As duas faces do meu marido Parte 5

Um conto erótico de Marina
Categoria: Heterossexual
Contém 2728 palavras
Data: 05/05/2026 14:14:56

Diego havia viajado, sem me consultar, sem nem ao menos me falar previamente sobre isso. Apenas foi, deixando apenas uma mensagem, no meio de um evento que ele sabia, que era de uma grande importância pra mim.

Naquela mesma noite, o quarto permanecia em silêncio, um silêncio que parecia doer o mais profundo da alma. Fiquei olhando nossa cama. Deixei meu olhar cair sobre o lado vazio da cama, o lugar onde Diego costumava repousar a cabeça e me puxar para perto antes de dormirmos. Lentamente, estendi a mão e toquei o lençol esticado, sentindo o tecido frio sob as pontas dos meus dedos.

— O que será que está acontecendo com ele? — sussurrei para o vazio, minha própria voz soando estranha aos meus ouvidos.

Eu não era do tipo que gostava de cultivar o pior nas pessoas, muito menos no homem com quem escolhi dividir a minha vida. Eu acreditava no Diego. Queria acreditar. Mas as evidências do seu distanciamento eram como rachaduras em um vidro: pequenas no início, mas que se espalhavam silenciosamente até comprometerem toda a estrutura. Eu não podia mais fingir que as bebedeiras e os esquecimentos eram apenas cansaço. Alguma coisa estava mudando em sua essência. Com a mão ainda sobre o travesseiro dele, tomei uma decisão silenciosa. Eu não deixaria isso se arrastar. Assim que ele voltasse daquela viagem repentina, teríamos uma conversa séria, olho no olho, sem desculpas corporativas ou promessas vazias.

O dia seguinte surgiu enquanto eu estava na cama, já no final do meu sono. Antes mesmo que eu pudesse dar início aos meus afazeres domésticos ou focar no trabalho que a editora exigia, meu celular vibrou. Era meu pai.

— Como você está, minha filha? — a voz dele do outro lado da linha era calma, mas carregada daquela autoridade natural que ele sempre teve.

— Estou indo, pai. Sinceramente? Eu não sei o que pensar, eu estou com muitos problemas no casamento, em especial com o Diego. — respondi, sentando-me à mesa da cozinha com uma xícara de café que se esfriara ao decorrer dos minutos passados.

Ele perguntou sobre o Diego, e eu desabafei. Desabafei com meu pai, um alguém que até algum tempo atrás, eu não teria intimidade para falar nem sobre um assunto básico. E ele, mesmo sendo homem, mesmo errado tanto, não julgou. Me abraçou, me acolheu. Disse que poderia sim estar acontecendo algo, como não, poderia ser apenas cansaço do Diego, ou como ele estava lidando com a pressão de ter muitos números e cifras de pessoas que ele não tinha sequer conhecimento nas mãos.

— Você acha que é somente isso, meu pai? — Perguntei.

— Acho. Sabe, quero conversar com ele. Que tal um jantar? Eu quero conhecer melhor meu genro.

— Mas, pai. — Ela perguntou. — Eu até acho uma boa. Mas, ele ainda... Bom, eu não falei tudo da minha vida pra ele, entende?

— Eu sei disso. Mas enfim, quando ele volta? — Ele perguntou.

— Ele volta em dois dias, pai — eu disse.

Estava sentindo pela primeira vez uma barreira se romper dentro de mim. O orgulho que me impedia de desabafar com meu pai sobre meus problemas, seja conjugais ou pessoais evaporou. Falei mais sobre nossos problemas, e ele então me deu um conselho:

— Minha filha... eu acredito no seu marido — ele começou, com uma voz de quem já viu muito da vida. — Eu já te disse que isso pode ser ele se esforçando para te dar um conforto, se eu começasse de baixo, hoje, eu me esforçaria ao máximo... Mas você precisa entender que ele também pode estar mudando e sendo algo que ele não é. O mundo corporativo é um labirinto de espelhos.

Eu hesitei por um momento, mas acabei mencionando o nome que vinha ecoando nos meus pensamentos como um alerta.

— Tem uma pessoa rondando muito o Diego, pai. O nome dele é Otávio.

O silêncio do outro lado da linha tornou-se absoluto. Foram apenas alguns segundos, mas pareceram minutos. Eu conseguia ouvir apenas a respiração pesada do meu pai.

— Se for quem eu estou pensando... — ele disse, com um tom de voz que me fez arrepiar. — Eu vou descobrir em algumas semanas o que está acontecendo.

— O senhor o conhece? — perguntei, surpresa.

— Eu vou começar a observar, Marina. Fique tranquila. Se houver algo errado, se estiver acontecendo algo que você precise saber, você será a primeira a descobrir. Eu lhe dou a minha palavra.

