Minha Esposa me traiu com um Refugiado - Parte 1

Um conto erótico de Thiago
Categoria: Heterossexual
Contém 731 palavras
Data: 01/05/2026 16:26:17

Capítulo 1: O Nascimento da "Cora" e o Plano de Fuga

Tudo começou em um domingo de churrasco no nosso quintal em Goiânia.

Eu tinha 30 anos.

Corpo comum, já começando a perder o ritmo de academia que um dia tive. Um pouco acima do peso, braços fortes mais por hábito do que por disciplina, barriga começando a aparecer sob a camiseta. Nada chamativo. Nada marcante.

Um homem… normal.

E a Letícia…

Ela tinha 25.

E não havia nada de normal nela.

Ela andava pelo quintal com aquele jeito solto, natural, como se o próprio corpo não fosse algo que precisasse ser escondido. Short curto — sempre curto — colado o suficiente pra desenhar cada curva sem esforço.

As pernas firmes, bem definidas, pegavam o sol direto. A cintura marcada criava aquele contraste que puxava o olhar sem pedir permissão.

E o que mais chamava atenção…

era o bumbum.

Grande.

Cheio.

Redondo.

O tecido do short não escondia — só acompanhava. Cada passo dela fazia o tecido se ajustar, desenhando o movimento de um jeito quase hipnótico. Não era exagerado. Era proporcional, encaixado no corpo dela como se tivesse sido moldado ali.

E o pior — ou o melhor — era que ela sabia.

Não de forma vulgar. Não chamando atenção de propósito.

Mas sabia.

No jeito de andar. No jeito de parar. No jeito de simplesmente existir dentro do próprio corpo.

Eu estava na churrasqueira, virando a carne, tentando manter o foco.

Mas bastava ela passar atrás de mim que eu perdia.

Sempre perdia.

— "Você vai deixar passar do ponto."

Ela disse isso pegando uma cerveja sem nem pedir.

Nem me olhou direito.

Só falou.

Eu ri, meio sem jeito, ajustando a grelha.

— "Tô cuidando."

Ela inclinou a cabeça, analisando.

— "Tá não."

E saiu andando.

Sem pressa.

Sem olhar pra trás.

Mas sabendo.

Sabendo exatamente o efeito que causava.

E eu fiquei ali… olhando.

Como sempre.

Porque essa era a verdade:

Eu era completamente apaixonado pela Letícia.

Do tipo que fazia tudo.

Que antecipava. Que cedia. Que se moldava.

Ela não precisava pedir duas vezes.

Na maioria das vezes, nem precisava pedir.

E, com o tempo, eu fui deixando de perceber o quanto já estava adaptado a ela.

Ela conduzia.

Não com grito. Não com imposição.

Mas com presença.

Com segurança.

Com aquele jeito silencioso de quem decide… e o outro só acompanha.

E eu acompanhava.

Chamando isso de amor.

A gente estava cansado.

Eu no administrativo, preso em rotina, planilhas e repetição. Ela no design, vivendo de cliente, prazo e tela.

A vida passando.

Escapando.

Foi nesse domingo que eu vi o anúncio no celular:

Kombi 1998. Branca. Motor funcionando. Interior vazio.

Mostrei pra ela.

Letícia pegou o celular da minha mão sem pedir.

Olhou com atenção.

De verdade.

— "Tá horrível."

— "Dá pra arrumar."

Ela ficou em silêncio.

Pensando.

E quando Letícia pensava assim… ela já estava decidindo.

— "Dá pra fazer tudo."

Ela levantou os olhos pra mim.

E naquele instante, a Kombi já não era mais minha ideia.

Era dela.

— "A gente não vai pra resort nenhum."

Ela disse isso apoiando o quadril na mesa, com naturalidade.

Como se já estivesse decidido.

— "A gente vai pegar isso aí… e transformar."

Eu não questionei.

Nunca questionava.

— "Pra onde?"

Ela respondeu sem hesitar:

— "Acre."

Como se fosse simples.

Como se fosse perto.

Como se fosse inevitável.

E talvez fosse.

Porque quando Letícia decidia alguma coisa…

as coisas simplesmente aconteciam.

E foi assim que a "Cora" nasceu.

Seis meses de trabalho.

Eu na marcenaria, montando o compensado naval, criando o sofá-cama, instalando armários.

Ela escolhendo tudo que importava.

Cores. Texturas. Detalhes.

Cortinas em tom areia. Estofado claro. Tudo com a assinatura dela.

A Kombi virou o nosso terceiro elemento.

A coisa que unia a gente.

Ou pelo menos…

foi o que eu pensei.

Porque antes de colocar a Cora na estrada, a gente ainda precisava resolver a casa.

A área de serviço estava com infiltração. O piso cedendo.

Precisávamos de um pedreiro.

Rápido.

E foi aí…

que o Abel entrou na nossa vida.

Ele tinha 28 anos.

E era o oposto de mim em quase tudo.

Corpo definido, seco, forte de verdade. Ombros largos, braços marcados, postura firme. Pele escura, uniforme, com aquele brilho de quem está acostumado ao sol.

Enquanto eu era comum…

ele era presença.

Na época, eu ainda não sabia.

Mas aquele contraste…

não ia passar despercebido por muito tempo.

Nem por ela.

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