**Esposa Narrando**
Sentada à mesa da cozinha, abri o notebook e apertei play. Na tela surgiram cenas e sons que pareciam vindos de um filme pornô: gemidos, beijo molhado, estalos de tapas. Poderia ser um simples filme pornô, mas não era. O que eu estava vendo era o meu marido e os seus amigos. Eles estavam transando dentro do porão da minha casa.
O que mais me chocou não foi ver o meu marido se beijando com Lucas. No começo pensei que era só uma brincadeira entre eles: diversão entre homens. Mas quando meu marido deslizou a boca para o pau colossal de Lucas, vi que aquilo era algo bem mais sério. Foi chocante, claro, mas o que mais me deixou abismada foi o envolvimento de Alex. Aquele homem poderia ser tudo — rude, grosseiro, o marido conservador de uma mulher cristã —, mas não gay! Era inconcebível que ele estivesse ali no meio de toda aquela putaria, presenciando tudo. Mas piorava porque ele também se envolvia e até mais do que os outros.
Ícaro, o jovem e delicado garoto, com sua aparência tão frágil que poderia se quebrar a qualquer toque brusco, esse Ícaro exercia dominância sobre Alex. Qualquer ordem que ele dava era prontamente obedecida pelo seu submisso. "Se ajoelha", ele falava e o outro se ajoelhava diante dele. "Agora abre bem a boca", e assim Alex abria. Os dedos finos e longos de Ícaro roçavam os lábios de Alex e depois entravam em sua boca, indo até a garganta e fazendo-o se engasgar. Mas as coisas não paravam por aí. "Me fala quem é a minha putinha, hein?" E o outro respondia: "Sou eu sua putinha". Com olhos de cachorro manhoso Alex olhava para Ícaro de baixo para cima. "Você é minha putinha?", ele continuava. "Sou, sim. Toda sua." Ícaro tocava delicadamente nas bochechas de Alex antes de afastar a mão e desferir um tapa em seu rosto. "Então late para mim, putinha. Mostra que você é uma boa cadelinha." E assim Alex latia.
Daniel e Lucas assistiam aquilo tão abismados quanto eu. Nem eles sabiam dessa relação entre Ícaro e Alex, e se um dia imaginaram algo desse tipo foi com Ícaro sendo o passivo e Alex o dominante. Bom, as ordens estavam invertidas.
Aquilo era demais para mim. O que eu deveria fazer? Confrontar o meu marido? Pedir explicações? Ou... Eu sei que eu deveria sentir raiva ou nojo ou tudo isso junto, mas eu não conseguia sentir essas coisas. Foi uma surpresa, um choque e tanto, mas... Quando presenteei Daniel com a cabeça falsa de urso para enfeitar o lugar, contendo uma câmera espiã e um microfone para ouvir as conversas, o máximo que eu esperava era ouvir eles falando das mulheres, reclamando do trabalho e discutindo sobre futebol. Eu nunca iria imaginar essa orgia. Ali estavam os homens como realmente são, todos os seus desejos e fantasias mais sórdidas sendo realizadas. Longe dos olhos da sociedade ou do julgamento das mulheres. Nenhuma mulher entenderia ou aceitaria aquilo. Principalmente uma que era esposa. Mas algo em mim começou a brotar.
As pontas dos meus seios ficaram rígidas como se eu estivesse com frio. Não era frio o que eu sentia. Era um calor que começava entre as minhas pernas e subia por todo o meu corpo. Uma febre alucinante e excitante. Até onde esses rapazes iriam? O quão criativo eles seriam?
Todo final de semana eles se reuniam ali e rolava uma orgia. Em um desses dias, Ícaro levou uma caixa de presente para Alex, que reagiu com desconfiança. Com cuidado, Alex abriu a caixa e se surpreendeu com o que tinha lá dentro. Era uma fantasia sexy de empregada doméstica. Um vestidinho preto de cetim, um avental branco, uma tiara com orelhinhas de cachorro e uma calcinha fio dental. Alex tirou a calcinha de dentro da caixa e olhou para Ícaro com uma sobrancelha erguida.
— Usa. — Ordenou Ícaro. — Quero ver como fica em você.
Quando foi que ele cresceu tanto? Falando assim Ícaro parecia um homem, não mais um rapaz perdido na juventude.
Alex tirou a camisa, mostrando sua pele morena e seu tronco musculoso. Depois tirou a calça, revelando uma cueca preta que já evidenciava um volume avantajado. Acho que ele também gostava dessa situação. Os outros rapazes olhavam para ele atentos, quase que segurando a respiração, nem sequer piscavam os olhos.
Por fim, ele tirou a cueca, revelando seu mastro já meia bomba. Era moreno e grosso. Minha boca se encheu de água só de imaginar que gosto aquilo teria.
Ele tentou usar a calcinha. Eu digo "tentou" porque aquilo não parecia feito para ele. Era muito pequena: a parte da frente não cobria nada e a parte de trás se perdeu no meio da sua bunda volumosa.
Ícaro mordeu o lábio inferior vendo a cena, Daniel deu um apertão no próprio pau por cima do short e Lucas era o único sorrindo, como sempre.
