O AMIGO DO AMIGO
Sexta-feira, 18h30. O sol já tinha ido embora, mas o calor do corpo ficava. Saí do escritório, desfiz a gravata ainda no carro, e fui direto para o boteco da esquina. Lugar simples, mesa de plástico, guardanapo de papel, chopp gelado e pastel de carne moída com azeitona.
Os amigos do trabalho já estavam lá: Marcelo, o engenheiro que só falava de futebol; Ricardo, o analista de sistemas que reclamava da mulher; e eu, o que só escutava e ria.
— Porra, semana desgraçada — Marcelo disse, levantando o copo.
— Sei nem o que é descanso mais — respondi.
A gente ficou lá umas duas horas, falando de bola, de mulher, de chefe filho da puta. O chopp descia gelado, a língua soltava, a zoeira reinava.
Até que chegou um conhecido do Marcelo.
Um rapaz forte. Barba fechada, preta, bem cuidada. Voz grossa, dessas que parece sair do peito, não da garganta. Camiseta preta justa marcando os ombros largos, braços musculosos, mãos grandes e cabeludas. Jeans escuro. Bota.
— Fala, galera — ele disse, puxando uma cadeira. — Tô sumido, mas tô vivo.
— Esse é o Marcos — Marcelo apresentou. — Amigo de longa data.
Marcos sentou, pediu uma cerveja, e entrou no papo como se já nos conhecêssemos há anos. Sabia de futebol, sabia de mulher, reclamava do chefe também. Gente boa. Normal.
A gente riu, bebeu, falou até umas 22h. Na despedida, ele apertou minha mão com força.
— Foi bom te conhecer — ele disse, com aquela voz grossa.
— Pra mim também — respondi.
Fui pra casa, tomei um banho, dormi. Nada fora do comum.
Na segunda-feira, no trabalho, Marcelo me chamou no canto. Olhar de malícia. Mexendo no celular.
— Você lembra do Marcos? Aquele cara que te apresentei na sexta?
— Lembro. Gente boa.
— Pois é... ele gostou de você.
— Ué, que bom. Fiz amizade.
Marcelo riu. Abriu o celular. Mostrou uma foto.
Uma mulher linda.
Cabelos pretos e longos, lisos. Pele morena clara. Olhos verdes, grandes. Boca carnuda, meio aberta. Rosto fino, maçãs do rosto altas. Seios médios, naturais, mamilos escuros à mostra. Cintura fina. Quadris largos. E uma boceta... uma boceta linda, lisa, depilada, os grandes lábios rosados, o clitóris pequeno e escondido, brilhando de lubrificação.
— Quem é essa? — perguntei, sentindo o pau já esquentar dentro da calça jeans.
— É o Marcos.
— Para com essa porra, Marcelo. Tô falando sério.
— Tô falando sério também. É ele. Ou melhor, ela. Marcos. Ele fez a transição há uns anos. Tomou hormônio pra engrossar a voz, pra crescer os pelos, pra ficar mais másculo. Mas tirou só o ovário – não quer engravidar. A boceta continua lá. Inteirinha. Funcionando.
Fiquei sem entender. Ele mostrou outra foto. Do mesmo ângulo, mas agora com pelos. A boceta peluda. Os grandes lábios cobertos por pelos escuros, grossos. O clitóris aparecendo por entre a mata. Era a mesma vulva. Eu jamais suspeitaria. A mesma fenda. O mesmo desenho dos pequenos lábios. Era ela.
— Isso é pegadinha, Marcelo.
— Não é. Olha essa.
Ele passou o dedo na tela. Uma foto do corpo inteiro. O corpo masculino, musculoso, barbudo. Mas a boceta ali, no meio das pernas, igual nas fotos femininas. Mesma vulva. Mesmo formato.
— Ele tira os pelos às vezes. Depila. Deixa lisinha. Por isso que na primeira foto você não reconheceu.
— E ela... ele... dá para homem?
— Dá, caralho. E gosta. Ele me contou que na sexta, enquanto a gente conversava, ele ficou te olhando. Disse que seus dedos são bonitos. Que sua voz é grossa. Que queria te dar.
Meu pau já estava duro. Tive que cruzar as perna pra não marcar.
— E você? Você já comeu ele?
Marcelo sorriu, malicioso.
— Já. Eu comia ele muito antes da transição. Quando ele ainda era mulher. A gente era amigo, e aí virou amizade colorida. Depois que ele virou homem, a gente parou por um tempo. Estranhei no começo. A barba, a voz grossa, os pelos no peito. Mas a boceta era a mesma. Apertava do mesmo jeito. Gemia igual. Aí eu voltei a comer. E ele também me comeu pela primeira vez depois da transição. Foi a primeira vez que eu dei o cu. Ele com um cintaralho. Eu chorei de prazer.
