Eu estava na cozinha, organizando metodicamente os ingredientes sobre o balcão de madeira. Como tínhamos trazido tudo da cidade, eu tinha o controle sobre a execução do prato, o que me dava um pouco de segurança. Pensei em abrir uma garrafa de vinho imediatamente para tentar dissolver a tensão que se acumulava na base do meu pescoço, mas a Bia me impediu. Ela queria que o ritual começasse com todos à mesa.
E o "todos", no caso, chegou pontualmente.
O Thiago quase perdeu o equilíbrio quando a Bia abriu a porta. Se na cachoeira ele já estava fascinado, naquele vestido marrom que era no limite entre um vestido e uma camisola que parecia deslizar sobre a pele dela a cada movimento, ele parecia um garoto processando uma informação complexa demais para a idade dele.
"Entra, Thiago. Fica à vontade!" Ela disse com a voz suave.
Eu observava tudo do meu posto de comando. A cozinha. Com a minha camisa de linho azul e a precisão técnica com que eu picava os aspargos, eu mantinha o papel de âncora daquela situação. O contraste era nítido. O Thiago, apesar de tentar parecer maduro na sua polo, ainda tinha o jeito inquieto.
"Belo lugar vocês pegaram." O garoto comentou, a voz um pouco falha, enquanto se sentava no banco alto do balcão, ficando de frente para onde eu cozinhava.
"É, a Bia tem bom gosto para escolhas." Respondi servindo a primeira taça de vinho para ele e depois para ela. "E eu gosto de garantir que o resto saia perfeito."
A Bia se aproximou de mim, encostando o corpo de leve no meu braço enquanto eu mexia o risoto. Ela pegou a taça dela, brindou primeiro comigo, me olhando fixamente, e depois se virou para o Thiago com um sorriso que prometia muito mais do que apenas uma boa refeição.
"Ao nosso vizinho." Ela disse erguendo a taça.
O som do cristal batendo foi o sinal de largada. O aroma do queijo brie derretendo e o frescor do vinho começaram a preencher o espaço. Eu sentia o olhar do Thiago alternando entre o prato que eu preparava e as costas nuas da Bia. O barulho das espátulas contra a panela de ferro parecia mais alto do que o normal. Enquanto eu finalizava o risoto, o riso da Bia e as respostas cada vez mais soltas do Thiago preenchiam a sala. O papel de "servidor" trazia um gosto amargo, uma pontada de humilhação que eu tentava racionalizar como parte do protocolo. Toda vez que eu desviava os olhos do fogão, via a mão dela repousar no braço dele.
O jantar, porém, foi um sucesso técnico. O risoto estava perfeito e a conversa, impulsionada pelo vinho, fluiu com uma leveza que eu não esperava. A implicância que eu sentia pelo Thiago ainda estava lá, mas algo mudou na minha percepção. Ver o desejo nos olhos da Bia, a forma como ela devorava o convidado com o olhar e a eletricidade que emanava dela, começou a agir em mim de uma forma inesperada. A raiva estava sendo substituída por uma curiosidade sombria e pulsante.
Quando a garrafa de vinho finalmente esvaziou, o ambiente mudou. Bia se levantou e caminhou até o sofá, fazendo um sinal para que o Thiago a acompanhasse. Eles se sentaram próximos e eu me acomodei na poltrona, posicionado na diagonal, onde tinha a visão completa da cena. Meu coração acelerou, batendo contra as costelas com uma força que eu sentia no pescoço. O silêncio que se seguiu não era desconfortável, era carregado de expectativa. Eu olhei para o Thiago, que parecia estar prendendo a respiração, e depois para a Bia. Ela me encarou por um segundo, buscando o aval final nos meus olhos.
O engenheiro em mim sabia que a fase de planejamento havia terminado. A estrutura estava pronta. Agora, era hora de ver o que aconteceria quando a teoria desse lugar à prática.
A luz baixa da sala criava sombras longas. Bia não perdeu tempo com rodeios. Ela pegou a mão do Thiago, guiando-a com firmeza para a sua coxa, onde o vestido subia, revelando a pele que o garoto tanto cobiçou na cachoeira. Ela murmurou algo sobre os olhares descarados dele, uma provocação que fez o pescoço do jovem avermelhar instantaneamente. Antes que o Thiago pudesse formular uma resposta, Bia avançou. Em um movimento fluido e decidido, ela encurtou a distância e partiu para cima dele.
