Foda de Madrugada

Um conto erótico de Mateus
Categoria: Gay
Contém 2068 palavras
Data: 05/05/2026 22:51:01
Última revisão: 05/05/2026 23:13:37
Assuntos: Anal, beijo grego, Gay, Oral, sarro

Nos deitamos. Como tantas outras vezes, mas diferente. Duas camas de solteiro, lado a lado, mas tão próximas uma da outra que poderíamos nos tocar, só esticando os braços. O álcool deixava tudo mais solto, mas também mais honesto, como se algumas camadas tivessem sido retiradas sem pedir permissão. Ficamos em silêncio, o tipo de silêncio que não é vazio, mas que carrega.

— Você sumiu demais — ele disse, de repente, a voz baixa o suficiente para não acordar ninguém.

Virei o rosto.

— Você também.

Aquilo ficou no ar, porque era verdade. Ele sempre voltava, mas nunca ficava. A resposta veio simples, sem defesa, sem desculpa. Ficamos em silêncio de novo, a respiração dele perto demais, o calor do corpo atravessando o pouco espaço entre nós. Aquilo não era novidade.

Olhei para ele, para o curto espaço entre nós, para o que já estava decidido antes de qualquer palavra. A aproximação não teve pressa, nem surpresa. Foi quase um reconhecimento, como se o corpo lembrasse o caminho antes da mente interferir. Rodrigo parou perto demais, o tipo de distância que não sustenta conversa.

Minha mão se moveu antes de eu decidir. Um gesto pequeno, quase distraído, mas que encostou nele de um jeito que não era mais casual. Rodrigo não recuou, pelo contrário, a aproximação veio natural. Sem anúncio, sem ruptura, como se o corpo já soubesse o caminho.

— A gente não aprende — ele murmurou.

— Eu estava com saudade disso.

— De mim?

Pensei por um segundo.

— De você.

Ele riu baixo e, naquele riso, havia mais verdade do que em qualquer resposta direta. O resto não foi sobre decisão, foi sobre continuidade, sobre algo que já existia e só precisava de espaço para acontecer mais uma vez. Mas havia uma diferença, menos urgência, mais consciência. Como se, no meio da repetição, a gente estivesse percebendo o padrão e, ainda assim, escolhendo ficar nele.

Rodrigo me agarrou, me puxando bruscamente para a sua cama, contra o seu próprio corpo. O choque dos peitos, a fricção dos tecidos, o calor das nossas ereções se encontrando através da roupa. Não foi um abraço, foi uma colisão. Rodrigo levou as mãos à minha nuca, forçando a minha cabeça para trás e prendendo o meu olhar no dele. Nossa respiração era pesada, se misturando no espaço reduzido entre os nossos rostos.

O resto veio sem precisar ser nomeado, sem urgência desorganizada, sem tentativa de justificar. Era diferente das outras vezes, não mais intenso, mas mais claro. Como se, pela primeira vez, a gente não estivesse tentando provar nada. Nem para o outro, nem para si.

— Eu também estava com saudade — sussurrou Rodrigo, e seus lábios desceram, não para me beijar, mas para morder o meu pescoço, dentes raspando a minha pele sensível, deixando um rastro de calor e dor.

Rodrigo estava diferente ou talvez eu estivesse olhando diferente, menos distraído, mais atento aos intervalos. Ao que ele não dizia, ao que ele evitava sustentar. Soltei um gemido abafado, minhas mãos subindo para as costas de Rodrigo, minhas unhas se cravando nos ombros dele.

A leve embriaguez girava o mundo, mas o toque de Rodrigo era a única âncora sólida. Começamos a nos mover, num ritmo desajeitado e urgente. Rodrigo empurrou a perna entre as minhas, criando pressão exata onde ele sabia que eu mais precisava. O atrito das nossas calças contra a minha ereção já dura foi eletrizante. Começamos a nos esfregar, um sarro desesperado e úmido, roçando bunda, coxa, nossos paus endurecidos lutando contra o tecido.

Rodrigo segurou a minha cintura com força suficiente para deixar marcas, guiando o movimento dos nossos quadris. Eu apoiei a testa no ombro de Rodrigo, ofegante, meus quadris respondendo ao comando, rebolando freneticamente.

O jeans raspava um no outro, queimando de forma tão boa que eu mal conseguia me sustentar. As palavras de Rodrigo em meu ouvido, degradantes e cruas, caíam como gasolina na fogueira. Eu sentia a minha bunda bater contra a ereção de Rodrigo, o peso dele dominando o espaço, o cheiro de testosterona e álcool tornando tudo mais denso.

