Um conto cyber tupiniquim (O Desafio do Guerreiro)

Um conto erótico de Diego
Categoria: Gay
Contém 1021 palavras
Data: 05/05/2026 20:48:33
Última revisão: 05/05/2026 20:50:41

A aldeia o observava.

Mesmo dias depois de sua chegada, Rafael ainda sentia o peso constante de olhos sobre ele, avaliando, medindo, esperando. O respeito estava ali, evidente nos gestos, na distância que mantinham, na forma como o pajé o recebia sempre com solenidade.

Mas não era unanimidade.

Nunca seria.

O nome do guerreiro era Arani.

Rafael o aprendera aos poucos, ouvindo as repetições entre os outros, captando padrões na língua estranha. Arani não se ajoelhara com a mesma convicção dos demais. Seu olhar, desde o primeiro instante, carregava algo mais afiado.

Desafio.

E algo mais perigoso.

Naquela manhã, o sol ainda subia quando Rafael o viu novamente. Arani treinava com outros guerreiros, movimentos rápidos, precisos, o corpo marcado por disciplina e força. Cada golpe parecia carregado de intenção, como se estivesse lutando contra um inimigo invisível.

Ou esperando por um.

A filha do pajé estava próxima.

Ela observava em silêncio, como sempre, postura firme, olhar atento. Seu nome, Rafael já sabia, era Iara. E havia algo nela que quebrava o padrão da submissão esperada. Não era apenas beleza; era presença. E ela já estava apaixonada

E Arani sabia disso.

Quando percebeu Rafael ali, o guerreiro parou. O ar pareceu mudar.

Os outros se afastaram instintivamente.

O silêncio caiu pesado.

Arani caminhou na direção dele, passos lentos, deliberados. Disse algo em sua língua, firme, direto. Rafael não entendeu as palavras, mas entendeu o gesto: o guerreiro bateu no próprio peito, depois apontou para Iara.

E então… para Rafael.

Um desafio.

O pajé tentou intervir, falando com autoridade, mas Arani não recuou. Havia orgulho ali, ferido. Algo que vinha de antes mesmo da chegada de Rafael.

Iara não disse nada.

Mas não desviou o olhar.

Rafael sentiu o momento se fechar ao redor dele. Não era apenas sobre ciúmes. Era sobre posição. Sobre quem liderava. Sobre quem tinha o direito de estar ali.

E, acima de tudo…

Sobre quem ele precisava ser para sobreviver.

Sem dizer uma palavra, Rafael deu um passo à frente.

O círculo se formou rapidamente. Guerreiros, mulheres, crianças, todos atraídos pela tensão crescente. O pajé observava, dividido entre impedir e permitir.

Arani atacou primeiro.

Rápido.

Rafael mal teve tempo de reagir, sentindo o impacto o empurrar para trás. Não havia técnica refinada, mas havia força bruta, instinto. Ele caiu, rolando na terra, escapando por pouco de um segundo golpe.

O corpo de Rafael não era o de um guerreiro daquela época.

Mas sua mente…

Sua mente era outra arma.

Ele observou. Calculou. Esperou.

Arani avançava com agressividade crescente, tentando dominar pela intensidade. Cada ataque era direto, poderoso, mas também previsível.

Na terceira investida, Rafael mudou.

Em vez de recuar, avançou.

O impacto surpreendeu Arani. Rafael agarrou seu braço, usando o próprio impulso do guerreiro contra ele. Não era força, era alavanca, equilíbrio, algo que Arani não conhecia.

Eles caíram juntos, mas Rafael já estava por cima.

O guerreiro tentou reagir, mas Rafael o imobilizou, pressionando-o contra o chão. O círculo ao redor explodiu em vozes, surpresa, tensão, incredulidade.

Arani lutou.

Por um momento que pareceu longo demais.

Até parar.

O silêncio voltou, mais pesado que antes.

Rafael manteve a posição, respirando forte, o coração disparado. Sabia que aquele instante importava mais do que qualquer palavra que pudesse dizer.

Lentamente, ele soltou o guerreiro.

E se levantou.

Arani permaneceu no chão por alguns segundos. O orgulho lutava dentro dele, visível em cada músculo tenso.

Então, com um esforço controlado, ele se ergueu.

Olhou para Rafael.

E, diante de toda a aldeia…

Abaixou a cabeça.

Era submissão completa, era aceitação.

Um reconhecimento de que algo havia mudado.

Iara observava tudo em silêncio.

Mas, desta vez, havia algo novo em seu olhar quando encontrou o de Rafael.

Algo que não estava ali antes.

O pajé deu um passo à frente, erguendo a voz, declarando algo que fez a aldeia responder em uníssono. Rafael não compreendeu as palavras, mas compreendeu o efeito:

Ele não era mais apenas um visitante estranho.

Agora, era parte do equilíbrio de poder da aldeia.

E isso…

Era muito mais perigoso.

Ao longe, além da mata, além do tempo que ele ainda tentava entender…

O mundo se aproximava.

E com ele, conflitos muito maiores do que um único guerreiro poderia representar.

O pajé apontou para Arani e disse algumas coisas, mas o que aconteceu em seguida assustou Rafael.

Arani, aquele indígena musculoso, forte, trabalhado no sol do nordeste do Brasil se posicionou de quatro em meio a toda tribo ao seu redor e abriu a banda da bunda.

O pajé apontou para Rafael e apontou para a bunda do seu melhor guerreiro.

Rafael ali notou, que seu cu estava em jogo naquela batalha também, se perdesse, seria descabaçado em praça pública.

O pajé insistiu com gestos e com um olhar.

Rafael não era gay, nunca tinha comido um homem sequer, mas teria que naquele momento fazer um esforço. Ele não poderia perder sua autoridade, seu respeito.

Rafael já estava pelado como os demais, já tinha se adequado a realidade. Ele chegou próximo do Arani, olhou para Iara, pegou no seu pau e bateu uma de leve para endurecer, na sua mente, pensava na Iara, em como iria foder com ela novamente. O pau endureceu, não o deixou na mão. Ele cuspiu e foi metendo de leve, até entrar as bolas. O guerreiro Arani aguentava a dor dando pequenos urros guturais. Por fim, as bolas encostaram na sua bunda. O que a tribo não esperava é que por meia hora o Deus deles foderia com seu maior guerreiro.

Rafael socava e olhava pra iara, que sorria e mordia os lábios. Rafael chamou ela e a beijou enquanto fodia Arani, a tribo olhava incrédula, não era comum o beijo romântico, eles cochichavam e tentavam entender.

Em certo momento, iara até conduzia o pau de 18 cm de Rafael no cu de Arani, seu antigo pretendente.

No final, eles foram para o riacho tomar um banho, Arani desde então começou a tratar Rafael como o seu Deus, inclusive, até tinha gostado de ter dado o cu. Mas essa é outra história.

Rafael ainda teria muitos desafios pela frente, nas terras tupiniquins

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