— E como foi a primeira vez com ele depois da transição?
— Foi bom pra caralho. Ele aperta. E goza. Goza de verdade. Jorra igual mulher. Só que não engravida, porque não tem útero.
Peguei meu celular.
— Me dá o contato dele.
Marcelo mandou o número. Eu salvei. No almoço, mandei mensagem.
Eu: "Oi, Marcos. O Marcelo me contou. Tô meio sem acreditar ainda."
Marcos: "Kkkk, normal. Quer ver?"
Eu: "Ver o quê?"
Marcos: "A prova."
Ele ligou em vídeo chamada. Atendi.
O rosto dele apareceu primeiro. Barba, olhos verdes, sorriso safado. Depois a câmera desceu.
A camiseta preta subiu. Apareceu a barriga lisa, musculosa. Depois o jeans desabotoou. Abriu o zíper. A calça desceu.
E a boceta apareceu.
Peluda, escura de tesão. Os grandes lábios inchados. Os pequenos lábios entreabertos, brilhando. Um fio de lubrificação grosso e claro escorria do clitóris até a coxa.
— Tá vendo? É a mesma das fotos. Só que agora com pelo. Você gosta mais lisa ou mais peluda?
— Gosto dos dois — respondi, já com a mão no meu pau.
— Então escolhe. Hoje à noite eu tiro tudo. Fico lisinha pra você.
— E você goza mesmo?
— Gozo, caralho. Quer ver?
— Quero.
Ele colocou o celular apoiado na mesa de cabeceira. Afastou as pernas. A boceta peluda abriu. Ele começou a se masturbar. Passava os dedos no clitóris, fazia círculos. Os pelos se molhavam de lubrificação. Os grandes lábios pulsavam.
— Olha — ele disse.
O clitóris ficou vermelho, saltado. A boceta inteira começou a contrair. Ele enfiou dois dedos dentro, tirou, lambeu. Depois voltou ao clitóris. Massageou rápido. Os olhos revirados. A boca aberta.
— VOU GOZAR, CARALHO! OLHA! OLHA!
A boceta jorrou.
Um líquido claro, grosso, abundante. Escorreu pelos pelos escuros, molhou a mão dele, escorreu pelo lençol. Ele continuou massageando, gozando mais um pouco, o corpo tremendo.
— Viu? Gozo igual mulher. Só que sem risco. Não engravido nem fudendo.
— Isso é... isso é a coisa mais linda que eu já vi.
— Então vem me comer hoje. Tô sozinho. Me manda localização.
Mandei. Bati uma punheta ali mesmo no banheiro do trabalho, pensando na boceta peluda do Marcos, no jorro de lubrificação escorrendo pelos pelos. Gozei em trinta segundos.
Cheguei antes. Peguei um quarto simples – cama de casal, espelho no teto, banheiro com box de vidro. Tomei um banho rápido. Escovei os dentes. Passei desodorante no pau – sim, passei. Queria estar cheiroso pra ele.
Ele bateu na porta às 21h em ponto.
Abri.
Marcos estava diferente. Camisa social preta, aberta no peito. Calça de couro justa. Barba feita com navalha, cheirosa. Os olhos verdes brilhando. E um sorriso safado.
— Tô lisinha — ele disse, entrando.
— Como você soube que eu ia querer lisa?
— Porque todo homem quer. Pelo atrapalha. Pelo é bonito, mas na hora de lamber, liso é melhor.
Ele tirou a camisa. Os ombros largos. Os braços musculosos. Os pelos no peito, grisalhos no meio. E os seios – não, não tinha seios. Apenas mamilos pequenos, duros, de homem. Mas a boceta... a boceta era de mulher. E estava lisa. Perfeitamente lisa.
Os grandes lábios rosados, inchados, sem um pelo sequer. O clitóris pequeno, vermelho, já pulsando. Os pequenos lábios entreabertos, brilhando.
— Chega aqui — ele disse.
Fui. Nos beijamos de pé. Ele beijava igual homem – forte, mordia o lábio, enfiava a língua. Mas a boca tinha gosto de mulher. Doce. Molhada.
Ele segurou meu pau por cima da calça.
— Tá duro há quanto tempo?
— Desde que você gozou no vídeo.
— Então me come logo.
Deitei ele na cama de bruços. Empinei a bunda dele. A boceta apareceu por baixo, entre as pernas. Lisa. Rosada. Escorrendo.
— Não vai doer?
— Só vai doer se você não meter direito. Vai com força. Eu gosto.
Eu enfiei.
A boceta dele apertou meu pau como uma luva de couro quente. Úmida. Escorregadia. Meu pau entrou inteiro na primeira estocada. Ele gemeu alto.