O início foi marcado pela hesitação do garoto. Ele a beijava com uma timidez quase reverente, os olhos arregalados procurando os meus na poltrona. Ele precisava da autorização do "homem da casa", do cara que o serviu vinho e jantar. Quando eu finalmente assenti, um movimento curto e grave com a cabeça, o Thiago se transformou. A voracidade que ele prometia com os olhos durante toda a manhã explodiu. Ele segurou a nuca dela com uma força que eu não esperava e retribuiu o beijo com uma urgência juvenil, quase bruta.
Sentado na poltrona, senti um soco no estômago. A sensação era um paradoxo violento. De um lado, a raiva. Ver as mãos daquele moleque, que eu mal conhecia, apertando a cintura da Bia e sentindo a textura do vestido, despertava um instinto territorial primitivo. Era a humilhação de ver a minha esposa, a mulher com quem construí uma vida de ordem e planejamento, ser desorganizada pelas mãos inexperientes e famintas de outro. Meu sangue fervia com a audácia dele em ocupar o meu lugar.
Mas, ao mesmo tempo, havia a excitação. Uma faísca sombria que ignorava qualquer lógica moral ou social. Ver a Bia naquele estado vibrante e reagindo ao vigor de um homem mais jovem com uma intensidade que eu não via há tempos. Era um combustível potente. O contraste entre a minha sobriedade de linho azul e a bagunça que eles estavam fazendo ali na minha frente criava uma tensão elétrica que me deixava sem fôlego. O coração acelerado não era mais de ansiedade, era de um prazer mórbido em ser o espectador privilegiado da própria "derrota".
Eu era o engenheiro observando a demolição de uma estrutura antiga para a criação de algo novo, caótico e perigosamente atraente. Eu não conseguia desviar o olhar, eu queria ver até onde aquela voracidade do Thiago levaria a mulher que eu amava.
Bia em um movimento ágil, subiu no colo do Thiago, ficando de frente para ele. O vestido deslizou pela pele dela enquanto as mãos do garoto passeavam com urgência pelas suas costas. Eu observava cada detalhe da poltrona, as mãos dele descendo até encontrarem a curva da bunda dela, onde ele deu um aperto firme, possessivo, que a fez soltar um suspiro abafado contra a boca dele.
Em seguida, o Thiago levantou o tecido leve do vestido. O movimento foi lento, quase coreografado para que eu não perdesse nada. O tecido subiu até deixar a bunda dela nua e revelar o segredo. Bia não vestia nada por baixo.
Aquele momento de observação silenciosa chegou ao limite da minha resistência. Sentado na poltrona, levei a mão ao meu próprio pau, massageando-o por cima da bermuda de sarja. O tecido agora parecia apertado demais para conter a pressão que a cena à minha frente exercia. Mesmo sob a sarja, a rigidez era evidente, um reflexo físico daquela mistura caótica de sentimentos.
As roupas começaram a ser arremessadas pela sala. A Bia arrancou a camisa polo do Thiago. Logo depois, o vestido terminou de subir pelos braços dela e caiu no chão. A visão destruiu qualquer resquício de hesitação que eu ainda tivesse. Não me contive. Abri o botão da bermuda e enfiei a mão dentro da cueca e segurei minha pica diretamente. O calor da minha pele contra a mão era o único ponto de realidade em meio àquela fantasia que se materializava.
Enquanto eu me tocava, meus olhos estavam cravados no Thiago, que agora mergulhava o rosto nos seios da Bia, chupando-os com uma fome que parecia querer compensar todos os olhares que ele guardou durante o dia na cachoeira. No meio desse turbilhão, a Bia desviou o olhar do garoto por um segundo e me encarou. Ao me ver ali, participando daquele jeito, ela abriu um sorriso safado, um brilho de satisfação nos olhos ao confirmar que o marido centrado estava, de fato, curtindo aquela loucura.
Aquele convite silencioso, feito com dois tapinhas no estofado, foi o comando para que eu abandonasse a posição de espectador. Deixei a poltrona, tirei minha blusa e me sentei no sofá. Minha perna estava a milímetros da dele. A Bia desceu do colo dele e se ajoelhou no chão, se posicionando exatamente entre as nossas pernas. Com movimentos lentos e deliberados, ela se encarregou de remover o que restava das nossas roupas. Primeiro, as calças do Thiago cederam, e logo em seguida a minha bermuda junto da cueca.
