Professora e ex-PM com civil parte 4 ( Final )

Um conto erótico de bola
Categoria: Heterossexual
Contém 909 palavras
Data: 01/05/2026 00:37:41

Queda na Realidade

Camila não sabia como tinha chegado até ali.

No velório de Rafael, enquanto segurava Letícia e Theo no colo, chorando tanto que mal conseguia respirar, Diego estava preso, mas vivo. A polícia investigava. A família de Rafael a olhava com nojo. A mãe dele cuspiu no chão na frente dela e disse:

— Você matou meu filho. Com essa buceta suja.

Camila não respondeu. Apenas chorou.

Três semanas depois da morte de Rafael, Diego saiu da prisão em liberdade provisória. A defesa alegou legítima defesa. Camila sabia que não era verdade. Mas quando ele bateu na porta do apartamento novo que ela tinha alugado, ela abriu.

E deixou ele entrar.

— Eu matei ele por você — disse Diego, voz grave, olhos vermelhos. — Ele ia me matar. Mas eu fiz por nós.

Camila chorou. Bateu no peito dele. Depois o beijou com raiva, desespero e desejo doentio. Eles transaram ali mesmo, no sofá, com as crianças dormindo no quarto ao lado. Diego a fodeu com força, como sempre, mas agora havia algo mais escuro:

— Essa buceta agora é minha pra sempre — rosnou ele enquanto metia fundo. — Eu matei por ela. Diz que você é minha puta mesmo sabendo que eu matei o pai dos seus filhos.

Camila gozou chorando, unhas cravadas nas costas dele, voz quebrada:

— Eu sou sua puta… eu sou sua vadia… me fode… me enche… eu odeio você… mas eu preciso de você…

Eles ficaram juntos. Um ano inteiro.

Diego se mudou para o apartamento dela. Pagava as contas. Brincava com as crianças (que chamavam ele de “tio Diego”). À noite, depois que Letícia e Theo dormiam, ele a pegava como um animal. Prensava ela contra a pia da cozinha, levantava o vestido e metia no cu sem aviso:

— Toma no cu que eu arrombei enquanto seu marido ainda estava vivo — sussurrava ele, estocando forte. — Goza pra mim pensando que eu matei ele por essa buceta.

Camila gozava tremendo, lágrimas escorrendo, culpa e prazer misturados num nó que a sufocava:

— Me fode mais forte… me arromba… eu sou uma mãe ruim… eu sou uma esposa ruim… mas caralho, Diego… seu pau me quebra… me enche de porra… me faz esquecer que você matou o pai dos meus filhos…

O sexo era insano. Mais pesado que nunca. Diego a gravava gemendo “eu amo o pau do homem que matou meu marido”. Ele a fazia chupar enquanto ela olhava fotos antigas de Rafael no celular. A culpa era tão grande que às vezes ela vomitava depois de gozar.

Mas ela ficava.

Porque o desejo era uma droga. Porque Diego era o único que a fazia sentir viva no meio da dor.

Até que, um ano depois, a realidade bateu.

Foi numa tarde comum. Theo, agora com 3 anos, perguntou:

— Mãe, por que o papai morreu?

Camila congelou. Letícia, com 6 anos, olhou para Diego, que estava sentado no sofá, e disse inocentemente:

— Tio Diego, você é policial como o papai era? Você matou alguém?

Diego riu, mas Camila sentiu o chão sumir.

Naquela noite, depois de colocar as crianças para dormir, ela se olhou no espelho e não se reconheceu. O corpo marcado por chupões, a buceta ainda latejando da foda que Diego tinha dado mais cedo, o rosto inchado de tanto chorar escondido.

Ela entrou no quarto. Diego estava pelado, pau já meio duro, esperando.

— Vem cá, vadia. Quero te foder o cu de novo.

Camila não se mexeu.

— Eu não aguento mais — disse ela, voz baixa, mas firme. — Você matou o pai dos meus filhos. Eu deixei você entrar na vida deles. Eu deixei você me foder enquanto o corpo dele ainda estava quente no caixão. Eu sou uma monstra.

Diego se levantou, tentou segurar ela.

— Você me ama. Você goza pra mim. Você precisa de mim.

Camila deu um passo para trás, lágrimas escorrendo, mas pela primeira vez sem desejo.

— Eu precisava de alguém que me fizesse esquecer a dor. Mas você é a dor. Você matou o homem que me deu uma família. Um dia meus filhos vão crescer e descobrir. Um dia eles vão olhar pra você e saber que você matou o pai deles. Eu não posso mais viver assim. Eu não quero mais ser essa mulher.

Ela chorou alto, soluçando, o corpo inteiro tremendo.

— Eu te odeio… e eu me odeio mais ainda por ter ficado com você.

Diego tentou argumentar. Tentou puxar ela pra cama. Tentou enfiar a mão entre as pernas dela. Mas Camila o empurrou com força.

— Sai da minha casa. Agora. E nunca mais volte.

Ele saiu batendo a porta. Camila caiu no chão da sala, abraçando os próprios joelhos, chorando como nunca tinha chorado.

No dia seguinte, ela bloqueou o número dele. Mudou as fechaduras. Começou terapia de novo. Contou tudo para a psicóloga. Chorou por semanas.

A culpa ainda estava lá. A saudade de Rafael ainda doía. A vergonha de ter traído e destruído tudo ainda queimava.

Mas pela primeira vez em mais de um ano, Camila sentiu algo parecido com paz.

Ela olhou para Letícia e Theo dormindo e sussurrou:

— Eu vou ser uma mãe melhor. Eu vou consertar o que eu destruí. Mesmo que demore a vida inteira.

Diego nunca mais apareceu.

Camila ficou sozinha. Com seus filhos. Com suas cicatrizes. Com a dor de ter amado o homem que matou o pai deles.

Mas pela primeira vez, ela escolheu os filhos. Escolheu a si mesma.

Escolheu parar a loucura.

Fim da história.

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