— ISSO, CARALHO! METEU CERTO!
Me apoiei na cintura dele e comecei a meter. Rápido. Fundo. A bunda dele balançava. A boceta escorria lubrificação pela minha coxa.
— BATE na minha bunda — ele pediu.
Bati. Forte. A mão marcou a pele clara da bunda. Ele gemeu mais alto.
— DE NOVO!
Bati mais forte. Ele gozou. A boceta apertou meu pau com tanta força que eu quase gozei também. O líquido claro jorrou pelos pequenos lábios, molhou o lençol.
— Gozei, caralho — ele disse, ofegante. — Agora você.
— Ainda não cheguei lá.
— Então continua.
Continuei metendo. Ele já tinha gozado, mas a boceta continuava apertada, quente, molhada. Meti por mais uns cinco minutos até sentir o pau engrossar.
— VOU GOZAR!
— GOZA DENTRO! QUERO SENTIR!
Gozei. Jatos grossos, quentes, dentro da boceta lisa dele. Ele gemeu junto comigo. O corpo tremendo. Os dedos arranhando o lençol.
Fiquei encaixado dentro dele por um minuto, sentindo o pau amolecer devagar. Depois tirei. A boceta pingou – minha porra e a dele, misturadas.
— Primeira, falei. — Faltam duas.
— Duas nada — ele disse, sorrindo. — Hoje você vai gozar três. Eu vou gozar umas cinco.
Deitamos de ladinho. Eu atrás. Ele levantou a perna de cima. Encaixei o pau na boceta já gozada – minha e dele escorrendo.
— Agora devagar — ele pediu. — Quero sentir.
Meti devagar. Cada centímetro entrando, saindo. A boceta apertava. O clitóris roçava na minha virilha. Ele tremia.
— Isso... isso... assim eu vou gozar de novo.
— Ainda não. Aguenta.
Masturbei o clitóris dele enquanto metia. Dois dedos no pequeno grelo vermelho. Massageava em círculos. Ele gemia baixo, mordendo o travesseiro.
— NÃO AGUENTO! VOU GOZAR!
— AGUENTA!
— NÃO DÁ!
Ele gozou. O líquido claro escorreu pelos meus dedos. A boceta apertou meu pau com tanta força que tive que parar de meter.
— Porra, você aperta muito.
— Você que me deixa assim. Agora vem. Termina.
Continuei metendo. O pau já estava sensível, quase gozando de novo. Enfiei fundo. Encostei a cabeça do pau no colo do útero – ou onde seria o útero, se ele tivesse.
— TÁ QUENTE DENTRO DE MIM — ele gemeu.
— TÁ QUENTE PORQUE VOCÊ É QUENTE.
Gozei pela segunda vez. Jorrei dentro dele. Ele sentiu, gemeu, gozou junto pela terceira vez. Os dois ofegantes, suados, colados.
Depois de um tempo, ele sentou na beirada da cama.
— Quer me lamber agora?
— Claro.
Ajoelhei na frente dele. Abri as pernas dele com as mãos. A boceta estava inchada, vermelha, os grandes lábios abertos. Os pequenos lábios roxos de tanto ser fodida. Lubrificação escorria em cordas grossas.
— Tá gozada — eu disse.
— É. Sua. E minha. Tudo misturado.
Eu lambei.
A língua percorreu os grandes lábios. O gosto era ácido, salgado, doce no fundo. Lubrificação natural misturada com porra. Eu nunca tinha lambido uma boceta gozada. Meu pau ficou duro na hora.
Ele gemeu. A mão no meu cabelo.
— Lambe meu clitóris. Devagar.
Eu lambi. Devagar. Círculos. O grelo vermelho pulava debaixo da minha língua. Ele gemia alto, sem vergonha.
— Isso... isso... você lambe melhor que mulher.
— Eu sou homem.
— Eu sei. Por isso.
Enquanto eu lambia, ele se inclinou. Puxou minha bunda. Abriu minhas nádegas com as mãos.
— O que você tá fazendo?
— Vou lamber seu cu.
— Meu... meu cu?
— Seu cu. Você já deixou alguém lamber?
— Nunca.
— Então vai ser a primeira vez.
A língua dele tocou o meu ânus.
Foi um choque. Quente. Molhada. Macia. Ele lambeu devagar, em círculos. O mesmo movimento que eu fazia no clitóris dele. Meu corpo tremeu.
— Isso... isso é estranho.
— Estranho é bom — ele murmurou, a língua ainda no meu cu.
Empinei a bunda. Queria mais. A língua entrou um pouco. Não fundo, só a ponta. Eu gemi.
— Gostou? — ele perguntou.
— Amei. Não sabia que amava.