De repente, Rodrigo parou o movimento, me empurrando para trás. Eu cambaleei, caindo sentado na cama, as pernas abertas, meu peito subindo e descendo violentamente. Rodrigo ficou em pé, olhando de cima, e lentamente tirou o cinto. O som do metal correndo na fivela cortou o ar. Ele desabotoou a calça, a deixando cair no chão, e depois a cueca, libertando a ereção que saltou, pesada e vermelha.

— Vem cá — disse Rodrigo, apontando para o chão, na frente dele.

Deslizei da cama, me ajoelhando no chão áspero. O nível dos meus olhos estava agora na altura da ereção de Rodrigo. Eu não precisei de mais ordens. Avancei, levando as mãos às coxas peludas de Rodrigo para me equilibrar, e levei a língua à base do pau, lambendo os pelos, subindo lentamente pelo eixo até a glande, que brilhava de lubrificação. Rodrigo suspirou, uma mão pousando pesada na minha cabeça, os dedos entrelaçando no meu cabelo, me puxando e empurrando conforme o prazer aumentava.

Abri a boca e engoli a pica, minha língua dançando em volta da cabecinha, saboreando o sal e o sabor peculiar da pele. Desci o máximo que pude, sentindo o pau bater no fundo da minha garganta, provocando o reflexo de vômito que eu suprimi com determinação. Rodrigo começou a mover os quadris, fodendo a minha boca com golpes curtos e profundos, o som da pele batendo nos meus lábios molhados ecoando no quarto silencioso.

— Isso, engole tudo — grunhiu Rodrigo, o pescoço esticado para trás — Que boquinha gostosa.

Após alguns minutos de uso intenso da minha boca, Rodrigo puxou a minha cabeça para trás, um fio de saliva conectando os meus lábios à ponta do pau dele. A respiração de Rodrigo estava pesada, ofegante. Ele me puxou para cima, me virando e me jogando de bruços na cama, com a cara afundada no travesseiro.

— De quatro. Agora.

Obedeci, subindo no colchão, me apoiando nos joelhos e cotovelos, arqueando as costas para oferecer o meu traseiro. A posição me deixava vulnerável, exposto, e isso enviava uma onda de tremor por todo o meu corpo. Rodrigo subiu atrás de mim, passando as mãos pelas minhas nádegas, as separando com força para revelar o meu orifício fechado e contraído.

— Tá com medo? — provocou Rodrigo, dando um tapa forte na minha bunda, que estremeceu – Tá dando essa bundinha, tá?

Enterrei a cara no travesseiro, abafando um gemido.

— Só vai logo, porra.

Rodrigo riu baixinho. Ele se deitou entre as minhas pernas e, sem aviso, levou a língua ao meu cuzinho. O contato foi frio e molhado, depois quente e escorregadio. Rodrigo lambuzou o meu ânus, chupando a pele sensível ao redor, introduzindo a ponta da língua e forçando a entrada. Gemi no travesseiro, meus dedos agarrando o lençol. A língua de Rodrigo trabalhava com insistência, lubrificando e relaxando os meus músculos internos, preparando o terreno.

Quando o cuzinho estava relaxado e brilhando de saliva, Rodrigo levou um dedo à entrada, empurrando devagar. O anelzinho resistiu, depois cedeu, engolindo o dedo até a segunda falange. Rodrigo trabalhou o dedo para dentro e para fora, abrindo o caminho, adicionando um segundo dedo quando sentiu que eu estava pronto. Dilatou a parede interna do meu reto, encontrando o ponto que me fazia estremecer todo.

— Aqui é? — perguntou Rodrigo, massageando a minha próstata com movimentos circulares — É aqui que você gosta, não é, vadia?

Eu só conseguia grunhir, empurrando o meu traseiro de volta contra os dedos dele, pedindo mais. Rodrigo retirou os dedos e se posicionou atrás de mim, alinhando a glande grossa e lubrificada com o meu buraquinho. Ele segurou a minha cintura com firmeza e, em um movimento lento e implacável, começou a entrar.

A dor inicial foi aguda, um alongamento que parecia rasgar o meu corpo ao meio. Prendi a respiração, os músculos do meu corpo todo tensos. Rodrigo parou, me deixando acostumar à invasão, antes de empurrar mais um centímetro. Quando a base da pica bateu nas minhas nádegas, eu estava cheio, repleto, a presença de Rodrigo dentro de mim uma pressão avassaladora e inegável.

Rodrigo começou a se mover. Primeiro devagar, quase todo saindo para depois entrar fundo, cada golpe batendo no ponto certo. Depois, o ritmo aumentou. A cama rangeu, o som da pele batendo na pele — clap, clap, clap — encheu o quarto.

