Minha Esposa me traiu com um refugiado- Parte 11

Um conto erótico de Thiago
Categoria: Heterossexual
Contém 484 palavras
Data: 10/05/2026 00:07:29

Capítulo 11: A Noite Antes de Chegar

Naquela altura, eu já não precisava mais entender.

Eu só precisava… suportar.

E naquela noite, pela última vez antes de chegar, eu bebi mais do que devia.

Deitei no banco da frente, o corpo pesado, a mente lenta… mas não apagada.

Nunca completamente apagada.

Atrás de mim…

os dois estavam na cama.

No escuro.

Só um filete de luz escapando pela cortina mal fechada.

O suficiente pra não ver.

Mas o bastante pra perceber.

No começo, silêncio.

Depois…

o som leve do colchão cedendo.

A madeira rangendo baixo.

Respirações mais próximas.

Mais ritmadas.

Foi ela quem falou primeiro.

Baixo.

Mas firme.

Sem hesitação.

— "Ele apagou."

Abel respondeu logo depois, num tom mais contido:

— "Tem certeza?"

Letícia soltou um pequeno riso.

Aquele riso que eu já não reconhecia como sendo meu.

— "Tenho… você ainda não entendeu como ele funciona?"

Aquilo me atravessou.

Mas eu continuei imóvel.

O colchão rangeu de novo.

Um movimento mais claro agora.

Mais próximo.

Mais íntimo.

Abel ainda tentou manter alguma linha:

— "A gente devia ir com calma…"

Ela interrompeu.

Sem levantar a voz.

Mas impondo.

— "Você pensa demais."

Silêncio curto.

E então ela completou, mais baixo:

— "E eu já cansei de esperar."

O ar dentro da Kombi parecia mais quente.

Mais denso.

Mais pesado.

Mesmo com as janelas abertas.

— "Letícia…" ele começou.

Mas ela não deixou terminar.

— "Agora tem motivo."

Pausa.

A voz dela ficou ainda mais baixa.

Quase um sussurro colado.

— "Não é só vontade…"

Outro pequeno movimento do colchão.

— "É pra dar um neto pra tua mãe."

O silêncio que veio depois não era dúvida.

Era entrega.

A respiração dela mudou.

Mais profunda.

Mais irregular.

E mesmo tentando ser discreta…

escapava.

Abel ainda parecia dividido:

— "Você fala isso como se fosse simples…"

Ela respondeu na hora.

Sem pensar.

— "E não é?"

Um leve riso abafado.

— "Ou você vai dizer que não quer?"

O som do lençol se mexendo.

A madeira da cama rangendo mais uma vez.

Agora sem tanto cuidado.

Ela voltou a falar.

Mais próxima.

Mais intensa.

— "Para de pensar…"

Pausa curta.

— "Só continua."

O silêncio entre as frases começou a diminuir.

Substituído por respiração.

Contato.

Presença.

Em um momento, a voz dela veio mais baixa ainda.

Mas clara.

Direta.

— "Assim…maia fundo…"

Uma pausa.

— "Isso…"

E então, quase imperceptível:

— "Mais…jorra tudo no meu útero…me engravida…"

Meu corpo inteiro estava tenso.

Mas eu não me mexi.

Não podia.

Porque naquele ponto…

eu já não era mais parte daquilo.

Eu era só alguém ouvindo o próprio casamento acabar…

sem interromper.

A Kombi parecia pequena demais.

O ar pesado demais.

O som alto demais…

mesmo sendo quase silêncio.

E ali, de olhos fechados…

fingindo dormir…

eu entendi uma coisa que nunca mais saiu da minha cabeça:

não era só traição.

Era escolha.

E ela já tinha escolhido.

[CONTINUA]

OBS: Agradeço os comentários, mesmo aqueles contrários. Pois todos comentários, engajam.rs

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Comentários

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Nossa!! Ver a ida tão engajada num conto n

É para poucos...kkk

Sinceramente, independente do que o cara faça agora, ele já demorou p agir.

Vamos ser no mínimo pragmático...o que o cara ganhou com essa viagem??? Nada!! Só perdeu.

Ele simplesmente deu carona pra uma pessoa e ainda teve a esposa "roubada"...e coloco aspas pq se não fosse o Abel com ctz teria sido outra.

Mas aconteceu!!! Continuar essa viagem deixando eles fazerem o até quiserem e ainda servir de Uber...a que preço???

Não dá nem p falar que é tesão de corno...pq ele mal via o que aconteceu, e não teve nada da esposa nesses dias...então logicamente ele nem o mínimo de prazer ele teve.

As críticas vao nesse sentido...as pessoas confundem uma pessoa ingênua, ou que demora p agir e etc para uma pessoa que simplesmente aceita tudo...o cara ser inocente, distraído, não entender o que acontecia, é uma coisa.

O cara ser um cara passivo, sem tanta acao ou real é outra coisa...um pessoa que aceita tudo sempre, que consente sempre e etc é outra coisa totalmente diferente. E são pessoas já com problemas emocionais, o que não parece ser o caso.

um homem "normal" não ficaria calado numa situação como essa...o mínimo de ego, o mínimo de instinto primitivo de sobrevivência, o mínimo de impulso de reagir ele teria. Essa é a crítica.

Pq da passividade??? Vai ter alguma explicação? Não adianta colocar algo que não tenha explicação e ainda querer que os leitores não questionem a respeito.

O problema não é agora no fim ele se separar ou QQ coisa do tipo é a falta de reação qd tudo acontecia...vc pode erotizar deixando a história real...a própria idq em seus contos, com vários escritores diferentes faz isso muito bem.

Fica uma história sem sentido...mas...tô esperando a virada...oeu sempre fico esperando...e Ja que a ida tá engajada, TB resolvi comentar.

Não leve a mal, são opiniões e críticas construtivas...tenho histórias escritas TB, pode fazer sua contribuição se quiser...

Ótimo dia

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Manfi, eu também fiz um comentário extenso e detalhado, mas coloquei no capítulo 9.

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Faz tempo que ela escolheu. Muito tempo !!!

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Ja imagino como serão as coisas na casa da “sogra”. Como diria um velho caminhoneiro: “Sai fora que é cilada, Bino!!!”

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Deves ser masoquista, já devias ter ido embora e os abandonado no caminho

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