Murilo me procurou, tentou voltar, assumiu sua “fraqueza” e pediu desculpas. Apesar de abalado e muito triste, não tinha mais como. Durante uns dias fiquei na minha e resolvi reagir. Voltei para o mercado, e voltei com bastante sede. Com os exames em dia, comecei a caça.
Estava muito fácil conhecer alguém e dar uma rapidinha. Eu estava curtindo muito botar os caras para mamar e vê-los engolir toda a minha porra. Durante esse período, fiz outra qualificação para aprimoramento e estudei muito. Era trabalho, estudo, academia e sexo. Finais de semana saía com os amigos.
Fui conhecer alguns clubes de sexo, por curiosidade. Fiz contato com organizadores de sexo grupal, casais de homens e casais hetero, mas gostava mesmo de uma foda a dois, mesmo que rápida. O carro virou motel, os caras adoravam marcar na rua e dar uma volta enquanto me chupavam. Lembro de uma noite que resolvi passar em um parque, que rolava pegação. Dei leite para três bezerros e vi situações que também me incomodaram. Voltei para casa pensando que se continuasse naquela situação, estaria me arriscando e perdendo a oportunidade de conhecer alguém. Minha lista já tinha subido muito nesses anos.
Era final de 2019, eu com trinta e oito anos. Fiquei mais seletivo, e diminuí a sacanagem, fazendo outros tipos de programas. Em uma exposição no CCBB, encontrei um casal de amigos acompanhados de outro homem. Fomos apresentados, conversamos e decidimos ir para a Lapa para comer alguma coisa e beber. Vinicius tinha a minha idade, estava vindo morar no Rio e tinha terminado um relacionamento longo. Inteligente e interessante, fiquei curioso em conhecê-lo melhor. Trocamos contatos. Uma semana depois, ele me convidou para uma peça de teatro no SESC Copacabana. Assistimos e paramos em um bar para conversar. Foi tudo muito agradável e pude observar melhor: rosto sereno, boca bonita, olhos amendoados, que resultavam em um belo homem. De corpo, era magro, mas dava para perceber que era bem gostosinho.
Falamos sobre tudo: trabalho, família, namoros e aventuras. Eu comecei a perceber que estava mais maduro e menos ansioso. Ele estava na casa dos pais, mas já pensava em procurar um apartamento para morar sozinho. Depois que chegou no Rio, precisou colocar a vida e a cabeça em dia. Saímos mais vezes sem rolar sexo, mas beijávamos e algumas carícias aconteciam no carro. Um dia conversamos sobre cuidados com a saúde e falei que ia fazer meus exames de rotina e ele disse que também ia fazer.
Uns dez dias depois, saímos e falamos sobre os exames, e ambos estavam com tudo em ordem. Eu não aguentava mais a vontade de transar e ele estava me deixando louco. Ele resolveu ir para minha casa e tivemos nossa primeira noite. Vinicius era doce e intenso ao mesmo tempo. Nosso sexo era gostoso e não paramos mais. Como estava tudo certo, não usávamos preservativo. Ele adorava quando eu gozava dentro dele, percebi que era seu maior prazer. Ele fazia sexo oral, mas tinha resistência quanto a engolir. Com paciência, fui convencendo-o até que passou a gostar e engolir meu gozo. Ele falava da textura, do gosto forte e aquilo me dava muito tesão. Estávamos em uma relação tranquila, mas bem intensa sexualmente.
Em 2020 veio a pandemia. Ficamos longe uns dias e falei para ele vir para minha casa. Com todos os cuidados, fizemos uma pequena mudança da casa dos pais para a minha. Trabalhando remoto, eram vinte e quatro horas por dia juntos. Passamos a conversar mais e, principalmente a transar mais, agora sem hora para rolar, tanto de dia quanto de noite.
Fomos aumentando nossa intimidade e nos permitimos muitas coisas. Eu adorava gozar dentro dele e ver a cara que ele fazia. Vinicius gemia gostoso e tinha tesão em sentir escorrer meu líquido. Às vezes eu o penetrava de novo, pois ficava logo de pau duro vendo isso. Fizemos várias experiências sobre a interferência de alimentos no esperma e ele aprovou tudo, sem limites, sem frescura e com muita cumplicidade.
Trabalhávamos em quartos separados para não atrapalhar. Quando nos encontrávamos na cozinha, dependendo do momento, rolava. Geralmente eu fazia ele abaixar e mamar. Gozava em seu rosto, seu peito e na sua boca. Adorava encostar ele na parede, levantar sua perna e meter de frente, olhando ele nos olhos e quando ele sentia que eu ia gozar, se preparava para receber meu leite. Era uma loucura! Ao mesmo tempo que tínhamos uma preocupação enorme e medo do que estava acontecendo no mundo e o sexo acabou sendo um escape. Chegamos a ficar dois dias direto na cama, fazendo sexo e conversando, sentindo nossos corpos, nossos cheiros e nossos limites. Abolimos a TV e a internet e só saíamos da cama para pegar água ou alguma coisa para beber, e banheiro, claro. Perdi a conta de quantas vezes gozamos.
Em 2022, tudo voltou ao normal, antes mesmo já íamos à rua e na casa de familiares. Vacinados, seguros e conscientes, fomos voltando à rotina, que já estava mudando e nosso relacionamento, também. Achamos melhor ele ficar de vez na minha casa, afinal, já estávamos acostumados a viver como um casal e continuamos nossa vida. O trabalho passou a ser remoto por três dias para mim e para ele e escolhemos os mesmos dias para ficar em casa.
Em meados de 2023, percebemos um certo incômodo. O sexo estava menos frequente há uns meses e as conversas também. Tentamos conversar, mas a conclusão era que havia muito estresse pela situação que passamos, etc. Começamos a ter pequenas divergências e perder um pouco a paciência. Em 2024 estava bem complicado. Discussões frequentes, insatisfação e distanciamento.
Arrastamos nosso relacionamento até 2025, nem viramos amigos, estávamos como dois estranhos na mesma casa. Quando rolava sexo, era automático, não era mais como antes, acho que esse pouco sexo que segurou um pouco. Eu queria muito que desse certo, Vinicius era um cara ótimo, leal e companheiro, mas nos transformamos em pessoas que discordavam de tudo. Eu sabia da minha responsabilidade e a dele nisso tudo. Resolvi que não queria mais viver assim, estava de saco cheio. Conversei sobre a situação dele, se voltaria para casa dos pais ou se arrumaria um apartamento para ele. Ouvi a resposta que não era da minha conta. No dia seguinte, quando cheguei do trabalho, não havia nada dele na minha casa. Nada!
De certa forma, foi um alívio, mas eu não queria que fosse assim, podia ficar a amizade, mas…
Fui me acostumando a ficar sozinho e criei minha própria rotina e arrumação da casa. Já tinha duas semanas e eu não tinha interesse em conhecer ninguém. Fui dar uma limpa no meu computador e encontrei a minha lista. Para minha surpresa, estava perto de completar mil caras! Fiz e aceitei um desafio: ia chegar lá, mas queria que o milésimo fosse algo especial.
Cheguei ao 999! Agora faltava o milésimo!
(CONTINUA)
Estamos chegando ao final. E ao milésimo!
Arthur vai conhecer o milésimo cara, finalmente!
Quem será o escolhido? Ou será que Arthur é quem foi o escolhido?
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