensa. Antes de sair, Marina disse a Jaque:
— Jaque, essa semana será sua última antes do retorno das férias. Então nos vemos amanhã, né?
Jaque a abraçou e respondeu:
— Claro, querida.
Mal sabiam eles que essa semana mudaria as vidas de todos para sempre.
A segunda-feira chegou linda, com sol entre nuvens, pouco calor, mas perfeita — nem frio demais e muito menos um calor extremo. Pela manhã, Jaqueline chega à ONG uns minutos atrasada por causa do trânsito caótico. Entre abraços e atendimentos a crianças e idosos, ela passa pela aula de Gegê, que explicava frações para uma turma. Marina orientava uma mãe a marcar acompanhamento odontológico pelo posto de saúde para seus gêmeos, e Henrique conduzia exercícios para idosos.
A tarde foi tranquila. Ela passou a maior parte do tempo na sala de Gegê, observando suas aulas com Marina ao seu lado. Henrique seguia calado.
Na terça, ela passou a manhã toda numa casa da Pedreira visitando uma senhora que não se locomovia mais. Ao voltar, Maurício a esperava. Ele lhe entregou um almoço, os dois se beijaram. Henrique observava de longe. Jaque viu o jovem após Maurício ir embora.
Mas na quarta-feira, tudo mudou. Ela saiu de casa animada. A manhã foi cheia de pacientes. À tarde, após o almoço, ela foi até a quadra e ficou por lá vendo as crianças brincando e jogando futebol. Do nada, uma nuvem preta se formou no céu. Marina chegou mais cedo. Então a chuva caiu — foram mais de 40 minutos de chuva forte. O telhado da quadra caiu parcialmente, mas ninguém se feriu, apenas algumas goteiras.
Após a chuva forte, Maurício ligou para a esposa e informou que o caminho que ela fazia nos últimos dias estava interditado, pois algumas árvores haviam caído. Ela precisaria passar por outro local, mas a chuva não dava trégua. Mesmo fina, era perigoso, pois a pista ficava molhada. Ela então decidiu dormir na ONG, num quarto pequeno com uma cama de solteiro e uma mesinha de madeira, onde colocou seu celular para carregar.
Ela passou a noite na cozinha com voluntários, cozinhando e batendo papo. Ao subir as escadas, ouviu um barulho vindo do quarto de Marina. Chegou perto e começou a ouvir gemidos:
— Ahhh… ahhh… me fode isso, mais forte!
Barulhos de tapas e a cama balançando. Então Marina disse:
— Seu tarado, faz comigo o que faria com a loira casada da Jaque… Vai, me fode! Ahhh… eu vou gozar...
Ainda atrás da porta, Marina continuou:
— Isso, Henrique, me come! Vai… É melhor que bater uma pra minha chefe… Eu vou gozar, deno...
Gegê aparece no corredor e Jaque segue para o quarto onde se hospedou.
Durante a noite ela ficou acordada, refletindo sobre o que ouvira. Não sabia como agir e manteve a normalidade. Marina iria para o posto, pois era quinta, mas Henrique estava lá e ele batia punheta pensando nela. Ela sabia que muitos homens faziam isso em sua homenagem, pois já ouvira algumas cantadas que lhe diziam isso, mas era a primeira vez que acontecia com alguém que ela conhecia pessoalmente.
Ela trabalhou pela manhã. À tarde encontrou Gegê e disse que iria para casa porque não dormira bem, com saudades de Maurício. Gegê, antes de Jaque sair, disse:
— Você ouviu, né, Jaque?
Nervosa, ela respondeu:
— Não.
Gegê falou:
— Vamos tomar um café. Eu te conto tudo.
Na padaria, Gegê, observando o movimento, falou:
— Aquilo que você viu foi uma ajuda que eu e Marina decidimos dar a Henrique.
Jaque disse:
— Como assim, Gegê? Fala.
— Bem, ele tem uma certa facilidade de ter ereções e Marina e eu, há uns meses, bolamos um plano. Eu arrumo umas jovens da comunidade pra ele e Marina transa com ele quando não achamos ninguém.
Jaque diz:
— Mas eu ouvi meu nome e não gostei, pois nunca dei liberdade a nenhum de vocês dois ou outro homem qualquer de fazer isso comigo no mesmo ambiente.
