Minha Esposa me traiu com um Refugiado - Parte 9

Um conto erótico de Thiago
Categoria: Heterossexual
Contém 845 palavras
Data: 09/05/2026 23:34:36
Última revisão: 10/05/2026 00:10:54

Capítulo 9: O Teste

Depois da pane no ar-condicionado, eu parei de mentir para mim mesmo.

Não completamente.

Mas o suficiente para entender que o que estava acontecendo dentro daquela Kombi já não era coisa da minha cabeça.

Eu já não precisava mais imaginar.

Eu só precisava… confirmar.

E foi isso que eu decidi fazer.

Naquela tarde, já entrando no Acre, paramos em um posto pequeno de estrada. O tipo de lugar onde o tempo parece mais lento e tudo tem um ar cansado.

O sol estava pesado.

A Kombi fervendo.

E eu usei isso como desculpa.

— "Vou dar uma olhada no motor… acho que tá esquentando."

Abel concordou.

— "Eu ajudo."

Letícia suspirou, passando a mão no pescoço suado.

— "Eu vou ali na conveniência… comprar alguma coisa pra gente comer."

Ela olhou pra ele.

Não pra mim.

— "Você vem?"

Ele hesitou um segundo.

— "Vou sim."

E foram.

Simples assim.

Como duas pessoas que já não precisam mais pedir permissão.

Eu esperei.

Alguns segundos.

Fingi mexer no motor.

Levantei o capô.

Olhei sem ver nada.

E então…

fui atrás.

Devagar.

Sem fazer barulho.

Encostei perto da lateral da conveniência, onde dava pra ver lá dentro através do vidro empoeirado.

E vi.

Os dois.

Juntos.

Mas não como companheiros de viagem.

Como um casal.

Próximos demais.

Letícia estava colada nele.

O braço dele por trás da cintura dela.

Natural.

Confortável.

A mão dela entrelaçada na dele.

Sem pressa.

Sem medo.

Sem olhar em volta.

Como se ninguém estivesse vendo.

Como se não precisassem mais esconder.

Meu peito apertou.

Mas eu não entrei.

Fiquei ali.

Assistindo.

Ela pegou uma garrafa na prateleira, virou pra ele e falou baixo:

— "Você acha que esse presta, amor?"

Amor.

Simples.

Direto.

Sem hesitação.

Aquilo me atravessou.

Mas o pior…

foi a naturalidade.

Ele respondeu tranquilo:

— "Leva outro também… você sempre gosta de ter opção."

Ela sorriu.

Aquele sorriso.

O mesmo.

Mas não era mais pra mim.

— "Você me conhece rápido demais…"

— "Eu observo…"

Ele disse isso olhando pra ela de um jeito que não deixava dúvida.

A mão dele apertou de leve a cintura dela.

E ela não recuou.

Pelo contrário.

Se inclinou um pouco mais.

— "E o que mais você já percebeu?"

Pausa.

Ele chegou um pouco mais perto.

— "Que você não gosta de pedir… mas gosta quando eu entendo."

Ela mordeu o canto do lábio.

Olhou em volta rapidamente.

Mas não de verdade.

Não com medo.

Só por hábito.

— "Você é muito atrevido…"

— "E você não manda eu parar…"

Silêncio.

Um daqueles silêncios que dizem tudo.

E então ela falou, mais baixo:

— "Porque você não para mesmo…"

Ele riu leve.

E puxou ela um pouco mais pra perto.

— "Nem você quer…"

Meu corpo inteiro reagiu.

Mas eu continuei ali.

Parado.

Assistindo.

Como alguém que já não tinha mais direito de interromper.

Porque, no fundo…

eu sabia.

Eu tinha permitido aquilo crescer.

Eles pegaram mais algumas coisas.

Andaram juntos até o caixa.

Ainda próximos.

Ainda conectados.

Como se aquilo já fosse normal.

Como se fosse cotidiano.

E foi aí que eu entrei.

Empurrei a porta.

O barulho fez os dois olharem na hora.

E o mais impressionante…

foi a rapidez.

Eles se soltaram.

Disfarçaram.

Mas não houve desespero.

Só ajuste.

Letícia foi a primeira a falar.

— "Ué… já terminou lá fora?"

Natural.

Leve.

Como se nada tivesse acontecido.

Eu olhei pra ela.

Depois pra ele.

— "Terminei."

Minha voz saiu calma.

Controlada.

Mais do que eu esperava.

Olhei as coisas na mão dela.

— "Comprou tudo?"

Ela assentiu.

— "Sim… peguei umas coisas pra gente."

Pausa.

Um segundo.

Só um.

E então ela acrescentou:

— "Pra nós três."

Aquilo foi calculado.

Eu percebi.

Abel ficou em silêncio.

Mas não evitou meu olhar.

E isso…

isso disse mais do que qualquer palavra.

Pagamos.

Saímos.

Voltamos pra Kombi.

Como se fosse só mais uma parada.