Ele lambeu mais. Enfiou a língua. Eu gritei baixo – prazer misturado com vergonha.
— Deita de bruços — ele ordenou.
Obedeci.
Deitei de bruços, travesseiro embaixo do quadril, bunda empinada. Ele lambeu meu cu de novo. Molhou inteiro.
Foi então que ele fez algo que eu não esperava.
Ele se levantou, se posicionou atrás de mim, e esfregou a boceta lisa e molhada diretamente no meu cu. Não enfiou – esfregou. O movimento era igual de uma penetração, mas sem entrada. Os grandes lábios escorregavam no meu ânus, o clitóris pressionava a entrada, o líquido claro dele lubrificava minha pele.
— Tá sentindo? — ele perguntou, a voz grossa e ofegante.
— Tô... parece que você tá me comendo... mas sem pau.
— É o que eu faço antes de comer um homem de verdade. Eu esfrego a minha boceta no cu dele. Igual uma mulher faria com outra. Só que eu não sou mulher. E você não está dando pra uma mulher. Você está dando pra mim.
Ele esfregou mais forte. O barulho molhado da boceta dele deslizando no meu cu preenchia o quarto. Meu pau duro babava no lençol. Eu gemia baixo, o rosto enterrado no travesseiro.
— Porra, Marcos... isso tá melhor do que dedo.
— É porque boceta foi feita pra encaixar. Até em cu.
Ele esfregou por mais um minuto, até que a boceta dele escorria tanto que meu cu inteiro estava molhado. Só então ele parou, cuspiu na própria mão, passou no meu ânus, e enfiou um dedo. Depois dois. Depois três.
— Tá quase — ele disse.
— Quase o quê?
— Quase pronto pra um pau.
— Não... não sei.
— Eu vou te mostrar.
Ele tirou os dedos. Eu ouvi o barulho de um zíper sendo aberto. Olhei para trás.
Marcos estava com um cintaralho preto preso na cintura.
Era grande. Uns 22 centímetros. Grosso, veiado de borracha, a cabeça roxa brilhando de lubrificante.
— O que é isso?
— O meu pau. Eu uso quando quero comer alguém.
— Você vai me comer?
— Você já me comeu três vezes. Agora é minha vez. E você vai perder a virgindade do cu hoje. Comigo. Com o cintaralho. Eu faço isso com todo homem que me come. Eu tiro a virgindade anal deles. Você vai ser o quinto.
— E o Marcelo? Foi o primeiro?
— Foi. Ele nunca tinha dado o cu. Eu comi ele. Ele chorou de prazer. Depois nunca mais parou. E olha que eu já comia ele quando eu era mulher – mas era ele que me comia. Depois da transição, invertemos. Pela primeira vez, eu comi ele. E ele amou.
Passei a mão no cintaralho. A ponta era grossa, mas lisa.
— Vai doer?
— No começo, sim. Depois você não vai querer outra coisa.
Ele passou mais lubrificante. Enfiou a ponta devagar.
— RESPIRA.
Respirei fundo.
Ele enfiou a cabeça. Gritei. A dor foi uma faca quente no meu cu. Meu corpo inteiro travou.
— PARA... POR UM SEGUNDO...
Ele parou. Deixou a cabeça do pau de borracha dentro de mim, sem mexer. A dor passou devagar.
— Continua.
Ele enfiou mais. Centímetro por centímetro. Eu mordia o travesseiro. As unhas arranhavam o lençol. Suor escorria pelas minhas costas.
— TÁ QUASE INTEIRO.
— ENFIA TUDO.
Ele enfiou. O pau de borracha bateu no fundo do meu cu. Eu senti o cintaralho encostar na minha bunda. Estava dentro. Inteiro. Meu cu nunca tinha estado tão cheio.
— GEME, CARALHO.
Gemi. Não de dor – de prazer. A dor tinha passado. Agora era só preenchimento. Plenitude. A sensação de estar completamente aberto, invadido, tomado.
— Agora eu vou meter.
Ele começou. Devagar no início. O pau de borracha entrava e saía, entrava e saía. Meu cu apertava, acariciava o plástico. Meu pau duro balançava a cada estocada.
— MAIS RÁPIDO!
Ele acelerou. Metia com força agora. O som molhado do lubrificante. O barulho das bolas de borracha batendo na minha bunda. Meus gemidos abafados no travesseiro.
— ASSIM, CARALHO! ASSIM!
— VOCÊ GOSTA DE SER COMIDO, NÃO É?
— AMEI! NUNCA IMAGINEI QUE AMAVA TANTO!
Ele meteu por mais uns dez minutos. Eu perdi a noção do tempo. Meu pau gozou sozinho, sem ninguém tocar – só com o cintaralho enfiado no meu cu, a cabeça raspando na próstata a cada estocada.
