Eu era mesmo um menino sem malícia naquele tempo. Nasci em Ibiraçu, interior do Espírito Santo, filho e neto de italiano daqueles que ainda falavam com sotaque carregado e faziam macarronada aos domingos como se o tempo não tivesse passado. Alto demais pra idade, magrelo que parecia um varapau com roupa, cabelo preto liso caindo na testa, sempre com cara de quem acabou de acordar mesmo depois de tomar banho. Estudava no Colégio São Francisco, uniforme cáqui que coçava nas coxas nos dias de calor, cheiro de giz velho misturado com café passado e pão de queijo quentinho no recreio. A gente corria no campinho, jogava bola, e eu nem percebia direito que meu corpo tava mudando mais rápido que o dos outros.
Nos últimos anos do primeiro grau a coisa mudou. Os meninos começaram a se juntar atrás do muro do campinho, longe dos olhares, revista Ele&Ela dobrada dentro da mochila, páginas colando de tanto uso. Eu via de longe, curioso pra caralho, até que um dia me chamaram. Abri e quase caí pra trás. Mulheres de pernas bem abertas, buceta depilada brilhando, peitão em close, aréolas grandes e escuras, e meu pau já dava sinal de vida dentro da cueca de algodão, inchando devagar, latejando contra o tecido fino, um calor subindo pela barriga que eu não sabia explicar. Eu disfarçava, mas o coração batia forte, quase doía.
Aí rolou a primeira punheta coletiva. Tirei a bermuda junto com os outros, coração na boca, o ar fresco batendo nas coxas e na bunda. Quando meu pau saltou pra fora, duro, grosso pra caralho mesmo naquela idade — uns dezoito, dezenove centímetros fácil, veias grossas saltando pelo tronco, cabeça rosada inchada e brilhando com uma gota de pré-gozo transparente que escorria devagar —, o silêncio caiu pesado. Os outros olhavam, os paus deles fininhos e menores, e depois vieram as risadas, nervosas, com inveja e susto misturados.
“Nossa, cara, isso aí é defeito de fábrica!”
“Nunca vai arrumar namorada, vai rasgar a coitada!”
Eu fiquei roxo de vergonha, o rosto queimando, enfiei ele de volta na cueca rápido, mas senti ele latejando forte contra a coxa, quente, pesado, como se tivesse vida própria. Saí dali pensando que nunca mais mostraria pra ninguém.
Mas a semente tava plantada, fundo. Comecei a rondar as bancas de revista da praça depois da aula, o coração disparado de medo de ser pego. Comprava gibi do Tex ou do Capitão América pra disfarçar e enfiava por baixo uma Playboy ou Ele&Ela, as páginas cheirando a tinta fresca. Em casa, quarto trancado com a chave que eu tinha conseguido, ventilador de teto rangendo e girando devagar, eu abria aquelas revistas no chão ou na cama, o pau já duro antes mesmo de tirar da cueca. Lia os quadrinhos da Gepê e da Press, aquelas histórias de tia safada com sobrinho curioso, cunhada traindo o marido com o cunhado mais novo, sempre tabu, sempre sujo, e aquilo me deixava louco de tesão. As cartas da Fórum, gente contando putaria real, eu lia com o pau na mão, batendo devagar no começo, depois mais rápido, até gozar tão forte que sujava o lençol inteiro, jatos grossos de leite quente que grudavam na pele, na barriga, até no peito às vezes. O problema era a quantidade. Saía aos jatos, grosso, quente, com cheiro forte de homem novo, e grudava em tudo. Se eu batia uma escondido no quarto à noite, acordava de manhã com a cueca colada na pele da barriga e do pau, o cheiro de porra seca subindo até o nariz, doce e salgado ao mesmo tempo, me fazendo lembrar tudo de novo e o pau começar a endurecer outra vez.
Só dava pra fazer de verdade no banho, porta trancada, água quente caindo forte no corpo. Eu segurava a revista contra o azulejo molhado, e batia punheta lenta, demorada, sentindo cada veia pulsar na minha mão, a cabeça sensível, o pré-gozo escorrendo grosso pelo tronco ajudando a escorregar. Eu demorava, controlava a respiração, via as fotos, imaginava, até não aguentar mais e aí vinha a enxurrada, leite jorrando forte, escorrendo pelo ralo junto com o sabão, eu gemendo baixo, quase um rosnado, pra minha mãe não ouvir lá na cozinha fazendo comida. Meu pau latejava por minutos depois, ainda meio duro, pingando as últimas gotas na cerâmica fria.