Alex pegou o vestidinho curto e colocou. Ficaria muito sexy em uma mulher, mas nele parecia ridículo e humilhante. Não caía bem em seu corpo robusto. Alex não reclamou nem fez objeções. Em vez disso, ele pegou a tiara com orelhas de cachorro e pôs na cabeça, o que faltava para completar o look.
— E aí, o que acharam? — Ele perguntou meio envergonhado, olhando para os próprios pés descalços.
— Eu achei bem... — Daniel tentou falar, mas Ícaro o interrompeu.
— Ficou ridículo. — A voz dele soava grosseira. O garoto estava voando perto demais do Sol. Eu teria receio, mas os jovens não ligavam para nada.
— Eu achei sexy. — Disse Lucas com a voz animada. — Conseguiu até me deixar de pau duro. Olha só. — Ele colocou para fora, mostrando que era verdade e isso provocou uma risada em todos.
— Vem cá. — Ícaro chamou Alex, talvez percebendo que estava pegando pesado demais com ele.
Alex foi na direção dele ainda de cabeça baixa. Ícaro estendeu os braços e o envolveu num abraço. Tão aninhados assim pareciam um casal fofo.
— Eu tô brincando com você. — Disse Ícaro. — Na verdade te achei muito sexy.
— Mas você tinha dito que ficou ridículo. — Disse Alex com a voz manhosa.
— Eu só estava te provocando. Não tem nada mais atraente nesse mundo do que você irritado, minha empregada sexy.
Alex levantou os olhos para ver se Ícaro falava sério, eles inclinaram a cabeça e delicadamente se beijaram.
Daniel e Lucas só observavam, com Lucas sentado no colo de Daniel, mas não demorou muito para que eles também se beijassem. Eram verdadeiros amantes apaixonados. Isso ia além de amizade.
Eu deveria estar incomodada. Em vez disso, ver meu marido satisfazendo outro homem tão devotamente me deixou de perna bamba. Tudo o que fiz foi colocar minha calcinha de lado e me satisfazer sozinha. Pensar em todos esses homens se chupando, se beijando, se penetrando, tão à vontade e tão livres, isso acendia um calor em mim. Eles eram a minha fantasia. Eu queria Daniel empenhado em me dar prazer como ele dava para Lucas, eu queria que fizéssemos sexo a três, com meu marido me fudendo por detrás e Lucas me abrindo inteira pela frente, em uma deliciosa dupla penetração. Era nisso que eu pensava enquanto meus dedos iam cada vez mais fundo dentro de mim. Imaginei as mãos calejadas daqueles homens tocando em meu rosto, segurando o meu pescoço, enfiando os dedos em minha boca para depois deslizar para dentro da minha bucetinha...
Ouvi um som atrás de mim, me virei para ver o que era e vi Daniel parado me observando com uma expressão de choque no rosto.
Era para ele ter vindo do trabalho só mais tarde, mas lá estava ele e o som da orgia ainda vindo do notebook.
— Dani... — Eu não sabia o que dizer. Senti o mundo desabando. Definitivamente ultrapassamos um limite sem volta. Não teria mais como desfazer isso.
Nossos olhos se encontraram. Ali estava o homem com quem me casei, ele deveria ser o meu confidente e fiel companheiro. Mas eu não o conhecia mais. Parecia que de alguma forma ele tinha escondido o seu verdadeiro eu de mim. Eu ainda queria o meu Daniel de volta.
— O que significa isso? — Ele perguntou, tão incrédulo quanto eu fiquei vendo os vídeos da sua putaria com os seus amigos.
— Precisamos conversar.
Ele se encostou na bancada da pia e cruzou os braços.
— Você pretendia me contar sobre isso? — Perguntei, referindo-me ao que acontecia naquele porão.
— Claro que não. Esse deveria ser um espaço somente meu e dos meus amigos.
— Por que não podia me contar? Estava com medo ou algo do tipo?
— Não. Eu só queria algo que fosse exclusivamente meu.
Não havia exclusividade em um relacionamento. Não era como se ele tivesse um segredo, ele só queria ter uma parte na vida dele onde eu não estivesse. Mas por que? Ele me odeia? Eu o sufoco?
— Eu te amo e sempre vou te amar. Mas me perdi no meio dessa fantasia de marido perfeito. — Ele disse como quem tira um peso dos ombros.
— Me casei com você porque eu gostava do que via. Eu enxergava um homem seguro de si, espontâneo e divertido. Eu pensei que tinha deixado claro que você poderia contar comigo para absolutamente tudo, não haveria julgamentos da minha parte. Você que quis interpretar O Marido Perfeito. Eu nunca te cobrei isso.
— Não é sobre isso.
— Então é sobre o que?
Ficou um silêncio entre nós dois. Ele estava de cabeça baixa pensando em tudo isso. Me dei conta de que estava desarrumada porque estava me divertindo sozinha. Tentei me ajeitar o máximo que pude. Quando olhei de novo para ele, vi que ele me examinava com o olhar. Pela primeira vez parecia que ele de fato me via: sua esposa que estava ali no meio da cozinha se masturbando enquanto assistia um vídeo dele transando com os amigos. Uma mulher tão cheia de desejos e paixões quanto ele.