— GOZEI! GOZEI DE CU!
Ele tirou o cintaralho de dentro de mim. Meu cu ficou aberto, escancarado, piscando. Eu sentia o ar gelado do ar-condicionado entrar no meu cuzinho pela primeira vez.
— Pronto — ele disse, guardando o cintaralho. — Agora você é homem também.
— Já era. Agora sou homem com cu comido.
Ele riu. Me beijou. Deitamos exaustos.
Depois de um tempo, deitados de conchinha, ele passou a mão no meu cabelo.
— Você perguntou do Marcelo. Ele foi o primeiro que eu comi depois da transição. A gente transa até hoje. De vez em quando.
— E ele come você também?
— Come. A gente reveza. Às vezes eu sou a mulher. Às vezes ele é.
— Já pensou em fazer nós três juntos?
Ele sentou na cama. Olhou nos meus olhos.
— Já pensei. E você? Topa?
— Topo.
— E o Marcelo? Vai querer?
— Vou ligar pra ele agora.
Peguei o celular. Liguei. Marcelo atendeu na primeira chamada.
— Oi?
— Marcelo, é você que comeu o cu do Marcos primeiro?
Silêncio.
— Quem te contou?
— Ele mesmo. Também comi ele hoje. E ele me comeu. Agora a gente quer saber se você topa nós três juntos. Esse fim de semana.
Mais silêncio.
— Manda localização. Eu vou.
Desliguei.
Marcos sorriu.
— Agora vai ser bom.
— Vai ser histórico.
Sábado, 20h. Um motel diferente, maior. Suíte com cama king-size, hidromassagem, pole dance no canto, espelhos em todas as paredes. Frutas no balcão. Champanhe no balde de gelo.
Chegamos separados. Eu primeiro, de tênis e calça jeans. Marcos segundo, de camisa social aberta, a boceta lisa já aparecendo por baixo do short. Marcelo terceiro.
Quando Marcelo entrou, os três se olharam.
— Então é isso — ele disse.
— É isso — respondi.
Marcos fechou a porta, trancou.
— Regras: ninguém sai sem gozar três vezes. Todo mundo come todo mundo. E eu quero ser a primeira a ser comida pelos dois ao mesmo tempo.
Marcelo tirou a camisa. Peito liso, malhado. Tatuagem no braço. Pau médio, grosso, já duro.
— Eu já comi ele. Agora quero ver ele comendo você — Marcelo apontou pra mim.
— Já me comeu — respondi. — Foi ontem.
— E doeu?
— Doeu pra caralho. E foi bom pra caralho.
— Então a gente vai repetir.
Marcos deitou de bruços na cama, a bunda empinada. Marcelo ficou atrás, com o pau na mão. Eu fiquei na frente, de joelhos.
— Primeiro eu quero a boceta — Marcos pediu, olhando pra mim. — E o meu cu já está pedindo pau.
Enfiei meu pau na boceta lisa e escorrida dele. Ao mesmo tempo, Marcelo enfiou o pau no cu dele.
Marcos gritou.
— DOIS! OS DOIS AO MESMO TEMPO!
Metemos juntos. Eu entrava na boceta, Marcelo entrava no cu. Marcos gemia sem parar, os olhos revirados, a língua para fora.
— ISSO! ISSO! ASSIM QUE É BOM!
— CALMA, SUA PUTA — Marcelo disse, batendo na bunda de Marcos. — A NOITE TÁ COMEÇANDO.
— NÃO QUERO CALMA! QUERO FODA!
Metemos mais forte. Marcos gozou primeiro – o líquido claro jorrou na minha barriga. Depois gozei eu, dentro da boceta dele. Depois Marcelo gozou, dentro do cu dele.
Os três ofegantes.
Fomos para a hidromassagem. Água quente, bolhas, champanhe.
Marcos sentou no meu colo, de frente, e começou a cavalgar no meu pau. Marcelo atrás de Marcos, passava a mão nos peitos – não nos seios, nos mamilos pequenos e duros.
— Agora você me come de novo — Marcos pediu pra Marcelo.
Marcelo enfiou o pau no cu de Marcos por baixo da água. Os dois gemiam. Eu só sentava, com o pau dentro da boceta dele, sentindo os dois se movendo.
— TROCA! — Marcos gritou.
Os três se reposicionaram. Agora eu atrás, enfiando o pau no cu de Marcos. Marcelo na frente, com o pau na boceta dele.
— Isso... isso... vocês dois me foderam ao mesmo tempo de novo.
— Você não vai aguentar — eu disse.
— Vou aguentar sim. Só não para.
Marcos deitou de bruços, travesseiro embaixo do quadril, as pernas abertas.
— Quero os dois no meu cu agora.