Foi mais ou menos nessa época que o Lauro apareceu. Ele era um ano mais novo, magrinho, cabelo cacheado castanho que caía nos olhos, sorriso de canto de boca que parecia sempre estar pensando em sacanagem. Tinha ouvido a fofoca do meu “defeito” no campinho e começou a andar do meu lado no recreio, me chamando pra jogar Winning Eleven na casa dele depois da aula. Eu, sem malícia nenhuma, só pensava no videogame, na diversão de passar a tarde longe de casa.
Um sábado à tarde a mãe dele saiu pra missa, e ele trancou a porta da sala com cuidado, colocou uma fita VHS que disse ser “do pai”, escondida no armário. Taboo 3. Eu nunca tinha visto um filme pornô inteiro, só pedaços rapidinhos nas bancas quando o vendedor virava as costas. A tela piscou, estática, e já começou: mulher gemendo alto, cu aberto e brilhando, homem metendo sem dó, saco batendo na bunda dela com barulho molhado. Lauro tirou a bermuda primeiro, sem dizer nada, o pauzinho fino e duro saltando, mal enchia a própria mão dele. “Tira a tua também, vai”, ele disse, voz baixa, olhando pra mim com aqueles olhos brilhando.
Eu fiquei receoso, o coração batendo na garganta, mas o tesão era mais forte que o medo. Tirei a bermuda devagar, a cueca descendo junto, e quando meu pau pulou pra fora, pesado, as veias saltadas latejando, a cabeça rosada já melada com uma gota grossa de pré-gozo que escorria devagar pelo tronco, o cheiro forte de tesão — meu cheiro, quente, animal — tomou conta da sala pequena. Lauro ficou olhando fixo, olhos vidrados, a boca entreaberta. O filme rolava atrás, gemidos, o barulho do homem fodendo, mas ele nem olhava mais pra tela. Os olhos dele diziam tudo: “Posso pegar?”
Ele chegou mais perto, devagar, como se tivesse medo de espantar, e começou a fungar. Primeiro de longe, depois mais perto, o nariz quase encostando no meu pau. O cheiro de perto pareceu entorpecer ele completamente. Eu já tinha lido contos com bissexualidade nas revistas, histórias de caras que curtiam pau grande, e passei a apreciar ele ali, hipnotizado pelo meu pauzão, aquilo me agradou pra caralho, me deu um tesão diferente, uma mistura de poder e de algo mais fundo que eu não sabia nomear.
A voz dele tremia um pouco quando falou, comentários desconexos, quase sussurrados: “que grande...”, “parece que brota esse líquido transparente...”, “o cheiro é bem diferente do meu...”. Depois ele olhou pra mim, olhos marejados de tesão, e perguntou baixinho se podia provar. Eu balancei a cabeça que sim, sem conseguir falar, o coração na garganta, o pau latejando mais forte. Porra, se Deus fez assim é porque cabe, pensei, mas na verdade eu tava com medo e tesão ao mesmo tempo, o pau latejando de antecipação.
Ele agarrou com as duas mãos, os dedinhos mal fechando em volta do meu pau grosso. Massageava devagar, subindo e descendo, o polegar roçando a cabeça sensível, espalhando o pré-gozo. Eu via o filme, via ele, sentia a mão quente e um pouco trêmula de excitação, e de repente ele se abaixou, ajoelhado no tapete da sala, e esfregou o rosto inteiro no meu pau. Nariz pressionando o tronco, bochecha macia roçando as veias, boca aberta lambendo o pré-gozo que pingava, gemendo baixo como se fosse a coisa mais gostosa do mundo. O calor da cara dele, a umidade da língua, o barulho molhado da saliva misturando com o melado do meu pau... eu quase gozei só de ver. Ver ele fungando como se meu cheiro fosse droga me deixou besta, o tesão subindo rápido.