Ele descruzou os braços e veio na minha direção. Eu me levantei da cadeira e fiquei de frente para ele. Nossos olhos se encontraram outra vez, talvez pela primeira vez eles realmente tivessem se encontrado, eu vi desejo em seus olhos, desejo por mim. Sua mão foi até a minha nuca e ele me puxou para um beijo. Era um beijo de paixão, um beijo quente como brasa. Sua outra mão segurou em minha coxa, ele me colocou em cima da mesa e ficou entre as minhas pernas abertas. Sua mão foi subindo da minha coxa até minha saia e a tirou com facilidade. Eu estava ali entregue a ele.
Seu beijo tinha gosto de suor, de alguém que tinha acabado de chegar do trabalho. Era tudo o que eu queria, meu homem na sua essência, viril e másculo.
Seus lábios foram deslizando pelo meu corpo, da minha boca para o meu pescoço, do meu pescoço para os meus seios. Ele arrancou a minha camisa e caiu de boca nos meus peitos, chupando e sugando os meus mamilos, revezando entre um e outro. Era isso que eu queria. Me deitei sobre a mesa, ele ficou por cima de mim, sua boca trabalhando em meus peitos e sua mão trabalhando dentro da minha calcinha.
Ele só parou por um segundo para olhar nos meus olhos e perguntar:
— É isso que você realmente quer?
Um "Sim" sussurrado saiu dos meus lábios. Ele abriu o zíper da calça, arrancou-a e a lançou para longe, mas ficou de cueca e aproximou o seu grande volume da minha calcinha. Nossos corpos se pressionando um no outro, ele fazia o meu desejo aumentar cada vez mais, cozinhava dentro de mim a ânsia de tê-lo. Seu cheiro, sua textura, as possibilidades de amor, tudo isso diante de mim. Eu queria mais, sua sinceridade sem nenhum limite, sem filtros. Eu o queria por inteiro, todas as suas partes, até aquelas que talvez eu não pudesse aguentar. Eu nunca mais queria estar longe dele. Queria lhe dizer que poderia viver a sua liberdade, mas que me convidasse para ir junto. Eu queria ser livre ao seu lado.
Ele removeu a minha calcinha e também a sua roupa de baixo. Ele posicionou a cabeça do seu pau na direção da minha bucetinha já encharcada. "Me foda com vontade", sussurrei para ele e ele fez. Meteu em mim como nunca tinha metido antes, meteu com gosto e força. Cada estocada era mais forte que a outra. Parecia que ele metia com raiva, com fúria, mas com prazer. Sua mão subiu até a minha garganta e apertou o meu pescoço. Pensei que ficaria sem ar, mas não fiquei. Revirei os olhos e me entreguei ao prazer. Eu não sabia se o nosso casamento iria durar muito, mas se essa era a nossa despedida, valeu a pena.
Ele me virou de costas em cima da mesa e um pânico tomou conta de mim. Eu nunca tinha dado a parte de trás antes e sabia que poderia ser muito doloroso. Os homens pareciam gostar disso, principalmente Alex, mas não sei se eu gostaria. Ele cuspiu sobre os dedos e passou na cabeça do pau. Meu coração se agitou dentro do peito. Antes que eu pudesse falar qualquer coisa, ele entrou dentro de mim. Seu cacete me rasgando, tirando a minha virgindade pela segunda vez, era doloroso como eu imaginava e ele não tinha pena de mim. Metia com fortes estocadas, indo cada vez mais fundo, me fazendo alucinar de dor e prazer. Eu não queria que parasse. Era o que eu sempre desejei, não era? Finalmente algo selvagem e ousado. Por que parecia que tinha algo de errado nisso?
Aguentei firme até que ele jorrasse seu leite dentro de mim. Me senti dolorida quando ele acabou e tirou o pau da minha bunda.
Ele estava ofegante, eu ouvia a sua respiração alta, mas não olhei para trás.
Depois de um tempo ele só foi caminhando em direção ao banheiro. Não me parecia um recomeço, mas sim um fim.
Me sentei à mesa outra vez, puxei o notebook para perto de mim, baixei todos os vídeos que tinha ali e mandei para o meu celular. Eu acredito que toda mulher deveria conhecer o seu marido como ele realmente é, mesmo que isso custe o seu casamento. Procurei nos contatos do meu celular o nome da esposa de Alex e achei ela. Eu nem sabia por que tinha o número dela salvo já que eu nem gostava dela, mas lá estava a puritana. Sua foto de perfil mostrava uma mulher sorridente. A felicidade vem com a ignorância, mas a verdade liberta. Selecionei todos os vídeos que tinha salvo, todos os vídeos de Alex gemendo e servindo de puta a um homem. O que a sua esposa pensaria disso? O casamento de vocês sobreviveria? Espero que não.
Apertei "Enviar" e me levantei para ir em direção ao banheiro, me encontrar com o meu marido.
Fim.