Gegê continuou:
— Henrique tem um desejo pela senhora e não é de agora. Ele te acompanha pelo Insta há uns 3 anos e se masturba sempre com suas fotos. Pode parecer muito errado e até nojento, mas é isso. Ele tem se controlado para falar com você, pois na hora o pau dele fica duro. Você é uma gostosa e sabe disso, Jaque.
Jaque não gostou e falou:
— Até você, Gegê?
Ele respondeu:
— Desculpa, mas é verdade, Jaque. Todo cara daqui faria tudo por você, pode acreditar em mim.
Jaque se levantou e Gegê disse:
— Não vai acontecer de novo, pode se despreocupar. Mas não fala com eles sobre nossa conversa, ok?
Na sexta-feira, seu último dia, ela se manteve o dia todo longe dos dois e de Marina, mesmo trabalhando juntas. Não deu muita ideia para ela. Até que Henrique apareceu. Ele a chamou e falou:
— Jaque, eu sei que você ouviu tudo. Gegê te falou a verdade. Eu tenho esse problema de ereção. Toda vez que fico duro eu não consigo ficar mole sem me masturbar. Me desculpa, dona Jaque.
Jaque olhava fundo nos olhos intensos de Henrique. Os olhos verdes da loira ficaram sérios e ela disse:
— Você está ereto agora? Não minta para mim, por favor.
Com a voz trêmula, ele disse:
— Sim, dona Jaque.
Então ele sentiu o impacto e o barulho do tapa que a loira deu em seu rosto:
— Seu pervertido! Sai fora agora!
O resto da tarde Jaque estava estressada, mas arrependida pelo tapa e pelas palavras. Talvez isso fosse uma doença. Ela então pegou seu notebook e pesquisou, chegando ao palpite de priapismo — uma doença onde a pessoa fica dura por duas horas ou mais.
Ao ver a notícia, ela segue até a academia comunitária e descobre que Henrique estava no quarto. Ao chegar, ela não bate na porta e vai entrando. Então vê Henrique pelado, seu corpo forte, abdômen marcado, braços definidos. Ela olha e vê ele se masturbando freneticamente, com as mãos num vai e vem intenso e num ritmo forte. Seus olhos estavam virando de prazer e seu pau tinha 22 centímetros de pura veia que pulavam de tesão. A cabeça parecia roxa. Ele olhou para a loira e disse:
— Eu não posso parar… Eu estou quase lá… Eu sinto...
Jaque olhava para Henrique naquela situação e o calor tomou conta de seu corpo. Ela vê que as bolas dele estavam inchadas de tanta porra acumulada. Ele disse:
— Ontem eu não gozei, Jaque… Mas hoje...
Então vários jatos de porra voaram para a barriga dele, para a parede e pela cama. Jaque se virou. Henrique se vestiu rapidamente. Então eles ouviram um barulho alto: o relógio de energia explodindo. A ONG estava em chamas.
Na correria, Jaque e Gegê saíram para ajudar as crianças e voluntários. Marina estava desesperada, levando todos para fora. O fogo aumentava a cada segundo. Jaque retornou para pegar uma criança e caiu, machucando seu braço com um corte pequeno. Nesse momento ela viu que sua cabeça também estava sangrando, um corte pequeno. Henrique a pegou junto com a criança e os levou para fora. Henrique voltou, salvou outra criança, então saiu e caiu tossindo no chão.
No pronto-socorro, Jaque tomou dois pontos na cabeça. Ela estava bem, porém a ONG ficou completamente destruída.
No hospital, ela descobriu que Henrique, Gegê e Marina ficariam para observação, pois inalaram fumaça. Maurício chegou, a abraçando e beijando. Eles passaram o tempo todo abraçados. Entraram para ver Marina, que chorava dizendo:
— Jaque, você está bem? Que bom… Nós perdemos tudo: casa, roupas, documentos. Gegê está bem e Henrique também, porém agora teremos que ir até um abrigo.
Jaque sai dali e vai para casa. No caminho, ela olha para Maurício e diz:
— Amor, vamos ajudá-los. Eles vão passar uns dias conosco.
Maurício disse:
— Claro, amor, mas será que vai dar certo isso? Não temos muitos quartos.
Jaque, olhando a avenida, disse:
— Eu dou um jeito, meu amor.