Nesse momento, o instinto de comparação, aquela insegurança masculina falou mais alto. Desviei o olhar para o lado, encarando diretamente o pau do garoto. O alívio percorreu meu corpo como uma corrente elétrica, ele era jovem e estava rígido, mas não era maior que o meu. Aquela pequena vitória física me deu uma nova onda de confiança para o que viria a seguir.
Bia, percebendo a tensão competitiva no ar, envolveu cada um de nós com as mãos. Ela iniciou uma punheta lenta e rítmica, alternando o aperto entre a minha pica e a do Thiago. O olhar dela era predatório e divertido ao mesmo tempo. Ela olhava fixamente para ele, depois voltava os olhos para mim. Ela parecia estar pesando cada detalhe, decidindo qual de nós teria o privilégio de sentir o calor da sua boca primeiro, enquanto o som da nossa respiração pesada preenchia a sala.
A escolha dela pelo Thiago primeiro foi como um golpe. Ver a Bia, minha esposa, inclinar a cabeça e passar a língua por toda a extensão daquela piroca jovem antes de envolvê-la com os lábios, disparou um gatilho de raiva possessiva que eu não pude conter. O som da sucção preenchia a sala.
Mas ela não me deixou de fora. A mão dela na minha pica era firme, experiente, movendo num ritmo que parecia sincronizado com o movimento da sua cabeça. Ela mostrava uma habilidade absurda, enquanto o Thiago gemia baixo, com a cabeça jogada para trás no encosto do sofá, eu sentia o calor da palma dela. Ela sabia exatamente o que estava fazendo. Quando percebeu que minha respiração estava ficando curta demais e que o ciúme estava prestes a transbordar em palavras, ela soltou o garoto. Com um olhar carregado de luxúria, ela se voltou para mim. O contraste do calor da boca dela na minha pica, logo após ter estado no Thiago, trouxe uma sensação nova.
Bia iniciou uma alternância coreografada. O Thiago agora era quem recebia a punheta, enquanto ela se dedicava a mim. Ver a Bia trabalhar nos dois, ora focada no "novo", ora focada no "seu", me transformou. A raiva tinha se dissolvido completamente em uma excitação bruta, me deixando ansioso para saber qual seria o próximo passo.
A transição da sala para o quarto pareceu um borrão de adrenalina e desejo. Bia, no centro de tudo, exalava uma autoridade que eu nunca tinha visto. Ela nos guiou pelos pulsos, um de cada lado. Quando caímos na cama, o espaço parecia pequeno demais para tanta tensão acumulada. O cheiro de lençóis limpos logo foi substituído pelo aroma de pele quente e a urgência do momento.
Bia alternava beijos vorazes entre mim e o Thiago. Eu sentia o corpo dela vibrar, uma energia que parecia não ter fim. O garoto estava em transe, totalmente dominado pelo carisma e pela entrega dela. Mas chegamos ao ponto crítico, a decisão final que pairava sobre o colchão. Ela se posicionou de quatro no meio da cama, uma visão que fez meu sangue latejar. Olhou para trás, para nós dois, com o cabelo loiro bagunçado e os lábios inchados. O silêncio que se seguiu foi preenchido apenas pela respiração pesada dos três.
"E agora?" A voz dela desafiou a lógica de quem deveria ter a prioridade.
O que começa tem o privilégio da descoberta, de sentir o calor inicial e a resistência que cede ao primeiro contato. Ele dita o ritmo, abre o caminho. O que termina, por outro lado, tem o benefício do clímax, de colher os frutos da exaustão e do prazer acumulado, levando-a ao ápice quando ela já está totalmente entregue.
Eu olhei para o Thiago. Ele estava pronto, a juventude transbordando em impaciência. Uma parte de mim, movida por aquela raiva territorial que ainda sobrava, queria tomar o meu lugar por direito. Mas a outra parte, a que estava profundamente excitada com a situação, queria ver o estrago que aquele garoto faria nela.
"Vai você, Thiago!" Eu disse, surpreendendo a mim mesmo com a firmeza na voz. "Quero ver você dar a ela exatamente o que ela quer."
O garoto não esperou um segundo convite. Ele se aproximou por trás, as mãos firmes segurando os quadris da Bia, enquanto ela soltava um gemido de antecipação. Eu me posicionei na frente dela, segurando seu rosto, querendo que ela olhasse para mim no momento em que ele entrasse. Eu não deixei que o Thiago hesitasse. Quando dei o sinal, ele segurou o quadril dela com uma mão. Vi os dedos dele afundarem na pele clara da minha esposa e ele se posicionou. Eu me sentei bem na frente dela, segurando seu rosto com firmeza, forçando-a a manter o contato visual comigo. Eu queria que ela soubesse exatamente quem estava ali.