Ele desligou logo em seguida, deixando-me com mais perguntas do que respostas. O que meu pai sabia sobre Otávio? E que tipo de "providência" um homem como o meu pai tomaria?

Tentei afastar esses pensamentos e peguei o telefone para ligar para o Diego. O sinal de chamada ecoava no meu ouvido, um som rítmico que aumentava minha ansiedade. Um toqueA ligação caiu na caixa postal. Bufei, sentindo a irritação crescer. Digitei uma mensagem rápida, com os dedos trêmulos: "Assim que você ler essa mensagem, por favor me ligue."

Saí de casa para cumprir os compromissos que a editora havia agendado. Eram palestras, reuniões com livreiros e sessões de autógrafos menores. Eu deveria estar radiante, mas meu corpo estava ali enquanto minha mente vagava por aeroportos e hotéis onde Diego poderia estar.

Durante a tarde, enquanto eu fazia uma pausa entre um compromisso e outro, o celular finalmente tocou.

— Amor — a voz dele surgiu, mas não ouvi apenas ela. Ao fundo, eu conseguia ouvir claramente o som de conversas altas, risadas e o tilintar de copos. Era um ambiente de descontração, de festa.

— Oi, Diego — respondi, o tom de chateação transbordando na minha voz. — Por que você fez isso comigo de novo?

— Me perdoa, amor. Eu não tive escolha — ele disse, e eu podia imaginar o gesto que ele faria com as mãos, tentando minimizar a situação. — Eu tive que vir agradar um cliente importante. Viajamos eu e o Otávio para finalizar um contrato.

— Finalizar um contrato, Diego? — repeti, incrédula. — Eu nunca ouvi falar de uma finalização de contrato que exigisse que você sumisse assim do nada, e você o faz no dia do lançamento do meu livro. Mas isso nem importa agora. Por que você simplesmente me ignorou e foi? Já é a segunda vez! As minhas conquistas não valem nada para você?

Houve uma pequena pausa do outro lado. As risadas ao fundo pareciam zombar do meu sofrimento.

— Eu realmente peço desculpas, Marina. Foi algo de última hora, uma oportunidade que o Otávio disse que eu não podia perder.

— Tudo bem, Diego — respondi, e senti uma amargura profunda subir pelo peito. — Eu já vi esse filme antes. Meu pai fazia exatamente a mesma coisa com a minha mãe. As mesmas desculpas, as mesmas viagens.

— O que tem o seu pai, Marina? — o tom dele mudou, ficando um pouco mais defensivo. — Eu nem conheço o homem. Você nunca nos apresentou, nem mesmo a sua mãe. Você sempre disse que era brigada com a sua família, que eles eram passado.

— Pois não seja por isso. Meu pai quer marcar um jantar entre nós três. Ele quer te conhecer finalmente — eu disse, cortando qualquer outra desculpa dele. — Mas eu só quero te advertir de uma coisa, Diego: se você estiver me traindo, se houver outra pessoa... você nunca mais vai me ver. Você entendeu? Se eu descobrir algo assim, toda a admiração que ainda resta por você vai desaparecer. Eu não vou aceitar ser a mulher que fica em casa esperando enquanto você se diverte com outra.

— Que absurdo, Marina! — a voz dele saiu meio trêmula, uma oscilação que não passou despercebida pelos meus ouvidos. — Até parece que eu iria destruir meu casamento por causa de uma aventura. Isso nunca vai acontecer. Você é a minha vida.

A ligação terminou ali, de forma abrupta. Fiquei olhando para a tela do celular, sentindo um aperto no peito, uma premonição ruim que se recusava a ir embora. Havia algo errado, muito errado. Mas, ao mesmo tempo, eu não tinha provas. Fora o descaso e as bebedeiras, não havia sinais clássicos. Ele não estava gastando dinheiro em lugares suspeitos; eu tinha acesso às nossas contas e ao extrato do cartão de crédito. Não havia motéis, boates ou saques inexplicáveis. Financeiramente, tudo parecia em ordem.

Os próximos dois dias foram longos e vazios. Nenhuma ligação. Nenhuma mensagem. O silêncio dele era como um deserto que eu era obrigada a atravessar sozinha. Mas ai, um sinal que eu não podia negar: A conta dele, de repente, teve um depósito de pelo menos 500 mil reais.

Esta ação aconteceu num momento em que, sinceramente, eu não vi muita importância, mas que num próximo futuro, faria muito sentido. Esperei um pouco mais. Até que, finalmente, recebi uma notificação: "Estou voltando para casa."