— DOIS? — Marcelo perguntou. — No mesmo cu?
— Sim. Um pau atrás do outro. Eu já fiz isso uma vez. Cabe.
— Vai doer — eu disse.
— Dor é prazer.
Marcelo enfiou o pau primeiro. Depois eu enfiei o meu, ao lado do dele. O cu de Marcos se abriu como nunca. Ele urrou – dor, prazer, os dois juntos.
— ANDA! MEXE! OS DOIS JUNTOS!
Marcelo e eu começamos a meter. Devagar no início, porque o cu de Marcos mal cabia os dois. Cada estocada fazia ele gemer alto, os dedos arranhando o lençol.
— ASSIM, CARALHO! ASSIM QUE É BOM!
Aumentamos o ritmo. Os dois paus entravam e saíam, entravam e saíam, o cu de Marcos já estava escancarado, vermelho, brilhando de lubrificante.
— VOCÊS VÃO ME DESTRUIR!
— FOI VOCÊ QUE PEDIU — Marcelo respondeu, metendo com força.
Marcos gozou. A boceta jorrou um líquido claro tão forte que espirrou no espelho da parede. O cu dele apertou nossos paus com tanta força que os dois gememos juntos.
— GOZEI! GOZEI SÓ COM O CU!
— A GENTE AINDA NÃO — eu disse.
— ENTÃO CONTINUA!
Continuamos. Metemos mais uns cinco minutos até que Marcelo gemeu primeiro.
— VOU GOZAR NO CU DESSE FILHO DA PUTA!
Gozou. Jatos grossos dentro do cu de Marcos. Eu senti o pau do Marcelo pulsando ao lado do meu. Isso me fez gozar também.
— PORRA, TÔ GOZANDO JUNTO!
Gozei dentro do cu de Marcos. Os dois paus encharcados de porra, o cu escorrendo, Marcos tremendo inteiro.
Tiramos os paus devagar. O cu de Marcos ficou aberto, escancarado, piscando. Um fio grosso de porra escorreu pela bunda dele, desceu pela coxa, molhou o lençol.
— Olha isso — Marcelo disse, enfiando o dedo no cu aberto de Marcos. — Tá igual uma boceta.
— Tá melhor que boceta — Marcos respondeu, ofegante.
Marcos se levantou, mancando, e foi tomar uma ducha. Ficamos eu e Marcelo na cama.
— Você já comeu ele — Marcelo disse, apontando pro banheiro. — Ele já comeu você. Falta eu comer você.
— Nunca deixei outro homem me comer além do Marcos.
— Marcos não é homem?
— Marcos é homem. E mulher. Os dois. Mas você... você é só homem. E eu nunca fiz com um homem só homem.
Marcelo chegou perto. Passou a mão na minha coxa.
— Vai ser igual. Pau é pau. Cu é cu. Só muda o nome.
— E o cheiro?
— O cheiro é de tesão. Cheira.
Ele enfiou o dedo no meu cu. Eu já estava relaxado – Marcos tinha me aberto na noite anterior. O dedo entrou fácil.
— Já tá molhadinho — Marcelo disse. — Você gostou de ser comido.
— Gostei, caralho. Gostei muito.
— Então vai gostar de mim também.
Ele me virou de bruços. Empinei a bunda sem vergonha. Marcelo cuspiu no meu cu, passou o pau na entrada, enfiou devagar.
— CARALHO, MARCELO! SEU PAU É MAIOR QUE O DO MARCOS!
— É uns 18. O dele é 15. Normal.
Ele enfiou inteiro. Meu cu ardeu, mas ardeu gostoso. A cabeça do pau dele raspou na minha próstata na primeira estocada.
— AI! TÁ PEGANDO LUGAR CERTO!
— SEI ONDE É. RELAXA.
Ele metia devagar, fundo, e eu gemia igual puta. Marcos saiu do banho e ficou olhando, pelado, a boceta lisa brilhando de água e tesão.
— Olha só quem tá aprendendo a dar o cu — Marcos disse, sentando na poltrona e se masturbando devagar.
— APRENDENDO NADA — eu respondi, ofegante. — JÁ SOU PROFISSIONAL.
— PROFISSIONAL DE MERDA — Marcelo riu, e meteu mais forte.
Ele gozou dentro de mim. Senti o pau dele pulsar, os jatos quentes enchendo meu cu. Ele ficou encaixado um tempão, ofegante, suado.
— PRIMEIRA — ele disse, tirando. — Faltam duas.
— DUAS NADA — respondi. — A NOITE SÓ TÁ COMEÇANDO.
Marcos sugeriu.
— Todo mundo na cama. Eu no meio. Vocês dois nos lados. Todo mundo chupa todo mundo.