No momento em que ele empurrou, eu vi as pupilas da Bia se dilatarem instantaneamente. Ela soltou um arquejo agudo contra o meu rosto, a boca entreaberta buscando o ar que parecia ter sumido do quarto. Ela me olhava como se pedisse desculpas e permissão ao mesmo tempo, suas unhas cravando nos lençóis enquanto o corpo dela recebia as estocadas iniciais e vigorosas daquele moleque. Atrás dela, o som era visceral. O Thiago não era silencioso. Ele soltava grunhidos baixos a cada movimento. O estalo da pele se encontrando ritmicamente era a trilha sonora daquela invasão.
Para mim, a sensação era devastadora. Ver a Bia ser tomada com aquela voracidade por um estranho era como assistir a uma estrutura sólida que eu projetei ser testada até o limite por uma força da natureza. Minha raiva territorial latejava nas têmporas, um instinto de posse que queimava, mas o prazer visual de vê-la tão preenchida, tão entregue e tão vibrante, me deixava em um estado de excitação quase insuportável.
Eu sentia o calor que emanava do corpo dos dois, o cheiro de sexo se misturando ao perfume dela. Eu não conseguia desviar o olhar. Devorava cada expressão de agonia prazerosa no rosto da minha esposa, me sentindo, paradoxalmente, o dono da situação. Eu era quem permitia que aquele garoto fosse o instrumento do prazer dela, enquanto eu permanecia ali, no controle da visão mais excitante da minha vida.
"Ele tá te comendo bem, amor?" Perguntei sentindo o latejar da minha própria pica na minha mão.
"Ele tá... amor!" Ela respondeu com os olhos revirando enquanto o corpo dela saltava na cama a cada estocada do garoto. "Ele tá me fodendo muito!"
Eu olhei para o Thiago. Ele estava suado, o rosto vermelho de esforço, os músculos dos braços tensos enquanto segurava os quadris dela.
"Vai, garoto! Fode a buceta dela!" Ordenei e vi o Thiago aumentar o ritmo. "Ela é gostosa, não é? Pode falar!"
"É sim..." ele grunhiu, o fôlego curto. "Muito gostosa... como essa puta é apertada!
Eu ri, uma risada carregada de uma excitação.
"Olha como ele te chama, Bia!" Provoquei puxando o rosto dela para perto do meu. "O moleque tá amarradão. Escuta o barulho que ele tá fazendo dentro de você."
"Eu tô ouvindo, Arthur" Ela gritou, a voz falhando. "Eu sinto ele todo... Tão forte... Continua, Thiago! Não para!
"Isso, Thiago!" Continuei sentindo o prazer de ver a minha esposa sendo desestruturada. "Enterra tudo nela! Ela aguentou o dia todo te desejando naquela cachoeira, agora dá o que ela quer!"
O quarto foi tomado pelo som dos corpos se batendo e pelos incentivos que eu lançava. Eu estava ali, ajoelhado na frente dela, sentindo o calor da boca da Bia me envolver enquanto, logo atrás, o Thiago mantinha o ritmo. O som dos corpos se chocando, o estalo da pele com pele, era a única coisa que preenchia o quarto além da nossa respiração pesada.
"Bate nela, Thiago. Bate na bunda dessa piranha." Eu disse forçando a Bia a me olhar nos olhos enquanto me chupava.
O som do primeiro tapa foi seco, alto, e imediatamente vi a marca da mão dele surgir na nádega clara da Bia. Ela soltou um gemido abafado contra o meu pau, e eu senti a vibração da garganta dela percorrer toda a minha extensão. Os olhos dela estavam úmidos, uma mistura de entrega total e puro choque elétrico.
"Isso, garoto!" Eu incentivava, vendo o Thiago se perder no papel, estapeando a bunda dela com vontade enquanto socava com mais força. "Olha como ela gosta, olha como ela empina para você!"
A Bia estava em um estado de transe, a cabeça balançando, totalmente entregue aos dois. O Thiago estava ofegante, os grunhidos dele ficando mais altos, sinalizando que ele estava chegando perto de um limite perigoso. Foi aí que o meu instinto de dono falou mais alto.
Parei o movimento da Bia por um segundo, segurando a pelos cabelos e olhando fixamente para o Thiago, que parecia estar em outro planeta.