Depois enfiou na boca. A cabeça grossa esticou os lábios dele, ele engasgava logo de cara, babava rios que escorriam pelo meu saco cheio e pesado, forçava até onde dava, eu sentia a goela apertando a cabeça rosada, quente e molhada. Percebi na hora que ele já tinha feito aquilo antes, com alguém. Não aguentei cinco minutos. Avisei com um “vai... vai” rouco, a voz falhando, e gozei. Jatos grossos, quentes, grossos como corda, enchendo a boca dele até transbordar. Ele tossiu, porra branca escorrendo pelo queixo e caindo no peito, mas voltou rápido, língua ávida limpando tudo, chupando até a última gota, engolindo com barulhinhos satisfeitos. Meu pau nem abaixou, continuou latejando, duro pra caralho, pingando as últimas. Meu primeiro boquete, aquilo era um sonho pra mim, e parecia ser pra ele também.
Ele olhou pra mim, olhos vermelhos, boca inchada e brilhando de saliva e porra, dando beijinhos molhados no meu saco, lambendo as bolas uma por uma, e já emendou o segundo boquete sem pedir. Dessa vez engoliu mais da metade, a garganta se mexendo visível, o barulho molhado de sucção enchendo a sala junto com os gemidos do filme. Eu segurei o cabelo cacheado dele com as duas mãos, não com força, só guiando, e meti um pouco mais fundo, sentindo ele engasgar de propósito, gostando, até gozar de novo, mais devagar dessa vez, sentindo ele engolir tudo, gemendo baixinho de satisfação, como se estivesse viciado no gosto do meu leite.
Eu ainda era virgem, nunca tinha metido numa boceta de verdade, mas me senti muito satisfeito com aquela experiência, como se tivesse descoberto um segredo que ninguém mais sabia.
Depois disso o clima mudou. Ficou quieto na sala, só o barulho do filme acabando, ele vermelho, o short dele estava molhado também, nao tinha certeza se ele tinha se masturbado, pois ele tinha as mãos ocupadas….. Eu estava envergonhado pra caralho, levantei, fui no banheiro, lavei o rosto com água fria, saí sem falar muito, o peito apertado de um jeito que eu não entendia. Mas no outro dia ele me procurou no portão da escola, voz baixa, quase tímida: “você gostou?” E repetimos. Cinco, seis vezes, perdi a conta. Sempre na casa dele, mãe na missa ou no mercado, a gente trancava a porta e ele já chegava de joelhos no chão, tirava meu pau da calça como quem abre presente de Natal, cheirava fundo, longo, como se quisesse guardar o cheiro na memória, lambia minhas bolas com a língua quente, chupava devagar no começo pra depois meter até onde podia, engasgando de propósito porque sabia que eu gostava do barulho e da sensação da goela apertando. Eu gozava rios na boca dele, jatos que ele tentava engolir tudo, lambia os beiços depois, pedia mais com os olhos. Nunca toquei no pau dele. Acho que ele nem queria. Nunca nem cogitamos o sexo anal. Só queria o meu pauzão grosso, o cheiro, o leite grosso que eu jorrava. Depois ele me contou que ja tinha chupado 2 antes de mim, mas que nem de perto era tao bom, me confessou que se masturbava varias vezes ao dia pensando no meu pau e meu leite… e que as vezes gozava so de me chupar, sem se tocar.
Mas o tempo passou rápido demais. Meu pai conseguiu transferência no trabalho, a gente ia se mudar pra Vitória. Capital, Praia do Canto, apartamento de frente pro mar, colégio novo, vida nova. Arrumei as coisas com o peito apertado, uma mistura de medo e expectativa. Na última vez com o Lauro, a gente transou de boca até eu gozar três vezes. Ele chorou um pouco quando eu disse que ia embora, lágrimas escorrendo enquanto ele ainda lambia meu pau mole depois do último gozo. Eu também senti um aperto esquisito no peito, mistura de saudade antecipada e culpa por ter gostado tanto daquilo tudo, por ter deixado ele se entregar daquele jeito, por ter gozado tanto na boca dele.
No dia da mudança, o caminhão na porta, caixas empilhadas, eu olhei pra trás, pra Ibiraçu ficando pequena no retrovisor do carro, e senti meu pau endurecer de novo dentro da calça jeans, lembrando do cheiro dele, do calor da boca dele, da entrega completa, do jeito que ele fungava e gemia como se meu pau fosse a única coisa que importava no mundo. Vitória me esperava, cheiro de mar e maresia, meninas de biquíni na praia, noites quentes de verão. Eu sabia que alguma coisa dentro de mim tinha acordado pra sempre. E que o “defeito” que os meninos riram um dia ia virar minha melhor arma, a coisa que ia me fazer descobrir o mundo de um jeito que eu nem imaginava.