Deitamos. Marcos ficou no meio, eu do lado esquerdo, Marcelo do direito. Eu enfiei a cara na boceta lisa de Marcos. Marcelo enfiou a cara no cu de Marcos. E Marcos enfiou a mão no meu pau e na boca de Marcelo ao mesmo tempo.
— UM 69 DE TRÊS — eu disse, a boca cheia da boceta dele.
— INÉDITO — Marcelo completou, com o nariz enfiado no cu de Marcos.
Enquanto eu lambia a boceta lisa de Marcos, senti algo roçar no meu cu. Era o pau de Marcelo – ou melhor, era o cintaralho. Marcos tinha vestido o cintaralho preto de 22 centímetros enquanto a gente se beijava. O pau de borracha brilhava de lubrificante, duro, apontando pro teto.
— Você vai me chupar como se fosse pau de verdade — Marcos disse, apertando a cabeça de Marcelo contra o plástico. — Lambe a cabeça. Lambe o veio. Lambe as bolas de borracha.
Marcelo obedeceu. Lambia o cintaralho com vontade, babava no plástico, fazia barulho de chupeta.
Enquanto isso, eu continuei com a cara enfiada na boceta lisa de Marcos. A língua percorria os grandes lábios rosados, o clitóris saltado, o períneo liso. Ele gemia baixo, uma mão no meu cabelo, a outra empurrando a cabeça de Marcelo contra o pau de borracha.
— ASSIM... ASSIM OS DOIS... VOCÊS ME DEIXAM MOLHADA IGUAL CACHOEIRA.
A boceta de Marcos escorria. Eu bebia o gosto ácido e doce da lubrificação dele. Cada vez que eu passava a língua no clitóris, ele apertava meu cabelo e gemia mais alto. Do outro lado, Marcelo continuava chupando o cintaralho preto, babando no plástico, gemendo como se fosse pau de verdade.
— TROCA — Marcos ordenou, a voz grossa e ofegante.
Os dois trocamos. Agora Marcelo enfiou a cara na boceta lisa de Marcos, lambendo os grandes lábios rosados, o clitóris saltado, a entrada escorrendo. Eu fiquei com o cintaralho na boca – chupei a cabeça roxa, desci até a base, engoli o máximo que consegui. Marcos gemia com os dois buracos sendo servidos ao mesmo tempo.
— ASSIM! OS DOIS ME CHUPANDO IGUAL! VOCÊS SÃO MINHAS PUTAS!
Ele gozou primeiro com a boceta – o líquido claro e grosso jorrou na cara de Marcelo, que abriu a boca e bebeu tudo. Depois empurrou minha cabeça contra o cintaralho – eu engasguei, babando, os olhos marejados, mas continuei chupando até ele gozar de novo (se é que dava pra chamar de gozar, porque pau de borracha não goza – mas o corpo dele tremia inteiro, a boceta jorrava, e eu senti o orgasmo dele pela tremedeira).
— Vocês dois vão me matar — ele gemeu, ofegante.
— Ainda não — Marcelo disse, limpando a boca. — A noite só tá começando.
Marcos se levantou da cama. Foi até a mala dele. Tirou um segundo cintaralho. Era igual ao primeiro – 22 centímetros, preto, veiado. Ele jogou no colo de Marcelo.
— Veste.
— Os dois ao mesmo tempo? — perguntei.
— Os dois. Cada um com um. Vocês vão me comer de novo. Mas agora eu quero os dois cintaralhos no meu cu. Um atrás do outro.
Marcelo vestiu o cintaralho. Agora os dois estavam iguais – paus de borracha pretos, duros, brilhando de lubrificante. Marcos deitou de bruços, travesseiro embaixo do quadril, a bunda empinada. O cu dele já estava aberto da primeira vez, ainda escorrendo a porra que a gente tinha gozado dentro.
— Quem entra primeiro? — perguntei.
— Os dois juntos — Marcos respondeu. — Igual vocês fizeram antes. Mas agora com os dois paus de verdade.
— Não são de verdade — Marcelo riu.
— São meus. E é como se fossem. Agora enfia.
Nos posicionamos. Eu do lado esquerdo, Marcelo do direito. As cabeças dos paus de borracha encostaram no cu de Marcos ao mesmo tempo. Ele respirou fundo.
— ENFIA.
Empurramos juntos. O cu de Marcos já estava dilatado, então entrou mais fácil do que da primeira vez. Os dois paus deslizaram para dentro, lado a lado, preenchendo cada centímetro do reto dele.
— ISSO, CARALHO! OS DOIS! OS DOIS CINTARALHOS!
Começamos a meter. Os dois no mesmo ritmo – dentro e fora, dentro e fora. O cu de Marcos apertava os dois paus de borracha com a mesma força, o mesmo calor. Ele gemia alto, a boca aberta, babando no travesseiro.