"Só não se empolgue demais, Thiago. Só eu posso gozar na buceta dela. Se você chegar perto, tira. Goza nas costas, na bunda, onde quiser... mas dentro dela, o lugar é meu." A única regra inegociável.
O Thiago assentiu rapidamente, os olhos fixos na Bia, o suor escorrendo pelo rosto. Ele entendeu o aviso. Eu recuei um pouco, deixando que ela voltasse a me chupar enquanto ele continuava o trabalho atrás.
"Onde você quer gozar?" Perguntei sentindo uma satisfação quase sádica em ver o garoto totalmente à mercê das minhas regras.
"Na boca dela" Ele respondeu.
"Boa escolha!" Ri sentindo meu sangue ferver. "Vem pra cá."
Eu me levantei e assumi o meu lugar de direito. Ao me posicionar atrás dela, a visão era familiar, mas carregada de uma coisa completamente nova. Eu conhecia aquela curva, a perfeição da da Bia empinada para mim. O cabelo loiro dela estava esparramado pelas costas, mas na frente dela, o Thiago estava sentado, e a Bia, com os olhos vidrados e a respiração pesada, abocanhava o pau dele com uma vontade renovada.
Eu entrei nela com uma estocada firme, sentindo o calor e o aperto que o garoto tinha acabado de desbravar.
"Isso, Bia..." Disse para ela enquanto segurava seu quadril com força. "Mostra como você é uma boa anfitriã."
A Bia gemia abafada, o som vibrando contra o pau do Thiago, enquanto eu ditava o ritmo por trás. Eu via a cabeça dela se movendo para frente e para trás.
O Thiago estava quase lá, os dedos cravados no colchão, a cabeça jogada para trás.
"Goza para ela, Thiago!" Ordenei, aumentando a velocidade das minhas estocadas. "Enche a boca da minha mulher!"
Ver o momento em que ele finalmente se soltou, descarregando tudo na boca da Bia enquanto eu a possuía por trás, foi a imagem mais poderosa e proibida que eu já tinha projetado. A estrutura do nosso casamento nunca mais seria a mesma depois daquela noite.
No momento em que o Thiago desabou, o corpo dele tremendo enquanto entregava tudo o que tinha na boca da Bia, senti uma onda de adrenalina compartilhada. Ele tinha ido até o limite, cumprindo exatamente o que a Bia desejava. Agora, o silêncio do quarto era preenchido apenas pelos gemidos dela e pelo som das minhas estocadas, que ganharam uma nova urgência. Acelerei o ritmo, sentindo o calor e o aperto da Bia, que pareciam ainda mais intensos.
"Gostou do leitinho dele, amor?" Perguntei com a voz rouca de excitação.
A Bia se apoiou nos cotovelos, jogando o quadril para trás com força, encontrando cada movimento meu.
"Uma delícia, vida..." Respondeu ofegante. "Ele foi incrível... mas agora eu quero o seu. Termina dentro de mim, Arthur!"
Olhei para o Thiago, que estava jogado de lado na cama, recuperando o fôlego. Ele parecia exausto, mas tinha um sorriso de quem sabia que tinha dado conta do recado. Eu não sentia mais aquela necessidade de me provar superior; pelo contrário, sentia um respeito genuíno pelo fôlego daquele garoto.
"Mandou bem, Thiago." Eu disse, assentindo para ele enquanto mantinha o ritmo firme, sem tirar os olhos da Bia. "Você deixou ela no ponto perfeito."
O garoto deu um aceno discreto, ainda tentando controlar a respiração, observando agora o meu esforço para finalizar o que ele começou.
"Olha para ele, Bia ." eu disse, segurando a cintura dela com as duas mãos. "Olha o estado que o garoto ficou por sua causa."
Ela sorriu, uma expressão de puro êxtase, e começou a gemer o meu nome enquanto eu me aproximava do ápice. Eu estava prestes a selar aquela noite com toda a intensidade que a Bia merecia. Eu sentia que ia explodir a qualquer segundo, e seria a conclusão perfeita para uma noite onde todos saíram vencedores.
Senti o clímax chegando como uma avalanche que eu não conseguia mais conter. Segurei o cabelo loiro da Bia com firmeza, puxando sua cabeça levemente para trás enquanto eu enterrava cada centímetro que tinha nela. No instante em que descarreguei, senti o corpo dela travar. A Bia soltou um grito rouco e começou a ter espasmos violentos, as paredes internas dela apertando meu pau em um ritmo frenético. Gozamos juntos em sincronia.