Eu não estava no apartamento naquele momento. Respondi imediatamente, perguntando se ele queria que eu o buscasse no aeroporto. A resposta foi seca: "Não será necessário. Tenho algo a falar com você quando chegar em casa."

Aquelas palavras me gelaram a alma. O que ele tinha a dizer? Seria o fim? Cheguei em casa antes dele e esperei. Minutos depois, ouvi o som de um táxi parando na frente do prédio. Pela janela, vi Diego descer carregando apenas uma mochila de viagem. Quando ele entrou pela porta, eu estava parada no meio da sala. Ele veio até mim e me envolveu em um abraço apertado, um abraço que parecia buscar conforto. Depois, afastou-se um pouco e olhou nos meus olhos.

— Marina... me desculpa por estar te negligenciando, isso está me corroendo por dentro — ele começou, e sua voz parecia carregada de uma sinceridade que eu não ouvia há semanas. — Eu não posso permitir que nosso casamento continue desse jeito. Você falou algo para mim no telefone e você tem toda a razão. Eu não estou dando valor às suas conquistas como você merece. Eu fui egoísta.

Eu o olhei em silêncio, esperando o próximo passo. Ele enfiou a mão na mochila e tirou um objeto que me fez perder o fôlego por um segundo: era o meu livro.

— Olha só o que eu tenho aqui — ele disse, com um pequeno sorriso. — Eu comprei um exemplar. Estava lendo durante a viagem, nos intervalos. Já li 30 páginas.

Senti um calor estranho no peito. A mágoa ainda estava lá, mas o gesto dele abriu uma pequena fresta de esperança.

— Que bom que você está gostando do meu livro — respondi, minha voz ainda saindo triste, incapaz de disfarçar a cicatriz que os últimos dias deixaram.

Diego deu um passo à frente e tocou meu rosto com um cuidado infinito, enquanto segurava o livro com a outra mão.

— Eu gostei sim. Gostei muito. Especialmente daquela parte em que o personagem, o August, diz para a mulher dele que, mesmo que ele esteja longe, o coração dele sempre pertencerá a ela. Aquilo me tocou muito, Marina.

— E o seu coração? — perguntei, olhando no fundo dos olhos dele. — O seu coração ainda pertence a mim?

Diego não desviou o olhar. Ele respondeu com uma calma que parecia absoluta:

— Você é minha mulher, Marina. Você sempre será a prioridade na minha vida. Tudo o que eu faço, cada contrato que assino, é pensando em nós.

— Então está na hora de começar a mostrar isso, Diego — rebati, sentindo as lágrimas arderem. — Porque o que você menos tem feito ultimamente é mostrar que eu sou uma prioridade. Palavras o vento leva, mas a ausência... a ausência deixa marcas.

Nesse momento, Diego fez algo que me desarmou completamente. Ele se ajoelhou diante de mim, segurando minhas mãos.

— Eu vou mudar, Marina. Eu prometo. Vou ficar mais tempo com você. Vou ser o homem que você merece ter ao lado. Me dá essa chance de consertar as coisas?

Eu olhei para ele ali, ajoelhado, e senti que o amava apesar de tudo. Apesar das dúvidas, apesar dos seus vacilos, apesar das noites em claro. Ele não tinha feito nada que eu pudesse provar ser uma traição, ou ainda pior. Ele estava ali, pedindo perdão, lendo o meu livro. Eu o ajudei a levantar e aceitei suas desculpas, querendo desesperadamente que aquela fosse a verdade definitiva das nossas vidas.

A partir daquele dia, as coisas pareciam ter voltado aos trilhos. Diego passou a chegar no horário de novo. Ele era carinhoso, trazia flores, perguntava sobre os meus próximos capítulos. Mas um hábito novo tinha se instalado e, por mais que eu tentasse ignorar, ele me incomodava. Ele não largava o celular. Vez ou outra, eu o pegava olhando para a tela com uma expressão concentrada, quase tensa. Ele recebia ligações, as vezes e as atendia escondido. Voltava sempre tentando disfarçar, as vezes bem escorregadio.

— É coisa do trabalho, amor — ele dizia, sempre que percebia meu olhar. — Já que eu escolhi ficar mais tempo em casa com você, preciso ficar atento ao que acontece na filial por aqui. Agora que sou Diretor, a responsabilidade dobrou. Não posso deixar o Otávio na mão.

— E esse Otavio, hein? O que ele quer tanto com você?

— Nada, ele foi meu superior, mas agora com a nova promoção, ele é meu companheiro na empresa. Então, estamos juntos.

Eu sentia os sinais. Aquela vibração constante do aparelho sobre a mesa, as mensagens que chegavam em horários estranhos, o jeito como ele bloqueava a tela quando eu passava por perto. Eram sinais que gritavam "perigo", mas eu escolhia, por ora, ignorar. Eu sabia o motivo da ascensão rápida dele, então a promoção em si não era o problema. O problema era a sombra que parecia acompanhá-lo.