— MAIS RÁPIDO!
Aceleramos. Os dois paus entravam e saíam rápido, empurrando o cu de Marcos ao limite. O barulho dos plásticos batendo na bunda dele, os gemidos dele, os nossos gemidos – tudo misturado.
— VOCÊS DOIS SÃO IGUAIS! OS DOIS ME COMENDO DO MESMO JEITO!
— É O QUE VOCÊ QUERIA — Marcelo respondeu, metendo fundo.
— É O QUE EU QUERO SEMPRE!
Marcos gozou de novo. A boceta jorrou um líquido claro tão forte que espirrou no espelho da parede. O cu dele apertou nossos paus de borracha com tanta força que os dois gememos juntos.
— GOZEI! GOZEI SÓ COM O CU!
— A GENTE AINDA NÃO — eu disse.
— ENTÃO CONTINUA!
Continuamos metendo. Os dois cintaralhos entrando e saindo, entrando e saindo. Marcos já estava mole, mas continuava gemendo, pedindo mais, implorando.
— VOU GOZAR — Marcelo gemeu primeiro.
— PAU DE BORRACHA NÃO GOZA, SEU IDIOTA — Marcos riu, ofegante.
— MEU CORPO GOZA! FODA-SE!
Marcelo tremeu inteiro. O pau de borracha pulsou (na imaginação, porque plástico não pulsa), mas o corpo dele se contraiu, ele gemeu alto, e eu senti que ele tinha gozado – não de porra, de prazer.
— AGORA VOCÊ — Marcos olhou pra mim.
Continuei metendo sozinho. Marcelo tirou o cintaralho e ficou olhando, se masturbando devagar. Eu enfiava o pau de borracha no cu de Marcos com força, rápido, sem parar.
— VOU GOZAR TAMBÉM — eu gritei.
— GOZA, CARALHO! GOZA JUNTO COMIGO!
Meu corpo tremeu. O pau de borracha não gozava, mas meu pau de verdade – que estava encostado na coxa de Marcos – jorrou pré-gozo no lençol. Eu gemi, tremi, meti mais fundo, e parei.
Os três exaustos.
Tiramos os cintaralhos. O cu de Marcos ficou aberto, escancarado, piscando. Uma mistura de porra e lubrificante escorreu pela bunda dele, desceu pelas bolas, molhou a cama.
— Olha isso — Marcelo disse, enfiando o dedo no cu aberto de Marcos. — Cabe os dois ainda.
— Outro dia — Marcos respondeu, ofegante. — Hoje já deu.
Fomos para a hidromassagem. Os três na água quente, as bolhas massageando os corpos cansados. Champanhe. Silêncio. Respiração pesada.
— Essa foi a melhor noite da minha vida — eu disse.
— A minha também — Marcos respondeu.
— Da minha também — Marcelo completou.
Ficamos mais uma hora na hidro, conversando sobre nada, rindo das coisas que a gente tinha feito. Depois voltamos para a cama. Os três pelados, deitados de conchinha – Marcos no meio, eu atrás dele, Marcelo na frente. Meu pau estava encostado no cu ainda aberto de Marcos. O pau de Marcelo estava encostado na boceta lisa dele.
Ninguém meteu. Só ficou ali. O calor dos corpos. O cheiro. A pele.
O sol já estava nascendo quando a gente saiu do motel. Os três mancando. Eu sentia meu cu ardendo, dolorido, mas com um sorriso no rosto. Marcelo também mancava. Marcos andava de pernas abertas, a boceta inchada roçando na coxa.
— Gostou da primeira vez com dois? — Marcelo perguntou.
— Amei. Quero repetir.
— Então a gente marca de novo.
Marcos me abraçou primeiro. A barba dele coçou meu pescoço. A voz grossa falou no meu ouvido:
— Você foi o melhor. De todos os cinco.
— Até agora — eu respondi. — Vai ter mais.
Marcos abraçou Marcelo. Depois os dois se beijaram – rápido, sem vergonha.
— Tchau, machos — Marcos disse, entrando no carro.
Fomos cada um para seu carro. Eu olhei pelo retrovisor. Marcos estava encostado no carro dele, olhando pra mim. A camisa aberta. A boceta lisa escondida por baixo do short. O sorriso safado.
Mandei uma mensagem pra ele antes de ligar o carro:
"Foi bom pra caralho. Marcamos o próximo? Sem o Marcelo. Só nós dois. Quero te comer de novo."
Ele respondeu na hora:
"Quarta-feira. Minha casa. 20h. Vem de calcinha."
Eu ri.
Nunca tinha usado calcinha na vida.
Mas ia comprar uma só pra ele.