Rodrigo mudou a posição, se inclinando para frente, cobrindo as minhas costas com o próprio peito, transformando o movimento em uma conchinha profunda e íntima. Ele beijava a minha nuca, mordiscava o lóbulo da minha orelha, tudo enquanto continuava a me foder com uma força crescente.

— Você é meu — sussurrava Rodrigo a cada golpe, a voz carregada de posse — Esse cuzinho é meu.

Perdi a noção do tempo. O mundo se reduziu à sensação de ser preenchido, usado, possuído. Rodrigo me puxou para cima, fazendo com que eu me virasse, me deitando de costas. Rodrigo agarrou as minhas pernas, as colocando sobre os ombros, me dobrando ao meio. A posição mudou o ângulo drasticamente. O próximo golpe foi tão fundo que eu vi estrelas, um grito arrancado da garganta.

— Olha pra mim — ordenou Rodrigo, parando o movimento por um segundo, esperando que os meus olhos se focassem nele — Olha pra mim enquanto eu fodo você.

Obedeci, meus olhos vidrados, minha boca aberta, meu rosto vermelho e suado. Rodrigo recomeçou o movimento, agora com uma brutalidade calculada. Cada penetração era um ataque, uma reafirmação de domínio.

Eu segurava os meus próprios joelhos, ajudando a manter as minhas pernas no lugar, totalmente entregue à submissão. Eu sentia o pau de Rodrigo roçando em tudo, a glande batendo na minha próstata com precisão cirúrgica, mandando ondas de prazer pela espinha abaixo que se misturavam com a dor da foda.

— Tá todo arrombado — Rodrigo cuspiu as palavras, o suor escorrendo pelo rosto e caindo no meu peito — Tá gostando desse pau grande, né? Tá doendo do jeito que você gosta.

Acenei freneticamente, incapaz de formar palavras coerentes. Eu estava à beira da loucura, o prazer subindo como uma maré. Rodrigo percebeu a tensão nos meus músculos e acelerou ainda mais, os golpes ficando curtos e rápidos, visando apenas o prazer final.

— Goza pra mim, porra — grunhiu Rodrigo, tocando no meu pau — Goza junto comigo.

A ordem foi o estopim. Arqueei as costas, um gemido longo e animal rasgando a minha garganta, enquanto o orgasmo explodia do interior de meu corpo, jatos quentes de esperma atingindo meu próprio peito e abdômen.

A contração dos meus músculos internos apertou o pau de Rodrigo com força, o levando ao limite. Ele se enterrou até a base do cacete, segurando as minhas pernas com força suficiente e liberou tudo, gemendo baixinho, sentindo o pulsar do seu pau dentro do outro homem.

Ficamos congelados por um momento, apenas o som de nossas respirações ofegantes preenchendo o quarto pequeno e escuro. Rodrigo soltou as minhas pernas, as deixando cair frouxas na cama, e se deixou colapsar sobre o meu corpo, pesado e suado.

Envolvi os braços ao redor de Rodrigo, o puxando para um beijo lento e preguiçoso, saboreando o gosto do sexo e da exaustão. A luz da manhã começava a rastejar pelo chão, mas na penumbra da cama, nós estávamos sozinhos no mundo, flutuando na ressaca da entrega total.

— A gente complica demais — ele sussurrou, em algum momento, com a respiração mais próxima do que o resto do quarto permitiria.

— Mas ainda funciona.

Ele não respondeu. E esse silêncio disse mais do que qualquer argumento. Quando tudo se acalmou, ficamos ali, deitados. O quarto, ainda escuro, voltou aos poucos, o mundo começando lá fora. O som da rua mais presente, algum carro passando, vozes distantes. Rodrigo se deitou de lado, de frente para mim, nossas pernas entrelaçadas. O gesto automático, familiar, como se tivesse considerado ficar. Só considerar.

— A gente sempre volta nisso — falei, baixo.

Ele sustentou o meu olhar.

— É o que a gente tem.

Simples, limpo, limitado. Rodrigo fechou os olhos primeiro. Eu fiquei acordado por mais alguns minutos, olhando o teto, sentindo o corpo ainda quente, a cabeça mais calma do que deveria. Quando fechei os olhos, não foi por sono, mas por entender de novo que aquilo não era um erro, nem um desvio. Era um lugar. E que a gente só existia ali. Nem antes, nem depois. Só naquele ponto exato onde o corpo encontra o corpo… e o resto fica de fora.

Siga a Casa dos Contos no Instagram!

Este conto recebeu 0 estrelas.
Incentive Mateus Azevedo a escrever mais dando estrelas.
Cadastre-se gratuitamente ou faça login para prestigiar e incentivar o autor dando estrelas.

Comentários