Para celebrar essa nossa "reconexão", decidimos jantar fora naquela noite. Escolhemos um restaurante japonês aconchegante, não muito longe de casa. O ambiente estava agradável, com música suave e a iluminação baixa que eu tanto gostava. Fizemos nossos pedidos. Eu, com um desejo súbito, pedi um ceviche de polvo e salmão. Diego, querendo algo mais substancial, pediu um prato de curry apimentado, cujo aroma começou a se espalhar pela mesa assim que o garçom o trouxe.

— Marina, semana que vem teremos uma reunião anual na empresa, onde o CEO, o sr. Valente, vai palestrar para todos os seus empregados, tanto nas filiais, quanto na matriz, e quero que você vá comigo, para que eu possa te apresentar aos meus superiores.

— Claro. — Vi então aquilo como uma oportunidade para finalmente falar a verdade com relação ao meu passado para Diego. Ele então envolveu meus dedos que estavam sobre a mesa, tocando com os seus enquanto aguardavamos o jantar.

No momento em que o prato de curry foi colocado à nossa frente, algo estranho aconteceu. O cheiro forte das especiarias subiu até minhas narinas e, instantaneamente, meu estômago deu um solavanco violento. Senti uma náusea tão poderosa que precisei cobrir a boca com a mão.

— Com licença, Diego... eu já volto — murmurei, levantando-me às pressas.

Corri para o banheiro do restaurante. A sensação de que precisava expulsar tudo o que havia dentro de mim era insuportável. Quando finalmente consegui me recompor e voltei para a mesa, estava pálida. Diego me olhou com preocupação genuína.

— Você está bem, Marina? O que foi isso?

— Não sei... o cheiro da comida me fez mal — respondi, sentando-me devagar. — Vou dispensar o jantar, Diego. Não acho que consiga comer nada agora.

— Quer que eu te leve ao médico? Você parece fraca.

Foi nesse momento que um estalo ecoou na minha mente. Um cálculo rápido, uma lembrança de datas que eu tinha deixado passar devido ao estresse do lançamento do livro. Olhei para o Diego, sentindo meu coração acelerar por um motivo completamente novo.

— Diego, me leva em uma farmácia antes de irmos para casa?

Ele estranhou o pedido, mas não questionou. No caminho ele me olhava, perguntava se eu estava bem, e eu concordei com a cabeça. Estava bem... Por enquanto. Compramos o teste na primeira farmácia que encontramos. Ao chegarmos em casa, fui direto para o banheiro. O tempo de espera parecia uma eternidade, cada segundo marcado pelas batidas descompassadas no meu peito.

Quando finalmente olhei para o pequeno visor de plástico, o mundo ao meu redor pareceu parar. As duas listras estavam ali, nítidas, incontestáveis.

Eu estava grávida.

Sentei-me no chão do banheiro, segurando o teste contra o peito. Uma vida nova estava começando dentro de mim em meio ao caos que o nosso casamento havia se tornado. Eu não sabia se sentia alegria ou medo, mas de uma coisa eu tinha certeza: as coisas nunca mais seriam as mesmas.

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Comentários

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Caraca , perdi a aposta no Diego.

O Diego esta entrando em um beco que nao tem saída

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Otavio é do mal! Isso ja é fato!

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Todo cuidado com ele é pouco, mas acredito que o.pai dela vai resolver isso.

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Vou manter minha teoria de que Otavio quer prejudicar o Pedro. E vou além, Otavio esta a mando de algum inimigo de Pedro. O ponto fraco dele é a filha.

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Se for isso mesmo seria mais uma rede de intrigas bem brutal, hein?

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Eu to com um mal pressentimento, coitada da Marina, agora grávida, ja pensou descobrindo algo terrível do atual marido?

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Coitado deles, se amam o marido é gente boa mas as pessimas companias podem destruir tudo.

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Marina é um doce né Kiquinho! E Diego era super do bem.

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Eu também acho, a Marina é uma das mulheres mais lindas desse site

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pois é aí vem alguém por motivos que não tem nada a ver com eles e quer ferrar com a vida deles.

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O pior que esse tipo de coisa acontece muito mais que imaginamos no mundo real.

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Lamentavel, nos resta torcer para que o casal fique bem e superem as tempestades que estão por vir, chega de ver gente boa se dando mal, quero um final feliz

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Até mesmo se tivermos um adultério por parte de um deles? Pois o conto tem a tag traição, mas eu já vi contos com essa tag e não ter adultério, e sim traição de outras formas...

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