A exaustão veio logo em seguida. Quando finalmente saí de dentro dela, as pernas da Bia fraquejaram e ela tombou na cama. Pela posição em que estávamos, ela acabou repousando o rosto diretamente no peito do Thiago.
Eu me levantei devagar, sentindo meus músculos pesados. Fiquei de pé ao lado da cama, com as mãos na cintura, o peito subindo e descendo enquanto o ar fresco da serra que entrava pela janela ajudava a baixar a temperatura do meu corpo.
Olhei para baixo e vi a cena. Bia, o amor da minha vida, entregue e relaxada, com a bochecha encostada na pele suada do garoto que, horas antes, eu via como um invasor. O Thiago tinha o braço jogado sobre o colchão e olhava para ela com um deslumbramento genuíno, e depois olhou para mim.
O pensamento de convidar Thiago para passar a noite chegou a cruzar a minha mente, mas a necessidade de processar tudo a sós com a Bia falou mais alto. Eu precisava daquele momento pós caos com a minha mulher.
"Eu adoraria te levar até a porta, mas preciso mesmo de um banho." Ela disse, ainda recuperando os sentidos.
"eixa que eu levo ele." Respondi sentindo uma camaradagem genuína pelo garoto.
Bia se inclinou e se despediu dele com um beijo suave na boca e um carinho no rosto. "Obrigada por tudo", ela sussurrou, e eu sabia que ela estava sendo sincera. Thiago apenas sorriu, ainda meio atordoado.
Nós dois saímos do quarto, atravessando o corredor em silêncio, dois homens nus caminhando pela casa Na sala, começamos a nos vestir um na frente do outro, sem qualquer constrangimento. A barreira da intimidade física tinha sido derrubada tão completamente que a nudez ali parecia a coisa mais natural do mundo.
Enquanto eu abotoava minha camisa, lembrei de um detalhe da nossa conversa durante o jantar.
"Aí, aquele lugar secreto que você comentou... fica muito longe daqui?" Quebrei o silêncio, curioso.
"Que nada, pô!" Ele riu recuperando o jeito moleque. "Com esse seu carrão aí, a gente chega num instante."
"Vou conversar com a Bia. De repente podemos ir lá amanhã... nós três."
"Claro, pode ser. Seria animal" Ele concordou, parecendo animado com a ideia de repetir a dose em um cenário diferente.
Levei até a porta da frente. O ar da noite estava fresco e o silêncio da região era absoluto. Nos despedimos com um aperto de mão firme, um gesto de respeito mútuo entre dois homens que agora compartilhavam um segredo. Fiquei ali parado por um momento, observando o sumir na escuridão daquele lugar tão calmo, antes de trancar a porta.
Fechei a porta da frente e o silêncio de Lumiar pareceu abraçar a casa novamente. Quando entrei no quarto, encontrei a Bia envolta nos lençóis, com aquela expressão relaxada de quem tinha acabado de viver uma experiência transformadora. Sentei-me na borda da cama e ela logo buscou a minha mão, puxando-me para perto.
"Arthur, meu Deus..." Ela sussurrou, a voz ainda um pouco rouca. "Eu não consigo parar de pensar no que aconteceu aqui."
"Nem eu, amor." Respondi inclinando para beijar sua testa. "Foi... indescritível. Ver você daquele jeito, a sintonia que a gente criou com ele. Foi muito mais do que eu imaginei."
Bia concordou com a cabeça, um sorriso cúmplice iluminando seu rosto.
"Eu achei que fosse sentir algo estranho depois que ele saísse, mas só sinto uma conexão ainda maior com você. Foi incrível como tudo fluiu, não foi?" ela perguntou procurando confirmação nos meus olhos.
"Foi perfeito!" afirmei sentindo uma paz que nunca achei que teria nessa situação. "O garoto mandou muito bem, e a forma como você se entregou... foi a coisa mais excitante que já vi na vida."
Ficamos ali por um tempo, trocando carícias e revivendo os detalhes mais intensos em sussurros. Eu até pensei em contar sobre o convite que fiz ao Thiago para irmos ao tal lugar secreto, mas olhei para o relógio e para o cansaço prazeroso estampado no rosto dela. A ideia de voltarmos a ser nós três em um cenário novo era tentadora, mas decidi guardar aquele "projeto" para a manhã seguinte, durante o café. Naquele momento, eu só queria o silêncio, o cheiro dela e a certeza de que a nossa estrutura estava mais forte do que nunca.