Só mais um dia de viagem.

Só mais uma rotina qualquer.

Mas não era.

Porque naquele momento…

eu já não tinha mais dúvida nenhuma.

Eu tinha visto.

Eu tinha ouvido.

Eu tinha entendido.

E mesmo assim…

quando sentei no banco da frente…

eu não disse nada.

Liguei o motor.

Segui viagem.

Porque naquele ponto…

não era mais sobre descobrir.

Era sobre escolher.

E eu escolhi.

Continuar.

Fingir.

Aceitar.

Porque perder a Letícia…

ainda parecia pior do que dividir ela.

[CONTINUA]

OBS: Antes…vou aqui agradecer todos comentários, mesmo aqueles com opiniões divergentes. como diz o ditado: Gosto é igual a C.. cada um tem o seu. Essa história é de uns 20 ou mais capítulos, para tudo isso que está acontecendo, teve uma “razão". No final, talvez todos esses criticaram, gostaria de ver a cara deles, ou se vão ter a coragem de apagar ou reaver os comentários que fizeram. No entanto, ainda gostaria de que fizessem uma versão dessa história por aqui, ficaria muito feliz em consumir essa leitura.

Embora não sou de criticar conto de ninguém, sendo que gente aqui ainda não se deu conta que aqui é um portal de “contos eróticos”, não Contos pudicos. Viu? Cara-pálida.rs

Agradeço os comentários, mesmos os de críticas, pois engajam muito.kkkk

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Comentários

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Você tem razão, tem gente aqui que critica tudo que é erótico e excitante. Se falar de cornos, ainda mais se forem bissexuais que adoram paus como eu, é só críticas. Não sei o que estão fazendo aqui lendo contos que descrevem no título do que se trata.

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Agora um comentário um pouco mais extenso e detalhado. Eu já li os três capítulos que você postou junto, mas vou colocar o meu comentário nesse, pois foi o primeiro que você escreveu a sua observação no final. Vamos lá:

O site tem uma estrutura que permite e incentiva a interação entre os leitores e os autores, assim como interação com as obras e com os personagens. Foi construído dessa forma. Portanto, a interação é sempre bem vinda.

O problema reside na crítica ao autor, o que é impensável, o autor é o dono da obra. E se leitor não gosta do autor, basta parar de segui-lo. Isso também vale para a obra, se o leitor não gosta, basta parar de ler. Agora, quando a crítica é aos personagens, tudo pode acontecer.

Voltando ao seu comentário. Eu, particularmente, nunca vou apagar ou rever um comentário feito, até porque, ele foi feito em um momento da história. Ou seja, só se você alterar o texto e mudar a história. O que não acredito que faria. Todos os comentários, meus e de outros leitores, fazem parte da “história” da sua história.

Você escreveu que o seu conto deve ter 20 ou mais capítulos. Mas isso não importa pois o que você já postou, está postado.

Você pode, daqui para frente, até transformar o marido no Rambo do Acre (com tiro porrada e bomba), o que seria muito incoerente com o perfil do personagem. Ou pode colocar que a motivação da esposa em trair o marido foi por ela ter descoberto que o marido também a traiu com a cabeleireira dela. Ou até descrever que o marido tem um fetiche de cuckold. O que seria uma grande sacanagem com os leitores, pois nada no texto indica qualquer uma dessas motivações.

E pior, você não pode nem colocar uma situação de confronto entre o marido e a esposa. Sabe porque? Por que o marido iria contar que viu e ouviu todas as traições e a esposa vai responder que, neste caso, a culpa é dele. Se ele viu e ouviu, porque não interrompeu? E é capaz dele, pelo perfil que tem, perceber que o erro foi dele mesmo. Acabar perdoando a mulher e criando o filho do amante !!!

Veja bem, você desenvolveu uma história com um marido fraco e uma mulher determinada e manipuladora. Não vou dizer que, no mundo real, não existam pessoas com esse perfil. Entretanto, para tudo existe um limite. E o desse marido, foi ultrapassado há muito tempo (ele ouvir a esposa transando como amante no banco de trás de uma Kombi e cair no sono? Ah, vá!!! É excesso de humilhação). Ele diz que não quer perder a esposa, só não entendeu que já perdeu. E perdeu faz tempo.

Em uma situação normal, não existira forma de reconciliação entre eles. Mas, é claro, que história ficcionais não são normais. Por esse motivo, tudo pode acontecer.

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Críticas !!! Como não críticas os personagens ??? Marido fraco e esposa …

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Boa Thiago .

Contos são para ser comentados mesmo.

Todo autor tem o "risco" dos leitores gostarem ou não.

Vc escreve bem demais .

Não ligue para comentários com criticas e se puder interage com o pessoal .

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Estou tranquilo... essa história vai surpreender no final... esse o Thiago da história, vai surpreender aqui.

"Um dia é da caça, e outro dia é do caçador ". (Sem dar spoiler).rs

Tmj.

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