Mas havia algo que ela pensava: como ficaria na mesma casa que Henrique após tudo que viu? A cena da punheta e do fogo a atingiam na mesma intensidade. Era medo da morte, pavor de morrer queimada, ao mesmo tempo um fogo crescia dentro dela — algo que há tempos não se acendia fora ligado durante aquela punheta que ela presenciou naquela tarde.
Ela então liga para a dra. Renata, uma amiga da época da faculdade. Renata se formou em medicina. As duas marcam um café na padaria do bairro onde Jaque trabalha. Renata chega e diz:
— Jaque, eu dei uma pesquisada no caso que você me passou. Eu aconselho você a me deixar fazer uma consulta com ele para eu dar um diagnóstico.
Jaque diz à amiga:
— Claro. Ele está na UPA. Vamos lá e você entra e conversa com ele.
Em casa, Jaque define que Marina ficará num quarto sozinha, e Henrique e Gegê dividirão outro quarto. Maurício, meio tímido, chegando de sua corrida matinal, diz:
— Meu amor, você tem certeza que isso vai dar certo? Eu te apoio, mas você não conhece eles e é perigoso.
Jaque responde:
— Amor, me desculpa, mas eu sinto que eu posso ajudar. Eles não vão para um abrigo.
Maurício a beija e diz:
— Tudo bem.
Chegando no hospital, Gegê e Marina já estavam de alta médica. Eles vieram em sua direção e dizem:
— Jaque, você aqui!
Ela responde:
— Eu e Maurício conversamos e vocês vão morar com a gente até a ONG ser reconstruída.
Marina olhou para ela e perguntou:
— Seu marido aceitou?
Jaque responde:
— Sim. Cadê o Henrique? Ele está de alta?
Gegê e Marina se olham. A loira diz:
— Não, ele ficará ainda mais.Segunda de manhã ele recebe alta. Quem é a médica que veio visitar ele?
Jaque disse:
— Dra. Renata. Ela veio aqui pelo problema. Marina, ele tem priapismo.
Jaque continua:
— É um problema neurológico. A cabeça dele faz ele ter isso.
Jaque prossegue:
— Eu bolei um plano. Vamos ajudar ele com isso.
Gegê sorri e diz:
— Quando você diz “ajudar”, você fala de...
Jaque o interrompe e fala:
— Não. Eu tenho umas pacientes que são garotas de programa e eu já tenho um plano. A cada três dias elas virão e o aliviarão. E vocês vão me ajudar a manter o Maurício fora disso. Se ele souber, ele vai botar vocês pra fora.
Jaque conta o plano a Henrique, que, com lágrimas nos olhos, diz:
— Jaque, você é incrível.
Jaque sai dali e, no caminho da UPA para casa, observa Gegê e Marina no banco de trás do seu carro. Sua mente se pergunta:
— Será que eu estou entrando em algo que vai me prejudicar?
Em casa, Maurício os esperava. Ele a abraçou. Gegê disse:
— Obrigado, Maurício. Nós somos gratos.
Ambos apertam as mãos. Marina vem usando um vestido florido, olhos castanhos brilhando, a bunda média e os seios firmes em evidência. Ela abraça Maurício, que retribui timidamente, e diz:
— Obrigado. Eu estou aqui à sua disposição para o que o senhor quiser.
O primeiro dia correu bem. Na manhã seguinte, a alta de Henrique saiu. Jaque foi buscá-lo antes de trabalhar, pois voltava de férias. Ele a agradeceu novamente, mas ainda havia uma barreira entre os dois. Ele diz:
— Está acontecendo. Eu preciso me aliviar.
Ele abriu a calça, retirou seu pau de 22 centímetros, grosso e pulsando. Ele começa a se masturbar ali, frenético e intenso. Ele suspira de tesão. Jaque para o carro. Ele então solta um grito e jorra uma boa quantidade de porra.
Chegando em casa, Maurício os recebe. Mas Jaque vê que ele está nervoso. Então vê Marina, de pijama, atrás dele, dizendo:
— Jaque, seu marido é muito inteligente, né?
Jaque fecha a cara e morre de ciúmes. Maurício sorri timidamente. Ela pensa: “Acho que minha paciência, casamento e autocontrole serão testados… e ainda só era o segundo dia.”